Conto – Sentada no Banco da Praça – Parte 3 – Final

Continua…

– Chris do que?

– Cavinsck – no mesmo instante sua boca se abre com extrema surpresa, quem está ali não é ninguém menos que o dono da CC, maior indústria de alimentos do estado, e ela contando seus problemas como se fosse um amigo, suas bochechas envermelham rapidamente e fica sem palavras, ele ri e comenta:

– Gostaria de trabalhar para mim? – ela fica pasma e fala gaguejando:

– S-sim, sim claro! Eu…não tenho como expressar a minha gratidão, mas…não tenho certeza se o senhor vai querer me empregar, eu…eu estou gravida – houve um silêncio da parte dele, respirou fundo e falou:

– Eu só quero uma coisa, não me chame de senhor, apenas de Chris, agora não sou apenas seu chefe, sou seu amigo. E te parabenizo, você e o pai desse bebe – ela desvia o olhar desconfortável, ele nota e pergunta – Ele quer essa criança? – seus olhos enchem de lágrimas, mas não se permite. Ela leva o olhar ao horizonte e depois para ele e fala com a voz embargada:

– Não. Ele impôs que ou era ele ou a criança, insinuou até em aborto.

– E você?

– Sai da casa dele no mesmo momento, busquei minhas coisas na casa dele semana passada, ele nem fez questão de olhar para mim. Agora sou só eu e meu filho.

– E eu – ela o encara e ele lhe dá um sorriso companheiro e então surge a dúvida:

– Por que está me ajudando? Não me conhece.

– Uma vez, uma eu vim aqui, estava desesperado, desempregado e cheio de dívidas, então sentei no banco desta praça e uma senhora negra, vestida de branco e cega, ela me falou coisas que me afetaram profundamente. Ela mudou minha vida, depois daquele dia, minha vida deu uma guinada e eu construí o império que tenho hoje. E agora que tenho a oportunidade de ajudar alguém, que vejo ser competente, porque não?

Ela quase não acredita no que ouve, mas fica feliz, muito feliz, então pergunta:

– Qual vai ser minha função?

– Como assim? Mas é claro que vai ser a minha tecnóloga em alimentos, da fábrica daqui, acredito que esteja sem um lugar fixo agora, como pagamento adiantado vou colocar um apartamento em seu nome, assim será mais tranquilo para você e essa criança.

Ela pula em seus braços o agarrando sorrindo e dizendo:

– Deus me enviou um anjo, eu agradeço de todo coração.

A partir daquele momento tudo mudou, se tornaram inseparáveis, irmãos, e todos os dias ela ia até a praça e se sentava no mesmo banco, na esperança de reencontrar a senhora cega, sem nunca perder a esperança.

~Fim ~


Notas finais

Chegamos ao fim de mais um conto feito com muito carinho como os outros, espero que tenham gostado dessa fase de contos, pois semana que vem vou começar a postar o segundo livro e vai ter novidades, então aguardem.

Aqui quem fala é a Porteira de Maquete, beijos e arrivederci.

2 comentários em “Conto – Sentada no Banco da Praça – Parte 3 – Final

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