Soro ou Veneno

Remediando ou envenenando
eis o amor reinando
arbitrariamente ou massivamente
no tempo cotidiano

Não só atual,
mas também antigo, tal
o amor vem sendo no entanto
a salvação ou desencanto

Talvez quem sinta demais
acabe por sofrer um pouco mais
de maneira boa ou ruim
não tem como saber esse fim

É vivendo e aprendendo
desbravando e desamarrando
sentimentos enrustidos
nas entranhas do ser humano

Não há conselho
ou desaconselho
no fim das contas, talvez goze mais
quem exceda-o tanto.


Beijinhos, com carinho, Laks.

Um Nu no Corredor – Capitulo 21 – Série Os Freitas

Capitulo 21

Violeta

Não dei nem três passos e esbarei em alguém e quase caí no chão se essa pessoa não tivesse me segurado… quando ia xingá-lo por não olhar por onde anda, olhei para a pessoa e encontrei aqueles olhos verdes e falei curta e grossa:

– O que está fazendo aqui, Adriano? – Encarei aqueles olhos com ódio e ele sorria maliciosamente respondendo:

– Vim te procurar. Como você mudou! Está bem melhor desde que nos vimos pela última vez – ele falava enquanto me rodeava, aquela atitude estava me deixando irada, não podia deixar aquilo daquele jeito, falei em um tom irônico:

– Tem uma coisinha chamada tempo, já ouviu falar? Então, na vida tudo passa, ele passou para mim – dei um sorrisinho irônico e ele arregalou os olhos, abriu a boca, como eu sou “esquentadinha´´ não pude ficar quieta e continuei – Você quer um babador? Estou vendo baba escorrer aí ó – apostei com o dedo e fui andando gargalhando, ele logo se apressou e parou na minha frente dizendo:

– Haha, muito engraçado Pollyzinha- fuzilei-o com os olhos e disse:

– Saia da minha frente – ele negou com a cabeça e eu disse mais alto – SAIA DA MINHA FRENTE ADRIANO!! Não vai sair? – Ele negou com a cabeça. – Então tá, não queria, mas fazer o quê? –  chutei suas partes baixas e ele caiu de joelhos no chão, e eu disse – Eu avisei que era para sair da minha frente, você que não quis – passei por ele e fui para o trabalho, quando cheguei Matt disse:

– Menina! Já deu as boas-vindas para um certo serzinho? – Uau as notícias correm rápido por aqui e eu disse com ironia:

– Só falei algumas coisinhas.

Antes do Matt continuar, Carmen apareceu dizendo que aconteceu um problema, Matt correu para resolver e disse que íamos continuar esse assunto.  A manhã passou tão lenta que quase dormi em um momento, assim que deu hora pequei minhas coisas e avisei Matt que estava indo almoçar, estava indo em direção a saída e novamente Adriano me barra e eu cansada dele, disse:

– Ah não, mano. Você não cansa não?

Ele revira os olhos e diz:

– Claro que não.

Tirei os óculos escuros que estava usando e passei os dedos nos olhos mostrando minha impaciência e disse já nervosa:

– Fala logo o que você quer e deixa-me ir embora, que estou com fome.

– Quero que volte para mim. – Olhei indignada para ele e falei já sem nenhuma paciência:

– Não! Não mesmo, era tudo? Com licença – e fui saindo, mas ele agarrou meu braço e eu disse tentando manter a calma – Me solta, Adriano. ME SOLTA AGORA – gritei alterada, ele não se moveu, já estava me preparando para socá-lo, quando olhei para o lado vi Conrado se aproximando e dizendo muito sério:

– Não ouviu o que ela disse? Solte ela.

– Não se mete nisso playboyzinho, isso não é da sua conta.

– Eu disse para você soltá-la – ele disse segurando o braço de Adriano, que me soltou o encarando com raiva dizendo:

– Pode ficar com essa vadiazinha toda pra você – eu só vi Adriano cair no chão e Conrado com as mãos fechadas e com sangue nos olhos, coloquei as mãos na boca sem acreditar, Conrado falou muito irritado:

– Nunca mais a chame assim seu infeliz – Adriano estava com a boca sangrando, eu só estava observando, foi quando notei que Conrado me pegou pela mão tirando-me dali, paramos em frente de seu carro no estacionamento, ele parou na minha frente e colocou as duas mãos no meu rosto me olhando atento disse:

– Ele te machucou? Você este bem? Me desculpa, mas não podia deixá-lo falar aquilo de você.

– Calma, está tudo bem e não, ele não me machucou, eu estou bem, agora se acalma – comecei a rir, ele fez uma cara de confuso e disse – Ah qual é, ele mereceu.

Ele me olhou e começou a rir também, enlaçou-me em seus abraços fortes, deixando-me sem reação e assim fiquei, parada por um tempo, então, correspondi me aconchegando em seu corpo quente, ele apoiou o queixo no topo da minha cabeça e eu afundei em seu peito atenta ao seu desabafo:

– Fiquei com medo de te acontecer algo ruim – eu só apertei mais ele e ele continuou – Venha vamos almoçar –  só acenei com a cabeça e entramos no carro.