Fanfic: Colega de Quarto. (Part. 8).

ESCOLHAS (Capítulo 8)

Se preferirem, ouçam as músicas que irei sugerir logo á baixo, enquanto leem o capítulo. Tudo para uma melhor leitura.
•Daughter- Youth. (Parte I da Lariesce •Josh Jenkins- I Still Love You. (Parte I da Cassie)
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Dias depois.

00
Acordei com a garganta seca, completamente desnorteada. Minha cabeça latejava e eu mal conseguia abrir os olhos por conta de uma fresta de luz que iluminava meu rosto. Olhei pro lado e notei umas flores murchas na mesa ao lado da minha cama. Cocei os olhos e vi algumas marcas no meu pulso, que me fizeram lembrar vagamente do ocorrido.
Comecei a chorar e o desespero tomou conta de mim. Logo uma enfermeira entrou correndo, olhei em direção a porta e vi um suéter conhecido, era a minha mãe.
Meu coração acelerou e eu só queria abraça-la, apesar de tudo, eu sentia muito a falta dela.
Ela estava em prantos e com o olhar perdido, sem jeito.

-Filha? -Falou em voz baixa.

Engoli seco.

-Quero um pouco de água. -Falei grogue.

A enfermeira colocou um pouco em um copo e me entregou em seguida. Bebi a água e tentei me sentar.

-O que aconteceu? Quanto tempo eu dormi? -Perguntei num fôlego só.

-Vamos com calma… -Falou batendo com a mão esquerda no meu ombro.

Eu sabia que havia acontecido algo terrível, mas estava confusa, vinham apenas flashbacks na minha cabeça.

-Bom… a psicóloga vai vir conversar com você e explicar tudo. Agora deite um pouco, descanse. -Falou me tentando me inclinar.

Deitei e fiquei encarando um relógio. Tudo fico em silêncio e eu tentei lembrar de algumas coisas. Lembrei de Cassie, e fiquei aflita. Eu precisava saber como ela estava.
Logo ouvi uns passos e a psicóloga chegou. Eu já tinha visto ela em algum lugar, provavelmente em algum corredor da escola.

-Olá, Lariesce! Que bom que acordou. -Falou sorrindo.

Me sentei e fiquei em silêncio.

-Você se lembra de alguma coisa? -Perguntou.

Encarei o chão e apertei a maca com uma das mãos. Por algum motivo, estava receosa.

-Só flashbacks. -Falei a encarando.

Ela anotou em um bloquinho e me encarou de volta.

-Isso é bom. -Falou me encarando. -Bom, vou explicar o que aconteceu, tudo bem? -Perguntou.

Confesso que estava muito ansiosa pra saber, mas ao mesmo tempo, com muito medo.
Fiz que sim com a cabeça.

-James Rush e outros garotos, te levaram a força pra um galpão, no subsolo do internato. Sua colega de quarto, Cassie Migdton, também estava lá. -Falou lendo um papel.

Tudo começou a fazer sentido e eu comecei a lembrar de tudo. Minhas mãos estavam suando e eu não conseguia parar de balançar a perna.

-Após isso, vocês foram obrigadas a fazer várias coisas… E por fim, James Rush levou você para um quarto nos fundos desse galpão. August seguiu você e encontrou o tal lugar. -Falou virando a folha.

Só conseguia pensar em Cass e no que havia acontecido com ela.

-Faz quantos dias que estou aqui? -Perguntei.

Ela suspirou.

-Cinco dias. -Falou.

Cinco dias? Não é possível que tenha ficado tanto tempo dormindo. Estava prestes a surtar.

-Você estava em estado de choque. É como se tivesse entrado em “coma”. -Falou.

Fiquei em silêncio.

-A Cassie está bem? -Perguntei aflita.

-Sim, inclusive, ela mesmo deu o depoimento. Eles não abusaram dela, August chegou a tempo. -Falou.

Eu só queria abraçar August e agradecer por tudo. Eu nem sei o que teria sido de mim e da Cass se não fosse ele.
Após saber que Cass estava bem, fiquei aliviada. Sei que isso vai ficar marcado na nossa vida, mas poderia ter sido muito pior. Eu só almejo melhoras pra Cass e principalmente pra mim.

-Bom, Lariesce… Seus pais querem conversar com você. -Falou levantando. -Se precisar pode ir até a minha sala. -Falou saindo.

Estava tentando organizar meus pensamentos, mas sei que isso levaria bastante tempo.
Logo meus pais chegaram. Minha mãe sentou e pegou minha mão.

-Filha… Vai ficar tudo bem. Você vai voltar pra casa, não tem que passar por mais nada. -Falou.

Essas cinco semanas foram as mais turbulentas que eu já vivi, apesar de tudo, eu me adaptei aqui, e estava começando a gostar. Quer dizer… talvez eu não goste tanto, mas alguém me prendia aqui, e esse alguém era Cassie.

-Mãe… Eu sei que vocês estão com medo, só que… Eu não quero voltar pra casa. -Falei.

Eles me olharam surpresos. Nem acredito que disse aquilo… Só saiu.

-Lariesce, você tem idéia do que aconteceu? Pelo amor de Deus, esse lugar vai acabar matando alguém. -Falou com o tom de voz alterado.

Fiquei em silêncio.

-Eu só… Queria tentar de novo. -Falei cabisbaixa.

Minha mãe olhou incomodada pro meu pai.

-Bom… a decisão já foi tomada. É melhor pra você, Lariesce… Eu não quero que nada de ruim te aconteça. -Falou.

O lado que eu mais odiava na minha mãe estava voltando. Essa superioridade, a mania de tomar as decisões sem se importar com o que eu penso.

-Novamente vocês tomaram decisões sem me informar. -Falei irritada. -Eu não quero, custa me deixar tentar? Me deixar tomar uma decisão sozinha? -Perguntei furiosa.

Minha mãe levantou e me olhou com sangue nos olhos.

-Não altere a voz pra mim! Eu sei o que é melhor pra você, já não aguento suas gracinhas e essa sua rebeldia. Quando se sustentar, vai ser obrigada a tomar decisões. -Gritou.

Fiquei quieta.

-Me deixa sozinha. -Falei chorando.

As enfermeiras entraram assustadas. Meu pai já havia saído e minha mãe ficou me encarando, com olhar de reprovação.

-Eu pedi pra sair. -Gritei.

Ela virou bruscamente e saiu.
Eu só queria desaparecer, me trancar em algum canto e chorar muito.

00

19:55 PM

Passei o dia inteiro em observação, não aguentava mais ficar andando por esse quarto.
Me deitei novamente e uma enfermeira entrou. Me examinou e checou o horário.

-Quando é que vou ser liberada? -Perguntei aflita.

Ela continuou a organizar uns medicamentos.

-Amanhã bem cedo. Você passou por um tremendo susto, não podemos te liberar assim. -Falou.

Fiquei em silêncio e tentei dormir um pouco.

•••••••••••••••••••••

CASSIE MIGDTON

Cinco dias atrás.

Estava completamente arrasada, envergonhada e com medo. Eu só desejei morrer inúmeras vezes, pois tudo teria sido melhor do que passar pelo o que eu passei. Os gritos da Lariesce ficam rondando minha cabeça e o pior de tudo… É não saber o que aconteceu com ela.
Ao sair do galpão, me lembro de ter visto ela no colo do August, completamente fora de si.
Eles me levaram até a enfermaria, me deram alguns analgésicos e eu tentei dormir. Só tentei… pois fiquei acordada o resto da noite. Nada me deixava quieta, eu só precisava ver como ela estava e saber se James e os amigos foram presos.

00

O alarme tocou e eu levantei, tomei um banho, escovei os dentes e fiquei me encarando no espelho, que ainda estava um pouco embaçado por conta do vapor.
Estava cheia de arranhões e hematomas, além do meu psicológico estar fodido, meu corpo só me lembrava daquela noite terrível.

-Cassie? Não se atrase, você tem que dar seu depoimento. -Falou batendo na porta do banheiro.

Notei uma tesoura em uma das gavetas, estava tomando coragem pra cortar meu cabelo que já não era muito longo.
Respirei fundo, fechei os olhos e cortei.
Eu preciso recomeçar e o primeiro passo já foi dado.
Minhas mão estavam tremendo.

-Cassie? Você tem seis minutos. Falou batendo na porta novamente. -Estou te esperando no auditório. -Falou saindo.

Terminei de cortar e tirei o excesso do cabelo dos meus ombros. Saí ás pressas e vesti o uniforme. Pela primeira vez, tentei me manter apresentável.
Fui correndo pro auditório e ao chegar, todos me olharam espantados, confesso que adorei ver a reação da diretora Hollie.
August me olhou assustado e balbuciou um “gostei”.

00

Após depôr, estava um tanto quanto feliz, afinal… James iria para um reformatório, um dos piores lugares que um jovem pode ir.
O horário de visita pra ver a Larie é só daqui a duas horas, eu não estava aguentando mais esperar.

00

Passou algum tempo e… finalmente iria vê-la. Espero que ela não se assuste com o meu cabelo. Fui ate a enfermaria e peguei um crachá. Colhi algumas flores e decidi levar.
Meu coração estava disparado, mas ao chegar… notei que ela não estava acordada. Fiquei paralisada.

-O que aconteceu com ela? -Perguntei nervosa.

-A gente ainda não tem certeza, mas… Acreditamos que ela tenha entrado em coma, por conta do susto. -Falou.

Minhas mãos estavam geladas… O medo estava me consumindo, minha visão ficou embaçada e eu me sentei ao seu lado. Coloquei as flores em um copo, ao lado dela. Logo tudo ficou em silêncio e as enfermeiras saíram.
Me destruiu ver ela daquele jeito, e ao mesmo tempo me fez lembrar de quando eu estava mal. Eu realmente gostaria que ela estivesse acordada, sei que se ela estivesse, ela estaria transtornada, mas… De alguma forma, queria tentar fazer ela sentir o que eu senti naquela noite que ela foi me ver.
Ela é tão linda… e talvez nem saiba o quanto eu admiro tudo o que ela faz. Se as pessoas fossem classificadas como fenômenos naturais, eu seria a tempestade… e ela… uma brisa. Que faz as folhas alaranjadas do outono se desprenderem das árvores.

0000000

LARIESCE SMITH.

07:23 AM

Acordei desnorteada e logo lembrei que hoje iria sair daqui. Levantei ás pressas e uma das enfermeiras chegaram.

-Bom dia, Lariesce! Vamos te liberar daqui a pouco. -Falou.

Eu não já não aguentava mais esse sufoco, só queria ir embora.
Abri um sorriso e fui tomar um banho.
Ao sair do banho, notei que minhas coisas estavam organizadas. Sai desembaraçando meu cabelo e ao olhar pro lado, vi minha mãe conversando com o médico.

-O que é isso tudo? Eu já vou embora? -Perguntei assustada.

Minha mãe pediu licença ao médico e entrou no quarto logo em seguida.

-Lariesce… Você vai poder se despedir das pessoas que fez amizade aqui. Tenha calma. -Falou.

Fechei a cara e fui em direção a porta. Finalmente iria sair daqui, não pensei duas vezes e fui até meu dormitório. Eu tinha a impressão que todos já sabiam de tudo. Eles me olhavam estranho e cochichavam o tempo inteiro. Estava envergonhada e agora sei que aquilo iria me incomodar bastante.
Fechei os olhos e abri a porta com tudo.
Não tinha ninguém lá, minha cama estava organizada e o lado de Cass completamente desorganizado como de costume. Não queria ir sem vê-la, estava morrendo de saudade e não perdoaria meus pais se não a visse.
Sentei na cama dela e peguei uma de suas blusas e tentei sentir o cheiro dela. O perfume adocicado só me fazia sentir mais saudade.
Me levantei e fiquei olhando pro lado de fora, até que… ouvi a porta abrir.

-Lari? -Falou com a voz trêmula.

000000


Minhas Luas, eu imagino que tenham matado a curiosidade, gostaram da sugestão de música, que foi deixada pela autora da história? Eu adorei. Eu espero que tenham gostado da continuação de hoje, semana que vem tem mais ou quem sabe sai antes, só pra vocês não ficarem na curiosidade.

Obrigada por todos os comentários, por estarem seguindo o blog e dando muitos likes. Eu vou deixar o link da pagina e do insta do blog.

Pagina do Facebook: Blog: Adolescência de Lua.

Instagram: @adolescenciadeluablog

Beijão da Mila!
Gratidão!!

12 comentários em “Fanfic: Colega de Quarto. (Part. 8).

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