Um Nu no Corredor – Capitulo 10 – Série Os Freitas

Capitulo 10

Conrado

Acordei com uma ressaca terrível depois das 11 horas, levantei fiz um café forte para tirar o resto do efeito do álcool da noite anterior, me lembro vagamente do que aconteceu ontem, lembro de uma moça bonita e de eu estar pelado, mais tarde eu ligo para o Rick para ele me explicar o que aconteceu ontem. Depois de preparar algo para comer me sentei no sofá e fiquei assistindo tv, logo o sono me bateu novamente e acabei cochilando no sofá, acordei com alguém batendo na porta, depois de me localizar e sentir uma dor horrível no pescoço, ah! Que beleza! Agora estou com torcicolo por dormir no sofá, levantei e fui atender a porta, pensando em quem poderia ser, assim que abri me deparei com belos olhos violetas, olhei para o resto de seu corpo e que corpo! Para Conrado você nem a conhece, mas quer, para, já deu consciência, quando olhei para ela de novo e me lembrei de tudo, ela me ajudou ontem quando eu estava batendo na porta sem roupas, do lado de fora, bêbado, quando ela viu que eu estava encarando-a começou dizendo:

-Oi… não sei se você se lembra de mim, mas ontem você estava meio bêbado e bem… sem roupa alguma do lado de fora do seu apartamento, então  me pediu uma toalha emprestada e bem… tenho que sair mais tarde e preciso tomar um banho antes e preciso da toalha de volta – ela fez uma cara sem graça e então eu lembrei que fiquei com a toalha dela, quando viu que eu não respondia ela começou a morder seu lábio inferior, o que a deixou tão sexy, lembrei que ainda estava a encarando e voltei para Terra dizendo:

-Ah! Claro, pode entrar vou pegar já – dei passagem para ela, ela entrou e eu fui direto para meu quarto procurar a toalha da moça, quando cheguei lá não lembrava de como era a toalha, voltei para sala e perguntei:

-É… moça – dei um leve sorriso e continuei- Qual é a cor da sua toalha? É que eu não lembro bem – sorri um pouco mais e ela sorriu de volta dizendo:

-Azul – ela diz ainda sorrindo.

-Ah sim, já eu volto, só um minuto – disse voltando para o quarto procurando uma toalha azul, não achei nada, fui até o banheiro, assim que entrei vi uma toalha pendurada, azul com detalhes em prata, peguei-a e voltei para a sala sorrindo, quando entrei na sala ela estava olhando minhas fotos na estante, amo fotografias e faço isso nas minhas horas vagas, e ela parecia encantada e muito distraída, porque nem me viu entrando na sala e quando me viu tomou um susto dizendo:

-Aí me desculpa, não devia mexer nas suas coisas- disse envergonhada, eu apenas sorri e disse:

-Não se preocupe, quase ninguém vem aqui então é bom ver que alguém gostou das minhas fotos – ela arregala os olhos surpresa e pergunta:

-Foi você quem tirou todas elas? -Sorrio alto e concordo com a cabeça, ela fica com uma cara de surpresa e continua –Nossa! São muito lindas, sempre quis aprender, mas nunca tive muito tempo – fala meio triste então ela olha para as minhas mãos, estendi a mão para que ela pudesse pegar a toalha, sorri e comecei a dizer:

-Muito obrigado por emprestar sua toalha, acabei entrando numa saia justa por causa de uns amigos – sorri lembrando deles, e ela me olhou dizendo:

-Não tem de que, bom tenho que ir agora, Liza deve estar me esperando já, bem… obrigada e tchau – quando ela ia andando em direção a porta não sei o que deu em mim, que não queria deixá-la ir, então segurei seu braço fazendo-a voltar para trás e bater contra meu corpo, como ela é bem menor que eu, olhei para baixo, e ela para cima envergonhada, não sabia o que dizer então falei a primeira coisa que veio a minha mente:

-Não tem o que agradecer moça – ela corou na mesma hora e falou rápido tropeçando nas próprias palavras:

-Ah…… me desculpa, tenho que ir, tchau- e saiu as presas, eu apenas sorri bobo ao ver sua reação diante do que eu havia feito, ela não esperava por aquilo. Quando eu já ia me virando vi a toalha jogada no chão, comecei a rir, peguei-a do chão e abri a porta saindo e batendo na porta da minha mais nova vizinha.