Fanfic: Filha do Tony Stark – Vingadores (Part.10)

Eu sei, demoramos pra trazer a continuação, eu tive umas dificuldades pra achar os capitulos que a @giovannateodorico tinha me enviando, mas aqui está continuação, espero que gostem e perdoa a demora!

Pra quem ainda não conhece a Fanfic é só acessar os links abaixo!

Part. 1: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 2: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark .
Part. 3: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 4: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 5: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 6: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 7: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 8: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 9: Fanfic: Vingadores – Filha do Tony Stark
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Eu espero que gostem da continuação de hoje.

Boa leitura!

Capítulo 10

No instante em que contei a Gabriella que eu estava indo no dia seguinte para o Brasil, ela simplesmente surtou. Gritava palavras sem nexo, e a única coisa que eu realmente entendia é que ela estava feliz com a notícia. 

Depois foi a vez de Ricardo. Ele atendeu o telefone — lembrei do fuso horário, então no Brasil já era tarde da noite. — Com a voz meio grogue, ficou feliz por eu ter ligado para ele mesmo sendo tarde, e ficou mais feliz ainda quando disse que estaria indo ao Brasil no outro dia.  

Talvez com a minha notícia eu o tenha despertado, porquê ele disse que iria arrumar a casa naquela mesma hora. Mesmo eu falando que não precisava, já que Anthony iria querer se hospedar em um hotel, mas Ricardo insistiu de tal forma que nem mesmo Tony conseguiu questionar. Iriamos passar o tempo na casa de Ricardo. 

Desde o dia anterior quando Tony contou que iríamos para o Brasil, não consegui ficar calma, ou comer no momento certo. A cada uma hora eu enfiava algo para manter a minha boca ocupada, e isso foi apenas por um dia. Imagino como eu não ficaria se Tony me contasse que iríamos daqui a uma semana. 

Depois de conversar com Anthony sobre os meus novos professores particulares, e quando eu começaria as aulas, começo a arrumar a pequena mala, alternando entre colocar uma peça dentro da mala e um pedaço de chocolate dentro da boca. 

Se eu continuasse desse jeito, iria acabar com o estoque de doces de Clint. 

— Então você vai voltar para o Brasil. — dou um pulo e quase me engasgo com o pedaço de chocolate.  

Engulo com força sentindo o alimento descer rasgando pela minha garganta. Me viro lentamente encontrando um Steve sorridente na soleira da porta. 

— É o que parece. — respondo aliviada por não ser Clint me cobrando por estar comendo os chocolates dele. — Chocolate? 

Steve nega entrando no quarto e se sentando na cadeira em frente à escrivaninha. Ele pega o chibi do Homem de Ferro e brinca com os bracinhos do boneco. 

Como outro pedaço de chocolate, colocando logo em seguida uma calça jeans e uma blusa preta. 

— Sabe, Tony parece estar se esforçando para ser um bom pai. — levanto o olhar para Steve, que continua a brincar com o chibi.  

— Ele é um bom pai, só falta praticar. — solto uma risadinha me lembrando de alguns detalhes. — Talvez ele possa pegar dicas com Ricardo. 

Finalmente Steve larga o chibi e me encara com a expressão séria. Sinto que ele irá falar um pequeno discurso, como as vezes ele faz para as escolas estadunidenses. 

— Acho melhor não Emma. Tony mesmo não aparentando sente falta do tempo que não tiveram juntos, e acho eu que, ele sente um pouco de raiva por Richard ter sido o seu pai primeiro. 

Engulo em seco sem saber o que falar. Finjo prestar total atenção na muda de roupa em minhas mãos. 

Eu nunca imaginaria que Anthony pensasse assim, que ele se sentisse assim em relação a mim e o tempo perdido entre nós. Ou até mesmo que sentisse raiva do meu padrasto por ter sido o pai que ele gostaria de ser. 

— Isso não é muito a cara de Anthony. — murmuro, colocando de qualquer jeito as roupas dentro da mala vermelha e por fim fecho o zíper. — E é Ricardo. 

Steve me fita intensamente, o que me faz desviar os olhos para qualquer canto do quarto. Me sento ao lado da mala e brinco com o fecho. 

— Emma, mesmo ele sendo o seu pai, você ainda não conhece Tony. — Steve suspira e eu faço o mesmo. — Ele parece ser arrogante e não se importar com as coisas, mas é apenas aparência. Claro que ele é arrogante, mas se importa sim com as coisas, principalmente com você. 

Meus olhos marejam. Me sento na cabeceira da cama de casal e abraço as minhas pernas. Eu estou tão confusa, sem saber o que fazer. Eu sei que Anthony se importa com as coisas, isso é mais que aparente, e comigo também, mas é estranho escutar Steve falando.   

Talvez eu preferisse não escutar em voz alta, faz com que toda a situação pareça mais complicada e delicada.  

Sinto as garras da saudade agarrar o meu coração. Por quê a minha mãe precisou morrer? Eu sinto tanta falta dela, sinto tanta falta do seu perfume floral e o riso frouxo. Sinto falta de como ela conseguia achar a solução para problemas como esse que estou, e sempre sorrindo. Até mesmo nos seus últimos suspiros ela estava sorrindo. 

— Vai ficar tudo bem. — braços quentes abraçam o meu tronco. 

Só agora percebo que estou chorando. As lágrimas são amargas por conta da saudade. Culpo a tpm por ter chorado tão facilmente. Continuo a chorar, me sentindo reconfortada nos braços de urso do Capitão. 

Eu realmente espero que tudo fique bem, que eu consiga chamar Tony de pai, que consiga parar de sentir saudade da minha mãe, e que eu fique bem emocionalmente. Tudo isso que eu pensei não vai ser tão fácil, mas também não é impossível. Exceto um. 

— Vai passar, Em.  

✖ 

Fito a sobreloja a minha frente, com o estômago dando giros e mais giros. Senti falta desse lugar, mas me esqueci das lembranças que ele carrega. 

Antes de me mudar para os Estados Unidos, eu morava em cima da loja e escola de informática de Ricardo. O que não dá pra perceber é que a sobreloja é enorme, tendo o tamanho de uma casa normal.  

Respiro fundo antes de apertar o interfone ao lado da porta de ferro. Tony está ao meu lado e em silêncio observando tudo. Fico mais tranquila por termos chegado cedo e não ter praticamente ninguém na rua. Não seria nada legal de Anthony fosse abordado por alguns fãs desde cedo. 

— Bonequinha? — a voz de Ricardo aparece por sobre o chiado do interfone.

Abro um largo sorriso, sentindo a saudade dele morrer aos poucos, sabendo que em questão de minutos eu o veria. 

— Quem mais seria? — respondo com outra pergunta, escutando a risada calorosa de Ricardo. 

Um clique alto mostra que a porta de ferro foi aberta. Pego a minha pequena mala vermelha e espero Tony entrar primeiro para eu poder entrar e fechar a porta.  

Subimos o lance de escadas em silêncio, apenas com o barulho da minha mala batendo contra cada degrau. Me sinto estranha, já que não é normal Tony ficar em silêncio por um longo tempo. 

Antes de abrir a porta de madeira, paro e olho para Tony, sorrio para ele e por fim pego a sua mão. Anthony parece ficar mais relaxado, mas ainda permanece em silêncio.  

Abro a porta deixando a mala ao lado dela e puxo Anthony para dentro do grande apartamento. Sou recebida pelo familiar cheiro de café fresco, e flores. Me surpreendo por ver o apartamento tão claro e sol matinal. Talvez eu estava esperando um lugar sombrio e sem vida, mas Ricardo fez um bom trabalho deixando o apartamento cheio de… Cloe.  

A minha mãe era cheia de vida, ensolarada, e olha onde ela parou. 

— Boneca! — por um momento eu estava no chão, no outro estava rodopiando pelo ar nos braços tão familiares de Ricardo. 

Abraço o pescoço do meu padrasto e enfio a cabeça na curva do mesmo, sentindo o cheiro amadeirado de Ricardo.  

— Rick! — finalmente ele me coloca no chão, mas as mãos permanecem em meus ombros. 

O homem me olha por inteiro, com os olhos cheios de preocupação e saudade. 

— Tony está cuidando bem de você? Você está comendo direito? — Ricardo pergunta, ainda me olhando por inteira.  

Abro um sorriso ladino, dando um chega pra lá com a mão, apontando para Tony. Quando nós dois colocamos os olhos sobre o herói, percebemos o quanto ele estava desconfortável, mas em questão de segundo ele parece relaxado e em casa. 

— Até parece que eu não cuidaria bem da minha filha. — Tony diz em um inglês carregado de arrogância.  

Talvez ele tenha esquecido que Ricardo também fala inglês, já que a minha educação em casa era fundamentada em falar inglês e apenas na rua falar português. Ambos, eu e Rick aprendemos a língua juntos.  

Ou talvez eu tenha esquecido de contar.  

— Fico mais aliviado com isso. — Rick responde em inglês, e a partir daí começa um diálogo em inglês, para que Tony não ficasse de fora. — Mas você está comendo direito e no horário certo?  

Suspiro sem saber o que de fato responder. Ricardo tomou o meu suspiro e silêncio como uma resposta, também suspirando. 

— Vem, vamos pra cozinha. — Ricardo pega na minha mão e me guia até a cozinha. 

Não que eu precisasse de um guia para saber onde a cozinha está, até porquê conheço esse apartamento como a palma da minha mão, mas nós dois precisamos desse contato físico para ter certeza que estamos ali, juntos. 

Um café da manhã estava posto na mesa de madeira, simples, mas cheio de proteínas. Me sento na cadeira onde geralmente sentava e observo Tony se sentar ao meu lado, observando discretamente a cozinha. E então faço o mesmo, captando cada detalhe do grande espaço. 

— Eu espero que a Emma não tenha te causado problemas. — Rick quebra o silêncio, se virando com a garrafa vermelha de café nas mãos e a depositando ao lado da minha xícara de café. 

— Ela é uma boa garota. Recebeu uma boa educação. — Tony se serve de uma xícara de café e toma um longo gole. 

Faço o mesmo, e quase cuspo o café na xícara. Céus, está sem açúcar. 

— Não sei se isso foi um elogio, mas obrigada. — Ricardo percebe o meu desgosto pelo café e logo coloca duas colheres de chá de açúcar no meu café. — Falando em educação, ela está estudando? 

— Eu estou aqui, sabem disso? — murmuro. 

E como sempre, Ricardo da uma de suas calorosas risadas e passa a os dedos pelo cabelo jogando para trás.  

— Dei algumas semanas para ela se acostumar, mas quando voltarmos ela já vai começar a estudar. Em casa, sem perigo e perto de nós.  

Observo bem os dois, sentindo a tensão entre eles. Mesmo Anthony parecendo estar confortável, pude perceber que ele está se sentindo totalmente o contrário. Ricardo parece estar calmo, mas vejo que ele está tentando criar um assunto, fazer com que um diálogo dure. 

Ricardo está pensativo com as palavras de Tony, mas não fala nada. 

Depois de comer dois pães e algumas xícaras de café — agora com açúcar — em um completo silêncio, Ricardo finalmente o quebra. 

— A Gabi vai vir a tarde. Se prepara porquê ela vai dormir aqui também. 

Quando ele diz aquilo, sei que eu realmente deveria me preparar porque conhecendo a minha melhor amiga, nós não iríamos dormir. 

✖ 

Já era tarde. Tony estava tomando banho e Ricardo havia saído para resolver algo. Estou sozinha, me sinto sozinha. 

Sinto o poder das lembranças me sufocarem. Sinto a presença da minha mãe em cada canto que olho, em cada mínimo detalhe, cheiro, objeto. Cloe está em cada coisa da casa, e em mim.  

Eu estava evitando me olhar no espelho para não me lembrar dela, mas vindo aqui, estando onde cresci, abre novamente as feridas que tentei cuidar sozinha. 

Um porta-retratos está embaixo da televisão. O pego vendo a foto. Minha mãe, Rick e eu sorrimos para um cara estranho que fez a gentileza de tirar a foto para nós três.  

O brilho, mesmo pela foto, permanece nos olhos azuis da minha mãe. O sorriso, agora que percebo, não é aquele leve e frouxo, mas é tenso e cheio de preocupações. Ela parecia ser a própria preocupação. Como eu não percebi isso antes? 

Como eu não percebi todos esses segredos? Como eu pude ser tão cega ao ponto de não notar as pequenas coisas que me cercava?  

Deixo o porta-retratos no lugar e vou para o quarto de Ricardo e de Cloe. Abro a porta encontrando tudo quase igual, o mesmo cheiro, a penteadeira com os produtos de beleza. Sei que se abrir a porta do guarda-roupa vou encontrar as roupas da minha mãe ainda. 

Fotos minhas com a minha mãe ou com Ricardo muda um pouco o ambiente, mas ainda sou capaz de imaginar Cloe ali no quarto, sentada em frente a penteadeira e sorrindo para o seu próprio reflexo. 

A saudade nunca vai passar? A dor da perda?  

Sinto braços em volta da minha cintura me abraçando, puxando a minha cabeça para o peito dele. 

— Calma. — sinto as lágrimas quentes e amargas molharem a camisa de Tony. 

Escuto a porta se fechar, sinto Anthony me levar para longe do quarto. Não é o suficiente para fazer as lágrimas pararem, a dor passar. 

Me desprendo dos braços de Tony e me jogo no sofá querendo me afundar nele. Tony se senta ao meu lado, me olhando com um olhar preocupado. 

— O que eu posso fazer? — olho para o homem ao meu lado, a visão um tanto embaçada. 

O que ele poderia fazer por mim? Uma máquina de voltar no tempo? Até mesmo para Tony sei que é impossível. 

Continuo chorando baixinho, ignorando os olhos brilhantes da minha mãe, preso nas fotos. 

Continua…


Eu espero que tenha gostado a continuação de hoje, semana que vem tem mais! Sou muito grata pela paciência e desculpa a demora!

Aguardem, que vem mais capítulos por aí!

Beijocas da Mila!
Gratidão!

3 comentários em “Fanfic: Filha do Tony Stark – Vingadores (Part.10)

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