Pesadelos e Paisagens Noturnas. Vol.1 – Stephen King

Pesadelos e paisagens noturnas. Vol.1 – Stephen King

Galerinha, como vocês estão? Eu espero que a resposta seja sim, pois eu e a Thay, estamos tão felizes com o resultado do nosso primeiro post do Halloween.Eu estou muito surpreendida com a interação de vocês. Eu vi que vocês curtiram, comentaram, eu vi que algumas pessoas compartilharam em suas redes sociais, nós duas só temos a agradecer a cada um de vocês.

Agora, chega de enrolação e vamos pra o nosso segundo dia de Halloween.

Bom Fanáticos e Fanáticas do terror, hoje eu e a Mila trouxe para vocês, outro tema super bacana… Já imaginam o que é? Se o primeiro pensamento foi sobre livros de terror, a resposta é sim.

Isso mesmo hoje o nosso tema é sobre livros e eu trouxe um autor super especial para mim, que alguns de vocês com certeza já ouviram falar.

Stephen King. 

Já ouviu ou viu esse nome em algum lugar? Isso mesmo o magnífico King, é literalmente o rei dos livros de terror/fantasia, são centenas de livros escritos e adaptações para o cinema.

É ele que está por trás dos livros de maior sucesso como It. A Coisa, O iluminado, Misery, A Torre Negra, entre tantos outros. Seus livros são de enorme sucesso mundial, e hoje, isso mesmo, hoje eu trouxe um conto dele para vocês.

O conto em questão, faz parte da coletânea de histórias do livro PESADELOS E PAISAGENS NOTURNAS VOL.1, que reúne 12 contos, incluindo o que será postado hoje.

O conto será dividido em duas partes aqui no blog, espero que gostem e compartilhe com seus amigos.

Obs: Quem não quiser ler a história, é só ir descendo para baixo, que tem outras curiosidades sobre o livro.

Que Sofram as Criancinhas 

 Ela se chamava senhorita Sidley e sua profissão era ensinar.

Era uma mulher pequena que precisava ficar na ponta dos pés para escrever na parte superior do quadro-negro, como estava fazendo naquele momento. Às suas costas, nenhuma das crianças dava risinhos, sussurrava ou mastigava doces escondidos nas mãos em concha. Conheciam muito bem os instintos mortais da senhorita Sidley.
Ela sempre sabia quem estava mascando chiclete no fundo da sala, quem trazia uma atiradeira no bolso, quem queria ir ao banheiro para trocar figurinhas e não para usar as instalações. Como Deus, ela parecia saber tudo ao mesmo tempo.

Estava ficando com os cabelos grisalhos e a armação que usava para sustentar sua coluna debilitada ficava claramente delineada sob seu vestido estampado. Uma mulher pequena, sempre sofrida, com olhos miúdos. Mas eles a temiam.

Sua língua era uma lenda no pátio do recreio. Os olhos, quando se focalizavam num aluno dando risinhos ou sussurrando, podiam fazer tremer os joelhos mais fortes.

Naquele momento, escrevendo no quadro-negro a lista de palavras do dia para o exercício ortográfico, ela concluía que o êxito de sua longa carreira de ensino podia ser resumido e comprovado por essa singular ação quotidiana: ela podia ficar de costas para seus alunos com confiança.

– Férias – falou ela, pronunciando a palavra enquanto a escrevia com sua caligrafia firme e sem floreios– Edward, por favor, empregue a palavra férias numa sentença.

– Fui de férias à cidade de Nova York – falou Edward, com a voz esganiçada. Depois, como a senhorita Sidley tinha ensinado, repetiu a palavra cuidadosamente. – Fé-ri-as.

– Muito bem Edward. – Ela passou a palavra seguinte.

Evidentemente, ela possuía seus pequenos truques. Acreditava firmemente que o êxito dependia tanto das pequenas coisas quanto das grandes. Aplicava esse princípio na sala de aula constantemente e nunca falhava.

– Jane – disse em voz baixa.

Jane, que estava folheando seu livro de leitura às escondidas, ergueu os olhos com ar de culpa.

– Agora feche esse livro, por favor. – O livro foi fechado e Jane olhou com olhos claros e furiosos para as costas da senhorita Sidley. – E você ficará sentada à sua carteira durante 15 minutos depois da campainha da saída.

Os lábios de Jane tremeram.

– Sim, senhorita Sidley.

Um de seus pequenos truques era o uso cuidadoso dos óculos. A turma toda se refletia nas suas lentes grossas, e ela sempre achou um pouco de graça nos seus rostos culpados, assustados, quando ela os apanhava nas suas pequenas travessuras. Agora ela viu quando, na primeira fila, um Robert meio fantasmagórico e distorcido franziu o nariz. Não disse nada. Ainda não. Robert se enforcaria se lhe desse um pouco mais de corda.

– Amanhã – pronunciou com clareza. – Robert, você vai usar a palavra amanhã numa sentença, por favor.

Robert franziu a testa diante do problema. A sala de aula estava silenciosa e sonolenta sob o sol do fim de setembro. O relógio elétrico sobre a porta zumbia um boato da saída às três horas dentro de apenas meia hora, e a única coisa que impedia que as cabeças jovens cochilassem sobre seus livros de ortografia era a ameaça silenciosa e sinistra das costas da senhorita Sidley.

– Estou esperando, Robert.

– Amanhã vai acontecer um coisa ruim – disse Robert. As palavras eram perfeitamente inócuas, mas a senhorita Sidley, com o sétimo sentido de todas as pessoas que aplicam uma disciplina rígida, não gostou delas nem um pouco. – A-ma-nhã – terminou Robert. Suas mãos estavam pousadas corretamente sobre a carteira e ele franziu o nariz de novo. Também esboçou um pequeníssimo sorriso no canto da boca. A senhorita Sidley, de repente e sem explicação, teve certeza de que Robert conhecia seu pequeno truque com os óculos.

Está certo, muito bem.

Começou a escrever a palavra seguinte sem qualquer menção de elogio para Robert, deixando que seu corpo ereto transmitisse sua própria mensagem.
Ficou observando cuidadosamente com um dos olhos. Logo Robert iria pôr a língua de fora ou fazer aquele gesto asqueroso com um só dedo que eles todos conheciam (hoje em dia, até as meninas pareciam conhecê-lo), só para ver se ela realmente sabia o que ele estava fazendo. Então ele seria punido.

O reflexo era pequeno, fantasmagórico e distorcido. E ela estava só com uma pontinha do olho na palavra que estava escrevendo.

Robert se transformava.

Ela pegou apenas um lampejo disso, apenas uma olhada assustadora do rosto de Robert se transformando em alguma coisa…diferente.

Ela se voltou rápido, o rosto pálido, quase sem sentir a fisgada de dor reclamando nas suas costas.

Robert olhava para ela com ar afável e intrigado. Suas mãos estavam pousadas corretamente. Os primeiros sinais de um penteado bico-de-pato apareciam na parte de trás da sua cabeça. Ele não parecia estar assustado.

Foi imaginação minha, pensou ela. Estava à procura de alguma coisa quando não havia nada, minha mente simplesmente inventou alguma coisa. Muito gentil de sua parte. Entretanto…

– Robert? – Ela quis ser autoritária, quis que sua voz fizesse a exigência muda de uma confissão. Mas não soou assim.

–Sim, senhorita Sidley? –  Seus olhos eram de um castanho muito escuro, como a lama no fundo de um riacho que passa devagar.

– Nada.

Virou-se de volta para o quadro-negro. Um pequeno sussurro correu pela turma.

– Silêncio! – Gritou ela e voltou-se para encará-los. – Mais um ruído e ficaremos todos depois da aula, com Jane!

Ela se dirigiu a toda turma, mas olhou diretamente para Robert. Ele devolveu o olhar com uma inocência de criança: Quem eu? Não eu, senhorita Sidley.

Virou-se para o quadro-negro e começou a escrever, sem olhar pelo canto de seus óculos. A última meia hora se arrastou e pareceu que Robert lhe lançou um olhar estranho quando estava saindo. Um olhar que dizia: Temos um segredo, não temos?

O olhar não lhe saía da cabeça. Estava fixado ali, como um pequeno fiapo de rosbife entre dois molares: na verdade uma coisa de nada, mas que parece grande como uma lasca de madeira.

Sentou-se para comer seu jantar solitário às cinco (ovos poche numa torrada) ainda pensando nisso. Sabia que estava ficando mais velha e aceitava essa constatação com tranquilidade. Não ia ser uma daquelas professoras velhas, solteironas, que tinha que ser arrastadas esperneando da sua sala de aula ao chegarem à idade da sua aposentadoria. Elas lhe faziam recordar jogadores que não eram capazes de deixar a mesa de jogo quando estavam perdendo. Mas ela não estava perdendo. Ela sempre fora uma vencedora.

Olhou para os ovos poche

Não fora?

Pensou nos rostos bem lavados da sua turma da terceira série e deu com o rosto de Robert, se destacando entre eles.

Levantou-se e acendeu mais uma luz.

Mais tarde, logo antes de pegar no sono, o rosto de Robert flutuou na sua frente, sorrindo de maneira desagradável na escuridão por trás de suas pálpebras. O rosto começou a se transformar…

Mas antes que ela visse exatamente em que ele estava se transformando, a escuridão se apossou dela.

A senhorita Sidley passou uma noite agitada e, consequentemente, no dia seguinte estava de mau humor.
Ficou à espera, quase desejando que surgisse um sussurrador, uma risadinha, um passador do bilhete. Mas a turma estava sossegada, muito sossegada. Todos olhavam para ela impassíveis e parecia que ela podia sentir o peso dos olhos deles sobre si, como formigas cegas se arrastando.

Pare com isso! disse a si mesma com severidade. Você está agindo como uma menina assustada recém-saída do magistério!

Mais uma vez o dia custou a passar e ela achou que ficou mais aliviada do que as crianças quando soou a campainha da saída. As crianças se alinharam em filas comportadas junto da porta, meninos e meninas por altura, de mãos dadas como deviam.

– Podem ir embora– disse ela e ficou escutando com azedume enquanto elas iam gritando pelo corredor rumo a luz intensa do sol.

O que foi que eu vi quando ele se transformou? Alguma coisa cheia de calombos. Alguma coisa que tremulava. Alguma coisa que ficava olhando fixo para mim, é, olhando fixo e sorria e não era nenhuma criança. Era velho e mau e…

– Senhorita Sidley?

Sua cabeça se ergueu de um súbito e um pequeno Oh! escapou involuntariamente da sua garganta como um soluço.

Era o senhor Hanning. Ele deu um sorriso encabulado.

– Não quis assustá-la.

– Não há problema algum – disse ela, com mais aspereza do que tinha desejado. Em que estivera pensando? O que havia de errado com ela?

– A senhorita se importaria de conferir as toalhas de papel no banheiro das meninas?

– Claro que não. – Levantou-se, colocando as mãos na parte inferior das costas. O senhor Hanning olhou-a com uma expressão solidária. Não fale nadas, pensou ela. A solteirona não está achando graça. Nem mesmo interessada.

Passou pelo senhor Hanning e se encaminhou pelo corredor, para o banheiro das meninas. Um bando de meninos carregando arranhados e amassados equipamentos de beisebol caiu em silêncio ao vê-la e se esgueiraram com ar der culpa porta afora, recomeçando então sia algazarra.

A senhorita Sidley franziu o senhor na direção, pensando em como as crianças eram diferentes em sua época. Não que agora fossem mais delicadas – as crianças nunca tiveram inclinação para isso – e não propriamente mais respeitosas para com os mais velhos. Era uma espécie de hipocrisia que nunca tinha existido antes. Uma tranquilidade sorridente em volta dos adultos que nunca tinha existido antes. Uma espécie de desprezo sereno que causava perturbação e nervosismo. Como se eles estivessem…

Escondendo-se por trás das máscaras? É isso?

Expulsou o pensamento para longe e entrou no banheiro. Era um ambiente pequeno, em forma de L. As privadas ficavam enfileiradas ao longo da perna maior, as pias nos dois lados da menor.

Quando estava conferindo as caixas das toalhas de papel, percebeu de relance o reflexo de seu rosto num dos espelhos e ficou surpresa ao examiná-lo melhor. Não gostou do que viu, nem um pouco. Havia uma expressão que não estava lá dois dias antes, um olhar assustado, vigilante. Com um choque súbito, deu-se conta de que o impreciso reflexo do rosto pálido e respeitoso de Robert nos seus óculos havia penetrado nela e estava se inflamando.

A porta se abriu e ela ouviu duas meninas entrando, dando risinhos de segredo sobre alguma coisa. Estava a ponto de dobrar a esquina da parede e passar por elas quando ouviu seu próprio nome. Voltou para as pias e começou a conferir as caixas das toalhas de novo.

–  E então ele.

Risinhos suaves

– Ela sabe, mas…

Mais risinhos, suaves e pegajoso como sabão se derretendo.

– A senhorita Ridley está…

Parem! Parem com esse barulho!

Movendo-se ligeiramente, ela podia ver suas sombras, borradas e indefinidas pela luz difusa que se filtrava pelas janelas opacas, abraçando-se com uma alegria de meninas.

Um outro pensamento emergiu de sua mente.

Sabiam que ela estava ali.

Sabiam. Sabiam sim. As vagabundinhas sabiam.

Ela ia sacudi-las. Sacudi-las até que ficassem batendo os dentes e seus risinhos se transformassem em gemidos, ia bater com suas cabeças nas paredes de ladrilho e ia fazê-las confessarem que sabiam. Foi então que as sombras se modificaram.
Pareceram alongar-se, deslizar como melado gotejante assumindo umas estranhas formas encurvadas que fizeram a senhorita Sidley se encolher de encontro às pias de louça, o coração inchando no peito.

Mas elas continuaram dando risinhos.

As vozes se modificaram, não mais de meninas, mas agora sem sexo e sem alma, e muito, muito más.
Um som lento e intumescido de humor irracional que deu a volta pela esquina da parede em sua direção, como um fluxo de esgoto.

Ela ficou olhando fixo para as sombras encurvadas e de repente gritou para elas. O grito continuou sem parar, inundando sua cabeça até que chegou a um tom de alucinação. E então ela desmaiou. Os risinhos, como riso de demônios, seguiram-na pela escuridão abaixo.

 Ela não podia, é claro contar-lhes a verdade.

A senhorita Sidley percebeu isso no momento em que abriu os olhos e viu os rostos ansiosos do senhor Hanning e da senhora Crossen. A senhora Crossen estava segurando sob seu nariz um frasco de sais do estojo de primeiros socorros do ginásio de esportes. O senhor Hanning voltou-se para trás e disse as duas meninas, que estavam olhando curiosas para a senhorita Sidley, que fossem para a casa por favor.

Ambas sorriram para ela – sorrisos lentos de temos-nosso-segredo – e saíram.

Muito bem, ela guardaria seu segredo. Por enquanto. Ela não ia fazer com que as pessoas pensassem que ela estava maluca ou que os primeiros tentáculos da senilidade a tinham tocado mais cedo. Ela entraria no jogo delas. Até que pudesse revelar a perversidade delas e arrancá-la pelas raízes.

– Receio ter escorregado – disse calmamente, sentando-se e não fazendo caso da dor excruciante nas costas.  – Um pedaço úmido.

– Isso é terrível – disse o senhor Hanning. – Terrível. A senhora está…

– A queda machucou suas costas, Emily? – interrompeu a senhora Crossen. O senhor Hanning olhou-a agradecido.

A senhorita Sidley se levantou, às costas urrando dentro do seu corpo.

– Não – respondeu – Na realidade a queda parece ter produzido um pequeno milagre ortopédico. Há anos não sentia minhas costas tão bem.

– Podemos mandar chamar um médico… – começou a dizer o senhor Hanning.

– Não é preciso. – A senhorita Sidley dirigiu-lhe um sorriso tranquilo.

– Vou até minha sala pedir um táxi.

– O senhor não vai fazer nada disso – falou a senhorita Sidley,  caminhando para a porta do banheiro das meninas e abrindo-a – Eu sempre tomo o ônibus.

O senhor Hanning deu um suspiro e olhou a senhora Crossen. A senhora Crossen ergueu os olhos para o teto e não disse nada.

No dia seguinte, a senhorita Sidley reteve Robert depois das aulas. Ele não fizera nada para justificar o castigo, de modo que ela simplesmente o acusou sem razão. Não sentiu qualquer remorso, pois ele era um monstro e não um garotinho. Ela precisava fazê-lo confessar isso.

Suas costas eram uma agonia. Ela percebeu que Robert sabia e esperava que isso o favorecesse. Mas não ia favorecê-lo. Essa era outra das duas pequenas vantagens. Suas costas tinham sido para ela uma dor constante durante os últimos 12 anos e em muitas ocasiões estiveram tão mal como agora. Bem, quase tão mal.

Fechou a porta, trancando-se com ele na sala.

Por um momento, ela ficou imóvel, seu olhar fixado em Robert. Esperou que ele baixasse os olhos. Ele não baixou. Devolveu o olhar e afinal um pequeno sorriso começou a brincar nos cantos de sua boca.

– Por que está sorrindo, Robert? – perguntou ela mansamente.

– Não sei – disse Robert, e continuou sorrindo.

– Diga-me por favor.

Robert não falou nada.

E continuou sorrindo

O som das crianças brincando lá fora era distante, como num sonho. Só o zumbido hipnótico do relógio de parede era real.

– Há uma porção de nós – disse Robert de repente, como se estivesse falando do clima.

Foi a vez da senhorita Sidley ficar calada.

– Onze bem aqui nessa escola.

Muito mau, pensou ela, espantada. Muito, incrivelmente mau.

– Os menininhos que inventam histórias vão para o inferno – falou ela com clareza. – Sei que muitos pais não fazem mais com que… sua prole… tenha consciência desse fato, mas posso lhe garantir, Robert, que isso é um fato verdadeiro. Menininhos que inventam histórias vão para o inferno. Aliás, as menininhas também.

O sorriso de Robert se abriu mais, ficando parecido com o de uma raposa.

– Quer ver eu me transformar, senhorita Sidley? Quer ver bem de perto?

A senhorita Sidley sentiu um arrepio na espinha.

– Vá embora – disse secamente. – E traga sua mãe ou seu pai à escola com você amanhã. Vamos resolver esse assunto.  – Pronto novamente em terreno firme. Ficou esperando que sua fisionomia se desmanchasse, esperando as lágrimas.

Em vez disso, o sorriso de Robert abriu-se ainda mais, o bastante para mostrar seus dentes.

– Vai ser igualzinho ao Aponte e Diga, não é senhorita Sidley? Robert, o outro Robert, gostava do Aponte e Diga. Ele ainda está se escondendo lá no fundo, bem no fundo da minha cabeça. – O sorriso se curvou nos cantos da boca como se fosse de papel queimado. – Às vezes ele fica dando voltas… da comichão. Ele quer que eu o deixe sair.

– Vá embora – disse a senhorita Sidley sem inflexão. O zumbido do relógio parecia muito alto.

Robert se transformou.

De repente, seu rosto se desfez como uma cera derretida, os olhos se achatando e se espalhando como gema de ovo cortada a faca, o nariz se alargando e se abrindo, a boca desaparecendo. A cabeça se alongou e o cabelo subitamente não era cabelo, mas extensões que se contorciam.

Robert começou a dar uma risada contida.

Curiosidades

1 – Os seus livros já venderam quase 400 milhões de cópias.

2 – É o nono autor mais traduzido no mundo

3 – Muitas de suas obras como, Carrie: A Estranha, It. A Coisa, A Espera de um Milagre, Conta Comigo, A tempestade do século, O iluminado, e tantas outras foram adaptadas para o cinema.

Gostaram da história? Bom, semana que vem, vamos postar a ultima parte que está faltando, mas se você for que nem eu, não vai aguentar esperar até semana que vem.
Então, é só você dar um Google, que vai encontrar o livro nas lojas saraivas ou no próprio site da editora, eu vou deixar link aqui em baixo.

Editora do Livro:
Suma de letras: https://www.companhiadasletras.com.br

Onde comprar?

Saraiva: www.saraiva.com.br
Link pra comprar o livro: https://www.saraiva.com.br/pesadelos-e-paisagens-noturnas-vol-1-3738180.html

Beijinhos da Mila.
Beijão da Thay.
Gratidão. Até o próximo livro.

7 comentários em “Pesadelos e Paisagens Noturnas. Vol.1 – Stephen King

  1. Eu nunca tinha lido um livro dele, eu sei quem é, mas nunca tinha lido, eu amei essa história, já estou louca pela segunda parte e quero muito poder comprar esse livro.

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  2. Eu estou apaixonada pelo o mes halloween, eu não fazia ideia que essa era a surpresa, eu amei Mila! Parabéns e bem vinda Thay! Já amo ela KKkkk

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  3. Eu que mostrei pra @barbara, quase que ela não vou e Karla também, elas não curtem muitooooo terror, mas amou esse

    Quer dizer a Karla não curte muito (bem medrosa)

    Eu nunca esse livro, mas eu tenho It a Coisa, eu amooooooooooooo

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