Um Nu no Corredor – Capitulo 13 – Serie Os Freitas

Capitulo 13

Violeta

Acordo com o despertador tocando, me estico e o desligo, me espreguicei e me levantei, já me alongando e indo abrir a janela, a maioria das pessoas não gostam muito de acordar cedo, mas eu realmente adoro, o prazer de acordar cedo e sentir a brisa da manhã, dá uma sensação de paz acordar, abrir a janela e ver a luz do sol, admito que houve dias que não acordei bem, mas sempre fiz o possível para estar o melhor possível. Assim que me troquei fui fazer o café, que bom que não tenho que acordar a Liza, ela acorda sozinha e não demora tanto para se arrumar, pelo menos para o trabalho não, mas quando é para sair demora horas; assim que terminei o café ela entra na cozinha dizendo:

– Bom dia! Dormiu bem miga?

– Melhor do que nunca. E você?

– Aí… dormi tão bem, tive um sonhou muito louco.

– Ai, ai, você e seus sonhos- sorri alto e continuei- Conta como foi? – Ela se aproximou, pegou uma xícara e colocou café misturando com leite e Nescau, sempre com seus costumes estranhos, e começou dizendo:

-Então… sonhei com você e o bonitão – disse se referindo ao nosso vizinho – No sonho você batia nele e ele te agarrava e lascava um beijo mui loco em ti – ela começou a gargalhar e eu também, eu me recuperando disse:

– Você é louca, né? Só pode. Para ter esses sonhos loucos – disse gargalhando de novo.

-Você mais do que ninguém sabe como meus sonhos são. – Ela disse um pouco mais seria agora. – Sabe que na maioria das vezes meus sonhos são reais, você é a prova disso. Lembra que eu sonhei com a nossa amizade?

É verdade, ela sonhou três dias antes da gente se conhecer, que eu esbarrava nela e começávamos uma briga e depois riamos de tudo, louco não? Mas acredite ou não, foi exatamente o que aconteceu.

– Tá, mas e aquela vez que você sonhou com a professora? Não aconteceu.

-Ninguém provou nada, é diferente – ela se defendeu.

-Tá bom, só estou dizendo que pode não ser, entendeu? Você sabe que pode errar às vezes também.

– Eu sei, mas quais são as probabilidades?

-Beleza! Vamos parar de brigar e vamos trabalhar, que já estamos quase atrasadas.

-Ok vamos. – Disse terminando seu café e indo pegar a sua bolsa, e eu fiz o mesmo. Assim que abrimos a porta, Liza foi na minha frente, assim que saio dou de cara com o vizinho, que me olha com um sorriso lindo, retribuo o sorriso virando para a porta e a trancando, ele disse:

-Bom dia Violeta, aliás, são seus olhos mesmo ou lente? – Era normal ouvir essa pergunta, já que meus olhos são um dos mais raros do mundo, voltando de meus pensamentos respondo:

-Bom dia. Sim, são meus olhos mesmo- risos.

-Nossa, são muito lindos, combina muito com você- disse dando uma piscadinha para mim, eu sorri nervosamente. Liza pigarreia e só aí lembro que ela está ali também e disse:

-Essa é Liza, minha melhor amiga – ela estica o braço, e ele a cumprimenta com o mesmo sorriso de sempre dizendo:

-Prazer, eu sou o Conrado – ela sorri e diz para mim:

-Violeta temos que ir, já está na hora.

-Sim, claro, vamos. É, temos mesmo que ir, até mais – dizendo isso, ele disse:

-É também tenho que ir, vocês querem carona? Eu estou de carro.

-Sim! – Liza nem esperou e disse, e eu a cortei:

-Não, não precisa – Liza me olhou com uma cara e disse voltando a sorrir para Conrado:

-Sim, nós aceitamos a sua carona – ele abriu um sorriso lindo e disse:

-Vamos?

Nós apenas seguimos para o elevador e descemos em silêncio, assim que chegamos no estacionamento do prédio ele caminhou até um Jeep Renegade, não acredito que ele tem o carro dos meus sonhos? Ele o destravou, e eu fiquei quieta, mas a Liza tinha que abrir o bico:

-Nossa! Não é o carro dos seus sonhos? – Obrigada mesmo Liza, Conrado então olhou para mim e sorriu dizendo:

-Você gosta?

-Sim, sonho em comprar esse carro a anos, mas até agora não deu muito certo. – Sorri, ele ficou quieto, ainda bem. Depois que entramos e Liza fez questão que eu me sentasse ao lado dele, ele ligou e seguimos em silêncio, e ele perguntou:

-Qual faculdade vocês fazem?

-Designer de interiores – eu disse e ele respondeu:
– Interessante.

Depois disso continuamos sem nada dizer.