O Dia do Amanhã – Capitulo 4

Ola, Bom Dia, Boa Tarde, Noite ou madrugada.
Sejam todos bem vindos a o capitulo da semana.
Quero agradecer a todos que estão curtindo a historia lendo, que estão lendo q acompanhando. VOCÊS SÃO DE MAIS CARA ❤❤

Lembrando que toda a critica construtiva é muito bem vinda e que temos capitulo toda a Sexta.

Antes de começarem a leitura, eu vou deixar o link com a capa do livro e a sinopse, pra quem quiser da uma olhadinha antes de começar ler o livro.

LINK: O novo Livro do Blog – O Dia do Amanhã.

Eu também vou deixar o link dos capítulos que já foram postados!

LINK 1: O Dia do Amanhã – (Capitulo 1)
LINK 2: O Dia do Amanhã – (Capitulo 2)
LINK 3: O Dia do Amanhã – (Capítulo 3)

Espero que gostem, tenham todos uma boa leitura.


O Dia do Amanhã

Capitulo IV


Uma nova Esperança

A lua iluminava a parte da cama que estava sentada, a noite havia chegado e nenhuma palavra havia sido falado depois da conversa, assim que seus motivos haviam sido esclarecidos eles se entreolharam, pareciam conversa em silêncio, o moreno havia saído pela porta e foi seguido por Brian que só disse para ela esperar ali. Havia cerca de uma hora que eles conversavam, suas coisas estavam em cima da mesa e ela poderia simplesmente sair pela aquela porta e nunca mais os ver.

Mas não queria isso, a vida lá fora estava cada vez mais difícil, quantos mais o tempo passava maior as hordas ficavam, sair sozinha e ainda mais a noite seria suicídio, durante a noite ela subia em arvores e tentava o máximo possível não fazer barulho.

Por mais que nunca tenha os visto antes de tudo virar um caos, eles ainda eram uma grande chance de continuar viva. A noite havia chegado e a temperatura havia caído drasticamente, a blusa de couro que usava já não a esquentava como antes, as pequenas patas de Mid tocaram sua cocha, ela rapidamente dobrou as pernas sentando então igual índio, para que o felino se acomoda-se no espaço vago entre suas pernas

A porta foi aberta lentamente, formando uma pequena fresta onde viu a cabeleira loira chegar antes de seus olhos, ele examinou todo o quarto antes de parar em si, quando finalmente ele a olhou, o mesmo sorriu e terminou de entrar.

– Você ainda está aqui – Brian se aproximou lentamente da cama até sentar em sua beirada – Achei que tivesse ido embora – O mesmo dizia com um magnifico sorriso no rosto – Acho que isso significa que você quer continuar com a gente, isso é bom – Seus olhos antes focados nos esmeraldinos dela, desceu rapidamente para o bichano que estava deitado de barriga para cima brincando com uma mecha de seu cabelo que caia na altura de seu rosto, sua mão antes escorada na cama se aproximou do mesmo e fez um carinho em sua barriga que o fez ronronar.

– Vocês são minha melhor forma de sobreviver – O sorriso nasceu fraco em seu rosto, vê-lo brincar com Mid a deixava feliz, Mid quando queria era muito arisco e ver ele tão à vontade lhe fazia confiar cada fez mais no loiro –  Me trouxeram esperança – Um sentimento que depois de tantas perdas e perdas ressurgiu em seu ser , levou olhos de encontro aos azuis que pareciam um mar.

– Você não me parece uma pessoa que mataria alguém – Ele disse sério com um tom de preocupação, antes mesmo que pudesse responder algo ele a interrompeu – Mas sei que você fez por um bom motivo – Levantou e andou até a mesa, pegando o arco – Porque um arco? – Segurando ele em suas mãos virou de frente para si, ela então colocou Mid que dormia docilmente, na cama e caminhou em seu encontro.

– Por que não um arco? – Parada ao seu lado, viu o espanto que sua pergunta casou – Você mata de longe, recupera a munição, pode fazer sua própria e o melhor não faz barulho – Ele que antes olhava com um ar de desprezo para o arco agora o via com outros olhos – Ele pode ser lento mais é uma arma que vai deixar você invisível no meio daquelas coisas – Virou de costas encostando seu quadril na mesa – Não é uma arma pra perto, é uma arma de estratégia e com companheiros ela é perfeita pra cuidar da retaguarda – Suas mão foi de encontro a uma flecha, passando os dedos na ponta da mesma – Uma única flecha é o suficiente pra manter seus companheiros vivos.

Colocou a flecha de volta a mesa, e se virou olhando o loiro olhar o arco meio abobado, o mesmo abriu a boca pra falar algo quando a porta foi aberta bruscamente, o moreno de olhos ônix passou por ela segurando umas torras de madeira, Trevor era incrivelmente lindo isso não podia negar, seu olhar misterioso o deixava ainda mais enigmático, sua presença sempre lhe deixava nervosa, mexia com sentimentos que achava que havia morrido. Ele não falou nada, apenas caminhou até o fogão colocando toda a madeira lá, tirando do bolso um isqueiro e um pedaço de papel que amaçou e colocou fogo fazendo assim a casa que antes tinha pouca iluminação agora ser inundada, com a luz vinha a quentura que saia do fogo trazendo uma sensação boa, o sono começava a surgir, fazia muito tempo que não dormia.

– Vamos dividir quem vai ficar de guarda – A voz do moreno reinou e arrepiou todos os pelos do corpo – Eu começo, vocês se virem aqui dentro – Ele era frio e em nenhuma hora a olhou, assim que terminou de falar virou e saiu novamente, com toda a certeza ele não gostou dela ainda estar ali.

– Fica tranquila ele é assim com todo mundo, desde que tudo virou essa bola de neve – Brian largou a arma e colocou a mão em seu ombro – Você parece cansada – O que poderia dizer? Era pura realidade, dormir em árvores não era nem de perto um bom modo de descansar – Durma, quando for sua vez eu te chamo – Aquilo estava mais para uma ordem do que para um conselho, poderia até ter falado algo se ele não tive saído se juntando ao moreno.

Estava novamente sozinha, seus olhos focaram em Mid que estava jogado na cama e no fim  ela realmente parecia chama-la, fazia séculos que não dormia em algo descente, aquela cama não era nem de perto macia, mas bem ela era muito melhor do que o chão ou um galho de arvore.

Se aproximou e sentou em sua beirada, era invejável como Mid dormia, seu sono era tranquilo e profundo, seus olhos foram se fechando aos poucos, e quando menos percebeu ela perdeu qualquer sentido se entregando em um mundo onde ela ainda era feliz.

~~~~~~*~~~~~~*~~~~~~*~~~~~~*~~~~~~~*~~~~~

A luz entrava pela fresta da madeira mal pregada da casa, o lugar era macio e quentinho, o silêncio trazia uma tranquilidade que a muito tempo não sentia, sentiu as pequenas patas de Mid em seu rosto junto com um pequeno rosnado, era sempre assim, ele era a primeira coisa que via, antes mesmo de abrir os olhos, assim que abriu os mesmo a dor foi sentida lhe fazendo piscar algumas vezes antes de conseguir focar em algo.

Estava deitada no meio da cama coberta por um edredom que ela não fazia a mínima ideia de como foi parar ali, a casa estava vazia, o fogo que antes a iluminava e esquentava agora não era nada mais que cinzas, tirou a coberta de cima de si e se lentou, ao colocar os pés no chão percebeu a falta de suas tão adoradas botas, olhou ao redor e as viu no pé da cama, o que havia acontecido naquela noite?

Com as botas devidamente vestidas caminhou até a mesa abrindo sua bolsa, todos os seus pertences ainda estavam ali, passando os olhos em suas coisas em busca de algo sumido, viu o que a muito tempo não via, era uma foto tão linda que fez seu coração doer, nela sua mãe sorria com um daqueles sorrisos que ela só dava quando esquecia de todas as preocupações do dia a dia, como ela queria aquelas preocupações de volta, ao seu lado Caleb e Ashley que segurava Mid, a felicidade emanava daquela foto.

O cabelos ruivos de Caleb estavam bagunçados, as sadinas tão charmosas do seu rosto ficavam ainda mais evidente no sol da foto e seu o sorriso de sempre estava presente ali mostrando suas covinhas, ele era lindo em sua concepção e infelizmente na da maioria das meninas do seu antigo colégio, o que a fazia pirar, os olhos castanhos dele a trazia tranquilidade, mesmo através de uma foto

As lágrimas lutaram para cair assim que vi os rotos das pessoas mais importantes da sua vida, a dor foi esmagadora e a saudade lhe trazia vontade simplesmente desistir de tudo, mais tinha certeza que dá onde eles estivessem jamais iriam querer vela desistir, vivia por eles para dar orgulho a eles.

Ao olhar para baixo viu uma coisa que não havia visto antes, um pequeno espelho estava perto do pé da mesa, era branco e todo empoeirado, passou os dedos para tirar todo aquela poeira e poder ver seu reflexo, mas depois de feito realmente se arrependeu.

  A pele extremamente branca lhe deixava com um aspecto de morte, a única prova de que realmente estava viva são as bochechas extremamente vermelhas, as olheiras em baixo dos olhos eram gritantes e vinham derivadas de várias noites mal dormidas, os olhos verdes esmeraldas já não tinham o mesmo brilho de antes, seus cabelos antes rosas agora mostravam grandes raízes de um loiro claro.

Ela amava tanto se cuidar, havia herdado isso de sua mãe, ela era toda saudável e essas coisas, se inspirava sempre em sua mãe, então ser uma pessoa vaidosa era quase natural. Antes de tudo acontecer ela nunca saia sem maquiagem, pintava o cabelo toda a semana pra manter o rosa claro da forma que ela amava e agora isso não valia de nada.

Pegou aquele pequeno espelho e o colocou na bolsa junto com os outros pertences que levava, colocou o coldre na perna e em seguida adicionou a arma no mesmo, a faca foi colocada na cintura, todas as flechas foram enfiadas no aljava com cuidado antes de passá-lo pelo corpo. Com o arco na mão e completamente armada andou até a porta para só então forçá-la a abri-la, o sol já brilhava intensamente, passou os olhos por toda a clareira para só então pode ver os dois homens sentados na raiz de uma árvore.

– Bom dia meninos – falou assim que chegou perto o suficiente para eles a ouvirem.

Estava envergonhada havia sido muito descuidada podia ter morrido e tinha plena noção disso, se eles fossem más pessoas ela podia estar morta ou poderia ser roubada, o que nessa nova realidade é quase a mesma coisa que a estar morta.

Porém foi recebida com um grande sorriso de Brian e um olhar de canto de Trevor, Brian estava sentado no meio de duas raízes e parecia relaxar e apenas sentir a quentura que o sol trazia, já o moreno estava limpando uma katana brilhante e afiada, sentado num galho do lado direito do loiro.

– Bom dia pequena – A voz de Brian saiu animado e junto com uma dos mais lindos sorrisos que já havia visto, era invejável como ele podia sorrir mesmo quando estava tudo perdido – Espero que você esteja descansada – Diferente do que imaginou ele não foi sarcástico ou qualquer outra coisa assim, ela havia agido errado tinha plena noção disso mais não foi algo que não pode evitar apenas aconteceu – Você parecia cansada não tive coragem de acorda-la – Ele levantou e se pôs à sua frente, antes que qualquer um deles pudessem dizer algo um som de sino foi escutado – Deu certo teme – Sua empolgação era quase palpável, o moreno apenas o olhou e quando abriu a boca pra fala algo o loiro já havia saído as presas  atrás do tal barulho.

E agora estavam só os dois, diferente do loiro que a conversa parecia fluir, entre eles a tensão era palpável, ele a olhou de canto de olho assim como fez quando chegou e voltou a focar em sua arma, fazia muito tempo que não sentia vergonha, que não sentia as bochechas corarem ou que não sabia o que fazer, entre as várias dúvidas que lhe rondava  decidiu seguiu seu instinto e sentou ao lado do moreno em cima de uma das raízes que antes o loiro estava escorado.

– Se você não quiser que eu fique com vocês eu vou embora não tem problema – Pela primeira vez naquele dia teve toda a atenção de Trevor, ele ficou em silêncio por uns bons dez segundo que pareceu mais um século, sua demora fez todo seu corpo tremer, aquela pequena guerra fez todos seus pelos se  arrepiarem – Sobreviver aqui fora sozinha não é fácil, mas também não é impossível.

Não queria ficar num lugar em que não era bem-vinda, mas no fundo implorava para que o moreno não a enxota-se, queria estar com eles, mesmo que não os conhecesse pareciam pessoas boas, pessoas que não a mataram na primeira chance que tivessem.

Foi tirada de seus pensamentos pelo barulho de tiro vindo da direção que Brian havia corrido, o medo tomou conta de todo seu corpo antes mesmo que pode-se raciocinar já estava correndo com o arco na mão e uma flecha a posto com o moreno pouca coisa em sua frente.

Continua…


TARAMMM que as aventuras comessem.
Brian esta em apuros e será que ele vai sair vivo do próximo capitulo?

Kiss de Cereja, vejo vocês na próxima.

7 comentários em “O Dia do Amanhã – Capitulo 4

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