Acidente de Amor – Capítulo 6 – Série Os Freitas – Volume 2

Capítulo 6

Leticia

Arthur, ele é bem-educado até, mas ele é muito curioso, não gosto que façam perguntas de mais sobre a minha vida, ficamos conversando um tempo, mas então Alex, que tinha chegado, me chamou para não sei o que, me despedi e sai. Um tempo depois ele foi embora, eu continuei trabalhando até umas 17:30, como eu trabalho só na parte da manhã servindo o café, a noite outra garçonete me substitui. Cheguei em casa e vi Philip sentado no sofá mexendo no celular, eu me aproximei dei um beijo nele e falei:

– Vou tomar um banho, assim que sair, nós vamos – Ele ainda mexia no celular e falou sem olhar para mim:

– Ta, tudo bem – Fui para o banheiro e não demorei muito, a corrida começaria as 18:40, já são 18:00.

Saio do banho e ele ainda está sentado lá, me aproximo sem fazer muito barulho e vejo que ele está conversando com Greg, um antigo amigo dele que apresentou para ele as drogas, ele tinha prometido que iria parar, eu falei:

– Lip, você prometeu, prometeu que não iria se drogar de novo – Ele levou um susto e se levantou rápido já dizendo:

– Você tá louca? Eu só estou falando com ele, ele está precisando de ajuda – Ele argumenta em sua defesa, mas eu o ataco novamente:

– Ajuda? Você acha que eu não sei que tipo de ajuda ele quer? Ele vai fazer da sua vida um inferno de novo e eu não vou deixar. Me custou muito tempo para te tirar desse mundo.

– Eu não vou voltar a usar drogas, caramba. Agora vá se trocar, se não vamos nos atrasar.

Eu saio pisando o pé com ira, me visto e saio pegando as chaves do carro, que estavam no criado mudo. Chego na sala e logo saímos, sem dizer uma palavra, não demora muito e chegamos no posto de gasolina do Xavier, é a linha de chega e de partida, o posto fica um pouco fora do centro da cidade e sempre é informado sobre blitz e de onde estão as viaturas. Chegamos e já pegamos nosso lugar, Philip então comenta:

– Acho melhor você correr hoje, não to me sentindo bem – Eu olho para ele e faço menção de sair do carro e falo:

– Vem para cá – Ele sai do banco do motorista e senta no do passageiro, enquanto eu saio do carro, dou a volta e sento no banco do motorista e continuou – Coloca o sinto, não quero ganhar uma multa por estar sem o sinto – Falo ironicamente e ele ri, é estamos bem de novo. Tem mais 3 carros na nossa frente, mas isso não é problema, Philip não colocou o sinto e antes de eu repreende-lo novamente, a voz estridente de Cindy, começa:

– Estão prontos? – Os corredores então aceleram ainda freados, como um sinal de que estão, ela continua – Cinco, quatro, três, dois, um. Vai – ela estava com os braços levantados e abaixou rapidamente dando assim a largada. Os carros a frente aceleraram e eu logo os segui, em pouco tem e em algumas curvas depois eu os ultrapassei. Sem perceber, passei perto de uma viatura e ela começou a me seguir com a sirene ligada, logo apareceu mais três delas, Philip disse:

– Vá mais rápido, eles estão quase nos pegando – Ele estava alterado e eu gritei de volta:

– EU SEI, CARAMBA, ESTOU INDO – Quando disse isso, virei uma rua e então vi um carro familiar, mas antes de tentar desviar bato de frente com o Jeep, então não vejo mais nada.

O Mundo é Delas: Filmes que Marcaram nossas Vidas.

Olá meus queridos moradores do meu mundo de maquetes, tudo bom com vocês nesse fim de semana? Sei que não é comum eu aparecer hoje, mas como viram hoje o tema é sobre o terceiro post para o nosso quadro “O Mundo é Delas” e a convidada de hoje é a Rebeca Morais, ela é a autora do blog Um Pouco de Cada Mundo, escreve poemas e é estudante de publicidade e propaganda, escolhemos três filmes que nos marcaram, aqui irei colocar dois que ela escolheu e um que eu escolhi, assim também foi colocado no blog dela (links no final). Vamos nessa.

Simplesmente Acontece (Rebeca)

     “Uma comédia romântica?” SIM, pois foi com esse filme que eu descobri a minha paixão pelo gênero de romance! Se você ainda não assistiu, corre, porque é um clássico e falo isso com a maior tranquilidade. 

      Conta a história de dois melhores amigos, que começam a se gostarem de outra forma, mas aí vem inúmeras complicações que atrapalham os dois. é um filme recheado de comédia, drama (não muito pesado) e amor 💓.”

A invenção de Hugo Cabret (Rebeca)

   Considero esse filme como um dos que marcaram minha vida porque ele foi o primeiro que eu assisti em 3D no cinema! Me lembro como se fosse hoje como essa experiência foi algo tão único pra mim, pois além de eu estar completamente imergida naquele universo, este é um filme incrivel, cheio de aventura e magia. 

    É narrada nesse filme a história do Hugo, um jovem órfão que começa sua aventura ao lado de uma amiga, quando ela tem uma chave que encaixa em… VAI TER QUE ASSISTIR PRA SABER AMADAH ksksksk.

Um Presente para Helen (Thay)

Esse é um filme que eu assisto desde muito tempo, ele é o mais perto de mudança radical que eu já vi, em pouco tempo a vida dela muda da água para o vinho. E como ela encarou tudo, mostrando a força e coragem, é um filme muito incrível.

Conta sobre três irmãs, onde Helen é a mais nova e com uma vida de solteira ótima, mas então um acidente faz com que ela mude toda a vida dela para cuidar dos sobrinhos, o resto eu deixo com vocês.

Então é isso meus queridos moradores do meu mundo de maquetes, espero que tenham gostado desse post, um ótimo fim de semana, durmam bastante, comam, descansem e sejam felizes nesse fim de semana, toda a minha positividade a vocês.

LINKS:

TAG: O MUNDO DELAS: Os filmes que marcaram por Rebeca e Tay.

Os outros posts do nosso quadro:

TAG: O MUNDO DELAS: Como é o local onde moramos?

TAG: O MUNDO DELAS: Sobre os nossos livros.

Acidente de Amor – Capítulo 5 – Série Os Freitas – Volume 2

Capítulo 5

Arthur

– Meu nome é Arthur. Eu que curso arquitetura e a senhorita que salva minha vida, a senhorita faz algum curso? – Pergunto calmo, ela hesita um pouco, parece pensar em algo e responde:

– Bom, não, minha vida foi um pouco turbulenta no meu último ano do colegial – Ela tem um certo rancor no tom da voz, então eu pergunto:

– Ah claro, e não pensa em fazer? – Novamente ela hesita e responde:

– Eu gostaria de fazer engenharia mecânica, mas nesse momento tenho outros planos – Eu ia continuar falando, mas nesse momento um homem a chama, parece ser o dono, ela então fala – Desculpe, com licença – E se retira.

Ela parece ter passado por muita coisa, mas bem, ela me ajudou e muito, eu estava quebrando a cabeça tentado colocar as câmeras de segurança em lugares estratégicos, passei a semana toda refazendo esse projeto e meu prazo final é hoje, agora mesmo, eu termino de revisar e envio via e-mail para Raphael, ele logo responde e diz que eu tenho outro projeto para a próxima semana. Um tempo depois eu vou embora, assim que chego em casa, vejo um bilhete da Emmy dizendo que não era para eu esquecer do aniversário de meu tio Henry, e que ela passaria o dia fora; pois bem, já que ela não está aqui, vou fazer uma bela faxina nesse apartamento; horas depois eu me joguei no sofá exausto, já passavam das 16 horas, sem perceber adormeci ali mesmo.  Acordo desorientado com meu celular tocando, levanto ainda sonolento e atendo o celular, minha irmã fala um tanto alterada:

– Arthur, você esqueceu de novo? – Eu fiquei em silencio, esqueci o que? Ela percebe que eu estava perdido e continuou – O aniversário do tio Henry, já estão quase todos aqui, mamãe perguntou por você tem meia hora – Depois disso eu me dei conta de que estava atrasado eu falo ainda sonolento:

– Vou tomar um banho e me arrumar, logo eu chego aí – Ela suspirou e desligou.

 Vou para o banheiro e tomo um banho, sem pressa, me arrumo e pego as chaves do carro, já passava das 19:00 horas; chego no estacionamento, entro no carro e começo a dirigir até a casa dos meus pais, não é muito longe. O celular toca, eu o pego e atendo, ouvindo já a voz da minha mãe, eu começo:

– Oi mãe – Falo calmamente.

– Filho, você está atrasado de novo…- Fala um pouco alterada

– Estou a caminho mãe, estou parado no semáforo.

– Arthur! Quantas vezes vou ter que dizer que não é para atender enquanto dirigi?

– Se eu não atendesse a senhora iria ficar brava, mais do que está agora – O sinal abre e avanço, mas vejo um carro vindo em alta velocidade em minha direção, tento desviar, mas o carro colide com o meu, bato com força a cabeça no vidro da janela e sinto uma dor horrível em meu braço, por causa da colisão do outro carro, tudo gira e ouso de longe minha mãe no telefone:

– Filho? O que aconteceu? – Depois disso ouvi uma ambulância ao longe, sirene e tudo se apaga.

FANFIC: COLEGA DE QUARTO. (PART.16)

Olá, minhas Luas, eu sei que andei sumida, com as Fanfics, a minha vida está uma loucura, estou bem desorganizada e cuidando da minhas saúde mental, mas sempre vou dar um sinal de vida pra vocês! Mas como prometido, trouxe a continuação de hoje!

Pra quem ainda não leu o Capítulo 1 e os outros capítulos, vou deixar o link aqui em baixo:
Capítulo 1: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 2: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 3: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 4: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 5: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 6: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 7: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 8: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 9: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 10: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 11: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capitulo 12: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capitulo 13: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capitulo 14: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capitulo 15: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.

Boa Leitura!


Intensidade. (Capítulo 16)

Cinco dias atrás…

             CASSIE MIGDTON 
                               -

Hoje era pra ser um dia especial pra mim, mas não é. Sinceramente, não faço questão nenhuma de ir pra casa. Sinto falta das minhas coisas, da minha mãe… Mas tudo naquela casa me faz ter repulsa.
Levantei bem cedo e já podia ouvir passos nos corredores, uma agitação que me deixava com um friozinho na barriga. Logo a Nancy abriu a porta com força e me fez tomar coragem de levantar de vez.

-Animada? -Perguntou rindo.

Cocei os olhos e bocejei.

-Nem precisa responder. -Falou.

A Nancy sempre fica muito ansiosa. E eu também ficaria… Ela mora em uma casa maravilhosa, tem tudo o que quer, além de ter muitos amigos. Você deve estar se perguntando: “Mas que raios ela está fazendo em um internato?!”
Bom… O internato é como se fosse um castigo por ela ter feito coisas horríveis no antigo colégio.
Levantei e peguei uma mochila, coloquei meus livros e umas peças de roupa. Notei que Nancy me observava.

-Só vai levar isso? -Perguntou.

Fiz que sim com a cabeça.

-Uma mulher de poucas palavras… Gostei. -Falou se aproximando.

Nancy se aproximou e pegou no meu rosto. Desviei e continuei a me arrumar.
Não sei como fui fazer essa confusão, eu só quero conserta-la.

-É assim? Nem um beijinho? -Perguntou.

-Nancy… Só me deixa, ok?! -Falei saindo.

00

Decidi ficar na porta do internato, vendo as pessoas irem embora e na esperança de alguém vir me buscar.
Vi August e logo vi a Lariesce… Meu coração disparou. Estava tomando coragem para ir falar com ela, sei que não deveria…
Fiquei encarando-a durante algum tempo e logo nossos olhares se encontraram. Simplesmente congelei. Ela virou o rosto e eu tive a certeza de que ela não queria me ver nunca mais.
Seus pais buzinaram e ela se foi… Levando um pedacinho de mim.
Voltei pro internato e peguei algumas coisas, decidi ir para casa.

00

Após pegar um ônibus finalmente cheguei. Nada muda nesse bairro e provavelmente nada mudou na minha casa. Fui andando durante um tempo, minha casa ficava á um quarteirão do ponto. Por um momento lembrei da minha infância e de todas as noites que fugi e fiquei perambulando por aí.
Cheguei em casa e fiquei uns minutos tomando coragem de bater na porta. Lembrei que a chave ficava atrás de um pequeno vaso de plantas. Abri a porta e notei uma pequena bagunça na sala.

-Alguém? -Gritei.

Logo ouvi passos e minha mãe desceu correndo enrolada em um roupão.

-O que está fazendo aqui? -Perguntou.

Como assim? Aqui ainda é a minha casa, né?!

-A semana de férias… Esqueceu? -Perguntei me sentando no sofá.

Ela estava inquieta e parecia preocupada.

-Você deveria ter avisado, Cassie. -Falou.

Fiquei em silêncio. Ouvi um carro estacionar e ela olhou pela fresta da cortina.

-É o John? -Perguntei.

Ela ficou em silêncio.

-Mãe, o que foi? -Perguntei.

Levantei e fiquei encostada na escada. Estava apreensiva.

Tudo ficou em silêncio por um momento até ser interrompido por um barulho de garrafa quebrando. Eu já sabia o que era, meu corpo ficou adormecido… Eu não queria acreditar.
John abriu a porta com tudo, estava extremamente bêbado.

-Mulher, pega um copo d’água pra mim. -Gritou grogue.

Minha mãe ficou parada, me encarando. Eu sei o quanto ela não queria estar passando por isso… John caiu no meio dos móveis, fazendo vários objetos se quebrarem.

-Cassie? -Gritou grogue.

Ela finalmente se deu conta de que estava aqui. Minha mãe saiu em disparada com o copo em uma das mãos.

-O que essa garota está fazendo aqui? -Gritou.

Minha mãe não conseguia falar nada… E eu não consegui me conter.

-Aqui é a porra da minha casa também! -Gritei.

John me olhou dos pés à cabeça. Estava trêmula.

-É por isso que eu te dou umas porradas as vezes. -Falou. -Você não soube educar, essa desgraçada. -Gritou.

Minha mãe estava desesperada e chorando muito. John levantou e empurrou minha mãe contra a parede. Por um instante me vi à quatro anos atrás, chorando e pedindo a Deus que me levasse só pra não ter que passar por isso de novo.

-Leva essa sua garotinha daqui. -Gritou bem próximo ao rosto da minha mãe.

John olhou fixamente pra mim e riu.

-Não era mais fácil você ter morrido junto com o verme do seu pai?! -Falou.

Peguei um copo e atirei com tudo no rosto de John. Seu rosto estava todo cortado, eu não sabia o que tinha acabado de fazer. Estava trêmula, desfalecendo.
John veio bruscamente em direção a mim e me deu um soco. Tudo ficou escuro, meu ouvido apitou e eu quase desmaiei. Só conseguia ouvir os gritos da minha mãe implorando pra que ele não me matasse. John pegou o cabelo da minha mãe e gritava ininterruptamente coisas que eu não conseguia entender. Minha visão estava turva, levantei e peguei a primeira coisa que conseguia enxergar… O vaso de flores preferido da minha mãe.
Tirei forças de onde não tinha e acertei John com tudo na cabeça. Ele desmaiou e eu caí no chão sem forças.
Minha mãe não parava de chorar e gritar que eu tinha matado ele. Sinceramente… Eu não conseguia sentir remorso nenhum.

00

Acordei com a polícia e os bombeiros na porta conversando com a minha mãe. Minha cabeça latejava. Os pingos de sangue mancharam todo carpete. Esse era o pior e melhor dia da minha vida. Levantei e olhei por uma fresta da janela, eu tinha certeza que seria presa ou sei lá. O desespero me consumiu.
Fui até meu quarto correndo. Não tinha nada além de caixas e um papel de parede azul. Meu corpo estremeceu… Minha mãe estava grávida e eles simplesmente me substituíram.
Meu coração doeu de uma forma terrível. Não conseguia expressar o quanto estava destruída. Minhas roupas estavam em uma das caixas. Peguei uma mochila e coloquei o máximo de coisas que podia. Saí pelos fundos e prometi que nunca mais minha mãe iria me ver.

00

              LARIESCE GRACE 
                      06:27 AM 

Fiquei encarando Cass durante um tempo, sem acreditar que ela estava aqui.

-O que está fazendo aqui? -Perguntei.

Cass ficou em silêncio.

-Assim não dá… Preciso que me responda. -Gritei.

Cass respirou fundo e começou a chorar de uma forma que nunca tinha visto antes.

Eu queria abraça-la e dizer que eu estava ali… Mas meu orgulho não deixou.

-Vamos entrar… Por favor. -Falei levantando-a.

Eu não sei o que aconteceu com ela… Seu rosto estava todo machucado e ela parecia que não dormia à dias.
Abri a porta cuidadosamente e acendi a luz. Cass ficou perplexa, olhando cada canto do meu quarto.

-É bem colorido… Eu sei. -Falei.

Cassie deu um sorriso de lado e ficou me encarando.

-É… É… Agora pode me dizer o que veio fazer aqui e o que está acontecendo. -Gaguejei.

Seus olhos estavam mais claros do que nunca.

-Eu só queria pedir desculpa por tudo… -Falou.

E eu só queria desculpar…

-Não tem que me pedir desculpas… Está tudo certo. -Falei indo em direção ao banheiro.

Peguei alguns remédios e curativos… Mil coisas se passavam na minha cabeça. Estava ficando ansiosa.

-Mas… O que houve com seu rosto -Perguntei.

Cass se esquivou.

-Não passa nada nisso, vai melhorar sozinho. -Falou.

Dei risada.

-Até parece… Você está imunda. -Falei. -Aliás, vai tomar um banho, por favor. -Falei.

Cass sorriu.

-Eu vou mesmo… Não consegui nem negar. -Falou.

Cass entrou no banheiro e eu entrei em seguida.

-Vou preparar um banho pra você. -Falei enchendo a banheira.

Cass ficou se encarando no espelho. Pude sentir que ela estava extremamente mal.

-Pronto! -Falei saindo.

Cass suspirou.

-Ei… Espera. -Falou.

Respirei fundo. A voz dela me anestesiava.

-Obrigada. -Falou trêmula.

Sorri e fechei a porta. A minha vontade era de ficar ali com ela e fazê-la me dizer tudo… Peguei algumas toalhas e ouvi um alarme estrondeante vindo do quarto ao lado… Tinha esquecido da minha mãe!
Bati na porta do banheiro e pedi pra Cass fazer o mínimo de barulho possível. Me atirei na cama e fingi estar dormindo. Ouvi passos, minha mãe foi direto pro banheiro dela e fechou a porta. Um milagre… Ela sempre vem checar se estou bem.
Passou-se alguns minutos e ela finalmente veio.

-Lari? -Falou batendo na porta do banheiro.

Agora eu posso fingir que morri.

-Oi, mãe… -Falei levantando.

Minha mãe me olhou surpresa.

-Pensei que estivesse no banheiro… Não deixa essa porta fechada, fica tudo muito escuro e quente. -Falou.

Estava tensa e admirada… Como ela não percebeu nada ainda?!

-Tudo bem, é que eu usei hoje mais cedo e o cheiro não estava nada agradável, sabe?! -Falei rindo.

Minha mãe riu.

-Se organiza e vem tomar café, vamos visitar seus tios. -Falou saindo.

Fechei a porta bem devagar e bati na porta do banheiro. Cass abriu e pegou uma das toalhas. O cheiro de baunilha exalava dos seus cabelos.
Após alguns minutos Cass saiu do banho e ficou tentando ajeitar o cabelo de mil formas diferentes.

-Preciso cortar. -Falou aborrecida.

Suas expressões estavam mais leves. Me peguei encarando ela pelo espelho e logo desviei o olhar quando notei que ela havia percebido.

-Senta aqui… Preciso fazer um curativo nisso. -Falei.

Cass relutou mas logo sentou-se. Ficamos em silêncio, tentando evitar nossos olhares ao máximo.

-Pronto! -Falei.

Cass passou a mão pelo machucado e fez uma cara confusa.

-Até que não foi tão ruim. -Falou.

Tudo ficou em silêncio. Precisava me arrumar e dizer que eu tinha um compromisso.

-Eu vou te explicar tudo… Só preciso digerir cada acontecimento, sabe?! -Falou.

Fiquei imóvel, por um momento esqueci o que estava fazendo.

-Ah… Tudo bem… -Falei.

Logo minha mãe bate com tudo na porta aos berros.

-Abre isso aqui. -Falou.

Cass ficou desesperada e se escondeu em baixo da cama. Abri a porta lentamente e desviei o foco pro guarda-roupa.

-Você ainda está de pijama?! -Gritou.

Minha mãe estava furiosa.

-Eu já estou indo… -Falei tentando fechar a porta.

Minha mãe estava muito desconfiada. Eu não sei se consigo disfarçar tanto tempo. Estava entrando em desespero.

-Licença. -Falou entrando.

Não sabia mais o que fazer.

-Lariesce… Se você não tomou banho, por que tem toalhas e água na banheira?! -Falou jogando a toalha em mim.

Fiquei sem reação.

-Se você trouxe alguém estranho pra essa casa… Eu não consigo imaginar o que faço com você. -Falou.

-Mãe… -Falei trêmula.

Cass foi saindo devagar e parou atrás dela.

-A Cassie está aqui… Ela precisava da minha ajuda e eu ajudei… Foi só isso. -Falei num fôlego só.

Minha mãe olhou pra trás e olhou desesperada pra mim.

-Cassie… Oi. -Falou.

Cass acenou e sorriu.

-O que aconteceu com sua testa? -Perguntou.

Acho que todo mundo pergunta a mesma coisa.

-Longa história. -Falou.

Minha mãe sorriu e saiu sem jeito.

-Depois conversamos! -Falou fechando a porta.

Parece que deixei de carregar uma tonelada.

-Pensei que ela fosse surtar. -Falou.

Minha mãe vai surtar… Mas não agora… Ela só tem classe e momentos pra isso.

-Preciso me arrumar. -Falei entrando no banheiro.

Cass fez que sim com a cabeça. Senti seu olhar me acompanhar até o banheiro. Notei que o celular de Cass tinha ficado no banheiro, fui entregar e uma mensagem desconhecida chegou no mesmo momento.

“Cass, você precisa prestar seu depoimento pra polícia. Me dê uma resposta até amanhã.”

Fiquei paralisada. Polícia?! O que ela estava escondendo?!

Sai do banheiro às pressas.

-Cass, que merda é essa?! -Falei tremendo.

Cass pegou o celular em disparada. O olhar de desespero dela me apavorava ainda mais.

-Não era pra você ter visto assim. Que merda! -Falou.

Cass andava de um lado pro outro.

-Polícia?! -Falei.

Cass começou a chorar.

-Eu vou te explicar… -Falou em prantos.

Sentei do lado dela e tentei acalma-la… Seja o que for… Ela precisa de ajuda.

-Preciso que me explique… Eu posso te ajudar de alguma forma. -Falei.

Cass respirou fundo e ficou encarando o chão durante algum tempo.

-Vamos lá… Ninguém me buscou aquele dia, queria voltar pra casa e eu simplesmente fui. Cheguei e pra variar meu padrasto chegou bêbado e quebrando tudo. Ele me humilhou e tentou bater na minha mãe. Eu joguei um copo no rosto dele e ele me deu um soco. Mas tudo não parou por aí… -Falou aos prantos.

Estava sem acreditar… Como um traste desses não foi preso ainda?! Eu só queria protege-la.

-Cara… Pelo amor de Deus! -Falei aflita.

-Ai ele tentou agredir a minha mãe e eu quebrei um vaso na cabeça dele. -Falou.

Agora tenho uma assassina do meu lado… A história só piora.

-E aí?! Você matou ele? -Perguntei ansiosa.

Cass estava desesperada. Não conseguia dizer mais nada.
Fiquei em silêncio e por um momento havia me esquecido que precisava me arrumar…

-Não posso ir e te deixar aqui… -Falei.

Cass limpou o rosto e levantou rápido.

-Não, para… Vai se arrumar… -Falou. -Aproveita seu tempo aqui, o internato e suas limitações acabam com a gente. -Falou.

Não podia ir… E eu nem queria. Eu odeio festas em família e acredito que minha mãe iria entender…

-Eu não vou, Cass… Precisamos resolver isso. -Falei.

Cass suspirou.

-Eu preciso resolver isso, Lariesce. -Falou. -Se eu matei uma pessoa… Eu preciso pagar por isso. -Falou desabando novamente.

Não foi certo o que ela fez, porém foi em legítima defesa… Ela não pode pagar por isso.

-Você não tem que pagar por nada… Não digo que seu padrasto merecia morrer, mas ele tinha que ser parado por alguém, ele tinha que ser denunciado. -Falei.

Cass ficou em silêncio.

-Fugir não te leva a nada, Cass… -Falei. -Sua mãe pode te ajudar, confirmando as agressões. -Falei.

Cass riu.

-Acha mesmo que minha mãe iria ficar do meu lado?! -Perguntou. -É óbvio que não… -Falou.

Estava desnorteada… Sem ter o que dizer.

-Cass… Eu acho difícil. -Falei.

Cass começou a arrumar suas bolsas, estava apavorada e totalmente fora de si.

-Ei?! -Falei segurando a bolsa.

Cass olhou no fundo dos meus olhos e balbuciou um: “Por favor…”

-Eu que te peço… Me deixa te ajudar, pelo menos uma vez. -Gritei.

Minha mãe entrou bruscamente no quarto. Ficamos sem reação… Como iríamos explicar isso tudo pra ela?! Abaixei a cabeça e fiquei esperando a merda.
O semblante da minha mãe estava muito estranho, ela parecia desesperada.

-Lariesce… Por que tem policiais na minha porta? -Perguntou.

00


Meu amores, eu espero que tenham gostado do capitulo de hoje, obrigada por todo carinho, pelos comentários, as curtidas, pela paciência e por ainda estarem aqui acompanhando!

Mil Beijinhos da Mila!
Até logo!
Gratidão!

Acidente de Amor – Capítulo 4 – Série Os Freitas – Volume 2

Notas da Autora:

Olá queridos moradores do meu mundo de maquete, espero que estejam tendo um ótimo dia, caso não, toda a minha positividade a você. E lá vamos nós.


Capítulo 4

Leticia

Hoje o dia foi muito cheio, o café estava muito movimentado e ganhei boas gorjetas, mas isso não é o suficiente para comprar a oficina, comprar a oficina do Edgar é muito importante, desde que conheci o Philip passei a gostar mais desse mundo dos carros, ele me ensinou tudo, e agora queremos ter a nossa própria oficina, isso vai nos livrar de muitas dívidas. Depois que sai do trabalho, fui direto para casa, Philip ainda não tinha chegado, resolvi ir tomar um banho e fazer algo para comermos. Ele abriu a porta e eu estou sentada esperando ele chegar, tem mais de uma hora que eu cheguei e ele chegou só agora, a comida que eu fiz já está fria, eu não me levanto quando ele se aproxima, ele abaixa para me beijar e eu viro o rosto, falo com certa arrogância:

– Onde você estava? – Ele está cheirando a álcool, ele se joga no sofá e tira o tênis de qualquer jeito e fala com a voz embargada:

– Eu fui no Henk´s, bebi algumas doses.

– Que merda, Philip, já disse milhões de vezes, não quero que você beba e dirija logo depois, o que eu vou fazer se você morrer? Ou se for preso? Você lembra que eu só tenho você, então trate de ser mais responsável – Nisso, eu saio e vou me deitar, ele sabe se virar sozinho, ele sabe que eu odeio quando ele bebe e dirige, meu pai morreu assim, e ainda tirou a vida de outra pessoa que não tinha nada a ver com os problemas dele, eu tinha só 7 anos. Tento me acalmar, coloco um pijama e me deito, sem perceber adormeço, não vi a hora que ele se deitou.

A semana passou rápido, já é sábado, muito trabalho e algumas discussões com Philip, mas no fundo eu o amo, ele me acolheu no pior momento de minha vida, tenho muita gratidão por ele, mas tem horas que tenho vontade de socar a cara dele. Nessa semana o moço do Jeep foi todos os dias no café, e só pedia o prato do dia, nesse momento eu estou chegando de moto taxi no café e logo que me aproximo vejo o Jeep, talvez eu esteja só alguns minutos atrasada, mas eu tenho um motivo, passei muito mal nessa manhã, assim que entro no café vejo o dono do Jeep sentado na mesma mesa que sentou a semana toda, chego na cozinha e pergunto a Mack onde está o Alex e ele fala que ele não iria vir hoje por um problema na família, então comento:

– Bom, mesmo ele não estando aqui tenho que trabalhar, parece que a Helen não vira hoje, então tenho que me apressar.

Pego meu avental e começo a atender os clientes, me aproximo da mesa onde o dono do Jeep está, pergunto educadamente:

– Bom dia, o que vai querer hoje?

– Bom dia, acho que o prato do dia – Começo a anotar, mas ele continua- Não, espera, o que a senhorita sugere? – Ele olha para mim pensativo e eu respondo:

– As toradas são ótimas, o Mack faz uma deliciosa panqueca de carne seca, e para beber, suco de laranja com folhas de hortelã é perfeito para acompanhar.

– Perfeito, pode trazer assim que ficar pronto, agradecido– eu aceno com a cabeça e me retiro, depois de um tempo eu volto com seu pedido, ele agradece e eu me volto a atender as outras pessoas, ele comeu tudo e continuou a escrever em seu notebook, eu volto para retirar o prato e ele está desenhando algo em seu notebook, parece ser uma planta de um prédio, ele me pega olhando para a tela e comenta:

– Com licença? – Mas eu acabo comentando:

– Não seria mais fácil se você colocasse essa câmera aqui, assim poderia ver não só essa parte, mas também o reflexo do espelho que tem bem aqui- Ele olha para a tela do notebook meio pensativo, olha para mim e responde:

– Não havia pensado por esse lado, muito agradecido pela ajuda. Qual o seu nome, senhorita? – Pergunta e abre um sorriso amigável.

– É Leticia e o seu?


Continua…


Notas finais:

Espero que estejam gostando dessa estória, logo ela vai esquentar, então aguardem, as coisas vão ficar tops. Uma ótima semana a todos e até semana que vem.

Aqui quem fala é a Porteira de Maquetes beijos e arrivederci.

Foi naquela noite entorpecente que tudo mudou.

Foi naquela noite entorpecente que tudo mudou.

Com efeito dos meus medicamentos, na cama me encontro perdida e devastada com o que acaba de acontecer.

Então era isso, as coisas acabaram.
Fico me perguntando sem parar: acabou por um tempo? Ou agora, acabou para sempre?


Foi naquela noite que tudo mudou.

Pensando o quanto eu preciso de voce, mas você não precisa de mim.

Eu sei que não estamos bem.
Eu preciso me cuidar e você também.
Mas com você aqui ao meu lado tudo fica mais calmo.
Você não tem noção da paz que me traz.

Eu sei que somos um caos completo, mas sem você aqui, as coisas ficam incompletas.

É uma pena, não poder ter roubar pra mim como você me roubou pra si.

Quando você terminou de me dizer como se sentia, sobre você, sobre mim, sobre nos… me destruiu.

Eu já não ouvia mais a sua voz, estava com a minha mente vagando, sem direçao, o que não seria nenhuma novidade pra mim.

Eu vivo sozinha, vagando sem rumo, perdida em trilhas de um labirinto, sem direção, mas você tinha o dom de me fazer continuar nos trilhos.

Eu só sabia repetir em meus pensamento:

“Isso não está acontecendo. Não tinha que acabar dessa maneira, passei por tudo isso de novo. Não era a primeira vez, tudo pra nada? Pra no final te ver partir novamente, diante dos meus olhos.”

Mesmo pensando em tudo que me disse, pensando no que lhe dizer, eu só queria acabar com tudo logo e ir embora, terminar de morrer entorpecida nessa cama.

Foi por isso que não lhe disse o que eu sentia e muito menos o que eu precisava lhe dizer.

Esse é meu problema, eu sou intensa demais, eu sinto muito, falo muito, mas não digo tudo, nem o que eu realmente precisava dizer.
Tudo porquê naquele momento, pela primeira vez na minha vida, eu não queria estar próxima de você, só queria queria que aquela noite acabasse.

Eu lhe disse que estava tudo bem com a sua decisão e que concordava e de certa forma eu concordo, mas por dentro, nem meus cacos do coração eu encontrava pelo chão, pois nem chão eu tinha mais. Estava caindo do alto sem parar, agoniada como em um sonho ruim.

E foi ai que a minha ficha caiu!
Eu estava vivendo em sonho com você e agora, eu estava no pesadelo, a realidade caiu em cima de nós, especialmente sobre mim.

Tudo estava perfeito demais pra ser verdade.

Eu nunca quis me apaixonar por você, eu tentei evitar o máximo que podia, você não faz idéia do quanto eu carrego a culpa por isso, mas eu nunca achei que fosse me deixar de novo, apesar de você já ter fechado a porta pra mim e me deixado sozinha em uma noite fria.

Mas dessa vez, eu tinha esperanças que você fosse ficar e que eu não fosse voltar essa noite sozinha.

Eu senti tantas coisas, disse muitas coisas, mas não disse tudo que sentia, nem o que pensava, estou surtando com os meus pensamento, aquela noite não foi o suficiente pra mim, pois agora, eu contínuo desmoronando.

Eu estou desmoronando, deitada nessa cama, entorpecida, procastinando e pensando.
Analisando tudo e me sentindo uma inútil pra você. Sabe porque?

Porque eu sempre estive aqui, mas você nunca se quer olhou pra mim.
Eu nunca fui e nunca serei o suficiente pra você.

Não queria que soubesse, mas sempre que ficamos juntas nunca me senti suficiente pra você, nem como amiga e muito menos como “namorada”, olha que eu sempre fiz de tudo por voce, sem esperar nada em troca, ah não ser os meus pedidos ao céus para que você me notasse um dia.

Você me fazia se sentir insuficiente pra você.
Quanto mais eu me apaixonava por você, mais eu queria morrer, porque eu sabia que nunca me olharia com brilho nos olhos.

Você nunca me olhou, nem se quer me desejou como as outras garotas, nunca fui linda pra você. Será paranoia minha, ou você nunca me notou mesmo?

Quando eu disse que concordava com tudo em partes, foi porque eu sabia que mesmo que você estivesse comigo, eu jamais seria o que você queria, quantas vezes eu me odiei por nunca ter sido o que você sempre quis.

Pra mim, você era mais que suficiente, mais do que eu poderia sonhar e pedir aos céus.

Queria dormir, mas nem meus remédios estão funcinando.
Eu queria muito estar sonhando, na verdade eu estou, só que dessa vez é um pesadelo.

Aquele pesadelo que você acordada assustada, com medo, tentando entender se aquilo foi real ou apenas um sonho ruim.
No final você não tem certeza de nada, assim como você nunca teve certeza de nós.

Eu queria que você estivesse aqui pra me abraçar, em pensar que pra você eu nunca fui abrigo.
Onde eu vou, eu levo lembraças nossas comigo.
Roupas suas jogadas pelo quarto, a nossa cama bagunçada que sente a sua falta, na minha memória existe um filme sobre nós, com todas as maluquices que fizemos juntas.

Estávamos vivendo dentro de um filme, aquele famoso romance clichê, até você desitir de mim.
Não a culpo por desistir de mim, até eu já desisti.

Eu posso ser dura e forte, mas com você as coisas nunca funcionaram dessa maneira.
Dentro de mim, por trás dessa muralha, existe uma menina que se importa, que é apaixonada e cheia de intensidade.

Você não me enxerga e nunca poderá ver o quanto eu preciso de você.
Você não consegue me enxergar e por isso nunca irá me amar.

Eu não sei se é paranóia minha, mas também você nunca soube deixar as coisas claras como água.

Pode ser paranoia, mas talvez seja melhor assim, eu sozinha nessa cama, do que esperar que um dia você me ame.
É provável que eu me enganei de novo com você, não é?
Pode me dizer, não vai doer mais do que já doeu, já me acostumei em te perder.

Diga-me a verdade, eu nunca fui única pra você, e nunca serei.
Você nunca me fez sentir especial e nunca serei nada pra você.
Diga-me que eu não era tão incrível como você dizia.

Aposto que se eu bater na sua porta, você nem irá abrir pra mim.
Diga-me a verdade, pelo menos uma vez, eu mereço saber.

Eu achava que você era Ela, mas na verdade eramos apenas o seu parque de diversões.
Diga- me que eu nunca estarei a altura pra você.

Se as minhas paranoias dessa noite estiverem certas…

Então, você nunca foi o que eu queria, muito menos o que eu imaginava.
Você nunca poderia ser Ela, pois nunca me enxergou como eu te enxerguei… como eu te enxergava.

Autora: Mila Alves (Milena Alves)


Eu espero que tenham gostado do meu texto, como eu disse vou estar trazendo muito rascunhos/ textos/ poesias (eu e a minha mania de não querer rotular as coisas), assim como os outros textos, eu escrevi pra aliviar o que estava sentindo e recentemente eu tenho conseguido colocar o que eu sinto nos teclados do meu computador, do celular ou no papel

Escrever me da alívio, ajuda a me deixar um pouco mais leve com a minha intensidade, pensamentos, sentimentos… Em tudo que eu escrevo, tem muito de mim.

Eu quero agradecer todo o carinho de vocês, todos os seguidores e novos seguidores que estamos alcançando, obrigada por todos o likes, eu sou muito grata por todo esse carinho, faço com todo amor e dedicação, pra vocês e pra mim.

Beijos da Mila!
Ate logo, gratidão!

Acidente de Amor – Capítulo 3 – Série Os Freitas – Volume 2


Notas da autora

Olá queridos cidadãos, espero que estejam tendo um ótimo dia, caso não, envio toda a positividade a você. Essa semana está sendo uma loucura, e hoje mais um capítulo para vocês, espero que estejam gostando de Arthur e Leticia, eles ainda tem muito pela frente. Boa leitura a todos.


Capítulo 3

Arthur

Logo cedo eu vou a uma cafeteria bar, que é perto do meu novo trabalho, estaciono e entro, é um lugar calmo, me sento e pego meu notebook e começo a fazer algumas anotações, uma garçonete chega e me oferece café aceito e ela me serve, mas não vai embora, ela começa:

– Então, o moço é novo por aqui? – Olho para ela e falo:

– Sim, meu trabalho é aqui perto – Tento ser educado, mas tenho muitas coisas para fazer, ela continua ali, e pergunta:

– Tem namorada? – Detesto que me perguntam isso, mas não quero ser arrogante.

– Não, sou solteiro – Ela me olha com um olhar predador, ela iria continuar o assunto, quando um homem alto a chama e ela se despede.

Continuo ali concentrado, quando eu levanto os olhos do notebook e vejo uma moça vindo em minha direção, ela é bela, pergunta se eu quero o parto do dia, e como estava com fome, resolvi aceitar, não demorou logo ela voltou com um prato de waffle com chá gelado, nunca pensei que essa combinação fosse tão boa, mas realmente é uma delícia. Saio do café e vou em direção ao carro e por impulso olho para trás e vejo novamente aquela moça que me atendeu, ela tem cabelos curtos e negros, olhos verdes e uma pele clara, ela é muito bonita; trabalho em uma pequena empresa de construção, eles me ajudam muito com tudo que preciso, dou o meu melhor, meus avós me ajudaram com esse trabalho. Chego no trabalho e encontro com Raphael, meu chefe, ele é bem sério, mas gente boa, mas bem, tudo que tenho que fazer é ajudar em alguns projetos, de casa ou pequenos prédios. Ele fala:

– Você tem que refazer o projeto do prédio do senhor Smith, ele pediu que você colocasse mais segurança no prédio, ele acha que não é suficiente – Ele fala calmamente pegando alguns papéis.

– Tudo bem, eu refaço. Para quando é? – Pergunto calmo, ele responde:

– Para semana que vem, mas não perca tempo, ele é um homem impaciente – Fala sério, eu concordo e começo a fazer tudo que preciso.

O dia passa rápido, depois que sai do trabalho passei na casa dos meus pais e conversei um pouco com eles. Depois fui para casa, quando eu chego eu vejo Emmy, ela divide o apartamento comigo, ela é bastante diferente, mas muito gente boa. Ela está fazendo sua famosa omelete, que é realmente uma delícia, me aproximo e falo:

– Nossa, o cheiro está muito bom, alguém vem jantar hoje? – Ela sorri alto e fala:

– Bom, não, mas você é meu amigo, tenho que cozinhar as vezes, só você cozinha aqui – Ela desliga o fogo e continua- vai tomar um banho, que eu já terminei, não demora.

Sai e fui para o banho, tomei um banho rápido, voltei para a sala apenas de short, ela estava sentada na pequena mesa que temos entre a sala e a cozinha, nosso apartamento é pequeno, ela não passa muito tempo aqui, e eu também não, trabalhamos o dia todo, e eu ainda estudo de noite, por isso, não precisamos de um lugar muito grande. Depois de comermos assistimos um filme e fomos dormir, amanhã é um novo dia.

Continua…


Notas finais

E por hoje é isso, um bom final de semana a todos

Aqui quem fala é a Porteira de Maquete beijos e arrivederci

É Como Uma Vela…

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Olá meus Bailarinos Aluarados com Medo de Escuro, como você estão? Coloque suas melhores meias e acendam as luzes que tenho uma coisinha para conversar com vocês.

Já parou pra pensar que a vida assim como um relacionamento é como uma vela? E não, não estou ficando louca e foi exatamente isso que você leu.

A vida é como uma vela que não tem data de validade para acabar e nem para começar, acontece e nosso objetivo é proteger nossa vela dos ventos que querem apagar-lá, das chuvas que querem molha-lá e das pessoas que a querem derrubar.

Sei que pensar assim é de certo modo diferente, porém, é mais do que justo, quando deixamos o vento soprar mais forte podemos correr o risco da chama que nos mantém de pé se apague e então um certo tipo de escuridão vem querendo te levar com ela, começamos a encontrar defeitos em nós em lugares que antes amavamos e essa é o comecinho para não gostarmos de nós mesmo.

Dentro de um relacionamento, independente de qual seja, quando deixamos a nossa dita chama tremula acabamos por machucar quem está ao nosso redor, o amor se esvai aos poucos começa lentamente e assim vai aumentando o fluxo ao longo do tempo

Acidente de Amor – Capítulo 2 – Série Os Freitas – Volume 2

Notas da Autora:

Olá meus queridos cidadãos do meu mundo de maquetes e sejam bem vindos visitantes, mais uma quarta feira e mais um capítulo no ar, a forma como eu escrevi a primeira, segunda e estou escrevendo a terceira, seja um pouco confusa para alguns, mas eu gostaria de mostrar os dois lados da história, então vamos lá. Uma boa leitura a todos.


Capítulo 2

Leticia

Sinto alguém me cutucar e dizer:

– Acorda bela adormecida, oooooohhhhhh????Acordaaaaa, tá na hora – Philip pula na cama e deita de costas em cima de mim tentando me acordar. Eu chuto ele de cima de mim e falo:

– Sai, me deixa dormir, hora de quê? Hoje é domingo – Ele sobe na cama e diz baixinho:

– Hoje é segunda-feira, e o Alex te deu aquele último aviso sobre atraso –Levanto num pulo e começo a correr pelo quarto à procura das minhas coisas quando ouso Philip rir de mim e eu olho para ele e digo:

– Que dia é hoje? – Ele está chorando de rir de mim e fala secando as lágrimas:

– Segunda-feira, mas são 6 horas ainda – Ele ri ainda mais eu o encaro e vou para cima dele e começo a bater nele, ele agarra minhas mãos e me vira de costas na cama, ele fica por cima de mim e me beija calmamente, ele pausa o beijo e eu sorrio e ele continua – Vamos, eu falei sério sobre você ir trabalhar, vai tomar um banho que eu termino de fazer o café.

– Mas eu só entro às 7:30 h – Falo fazendo biquinho, ele fala de longe:

– Vai logo Leticia, você sabe que você pode se atrasar – Vou até ele e falo perto do seu ouvido:

– Eu, me atrasar? Jamais, meu namorado é o melhor piloto de corrida da cidade – Dou um beijo nele e corro para o banheiro, tomo um banho cantando uma música qualquer, quando saio ele me espera na mesa com um café, me aproximo e me sento ao seu lado e falo:

– Você acha que se ganharmos a corrida de semana que vem vamos conseguir comprar a oficina do Edgar? Falta pouco para chegar no valor que ele nos pediu, e se ganharmos vamos conseguir comprar e ainda vamos conseguir trocar alguns equipamentos – Ele morde um pedaço do pão em sua mão e concorda com a cabeça e toma um gole de seu café.

Terminamos de comer e ele me levou para o trabalho, vejo um Jeep Renegade estacionado na frente do café, que estranho, nunca vi esse carro aqui, e esse bairro não é lá essas coisas, entro no café e dou de cara com Alex e sua cara de quem comeu e não gostou, ele começa a falar sério:

– Leticia, pelo menos, não chegou atrasada hoje, vi que seu namoradinho delinquente veio te trazer, quando ele matar alguém ou ele mesmo, com essas corridas quero ver, vá trabalhar agora – Fecho a cara e entro na cozinha, pego meu avental e pego os pedidos e começo a trabalhar, detesto quando ele fala que o Philip pode matar alguém isso é estúpido, ele é um ótimo corredor, Mack me chama e comenta com uma espátula na mão:

– Você viu o rapaz que chegou e está sentado ali tem uns vinte minutos e só pediu café? Vá lá e ofereça o prato do dia.

– Qual o prato do dia Mack? E por que eu tenho que ir? – Pergunto meio sem paciência, ele revira os olhos e continua:

– Porque a Helen está aborrecendo ele com perguntas idiotas, ela está se atirando para cima dele, vá lá e o salve. O prato do dia é waffle e chá gelado.

Vou andando calmamente até ele, observando, ele tem cabelos escuros e meio longos, uma barba rala e algumas tatuagens nos braços, cheguei mais perto e ele olha para mim fixamente e eu tenho um calafrio estranho, começo:

– Bom dia, o moço gostaria de provar nosso prato do dia?

– Bom dia, qual é o prato do dia?

– É waffle e chá gelado – Falo calmamente, ele faz uma cara pensativa e fala:

– Sim, claro, pode trazer – Ele volta a digita em seu notebook algo e eu me retiro, aviso a Mack do pedido e vou atender outros clientes, ele continua lá, quando o pedido ficou pronto, levei para sua mesa, ele levanta os olhos do notebook e sorri, e fala:

– Parece uma delícia, muito grato, senhorita.

Eu aceno com a cabeça e me retiro, após comer ele continua lá por mais um tempo, depois se retira, paga o pedido e me dá uma boa gorjeta, entra no Jeep e vai embora, então ele é o dono do Jeep. O resto da manhã foi calma e chata, mas ganhei boas gorjetas.

Continua…


Notas Finais:

Mais um capítulo no ar para vocês, até semana que vem e um ótimo fim de semana.

Aqui quem fala é a Porteira de Maquete beijos e arrivederci.