Convivendo com minha ansiedade

A intenção deste post é poder compartilhar com vocês, como é conviver com minha ansiedade, que muitas vezes vem de mãos dadas com a depressão. Semanalmente irei postar sobre este tema, e quero que saibam que o blog estará aberto para podermos discutir sobre o assunto, então conto com a participação de vocês.

Espero que através destes textos, eu possa de alguma forma ajudar pessoas a lidarem com esta doença, que afeta o dia a dia de quem tem que conviver com ela. Se sofrem ou convivem com alguém que passa pelo mesmo, espero que eu possa entrar no coração de cada um e ajude a lidar de alguma forma.

IMG_20180420_122248_802-01-01.jpeg

Bom, descobri que tinha ansiedade no início do meu ensino médio, quando minha vida começou realmente a desmoronar, pois comecei a entender e ter consciência de tudo que aconteceu e vinha acontecendo na minha vida. Como a separação dos meus pais, quando eu tinha quatro anos de idade, que foi o impulso para o transtorno. Desde então, comecei a passar por muitas coisas.

Minha mãe levava diversos homens para casa e eu tinha que conviver com eles e tentar fingir que não me incomodava o fato de passar a tarde sozinha na sala, vendo desenho, enquanto ela transava no quarto ao lado. Meu pai, por sua vez, começou a construir outra família e quase não ia me visitar, chegou a passar 2 anos sem me ver, e achava que uma misera pensão de duzentos reais, que ele pagava quando bem entendia, supria a ausência que ele fazia na minha vida. Minha infância foi resumida em pular de casa em casa, pois todo padrasto que minha mãe arrumava não gostava de mim, então eu era obrigada á morar com minha avó. Estudei em muitas escolas diferentes, justamente por sempre estar pulando de casa em casa, como se eu fosse um objeto reciclável.

Com quatorze anos, minha tia, percebeu que eu precisava ir á um psicólogo, porque ela sabia de tudo que eu passava e tinha certeza que havia algo de errado comigo, e então convenceu minha mãe…

No próximo post, irei continuar a história, então aguenta coração, pois quero que as próximas publicações sirvam como uma “auto-ajuda” para quem precisa.

Desenho autoral – Todos direitos reservados.

Autora: Byanka. G. Nunes

Bjs no coração e até mais.

“Só a Mim”

Se sol
Não sou
E mar, não é
Se só
Estou
Não sei
Qual é
Me vejo ali
Te quero aqui
Sinto muito
Tenho que ir
Pra longe daqui
E de você
Coração súplica
Amar ou temer
Te amei demais
Fiz tudo a mais
Mas fiz sozinha
Ausência me parte demais
Entre amar ou temer
Sussurro viver
Em paz, talvez
Cumprindo sonhos
Amando sim
Mas primeiramente
Só a mim

Até a próxima escrita!

-TRACA.

FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark (parte 3)

Olá pessoal, tudo bem? Hoje o post vai ser a continuação da FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark (a primeira parte esta aqui no blog, quem quiser é só clicar no link). Obrigada a todos que curtiram a Fanfic, comentaram no meu post e no post de todas as meninas.

IMG-20180531-WA0120.jpg

Me sento na cama, e suspiro.

Faz uma semana que estou no porta-aviões Hércules, dormindo na parte dos dormitórios, mas a maioria dos quartos não é usado. Para o que usar, se precisa ficar em alerta o tempo todo?

Olho o notbook que ganhei de Ricardo no meu aniversário passado. Ao lado dele está o porta retratos com a foto de minha mãe, eu e Rick, e ao lado do foto um livro. Me levanto da cama conectando o MP4 descarregado na tomada ao lado da pequena escrivaninha.

Eu estou ficando entediada aqui. Sei que não é culpa de Tony ou dos outros heróis que eles sejam sempre solicitados, e sempre estão ocupados com problemas pelo mundo, mas eu estou ficando cansada de estar sempre sozinha.

Sinto falta de Gabriella, a minha melhor amiga. Em momentos como aquele, sempre saíamos para ir a qualquer lugar ou ficávamos juntas na pequena empresa de Ricardo. Sinto falta de casa.

Saio do meu quarto decidida a fazer qualquer coisa. Depois de subir as escadas indo para fora da área dos dormitórios, me encontro em um lugar movimentado. Sinto o olhar dos agentes da S.H.I.E.L.D. sobre mim enquanto ando pelo lugar. Decido seguir um fluxo de agentes, o que me leva para o que provavelmente é o corredor principal.

Paro em frente a uma grossa porta de vidro, e olho através dela. Uma grande sala, com uma parede também de vidro, uma mesa comprida de metal com vários tubos de ensaio, onde alguns líquidos coloridos estão dentro dele, borbulhando. Bruce está olhando atentamente para os vidros, enquanto anota algo em um pequeno caderno.

Tony esta ao seu lado, com um pequeno martelo, batendo suavemente no peito da armadura em um ponto onde está amassado. Ele parece dançar no ritmo de alguma música, balançando a cabeça e os quadris enquanto faz um biquinho com a boca.

Vejo um botão ao lado da porta, e o aperto torcendo para que não seja um alarme de incêndio, ou algo do tipo. Por sorte, a porta desliza para o lado me permitindo entrar na sala, e quando entro, a porta se fecha silenciosamente atrás de mim.

Black Sabbath deixa o ambiente mais animado. Me sento em uma cadeira de metal ao lado de uma mesa com rodas, onde há um óculos totalmente diferente, — que parece mais um óculos de natação, só que maior e totalmente preto — e um computador. Há vários fios ligando o óculos ao computador.

Bruce suspira quando o líquido no tubo se torna na cor marrom. O homem desliga o fogo do experimento o deixando de lado. Por fim, ele me olha tirando as luvas de borracha.

— Interessada? — Bruce pergunta para mim, apontando com a luva para o computador e o óculos.

— Um pouco. — admito, como se fosse pega flagra. — O que é?

— É um dos meus projetos. Ele irá testar você quando está sob pressão, o que irá fazer. — Bruce encosta a lombar na ponta da mesa, cruzando os braços em frente ao largo peito. — Você quer testar? — Ele pergunta como se tomasse uma decisão, vindo em minha direção por fim.

Abro um grande sorriso, olhando com o canto do olho Anthony parar de martelar a armadura totalmente interessado em nossa conversa.

— Sim! — respondo afirmativamente, me sentando um pouco mais ereta na cadeira de ferro.

Parece que finalmente vou fazer algo que vai me tirar desse tédio.

— Você vai ser a segunda pessoa a testar. — Bruce me fala ligando o computador e digitando no teclado, que parece minúsculo por baixo da sua enorme mão.

Percebo que ele está um pouco mais animado.

— Quem foi a primeira? — pergunto, enquanto Bruce aperta um botão que está na lateral do óculos.

— Natasha. — Bruce responde, e neste momento, os outros Vingadores entram na sala.

No nosso primeiro encontro, não sabia que os outros eram os Vingadores. Depois de irmos para o refeitório e comermos, eles explicaram quem cada um era, o que me deixou um pouco nas nuvens. A minha nova família são os Vingadores.

Clint vai para a ponta extrema da mesa, e pega uma flecha que estava em um suporte e a avalia atentamente. Natasha coloca uma arma em cima da mesa, e vai em direção a Tony, começando assim um diálogo baixo com as cabeças próximas.

Steve coloca o escudo redondo na mesa, e pega um pano do seu bolso, começando a esfrega-lo com vontade.

— Vamos lá? — Bruce chama a minha atenção, com a sua voz calma e grossa.

Tony volta a me olhar, observando enquanto pego da mão do cientista os óculos. Respiro fundo antes de colocar os óculos em meu rosto. Enxergo preto.

Percebo que a música parou de tocar, não há nenhum som na sala, apenas o som de Bruce digitando. Prendo a respiração esperando alguma coisa, ainda no escuro e tensa.

De repente, volto a enxergar.

Estou em pé no meio de uma rua. Um cão grande e feroz de uma branco alvo esta agachado a poucos metros de mim, com o peito quase encostando no asfalto e o traseiro no alto. O pelo esta eriçado, os olhos enraivecido, e os grandes dentes expostos.

Não sei onde estou, apenas sei que estou em perigo.

Dou um passo para trás, em uma forma de fugir do cachorro — que mais parece um cavalo — mas sei que é um gesto inútil. Olho pelo canto dos olhos, tentando não quebrar o contato visual com o cachorro, uma construção inacabada. Se, se, eu conseguir correr até a construção antes do cachorro me pegar, tem uma possibilidade de continuar viva. Mas, só tem essa possibilidade se eu conseguir encontrar algo para me proteger.

O se me deixa meio nervosa.

Preciso fazer isso, pelo menos lutar para continuar com a minha pele. Então me lembro de um detalhe importante, isso é apenas um teste feito por Bruce. Mas, se eu me machucar nesse mundo virtual, será que eu serei afetada psicologicamente? Melhor não arriscar.

” Certo. Vou contar até três, e correr até lá. Seja o que Deus quiser.” — penso comigo mesma, criando coragem ou tentando achar ela.

Um. O cachorro balança o rabo irrequieto, como um felino, o que é bem estranho.

Dois. Ele rosna, com a baba descendo pelos dentes, pingando no chão.

Três. Parece que o animal também estava contando antes de agir.

Mande a sua fanfic, desabafo, poema ou qualquer outra coisa para o nosso e-mail: adolescenciadelua@gmail.com

Espero que tenham gostado do post de hoje, continue de olho no blog.

Com amor, Giovanna.