Eu lhe peço, não termine de me desmoronar.

Eu lhe peço, não termine de me desmoronar.

Eu não vou mentir, eu sinto saudades sua.
Eu fiquei na minha e você na sua.
Tenho certeza que fantasiamos uma a outra nua.

Eu sei, nos duas nunca fomos ingênuas nessa história, pode ser que essa história toda continue.
Você também sempre soube que tinha que ser uma linha tênue.

Eu acredito que talvez você também sinta a minha falta.
Eu fico feliz que sua vida esteja em alta, a luz em nossos caminhos nunca fez falta.
Eu tive que parar de pensar em você, a saudade que eu sentia e sinto, sempre me exalta.

Eu já senti saudades das nossas conversas.
Você é uma garota perversa, não puxa conversa.
Manda sinais que me vira do avesso, pois eu sempre fui a sua garota submersa.

Eu fiquei voando por aqui. E você voando por aí.
Aposto que se lembra que eu sou louca por açaí.

Aproposito, você ainda tem aquele colar?
Eu ainda me lembro do seu olhar.
Tenho na memória, quando veio me beijar.
Concordo com você, sempre podíamos ter nos beijado mais.

A vida é louca, não é?
Eu estou aqui, você aí, mas mesmo assim continuamos nesse vai-e- vem.
Ainda somos jovens, eu lhe pergunto você ainda para pra observar às nuvens?

Eu não estou escrevendo, pedindo pra que volte.
Eu disse, não me solte.
Você soltou. Talvez, eu não volte. Me diz você, quer que eu volte?

Eu também não escrevo pedindo pra que fique por aí.
Eu também não escrevi pra lhe pedir desculpas, sobre a nossa história eu não sinto mais culpa.

Eu também não escrevo pra que faça alguma coisa ou que pra quê não faça nada.

Dessa vez, eu não estou pedindo nada, aprendi com você: que de você eu nunca devo esperar nada, muito menos pedir alguma coisa.

Você sempre foi imprevisível, quando se foi eu me senti invisível, como se você nunca tivesse me conhecido.

Aliás, sobre nós você sempre fez o que bem quiser. Dessa vez, você sabe o que quer?
Ou apenas, vai fazer o que bem quiser?

Eu também não escrevi pra querer respostas.
Vamos ser sinceras, não precisamos nem fazer uma aposta.
Sabemos, que o silêncio, sempre foi a sua melhor resposta.

Não viagem em, também não escrevo pra lhe dar uma resposta.
Estou tão perdida, quanto você.

Talvez, você se pergunte o motivo pra eu estar escrevendo isto? Eu lhe digo, é pra mim.
Vai por mim, assim como você eu também tive que cuidar de mim.

Eu não sei o motivo disso tudo.
Eu sempre escrevi pra mim e pro mundo, mas dessa vez eu escrevo pra que continue parando de doer, pra que eu termine de esquecer você.

Basta uma notificação sua, pra eu me corroer inteira.
Eu tento parar de pensar, repito pra mim: isso é besteira.

Você não muda. Você gosta de me deixar em cima do muro.
Você me manda mensagem, porra, assim você não me ajuda.

Como te esquecer, se você sempre volta pra me lembrar?
Eu disse que eu ia me desligar de você. E eu desliguei.
Mas assim fica difícil quando se trata de você eu entro em piloto automático.

Eu lhe peço, não termine de me desmoronar.
Eu não quero voltar a me desequilibrar.

Eu não quero pensar no que fazer.
Eu só quero no meu silêncio permanecer, assim como você, no seu silêncio permaneceu.

Hey? Continue voando, eu também vou voar por aqui.

Eu também não disse que essa história acabou, mas eu também não digo que essa história continuo.

Eu apenas digo, que sobre nós, eu nunca sei.
Me diga você, o que devo esperar dessa vez?

Continue voando, pois eu também não paro de voar.

Me diz você, quer me esquecer ou resolver?

Ou como diria você, quer me esquecer ou quer desabafar?

Autora: Milena Alves


Galerinha, eu sei que estou sumida, mas eu fiz essa poesia, texto, rascunho, vocês sabem que os meus textos não tem rótulos, não canso de dizer. Enfim, eu fiz esse textinho ontem e não podia deixar de mostrar pra vocês.

E sobre o meu sumiço, é que minha vida está uma correria por causa da faculdade, eu estou muito feliz, estou aprendendo muito sobre cinema e gravando o meu primeiro curta-metragem, aliás estou trabalhando no roteiro. Quem sabe eu consiga trazer algum conteúdo sobre o curta-metragem pra vocês.

Obrigada pela paciência, pelo carinho e por estarem sempre acompanhando o blog.


Beijinhos da Mila!

Gratidão!

7 comentários em “Eu lhe peço, não termine de me desmoronar.

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