Acidente de Amor – Capítulo 1 – Série Os Freitas – Volume 2

Notas da Autora:

Olá meus queridos cidadãos do meu mundo de maquetes, hoje, nesse dia lindo, vou iniciar as postagens do meu segundo livro, estou muito feliz e ansiosa. Como devem saber, vou postar apenas nas quarta-feiras os capítulos do livro, espero que gostem. Uma ótima leitura a todos.


Capítulo 1

Arthur

Estou atrasado de novo, minha mãe está ligando pela décima vez, não sei por que cargas d’água eles me avisam em cima da hora, está certo que eles me avisaram tem umas duas semanas, mas eu esqueci que hoje é aniversário de casamento dos meus avós, entro no carro e começo a dirigir calmamente para casa deles, sei que já estão todos lá, aposto que Christina organizou tudo, ela é boa em mandar nas pessoas, o celular toca de novo e é ela, atendo o celular e ouso ela falar:

– Não preciso nem dizer não é Arth? Não demore muito, depois do almoço eles vão sair de viagem para comemorar – Um carro buzina ao lado do meu e ela fala – Está dirigindo com o celular na mão de novo, você sabe o que a mamãe acha disso, melhor eu desligar, e venha com cuidado.

– Certo, estou chegando já – Falo calmamente, sei que minha mãe é meio neurótica em relação a mexer no celular enquanto dirige, quando ela estava gravida de nós, meu pai sofreu um acidente e perdeu a memória por um tempo, isso acabou com a minha mãe, mas meu pai se recordou e acabou tudo dando certo. Hoje é domingo, o trânsito está calmo, viro a esquina e vejo a casa dos meus avós, quantos carros e pessoas, meus avós são pessoas bem sociáveis, eles têm muitos amigos, tomara que a Molly esteja lá, ela é uma velha amiga, louca por diversão. Estaciono no outro lado da rua, desligo o carro, saio e ativo o alarme, atravesso a rua e entro na casa cumprimentando a todos, de longe vejo Molly dando em cima do meu irmão, Santiago, ela é louca por ele, tanto quando é por diversão, mas ele não dá muita atenção, ele está focado na carreira de policial civil, diz que quer ser delegado, minha mãe é meio contra, mas ele é tão cabeça dura quanto ela. Me aproximo deles e os cumprimento, Molly começa falando:

– Quanto tempo, não? O que tem feito, meu caro? – Ela mexe em uma mecha do cabelo colorido e sorri.

– Chegando atrasado como sempre – Fala meu irmão, eu sorrio e respondo:

– Claro, entrei na faculdade de arquitetura, e você? – Ela balança os ombros, sorri e fala:

– Ah, cê sabe, eu não gosto de me prender, cheguei essa semana da Finlândia, lá é maravilhoso, deveria ir algum dia.

– Seus pais ainda bancam suas viagens, Molly? – Meu irmão pergunta sério, ele não é muito a favor disso, ele foi o primeiro a sair da casa dos nossos pais, logo depois a Chris, e eu logo depois. Ela fala então:

– Claro, eles têm muito dinheiro, podem muito bem fazer isso – ela dá de ombros e olha com desdém.

– É, claro – Dizendo isso, meu irmão se retira, ela faz uma careta e se retira também, pois é, ela gosta dele e ele não gosta dela, que trágico clichê.

Vejo meus pais e meus avós de longe e me aproximo, minha mãe me abraça e meu pai comenta:

– Sua mãe quer saber quando você vai trazer a tupperware dela de volta.

– Logo mamãe, logo. Parabéns vovó e vovô, e vocês vão viajar para onde? – Abraço eles, eles sorriem e falam:

– Nós vamos para Áustria, saltar de paraquedas, ver as cachoeiras e é claro, tomar um bom vinho.

 – Saltar de paraquedas, mas vocês fizeram isso ano passado, não seria legal fazer alguma coisa diferente?

– Claro meu neto, mas sempre é bom repetir algo bom – Meu vô fala sorridente, eles são tão incríveis, amam a vida de um jeito espetacular, minha avó tem 67 anos e meu avô 70, mas é invejável a vitalidade deles.

Continua…


Notas Finais:

Esse foi o capítulo de hoje, até a próxima quarta.

Aqui quem fala é a Porteira de Maquete beijos e arrivederci.