Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.

Olá meus amores, hoje eu recebi uma fanfic de uma leitora aqui do blog, ela também é uma amiga próxima minha. Eu li essa Fanfic dela inteira, gostei muito, então decidimos compartilhar um capítulo por semana com vocês, vamos revezar entre o Conto Erótico e o Livro Adolescência de Lua, assim fica mais variado pra vocês!

Eu espero que gostem da Fanfic.


Colega de Quarto – Rommate

Internato – Capítulo 1
(07:23 AM)

Acordei bem cedo, como de costume, tomei um banho e me arrumei pra escola. Estava tudo muito silencioso, até que ouvi passos, eram meus pais. Eles cochicharam e logo em seguida abriram a porta. Minha mãe sorriu e meu pai ficou de canto, encostado na porta. Por um momento, imaginei que eles viriam me dizer que alguém da família morreu, só que foi bem pior que isso.

-Bom dia! Viemos conversar um pouco sobre algumas coisas, e preciso que tenha um pouco de paciência com as decisões que iremos tomar. -Disse cautelosa.

Decisões?! Estava começando a ficar nervosa.

-Ah, pode mandar. -Falei erguendo as sobrancelhas.

Minha mãe se aproximou, e sentou na poltrona ao lado da minha cama.

-Lariesce, seu pai conseguiu uma nova promoção, e vamos ficar totalmente sem tempo pra você. -Disse olhando fixamente em meus olhos.

Meu pai continuava apenas observando, uma das manias que eu mais odiava nele.

-Pode ser mais direta, mãe. -Falei.

Ela me olhou surpresa e fechou o sorriso.

-Então decidimos te colocar em uma escola interna, á cada dois finais de semana você vem pra casa nos ver. Estávamos procurando o lugar perfeito, que tenha tudo de melhor qualidade pra você, e achamos um que você vai adorar. -Falou com o tom de voz mais alto.

Eu sinceramente não estava acreditando. Um internato?! Eu queria morrer!

Olhei pra ela surpresa e soltei o verbo.

-Um internato? Isso é sério? Quando eu finalmente me adapto ao colégio, vocês decidem mudar novamente?! -Falei com o tom de voz alterado.

Meu pai se aproximou e decidiu dar a voz.

-Lariesce! Nós queremos o melhor pra você, demoramos dois meses pra conseguir achar o lugar perfeito. Você vai se adaptar novamente, o ensino de lá é um dos melhores. -Falou.

Olhei fixamente para o chão e senti meus olhos encherem de lágrimas. Vou ter que aceitar novamente algo que não estou de acordo.

-Você começa semana que vem… Você vai adorar, eu prometo. Já está tudo resolvido na sua escola. -Falou acariciando meus cabelos.

Levantei a cabeça e me controlei para não chorar.

-Vocês ao menos deveriam ter me comunicado… Mas do que adianta? Nunca tenho escolha mesmo. -Falei nervosa.

Meus pais olharam assustados e minha mãe logo fechou a cara.

-Lariesce… O recado está dado. -Falou levantando e andando em direção á porta.

Estava cabisbaixa, prestes á desabar em lágrimas, quando senti um olhar sobre mim.

-Espero que não complique as coisas, é pior pra todo mundo, meu amor. -Disse fechando a porta.

Me joguei na cama, que ainda estava bagunçada e chorei por horas. Não chorei porque iria mudar de escola mais uma vez, chorei porque meus pais parecem não se importar com o que penso. Eles esquecem que a vida também é minha, e que também tenho minhas opiniões.
Chorei tanto até que dormi. Simplesmente apaguei. Acordei com 50 mensagens da minha melhor amiga Angel, e provavelmente ela já sabia que eu iria mudar de escola. Retornei as ligações e fiquei pensando em como disfarçar a voz de choro.

Ligação On

-Angel? Oi. -Falei.

-Lari! Onde você se meteu? Seu nome não está mais na lista da senhora Bonnie. -Falou preocupada.

-É uma longa história… Meus pais me mudaram de escola, e me matricularam em um internato em Houston. -Falei sendo direta.

-O QUE?! Não pode ser verdade. Eles ao menos te falaram que iam fazer isso? Houston é longe demais. Eu quero matar seus pais! -Falou gritando.

-Eles não me comunicaram, até porque, eles já tinham idéia de que eu nunca iria aceitar. -Falei.

-Um internato! Você já pesquisou tudo sobre ele, né? -Perguntou.

-Ainda não… as únicas coisas que fiz até agora foram chorar e chorar. -Falei.

-Xô! Sem chorar, por favor. Amanhã vou até ai, temos o final de semana inteiro. -Falou.

-Vou nessa, Angel. Beijo. -Falei desligando.

Ligação Off

00000

Quatro dias depois…

Angel dormiu comigo o final de semana inteiro, e acredite, já estava morrendo de saudades dela. Não sei o que vai ser de mim sem ter as teorias sem nexo que ela inventa o tempo inteiro. Ás 08:00 minhas malas já estavam prontas, e Angel já estava desesperada e mais ansiosa que eu.
Ela andava de um lado pro outro, roendo as unhas e mexendo no celular.

-Lariesce! Vai ser tudo diferente… meu Deus… Você já sabe tudo do Houston Internship, certo?! -Perguntou.

-Sim, Angel! É um internato de meninas e meninos, tem dois blocos… Enfim! -Falei.

-Eu quero ir com você… -Falou.

Minha mãe gritou nos interrompendo… E finalmente, era hora de partir. Meu coração apertou e logo eu abracei a Angel.

-Vamos! Estamos atrasados. -Gritou.

Angel me olhou com os olhos cheios de lágrimas, e me deu um pequeno embrulho cor de rosa.

-O que é? -Perguntei.

-Abre quando chegar lá. Vamos, sua mãe só falta me matar. -Falou rindo.

Desci as escadas com a Angel, e na porta de casa á abracei. Os olhares apressados dos meus pais não permitiam muito contato. Entrei no carro e me despedi de uma das melhores pessoas que conheci neste lugar. Acenei enquanto o carro andava, e ao mesmo tempo balbuciamos um: “eu te amo.”

00

Após uma hora e meia, chegamos a Houston. Meus pais sorriam e logo anunciaram: É ali o internato.
Não fiquei nem um pouco surpresa ou interessada, porém, ao olhar pela janela me surpreendi com o tamanho dele. Eu já havia visto em fotos, mas pessoalmente é totalmente diferente. Havia um portal imenso, e um caminho cercado por um jardim repleto de flores. O internato era cercado por árvores, e a organização era admirável.
Meu pai estacionou e ao sair do carro, senti uma brisa fresca bater em meu rosto, fazendo meu cabelo balançar. E por um momento, me conformei com o que estava acontecendo.
Meus pais me acompanharam, e tocamos a campainha do lugar. Logo uma menina, provavelmente aluna, veio nos atender.

-Olá! Sejam muito bem vindos! Venham, por aqui. -Falou indicando o caminho.

Ao entrar, fiquei encantada com o lugar. Meus pais realmente procuraram bem. Havia uma escadaria enorme logo na entrada, um lustre e umas bancadas ao lado esquerdo. Vi uns alunos passando, e já estava detestando o uniforme.
Logo uma mulher muito bem vestida veio conversar com meus pais, e a menina me puxou para conhecer o lugar.

-Oi! Lariesce, né? -Perguntou.

Como ela sabe meu nome?!

-Ei! Isso. -Confirmei.

-Bom, eu sou a Lisa! Vou te mostrar aqui aos poucos, com o tempo você vai saber onde é tudo! -Falou risonha.

Fiquei quieta e apenas fui acompanhando tudo.

-Aqui é a parte central! Onde ficam os escritórios, salas de aula e biblioteca. Logo em seguida, temos o refeitório e a sala de televisão, que ficam a direita da parte central. Após esses dois locais, temos o bloco um, que é o bloco dos dormitórios femininos, já já te mostro seu quarto. As pessoas aqui são bem sociáveis, fica tranquila. -Falou.

Fiquei quieta.

-No bloco dois, ficam os dormitórios masculinos, a sala de música e salão de festas. No meio dos dois, tem um jardim, que é livre pra todo mundo. As pessoas costumam ficar por lá nos intervalos. Falando nisso… tudo tem horário por aqui, e atrasos não são permitidos.

Voltamos para parte central e meus pais estavam na porta me esperando para irem embora. Estava apreensiva, com vergonha e insegurança de tudo. Os abracei e logo a Lisa me entregou uma chave com uma numeração.
Fiquei dispersa, apenas observando meus pais saírem.

-Lariesce? Aqui esta sua chave.

Peguei e meu quarto era o número 324B1. Ao lado leste do bloco um.

-Vamos? Eu te acompanho. Logo você vai ter a lista de normas, seu uniforme já está em cima da sua cama. As meninas aqui dividem os quartos, sua colega de quarto é… -Falou olhando uns papéis.

Fiquei perplexa.

-Cassie Migdton… Boa sorte! -Falou abrindo a porta.


Gostaram? Quem será essa Cassie Migdton? Agora, só semana que vem!

A autora dessa Fanfic se chama Lucília Gomes, vocês podem encontrar ela no seu Instagram: luh.young

Beijos da Mila!

FANFIC: Vingadores – filha de Tony Stark (parte 4)

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Olá pessoal, tudo bem? Hoje o post vai ser a continuação da FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark. Obrigada a todos que curtiram a Fanfic, comentaram no meu post e no post de todas as meninas.

Parte um: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark
Parte dois:FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark (Part.2)
Parte três: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark (parte 3)

Corro com todas as minhas forças, procurando com o olhar algo que possa me ajudar. Graças a Deus, uma barra de ferro mediana esta próximo de mim, e torço para que seja leve o suficiente para golpear o animal. No instante em que consigo pegar a barra, caio no chão sujo e empoeirado, por sorte o tombo me salva.

O cachorro branco pula sobre mim, errando por questão de centímetros o alvo, que no caso sou eu. Levanto rapidamente mas desajustada, juntamente com o animal, e quando ele vem para cima de mim, a única coisa que faço é meter a barra no cachorro, onde acerto bem na cabeça. Antes de largar a barra de ferro e ver o corpo cair para o lado, percebo que uma parte da cabeça do cachorro afundou.

Céus, eu matei um animal!

E então a cena muda novamente, mostrando um cenário totalmente diferente, ou melhor, sentindo a diferença.

Sinto o meu corpo flutuar, uma correnteza pegando o meu corpo de surpresa, e o frio. Deus, como está frio! Estou em um oceano, cercada por água por todos os lados. A água é totalmente escura, o que me leva a perguntar em qual oceano eu estou. Então percebo dois fatos: estou ficando sem ar, vejo um corpo sendo tragado para as profundezas. Tomo uma atitude para salvar a nós dois.

Volto para a superfície, respirando profundamente todo o ar que consigo armazenar em meus precários pulmões, e volto a mergulhar, indo em direção ao corpo. Quando consigo chegar perto o suficiente para ver com clareza, vejo a roupa da pessoa. Um macacão azul, com listras brancas e vermelhas.

Seguro com todas as minhas forças o corpo. Quando consigo virar o corpo para mim, vejo o seu rosto. Meu Deus, é Steve! O corpo é Steve Rogers!

Steve esta inconsciente, e mesmo em baixo d’água seu corpo continua pesado de uma forma ridícula por eu não conseguir nadar para a superfície.

Tenho que pensar em algo, fazer com que ele acordar. Prendo bem os meus lábios para não deixar o oxigênio sair por alguma brecha.

“Chega” escuto longe, bem longe, mas é uma voz que sei que conheço. Então me lembro novamente que é um teste, e faço a última coisa que poderia imaginar.

Olho para Steve, e colo os nossos lábios, abrindo a boca dele com a minha e lançado meu ar para os pulmões dele. Fico sem ar, mas sei que posso aguentar por alguns instantes.
Sacudo Steve pelos ombros, a sua cabeça balança de um lado para o outro até ele acordar.

Seus olhos azuis são as últimas coisas que vejo antes de me afogar.

Uma lufada de ar quente desce pela minha garganta indo diretamente para os meus pulmões. O ar rasga a minha garganta tentando chegar aos meus pulmões.

— Eu vou te matar! — reconheço a voz de Tony, que por sinal esta muito irritado. — Esteja avisado, Banner, se ela morrer eu o mato.

Outra vez ar quente desce pela minha garganta. O ar parece fogo. Respiro profundamente curvando o meu tronco, por fim tusso algumas vezes. Parece que engoli muita água. Respiro novamente mais devagar, e abro os olhos.

A primeira coisa que percebo é que Steve está quase se deitando em cima de mim. Anthony está atrás dele com os braços cruzados queimando Bruce com o olhar, que por sua vez está ao meu lado checando o meu pulso. Também percebo que Natasha não está, e Clint também não.

Empurro a mão de Bruce e de Steve para longe de mim, enquanto me sento de uma forma ereta tentando fazer com que o ar chegue mais facilmente aos meus pulmões.

Tony se ajoelha ao meu lado, o que me surpreende, e ele mostra uma real preocupação por mim, o que é mais surpreendente ainda.

— Você está bem? — Tony pergunta, ainda agachado. Não sei de onde ele encontra equilíbrio para continuar nessa posição.

— Sim, — a minha voz sai rouca, mas forte. — Eu estou bem.

Bruce solta o ar lentamente em um gesto de alívio e sorri para mim com gentileza, depois abre um sorriso cheio de deboche para Tony.

— Vê, ela está bem. — Bruce fala indo ao computador. O cientista aperta uma séria de teclas, olhando fixamente para a tela.

O Stark e Steve se levantam quando eu também me levanto da cadeira de ferro, ainda com os pulmões ardendo. Steve olha para mim com um sorriso tímido no rosto.

— Obrigada. — Steve fala, com total sinceridade.

— Pelo que? — mesmo com o seu agradecimento ser sincero, não entendo porquê ele me agradeceu.

— Por tentar me resgatar. — solto um “ah”. Não pensei que Rogers me agradeceria por isso, fiz apenas algo que qualquer pessoa faria.

De repente o herói pega um celular do bolso e lê uma mensagem, antes de guardá-lo novamente.

— Preciso ir. — Steve diz antes de sair da sala rapidamente.

Talvez tenha acontecido alguma coisa importante. Olho para Tony, que por sua vez está com os olhos grudados em mim, mesmo que não queira aparecer isso. E parece que Bruce também percebeu isso.

— Bem, os sentimentos de pai do Tony estão aflorando, finalmente. — o cientista fala ainda olhando para a tela do computador, mas o seu tom é um tanto divertido.

— Fique quieto, Bruce.

 

Mande a sua fanfic, desabafo, poema ou qualquer outra coisa para o nosso e-mail: adolescenciadelua@gmail.com

Espero que tenham gostado do post de hoje, continue de olho no blog.

Com amor, Giovanna.