Convivendo com minha ansiedade. Part. 2

Bom, demorei um pouco para postar, pois aconteceram alguns imprevistos. Li todos os comentários só não tive tempo de responder, e amei saber que poderei ajudar contando minha história.

Mas vamos ao que interessa né…

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Quando cheguei á psicóloga, não consegui me abrir como queria, pois não me senti á vontade com minha mãe do lado, então não soube me expressar. A psicóloga me passou alguns remédios controlados, porém eu não tomava nenhum, pois eu não queria aceitar que estava doente, e nunca mais pisei o pé num psicólogo, desde então.

Muitas coisas aconteceram na minha vida depois disso, mas o mais marcante foi conhecer meu primeiro namorado, foi então que descobri o que era o apego emocional, pois eu me sentia sozinha e via nele um porto seguro, só que para ele não era bem assim. Conviver com alguém que tem ansiedade e depressão não é fácil, eu o sobrecarregava demais, e não era justo. Terminamos diversas vezes e todas vezes eu entrava em depressão, eu não sentia vontade de nada, absolutamente nada! Ai você me diz “Nossa, Stef! Sério que você chegou á este estado por causa de um garoto?” Sim! Eu cheguei! Mas vamos raciocinar comigo… Eu já tinha um quadro depressivo, nunca quis me tratar, via nele algo que eu podia me agarrar e confiar, então quando ele se foi, eu já não tinha mais ninguém, pois meu pai já fazia um bom tempo que não dava notícias, minha mãe quase não ficava em casa, e quando ficava, era transando com o namorado no quarto, eu era completamente sozinha, entende?!
Namorei com esse garoto durante 3 anos, mas anos picados, era um relacionamento abusivo de ambas as partes, sempre terminando e voltando.A fase mais marcante do nosso relacionamento foi o ano passado, onde minha mãe me expulsou de casa, dizendo que como o marido dela não gostava de mim, ela também não me queria lá, então voltei a morar com minha vó, mas eu estava numa fase que já não tinha ânimo pra nada mesmo, e minha família não queria enxergar, só sabiam me julgar, de todos os lados, era muita pressão para mim, eu já não aguentava mais, foi então que fui morar com ele, foram 5 meses morando juntos, eu o amava, e sentia que ele também me amava, mas com tudo que tinha acontecido, minhas crises só pioravam. Eram noites chorando, sem apetite para comer, tonturas, fortes dores, eu ia no médico toda semana, pois sempre estava passando mal. Mas uma coisa, eu só queria poder entender como algo que está na sua cabeça consegue mexer com todo seu corpo, eu sentia e ainda sinto um terrível mal estar, e não consigo entender o porquê.

Enfim, nosso relacionamento não suportou minha ansiedade, eu tinha paranóia com exatamente tudo! Não falo de paranóia de ciúmes, normal, como qualquer relacionamento, eu chegava a ser abusiva, era horrível!Eu não o culpo, pois ele me ajudou muito, mas como qualquer outro, não aguentou e me abandonou.

Ter ansiedade é pensar em tudo á todo instante, arquitetar paranóias, mal estar psicológico, as vezes a depressão bate na porta e as duas formam uma dupla entanto, andam de mãos dadas e te destroem. Destrói tudo a sua volta! Invade sua vida sem licença e por muitas vezes interfere no seu dia a dia.Vira nosso inimigo fatal! Por muitas vezes, minha ansiedade faz com que eu pense em planos incríveis, mas no final é tóxico, pois penso em milhões de possibilidades de dar errado e me desespero por algo que nem é real.

Depois de tudo o que houve, entre eu e meu ex namorado, vim morar com o meu pai, que não o via há mais de 2 anos, e foi aí que o conto de fadas se tornou um novo pesadelo…

Toda quarta-feira terá continuação, então aguenta coração

Desenho autoral – Todos direitos reservados.

Autora: Byanka. G. Nunes

Bjs no coração e até mais.

14 comentários em “Convivendo com minha ansiedade. Part. 2

    1. Aaaaaaaaaaaaa sua linda ♥️ espero estar ajudando de alguma forma, compartilhando minha história com você. Próxima quarta feira tem mais, bjinhos

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