O Dia do Amanhã – Capitulo 6

Ola, Bom Dia, boa Tarde, Noite ou Madrugada ❤❤
Sejam todos muito bem vindos a mais um capitulo do meu xodó.
Esse Capitulo é muito emocionante pra mim, vai dizer muito no futuro da nossa historia.
E eu quero agradecer a todos que estão acompanhando a historias vocês são INCRÍVEIS ❤❤
Tudo ta sendo muito melhor do que eu imaginava graças a vocês, muito obrigado mesmo gente

Só Lembrando que toda a critica construtiva é muito bem vinda e que temos capítulos toda a Sexta.

Antes de começarem a leitura, eu vou deixar o link com a capa do livro e a sinopse, pra quem quiser da uma olhadinha antes de começar ler o livro.

LINK: O novo Livro do Blog – O Dia do Amanhã.

Eu também vou deixar o link dos capítulos que já foram postados!

LINK 1: O Dia do Amanhã – (Capitulo 1)
LINK 2: O Dia do Amanhã – (Capitulo 2)
LINK 3: O Dia do Amanhã – (Capítulo 3)
LINK 4: O Dia do Amanhã – (Capítulo 4)
LINK 5; O Dia do Amanhã – (Capitulo 5)

Espero que gostem, tenham todos uma boa leitura.


O Dia do Amanhã

Capitulo VI

Dimitri

O lugar era abafado e frio, estavam no início do inverno, a neve estava perto de começar a cair, precisavam achar um lugar seguro, o inverno era rigoroso e ficar preso numa nevasca com zumbis não seria lá uma boa situação para se sobreviver. 

As batidas que ocorriam na parte de cima da casa chegavam até eles abafada, já que o lugar que estavam contava com apenas uma pequena janela de no máximo vinte centímetros, localizada acima na parede quase no final dela, era por onde se passava o ar para que não morressem sem o mesmo, já era noite, o que fazia o lugar ficar ainda mais escuro do que quando chegaram e ninguém ousou acender nada para clarear. 

O cheiro podre ainda estava presente fazendo seu estômago se embrulhar novamente, o cheiro era forte e parecia uma mistura satânica de ovo podre com vômito, com toda a certeza essa noite entraria na lista das piores da sua vida.

Desde que o moreno havia falado aquilo, ninguém ousou pronunciar mais nenhuma palavra, não sabia se Brian havia escutado a frase do outro, mas o olhar de leveza que mandou para ela à fez ter dúvidas sobre isso.

Ela estava mais leve, porém, a situação não estava ajudando, o barulho de zumbis batendo nas portas e paredes no andar de cima, apenas a fazia voltar a ter medo, por mais que o lugar que estavam fosse escondido, se caso fossem achados seria o fim. Não teria pra onde correr não teria nem como lutar, iriam apenas se entregar a morte.

– Por que essa cara? –  A voz rouca e baixa vinha da sua direita onde o Trevor estava sentado, ele estava escorado na parede quase de frente pra si com o loiro ao seu lado.

Só com suas palavras pode perceber a careta que fazia enquanto pensava, segundo seus amigos ela era muito expressiva e fácil de se decifrar, quer dizer, era antes de toda essa muvuca que aconteceu com o mundo. Agora só expressava algum sentimento quando estava pensando em coisas muito problemáticas ou estava distraída, e no caso de hoje eram os dois.

– Estou apenas confirmando nossa morte caso eles achem esse alçapão – Seus olhos estava o focados nos ônix começando uma nova guerra entre olhares.

Trevor tinha um olhar enigmático e ela não conseguia ler nada, isso a deixava extremamente confusa e curiosa, sempre foi muito boa em ler as pessoas, estava estudando para a faculdade de psicologia, estava acostumada a desvendar as pessoas analisando seu olhar, perceber se a pessoa está triste, nervosa, mentindo… Era boa nisso, mas os olhos dele era diferente ela não conseguia ler nada e ver o brilho que ele tinha junto com o frio que conseguia sentir a deixava inquieta.

– Que pensamento horrível pequena – O jeito leve de Brian a fez pensa se ele sabia o quão grave era a situação deles – Você ‘ta comigo, ‘ta tudo bem – A voz era carregada de alto confiança, foi impossível não querer rir, assim fez soltando uma risada contida.

– Viu Brian nem ela acredita em você – A voz grave de Trevor não parecia mais tão séria, estava mais para sarcástica e ela adorou isso.

Ela queria gargalhar, e nem sabia o real motivo, talvez fosse pela cara de tacho que Brian fez ao ouvir a resposta de Trevor ou talvez fosse pela cara do próprio moreno que estava cercada de deboche, ou pelo simples fato de estar junto com pessoas novamente, ela realmente odiava ficar sozinha e agora, ali eles pareciam apenas pessoas normais, amigos conversando e ‘zuando sobre a vida, sem estar na merda de mundo que se encontravam.

– Cherry? – A voz grave do moreno a fez voltar a realidade, ela era séria, fria e ao mesmo tempo acolhedora isso era uma novidade pra ela – O que sabe sobre os zumbis? – seu rosto estava serio novamente, ela com toda a certeza preferia o Trevor com um expressão mais relaxada.

– Não sei muita coisa – Ela estava perdida no meio disso tudo – Não sei como surgiu, mas sei como ele age –  Ela e Caleb adoravam ficar criando teorias de como esse vírus havia sido criado, mas eram apenas teorias – Sei que eles tem um ótimo olfato e se guiam basicamente por ele, até porque muitos deles não enxergam e nem escutam – Na sua mente muitas imagens surgiam e tentava lista-las em tópicos para dizer – Eles são extremamente burros sozinhos, por isso costumam andar em hordas, por mais pequenas que sejam, é muito raro você achar apenas um – Esse era um grande problema quanto mais tempo passava mais deles se união – Eles só morem se levarem um tiro ou uma facada no centro do celebro e só uma mordida em qualquer lugar do corpo basta pra que você seja transformado.

Havia visto muitas pessoas serem transformadas e sempre foi de uma forma muito dolorosa, primeiro havia sido a sua mãe, realmente achou que ai a ver morrer de dor, ver definhando em uma cama tinha sido a pior época da sua vida, logo depois de saírem do hospital e estavam finalmente no sitio viu a vó de Caleb, a senhora Onaide que havia levado uma mordida na mão, morrer, havia sido horrível, ajudou a cuida dela e viu gemer de dor por incontáveis horas e queimar de febre até a morte, senhora Onaide foi só a primeiro de muitos companheiros que viu morrer assim.

– E tem mais uma coisa – Ela estava com o olhar baixo, lembrar disso sempre a machucava – Todos nós estamos contaminados.

– Como assim Cherry? – Brian já não estava mais com aquele ar descontraído, o clima estrava totalmente sério, não ousou levantar a cabeça para olhá-los, o que contaria machucaria ela, mas era necessário eles eram seus companheiros agora, precisava agir como tal.

“Era apenas mais uma noite, eu estava de vigia numa construção que havia feito com Caleb pra fica durante toda a noite, era em cima de uma arvore pra ficar camuflada e não ser vista pelas aquelas coisas, com minha inseparável AWM.

Estava tudo muito calmo fazia horas que não havia visto nenhum movimento estranho, da onde eu ‘tava podia ver a estrada e todo o grande campo onde eles faziam as plantações e uma pequena parte da onde Caleb e eu ensinavam as pessoas a se defender.

Uma luz de um provável carro apareceu tão longe que talvez nem fosse passar pela rodovia que a entrada da fazenda era ligada, a entrada era bem longe o que ajudava as poucas pessoas que passavam na estrada não virem rumo a casa.

O carro estava vindo rápido demais, iguais os da semana passada, eu não sabia da onde esses carros estavam vindo mais isso poderia ser complicado, porém quando ele estava quase passando da entrada viraram bruscamente rumo a casa.

O carro não poderia ser de um dos nossos ninguém havia saído para fazer uma busca, a gente não estava precisando de nada, peguei o comunicador que estava na perna direita presa por uma bolsinha, eu precisava colocar todos em alerta,

– Caleb tem gente vindo rumo a Fazenda – Minha voz saiu mais alta do que imaginava, eu estava apavorada, mas ouvir a respiração calma de Caleb como resposta.

– Fica calma – A voz calma de Caleb sempre me acalmava – Não atira até eu dar o sinal e não deixem que eles te vejam.

Foi a última coisa que ouvi antes de ver ele saindo junto com Dimitri e Derek. O primeiro era meu melhor amigo desde que me lembro por gente, a gente havia resgatado ele a quadro meses atrás quando consegui entrar em contado pelo rádio, já o segundo era o braço direito de Caleb.

Observei tudo pela mira da AWM, vi do carro sair quatro homens, três deles eram loiros pareciam parentes pois a semelhança era gritante, tenho certeza que dois deles eram gêmeos, já o quarto era moreno e era o que falava com Caleb.

De onde eu ‘tava podia ver que a conversa não era amigável, Caleb estava sério, muito sério, minha mira colada na cabeça do moreno, só por preocupação, mas isso também mostrava o quanto ele parecia agressivo, aparentemente estava ameaçando os meus meninos

A conversa não durou mais de cinco minutos, até que um dos loiros levantasse a arma e mira-se em Dimitri, que prontamente fez o mesmo que ele.

O olhar entre o moreno e Caleb era claramente uma disputa, eu ‘tava tão concentrada focada no moreno, que era da onde achava que podia vir algum comando, que quando escuto o disparo automaticamente apeto o gatilho e vejo o homem que estava na minha mira cair desfalecido.

Quando fui olhar para Dimitri que era quem tinha uma arma apontada pra si, ele não estava de pé olhando pra mim ou comendo algum salgadinho, ele estava no chão com Caleb em cima de si estancando o sangue e Derek correndo pra dentro do da casa atrás de Harry o único medico que tínhamos.

Desci o mais rápido possível daquela arvore e fui rumo ao Dimitri, quando cheguei perto o suficiente me ajoelhei ao seu lado, ele tinha um tiro na barriga e sua expressão era de pura dor, ele não olha diretamente pra mim e eu agradecia por isso, pois finas lagrimas começavam a querer sair dos meus olhos.

Minhas mãos tremiam e só fui percebeu isso quando estava perto de tocar o rosto do amigo ou melhor do irmão. Irmão de coração ele era meu vizinho e estávamos juntos desde sempre, ele era meu companheiro de trabalho, meu companheiro de escola, meu cúmplice de furto de comida na madrugada, não existia Cherry sem Dimitri e nem Dimitri sem Cherry.

– O… olha – sua voz estava fraca e quebradiça – O céu ‘ta… – A dificuldade e a dor podia ser sentida, ou melhor eu conseguia sentir perfeitamente -… Do jeito que nós amávamos brincar.

Dimitri tinha o olhar focado no céu como se isso fosse a coisa mais interessante do mundo, mas então ele se virou pra mim e o brilho que vi no seus olhos não soube identificar se era por causa das lagrimas que ele segurava ou se era só pela emoção de finalmente estar indo embora.

Dimitri estava extremamente depressivo desda morte de seus pais e sua namorada, segundo Harry ele poderia se matar a qualquer momento, se não tomasse alguma medicação, desde então sempre que posso eu vou as farmácias de cidades vizinhas para achar remédios pra ele, ver sua família morrer e não poder fazer nada, havia sido demais pra ele.

Sua mão ensanguentada veio de encontro ao meu rosto, com um toque suave e totalmente frágil levantou minha cabeça para o céu, o mesmo estava estrelado e a lua parecia mais perto que o normal, havia tantas estrelas que mesmo se passe a noite toda ali não conseguiria conta-las.

– O olha – Sua mão saiu da minha bochecha e apontou para um certo ponto do céu – Bem ali – Sua frase foi cortada no meio por uma onda de tosse que trouxe sangue por todo seu rosto, com a mão inclinei seu rosto para ficar de lado, evitando que se engasgasse com seu próprio sangue.

– Para – Antes de continuar um soluço saiu da minha garganta – Não se esforça – Eu chorava mais do que imaginava.

– Um unicórnio – ele estava me ignorando totalmente, o céu acima de nós era mais importante no momento, e isso me deixava com raiva eu só queria mantê-lo vivo e ele não ajuda – Lembra de quando Dody morreu?

Por que isso importava no momento? Será que Dimitri percebia que estava morrendo?

Dody foi meu primeiro animal de estimação, ele era um lindo cachorro vira lata que adorava morde chinelos, eu devia ter uns seis anos quando o encontrei sendo espancado por um grupo de garotos alguns anos mais velho, lembro que sai correndo pra chamar o Dimitri e por sorte o pai dele estava na casa e nos ajudou com os meninos.

Minha mãe trabalhava o dia todo e eu ficava durante toda a tarde sozinha ou na casa de Demitir, Dody havia virado meu companheiro inseparável, ele ia comigo até quando eu ia no banheiro, ele era o mascote da nossa amizade, mas depois e um ano três meses e alguns dias ele morreu.

Lembro que foi o primeiro funeral que eu fiz, eu mamãe e Dimitri enterramos ele numa área de mata fora da cidade, foi minha primeira sensação de perda da vida, hoje já havia sofrido mais perdas do que a pequena Cherry da aquela época acharia que sobreviria. Eu fiquei na ‘depre por um mês, mas com a ajuda de Dimitri com o tempo eu fui melhorando.

– Eu disse pra você que ele – A voz dolorida de Dimitri fazia meu coração doer como só lembrava de sentir com a perda da minha mãe – Estaria sempre nas estrelas – Ele me encarava enquanto levantava a mão ensanguentada e fazia um doce carinho na minha bochecha – Eu também estarei lá – Eu chorava tanto que elas saiam do meu rosto e caia no seu – Olhando sempre pra você.

A mão que estava na minha bochecha desceu caindo em cima da minha perna, seus olhos perderam o brilho que tinha e a partir dali sabia que havia perdido mais uma pessoa ‘fodidamente importante pra mim.”

– Eu passei a noite velando seu corpo – Sua voz era fria como poucas vezes na vida utilizou –  E de manhã quando eu deixei o corpo dele no quarto pra ir junto com os meninos cavar uma cova dele, em algum momento ele se transformou – Levantou o olhar e secou com a mão direita uma única lagrima que queria sair – A gente entrou no quarto ele estava em pé atacando a gente.

– Então você quer disse que se a gente morrer de qualquer jeito nós vamos virar aquelas coisas – A voz do loiro era indignada assim como suas expressões, os olhos arregalados faziam sua pupila azul parecer ainda maior, sua respiração estava acelerada, fazendo seu peito subir e descer mais rápido que o normal.

– Exatamente – Praticamente sussurrou a palavra, pra quem está realmente vivo virar àquilo era um pesadelo, ninguém quer vivar um animal que vai acabar matando pessoas que só querem sobreviver.

– Aconteceu apenas com ele? – A voz do Trevor lhe trazia calma, era como se tudo estivesse sob controle, como se ele soubesse a resposta pra tudo no mundo.

– Que eu tenha visto desda morte até virar um deles sim – Ela não queria falar mais sobre aquilo era doloroso de mais falar da morte de um irmão – Porém ouvi falar de mais um caso, quando eu estava sozinha encontrei um casal que pareciam ter se reencontrado, e um deles falou que o pai havia morrido com um grande corte na perna e que havia virado um zumbi depois de algumas horas.

– Porque não se aproximou deles pequena, assim não estaria mais sozinha – Brian disse aquilo com tanta inocência que ela realmente queria que as coisas fossem tão fáceis assim.

– Eles poderiam não ser confiáveis Brian – Cherry parecia estar mostrando algo óbvio pra uma criança – Eles poderiam me roubar em quanto eu dormia ou pior me matar – Parando pra pensa Brian parecia apenas uma criança grande, ela tinha suas dúvidas de como ele havia conseguido sobreviver todo esse tempo – Recursos são as coisas mais importantes hoje em dia.

– Você confiou na gente de cara Cherry – A reposta do moreno veio tão rápido e realista que fez rapidamente seu rosto ficar extremamente vermelho pela vergonha que a atingiu.

– Não precisamos lembrar dos meus erros de sobrevivência –O bico formado nos lábios carnudos da rosada fez se formar um grande sorriso no rosto de Brian e um de canto recheado de sarcasmo em Trevor.

– Eles poderiam ter sido mordidos, ou contaminados em algum momento que vocês não viram? – A pergunta veio dos lábios finos de Trevor.

– Com toda a certeza não – Ela lembrava perfeitamente daquele dia, não havia deixado ninguém chegar perto de Dimitri e ele estava no segundo andar.

– Isso muda completamente as coisas – a frase de Brian não fazia sentido para ela, mas Trevor acenou positivo com a cabeça.

Seja lá o que eles queriam dizer, estavam escondendo algo da rosada e isso não a agradou de nada.

Continua…


Esse é o capitulo de hoje, eu espero muito que vocês gostem.
foi muito difícil escrever esse capitulo, porque escrever em primeira pessoa é muito difícil pra mim.
Mas eu espero muito que vocês tenham gostado serio.

Kiss de Cereja, espero ver vocês numa próxima!!

Um comentário em “O Dia do Amanhã – Capitulo 6

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