FANFIC: Como Funciona, O que é, Como Fazer. (Part.2)

Oi pessoal, tudo bem com vocês? No post de hoje vou continuar a falar sobre como fazer fanfic’s e histórias em geral. Espero que gostem.

Pra quem ainda não leu o post anterior eu vou deixar o link aqui em baixo.
Part.1: FANFIC: Como Funciona, O que é, Como Fazer.

Nenhuma pessoa muda da noite para o dia, nem mesmo em livros — só por milagres mesmo ou em livros de fantasia, mistério e terror. Mas aí já é outro caso. —, então você deve tomar muito cuidado e fazer essa mudança durante o livro, em cada capítulo uma pequena coisa muda, não logo de cara.

Outra coisa muito errada é quando o personagem começa e termina do mesmo jeito. Isso não deve acontecer porquê tudo o que ele/ela passou durante a história não vai fazer sentido. Ele precisa mudar, e para fazer as mudanças dele de uma forma correta entra a ficha (de novo).

Eu estou frisando a mesma coisa sobre mudança por ter lido várias histórias onde o autor errava nas duas coisas. Eu quando fui começar a escrever, sendo ansiosa já queria mostrar a mudança no mesmo capítulo.

E essas dicas também valem para o antagonista ( Vilão, amo demais), porquê vai ajudar a mostrar se ele vai terminar arrependido ou pior e com desejo de vingança.
PLANEJANDO:

Roteiro:

Acho que o roteiro é uma das minhas partes favoritas além de fazer a ficha, porquê é nele onde você molda a história, é nele onde você sabe o que vai acontecer no capítulo, onde apenas você sabe o que cada um vai fazer, estar, falar com quem. O roteiro vai te ajudar a não fugir do curso da história, o que é muito legal.

No roteiro você vai basicamente colocar o espaço onde os personagens vão estar, com quem vão falar, e coisas desse tipo. Um resumo pequeno, simples, onde você só vai colocar os pontos principais.

ESCREVENDO:

Narração:

Há três tipos de narração, começando com o narrador onisciente. O narrador onisciente é como se fosse um deus, ele sabe tudo sobre os personagens, como eles estão se sentindo, o que estão pensando e até mesmo os segredos. Mas geralmente ele não fala os segredos dos personagens, mas insinua isso.

O narrador onipresente é que está em todos o lugares, geralmente também é o narrador onisciente ao mesmo tempo. Esse tipo de narração é muito bem vinda em mistério, suspense, terror ou coisas parecidas.

Narrador personagem, como o próprio nome já diz é o próprio personagem que narra. Sendo assim, nós leitores sabemos tudo sobre esse personagem, o que pensa, sente, como vai agir e etc, mas apenas sobre ele nós sabemos, sobre os outros não. Só se ele tiver algum tipo de poder psíquico, mas é um caso a parte.

Narrador observador: esse narrador não vai interferir na história, ele vai apenas narrar os fatos. Não precisa ser necessariamente um personagem da história narrando. No meu ponto de vista é um dos tipos de narração mais difícil.

Sabendo isso, e se você nunca escreveu antes, teste os três tipos de narração pra saber qual você se sente mais confortável. No começo vai parecer difícil, mas depois vai fluir naturalmente.

• Começo:

O primeiro capitulo é sempre o mais difícil de se fazer, porque é nele onde você vai chamar a atenção do leitor, principalmente a primeira frase. A primeira frase é a que fica, é onde você pensa ” nossa, meu Deus” ou algo do tipo. Eu gosto de fazer as minhas primeiras frases com o pensamento do personagem, por exemplo:

“O ódio me corrói intensamente.”

É uma frase de efeito, onde você vai pensar “porquê, como, o que te levou a sentir isso”, entendeu? Não se preocupe se demorar demais para fazer a primeira frase, realmente é mais difícil já que exige uma certa concentração.

Depois de fazer a sua frase, comece a moldar a sua ideia como uma massa de modelar. Pegue o roteiro, se preciso a ficha dos personagens e manda bala.

Só pra ajudar mais um pouquinho, fica aí uma base para vocês quando forem escrever. Não precisa usar isso todo o capítulo, mas ajuda um pouco.

Elementos básicos do texto narrativo:

1. FATO (o que se vai narrar)
2. TEMPO (quando o fato ocorreu)
3. LUGAR (onde o fato se deu)
4. PERSONAGENS (quem participou do ocorrido ou o observou)
5. CAUSA (motivo que determinou a ocorrência)
6. MODO (como se deu o fato)
7. CONSEQÜÊNCIAS.

Normas brasileiras/ Erros ortográficos:

O.k. Para você escrever um livro deve seguir as normas brasileiras, onde vai escrever corretamente usando a pontuação, palavras, e essas coisas que lemos todo o santo dia. É super fácil seguir essa norma porquê nós já a seguimos no dia à dia, mas vou falar algumas coisinhas pra vocês lembrarem e não errar.

Vocês já sabem como usar o ponto e a vírgula, mas é importante falar que a vírgula e o ponto não deve ser colocada entre um espaço das duas palavras. Como assim? Exemplo: ela parou , olhou , sorriu . Entenderam? Eu falo isso por ter lido diversas vezes histórias com esse erro.

Na norma brasileira se usa o travessão ( — ) para fazer o diálogo dos personagens. Na Inglaterra e nos Estados Unidos se usa as aspas, mas nós sendo brasileiros devemos usar o travessão. Eu até acho mais fácil para entender quem está falando o quê.

Fique atento(a) com os erros ortográficos. Há vários sites que podem te ajudar a não errar, ou até mesmo o dicionário. Sério. Mas também não coloque muitas palavras difíceis que faça com que o leitor ande com um dicionário e sempre tenha que parar para pesquisar o que significa determinada coisa.

Falamos a verdade, quem fala obséquio, ou palavras dessa forma em um diálogo normal? Ainda mais em um diálogo de adolescentes? Você pode usar palavras corriqueiras, que falamos todos os dias (principalmente com adolescentes), para que fique mais natural possível, até porquê os diálogos devem sair naturais.

Antes de postar o capítulo é essencial você revisá-lo. Parece um pouco chato, e de fato é um pouco, mas o seu livro vai crescer mais se não tiver erros.

Obrigada a todos que estão lendo, comentando e votando. Muitas vezes eu não consigo responder os comentários por falta de tempo mas eu sempre os vejo e vocês não sabem o tamanho do meu sorriso.

Esse post ainda não acabou, e eu espero ter ajudado até aqui. Comente as suas dúvidas que eu vou tentar ao máximo responder.

Mande a sua fanfic, história, poesia, desabafo ou crítica pelo nosso e-mail: adolescênciadelua@gmail.com

Com todo o amor, Giovanna Teodorico.

Convivendo com minha ansiedade. Part. 2

Bom, demorei um pouco para postar, pois aconteceram alguns imprevistos. Li todos os comentários só não tive tempo de responder, e amei saber que poderei ajudar contando minha história.

Mas vamos ao que interessa né…

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Quando cheguei á psicóloga, não consegui me abrir como queria, pois não me senti á vontade com minha mãe do lado, então não soube me expressar. A psicóloga me passou alguns remédios controlados, porém eu não tomava nenhum, pois eu não queria aceitar que estava doente, e nunca mais pisei o pé num psicólogo, desde então.

Muitas coisas aconteceram na minha vida depois disso, mas o mais marcante foi conhecer meu primeiro namorado, foi então que descobri o que era o apego emocional, pois eu me sentia sozinha e via nele um porto seguro, só que para ele não era bem assim. Conviver com alguém que tem ansiedade e depressão não é fácil, eu o sobrecarregava demais, e não era justo. Terminamos diversas vezes e todas vezes eu entrava em depressão, eu não sentia vontade de nada, absolutamente nada! Ai você me diz “Nossa, Stef! Sério que você chegou á este estado por causa de um garoto?” Sim! Eu cheguei! Mas vamos raciocinar comigo… Eu já tinha um quadro depressivo, nunca quis me tratar, via nele algo que eu podia me agarrar e confiar, então quando ele se foi, eu já não tinha mais ninguém, pois meu pai já fazia um bom tempo que não dava notícias, minha mãe quase não ficava em casa, e quando ficava, era transando com o namorado no quarto, eu era completamente sozinha, entende?!
Namorei com esse garoto durante 3 anos, mas anos picados, era um relacionamento abusivo de ambas as partes, sempre terminando e voltando.A fase mais marcante do nosso relacionamento foi o ano passado, onde minha mãe me expulsou de casa, dizendo que como o marido dela não gostava de mim, ela também não me queria lá, então voltei a morar com minha vó, mas eu estava numa fase que já não tinha ânimo pra nada mesmo, e minha família não queria enxergar, só sabiam me julgar, de todos os lados, era muita pressão para mim, eu já não aguentava mais, foi então que fui morar com ele, foram 5 meses morando juntos, eu o amava, e sentia que ele também me amava, mas com tudo que tinha acontecido, minhas crises só pioravam. Eram noites chorando, sem apetite para comer, tonturas, fortes dores, eu ia no médico toda semana, pois sempre estava passando mal. Mas uma coisa, eu só queria poder entender como algo que está na sua cabeça consegue mexer com todo seu corpo, eu sentia e ainda sinto um terrível mal estar, e não consigo entender o porquê.

Enfim, nosso relacionamento não suportou minha ansiedade, eu tinha paranóia com exatamente tudo! Não falo de paranóia de ciúmes, normal, como qualquer relacionamento, eu chegava a ser abusiva, era horrível!Eu não o culpo, pois ele me ajudou muito, mas como qualquer outro, não aguentou e me abandonou.

Ter ansiedade é pensar em tudo á todo instante, arquitetar paranóias, mal estar psicológico, as vezes a depressão bate na porta e as duas formam uma dupla entanto, andam de mãos dadas e te destroem. Destrói tudo a sua volta! Invade sua vida sem licença e por muitas vezes interfere no seu dia a dia.Vira nosso inimigo fatal! Por muitas vezes, minha ansiedade faz com que eu pense em planos incríveis, mas no final é tóxico, pois penso em milhões de possibilidades de dar errado e me desespero por algo que nem é real.

Depois de tudo o que houve, entre eu e meu ex namorado, vim morar com o meu pai, que não o via há mais de 2 anos, e foi aí que o conto de fadas se tornou um novo pesadelo…

Toda quarta-feira terá continuação, então aguenta coração

Desenho autoral – Todos direitos reservados.

Autora: Byanka. G. Nunes

Bjs no coração e até mais.

Poema dos Leitores: Certas belezas

Poema escrito por leitoras e leitores…

Certas belezas

Algumas histórias são diferentes
Não das que contam os parentes
O diferente também é lindo

Algumas pessoas demoram a aparecer
Mas quando chegam, fazem valer
Esperar também é lindo

Corações pelos cantos e você não está aqui
Desejo isso desde o dia em que te conheci
Sentir também é lindo

Mesmo distante, você me faz tão bem
Sinto que podemos ir muito além
Sonhar também é lindo

Acredito que o amor não tem barreiras
E para provar existem mil maneiras
Esforço também é lindo

Você aqueceu meu coração frio
Que andava tão sombrio
Permitir-se também é lindo

Então, resolvi por ti arriscar
O que há então, amar?
Reconstruir-se também é lindo

Gostar de você é gostar de mim
Quem cuidaria melhor do meu jardim?
Carinho sincero também é lindo

É lindo como você é lindo
Sonhando tanto, não sei onde estou indo
Mas eu sei: confiar também é lindo!

img_20161231_142326_669-367606968.jpgImagem com direitos autorais!

Autora: Lívia Cosequi

Imagem com direitos autorais!

Conheça a nossa artista: Byanka G. Nunes

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Beijos da Mila!