Mel, a Golden Retriever de outro mundo!

Eu me lembro como se fosse hoje como a Melzinha entrou na minha vida, depois que ganhei o Astor eu me mudei para um condomínio, no primeiro dia eu já tinha decidido que o meu vizinho era o meu melhor amigo, ele não tinha 10 anos como eu, ele já era um senhor de idade, o senhor Antônio e a Maria (cuidadora e praticamente uma filha para ele), amava cachorros, ele tinha 3 e eu amava e brincava todos os dias com eles, o Thor, a Haranda que era avó da Mel e a Kelly mamãe da Mel.

Confesso que foi bem fácil escolher a Mel, ela se destacava entre os filhotes, ela puxou a mãe com seus pelos caramelos e era a menor deles, assim que a vi soube que era ela, sempre me falaram que ter uma golden era ter suas coisas sendo destruída até que os 2 primeiros anos, isso porque não conheceram a minha Mel, bagunça é pouco perto das coisas que ela sempre aprontou, foram tantaa coisas destruídas, assim que ela veio ficar com a gente, ela e o Astor ficaram inseparáveis, então ela ficava fora e como era pequena tinha uma casinha de madeira pra dormir, ela não passou nem uma noite dentro da casinha, só dormia entre as patas do Astor, em poucos dias ela já tinha destruído a casinha toda!

Não só a casinha, mas também um sofá de madeira que ficava fora de casa e suas 2 poltronas, sem falar nas roupas que ela puxava do varal, os sapatos, meus brinquedos e os delas e tudo mais que ela conseguia pegar ou que aparecia na frente dela, não tinha educação que resolvesse o terror que ela sempre fez, mas também não dava pra culpar né, ela era um neném ainda e isso ia passar, ela foi ficando mais velha e o número de coisas destruídas só aumentava, mas nada disso fazia mudar o quanto a Mel era um amor, se eu ficasse 24h andando pelo quintal, ela ficava junto, onde eu ia estava ela e o Astor atrás.

Os dois sempre estavam juntos, um protegendo o outro, não só da Loren, mas das coisas que aprontavam e eu descobria depois que chegava da escola e nenhum deles vinham me fazer festa, sempre se escondiam hahahah, mas nada que uns lambeijos deles não me fizesse perdoar eles. A Mel sempre foi amorosa demais, quando me via triste pegava a primeira coisa que via pra me deixar bem, ela sempre foi a alegria da casa, todo mundo se encantada com ela e suas artes.

Agora preparem um lencinho, vou contar o fim dessa linda história, os anos foram passando e a Mel estava sempre tão alegre que nada parecia estar errado, e um dia de muito calor eu como sempre fui dar banho nela, foi quando notei que ela tinha um pequeno nódulo em uma das mamãs, o tempo foi passando e o nódulo parecia ser inofensivo até para a veterinária, a Mel entrou em vários períodos de cio e nada mudou, mas em seu último período o nódulo crio muita força, (virou um tumor) ele cresceu muito e ainda se espalhou para as outras mamãs, eu nunca senti tanto desespero.

Eu vi a minha princesa ter convulsões, fazer muitos exames, tomar vários remédios, passar tardes tomando soro, sua primeira cirurgia foi um sucesso, o tumor maior foi retirado e sua próxima cirurgia já estava marcada para 2 meses e meio depois, a recuperação da Mel foi maravilhosa, a gente brincava que nem parecia que ela tinha pontos na sua barriga toda, continuou brincando e alegre, sua cicatrização foi perfeita, ela estava tão bem que nada parecia que ia dar errado.

Mas o outro tumor, que ainda faltava retirar ganhou força, faltava tão pouco para sua retirada, eu achei que tudo ia dar certo, até eu ver que ela tava tendo dificuldade para andar, esse tumor era interno diferente do outro que conseguiamos ver, ele foi aos poucos acabando com a Mel, como ele já estava considerado estourado, não tinha nenhuma cirurgia que podia ser feita, a pele da Mel sofreu tanto, que todos os dias além de remédios eu limpava ela, eu fiquei ao lado dela o tempo todo, eu não estava pronta para deixar ela partir e nem ela ainda queria parar de lutar, mesmo o câncer tentando acabar com ela, ela continuava tentando brincar, ela andava pelo quintal alegre, sempre com o Astor ao lado dela, infelizmente a Mel entrou em um estado que não aguentava mais, eu tinha que carregar ela pra todos os lados, ela nunca me deu trabalho nenhum, não chorava, deixava cuidar dela e ainda tentava lutar, decidimos que era a hora dela descançar, então minha irmã veio de São Paulo para se despedir, no mesmo dia iríamos levar ela para o veterinário.

20/03… Faltava pouco para levar ela, eu me lembro que começou a chover e eu fui tirar ela do quintal e minha irmã estava comigo, então a Mel insistiu em subir no sofá e eu peguei ela no colo e ajudei ela se ajeitar, foi quando ela me olhou com um olhar calmo, de gratidão talvez, Mel faleceu nos meus braços e cercada por todos que a amava, eu nunca vou me esquecer do quanto ela me fez feliz, apesar de ter partido e estar sendo muito difícil, é bom saber que agora ela não está sofrendo. A minha filha, minha melhor amiga, minha anjinha, a cachorra mais boazinhas de todas e mais companheira estará para sempre no meu coração, o meu amor por ela e a minha gratidão por ter tido ela é indescritível, eu ainda morro de saudades, foram quase 10 anos de muito amor!

Faz 4 meses que ela partiu e eu ainda me lembro dela todos os dias quando acordo, eu ainda encontro pelos dela em alguns cantos do quintal, a Mel partiu da minha galáxia, mas estará para sempre comigo, sempre me lembrarei dela e serei eternamente grata por todo o seu amor, até mesmo pelas bagunças!

Ela é minha eterna princesa, com amor, Abibi e sua galáxia, até a próxima!

Textos das Leitoras: Sentidos.

Sentidos.

É incrível como um sentimento te faz perder os sentidos. E por você, não foi diferente, me apaixonei por cada pequeno detalhe, por cada curva, que fazia me perder no teu corpo.
Teu toque, cheiro, teu gosto, faziam parte de mim.
Acho que quando amamos, as outras pessoas consequentemente perdem a graça, pra mim, você era a única pessoa me despertava os melhores e maliciosos olhares. Parece clichê, mas era incontável o número de vezes que me amoleci pelo teu sorriso.
Talvez seja um problema, mas quem se importa? Te amar me fazia esquecer de todas as dúvidas e preenchia qualquer vazio.
Te amar me completava.
Os silêncios eram barulhentos, perto da confusão que me cercava e eu mal percebia.
E foi aí que… Amar começou a doer pra mim. Teus sorrisos já não eram só meus, teus olhares vagavam por todos os cantos e não se encontravam com os meus. Como uma criança que esquece o caminho de casa ou como um passarinho, que no final da temporada, não decide voltar, pois se acomodou em outros ninhos.
E foi aí que… eu percebi que podia perder tudo, menos o que eu sentia.
Você mudou o rumo, fez morada em outros corações, esqueceu da volta pra casa, e ainda sim… iria te lembrar o caminho quando não te restasse mais nada, as portas estariam abertas. Pois não há fechaduras que falhem quando se tem a chave mestra.
A falta, a carência e o amor… ah, o amor…
Te faz perder os sentidos. E talvez… no seu caso, tenha te feito perder o caminho de casa.

Autora: Lucília Gomes – Instagram: @luh.young


 

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Artista: Byanka G. Nunes.

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