Quem sou eu.

Boa madrugada pessoal.

Hoje venho me despedir, deixo o blog Adolescência de Lua com muita dor, mas entendo que meu tempo aqui foi fundamental para o meu crescimento, espero ter ajudado quem por aqui buscou ajuda, da mesma forma que espero ter entretido quem queria entretenimento. Sigo aberta para novas oportunidades e não saio de portas fechadas, pois tenho no meu coração a dona desse blog e sei que parcerias serão sempre bem vindas.

Me despeço em estilo.

Quem sou eu?

Um pouco puta
Puta da vida e de alma
Uma despida
Que anda na rua sem nenhuma calma

Uma cabeça louca
Que apronta e noia
Num dia calmo de horário de verão
Ela apavora

A que clama
Mesmo sem acreditar em alguém lá em cima
E zela
Coloca todos os importantes a cima

Tem ansiedade
Exagera em partes
Anseia na carreira, vida e em ir pra Marte
Geralmente surta em silêncio
Fica feliz toda vez que não passa um dia em ouro lamento

Meio desnecessária
Fala demais e se estressa muito
Mas aliviada
Toda vez que fala muito e explode com descuido

Ama demais tudo que tiver chance
E cobra demais tudo que sentir pouco
Acha o pouco muito louco

Dá o seu melhor e sempre alcança
Vê felicidade nos atos bons aos outros
Criou amigos de verdade assim
Uns bem loucos

Vem só privilégio
Tenta entender a maior parte
Zela pelo lugar de fala
Mas as vezes falha
Segue aprendendo, eu juro

Direitos humanos é quase um sobrenome
Vive em balança contra a sociedade
Família e conhecidos
Geralmente opina só quando tem profundidade

Já foi mordida por um macaco
Boatos dizem que ele que pegou raiva
E assim como essa
Tem histórias fenomenais para contar
Mesmo duvidando constantemente das suas habilidades

Sua autoestima vive em contraste
As vezes quer amar as estrias
As vezes odiar todas as partes
Um alarde

Tem o sonho de fazer a diferença por aqui
E não pensa muito em viajar pra fora
Entende a dificuldade de alguns em aceitarem isso
Quem sabe um dia tenha um museu falando disso

Entende a importância da amizade verdadeira
Hoje mais do que nunca
Quando se vê desamparada para correr as lutas

Mas mais que isso
Já teve que passar por muita coisa
Com 18 anos, já doeu, amou, sentiu, se doou
E principalmente
Com 18 anos, finalmente
Foi capaz de sentir orgulho de si mesma
Sem necessitar ouvir de outros
E se apaixonar por si mesma
Amando até mesmo seu próprio corpo

– TRACA.

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