Acidente de Amor – Capítulo 1 – Série Os Freitas – Volume 2

Notas da Autora:

Olá meus queridos cidadãos do meu mundo de maquetes, hoje, nesse dia lindo, vou iniciar as postagens do meu segundo livro, estou muito feliz e ansiosa. Como devem saber, vou postar apenas nas quarta-feiras os capítulos do livro, espero que gostem. Uma ótima leitura a todos.


Capítulo 1

Arthur

Estou atrasado de novo, minha mãe está ligando pela décima vez, não sei por que cargas d’água eles me avisam em cima da hora, está certo que eles me avisaram tem umas duas semanas, mas eu esqueci que hoje é aniversário de casamento dos meus avós, entro no carro e começo a dirigir calmamente para casa deles, sei que já estão todos lá, aposto que Christina organizou tudo, ela é boa em mandar nas pessoas, o celular toca de novo e é ela, atendo o celular e ouso ela falar:

– Não preciso nem dizer não é Arth? Não demore muito, depois do almoço eles vão sair de viagem para comemorar – Um carro buzina ao lado do meu e ela fala – Está dirigindo com o celular na mão de novo, você sabe o que a mamãe acha disso, melhor eu desligar, e venha com cuidado.

– Certo, estou chegando já – Falo calmamente, sei que minha mãe é meio neurótica em relação a mexer no celular enquanto dirige, quando ela estava gravida de nós, meu pai sofreu um acidente e perdeu a memória por um tempo, isso acabou com a minha mãe, mas meu pai se recordou e acabou tudo dando certo. Hoje é domingo, o trânsito está calmo, viro a esquina e vejo a casa dos meus avós, quantos carros e pessoas, meus avós são pessoas bem sociáveis, eles têm muitos amigos, tomara que a Molly esteja lá, ela é uma velha amiga, louca por diversão. Estaciono no outro lado da rua, desligo o carro, saio e ativo o alarme, atravesso a rua e entro na casa cumprimentando a todos, de longe vejo Molly dando em cima do meu irmão, Santiago, ela é louca por ele, tanto quando é por diversão, mas ele não dá muita atenção, ele está focado na carreira de policial civil, diz que quer ser delegado, minha mãe é meio contra, mas ele é tão cabeça dura quanto ela. Me aproximo deles e os cumprimento, Molly começa falando:

– Quanto tempo, não? O que tem feito, meu caro? – Ela mexe em uma mecha do cabelo colorido e sorri.

– Chegando atrasado como sempre – Fala meu irmão, eu sorrio e respondo:

– Claro, entrei na faculdade de arquitetura, e você? – Ela balança os ombros, sorri e fala:

– Ah, cê sabe, eu não gosto de me prender, cheguei essa semana da Finlândia, lá é maravilhoso, deveria ir algum dia.

– Seus pais ainda bancam suas viagens, Molly? – Meu irmão pergunta sério, ele não é muito a favor disso, ele foi o primeiro a sair da casa dos nossos pais, logo depois a Chris, e eu logo depois. Ela fala então:

– Claro, eles têm muito dinheiro, podem muito bem fazer isso – ela dá de ombros e olha com desdém.

– É, claro – Dizendo isso, meu irmão se retira, ela faz uma careta e se retira também, pois é, ela gosta dele e ele não gosta dela, que trágico clichê.

Vejo meus pais e meus avós de longe e me aproximo, minha mãe me abraça e meu pai comenta:

– Sua mãe quer saber quando você vai trazer a tupperware dela de volta.

– Logo mamãe, logo. Parabéns vovó e vovô, e vocês vão viajar para onde? – Abraço eles, eles sorriem e falam:

– Nós vamos para Áustria, saltar de paraquedas, ver as cachoeiras e é claro, tomar um bom vinho.

 – Saltar de paraquedas, mas vocês fizeram isso ano passado, não seria legal fazer alguma coisa diferente?

– Claro meu neto, mas sempre é bom repetir algo bom – Meu vô fala sorridente, eles são tão incríveis, amam a vida de um jeito espetacular, minha avó tem 67 anos e meu avô 70, mas é invejável a vitalidade deles.

Continua…


Notas Finais:

Esse foi o capítulo de hoje, até a próxima quarta.

Aqui quem fala é a Porteira de Maquete beijos e arrivederci.

O Mundo Delas: Sobre o Local onde Moramos. Feat: Rebeca Morais

certa

Heyy meus Bailarinos Aluarados com Sapatilhas Dancantes, como vocês estão?

Já lançamos uma tag com esse mesmo nome só que com conteúdo diferente e aqui estamos nós de novo kkk.

Nossa convidada de hoje é uma paulistana muito especial e cheia de luz, Rebeca e criadora e dona do site : umpoucodecadamundo. Inclusive se tiver um tempinho vai lá dá uma olhada no site dela e fica admirada com o trabalho que ela faz.

Esse post é em forma de entrevista para vocês entenderem como é o local onde moramos, já que não moramos nem no mesmo bairro e nem no mesmo estado, lembrando que a entrevistada é a Rebeca, eu tenho uma paixonite nessa garota ♥

Coloque seus braços, pernas, pés, meias e sapatilhas dentro do carro e vamos embarcar.

Iasmym: 1- Em Osasco tem algum lugar em que você pare e fala assim pra si mesma: queria fazer um piquenique aqui?

Rebeca: Em Osasco acho que não, porém tem o Parque Villa Lobos que é bem frequentado por osasquenses haha. Lá possui um espaço gigantesco que dá pra desde fazer piqueniques até praticar esportes, já que o ambiente conta com a presença de quadras e afins.

Iasmym- 2- Como é o sotaque do pessoal que mora aí?

Rebeca: É o sotaque de paulistano mesmo, puxando o “r” para dentro e falando bem rápido haha.

Iasmym-3- Como você se sente em morar em um estado tão grande como São Paulo?

Rebeca: Eu gosto muito, pois basicamente eu consigo encontrar tudo por aqui, principalmente na área do comércio!

Iasmym -4 – O que te encanta em morar aí?

Rebeca: A variedade de locais para se visitar, pois há tantos lugares mais calmos quanto avenidas super movimentadas, então dá para fazer rolês bem diversificados.

Iasmym-5- Alguma experiência traumática, como: se perder; passar por alguma situação constrangedora ou algo do gênero ?

Rebeca: Não foi constrangedora porque foi por uma boa causa, mas eu já pedi dinheiro no calçadão de Osasco (para quem não sabe é como se fosse uma avenida fechada que têm shoppings, comércios de vários estilos e etc.), para arrecadar dinheiro para as inscrições dos vestibulares dos meus colegas do cursinho (para quem ficou curioso deu tudo certo haha).

Iasmym -6- Quais pontos turísticos mais recomenda para alguém que tá visitando?

Rebeca: Avenida Paulista em DIA DE DOMINGO OU FERIADO porque ela é fechada, e sempre têm várias manifestações artísticas bem interessantes, e o Beco do Batman que também é um ponto super popular, ótimo para tirar fotinhas e apreciar os grafites belíssimos! 🥰

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Beco do Batman

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———————————————– Link’s  ————————————–

Link 1: O Mundo Delas por Rebeca Morais

Link 2: https://adolecenciadelua.wordpress.com/2019/08/10/o-mundo-delas-sobre-os-nossos-livros/

Link 3: Mundo delas local onde moramos

————————— Link’s Dos Blogs  ————————-

Eu também vou deixar o link das redes sociais dos blog.

Redes Sociais – Adolescência de Lua
Instagram: @adolescenciadelua
Facebook: Adolescência de Lua

Redes Sociais – Um Pouco de Cada Mundo.
Instagram: @umpoucodecadamundoblog
Facebook: https://www.facebook.com/umpoucodecadamundo/

Não deixa de acessar o blog da Rebeca e conferir a outra versão do post, falando um pouco sobre onde a Iasmym mora:
Post: O Mundo Delas: Sobre o Local onde Moramos. Feat: Iasmym Chaves

Redes Sociais – Na Ponta dos Pés
Instagram: @blognapontadosp
Facebook: https://www.facebook.com/napontadospes693885424/

Apenas sozinha, deitada nesse chão gelado.

Depois de sentir frio no chão gelado.
Depois de se afogar nas minhas lágrimas, até não conseguir mais respirar.
Eu sentia uma dor imensa no peito, eu não sabia dizer se era raiva, tristeza, alegria, medo, culpa… Era apenas sentimentos feridos, sentimentos que estavam perdidos dentro de mim e sem sentido nenhum.

Depois de ficar aqui deitada nesse chão gelado, depois de me sentir totalmente perdida, de ficar pensando se ia ser naquela hora, que eu iria desistir. Eu me perguntava mil vezes se deveria continuar aqui e o porque de continuar aqui, me perguntava quais eram os motivos para partir. No final, eu não tinha uma resposta para nenhuma das duas opções, porque pra mim tanto faz estar viva ou morta.

Eu não me sinto viva, mas também não me sinto morta.
Eu não me sinto totalmente triste, as vezes a felicidade bate aqui na minha porta.

Eu me pergunto todos os dias o porque dos adultos nunca dizer a verdade sobre a vida, quando somos adolescentes, eles não dizem a verdade sobre a vida, pra ninguém, creio eu, que eles não dizem a verdade nem pra eles mesmo, aliás, nem deve saber o que é vida.

Só sabem dizer: “É apenas uma fase, vai passar.” Usam essa frase pra tudo na vida.” Eu já tive a sua idade, já passei por isso.” “Você precisa ocupar a cabeça, fazer algo com a sua vida.” “Ter um emprego, fazer uma faculdade ou curso, assim não vai ter tempo pra pensar nessas coisas.”

Eu sei, eu aprendi que passa, mas “vai passar”, não é a solução de todos os problemas. Estar ocupada com seus objetivos e sonhos não é o suficiente para não sentir perdida em sua vida. Eu faço faculdade, vou pra psicologa, ao psiquiatra, tomo os meus medicamentos, leio livros, estudo e sou escritora, assisto séries e filmes, também vou pro rolê com os meus melhores amigos e amigas, saio com os dois amores da minha vida.
Mas mesmo assim não é suficiente e fala sério, estou com 21 anos, 10 anos de tratamento e já passei por tanta coisa, eu fui pro fundo do poço várias vezes e sai de lá diversas vezes e mesmo assim eu não superei, e eu não sei exatamente o que eu tenho que superar até agora. Eu não entrei em uma guerra comigo mesma e com mundo, agora, foram anos e anos de tratamento e dando o meu melhor e fazendo tudo que esperam de mim: Que eu fique bem.

Eu não posso demostrar nem se quer por um segundo que eu quero desistir ou que não estou bem, que todos caem matando em cima de mim, eu entendo que querem que eu fique bem e eu fiquei bem por um tempo e isso foi bom, eu tinha conseguindo sair do fundo do poço, mas agora eu estou aqui de novo. Me perdoa, mamãe e papai se eu estou falhando com vocês de novo, mas eu já estou farta, eu fico pensando o que se passa na cabeça dos adultos que vivem a nossa volta, se eles acreditam mesmo na vida que vivem, e o que se passa na cabeça deles quando somos crianças e adolescentes. Até porque, eles não dizem que mesmo conquistando os seus objetivos e com a cabeça ocupada, haveria problemas e soluções da mesma maneira. Eles não dizem que você nunca vai se sentir satisfeito, porque nem eles, como adultos conseguiram se sentir satisfeitos, de uma forma ou de outra estão sempre procurando algo pra satisfazer, mas até agora eles também falharam em ser adultos, estão perdidos no que é ser adulto, com responsabilidade e liberdade, com ações e consequências, porque nem eles conseguiram lidar com tudo que tiveram que passar, eles sabem que sempre vão passar por alguma coisa, é por isso que na maioria das vezes eles acham tão simples ser adolescente e lidar com problemas adolescentes, porque se acostumaram com o caos da vida, eles já sabem a um bom tempo que a vida não é gentil, muito menos sútil. Está aí mais um motivo pra nunca serem tão sinceros, nem com eles e nem com nós, eles querem que tenhamos a esperança que eles já tiveram um dia, porque eles sabe que em partes da vida, eles querem viver e quando partir, desejam que a gente descubra o que seria vida e que gente viva e viva muito, de uma forma que eles jamais poderia ter vivido, querem que nos sejamos felizes, apesar de tudo… Eles querem nos dá a mesma esperanças que tiveram um dia, fazer a gente acreditar que papai noel, fadas e unicórnios existem, não vamos esquecer das sereias e vampiros, também tem as princesas dos contos de fadas da Disney, eles sabem o quanto era melhor o famoso joelho ralado do que as dores da vida, porque quando você vai crescendo, você descobre que Papai Noel não existe e que muito menos a Fada do Dente colocava dinheiro em baixo do seu travesseiro, que era sua mãe ou seu pai. E com tempo você vai crescendo mais e mais, começa a ter noção das coisas, questionar, criar seus princípios e tentar entender no que você acredita, afinal desde de pequeno lhe disseram que Papai Noel existia, até você crescer e descobrir que não existia, então, você aprende que tem que saber no que acreditar, não se deve acreditar em tudo ou em todas as pessoas, pois já quebrou a cara com diversas coisas e pessoas, no final das contas, você cresce descobre que os acontecimentos da nossa vida é que nem Papai Noel, cheio de verdades, mentiras e mistérios no caminho.

Você descobre que no caminho para descobrir certas coisas da sua vida, você acreditou muito que aquele era o caminho, mas não final não era, tomou outra direção, e outra direção e mais outra direção, já não sabe quantas direções você tomou, mas que percebeu que não existe a magia, o equilíbrio perfeito, muito menos a receita para o que se é viver.

Eles sabem o quanto crescer dói, não conseguem olhar na nossa cara e dizer que não existe vida perfeita e que nem eles sabem o que estão fazendo.
Não dizem que vida não é doce como um sorriso de uma criança.
Que as horas do seu dia, não vão durar uma eternidade, que nem você achava na época da escola.
As pessoas não vão te dizer todos os dias: bom dia, boa tarde, boa noite e muito menos obrigada pra você.
As pessoas não vão dar mais importância pro seu aniversário, não igual quando você era criança. Também vão parar de lhe dar os parabéns depois de uma tarefa bem feita, porque afinal, agora tudo virou a sua obrigação, assuma a sua responsabilidade.
Nem todo mundo vai lhe perguntar como foi o seu dia, como sua mãe lhe perguntava quando você voltava da escola, raramente vão lhe dar um sorriso quando te vê passando na rua. Esqueceram de avisar também, todos vão lhe julgar, não só agora, mas pra sempre.

Depois de ficar sozinha nesse chão gelado, eu peguei meu celular e resolvi escutar música, sabe aquela música da Miley Cyrus – Butterfly Fly.

Ela descreve uma parte do que eu venho sentindo. Eu sinto tanta coisa, que vocês vão ter tantos textos, porque nem as palavras estão sendo o suficiente pra descrever o que eu venho sentindo.

Eu posso ser várias coisas, sou cheia das teorias, mas a teoria de hoje é que somos mariposas e borboletas.

Sabe quando as mariposas e as borboletas estão dentro do casulo, antes de poder bater as asas e voar? Elas também sofrem muito, ficam ali grudadas na árvore, tomam chuva, vento, sol, correm o risco de pessoas fazer algo com elas. Quando as mariposas e borboletas estão próximas de sair do casulo, não sei dizer direito, mas eles ficam cavando e tentando furar o casulo pra sair, e tem uma forma de ajudá-las, alguém poderia facilmente fazer um furinho pra facilitar que ela saia do casulo, mas isso a tornaria mais fraca, ela não descobriria sozinha que pode sobreviver a chuva dentro do casulo, não saberia o quanto era bom tomar um sol, dentro do seu casulo e muito menos saberia que nem os ventos a derrubaria, se tivesse sido fácil demais, ela não descobriria que depois de todo o sofrimento pra sair do casulo, ela daria valor ao que passou lá dentro, pra agora bater as suas asas e voar pelo dia ensolarado.

Nós somos mariposas e borboletas dentro do casulo, nossos pais, avós, adultos das nossas vida, são borboletas e mariposas, eles ainda estão descobrindo como bater as asas, mas já aprenderam que a vida é uma só e que nesse meio tempo eles tem que aproveitar e fazer tudo da melhor maneira que eles puderem fazer, eles vão errar pra caramba, mas também vão acertar pra caralho, porque assim como a gente, a intenção deles nunca foi a de errar.

Eu estou no casulo, eu não sei quanto tempo vou ficar aqui deitada nesse chão gelado, olhando pro teto e pra luz, mas sei que uma hora eu também vou ter que bater as minhas asas e voar, pra descobrir… Ok, eu não sei o que é pra eu descobrir, mas de alguma maneira eu quero encontrar e ser encontrada e vou percorrer o caminho que tiver que ser, seja com chuva ou sol, afinal, sempre tem um arco-íris, um por do sol, a lua e estrelas iluminando no céu, pra dizer: não deixe de acreditar e nem de tentar voar, todas as vezes que você cair.
Afinal, como diz a Miley Cyrus: Borboleta, voe longe. 🦋


Olá minhas Luas, sentiram falta dos meus textos? Eu sei, tenho que postar mais as minhas teorias e meus textos que eu chamo de rascunhos, é tanta coisa acontecendo na minha vida, que eu estou perdida até como criar os conteúdos pra vocês, mas eu sempre vou estar por aqui. Eu espero, que esse texto ou rascunho, lhe ajude e lhe de a luz que você precisa, escrever esse texto foi um certo alivio para o meu coraçãozinho, que anda bem apertado ultimamente e poder dizer como eu estou me sentindo em forma de texto e postar pra vocês me ajuda e me da um certo alivio também.

Como vocês sabem, esse mês é o mês do Setembro Amarelo, ano passado eu estava bem iluminada pra escrever palavras cheia de luz e esperanças, mas esse ano pra mim está sendo diferente, deve ser porque eu também estou passando por muitas coisas e não estou sabendo lidar, quando não consigo ser a minha luz, eu também não consigo ser luz para outras pessoas, mas algo me faz ficar por aqui e não desistir e eu espero isso de vocês, eu sei que muitos nos ajudam de boca pra fora, que usam o setembro amarelo como uma causa de um mês e depois esquecem que a gente mesmo depois dos setembro amarelo ter acabado, ainda vamos ficar com as nossas dores, crises e ainda vamos ter que continuar superando, mas o que eu quero dizer, que mesmo assim, com a hipocrisia de muitas pessoas, não desista de você, não desista dos seus sonhos, assim como eu, você também merece uma vida extraordinária e só vamos ter essa vida incrível se a gente continuar aqui, dentro do casulo ou batendo as nossas asas, mas sem desistir!

Beijos da Mila e de Luz!
Gratidão!
Até logo!

Um Nu no Corredor – Epilogo

Epílogo

O celular toca, eu o pego e atendo, ouvindo a voz da minha mãe.

– Oi mãe – falo calmamente.

– Filho, você está atrasado de novo…- fala um pouco alterada

– Estou a caminho mãe, estou parado no semáforo.

– Arthur! Quantas vezes vou ter que dizer que não é para atender enquanto dirigi?

– Se eu não atendesse a senhora iria ficar brava, mais do que está agora – o sinal abre e avanço, mas vejo um carro vindo em alta velocidade em minha direção, tento desviar, mas o carro colide com o meu, bato com força a cabeça no vidro da janela e sinto uma dor horrível em meu braço, por causa da colisão do outro carro, tudo gira e ouço de longe minha mãe no telefone:

– Filho? O que aconteceu?

…..

Lançamento e nova Edição dos Livros da Thay.

Olá minhas Luas, tudo bem com vocês? Eu espero que sim, hoje eu trago um post recheado de novidades!

Como vocês sabem, a Thay entrou esse ano para o blog, com o lançamento do seu livro: Eu e o Meu Vizinho, desde então ela é nossa autora do blog e escritora de livros e contos. Mas, como eu disse trago muitas novidades, uma delas é a a nova edição do livro: Eu e o Meu Vizinho, que vai ter seu nome alterado pra: Um Nu no Corredor e também vai ter alteração na capa do livro, que eu vou deixar aqui em baixo a imagem da nova capa do livro. Ou seja, você que já leu o livro Eu e Meu Vizinho, vai ter o prazer de ver a nova capa e reler o livro com um novo titulo que foi escolhido e alterado pela nossa autora: @thaychris, então, hoje mesmo você já pode ler todos os capítulos do livro, que já está completo com nova capa e novo nome. Eu vou deixar o link aqui em baixo, junto com a capa.

Um Nu no Corredor

LINK DOS CAPÍTULOS COMPLETO DO LIVRO:
Um Nu no Corredor

Nota e agradecimentos da autora Thayane Cristina:
Olá meus queridos moradores do meu mundo de maquetes, hoje vou falar sobre o motivo da mudança do nome e falar como foi a experiência de tudo que aconteceu em tão pouco tempo.
Foi extremamente icônico como tive a ideia para esse livro, estava no final do primeiro ano do ensino médio, em uma aula de português, era a recuperação de trabalho e apresentaram o texto O Homem Nu, de Fernando Sabino, e me veio a ideia para esse livro, e escreve-lo não foi tão fácil quanto achei que seria, o começo não tinha segredo, mas chegou em uma parte que não tinha mais ideias para o livro, e então eu parei ele, por alguns meses para retoma-lo, mas quando o fiz, ele ficou bom e eu fiquei incrivelmente feliz, e então eu pensei “Por que parar?”.
Após termina-lo, não sabia o que exatamente fazer com ele, parece bobo eu sei, mas então em um belo dia uma amiga, a Bynd, me falou do blog e me convidou para participar, eu gostei da ideia de outras pessoas lerem meu livro, meu bebe, e então eu comecei a postar e começaram a ler e gostar e a sensação é satisfatória, não sei se conseguem imaginar como é quando algo que você fez e não tem certeza se está realmente bom e saber por outras pessoas que sim, está bom, e aquela sensação de missão cumprida.
Agora vou explica a relação do primeiro livro para o segundo que irei publicar, bem, o primeiro livro é a história de Violeta e Conrado, e ao final do livro, eles ter trigêmeos, até aí tranquilo, os nomes deles são: Arthur, Santiago e Christina. Dessa forma, o segundo livro tem uma quebra de tempo de 20 anos, ou seja, eles estão com 20 anos e o segundo livro conta a história de Arthur e Letícia; o terceiro livro contará a história de Santiago e Anallu onde há uma quebra de tempo de 5 anos e o quarto livro fala sobre Christina. Então ainda faltam 3 livros para realmente terminar essa série, estou fazendo ela com todo o carinho e dedicação, e acredito que iram gostar.
Outro detalhe, irei substituir o nome “Eu e o Meu Vizinho” por “Um Nu no Corredor”, pelo seguinte motivo, quando eu escolhi o nome não tinha pensado muito bem, e ressentimento descobri que há outro livro com o mesmo nome, e bem, era muito mais fácil eu mudar.
Aqui quem fala é a Porteira de Maquete, beijos e arrivederci.

Ás novidades não acabam por aí, além da nova edição do livro, temos o lançamento do novo livro da @thaychris, que no caso é a continução do livro Um Nu no Corredor. O livro se chama: Acidente de Amor – Volume 2, eu vou deixar a capa e a sinopse aqui em baixo.

Acidente de Amor

Acidente de Amor – Sinopse:
Dois mundos opostos se encontram na encruzilhada da cidade. Ela, carregada de ódio e rancor, mágoas do passado de dor, como ela poderia seguir? Ele, um jovem cheio de compaixão e paz, será que ele conseguiria muda-la depois de tudo que se passou? Talvez tudo que ela precisa seja um colo que a muito lhe foi tomado

Notas e agradecimentos de autora Thayane Cristina:
Olá meus queridos moradores do meu mundo de maquetes, vou falar um pouco sobre o segundo livro “Acidente de Amor” que logo estará no blog. Um pouco antes de terminar o primeiro livro, pensei em tornar a história maior, pensei que seria interessante fazer uma história separada sobre cada um, um pouco sobre a trajetória de cada um, e foi bastante divertido escrever ele, foi forte e intenso, pensei em cada detalhe, e alguns surgiram na hora, quando terminei foi um final emocionante, até eu mesma fiquei impressionada com o que escrevi, fiquei muito feliz.
Agora que já iniciei o terceiro livro, cada detalhe é importante, pois ele é um pouco diferente dos outros dois, então ele está exigindo um pouco mais de mim, mas sei que sou capaz de trazer um bom trabalho para vocês, e estou muito feliz de poder publicar meus livros no blog, porque eu acredito que escrever algo e ninguém poder ler, parece que não valeu a pena o tempo e energia gastos para se escrever.
Bom acho que é isso.
Aqui quem fala é a Porteira de Maquete, beijos e arrivederci.

Minhas Luas, gostaram das novidades? Estão ansiosas para os novos capítulos do livro: Acidente de Amor – Vol.2.
Então, fiquem ligas no blog, que o primeiro capitulo do livro, no caso o lançamento do livro, vai ser dia 25/09/2019 (25 de Setembro), irá sair um capitulo por semana, todas as quartas-feiras, então fiquem conectadas aqui no blog Adolescência de Lua!

Antes de encerrar o post, eu quero deixar os meus agradecimentos, quero agradecer a @thaychris por confiar no meu trabalho no blog, por acreditar no blog Adolescência de Lua, e por ter trazido o seu trabalho que é maravilhoso, essas suas histórias lindas que vem encantando os nossos leitores. Eu sou muito grata, por esse trabalho que estamos fazendo, essa criação de novas capas e lançamento aqui no blog, ta tudo a cada dia mais lindo e juntas crescemos mais e mais, obrigada e muito sucesso pra você e pra nós!

Eu também quero deixar os me agradecimentos aos nossos leitores, por amar o blog, por ler os textos, os contos, fanfics, por enviar seus originais pra gente, não se esqueça que sempre temos um espaço pra você aqui no blog!

Um beijão da Mila!
Até a próxima!
Gratidão!

FANFIC: COLEGA DE QUARTO. (PART.15)

Olá minhas Luas, eu sei que semana passada era pra eu ter postado a continuação, porém tinha outros textos pra serem postado e eu estava na correria e ai tive que adiar o capitulo, mas como prometido, o capitulo da semana já esta de volta, eu espero que vocês gostem!

Pra quem ainda não leu o Capítulo 1 e os outros capítulos, vou deixar o link aqui em baixo:
Capítulo 1: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 2: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 3: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 4: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 5: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 6: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 7: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 8: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 9: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 10: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 11: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capitulo 12: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capitulo 13: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capitulo 14: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.

Boa Leitura!

Orvalho. (Capítulo 15)

•Seis meses atrás•

ANGELINA EVANS

Após me despedir da Lariesce, fui embora… Estava muito triste e sabia o quanto iria sentir falta dela, porém, tive que demonstrar o quanto aquilo iria ser bom pra ela. Tudo vai ser diferente, sabe?! A Lari é o juízo que me falta…
Fui pra casa o caminho inteiro pensando em como seria… Se eu pudesse eu iria com ela.
Cheguei em casa e fui fazer a comida pros meus irmãos, minha mãe tinha ido saído e pra variar não deixou nada pronto. Nada me fazia parar de pensar em como seriam as coisas daqui pra frente… Lavei algumas louças e logo meu irmãozinho me interrompeu:

-Angel… Será que a mamãe volta hoje? -Perguntou puxando minha blusa.

Não conseguir responde-lo me deixava muito mal…
Meu pai simplesmente foi embora quando eu tinha onze anos e desde então minha mãe nos “cria” sozinha. Eles brigavam demais e quase sempre ele dizia que iria sumir, bom… ele cumpriu com o que disse.
Enfim… Não quero terminar como a minha mãe, sabe?! Tão infeliz que precisa de bebidas e maquiagens pra se sentir bem e esconder algo que está explícito.
A Lariesce quase sempre reclamava de seus pais e dá falta de atenção, já eu evitava sempre dizer as coisas. Quando estava com ela eu podia fugir um pouquinho da minha realidade.
Peguei meu irmão no colo e o abracei.

-Ela vai chegar quando escurecer… Mas você já vai estar dormindo, por isso não vai vê-la. -Falei acariciando seu cabelo.

Eu tenho dois irmãos, uma de oito (Zoe) e outro de seis (Dylan). Minha mãe descobriu a gravidez do mais novo logo quando meu pai foi embora… Foram os piores anos da minha vida.

00
•Três meses depois.•

Já faz três meses que não tenho contato com a Lariesce… O tempo voou longe dela.
Sinto saudade dela todos os dias.
As vezes vou visitar a mãe dela, ajudar com algumas coisas e fazer carinho nos bichinhos dela, de alguma forma isso me conforta. Do que mais sinto falta são as conversas que tínhamos, sobre nosso futuro e como tudo seria diferente quando entrássemos na faculdade… Eu sinto vazio nos amigos que eu fiz, parece que tudo perdeu o sentido pra eles… Eu tento focar nas coisas, mas no final acabo entrando na onda deles…
Estou namorando á dois meses e… A Lari não vai acreditar com quem… Eu queria muito poder contar. Eu perdi a virgindade com uma semana de namoro… Acho que eu me envergonharia em dizer isso antes, mas… Isso realmente importa tanto assim?! No começo foi horrível, mas depois eu não conseguia me ver sem fazer aquilo.
Tem quase uma semana que estou passando mal… Estava adiando ir ao médico pois sabia que ele iria dizer que era gravidez e blá blá…
Dito e feito! Ele me mandou fazer um hemograma e desconfiou da minha possível gravidez. Eu tinha quase certeza que isso era loucura e que eu estava com alguma virose… Só que por garantia decidi fazer um teste de farmácia, só pra não surtar durante a semana.
Fiquei duas horas no banheiro tomando coragem, até que… Deu positivo.
Meu mundo simplesmente desabou… Minha visão ficou escura e eu quase desmaiei.
Eu não tive forças nem pra chorar… Eu só queria a Lari pertinho de mim, pra me acalmar e dizer que aquilo não era o fim do mundo. Eu não queria esse bebê, eu não tenho como cria-lo e muito menos estruturas pra deixar de estudar e me dedicar a uma criança.
Liguei pro Eric, tínhamos acabado de discutir… Ele nunca iria me atender.
Tentei ligar intermináveis vezes… Até que… Ele atendeu.

Ligação On

-Eric, eu preciso te contar uma coisa… -Falei soluçando.

-Fala. -Falou.

-Estou grávida. -Falei aos prantos.

-O que?! Você está louca?! Eu não posso ser pai, eu só tenho vinte e um anos… Cara, eu nem trabalho, Angel! -Falou gritando.

-Você precisa tirar essa criança, eu não quero nem saber. -Falou desligando.

Ligação Off.

Estava desolada e sem forças pra continuar. Passei a noite chorando no chão do banheiro. Meu irmãos choravam do lado de fora e pediam pra entrar. Eu estava destinada a acabar com aquilo tudo de uma vez por todas, então tomei quase duas cartelas de remédio. E simplesmente apaguei.
Acordei com minha mãe enfiando os dedos na minha garganta tentando me fazer vomitar. Eu nunca tinha visto ela chorar tanto. Aquilo me destruiu novamente. Ela me arrastou pra baixo do chuveiro e me colocou no meio das suas pernas. Seu choro ecoava por todo banheiro.

-Angel… Por favor, filha… O que você fez? -Falou chorando muito.

Eu não conseguia responder, mas precisava dizer que estava grávida. Agarrei na perna dela e apontei pro teste em cima da pia. Ela levantou e entrou em desespero.

-Zoe! Pega a bolsa da mamãe e uma toalha! Rápido! -Gritou.

Minha visão estava escura e eu só enxergava vultos, até que… desmaiei novamente.

00

21:40 PM

Acordei no hospital, estava mole, mas me sentia um pouco melhor. Tudo doía, minha cabeça estava estourando. Minha mãe estava do meu lado, acariciando o meu cabelo e cantando uma música que ela sempre cantava quando eu era criança. Por um momento eu não quis sair dali, eu só queria minha mãe de volta.

-Graças a Deus! Minha filha… Você quase morreu e me levou junto. -Falou chorando.

Coloquei a mão na minha barriga e comecei a chorar… Eu acho que matei meu bebê. O vazio que estava sentindo era terrível.

-Meu bebê… Eu matei meu bebê… -Falei desesperada.

Logo umas enfermeiras vieram me acalmar.

-Ele de fato quase morreu… Só que ele foi forte e resistiu. Ele está bem! -Falou acariciando minha barriga.

Meu corpo amoleceu novamente… De alguma forma eu senti que aquela criança de fato pertencia a mim. Um sentimento indescritível pairou sobre mim… Um sentimento de recomeço.
E com ou sem o Eric eu iria criar essa criança… Eu tive uma segunda chance.

0000000
LARIESCE GRACE

Finalmente cheguei em casa.
Estacionei o carro e fui com cautela até o quarto. Quando coloquei os pés no quarto minha mãe acende a luz e balbucia um “aham.”

-Isso é hora? -Perguntou.

Fiquei em silêncio e me virei vagarosamente.

-Você quase me fez ligar pra polícia! Eu não aguento mais esses atos indisciplinados seus! -Gritou.

Estava prestes a surtar… Nunca vi minha mãe tão brava.

-Eu precisava ajudar a Angel, ok?! -Falei. -E você sabe que não se deve negar nada pra mulher grávida, né? -Perguntei.

Ela riu e logo fechou o semblante.

-Eu não quero saber! Isso é problema dela e do Eric! -Gritou.

As vezes admirava a capacidade da minha mãe de ser insensível.

-Ok, mãe… Me desculpa. -Falei.

Tudo ficou em silêncio e ela se virou e voltou a dormir. Pela primeira vez ela não disse que eu estava de castigo.

-Só pra constar… Você não vai mais pegar meu carro! E tá de castigo. -Gritou.

Estava demorando… Tirei os sapatos e me deitei. Estava com muita vontade de responder a Cass… Meu Deus, como é difícil ignorar quem a gente ama…
Desliguei o celular e apaguei.

00

•Três dias depois.•
21:30 PM

Angel e umas meninas me chamaram pra uma festinha na casa da Lauren, uma garota que estudou com a gente. Estava desanimada, porém, ia pra fazer companhia a Angel.

-Tudo me deixa enorme. -Falou.

Dei risada e me vesti. Coloquei um vestido preto e um tênis.

-Eu estou parecendo uma bola com absolutamente tudo! -Resmungou.

Peguei uns vestidos e tentei ajuda-la de alguma forma.
Angel estava impaciente e quase chorando de raiva.

-Você está linda! Desde o primeiro vestido que vestiu. -Falei. -Tenta esse aqui, ele é mais soltinho e disfarça a barriguinha. -Falei.

Angel me olhou com uma cara feia e pegou o vestido. Após alguns minutos saímos e eu decidi checar o celular.
Tinham vinte mensagens da Cassie, mas decidi ignora-la de vez.
Chegamos na festa e revi algumas pessoas que mal me despedi quando fui pro internato… Não senti falta de nenhum deles.
Peguei uma bebida e sentei em um sofá. Eu sinceramente não sei pra que venho pra festas ainda… Chego e já quero ir embora.
Um carinha sentou-se do meu lado e começou a puxar conversa.

-E aí… Como você está diferente. -Falou.

Fiz que sim com a cabeça. Edward Carter tinha acabado de puxar conversa comigo… Como as prioridades mudam, né?! Se fosse à uns anos atrás… Eu estaria completamente nervosa. Ele já foi mais bonitinho… Edward tinha o cabelo loiro escuro, era branquinho e tinha algumas sardinhas espalhadas pelo rosto. Seus olhos eram castanho escuro e ele aparentava ter um e setenta de altura.

-Você pretende ficar aqui agora? -Perguntou.

Ele realmente queria ter um diálogo… Eu só queria ficar quietinha.

-Pra falar a verdade não sei… -Falei.

Edward me encarou fixamente. Algo me atraiu pros teus lábios, estavam úmidos e levemente rosados.

-Ah… Eu acho bem maneiro essa parada de internato, só que eu tenho certeza de que não iria me dar tão bem. Muitas regras… eu amo a liberdade. -Falou dando um gole na bebida.

Se ele conhecesse o Houston… Acho que gostaria.

-Regras todo lugar tem, né?! -Falei. -O problema é ter fiscalização eficiente pra ver se as pessoas estão respeitando-as. -Falei.

Edward sorriu.

-De fato! -Falou rindo.

Ficamos em um silêncio completamente sem jeito. Ele me encarava sem parar e só se aproximava aos pouquinhos.

-E você? Já passou na faculdade que queria? -Perguntei quebrando o silêncio.

Edward ficou cabisbaixo.

-Eu tenho notas razoáveis, estou esperando o resultado ainda. -Falou.

Respirei fundo.

-Só termino ano que vem, então… -Falei.

Logo Angel veio me chamar pra dançar com ela. Admirava a disposição que ele tinha mesmo grávida. Acenei pro Edward e sorri.

-Depois a gente conversa. -Falou rindo.

Estava tocando “Infinity- Jaymes Young”, era uma das minhas músicas favoritas.
Só queria esquecer de tudo e recomeçar. Bebi uns dez copos de uma bebida que eu não fazia idéia do que era. A única certeza que tinha era: Estava sentindo uma felicidade absurda.

00

Após algumas horas me sentei em um banco nos fundos do quintal com a Angel. Ela estava sonolenta e muito irritada.

-Ai, eu não aguento ver todo mundo louco e eu aqui no suco de laranja. -Falou.

Eu nem conseguia prestar atenção nela. A minha sorte é que não fico bêbada facilmente. Edward sorriu e veio sentar-se novamente ao meu lado. Angel fez uma cara de tédio e saiu.

-Você tá bem alterada, hein. -Falou.

Dei um sorriso e me ajeitei a alça da minha blusa. Senti os olhos de Edward acompanharem meus movimentos.

-Eu tô tranquila, sei me controlar. -Falei.

Ele estava inquieto, olhando pros lados e cada vez mais perto. Meu coração deu uma aceleradinha, mas, a bebida não me fazia tremer na base.

-Você quer me beijar, né? Vem. -Falei o puxando.

Ficamos nos beijando sem parar, todos estavam indo embora e nós não parávamos. Comecei a ficar incomodada e decidi acabar com essa palhaçada.

-Preciso ir, ok?! -Falei.

Edward estava completamente excitado, tentava de todas as formas levantar meu vestido e pegar nos meus peitos… eu nunca deixo ninguém ficar me tocando desse jeito.

-Vamos pra minha casa, fica bem pertinho daqui. -Falou beijando meu pescoço.

Ele realmente acha que vou aceitar?! Ele até beija bem, mas nem consegui ficar molhada.

-Acho que não… Eu realmente tenho que ir. -Falei me esquivando.

Edward começou a ficar com um semblante tristonho.

-O que eu faço com isso? -Falou apontando pra baixo.

Estava me segurando pra não rir. Fiz que não sabia com as mãos e sai.

-Ei, deixa eu te levar até em casa pelo menos.
-Falou correndo.

Fomos durante o caminho conversando sobre a festa e sobre algumas pessoas. Ele até que era legal pra trocar idéia.
Fomos nos aproximando da minha casa, que não era tão longe.

-Então… É aqui? -Perguntou.

Fiz que sim e me despedi dele. Ele tentou me roubar um beijo inúmeras vezes durante o trajeto e é até engraçado pensar que ele não iria tentar roubar outro agora. Consegui interrompe-lo e agradeci. Ouvi alguns barulhos atrás de uma árvore, confesso que fiquei assustada, porém, era época de esquilos então deduzi que fosse.

-Ouviu isso? -Perguntou.

Fiz que sim e continuei indo pra casa. Logo ouvi um grito. Me virei bruscamente e vi uma pessoa empurrando ele. Logo Edward deu um empurrão e a pessoa caiu.

-Ei! Para! -Gritei afastando-o.

Estava tremendo, não fazia idéia do que estava acontecendo. Tentei ver o rosto e era Cass. Que porra ela estava fazendo aqui?!
As mensagens!
Fiquei em choque, não tinha nem forças pra segura-lo.

-Você está louca?! -Gritei.

O olhar dela parecia vazio. Seus olhos estavam cheio de lágrimas e ela não parava de me encarar.

-Edward… Vai embora. -Falei.

Ele se virou e foi embora bufando de raiva.

-Isso não vai ficar assim, filha da puta! -Gritou.

Estava imóvel, sem reação… Eu só queria entender tudo. Cassie estava toda machucada, mas não eram machucados frescos, eram cortes quase cicatrizados. Meu coração estava na mão… Fiquei enjoada e vomitei tudo.
Ela só me encarava de uma forma incontestável… Eu nunca tinha visto ela daquele jeito. Seu olhar era de raiva, dor, mágoa… Eu nem sei explicar.
Eu amava essa desgraçada… Eu tô tentando esconder isso de quem?!
Quando penso que tudo vai se resolver… Tudo vira de cabeça pra baixo.
Estava amanhecendo, pude sentir tudo se umedecer e a minha garganta secar.
Eu realmente não sei o que fazer.

00

Continua…


Eu espero que tenham gostado do capitulo de hoje, semana que vem tem mais!

Beijos da Mila!
Gratidão!

Espelhos Partidos.

Olá minhas Luas, tudo bem com vocês? Eu sei, faz tempo que eu não trago textos que são enviados pelos nossos leitores, demorou, mas valeu a pena, porque esse é bem especial!

Espero que gostem!

Espelhos Partidos.

Tento me apaixonar
Me encantar pelo que vejo
Pelo que reflete a minha frente
Mas só me sinto enojar

Meu rosto é muito redondo
Meu corpo é estranho
Vejo marcas em tudo
Reflexo hediondo

Insisto em tentar enxergar
Algo que valha a pena
Mas só vejo tristeza e dor
Sinto vontade de me entregar

Me estranho completamente
Preciso me sentir melhor
Então não como e faço exercícios
Mas faço tudo extremamente

Não como porque não há fome
Não há desejo de comer
Não quando se lembra do que vai custar
Quando o estado do seu corpo é nome

A falsa preocupação machuca
Porque ou você está magro e adoecendo
Ou gordo e guloso
Qualquer pessoa fica maluca

Então eu não como
Porque perco a fome
Me exercito
Porque não durmo

E me sinto mais leve
Mais livre
A cada vez que vejo números caírem
Caindo como neve

Caindo como a chuva
Me afogando na dúvida
De ser ou não ser apenas ossos
Ser ou não essa visão turva

Viver ou não essa vida confusa
Devo chorar?
Ou ser de pedra
Como se encarasse a Medusa

Sou de pedra
Sou de ossos
Sou de pele
Mas deixei de ser humano

Todos os Direitos Reservados.

Autor: Patrick Swayze Santos Alves

Instagram: @patrick_swayze_alves

Desenho Autoral – Todos os Direitos Reservados.
Artista: Byanka G. Nunes.

Mande seus originais também, textos, poemas, frases, suas Fanfics, vamos adorar mostrar sua escrita!
Só mandar em nosso e-mail: adolescenciadelua@gmail.com.
Não esqueça de deixar seu Instagram, seu perfil do Facebook ou E-mail pra contato. Não são obrigados a divulgar a sua identidade, pode usar um codinome ou o seu próprio nome, fica a seu critério!

Beijinhos da Mila!
Até a aproxima!
Gratidão!

Algo em Você Destruiu Algo em Mim

Notas iniciais

Fiz esse texto mais como um desabafo, algo que eu precisava escrever, colocar em palavras aquilo que estava engasgado a muito tempo. Uma boa leitura a todos.

P.S: sei que hoje não é dia de postar, mas amanhã tenho outros planos para postar


Sabe aquele momento em que você olha para traz e relembra tudo que te aconteceu? E se pergunta qual foi a melhor coisa que já te aconteceu e logo depois a pior, então, você é sem dúvida a melhor coisa que me aconteceu e a pior delas.

Sei que ah uma discordância, mas parando para pensa, eu amava o sentimento que sentia quando estava com você, aquele frio na barriga, o calor, o prazer apenas de sentir seu cheiro, de sentir seu toque. Sei que é bem clichê, mas era isso que sentia, e era maravilhoso, mas acabou, afinal, tudo tem um fim, um ponto e vírgula ou apenas uma vírgula. Não faço ideia do que irá se passar daqui para frente, mas me obrigo a não criar esperanças, isso irá apenas me torturar ainda mais.

Hoje vejo tudo tão claro, como o dia lá fora, eu era apenas uma menina passando por uma transição, cheia de sonhos e ilusões, e você, um menino no corpo de homem, sabendo o que queria e agindo como um moleque, não o culpo, você não me iludiu, eu o fiz sozinha. Então as coisas foram saindo do controle, e eu já estava completamente apaixonada por alguém que não conhecia, e nunca vou conhecer, misterioso, você foi me prendo ainda mais em sua teia e eu não conseguia escapar, eu sabia o que queria, mas você não se posicionava, minha paciência foi se esgotando, mas esse bendito sentimento se tornou meu eterno companheiro.

Li uma vez que quem tem nome composto também tem duas personalidades e eu concordo, porque ao mesmo tempo que sei o quão mal você me fez e ainda faz, meu outro lado não consegue se libertar deste sentimento que tanto me atormenta nas noites frias e quentes, nas abafadas e escuras. Você está seguindo a sua vida e eu te desejo tudo de bom, apesar de tudo, mas então porque sinto que não consigo seguir minha vida?

Acho que posso dizer que você é minha alma gêmea, que pegou tudo de ruim que havia em mim, todos os meus defeitos que eu não enxergava e expos em um enorme outdoor para que eu pudesse ver, e eu vi, e eu mudei, fiquei tão envergonhada com quem eu era que consegui mudar, não por você, mas por mim, você me ajudou muito, e eu sou grata. Você me atacou diversas vezes com suas atitudes, e eu o ataquei também, nos machucamos demais e eu disse que te perdoava, mas não sinto que foi de coração, e se foi, eu não consigo entender nada que se passa em mim.

Já se passaram dois anos desde nossa briga, um ano desde que pedimos desculpas, e alguns meses que te vi na rua com ela, independente de tudo que houve, eu te desejo o melhor, não sinto raiva do que aconteceu, mas desde que aconteceu, não me sinto mais a mesma, sinto que tudo que antes era certo, já não é tão certo, me sinto perdida e tentei conversar com você de novo, apenas conversar, mas você não foi, sua ausência foi a resposta que precisa para ter certeza de que nada do que eu fale seja importante para você agora. Não sei se estou pronta para dizer adeus, mas acho que já se passou muito tempo perdido, todas as nossas discussões e desentendimentos agora não fazem sentido, você tirou de mim a capacidade de me apaixonar, e não sei se alguém irá conseguir reverter isso algum dia, espero que sim, não desejo ser prisioneira desse sentimento.

Você destruiu algo em mim que ainda não sei o que é, mas dói, dói não conseguir me apaixonar por um cara incrível que conheci, dói não acreditar em planos futuros, dói não saber mais quem sou.


Notas Finais

Apesar de ter quase certeza de que ele nunca irá ler esse texto, após termina-lo, me senti tão mais leve, um pouco menos afogada nas lembranças de um passado que foi muito bom, mas que me deu cicatrizes que ainda não se curaram totalmente.

Aqui quem fala é a Porteira de Maquete, beijos e arrivederci.

FANFIC: COLEGA DE QUARTO. (PART.14)

Olá minhas Luas, como prometido, o capitulo da semana, eu espero que vocês gostem!

Pra quem ainda não leu o Capítulo 1 e os outros capítulos, vou deixar o link aqui em baixo:
Capítulo 1: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 2: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 3: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 4: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 5: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 6: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 7: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 8: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 9: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 10: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 11: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capitulo 12: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capitulo 13: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.

Boa Leitura!


Casa. (Capítulo 14)

12:53 AM

Após algumas horas cheguei em casa, foram longos seis meses longe daqui. Notei que minha mãe plantou flores em frente a casa, pelo jeito ela conseguiu uma folga nesse meio tempo. Meu pai não tinha mudado muito, deixou a barba crescer e parecia um pouco esgotado. Peguei minhas coisas e fui atrás dos dois, não estava preparada pra rever meus bichinhos.
Fui entrando e meu coração foi apertando junto, a sensação é que tudo aquilo que havia ficado aqui se uniu novamente a mim.
Minha cachorrinha correu em disparada e me encheu de beijos. Já os gatos… Bom, eles ficaram me olha do com um semblante do tipo: “Finalmente sua desgraçada, não fez mais que sua obrigação em voltar… Até que você fez falta.”

-Vou pedir uma pizza, não estou disposta a cozinhar. -Falou.

Minha mãe quase nunca estava disposta a fazer comida, acho que nada mudou drasticamente.
Subi as escadas e fui até o meu quarto, abri a porta e logo senti o cheiro das minhas coisas, meu Deus, que saudade que estava.
Tudo estava do jeito que havia deixado, só arrumaram a cama. Meus livros, cadernos, fotos… Senti um frio na barriga ao ver minhas fotos com a Angel. Peguei meu celular e acredite, não sabia nem mais o que era rede social, a vida realmente é bem mais proveitosa longe das telinhas. Dezesseis mil notificações e eu não senti curiosidade de abrir nenhuma. Angel me usou como diário, durante pelo menos três meses ela me mandou informações de absolutamente tudo o que acontecia com ela durante o dia. Mandei uma mensagem, acho que ela vai surtar.

Desliguei o celular e fui tomar um banho, nem acredito que iria poder ouvir música e ficar o tempo que quiser. Estava tão feliz que mal lembrei de toda merda que estava acontecendo.
Liguei a torneira e deixei a banheira encher, coloquei a música “Get You The Moon- Kina”
e apaguei a luz.
Fechei os olhos e pensei em tudo, em todos os momentos. O vazio me consumia, eu só pensava em Cass e em tudo o que havia acontecido. Em como nos conhecemos, do primeiro beijo naquela tarde nublada… Eu não conseguia ignorar o fato de que a amava, mas precisava. O que mais amava no meu quarto era a vista pra pequena floresta que éramos vizinhos. Sem dúvidas, ali era o meu melhor lugar no mundo.

00
Por um momento cochilei, minha mãe berrava da cozinha dizendo que a pizza chegou.
Confesso que senti falta dos berros dela. Estava toda enrugada, se ficasse mais um pouco meu corpo ia se decompor. Enrolei uma toalha na cabeça e desembacei o espelho com uma das mãos. Eu não me reconheço mais…
Abri meu guarda roupa e o cheiro de morango exalou por todo quarto, meus perfume era extremamente doce, lembro de ter esquecido de leva-lo pro internato.
Peguei uma calça e uma blusa preta de alcinha. Sequei meu cabelo e desci às pressas.

-Eu e seu pai estávamos quase ligando pro serviço funerário. -Falou servindo os pratos.

Minha mãe e seu fúnebre senso de humor.

-Eu dormi na banheira, desculpa. -Falei rindo.

Tudo ficou em silêncio.

-Bom… Como está sendo morar no internato? -Perguntou.

Engasguei com a pizza e bebi um gole de suco. Meu pai estava lendo o jornal e guardou para ouvir minha resposta. Que pressão!
Como posso dizer que quero ficar longe de lá?!

-É… Está tudo bem… Eu estou recuperando minhas notas e vivendo normalmente. -Falei.

Os dois me encaravam desconfiados.

-E tudo está sendo obedecido? -Perguntou.

E se eu contar pra ela que o plano dela deu certo?

-Está. Sabe qual foi a última besteira que aconteceu? Minha nova colega de quarto abortou e eu que tive que salva-la. -Falei.

Minha mãe cuspiu todo suco que estava na boca.

-Que absurdo… Esse lugar é uma confusão. -Falou.

Fiquei quieta.

-E a Cassie? -Perguntou.

É sério? No quase almoço de família? Ela só pode estar me zoando.

-Ah, mãe… Pelo amor de Deus. -Falei.

Ela me olhou surpresa.

-Lariesce, depois de tudo o que aconteceu o mínimo a se fazer é perguntar sobre. -Falou.

Perdi até a fome.

-O mínimo a se fazer é ficar quieta e deixar esse assunto pra lá! -Falei.

Meu pai deu um discreto sorriso de lado. Minha mãe estava inquieta.

-Deus me dê paciência. -Falou.

Estava louca pra mudar de assunto ou ir pro meu quarto fuxicar minhas coisas.

-Sua amiga Angel disse que vem aí. -Falou abrindo o jornal novamente.

Eu já imaginava… Mas, perdi o hábito de checar o celular, nem lembro que ele existe.
A ansiedade me consumiu.

-Que saudade dela. -Falei.

Meu pai e minha mãe se encararam.

-É… A vida dela está bem corrida agora. -Falou.

Corrida? Que mistério todo é esse?
Droga! Eu não li todas as mensagens, que insensível. Será que ela passou em alguma faculdade? Ou vai morar em outro lugar?

-Corrida? -Perguntei.

A campainha tocou e fui correndo abrir. Meu coração estava saindo pela boca. Não estava preparada, que euforia…
Respirei fundo e notei que meus pais estavam na porta da cozinha na expectativa junto comigo.
Abri a porta e tive a maior surpresa. A correria da vida da Angel infelizmente era por conta de sua gravidez. Não pude conter minha cara de susto. A abracei e senti meus pedacinhos se juntarem.

-Pois é, estou com três meses de gravidez. -Falou rindo.

Fiquei boquiaberta.

-Meu Deus, Angel… Um bebê… -Falei.

Ela riu.

-Se você tomou um susto imagine eu?! -Falou. -Toda vez que completa mais um mês eu fico mais apreensiva… Como essa coisa vai sair de mim, senhor… -Falou.

Angel tinha amadurecido muito. Cortou o cabelo e ganhou uns quilinhos por conta da gravidez.

-E você? Vamos pro seu quarto! Quero saber de absolutamente tudo. -Falou.

Fiquei apreensiva e tentando proteger aquela criança de qualquer forma.

-Lari! Eu consigo subir, estou grávida, não morta! -Falou rindo.

Cara… Como isso tudo foi acontecer?! Pela primeira vez estava sem jeito de perguntar algumas coisas pra ela.
Angel sentou-se na cadeira da minha escrivaninha e eu me sentei nos pés da cama.

-Pode começar a me contar tudo! Conheceu algum gostoso lá? -Perguntou rindo.

Como dizer que não tem nenhum gostoso e só uma gostosa que fodeu com a minha vida?! Meu coração chegou a acelerar.

-É… Tem umas pessoas bonitas sim… -Falei rindo.

Angel me olhou com uma cara de quem sabia que eu estava escondendo alguma coisa e o pior de tudo é não conseguir engana-la.

-Pode ir contando… Você transou, Lariesce? -Perguntou eufórica.

Que embaraçoso, eu quase me joguei pela janela. Quando que eu adquiri essa vergonha, hein?!

-Bom, conheci uma pessoa sim… Ficamos durante um bom tempo, só que essa pessoa ainda gostava da ex e aí terminamos. -Falei num fôlego só.

Angel ficou boquiaberta.

-Amo sua capacidade de resumir tudo… Mas, e aí? -Perguntou. -Que filho da puta, não se deve usar uma pessoa pra preencher o vazio de outra. -Falou.

Não sei se dizer que ela me usou era o correto… Só que de alguma forma o que estava sentindo condizia com isso.

-É… Eu já estou bem mais conformada, sabe? Foi bom enquanto durou e acabou terminando de uma forma bem chata. -Falei.

Angel suspirou.

-Quando você vai me contar que o gostoso na verdade é gostosa? -Perguntou.

Como ela sabia? Meu Deus que vergonha… Eu não consegui contar pra minha melhor amiga.

-Como você sabe? -Perguntei surpresa.

Angel riu.

-Lari… Eu te conheço, acha mesmo que não sei quando você está mentindo? -Perguntou.

Fiquei em silêncio.

-Eu soube quando vocês duas fugiram… Sua mãe pediu pra cuidar do seu cachorro que estava doente enquanto ela ia resolver a situação… Consequentemente eu ouvi tudo. -Falou.

Meu cachorro estava doente?! Enfim… Que merda! Eu não acredito que tentei enganar a Angel.

-Mas como teve certeza de que éramos ficantes? -Perguntei.

Angel riu.

-Quando seus pais voltaram eu perguntei pra sua mãe… Ela demorou a me contar, porém, você sabe… Eu sempre arrumo um jeitinho de saber. -Falei.

Angel conseguia manipular quem ela quisesse… Sempre brigávamos por conta disso.

-Não sei porque tentou mentir pra mim… Eu nunca iria te julgar, Lari… Eu te amo demais pra isso… Aliás, eu não tenho direito de julgar ninguém, estou grávida aos dezessete anos. -Falou rindo.

Estava tão emotiva que meus olhos encheram de lágrimas. Eu amava a Angel e não sei explicar o quanto que ela me faz falta. Nada consegue substituir-la, absolutamente nada.

-Eu te amo, sua máquina de fazer pãozinho. -Falei rindo.

Fui até ela e a abracei. Não queria solta-la, por mim ficaria ali quietinha.
Esse bebê tem muita sorte de estar aí dentro.

-Bom… Agora é a sua vez! Me conta tudo, como descobriu, como o pai reagiu… Nomes, datas… -Falei secando os olhos.

Angel suspirou e acariciou a barriga.

-Eu descobri duas semanas depois que soube sobre seu relacionamento com aquela garota… -Falou. -Tenho até uma história engraçada sobre isso. -Falou rindo.

Como queria ter presenciado tudo…

-Conta logo! -Falei.

Angel bebeu um copo d’água. Seus olhos brilhavam, mas ao mesmo tempo transpassavam a insegurança que ela estava sentindo.

-Seu cachorro estava vomitando muito, não sei ao certo o que ele tinha… E cerca de dois dias depois eu comecei a vomitar também… Você sabe o quanto sou paranóica, né?!- Perguntou. -Pois bem, pensei que tinha pegado alguma doença dele. -Falou rindo.

Estava morrendo de rir sem ela ao menos terminar de contar.

-Tá de brincadeira, Angel! -Falei rindo.

Ela riu.

-Ai fui ao médico, expliquei a situação e ele disse que isso era quase impossível. E logo veio me perguntando sobre minha menstruação, se eu tinha relações sexuais e blá blá… -Falou.

Nem consigo imaginar o desespero dela… O pior de tudo era ainda ter passado vergonha.

-Caralho… -Falei.

Angel riu.

-Eu tinha acabado de terminar com o Eric, pensa num desespero… -Falou.

Eric? Aquele menino nem parecia que transava. Não estava acreditando que o pai era ele.

-Eric? Ai, meu Deus… E eu aqui pensando que ele era fraquinho. -Falei.

Angel ergueu as sobrancelhas e me olhou com desdém.

-Fraco?! Cara, aquele menino acabou comigo durante os cinco meses que fiquei com ele. -Falou rindo.

Quando que a Angel virou essa safada?

-Voltando… Ai fiz a droga de um exame de sangue que iria demorar duas semanas pra sair o resultado, ai comprei um teste e descobri antes. -Falou.

-E como você ficou? -Perguntei.

-Arrasada… O Eric no início não queria acreditar e meio que rejeitou… Depois ele aceitou e disse que ia ajudar com o que fosse necessário. -Falou cabisbaixa.

Era notório que eles não estavam juntos e que ela se sentia “sozinha”.

-Eu também tô aqui, viu?! E vou te ajudar
com o que for preciso. -Falei.

Angel sorriu e segurou uma das minhas mãos.

-Eu acho que é uma menina. -Falou me olhando nos olhos. -Acho que vou chama-la de Amber. -Falou.

Amber… Jurava que iria ser Beth ou Julie. Eu só queria proteger as duas…

-E se for um menino? -Perguntei.

Tudo ficou em silêncio.

-Acho que Ethan ou Stefan… Ainda não pensei bem. -Falou.

Me perdi nos meus pensamentos e logo minha mãe gritou dizendo que ia sair. Descemos e fomos pra sala assistir alguma coisa.

21:56 PM

Após algum tempo, pegamos no sono, acordamos com o celular da Angel tocando sem parar.

-Mas que droga! -Falou enfurecida.

Angel andava de um lado pro outro com o celular na mão.

-O que foi? -Perguntei.

Angel ficou em silêncio.

-Ei, o que houve? -Insisti.

Ela não parava de digitar.

-O Eric… Ele sofreu uma acidente. -Falou chorando.

Fiquei perplexa, não sabia o que fazer…
A abracei e ela desabou no meu ombro.

-Você não pode se desesperar, viu? A Amber ou o Ethan não podem receber esse tipo de estresse. -Falei acariciando sua barriga.

Angel secou o rosto e respirou fundo.

-Ele… Caiu de moto… Acho que quebrou a perna, não sei… -Falou confusa.

Enchi um copo d’água e tentei acalma-la.

-Sabe o pior disso tudo? -Perguntou. -Eu ia com ele… Mas eu disse que queria muito passar a tarde com você. -Falou chorando.

Não sei mais com o que me surpreender… Ela podia ter perdido essa criança, morrido… Eu nem quero imaginar, meu Deus…

-Ei… Calma! O importante é que você está aqui e seu bebê está bem, ok?! -Falei.

Angel não parava de encarar o celular.

-Me leva pro hospital? Por favor… -Suplicou.

Fiquei sem reação… Eu não tinha tanta prática mas sabia dirigir… Estava desesperada e não queria dizer não…

-Angel… Vamos… -Falei nervosa.

Angel levantou e pegou suas coisas.
O medo me consumia…
Entramos no carro e pra começar eu esqueci de apertar a droga da embreagem.

-Pensa que tem uma mulher grávida parindo e um cara morrendo no hospital, acho que a adrenalina ajuda. -Falou rindo.

Consegui ligar o carro e sair do lugar. Nunca me senti tão aliviada.

-Viu?! -Falou rindo.

00

00:30 PM
Chegamos bem ao hospital (graças a Deus), o namorado da Angel fraturou umas costelas e quebrou a perna, mas, estava fora de perigo.
Ficamos esperando na recepção quase duas horas, eu só precisava dormir.
Minha mãe tinha me ligado umas quinze vezes e eu não tinha certeza se queria atender.

-Atende essa droga. -Falou.

Angel estava cochilando no meu ombro.

-Duvido que você atenderia… E eu estou com o carro dela, esqueceu? -Perguntei.

Ela levantou e foi novamente na recepção saber se estava tudo bem com ele.
Atendi o telefone e minha mãe só faltou sair dele e me bater.
Logo Angel me interrompe:

-Vou passar a noite com ele, ok?! Obrigada por me trazer. -Falou.

Minha vontade era levar ela pra casa, mas… Ela sabe o que faz. Só queria ir embora.

-Tem certeza? -Perguntei.

Ela fez que sim com a cabeça e me abraçou.
Peguei o carro sozinha pela primeira vez, a sensação era nostálgica. Um mix de independência e felicidade.
Liguei o rádio e segui caminho… Decidi dar uma volta pela cidade, aliás, acho que nunca mais vou poder pegar esse carro.
Eu sempre fui apegada a tudo… Só que agora eu sinto que nada mais faz sentido ter apego.
Tudo uma hora se vai, coisas, momentos e sentimentos. Nada permanece… E eu as vezes prefiro que seja assim.
Cassie mudou minha vida de rumo e sem dúvidas eu amava estar fora dos trilhos… O problema é: Eu não sei o caminho de volta. Essa dependência acabava comigo…

                        02:10 PM 

Passei em uma loja de conveniências e comprei um hambúrguer, estava faminta. Decidi checar as mensagens e tinham três novas mensagens de um número desconhecido. Meu coração parou por um instante… Era Cassie.
Parece que ela adivinhava quando estava pensando nela.

Eu não queria responde-la… Pra ser sincera, eu estava começando a não acreditar em mais nada do que ela me dizia…
Decidi voltar pra casa, já estava ficando muito tarde e minha mãe vai surtar se ela acordar e eu não me ver dormindo.
Eu preciso de um tempo pra mim… Pra digerir tudo. Eu tenho certeza de que a amo, mas eu não sinto isso da parte dela… Não mais.
Coloquei “Cigarette Daydreams” e voltei. Estava à quase duas horas de casa, essa sem dúvidas era a noite mais longa que já havia passado.

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Eu quero agradecer o carinho e por toda a audiência que vocês dão a essa fanfic, que eu tanto adoro publicar.

Obrigada por todos os comentários, curtidas e os compartilhamentos nas redes sociais, sou muito grata!

Um Beijo da Mila!
Gratidão!

Conto – Sentada no Banco da Praça – Parte 3 – Final

Continua…

– Chris do que?

– Cavinsck – no mesmo instante sua boca se abre com extrema surpresa, quem está ali não é ninguém menos que o dono da CC, maior indústria de alimentos do estado, e ela contando seus problemas como se fosse um amigo, suas bochechas envermelham rapidamente e fica sem palavras, ele ri e comenta:

– Gostaria de trabalhar para mim? – ela fica pasma e fala gaguejando:

– S-sim, sim claro! Eu…não tenho como expressar a minha gratidão, mas…não tenho certeza se o senhor vai querer me empregar, eu…eu estou gravida – houve um silêncio da parte dele, respirou fundo e falou:

– Eu só quero uma coisa, não me chame de senhor, apenas de Chris, agora não sou apenas seu chefe, sou seu amigo. E te parabenizo, você e o pai desse bebe – ela desvia o olhar desconfortável, ele nota e pergunta – Ele quer essa criança? – seus olhos enchem de lágrimas, mas não se permite. Ela leva o olhar ao horizonte e depois para ele e fala com a voz embargada:

– Não. Ele impôs que ou era ele ou a criança, insinuou até em aborto.

– E você?

– Sai da casa dele no mesmo momento, busquei minhas coisas na casa dele semana passada, ele nem fez questão de olhar para mim. Agora sou só eu e meu filho.

– E eu – ela o encara e ele lhe dá um sorriso companheiro e então surge a dúvida:

– Por que está me ajudando? Não me conhece.

– Uma vez, uma eu vim aqui, estava desesperado, desempregado e cheio de dívidas, então sentei no banco desta praça e uma senhora negra, vestida de branco e cega, ela me falou coisas que me afetaram profundamente. Ela mudou minha vida, depois daquele dia, minha vida deu uma guinada e eu construí o império que tenho hoje. E agora que tenho a oportunidade de ajudar alguém, que vejo ser competente, porque não?

Ela quase não acredita no que ouve, mas fica feliz, muito feliz, então pergunta:

– Qual vai ser minha função?

– Como assim? Mas é claro que vai ser a minha tecnóloga em alimentos, da fábrica daqui, acredito que esteja sem um lugar fixo agora, como pagamento adiantado vou colocar um apartamento em seu nome, assim será mais tranquilo para você e essa criança.

Ela pula em seus braços o agarrando sorrindo e dizendo:

– Deus me enviou um anjo, eu agradeço de todo coração.

A partir daquele momento tudo mudou, se tornaram inseparáveis, irmãos, e todos os dias ela ia até a praça e se sentava no mesmo banco, na esperança de reencontrar a senhora cega, sem nunca perder a esperança.

~Fim ~


Notas finais

Chegamos ao fim de mais um conto feito com muito carinho como os outros, espero que tenham gostado dessa fase de contos, pois semana que vem vou começar a postar o segundo livro e vai ter novidades, então aguardem.

Aqui quem fala é a Porteira de Maquete, beijos e arrivederci.