FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark (Part.6)

Olá pessoal, tudo bem? O post de hoje é a continuação da FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark. Obrigada a todos que comentaram e curtiu meus post’s e das meninas.

Part. 1: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 2: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark .
Part. 3: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 4: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 5: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.

 

FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark
Part.6

 

Dou mais uma mordida no burrito, e limpo a mancha de molho apimentado no canto da boca. Tomo um bom gole de suco de morango, e dou outra mordida.

— Estou faminta! — falo aos dois homens a minha frente com a boca cheia.

Depois de treinar na pequena acadêmia daqui, todo o esforço me abriu um grande apetite.

— Isso da para ver. — Anthony diz. Faço uma careta a ele sem parar de comer.

— Deixe a garota, Tony. — Steve fala em tom de brincadeira.

— Não sei se você sabe, Picolé, mas ela é a minha filha. — Steve bufa baixinho. Um pouco do recheio de seu taco cai no prato de papel.

— Tony, eu já te disse para não me chamar de picolé. — o homem loiro diz com toda a paciência que eu não tenho.

— No fundo você gosta, só não admite. — Anthony continua tirando sarro com a cara do Capitão. Antes que o loiro responda, intervenho pelo o que parece ser a milésima vez.

— Tony, chega. Não vamos começar novamente.

— Eu apenas estou expressando a minha profunda opinião sobre algo, minha bonequinha. — quando Anthony me chama pelo apelido que Rick me deu, semicerro os olhos mas não comento nada.

— Talvez eu e Steve não queremos saber a sua profunda opinião. — comento dando uma mordida em meu burrito. — Quer saber? Vamos encerrar essa história aqui!

Anthony ri de algo mas permanece quieto, balançando a cabeça antes de morder o seu burrito. Para muitas coisas, eu e ele somos bem parecidos, mas para outras somos o oposto.

— Só me responde uma coisa, Capitão. Como é ter mais de noventa anos e ainda estar ativo? — reviro os olhos, e volto a comer, sem prestar atenção nos dois.

Depois da conversa que tive com Ricardo no dia anterior, continuo pensando no que ele me disse, sobre permitir Anthony ser o meu pai, deixar que ele tome conta do lugar de direito. Mas é tão difícil quando o homem é extremamente infantil, e me trata como uma colega, e não uma filha.

Sinto tanta falta de Ricardo, e do modo como ele me acordava nos sábados para ir na pequena empresa dele. Lembro-me de mamãe fazendo uma xícara de café para mim, todos os dias de manhã antes de ir para o colégio. Não, não posso permitir pensar em mamãe. Dói demais.

— O que você está pensando? — a voz de Steve me trás de volta a realidade. Mal percebo que havia parado de comer.

— Em Ricardo, e, — respiro fundo antes de responder. — minha mãe.

Tento ignorar as garras da solidão colocando mais molho de pimenta no burrito.

— Como é Ricardo? — Tony, graças a Deus, não pergunta sobre a minha mãe.

    Abro um pequeno sorriso me lembrando das lembranças com meu padrasto.

— Ele é sempre alegre, com ótimas ideias para a empresa dele. Rick faz tudo o para fazer as pessoas felizes. — dou um gole no suco tentando ganhar tempo. Percebo que Tony absorve cada palavra que falo. — Ele é como um pai deveria ser, como uma pessoa deveria ser. Sempre fazendo algo bom sem pedir nada em troca.

Voltamos a comer com um silêncio desconfortável. Steve me encara e Anthony faz totalmente o contrário, desviando o olhar de mim. Então percebo o porquê.

    Anthony queria saber sobre Ricardo fazendo comparações. Eu fui verdadeira, mas as palavras machucam até mesmo os mais arrogante homem.

Queria dar risada por Tony — provavelmente — estar se sentindo enciumado, mas parece que aquela Emma, divertida, cheia de vontade de aprender e viver foi enterrada em abril, quando mamãe morreu. Apenas a curiosidade continuava, o que não me surpreendia. Céus, como estou ficando mórbida.

Volto a minha atenção para o presente quando Natasha passa pela nossa mesa, e fala por sob o ombro enquanto caminha majestosamente.

— Reunião agora. — seu inglês com um sotaque russo e forte deixa a mulher mais sensual. Sensual e perigosa.

Capitão América foi o primeiro a se levantar engolindo o último pedaço de seu taco. Anthony me olha como se me olhasse pela primeira vez, passando os olhos pelo meu rosto, tentando me ler, mas por fim se levanta e anda atrás do Capitão, com passos extremamente confiante .

Depois de longos minutos sozinha, acabou de comer sentindo a ardência por toda a minha língua, sinto a minha boca inchar por causa da pimenta, e por fim tomo todo o suco de morango. Devo me lembrar que suco de morango não combina nada com burrito.

Percebo o quanto eles estão demorando. Eu sei que é uma reunião, mas eles não deveriam demorar tanto, deveriam?

E então juntando a última coisa que me restou, levanto da mesa pegando a minha bagunça e as dos dois homens também, jogo na lata de lixo mais próxima e por fim sigo em direção onde os heróis foram com uma família inteira de pulgas atrás da orelha, torcendo para não me perder pelos corredores.

    Entro em mais um corredor desviando de agentes, ainda com a boca ardendo e me perguntando se o que eu estou fazendo é certo. Eu sou curiosa, e a curiosidade matou o gato.

    Por um momento penso em voltar para o refeitório e esperar por Steve e Tony, mas escuto uma pessoa falando alto demais, depois outras vozes se unem a essa voz se tornando uma cacofonia de vozes.

O barulho vem detrás de uma porta de metal ao meu lado. Encosto o meu ouvido na porta, e escuto atentamente a tudo o que eles dizem, reconhecendo as vozes.

    Por sorte nenhum agente passa por esse corredor, me deixando mais aliviada.

— Loki… — uma voz fala com uma calma perigosa. Reconheço de imediato que é Tony. — LOKI! VOCÊ ESTÁ LOUCO?

    Afasto a cabeça da porta, jurando por um momento ter sentido o metal vibrar por conta do berro de Anthony. Volto a colar a cabeça na porta, fazendo com que o metal frio deixe a minha orelha e bochecha também frios.

— Tony, você quer ser racional? — uma voz grossa e autoritária fala com calma, mas há ainda uma certa irritação em sua voz. — Há milhares de vidas em jogo. Thor me mostrou esta opção, eu a avaliei, e concordei.

Alguém fala, mas tão baixo que não escuto.

— Vamos refrescar a sua memória, Fury. — agora há uma verdadeira irritação na voz de Tony. O imagino com os braços cruzados e os olhos semicerrados. — Loki destruiu o centro de Nova Iorque inteira, trouxe extraterrestres para a Terra, e fomos nós quem limpamos a bagunça dele.

Será que esse Loki é aquele maluco com chifres que eu tinha visto nos jornais quando tinha, o que? Treze anos de idade? Mas aquele cara é um psicopata!

— Eu também estou descontente. — Steve finalmente se pronuncia. — Todos nós estamos. Mas você tem um plano melhor? Foi o que eu pensei.

— Ah, pelo o amor…

— Se a única forma de salvar as pessoas é tendo Loki em nosso grupo, então eu concordo. E acho que você também deveria concordar, Tony.

— Não venha com esse papinho compatriota para cima de mim. — acho que Steve deixo Anthony mais irritado. — Se fosse para ter alguém para ajudar a salvar essas pessoas, por que não a Capitã Marvel?

— Esta decidido Tony. Loki e Thor já estão vindo para a Terra. — Nick Fury diz, fazendo com que a discussão entre Steve e Tony parem. — Pelos simples fato de vocês já terem enfrentado ele antes, sei que podem conte-lo agora. E Tony, a Capitã Marvel não está na Terra.

O silêncio na sala faz com que eu pense rapidamente. Se precisam de Loki para ajudar a salvar as pessoas, então a que ponto de desespero os Vingadores estão? E quem está deixando eles dessa forma?

    E então me lembro. Quando eu cheguei no porta-aviões Hércules os Vingadores estavam discutindo sobre me contar ou não sobre algo. Forço a minha memória para me lembrar do nome que Steve disse.

— Broski? — sussurro para mim.

    Sim, era esse o nome que Steve e Tony disseram. Mas, como um homem com um nome tão estranho pode fazer todo esse estardalhaço? Do que ele é capaz? Melhor, por que os heróis não quiseram me contar sobre ele?

    Natasha estava certa. Eu sou uma Stark, e tendo esse sangue nas minhas veias vou dar um jeito de descobrir mais sobre esse homem e o que ele está fazendo.

    De repente todos falam ao mesmo tempo, como uma explosão de vozes. Aperto mais a orelha na porta colocando as duas mãos nela para entender o que está se passando dentro da sala, mas a porta se abre, e por estar com todo o meu peso sobre ela caio em cima da pessoa que a abriu.

Olho para cima dando alguns passos para trás. Bruce está parado em frente a porta, com a expressão calma mas olhos tempestuosos. Percebo que a sala voltou ao silêncio.

— Eu não sei de nada. — as palavras embolam na minha boca, mas sei que Bruce e quem quer que estivesse atrás dele escutou.

    Me xingo internamente. Não poderia ter falado algo mais inteligente do que me defender mesmo sem razão?

Bruce é empurrado para o lado, e é Anthony quem toma o seu lugar. Seus olhos castanhos são vorazes.

— Eu, sinceramente, não sei o que fazer com você. — Anthony toca a testa com a ponta dos dedos claramente aborrecido.

    Ele parece estar pensando em algo, alguma solução para mim. Quero falar para Tony que me arrependo de ter escutado, pedir desculpas. Mas eu não me arrependo. Depois de tanto tempo tenho algo para passar o tempo, para querer fazer algo além de sentir o completo tédio.

    Vou pesquisar sobre Broski, e não me importo o que Tony vai achar sobre isso.

— Mas eu sei. — uma voz masculina e sedutora diz atrás de mim.

    De súbito o meu corpo se vira, procurando quem disse aquelas palavras.

Então os meus olhos encontram um homem com vestes estranhas, verdes e pretas com detalhes em prata, cabelos pretos e grandes tocando os ombros. Sua capa verde com detalhes em preto se arrasta no chão atrás de si, seu andar é confiante, muito parecido com o de Tony, mas a diferença é que ele parece o predador andando em direção a presa.

Seus olhos azuis combinam de alguma forma com o seu traje. Suas mãos estão presas por uma algema que eu nunca tinha visto antes. Parecia ser feita de eletricidade, e faíscas arroxeadas saiam por ela.

    Em sua cabeça há um elmo com dois chifres dourados, me fazendo inclinar um pouco a cabeça para o lado. Essa coisa não atrapalha ele não?

O homem sorri para mim, um sorriso sarcástico, e cheio de veneno. No mesmo instante soube que era Loki


    Mande a sua fanfic, desabafo, poema ou qualquer outra coisa para o nosso e-mail: adolescenciadelua@gmail.com

    Espero que tenham gostado do post de hoje, continue de olho no blog.

Com amor, Giovanna.

15 comentários em “FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark (Part.6)

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