Um Nu no Corredor – Capitulo 28 – Série Os Freitas

Capitulo 28

Conrado

Quando cheguei do mercado vi que Violeta estava lavando a louça e começamos a conversar, eu estava de costas para ela, quando olhei novamente, ela estava caindo, segurei-a antes que ela desabasse no chão, peguei-a no colo, levei-a para nossa cama e perguntei:

– Violeta, você está bem? O que você tem? Vou pegar um copo d´água para você – quando voltei entreguei o copo a ela que falou com a voz meio rouca:

– Já estou melhor… –  levantou os olhos para mim, deu um meio sorriso e continuou – Já, já passa, assim como passou o outro de mais cedo – e sorriu e eu perguntei preocupado:

– Desde quando está sentindo essas tonturas?

– Só hoje, mais cedo e agora, por que?

– Não, por nada, só quero que tome cuidado – passei a mão em sua perna como forma de consolo e continuei – Descansa um pouco, vou fazer algo para comermos.

– Está bem, amor.

Sai do quarto pensando sobre o que poderia ser essas tonturas e cheguei à conclusão de que ela poderia estar grávida, mas preciso ter certeza sobre isso, antes de qualquer coisa. Depois de fazer o almoço e trazê-la para comermos na cozinha estávamos em silêncio até que perguntei:

– Amor, você pensa em ter filhos? – Ela olhou com uma cara de desconfiada e respondeu:

– Sim, algum dia, por quê? – Ela me olhou séria e eu sorri e respondi:

– Por nada, também quero ter filhos, com você, muitos filhos.

Depois do almoço fomos dar uma volta e tomar um sorvete, na sorveteria, Violeta tomou cinco cascões de cinco tipos de sorvetes diferentes, nunca a vi comer tanto, fiquei mais impressionado quando ela ainda quis pedir uma pizza quando chegamos em casa, ainda mais tarde me pediu que fizesse lasanha e comeu mais do que eu. No dia seguinte fomos à casa de seus pais, foi ótimo, nós conversamos muito, estávamos no jardim da casa deles falando sobre bobagens, Lucca falou:

– Então… quando vocês vão se casar e me dar muitos pequeninos?

Eu estava tomando um suco e quase engasguei e olhei para Violeta que apenas sorria e depois de um tempo falou:

– Pai, que é isso? Isso não está nos nossos planos. –  olhou para mim sorriu em desculpa e eu apenas falei:

– Se depender de mim, nos casamos amanhã e teremos filhos na semana que vem, muitos de preferência – e abri meu melhor sorriso.

Quando já estava tarde fomos embora, ela foi dirigindo meu carro, feliz da vida, sorria bobo com aquela cena, chegamos em casa e fomos tomar um banho e dormimos a noite toda abraçados e aquela ideia de ser pai de um filho dela! Me deixava extasiado, esses pensamentos me inundaram conduziram-me ao sono.

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