Um Nu no Corredor – Capitulo 18 – Série Os Freitas

Capitulo 18

Conrado

Realmente não esperava receber visitas, ainda mais os pais da Violeta, quando eles saíram deixando-me a sós com ela não pude evitar e me virei olhando em seus olhos, começando a ficar sem jeito e comecei:

– Sobre ontem – ela me olhou nos olhos logo depois tirou o olhar e virou a cabeça e eu continuei- Desculpe, nós nem nos conhecemos e eu fiz aquilo – ela me interrompeu e disse:

– Não tem por que, nós somos amigos, bom quase isso, mas nós temos uma relação boa, não tem razão de interrompermos essa relação por causa de um beijo.

– É, se você diz – não demorou muito e já estávamos conversando normalmente e seus pais entraram novamente com um menino de cabelos claros e disse:

– Oi, Polly, você não tem que ir trabalhar?

– Tenho sim, mas hoje vou poder ir mais tarde.

– Polly? – Perguntei ainda sem entender.

– É meu apelido, como eu sou baixinha, meus amigos e familiares me chamam de Polly, por causa da boneca Polly.

– Ah sim, entendi, bom meus queridos visitantes, o almoço está pronto.

– Nossa! O cheiro está uma delícia.

– Por favor, sentem-se e fiquem à vontade.

Nós nos sentamos e comemos conversando e rindo, os pais dela são muito gente boa e nos divertimos muito. Quando terminamos eu disse que iria lavar a louça e Violeta fez questão de ajudar, logo depois os pais dela tiveram que ir embora, por que tinham um outro compromisso, eu e ela ficamos sozinhos rindo e conversando:

– Ah!!! Mais é claro que o filme Ela Dança Eu Danço foi um ótimo filme, o problema é que eles foram afastando os personagens originais – Violeta está tão animada e relaxada, que me dá uma vontade louca de agarrá-la e beijá-la muito, mas me seguro, não quero estragar nossa amizade e continuou:

– Sim de fato, mas os outros filmes foram muito bons também – eu já tinha terminado de lavar e ela está secando uma vasilha.

– Sim, sim, nisso eu tenho que concordar, onde vai isso? – Ela perguntou se referindo a vasilha que acabou de secar e eu apontei para uma portinha que é alta e disse:

– Ali – e ela foi até lá e nas pontas dos pés tentou guardar a vasilha e eu rindo da cena me aproximei e fiquei bem perto dela peguei a vasilha de suas mãos e guardei, coloquei a mão em sua cintura, senti que ela arrepiou toda, cheguei perto de seu pescoço e disse baixinho em seu ouvido:

– Você fica linda tentando alcançar algo na pontinha dos pés – Nisso ela se arrepiou mais ainda, não pude me segurar, peguei em sua cintura virando-a de frente para mim e colocando-a no balcão, comecei a beijá-la intensamente e para minha surpresa ela retribuía, enlaçou suas pernas na minha cintura me beijando como se não houvesse amanhã, nós só paramos, por falta de fôlego, olhei nos belos olhos violetas e disse:

– Não sei o que deu em mim, quando você está por perto não sei o que acontece comigo. Desculpa.

– Não precisa se desculpar, não entendo o porquê, mas você não sai da minha mente. Espera! Que horas são? – Olho para o relógio e digo:

– 14:35 – ela arregalou os olhos e foi descendo do balcão e disse:

– Tenho que ir, minha nossa, está muito tarde, Matt vai querer me matar – ela corre, fui atrás dela, pego minha camiseta, visto, pego minhas coisas e a chave do carro e digo:

– Vamos, eu te levo – ela foi até o ap dela, pegou suas coisas e saímos do prédio. Assim que chegamos ao trabalho dela, saiu correndo e disse que me veria. Logo depois fui para o meu trabalho, não dei nem três passos e o Bruno já estava gritando comigo, por eu ter me atrasado, eu apenas disse:

– Calma Bruno, eu já adiantei bem os projetos, só falta você aprovar, depois já podemos começar a comprar os materiais e contratar os operários – disse calmamente, ele então respondeu:

– Está bem, mas avise quando for se atrasar, Isabela está te procurando.

– E o que ela quer?

– Vou saber?

– Ok, onde ela está?

– Na sala dela, onde mais estaria?

Revirei os olhos e não disse nada apenas fui para o andar superior onde fica a sala dela, bati duas vezes na porta e aquela voz macia disse:

– Pode entrar – entrei a vi sentada mexendo em alguns papéis, quando me viu deixou-os sobre a mesa e me olhou nos olhos, achei que iria tremer na base, mas foi como olhar para qualquer outra pessoa. Ela apontou a cadeira a sua frente, sentei e comecei:

– Bruno me disse que estava me procurando, o que deseja?

– Estava sim, só quero saber se você tem uma acompanhante para a festa que estou preparando?

– Sim – “mentira´´ Pensei, mas é claro que eu não ia dizer a verdade, bom é só meia mentira, pois já estou pensando em chamar a Violeta, continuei – E como vai ser a festa?

– Estou pensando em algo mais descontraído, nada muito formal, um coquetel, como o projeto será executado no Brasil pensei em algo mais brasileiro. O que você acha?

– É ótimo, bem se era só isso, tenho que ir agora, com licença.

– Toda – me levanto e saio da sala.

Como vou chamar a Violeta para ir nessa festa? E se ela disser, não? Ferrou para o meu lado. O resto da tarde passou bem calma até, quando deu meu horário fui embora.

Um comentário em “Um Nu no Corredor – Capitulo 18 – Série Os Freitas

  1. Essas continuações nunca me decpeciona.

    Aguardando você fazer um post mais pessoal, não sabemos nada sobre você, fiquei curiosa.

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