Fanfic: Colega de Quarto (Part.11)

Olá minhas Luas, eu sei, vocês estavam esperando a continuação, nem demorou pra chegar. Aproveitem a continuação de hoje!

Pra quem ainda não leu o Capítulo 1 e os outros capítulos, vou deixar o link aqui em baixo:
Capítulo 1: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 2: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 3: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 4: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 5: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 6: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 7: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 8: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 9: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 10: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.

Boa Leitura!


(Capítulo 11)

•ERROS

Lariesce Grace.

Apertei os olhos, meu corpo todo estremeceu. Estava sem reação.
Cass parou de me beijar imediatamente.

-O que significa isso, Lariesce? -Perguntou assustada.

Não sabia o que fazer, o que dizer, eu só queria sumir.
Cass estava perplexa, ela não piscava.

-Me responde! -Gritou.

Cass entrou no meio e tentou explicar tudo.

-Foi apenas um impulso, isso nunca havia acontecido antes. -Falou com a voz trêmula.

Minha mãe ficou em silêncio, imóvel.
Estava com muito medo, não sabia o que fazer. Eu só queria sumir.

-Vamos, Lariesce… Eu já tomei minha decisão. -Falou puxando meu braço.

Tentei não ir, mas eu sinto que dessa vez eu precisava. Estava culpada, me sentindo envergonhada, isso é muito novo pra mim.

-Cass… -Falei saindo.

Ela me olhou com os olhos cheios de lágrimas, seu nariz ficou levemente avermelhado, ela estava prestes á desabar. Fomos em direção a secretaria da escola, a mãe da Cass estava sentada, assinando uns papéis.

-Samantha, preciso falar com você a respeito da sua filha. -Falou.

Ela continuou escrevendo. Minha mãe estava impaciente.

-Sim, pode dizer. -Falou.

Olhei ao redor e vi Cass sentada do lado de fora da sala, de cabeça baixa, com as mãos no cabelo. Meu coração estava ali, todo com ela. Minha mãe tagarelava e a Samantha só desdenhava, como se não se importasse nem um pouquinho.

-Eu não quero mais a sua filha perto da Lariesce. -Falou batendo na mesa.

Comecei a chorar, estava destruída, confusa, com medo. Não sabia o que fazer, tudo doía tanto.
A mãe da Cass levantou a cabeça e tomou um gole d’água.

-O problema todo é a Cassie ser lésbica? -Perguntou.

Minha mãe ficou sem reação, suas pupilas dilataram e ela engoliu seco.

-Não, mas é claro que não! Eu não tenho preconceito algum, mas acontece que não acho isso normal. Elas dividem o mesmo quarto, isso aqui era pra ser um local de estudo, não de perversão. -Falou.

Eu só conseguia sentir vergonha de cada palavra. Nunca imaginei que ela fosse capaz de dizer coisas tão fúteis.
Samantha levantou-se e arrumou o cabelo.

-Meu bem… A Cassie continua sendo uma garota e aqui é um colégio interno, consequentemente ela vai ter que dividir o quarto com alguma outra garota. Dividir o quarto com a sua filha foi uma consequência e eu tenho certeza que a Cassie não obrigou ninguém a ficar com ela. -Falou.

Confesso que estava gostando muito da mãe dela. E por outro lado, estava tentando entender como ela e a Cass não se dão bem.

A coordenadora chegou e interrompeu o possível início de uma discussão.

-Algum problema? -Perguntou.

Minha mãe estava furiosa.

-Não, nenhum! Quero tirar a Lariesce do internato. -Falou.

Comecei a chorar, eu não queria que tudo terminasse assim, eu a amava… Olhei pra Samantha e ela fez um sinal com a mão, pedindo pra manter a calma.

-Não é necessário, Margareth… Vamos entrar em um acordo. -Falou.

Minha mãe parecia irredutível. Olhei pra trás e vi Cassie sentando-se ao lado da mãe dela. Estava prestes a surtar e sair correndo novamente com ela.

-Também não vejo necessidade. É só mudar as meninas de quarto. -Falou interrompendo.

Cass me olhou assustada. Por um lado era terrível pensar que teria que me adaptar a outros hábitos, fora que não iria ter a mesma liberdade e nem uma caminha pra pular quando estivesse carente, mas por outro, era isso ou ir embora de vez.

-Eu não sei se é uma boa idéia. -Falou.

A coordenadora ficou em silêncio organizando uns papéis.

-Bom… tudo bem. Ela fica, porém, a escola vai me prometer que elas vão ter o mínimo de contato possível. -Falou.

Fiquei muito nervosa.

-O que?! Isso é ridículo! Você realmente acha que vou me contaminar se manter contato com ela? Pois bem, saiba que já estou contaminada se é assim. -Falei num fôlego só.

Todos me olharam surpresos.

-Eu acho isso tudo um absurdo. -Samantha falou.

-É isso ou nada, Lariesce. Estou fazendo isso não por preconceito, mas por cautela. As duas já se meteram em confusão demais e eu não acho isso natural. -Falou.

Tudo ficou em silêncio.

-É isso então? -Perguntou.

Todos concordaram. A mãe de Cass assinou os papéis e novamente tudo saiu do jeito que a minha mãe queria. Estava muito triste, não fazia idéia do quanto iria sentir falta dela.

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Após algum tempo, minha mãe foi embora e a mãe de Cass ficou no portão conversando com ela. Estava feliz por ver que elas estavam se entendendo.
Voltei pro quarto pra arrumar minhas coisas, dobrei cada peça de roupa em prantos.
Cassie abriu a porta e ficou me observando.

-Lari? Queria poder fugir sempre que as coisas dessem errado. -Falou.

Olhei pra trás e meu coração acelerou.

-É… eu também. -Falei levantando.

Cassie se aproximou e ficamos cara a cara.

-Não quero que mude de quarto… Mas que droga. -Falou.

Fiquei cabisbaixa.

-E você acha que eu quero mudar? Eu nem sei o que vai ser daqui pra frente. E nem quero imaginar quem vai dormir nessa caminha do seu lado. -Falei.

Cass sorriu e acariciou meu rosto.

-Eu te amo. -Falou.

Meu corpo estremeceu. Senti seu coração acelerar, seus olhos brilhavam. Puta merda, eu a amo demais.
A beijei, nossos corpos pareciam sincronizados. Batemos com tudo na parede. Cass deslizou a mão pela fechadura e trancou a porta.
Sei que não deveríamos, mas já fizemos tantas merdas que… mais uma não iria fazer diferença.

-Lari… tem certeza? -Perguntou entre os beijos.

-É lógico. -Falei.

Ainda na parede terminei de tirar a sua roupa, o corpo dela era lindo, cada curva, cada traço. Desci a boca lentamente pela sua barriga, senti todo seu corpo se arrepiar. Senti sua mão pegar levemente nos meus cabelos, mas seus toques ficavam mais fortes, seus gemidos ecoavam por todo quarto. Suas unhas estavam fincadas nos meus ombros. Seu gosto, seu cheiro, de alguma forma me deixavam em êxtase.

00

Dormimos na cama de Cass, grudadas. Acordei primeiro que ela dessa vez e fiquei observando seu corpo nu, cada curva, cada dobrinha. Beijei suas costas e ela acordou em seguida.

-Eu te amo. -Falou me beijando.

Fiquei sem reação, eu tinha total certeza de que a amava, mas nunca tinha tomado coragem pra dizer. Meu corpo ficou paralisado, o frio na barriga me consumiu.

-Eu te amo demais, Cassie. -Falei.

Pude sentir seu coração acelerar e suas pupilas dilatarem.

-Eu não sei como estamos vivas depois desses dois meses. -Falei rindo.

Cassie sorriu.
Dentre as coisas que mais gostava em Cass, uma delas era a maneira como ela sorri, como seus olhos diminuem e suas bochechas ficam coradas.

-É… Nem eu. -Falou pensativa. -Você é confusão na certa também, viu? -Falou.

Fiquei surpresa.

-É? Ou é você que consegue transformar a monotonia em caos? -Perguntei rindo.

Cassie deu risada. Ficamos em silêncio.

-Eu adorei o jeito que sua mãe te defendeu. -Falei. -Agora eu sei de onde vem teu jeito. -Falei acariciando seu rosto.

Cass se virou e encarou o teto.

-Ela nunca me julgou, sempre foi muito acolhedora. Meu padrasto corrompe ela e é por isso que não podemos morar no mesmo teto. -Falou.

Fiquei em silêncio.

-Eu não tenho raiva dele, nem dela… nem de ninguém. Acho que eu nasci pra viver sozinha. -Falou.

Suspirei.

-Sozinha? -Perguntei virando seu rosto novamente pra mim.

Cass sorriu e me beijou.

-Espera… Que horas são? -Perguntou.

Levantei ás pressas.

-A Lisa não veio te procurar e… Que estranho. -Falou.

Cassie levantou, colocou o uniforme e ajeitou o cabelo. Levantei logo em seguida e me vesti. Acho que perdemos a noção do tempo. Cass foi até a janela e abriu uma pequena fresta, tudo estava escuro.

-Já escureceu é melhor a gente ir. -Falou.

Coloquei as roupas dobradas na bolsa e sai. Cass puxou meu braço e me beijou, meu corpo estremeceu.

-Vou sentir sua falta. -Falou.

Sorri e acariciei seu rosto. Fechei a porta do quarto e respirei fundo.

-Vamos na Lisa? Preciso saber onde é meu novo quarto. -Perguntei.

-É melhor não darmos motivo, aparecer juntas depois de tanto tempo pode dar problema. -Falou.

-Tudo bem, você tem razão. -Falei.

Ficamos paradas nos encarando, até que decidi ir.
Entregar a chave do quarto pra
Lisa vai ser péssimo. Vi alguns garotos me encarando e umas meninas cochichando, tentei não ligar, mas eu realmente queria entender o motivo.
Finalmente cheguei à sala da Lisa, bati e ela gritou um: “Entra!”.

-O que foi, Lariesce? -Perguntou.

A Lisa sempre foi muito carismática e por algum motivo estava emburrada e falando pouco.

-Eu vim entregar a chave do quarto e pegar a nova chave. -Falei.

Lisa continuou digitando bruscamente.

-Ok, só um minuto. -Falou.

Estava agoniada, primeiro pelos burburinhos no corredor e agora esse total mau humor.

-Não temos vaga então só iremos realocar você. -Falou.

Fiquei desesperada.

-Mas eu sei que tem quartos vazios. -Falei.

Ela desdenhou.

-Lariesce… Eu sei disso, eu também estudo aqui. O fato é que ninguém pode ficar sozinho, são regras. -Falou. -Você vai ficar no quarto B2-17 com a Chloe Brooke.
-Falou me entregando a chave.

Estava trêmula e com vergonha, novamente estou passando por essa situação desagradável de invadir o espaço de alguém.

-Obrigada. -Falei.

Lisa me encarou e balbuciou algo em tom inaudível. Meu quarto ficava bem distante do quarto da Cass, apesar de estarmos no mesmo bloco.
Vi uma movimentação estranha e uma garota com umas malas, tenho quase certeza que é a nova colega da Cass.
Fui andando até o novo quarto e a Chloe me olhou enfurecida.

-Oi. -Falei entrando.

Ela nem fez questão de me responder, eu também ficaria puta se me afastassem da minha amiga, eu até entendo. Aliás, estão me afastando da minha namorada e nem por isso estou tão revoltada.
Coloquei minhas coisas na cama e comecei a organizar tudo. Acho que os dias vão ser longos.

-Como você consegue? -Perguntou.

Fiquei em silêncio, mas estava me coçando pra não perguntar o motivo.

-Você foi uma das piores pessoas que já entraram aqui. Qual seu intuito? Fechar esse lugar? -Perguntou.

Continuei organizando tudo e tentando ignora-la, estava começando a ficar sem paciência.

-Vai se foder! -Falou me atirando uma almofada.

Me virei e devolvi a almofada.

-Você não me conhece e eu não te conheço, não é me indagando desse jeito que vamos manter uma relação no mínimo respeitosa. -Falei com o tom elevado.

Ela me olhou surpresa e deu um sorriso sarcástico.

-Eu não quero ter relação alguma com você, todo mundo sabe do caso que você tem com aquela sapatão, espero que você não tente fazer nada comigo. -Falou.

Eu não estava acreditando no que estava ouvindo… Como ela consegue falar tanta merda em tão pouco tempo? Essa visão preconceituosa é um tanto burra, eles agem como se nós não tivéssemos controle dos nossos desejos.

-Fica tranquila, meu amor! Você nem é tão bonita assim. Ah, e sobre a “sapatão” e eu, ninguém tem porra nenhuma com isso. -Falei.

Ela ficou em silêncio me encarando. Continuei a organizar minhas coisas, estava quase voando em cima dessa garota.

-Nojenta. -Balbuciou.

Respirei fundo e decidi ignorar. Deitei e fiquei ouvindo música. Olhei o horário e estava na hora do jantar. O dia simplesmente voou.
Me arrumei e pro refeitório. As amigas da Chloe estavam na porta e me devoraram com os olhos. Fui em direção ao quarto da Cass e a vi saindo com a nova colega de quarto dela, acho que elas se deram bem. Confesso que fiquei um pouco mexida. Dei meia volta e fui em direção ao refeitório.
O cardápio de hoje é macarronada, bem digerível até. Fiquei aguardando na fila e tentando achar Cass no meio das pessoas. Peguei uma bandeja e fui sentar no lugar de sempre, atrás da lixeira.
Vi August e ele sorriu pra mim, torci pra ele vir comer comigo e por sorte ele veio em minha direção.

-E aí! Meu Deus, eu te venero. -Falou sentando-se.

Dei um sorriso.

-Só você, o resto desse lugar me odeia. -Falei comendo.

August riu.

-O pessoal se acostuma com o tempo, fiz até algumas amizades. -Falou.

Fiquei admirada, ele parecia outra pessoa.

-Fez é? -Perguntei.

Ele sorriu.

-Sim, você e meu colega de quarto que é um porco. -Falou rindo.

-Sendo assim, também fiz ótimos amigos. -Falei rindo.

Vi Cass e tentei fazer contato visual, acho que ela não me viu.

-Está procurando a Cassie? -Perguntou.

Fui seguindo seus passos com os olhos e ela sentou-se com a nova menina e outras pessoas. Comecei a ficar aborrecida.

-Ela está andando com a Nancy? -Perguntou arqueando a sobrancelha.

-Pelo visto… Por que? -Perguntei.

August ficou em silêncio.

-Por que? -Falei batendo na mesa.

August riu.

-Porque a Nancy já teve um caso com ela. -Falou.

Meu coração acelerou e minha mão ficou gelada. Eu não costumava ser ciumenta, mas dessa vez eu estava prestes a surtar.

-Ei, Lari! Calma… Isso não quer dizer nada, ok? -Falou pegando no meu braço.

Eu perdi a fome e a insegurança me consumiu. Sei que pode ser exagero, mas estou extremamente incomodada. Tentei encara-la, até que ela me viu e sorriu. Tentei conter minha cara emburrada e sorri de volta. Li seus lábios e ela pediu para nos encontrarmos atrás do banheiro principal. As duas levantaram e foram no maior papo pra algum lugar que eu não faço ideia. Estava com um ciúme que nunca havia sentido antes e o pior de tudo é saber que elas já tiveram algo. Acho que estava exagerando, ou sei lá, só precisava conversar com Cass e dizer o que estava sentindo.

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Eu espero que tenham gostado da continuação de hoje, não se esqueçam semana que vem tem outro capítulo e por ai vai, toda semana um capítulo novo.

Beijos da Mila!
Gratidão!

Até o próximo capítulo!