FANFIC: COLEGA DE QUARTO. (PART.15)

Olá minhas Luas, eu sei que semana passada era pra eu ter postado a continuação, porém tinha outros textos pra serem postado e eu estava na correria e ai tive que adiar o capitulo, mas como prometido, o capitulo da semana já esta de volta, eu espero que vocês gostem!

Pra quem ainda não leu o Capítulo 1 e os outros capítulos, vou deixar o link aqui em baixo:
Capítulo 1: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 2: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 3: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 4: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 5: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 6: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 7: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 8: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 9: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 10: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 11: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capitulo 12: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capitulo 13: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capitulo 14: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.

Boa Leitura!

Orvalho. (Capítulo 15)

•Seis meses atrás•

ANGELINA EVANS

Após me despedir da Lariesce, fui embora… Estava muito triste e sabia o quanto iria sentir falta dela, porém, tive que demonstrar o quanto aquilo iria ser bom pra ela. Tudo vai ser diferente, sabe?! A Lari é o juízo que me falta…
Fui pra casa o caminho inteiro pensando em como seria… Se eu pudesse eu iria com ela.
Cheguei em casa e fui fazer a comida pros meus irmãos, minha mãe tinha ido saído e pra variar não deixou nada pronto. Nada me fazia parar de pensar em como seriam as coisas daqui pra frente… Lavei algumas louças e logo meu irmãozinho me interrompeu:

-Angel… Será que a mamãe volta hoje? -Perguntou puxando minha blusa.

Não conseguir responde-lo me deixava muito mal…
Meu pai simplesmente foi embora quando eu tinha onze anos e desde então minha mãe nos “cria” sozinha. Eles brigavam demais e quase sempre ele dizia que iria sumir, bom… ele cumpriu com o que disse.
Enfim… Não quero terminar como a minha mãe, sabe?! Tão infeliz que precisa de bebidas e maquiagens pra se sentir bem e esconder algo que está explícito.
A Lariesce quase sempre reclamava de seus pais e dá falta de atenção, já eu evitava sempre dizer as coisas. Quando estava com ela eu podia fugir um pouquinho da minha realidade.
Peguei meu irmão no colo e o abracei.

-Ela vai chegar quando escurecer… Mas você já vai estar dormindo, por isso não vai vê-la. -Falei acariciando seu cabelo.

Eu tenho dois irmãos, uma de oito (Zoe) e outro de seis (Dylan). Minha mãe descobriu a gravidez do mais novo logo quando meu pai foi embora… Foram os piores anos da minha vida.

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•Três meses depois.•

Já faz três meses que não tenho contato com a Lariesce… O tempo voou longe dela.
Sinto saudade dela todos os dias.
As vezes vou visitar a mãe dela, ajudar com algumas coisas e fazer carinho nos bichinhos dela, de alguma forma isso me conforta. Do que mais sinto falta são as conversas que tínhamos, sobre nosso futuro e como tudo seria diferente quando entrássemos na faculdade… Eu sinto vazio nos amigos que eu fiz, parece que tudo perdeu o sentido pra eles… Eu tento focar nas coisas, mas no final acabo entrando na onda deles…
Estou namorando á dois meses e… A Lari não vai acreditar com quem… Eu queria muito poder contar. Eu perdi a virgindade com uma semana de namoro… Acho que eu me envergonharia em dizer isso antes, mas… Isso realmente importa tanto assim?! No começo foi horrível, mas depois eu não conseguia me ver sem fazer aquilo.
Tem quase uma semana que estou passando mal… Estava adiando ir ao médico pois sabia que ele iria dizer que era gravidez e blá blá…
Dito e feito! Ele me mandou fazer um hemograma e desconfiou da minha possível gravidez. Eu tinha quase certeza que isso era loucura e que eu estava com alguma virose… Só que por garantia decidi fazer um teste de farmácia, só pra não surtar durante a semana.
Fiquei duas horas no banheiro tomando coragem, até que… Deu positivo.
Meu mundo simplesmente desabou… Minha visão ficou escura e eu quase desmaiei.
Eu não tive forças nem pra chorar… Eu só queria a Lari pertinho de mim, pra me acalmar e dizer que aquilo não era o fim do mundo. Eu não queria esse bebê, eu não tenho como cria-lo e muito menos estruturas pra deixar de estudar e me dedicar a uma criança.
Liguei pro Eric, tínhamos acabado de discutir… Ele nunca iria me atender.
Tentei ligar intermináveis vezes… Até que… Ele atendeu.

Ligação On

-Eric, eu preciso te contar uma coisa… -Falei soluçando.

-Fala. -Falou.

-Estou grávida. -Falei aos prantos.

-O que?! Você está louca?! Eu não posso ser pai, eu só tenho vinte e um anos… Cara, eu nem trabalho, Angel! -Falou gritando.

-Você precisa tirar essa criança, eu não quero nem saber. -Falou desligando.

Ligação Off.

Estava desolada e sem forças pra continuar. Passei a noite chorando no chão do banheiro. Meu irmãos choravam do lado de fora e pediam pra entrar. Eu estava destinada a acabar com aquilo tudo de uma vez por todas, então tomei quase duas cartelas de remédio. E simplesmente apaguei.
Acordei com minha mãe enfiando os dedos na minha garganta tentando me fazer vomitar. Eu nunca tinha visto ela chorar tanto. Aquilo me destruiu novamente. Ela me arrastou pra baixo do chuveiro e me colocou no meio das suas pernas. Seu choro ecoava por todo banheiro.

-Angel… Por favor, filha… O que você fez? -Falou chorando muito.

Eu não conseguia responder, mas precisava dizer que estava grávida. Agarrei na perna dela e apontei pro teste em cima da pia. Ela levantou e entrou em desespero.

-Zoe! Pega a bolsa da mamãe e uma toalha! Rápido! -Gritou.

Minha visão estava escura e eu só enxergava vultos, até que… desmaiei novamente.

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21:40 PM

Acordei no hospital, estava mole, mas me sentia um pouco melhor. Tudo doía, minha cabeça estava estourando. Minha mãe estava do meu lado, acariciando o meu cabelo e cantando uma música que ela sempre cantava quando eu era criança. Por um momento eu não quis sair dali, eu só queria minha mãe de volta.

-Graças a Deus! Minha filha… Você quase morreu e me levou junto. -Falou chorando.

Coloquei a mão na minha barriga e comecei a chorar… Eu acho que matei meu bebê. O vazio que estava sentindo era terrível.

-Meu bebê… Eu matei meu bebê… -Falei desesperada.

Logo umas enfermeiras vieram me acalmar.

-Ele de fato quase morreu… Só que ele foi forte e resistiu. Ele está bem! -Falou acariciando minha barriga.

Meu corpo amoleceu novamente… De alguma forma eu senti que aquela criança de fato pertencia a mim. Um sentimento indescritível pairou sobre mim… Um sentimento de recomeço.
E com ou sem o Eric eu iria criar essa criança… Eu tive uma segunda chance.

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LARIESCE GRACE

Finalmente cheguei em casa.
Estacionei o carro e fui com cautela até o quarto. Quando coloquei os pés no quarto minha mãe acende a luz e balbucia um “aham.”

-Isso é hora? -Perguntou.

Fiquei em silêncio e me virei vagarosamente.

-Você quase me fez ligar pra polícia! Eu não aguento mais esses atos indisciplinados seus! -Gritou.

Estava prestes a surtar… Nunca vi minha mãe tão brava.

-Eu precisava ajudar a Angel, ok?! -Falei. -E você sabe que não se deve negar nada pra mulher grávida, né? -Perguntei.

Ela riu e logo fechou o semblante.

-Eu não quero saber! Isso é problema dela e do Eric! -Gritou.

As vezes admirava a capacidade da minha mãe de ser insensível.

-Ok, mãe… Me desculpa. -Falei.

Tudo ficou em silêncio e ela se virou e voltou a dormir. Pela primeira vez ela não disse que eu estava de castigo.

-Só pra constar… Você não vai mais pegar meu carro! E tá de castigo. -Gritou.

Estava demorando… Tirei os sapatos e me deitei. Estava com muita vontade de responder a Cass… Meu Deus, como é difícil ignorar quem a gente ama…
Desliguei o celular e apaguei.

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•Três dias depois.•
21:30 PM

Angel e umas meninas me chamaram pra uma festinha na casa da Lauren, uma garota que estudou com a gente. Estava desanimada, porém, ia pra fazer companhia a Angel.

-Tudo me deixa enorme. -Falou.

Dei risada e me vesti. Coloquei um vestido preto e um tênis.

-Eu estou parecendo uma bola com absolutamente tudo! -Resmungou.

Peguei uns vestidos e tentei ajuda-la de alguma forma.
Angel estava impaciente e quase chorando de raiva.

-Você está linda! Desde o primeiro vestido que vestiu. -Falei. -Tenta esse aqui, ele é mais soltinho e disfarça a barriguinha. -Falei.

Angel me olhou com uma cara feia e pegou o vestido. Após alguns minutos saímos e eu decidi checar o celular.
Tinham vinte mensagens da Cassie, mas decidi ignora-la de vez.
Chegamos na festa e revi algumas pessoas que mal me despedi quando fui pro internato… Não senti falta de nenhum deles.
Peguei uma bebida e sentei em um sofá. Eu sinceramente não sei pra que venho pra festas ainda… Chego e já quero ir embora.
Um carinha sentou-se do meu lado e começou a puxar conversa.

-E aí… Como você está diferente. -Falou.

Fiz que sim com a cabeça. Edward Carter tinha acabado de puxar conversa comigo… Como as prioridades mudam, né?! Se fosse à uns anos atrás… Eu estaria completamente nervosa. Ele já foi mais bonitinho… Edward tinha o cabelo loiro escuro, era branquinho e tinha algumas sardinhas espalhadas pelo rosto. Seus olhos eram castanho escuro e ele aparentava ter um e setenta de altura.

-Você pretende ficar aqui agora? -Perguntou.

Ele realmente queria ter um diálogo… Eu só queria ficar quietinha.

-Pra falar a verdade não sei… -Falei.

Edward me encarou fixamente. Algo me atraiu pros teus lábios, estavam úmidos e levemente rosados.

-Ah… Eu acho bem maneiro essa parada de internato, só que eu tenho certeza de que não iria me dar tão bem. Muitas regras… eu amo a liberdade. -Falou dando um gole na bebida.

Se ele conhecesse o Houston… Acho que gostaria.

-Regras todo lugar tem, né?! -Falei. -O problema é ter fiscalização eficiente pra ver se as pessoas estão respeitando-as. -Falei.

Edward sorriu.

-De fato! -Falou rindo.

Ficamos em um silêncio completamente sem jeito. Ele me encarava sem parar e só se aproximava aos pouquinhos.

-E você? Já passou na faculdade que queria? -Perguntei quebrando o silêncio.

Edward ficou cabisbaixo.

-Eu tenho notas razoáveis, estou esperando o resultado ainda. -Falou.

Respirei fundo.

-Só termino ano que vem, então… -Falei.

Logo Angel veio me chamar pra dançar com ela. Admirava a disposição que ele tinha mesmo grávida. Acenei pro Edward e sorri.

-Depois a gente conversa. -Falou rindo.

Estava tocando “Infinity- Jaymes Young”, era uma das minhas músicas favoritas.
Só queria esquecer de tudo e recomeçar. Bebi uns dez copos de uma bebida que eu não fazia idéia do que era. A única certeza que tinha era: Estava sentindo uma felicidade absurda.

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Após algumas horas me sentei em um banco nos fundos do quintal com a Angel. Ela estava sonolenta e muito irritada.

-Ai, eu não aguento ver todo mundo louco e eu aqui no suco de laranja. -Falou.

Eu nem conseguia prestar atenção nela. A minha sorte é que não fico bêbada facilmente. Edward sorriu e veio sentar-se novamente ao meu lado. Angel fez uma cara de tédio e saiu.

-Você tá bem alterada, hein. -Falou.

Dei um sorriso e me ajeitei a alça da minha blusa. Senti os olhos de Edward acompanharem meus movimentos.

-Eu tô tranquila, sei me controlar. -Falei.

Ele estava inquieto, olhando pros lados e cada vez mais perto. Meu coração deu uma aceleradinha, mas, a bebida não me fazia tremer na base.

-Você quer me beijar, né? Vem. -Falei o puxando.

Ficamos nos beijando sem parar, todos estavam indo embora e nós não parávamos. Comecei a ficar incomodada e decidi acabar com essa palhaçada.

-Preciso ir, ok?! -Falei.

Edward estava completamente excitado, tentava de todas as formas levantar meu vestido e pegar nos meus peitos… eu nunca deixo ninguém ficar me tocando desse jeito.

-Vamos pra minha casa, fica bem pertinho daqui. -Falou beijando meu pescoço.

Ele realmente acha que vou aceitar?! Ele até beija bem, mas nem consegui ficar molhada.

-Acho que não… Eu realmente tenho que ir. -Falei me esquivando.

Edward começou a ficar com um semblante tristonho.

-O que eu faço com isso? -Falou apontando pra baixo.

Estava me segurando pra não rir. Fiz que não sabia com as mãos e sai.

-Ei, deixa eu te levar até em casa pelo menos.
-Falou correndo.

Fomos durante o caminho conversando sobre a festa e sobre algumas pessoas. Ele até que era legal pra trocar idéia.
Fomos nos aproximando da minha casa, que não era tão longe.

-Então… É aqui? -Perguntou.

Fiz que sim e me despedi dele. Ele tentou me roubar um beijo inúmeras vezes durante o trajeto e é até engraçado pensar que ele não iria tentar roubar outro agora. Consegui interrompe-lo e agradeci. Ouvi alguns barulhos atrás de uma árvore, confesso que fiquei assustada, porém, era época de esquilos então deduzi que fosse.

-Ouviu isso? -Perguntou.

Fiz que sim e continuei indo pra casa. Logo ouvi um grito. Me virei bruscamente e vi uma pessoa empurrando ele. Logo Edward deu um empurrão e a pessoa caiu.

-Ei! Para! -Gritei afastando-o.

Estava tremendo, não fazia idéia do que estava acontecendo. Tentei ver o rosto e era Cass. Que porra ela estava fazendo aqui?!
As mensagens!
Fiquei em choque, não tinha nem forças pra segura-lo.

-Você está louca?! -Gritei.

O olhar dela parecia vazio. Seus olhos estavam cheio de lágrimas e ela não parava de me encarar.

-Edward… Vai embora. -Falei.

Ele se virou e foi embora bufando de raiva.

-Isso não vai ficar assim, filha da puta! -Gritou.

Estava imóvel, sem reação… Eu só queria entender tudo. Cassie estava toda machucada, mas não eram machucados frescos, eram cortes quase cicatrizados. Meu coração estava na mão… Fiquei enjoada e vomitei tudo.
Ela só me encarava de uma forma incontestável… Eu nunca tinha visto ela daquele jeito. Seu olhar era de raiva, dor, mágoa… Eu nem sei explicar.
Eu amava essa desgraçada… Eu tô tentando esconder isso de quem?!
Quando penso que tudo vai se resolver… Tudo vira de cabeça pra baixo.
Estava amanhecendo, pude sentir tudo se umedecer e a minha garganta secar.
Eu realmente não sei o que fazer.

00

Continua…


Eu espero que tenham gostado do capitulo de hoje, semana que vem tem mais!

Beijos da Mila!
Gratidão!