Conto – Sentada no Banco da Praça – Parte 2

Continua…

Começa a se perguntar onde ela teria ido, olha ao e redor e avista um carrinho de lanche não muito distante no mesmo instante sente sua barriga ronca, já estava próxima a hora do almoço e ela não havia comido nada, pega então sua carteira e tira uma nota, sua última, fora algumas economias, se levanta e anda em direção ao carrinho e compra um lanche, volta para o mesmo banco se sentando e começa a comer totalmente inerte, um cachorro pula em seu colo e abocanha seu lanche, da então um grito com o que restou do lanche em sua boca, tentando se recuperar do susto, ela acaricia as orelhas do cão sorri, o dono do animal se apressa e fala:

– Ah! Minha nossa, perdoe-me. Me distrai por um minuto, ele comeu seu lanche, eu te pago outro, com ketchup, mostarda, maionese? O que prefere? – ela ficou pasma com toda a situação, gaguejando ela diz:

– Só ketchup – ele se apressa e logo traz um exatamente igual ao que foi comido, ele s senta ao seu lado e briga com o animal dizendo:

– Não é para comer o lanche da – ele olha para ela esperando que diga seu nome e ela fala:

– Ania…

– Da Ania, você veio para brincar, eu te dou comida quando chegarmos em casa. Sinto muito Ania, meu nome é Chris – ele estende sua mão a ela que o cumprimenta – é um prazer – ela sorri com a boca cheia, ele começa a observa-la e nota seus olhos vermelhos, ele olha para o chão e vê sua caixa, ele pergunta:

– Você foi demitida? – ela limpa sua boca terminando de comer e joga o papel amassado dentro de sua caixa e fala com a voz um pouco grave:

– Acabaram de me demitir, e bem, não faço ideia do que vou fazer agora.

– O que você fazia?

– Sou uma tecnóloga em alimentos e por um erro do gerente eu acabei sendo culpada e demitida, sem nenhum direito.

– De qual empresa?

– Na Healthy Food, o gerente autorizou a venda de algumas amostras e eu avisei que precisava de mais alguns testes, e ainda assim ele liberou a venda e eu sai como culpada – ela fungava e olha para ele que ouve com atenção, ele fala:

– Sinto muito por você, a quanto tempo trabalhava na empresa?

– Quatro anos.

– Então foi você que fez a empresa subir daquela maneira – ela olha um pouco surpresa, como ele poderia saber que ela praticamente reergueu a empresa quase falida, ela então pensa um pouco e pergunta:

– Chris do que?

Continua…

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