Um Nu no Corredor – Capitulo 25 – Série Os Freitas

Capitulo 25

Violeta

Depois que deixamos Lilian e Marcos na casa dele, por escolha de Lilian, fomos para nosso prédio, Liza disse que não iria passar o final de semana comigo, pois iria ver os pais, eu havia pensado em tudo, já que vou ficar sozinha, vou fazer uma sessão de filmes e fiquei pensando no que fazer para comer. Fomos o caminho todo conversando e rindo, quando chegamos ele colocou o carro no estacionamento e subimos de escada, assim que sai do carro tirei os saltos, subi descalça as escadas, olhei para ele e disse:

– Aposto que chego primeiro que você no nosso andar – disse rindo e ele respondeu com um olhar desafiador:

– Ah é? O que vou ganhar se você perder? – Fiz uma cara de pensativa e disse:

– Eu faço o almoço de amanhã – ele olhou para cima pensando e disse:

– Apostado – saiu correndo subindo as escadas e eu correndo atrás gritei:

– Eiiii, trapaceiro.

Ele gargalhava e eu também ria, corri mais o alcancei e ultrapassei, ele rindo tentou me segurar, mas não conseguiu, continuei rindo e ele me ultrapassou, já estava quase chegando quando passei dele e ganhei a “corrida´´ e a aposta também, comecei a comemorar a minha vitória ele estava rindo, mas não gostou de perder. Caminhei entre pulinhos até meu apartamento, ele me acompanhou fazendo cara de bravo, o que me fez rir muito mais, peguei as chaves do ap e disse:

– Entãooooooo, amiguinho, eu ganhei – dei um sorrisinho de vitória e continuei – O que você vai me dar?

– O que você quer? – ele se aproximou mais do meu corpo, olhou-me nos  olhos e depois pra minha boca, eu não sabia o que fazer, olhei para os olhos dele e logo depois pra boca, foi tudo que ele precisou pra se aproximar mais e me beijar, eu não lutei, porque também ansiava por aquilo, ele colou nossos corpos, acabando com qualquer espaço que ali existia, enlaçou os braços em minha cintura me levando para dentro do apartamento, fechou a porta sem interromper o beijo, quando chegamos  no centro da sala paramos o beijo por falta de fôlego, ainda estávamos ofegantes, por causa da corrida, ele olhou fundo nos meus olhos se aproximou do meu ouvido e disse:

– Desculpe-me pelo atrevimento, mas não pude resistir ao seu cheiro, seus olhos e sua boca, que me deixam louco desde que nos beijamos pela primeira vez; é melhor eu ir embora – disse já se afastando, tudo que ele disse me deixou completamente arrepiada, antes dele chegar até a porta eu o chamo:

– Conrado, espere! – Ele parou com a mão na maçaneta e olhou para mim enquanto eu me aproximava lentamente, cheguei bem perto passei a mão pela sua cintura e tranquei a porta atrás dele dizendo – Não vai.

Ele me olhou deu um sorriso malicioso e começou a me beijar de novo, me pegou no colo e me levou para meu quarto, colocou-me com delicadeza sobre a cama, tirou o paletó, a gravata e jogou para longe, começou a desabotoar a camisa impecavelmente branca, tirou-a expondo seu corpo não muito definido, mas muito sexy, voltou a me beijar e a levantar meu vestido, como não tinha zíper foi fácil tirá-lo, olhou todo meu corpo e voltou a me beijar, acariciando o mesmo. Nossa noite foi longa e maravilhosa, a última coisa que me lembro era de estar deitada sobre seu peito e ouvi-lo sussurrar “ eu te amo minha pequena´´, logo depois adormeci. 

Conto Erótico: Me descobri Bissexual.(Part.6)

Olá minhas Luas, como vocês estão? Eu vi que amaram a Part. 5 do conto.
E finalmente, já saiu outra continuação do Conto Erótico: Me descobri Bissexual.

Pra quem ainda não leu o conto, eu vou deixar aqui em baixo a parte até a Part. 5, é só clicar no nome e abre direto pra uma nova guia.

Part. 1:Conto Erótico: Me descobri Bissexual.
Part. 2:Conto Erótico: Me descobri Bissexual.
Part. 3:Conto Erótico: Me descobri Bissexual.
Part. 4:Conto Erótico: Me descobri Bissexual.
Part. 5:Conto Erótico: Me descobri Bissexual.

Isso é um conto fictício, lésbico e erótico! Então não é aconselhável para menores de 16 anos.

Boa Leitura!

CONTO ERÓTICO: ME DESCOBRI BISSEXUAL
PART. 6

A Júlia ficou nos encarando.

_Então, quer dizer que vocês começaram a brincadeira sem mim? Eu espero que tenha espaço pra mais uma… Hora da diversão!

Quando ela disse essas palavras, o meu corpo inteiro ficou arrepiado, pra ajudar veio um vento forte da porta do corredor, que ainda estava aberta.

Eu não sabia se ficava mais nervosa por ela ter chegando logo depois que eu e o Lorenzo transamos ou se era porque eu ia fazer um menage. (sexo a três).

Ela continuava me encarado, ela sorria pra mim e mordia os lábios, ela estava me desejando e me provocando ao mesmo tempo.

O Lorenzo só nos observava, sem dizer nenhuma palavra, mas o silêncio não durou por muito tempo, a Julia resolveu fechar a porta e começou a falar. – Preciso nem dizer que meu coração saiu pela boca, só de ouvir a voz dela.

_Eu já disse, vamos começar a diversão? – Ela dizia sem parar de olhar pra nos dois.

_Que tipo de diversão você tem em mente? – Eu disse mordendo os meus lábios. O Lorenzo, só ficava nos olhando.

_Primeiro, eu vou acender o meu cigarro, segundo, vamos colocar uma música. Depois, eu vou bolar um baseado. Vocês já fumaram, não é? – Ela ficou nos olhando, esperando uma resposta.

_Nem olha pra mim, nunca nem cheguei perto disso, mas confesso que tenho uma curiosidade. – A Júlia nem disfarçou o seu sorriso quando eu disse que tinha uma certa curiosidade.

_Eu já fumei algumas vezes por aí… – Eu nem sabia que o Lorenzo já tinha fumado, ele nem gostava do cheiro do cigarro da Júlia.

Ela ficou nos olhando, deu um sorriso, tirou a mochila das costas, colocou em cima da mesa, que exatamente a mesa que eu tinha acabado de transar com o Lorenzo.

Ela abriu a mochila e começou a tirar umas roupas da mochila, tirou um treco comprimido e transparente, parecida de vidro, que com certeza devia ser pra fumar maconha, ela tirou um estojo da bolsa, era todo preto e cheio de caveiras.

_Júlia, o que é esse treco comprido, azul e transparente? – Eu estava curiosa e queria que ela falasse comigo.

_Eu não acredito que você não sabe o que é isto… Lorenzo, você pelo menos sabe o que é?

_Claro que eu sei, isso é um Bong. Antes que você me pergunte, eu já dei umas bongadas com uns amigos meus. – O Lorenzo, só tem cara de bobo, porque de bobo não tem nada.

_Hmmm… E você sabe bolar? – A Julia, não tirava os olhos do Lorenzo, enquanto falava com ele, ela sempre mordia os lábios, isso me deixava mais louca ainda, pra ficar com os dois.

_Obvio que eu sei! – O Lorenzo, sempre tem que sorrir com esse sorrisinho de lado…

_Pra quem fumou só com os amigos, ta sabendo muito… Você não acha Júlia? – Lorenzo acha que me engana, eu sei que ele fuma maconha, tenho certeza!

A Júlia ficava nos encarando, ficava olhando especialmente pra mim, deve ser porque eu ainda estou de toalha.

_Lorenzo, enquanto eu vou tomar um banho, junto com a Bruna, você bola três baseados, coloca uma música maneira, que já voltamos. Eu preciso tirar esse suor do meu corpo e você já brincou um pouco com a Bruna, agora é a minha vez.

Eu fiquei vermelha, o Lorenzo deu um sorriso de lado e mordeu os lábios e logo depois a Júlia me puxou pro banheiro. Eu não acredito que estava indo tomar outro banho e muito menos que ia ser junto com a Júlia.

_ Liga o chuveiro, enquanto eu tiro a minha roupa. – A Júlia me deixou mais vermelha do que eu estava.

Eu abri o box do banheiro, estiquei a mão e liguei o chuveiro e já entrei pra de baixo da água.

Enquanto a água escorria pelo meu corpo, eu observava a Júlia terminando de tirar o tênis. Ela estava de lingerie preta, estava sexy.

O problema é que ela acabou percebendo que eu estava olhando pra ela e mandou um beijo e piscou e já começou a mover os lábios para falar.

_Então, você gosta de me observar? – Eu fiquei vermelha na hora.

_Eu não gosto. Eu amo. – Eu dei um sorrisinho de lado.

_Interessante. – Ela se abaixou, pegou a calça no chão e pegou seu celular no bolso da sua calça jeans preta.

Ela virou pra mim, deu um sorriso e começou a procurar uma música no seu celular.

Ela colocou a música e fechou a tampa do vaso e colocou o celular em cima e começou a dançar.

Eu estava olhando pra ela, tentando reconhecer a música, que tinha um ritmo envolvente, foi quando percebi que era a música Shakira com a Rihanna.

Ela jogou o quadril levemente para o lado enquanto movia os braços e os lábios no mesmo ritmo, e como se não se contenta-se desceu o corpo quicando e fiquei hipnotizada, principalmente quando seus seios balançaram a alguns metros de mim, minha vontade era de colocar um na boca e sugar enquanto sentia o calor dela em mim.

_ Gosta do que vê?

_ Muito.

E subiu e empinou o corpo enquanto passava as mãos por entre suas coxas e subia em direção ao seios.

_ Então vem aqui me ajudar a tirar o que sobrou da roupa?

_ Ajudar?

_ Ou prefere que eu chame o Lorenzo.

A maldita da Júlia mordeu os lábios e fez menção de ir em direção a porta e em questão de segundos eu estava atrás dela com uma das mãos na calcinha preta rendada enquanto a outra parou no meio das suas costas.

_Parece que alguém não está sendo sincera.

_ Quieta Júlia.

_ Achei que nós três íamos brincar juntos…

_Mas é claro que vamos, mas por enquanto, podia ser apenas você e eu, não é?

Ela nem me respondeu, só mordeu os lábios e me empurrou pra de baixo do chuveiro, eu sentia água molhar os nossos corpos, eu fiquei tão nervosa.
Eu queria ela só pra mim, pelo menos naquele momento eu a queria só pra mim.

Começamos as e beijar loucamente, ela começou a passar a mão pelo meu corpo, os toques das suas mãos me deixou arrepiada, eu coloquei a mão em seus cabelos molhados da água do chuveiro, ela me empurrou no box do banheiro, o vidro fez um barulho enorme, o Lorenzo deve ter escutado.

Ela beijava a minha boca, depois começou a beijar o meu pescoço e começou a descer para os meus peitos, o vapor da água combinava com o calor dos nossos corpos, combinava com o fogo que sentíamos uma pela outra, eu não queria sair dos seus braços nunca mais.

A Júlia foi se abaixando mais e mais e sempre beijando o meu corpo, até chegar a minha vagina. Ela parou e começou a me olhar.

_Hmm… é isso que você quer, não é? Shiiu! Diz nada, tá na sua cara…

Ela me deixa louca, ela parou de falar, subiu até a minha boca e começou a me beijar e pegar nos meus seios, me empurrou para a parede e desceu novamente para a minha vagina, ela abriu as minhas pernas e começou a me chupar.

Eu fui nas alturas, ela me deixa maluca e agora estava bem de baixo de mim, me deixando mais louca do que deixava no corredores do nosso curso.

Alias, eu não sei quem me deixa mais maluca… a Júlia ou o Lorenzo, fiquei pensando nos dois e acabei gozando, mais rápido do que eu imaginava.

A Júlia parou e subiu beijando meu corpo, até chegar na minha boca…

_Acho que já podemos ir… O Lorenzo, deve estar doido, do outro lado da porta, tentando escutar o que estamos fazendo… Por mas que eu ache, que ele mereça passar vontade, já que ele provou você, por muito mais tempo que eu. – A Júlia me deixa confusa quando fala desse jeito, será que ela tem ciumes do Lorenzo? Cê bem, que eu teria, já que o meu rolo com o Lorenzo é bem, antigo.

_Hora, hora, hora.. Temos alguém com ciumes?

_Hora, hora, hora… Temos alguém viajando na maionese. É obvio que eu não tenho ciumes, eu tenho inveja do quanto ele te tem. Afinal, a história de vocês é bem longa… – É, ELA TEM CIUMES!

_Pode chamar de inveja, eu deixo. –

Eu disse isso e comecei a dar uma gargalhada, provavelmente o Lorenzo escutou. Júlia ficou irritadinha e me encheu de cocegas, o que fez eu dar mais risada ainda.

Eu comecei a beija-lá mais ainda, eu não resisto aos lábios rosados, definidos e carnudos da Júlia.

_Bruna, Bruna… Eu sei, você está tentando me distrair pra gente não sair daqui.

Pelo visto funcionou, ela começou a me beija loucamente e desligou o chuveiro.

Eu olhei pra ela com uma cara fechada.

_Olha, essa carinha linda, dessa vez não vai me comprar. O Lorenzo ta esperando a gente e tem mais diversão por hoje…

_Eu sei, mas que eu estava com tanta saudade de você… Ainda estou!

_Eu também, mas o Lorenzo, vai acabar indo embora se a gente não sair.

_Ok, você está certa…

Eu abri o box do banheiro, peguei a minha toalha e me enrolei. Abri o armário da pia e peguei uma toalha branca pra Júlia. Ela se enrolou na toalha e me deu um beijo, depois foi abrir a porta. Demos de cara com o Lorenzo na porta, pelo que eu entendi tava com o ouvido tentando escutar.

_Desde quando você ta grudado na porta? – A Júlia arqueou as sombram celhas, esperando uma resposta.

_O que você acha? Desde da hora que vocês entraram, acha que eu sou besta? – O melhor de tudo, foi ver ele se explicando, com esse sorriso travesso que acaba comigo.

_Não te acho besta, se eu estivesse no seu lugar eu faria o mesmo. – E os dois cairão na gargalhada, pelo visto estão se dando bem.

_Eu sei que vocês estão morrendo de rir, mas eu estou com fome. – A Júlia me tirou o folego, que me deixou morrendo de fome.

_E eu quero fumar um cigarro e um baseado.

O Lorenzo ficou nos encarando…

_Eu imaginei que vocês fossem dizer isso. Além de ter ficado na porta e escutando vocês se comerem no banheiro. Eu pedi duas pizza e bolei três baseados, assim como a Dona Júlia pediu. Espero que agrade vocês duas.

_Depende, você pediu pizza do que? – Eu estava morrendo de medo, dele ter pedido pizza de palmito, porque eu odeio e ele ama.

_Pizza de Milho e pizza de Bacon. Eu sei que você odeia pizza de Palmito. Isso lhe agrada, Dona Bruna?

_Isso me agrada muito, como você me conhece bem.

_Chega de melação. Deixa ver como você bolou os baseado, se ficou pastel vai ter que fazer de novo, até acertar.

_Me respeita, acha que eu aprendi bolar ontem. Veja você mesma, melhor do que ficar falando.

O Lorenzo estendeu a mão com os dois baseado, a Júlia pegou, ficou olhando pro baseado e pro Lorenzo, ela deu um cheiro no baseado, acho que deve ser mania de maconheiro, não é possível. Depois, ela abriu um sorriso enorme e deu um selinho, com uma leve mordida na boca do Lorenzo.

Eu fiquei com muito tesão, só com esse pequeno contato dos dois, pra variar o Lorenzo, ficou com cara de bobo, quando a Júlia deu um selinho nela, imagina quando ela ficar nua na frente dele.

Á Júlia, ficou encarando o Lorenzo, pegou o esqueiro na sua bolsa, que estava sem cima da mesa e deu o baseado e o esqueiro pro Lorenzo, fazendo o sinal pra ele acender.

_Anda, acende logo. Todo mundo sabe, que não se pode quebrar a regra do Duende. Você bolou, você que acende.

O Lorenzo, fez o que ela disse acendeu o baseado, pude sentir o cheiro forte da maconha, pelo visto Dona Júlia, não comprou qualquer maconha.
Os dois não paravam de se olhar, pelo visto esse baseado ajudou acender uma faísca nesses dois, tudo que eu precisava pra um menage acontecer.

_Lorenzo, você esqueceu da música. – Júlia passou o baseado pro Lorenzo e ficou o encarando.


Minhas Luas, eu sei que vocês estão aguardando a muuuuuito tempo, então, por isso eu vou fazer de tudo para a continuação desse capítulo, sair na sexta-feira.

Eu espero que tenham gostado da continuação.
Obrigada por todo o carinho, toda paciência, por sempre estarem curtindo o posts, comentando, eu sou muito grata a cada um de vocês que segue o blog.

Beijinhos da Mila! Gratidão!

Um Nu no Corredor – Capitulo 24 – Série Os Freitas

Capitulo 24

Conrado  

Assim que chegamos fomos cumprimentar algumas pessoas, logo Bruno me chamou para conversar com o investidor do projeto, tive que deixar a Violeta com Lilian para não deixá-la sozinha, enquanto conversava com Lucas, nosso investidor, de longe observava Violeta conversando com Lilian e Marcos, que estavam rindo muito discretamente observo o sorriso dela e me pergunto o que aquela pequena mulher fez comigo, após alguns minutos falando sobre o meu projeto, pedi licença e me retirei me aproximando novamente de Violeta e os companheiros. Quando cheguei mais perto ouvi Violeta negar algo veementemente e ao me ver, mudaram de assunto.

– O que estavam falando?

– Nada de mais – respondeu Violeta tranquilamente, mas senti que estava ruborizada – Coisas da faculdade.

– Ah sim, claro – Respondi com um ar de desconfiança e estreitei os olhos para Violeta, ela apenas riu. A festa foi bastante agradável, rimos muito e conversamos sobre tudo, quando já estava tarde, Marcos e Lilian estavam um pouco altos na bebida, olhei para Violeta e disse:

– É melhor levá-los para casa.

– É, concordo com você – ela riu e falou – Eu vou ao banheiro e depois nós vamos – concordei com a cabeça e ela se aproximou da Lilian puxando-a junto, não demorou muito elas estavam de voltam me despedi das pessoas mais importantes e na saída por impulso abracei a cintura de Violeta, e olhei para trás foi quando vi Isabela olhando com ódio para nós, virei para frente e continuei andando abraçado com Violeta.

Um Nu no Corredor – Capitulo 23 – Série Os Freitas

Capitulo 23

Violeta

Eu e Conrado estamos muito próximos e amanhã já é a tal festa do seu trabalho, comprei um vestido simples azul, mas muito lindo e elegante, ele me disse para não preocupar tanto, pois será um coquetel. No dia seguinte comecei a me arrumar mais cedo, por que sei que se deixar para mais tarde com certeza vou me atrasar, a festa era as 21:30  faltava meia hora ainda e só faltava pôr os saltos e o vestido, já que eu sou uma pessoinha muito desastrada preferi deixar para colocar o vestido quando o Encantado chegasse, aliás, ele já deve estar chegando, a campainha tocou  levantei do sofá na maior calma do mundo e abri a porta, lá estava ele usando um terno preto com a camiseta branca e a gravata azul, ele não aguentou, precisou fazer um comentário.

– Disse que não seria nada de mais, mas não é para ir de pijama também, né pequena – depois disso começou a gargalhar.

– Só falta colocar o vestido e o salto, bocó – ele parou de rir.

– Vamos então, senão vamos nos atrasar –  acenei com a cabeça e fui para o quarto, troquei de roupa, calcei os sapatos, peguei a bolsa e sai, assim que adentrei na sala ele me olhou de cima a baixo.

– Você está muito linda, Violeta.

– Obrigada, vamos? – Fico vermelha com o elogio.

– Sim – saímos do prédio e fomos em direção ao salão de festa, quando chegamos, me surpreendi um pouco com o luxo do lugar, mas agi naturalmente, Conrado me estendeu seu braço e entramos no lugar, que estava muito lindo.

Um Nu no Corredor – Capitulo 22 – Série Os Freitas

Capitulo 22

Conrado

Quando vi aquele homem segurando a minha pequena, meu sangue ferveu, tentei manter a calma, falei com ele com educação e quando ele a chamou daquele nome, não pude me conter, depois de toda a confusão fomos comer e ficamos conversando, depois de um tempo voltamos para o trabalho, estava com um sorriso enorme no rosto e quando me sentei à mesa Lilian se aproximou dizendo:

– Parece que alguém está feliz demais para apenas uma semana – Ela me deu aquela olhada de sabida e eu disse:

– Conheci uma moça, ela é linda, incrível, fofa, ela é completa – finalizei com um brilho no olhar e Lilian notou e disse sorridente se sentando na cadeira a minha frente:

– Não acredito que você está apaixonado, qual o nome dela?

– Violeta – disse sorrindo e ela continuou:

– Que lindo nome! Onde a conheceu?

– Ela é minha nova vizinha.

– Ah sim, agora entendo o porquê de tanta felicidade, você vai trazê-la à festa, não vai?

– Sim, já a convidei e ela aceitou – sorri bobo e continuei – Vai ser na semana que vem, ela contou que quer fazer um coquetel? Não é má ideia de fato, vão vir outros brasileiros com eles, acredito que irão gostar.

– Sim também acho, bem eu vou indo, Freitas, se sua acompanhante precisar de qualquer coisa, me chame, sabe que eu gosto de ajudar – ela deu uma piscadela e saiu. A tarde foi bem calma, quando deu minha hora peguei minhas coisas e sai, cheguei no estacionamento e vi Isabela escorada no meu carro com seu vestido vermelho, muito colado e me olhava com um olhar de predadora, parecia que estar preste a pular na caça, que no caso era eu, apenas peguei as chaves do bolso para abrir o carro e ir embora, mas ela entrou na frente e colocou a mão sobre meu peito dizendo:

– Por que tanta pressa, coisa gostosa? – Me olhava de cima a baixo, ela se aproximou e tentou me beijar, mas virei o rosto e ela me olhou indignada.

– Com licença? Estou cansado e preciso ir para casa – ela me olhou maliciosamente e foi logo se impondo.

– Deixa que eu te relaxo – disse ficando atrás de mim e beijando meu pescoço, afastei-a de mim e abri a porta do carro, entrei, fechei, liguei o motor e saí dali deixando-a sozinha, cheguei em casa e depositei os objetos em cima do balcão e me sentei no sofá tentando relaxar um pouco, peguei o controle do rádio e liguei , assim que os primeiros acordes de Hotel Califórnia entrou pelos meus ouvidos, uma paz se apossou do meu ser, com o rádio ligado mesmo fui para o banheiro tomar um banho, quando voltei estava tocando Torneró, fui até a geladeira, peguei um suco de manga com laranja, parece estranho, mas por incrível que pareça é muito bom, voltei ao sofá, depois de um tempo ouvindo música, sinto o celular vibrar, verifico assustado a quantidade absurda de mensagens, penso, como não ouvi o celular vibrar tanto? Pois bem, desbloqueei o aparelho e fui lendo, havia mensagens da Tatá, do Rick, do Caleb, do trabalho, da Lilian dizendo que comprou um vestido que faria Marcos pirar e finalmente da Isabela dizendo que está com saudades, respondi a todos e quando chegou na de Caleb me surpreendi com que estava escrito, li e reli seu texto.

Conrado on

Caleb – Conrado, acho q to apaixonado.

Conrado – Nossa, mano. Quem é a deusa grega? Pq para vc se apaixonar não pode ser humana kkkkkk.

Caleb – Ela é linda, morena e muito engraçada.

Conrado – Que bom, mano. Espero que dessa vez você não machuque essa moça.

Caleb – Não, não, ela é diferente, dessa vez acho que é sério, ela é incrível.

Conrado – Espero que sim, estou torcendo por vc.

Caleb – Vlw, irmão.

Depois mais um tempo conversando fui descansar, apaguei. A semana passou rápido e já era sexta feira,  Isabela estava insuportável, não largou do meu pé um só minuto, contei para minha pequena como Isabela não me deixou em paz e ela disse que não seguraria a língua se fosse agredida verbalmente por ela, eu e ela não nos desgrudamos a semana toda, nós estamos bem próximos, mas depois do nosso último beijo, não tocamos mais no assunto e nem nos beijamos mais, tenho feito o possível para me segurar, agora mesmo ela está tagarelando sobre alguma coisa, sentada ao meu lado no sofá dela e Liza saiu com um cara misterioso, ela não quer nos dizer quem é, mas disse que iria nos apresentar logo e que era um cara que conheceu no trabalho. Violeta me cutucou, eu levei um susto e ela aproveitou para brincar:

– Oi? Tem alguém aí? Terra chamando Conrado – começou a rir de mim, eu também ri, segurei suas mãos e comecei a fazer cosquinha nela que começou a gargalhar e perdeu um pouco o ar.

– Aí – risos – Para Conrado – mais risos – Por favor – e risos, ela não parava de rir e eu parei de fazer cócegas nela que tentou se recompor ainda rindo, olhou-me com os olhos cheio de lágrimas de tanto rir, comecei a rir do seu rosto e cabelo.

Tempo Fluido.

Tempo Fluido

Tempo Fluido

O relógio tique taca
tique taca sem parar,
às vezes eu penso que o tempo
ao meu favor não está.
Ao tempo que passa,
meu coração não relaxa.
Esse frio na barriga,
esse gelo que me abraça.
Tique taque vai ressoando,
meu corpo vai se arrepiando.
Se estremecendo, transpirando,
todas as minhas células titubeando.
A cada passo dado,
uma eternidade ao meu lado.
Porém, ao ver seu rosto
sinto o tempo estabilizar,
sem intenção de voltar.
Respirar o ar ao seu redor
me inebriou, me extasiou.
Se você soubesse quão é delicioso,
tão prazeroso ao seu lado estar,
num piscar de olhos você desenharia,
eu e você num pra sempre perpendicular,
a Lua, as estrelas, ao Sol,
numa fonte de alegria como farol,
de amor, de esperança, de lar.
Ah, se soubesses como
é tão doce poder te amar.


Beijinhos, com carinho, Laks.

Soro ou Veneno

Remediando ou envenenando
eis o amor reinando
arbitrariamente ou massivamente
no tempo cotidiano

Não só atual,
mas também antigo, tal
o amor vem sendo no entanto
a salvação ou desencanto

Talvez quem sinta demais
acabe por sofrer um pouco mais
de maneira boa ou ruim
não tem como saber esse fim

É vivendo e aprendendo
desbravando e desamarrando
sentimentos enrustidos
nas entranhas do ser humano

Não há conselho
ou desaconselho
no fim das contas, talvez goze mais
quem exceda-o tanto.


Beijinhos, com carinho, Laks.

Um Nu no Corredor – Capitulo 21 – Série Os Freitas

Capitulo 21

Violeta

Não dei nem três passos e esbarei em alguém e quase caí no chão se essa pessoa não tivesse me segurado… quando ia xingá-lo por não olhar por onde anda, olhei para a pessoa e encontrei aqueles olhos verdes e falei curta e grossa:

– O que está fazendo aqui, Adriano? – Encarei aqueles olhos com ódio e ele sorria maliciosamente respondendo:

– Vim te procurar. Como você mudou! Está bem melhor desde que nos vimos pela última vez – ele falava enquanto me rodeava, aquela atitude estava me deixando irada, não podia deixar aquilo daquele jeito, falei em um tom irônico:

– Tem uma coisinha chamada tempo, já ouviu falar? Então, na vida tudo passa, ele passou para mim – dei um sorrisinho irônico e ele arregalou os olhos, abriu a boca, como eu sou “esquentadinha´´ não pude ficar quieta e continuei – Você quer um babador? Estou vendo baba escorrer aí ó – apostei com o dedo e fui andando gargalhando, ele logo se apressou e parou na minha frente dizendo:

– Haha, muito engraçado Pollyzinha- fuzilei-o com os olhos e disse:

– Saia da minha frente – ele negou com a cabeça e eu disse mais alto – SAIA DA MINHA FRENTE ADRIANO!! Não vai sair? – Ele negou com a cabeça. – Então tá, não queria, mas fazer o quê? –  chutei suas partes baixas e ele caiu de joelhos no chão, e eu disse – Eu avisei que era para sair da minha frente, você que não quis – passei por ele e fui para o trabalho, quando cheguei Matt disse:

– Menina! Já deu as boas-vindas para um certo serzinho? – Uau as notícias correm rápido por aqui e eu disse com ironia:

– Só falei algumas coisinhas.

Antes do Matt continuar, Carmen apareceu dizendo que aconteceu um problema, Matt correu para resolver e disse que íamos continuar esse assunto.  A manhã passou tão lenta que quase dormi em um momento, assim que deu hora pequei minhas coisas e avisei Matt que estava indo almoçar, estava indo em direção a saída e novamente Adriano me barra e eu cansada dele, disse:

– Ah não, mano. Você não cansa não?

Ele revira os olhos e diz:

– Claro que não.

Tirei os óculos escuros que estava usando e passei os dedos nos olhos mostrando minha impaciência e disse já nervosa:

– Fala logo o que você quer e deixa-me ir embora, que estou com fome.

– Quero que volte para mim. – Olhei indignada para ele e falei já sem nenhuma paciência:

– Não! Não mesmo, era tudo? Com licença – e fui saindo, mas ele agarrou meu braço e eu disse tentando manter a calma – Me solta, Adriano. ME SOLTA AGORA – gritei alterada, ele não se moveu, já estava me preparando para socá-lo, quando olhei para o lado vi Conrado se aproximando e dizendo muito sério:

– Não ouviu o que ela disse? Solte ela.

– Não se mete nisso playboyzinho, isso não é da sua conta.

– Eu disse para você soltá-la – ele disse segurando o braço de Adriano, que me soltou o encarando com raiva dizendo:

– Pode ficar com essa vadiazinha toda pra você – eu só vi Adriano cair no chão e Conrado com as mãos fechadas e com sangue nos olhos, coloquei as mãos na boca sem acreditar, Conrado falou muito irritado:

– Nunca mais a chame assim seu infeliz – Adriano estava com a boca sangrando, eu só estava observando, foi quando notei que Conrado me pegou pela mão tirando-me dali, paramos em frente de seu carro no estacionamento, ele parou na minha frente e colocou as duas mãos no meu rosto me olhando atento disse:

– Ele te machucou? Você este bem? Me desculpa, mas não podia deixá-lo falar aquilo de você.

– Calma, está tudo bem e não, ele não me machucou, eu estou bem, agora se acalma – comecei a rir, ele fez uma cara de confuso e disse – Ah qual é, ele mereceu.

Ele me olhou e começou a rir também, enlaçou-me em seus abraços fortes, deixando-me sem reação e assim fiquei, parada por um tempo, então, correspondi me aconchegando em seu corpo quente, ele apoiou o queixo no topo da minha cabeça e eu afundei em seu peito atenta ao seu desabafo:

– Fiquei com medo de te acontecer algo ruim – eu só apertei mais ele e ele continuou – Venha vamos almoçar –  só acenei com a cabeça e entramos no carro.

Encontrei-me em ti.

Encontrei-me em ti.

Ao acordar sinto-me velejar,
navegando no mar em que reflete o céu,
banhado de todo o azul que contém,
no seu intrínseco âmago de paz.

Há de tu saberdes quando eu afogar,
que em desespero minha alma não estará.
Sabeis-vos que eu vou me deliciar,
de todo amor possível que me postar.

Ao ouvir o delicado dedilho do mar,
do fundo do meu peito irá brotar,
uma vagarosa e quente lembrança,
do dia em que o inebrio amor veio a me enlaçar.

E ele tinha seu rosto, seu cheiro e sua maciez,
lembro disso como da primeira vez,
seu toque incendeia-me parte a parte
que irresistível fica desenlaçar-me.


Desenho Autoral – Todos os Direitos Reservados.
Artista: Byanka G. Nunes.


Beijinhos, com carinho, Laks.

Um Nu no Corredor – Capitulo 20 – Série Os Freitas

Capitulo 20

Conrado

Assim que terminei de me arrumar sai e quando ia bater na porta da Violeta a porta abriu e ela bateu contra meu corpo, estava com a cabeça virada para trás, não me viu, ela caiu no chão e eu me abaixei meio sorrindo e perguntei:

– Você está bem? – Ela ainda estava perdida e disse:

– Sim- começando a rir com a cena que fez, ajudei-a a levantar-se e continuei:

– Eu ia bater à porta quando você a abriu.

– E o que você queria tão cedo com a Polly? – Liza perguntou com a xícara de café na mão tomando um gole muito interessada na cena. Eu então respondi:

– Eu vim oferecer uma carona e também quero conversar com a Violeta. – A moça a torceu o nariz e disse:
– Pode me chamar de Polly também, afinal, nós já somos amigos, não é?

– Sim, sim – disse sorrindo e continuei – Então você aceita a carona?

– Bem, não estou muito bem para ir andando, então, sim eu aceito.

– Vamos então?

– Sim claro, tchau Liza, se cuida.

– Tchauzinho Polly.

Polly fechou a porta e nos entreolhamos, ela sorriu e começamos a andar até o elevador, quando as portas se fecharam ela olhou para mim, eu fui me aproximando, e perguntei:

– Posso? – Olhando para sua boca e ela mordeu os lábios e disse:

– Sim – não esperei e beijei-a calmamente, mas logo as portas se abriram nós seguimos até meu carro e ela perguntou:

– Então… o que você quer falar comigo?

– Bem, quero te convidar para ser minha acompanhante em uma festa do trabalho e eu vou ser um dos anfitriões – ela arregalou os olhos e disse:

– Eu? Mas eu sou tão simples, por que você me escolheu?

– Não tem ninguém mais perfeita que você, pequena – ela ficou vermelha na mesma hora e disse:

– Bem… então eu aceito ser sua acompanhante. E quando será a festa?

– Fim da semana que vem – ela concordou com a cabeça e ligou o som caindo bem na música Havana da Camila Cabello e disse muito animada:

– Amo essa música, ela é ótima – eu comecei a rir e concordei, ela começou a cantar junto e eu ouvi aquela voz tão linda, não aquentei e comentei:

– Você canta muito bem, Pequena.

– Obrigada, fiz aulas de canto algum tempo e de violão também, mas tive que sair, na época meus pais não estavam muito bem financeiramente.

– Bem, você canta muito bem, acho que deveria tentar – estava olhando para a rua e olhei para ela, que abriu um sorriso lindo e eu retribui.

-Muito obrigada, Encantado – ela pulou no meu ombro me abraçando e me deu um selinho e depois voltou para seu lugar meio sem jeito e disse – Nossa! Me desculpe, foi impulso – eu só ria e disse:

– Não tem problema, do que você me chamou? – Disse rindo e ela tapou a boca e começou a rir mais ainda e respondeu:

– É que minha mãe te apelidou de Encantado e pegou – eu comecei a rir e argumentei:

– Sua mãe? Aliás, o que seus pais acharam de mim?

– Ainda não os vi, mas vou vê-los no final de semana, eu prometi que todos os domingos eu iria almoçar lá com a Liza.

– Ah sim, chegamos – disse parando o carro na frente da faculdade, ela me olhou e agradeceu:

– Muito obrigada, Encantado – ela ia saindo, eu segurei-lhe e a puxei de volta beijando-a e dizendo:

– Não tem de que, minha pequena, que horas você sai? – Ela me olhou toda vermelha:

– As 12:00 horas, por que?

– Passo para te pegar para almoçarmos, ok? – Eu disse já me inclinando para beijá-la de novo e dizendo – Tchau minha pequena.

– Tchau. – Ela sai do carro e acena com a mão e com um sorriso lindo, logo depois, entrou na faculdade e eu segui para o meu trabalho.