Um Nu no Corredor – Capitulo 37 – Série Os Freitas

Capitulo 37

Conrado

Estava quase dormindo quando o celular de Anastácia toca ao meu lado, eu me estiquei e atendi, eu pergunto quem é,  quando aquela voz me atinge sinto algo estranho e subitamente ouço, em minha mente, essa mesma voz dizendo bem baixinho “ eu te amo´´ aquilo me arrepiou inteiro e fiquei tenso, continuei conversando com aquela moça, a Polly, lembro-me dela no hospital, ela estava de óculos escuros, e uma roupa larga, mas vi que está grávida e a barriga estava grande demais para ser apenas um bebê,  ela é tão linda, mas ainda sinto falta da Isabela, aproveitando que Tatá deixou o celular comigo aqui, assim que termino a ligação com a Polly procuro nos contatos o número dela e não encontro, estranho, bem, o lado bom é que tenho uma boa memória e lembro bem o número dela, disquei e esperei que ela atendesse, não demora muito ela atende e eu falo sem demora:

*Ligação*

– Oi meu amor, por que não foi me ver no hospital? – Ela fica em silêncio e eu continuo – Isabela?

– Conrado? – Ela pergunta desacreditando e eu respondi:

– Sim, pensou que era quem? – Sorrio e então ela fala:

– Não, meu amor, eu estava muito ocupada e não me avisaram. Perdoa-me?

– Claro meu anjo – falo calmo.

– E como você está, meu amor?

-Estou bem, tenho que fazer fisioterapia para retomar meus movimentos do lado direito.

– Ah claro. Meu amor, tenho que desligar. Beijos.

– Espera…. – Ela desligou na minha cara, mas por quê? O que será que aconteceu? Bom, melhor eu tentar dormir, tenho que voltar ao hospital para a fisioterapia, não posso esperar muito para começar, é muito importante que eu tente, não posso ficar assim, não quero ser um peso para eles. Não sei bem em que momento eu apaguei, apenas A vejo a mesma da última vez, mas dessa vez ela está chorando encolhida de costas…me sinto despedaçar, tento me aproximar dela, para poder abraçá-la, mas não consigo me mover, o que está havendo? Vejo a se afastando cada vez mais e mais, então ouço o um barulho estridente e acordo completamente suado e sem rumo, não consigo me mover, isso me deixa louco; por que ela estaria chorando? E por que aquilo me afetou tanto? Ouço alguém bater na porta delicadamente e vejo os cabelos ruivos de minha irmã que diz:

– Ah! Já está acordado, que bom, vim te acordar e te ajudar a se vestir, para irmos ao hospital.

– Ta…tudo bem… – eu estava suando então disse – vou tomar um banho primeiro – ela apenas acena, com certa dificuldade tomei um banho e logo estávamos a caminho do hospital.

1 mês depois

A fisioterapia está ajudando muito, já consigo andar sozinho e me cuidar, então decidi que hoje vou voltar para meu apartamento, minha casinha, meu lugar. Rick e Caleb vieram me ajudar, Anastácia teimou para que eu não fosse, mas não dá para continuar aqui, eu sei que destruí a intimidade deles nesse último mês, melhor eu ir. Assim que cheguei no meu apartamento, pensei que iria me sentir em casa, mas estranhamente, não me sinto em casa. Entrei, andei por ele todo, procurando inconscientemente algo, quando chego no quarto, sinto um cheiro diferente e pelo canto do olho vejo uma toalha azul jogada em um canto, me aproximo e pego a do chão, vejo que tem alguns detalhes em dourado, do nada ouço em minha mente uma voz “eu te emprestei uma toalha ontem…preciso dela de volta”, essa voz, de quem é?

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