FANFIC: COLEGA DE QUARTO. (PART.16)

Olá, minhas Luas, eu sei que andei sumida, com as Fanfics, a minha vida está uma loucura, estou bem desorganizada e cuidando da minhas saúde mental, mas sempre vou dar um sinal de vida pra vocês! Mas como prometido, trouxe a continuação de hoje!

Pra quem ainda não leu o Capítulo 1 e os outros capítulos, vou deixar o link aqui em baixo:
Capítulo 1: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 2: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 3: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 4: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 5: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 6: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 7: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 8: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 9: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 10: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 11: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capitulo 12: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capitulo 13: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capitulo 14: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capitulo 15: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.

Boa Leitura!


Intensidade. (Capítulo 16)

Cinco dias atrás…

             CASSIE MIGDTON 
                               -

Hoje era pra ser um dia especial pra mim, mas não é. Sinceramente, não faço questão nenhuma de ir pra casa. Sinto falta das minhas coisas, da minha mãe… Mas tudo naquela casa me faz ter repulsa.
Levantei bem cedo e já podia ouvir passos nos corredores, uma agitação que me deixava com um friozinho na barriga. Logo a Nancy abriu a porta com força e me fez tomar coragem de levantar de vez.

-Animada? -Perguntou rindo.

Cocei os olhos e bocejei.

-Nem precisa responder. -Falou.

A Nancy sempre fica muito ansiosa. E eu também ficaria… Ela mora em uma casa maravilhosa, tem tudo o que quer, além de ter muitos amigos. Você deve estar se perguntando: “Mas que raios ela está fazendo em um internato?!”
Bom… O internato é como se fosse um castigo por ela ter feito coisas horríveis no antigo colégio.
Levantei e peguei uma mochila, coloquei meus livros e umas peças de roupa. Notei que Nancy me observava.

-Só vai levar isso? -Perguntou.

Fiz que sim com a cabeça.

-Uma mulher de poucas palavras… Gostei. -Falou se aproximando.

Nancy se aproximou e pegou no meu rosto. Desviei e continuei a me arrumar.
Não sei como fui fazer essa confusão, eu só quero conserta-la.

-É assim? Nem um beijinho? -Perguntou.

-Nancy… Só me deixa, ok?! -Falei saindo.

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Decidi ficar na porta do internato, vendo as pessoas irem embora e na esperança de alguém vir me buscar.
Vi August e logo vi a Lariesce… Meu coração disparou. Estava tomando coragem para ir falar com ela, sei que não deveria…
Fiquei encarando-a durante algum tempo e logo nossos olhares se encontraram. Simplesmente congelei. Ela virou o rosto e eu tive a certeza de que ela não queria me ver nunca mais.
Seus pais buzinaram e ela se foi… Levando um pedacinho de mim.
Voltei pro internato e peguei algumas coisas, decidi ir para casa.

00

Após pegar um ônibus finalmente cheguei. Nada muda nesse bairro e provavelmente nada mudou na minha casa. Fui andando durante um tempo, minha casa ficava á um quarteirão do ponto. Por um momento lembrei da minha infância e de todas as noites que fugi e fiquei perambulando por aí.
Cheguei em casa e fiquei uns minutos tomando coragem de bater na porta. Lembrei que a chave ficava atrás de um pequeno vaso de plantas. Abri a porta e notei uma pequena bagunça na sala.

-Alguém? -Gritei.

Logo ouvi passos e minha mãe desceu correndo enrolada em um roupão.

-O que está fazendo aqui? -Perguntou.

Como assim? Aqui ainda é a minha casa, né?!

-A semana de férias… Esqueceu? -Perguntei me sentando no sofá.

Ela estava inquieta e parecia preocupada.

-Você deveria ter avisado, Cassie. -Falou.

Fiquei em silêncio. Ouvi um carro estacionar e ela olhou pela fresta da cortina.

-É o John? -Perguntei.

Ela ficou em silêncio.

-Mãe, o que foi? -Perguntei.

Levantei e fiquei encostada na escada. Estava apreensiva.

Tudo ficou em silêncio por um momento até ser interrompido por um barulho de garrafa quebrando. Eu já sabia o que era, meu corpo ficou adormecido… Eu não queria acreditar.
John abriu a porta com tudo, estava extremamente bêbado.

-Mulher, pega um copo d’água pra mim. -Gritou grogue.

Minha mãe ficou parada, me encarando. Eu sei o quanto ela não queria estar passando por isso… John caiu no meio dos móveis, fazendo vários objetos se quebrarem.

-Cassie? -Gritou grogue.

Ela finalmente se deu conta de que estava aqui. Minha mãe saiu em disparada com o copo em uma das mãos.

-O que essa garota está fazendo aqui? -Gritou.

Minha mãe não conseguia falar nada… E eu não consegui me conter.

-Aqui é a porra da minha casa também! -Gritei.

John me olhou dos pés à cabeça. Estava trêmula.

-É por isso que eu te dou umas porradas as vezes. -Falou. -Você não soube educar, essa desgraçada. -Gritou.

Minha mãe estava desesperada e chorando muito. John levantou e empurrou minha mãe contra a parede. Por um instante me vi à quatro anos atrás, chorando e pedindo a Deus que me levasse só pra não ter que passar por isso de novo.

-Leva essa sua garotinha daqui. -Gritou bem próximo ao rosto da minha mãe.

John olhou fixamente pra mim e riu.

-Não era mais fácil você ter morrido junto com o verme do seu pai?! -Falou.

Peguei um copo e atirei com tudo no rosto de John. Seu rosto estava todo cortado, eu não sabia o que tinha acabado de fazer. Estava trêmula, desfalecendo.
John veio bruscamente em direção a mim e me deu um soco. Tudo ficou escuro, meu ouvido apitou e eu quase desmaiei. Só conseguia ouvir os gritos da minha mãe implorando pra que ele não me matasse. John pegou o cabelo da minha mãe e gritava ininterruptamente coisas que eu não conseguia entender. Minha visão estava turva, levantei e peguei a primeira coisa que conseguia enxergar… O vaso de flores preferido da minha mãe.
Tirei forças de onde não tinha e acertei John com tudo na cabeça. Ele desmaiou e eu caí no chão sem forças.
Minha mãe não parava de chorar e gritar que eu tinha matado ele. Sinceramente… Eu não conseguia sentir remorso nenhum.

00

Acordei com a polícia e os bombeiros na porta conversando com a minha mãe. Minha cabeça latejava. Os pingos de sangue mancharam todo carpete. Esse era o pior e melhor dia da minha vida. Levantei e olhei por uma fresta da janela, eu tinha certeza que seria presa ou sei lá. O desespero me consumiu.
Fui até meu quarto correndo. Não tinha nada além de caixas e um papel de parede azul. Meu corpo estremeceu… Minha mãe estava grávida e eles simplesmente me substituíram.
Meu coração doeu de uma forma terrível. Não conseguia expressar o quanto estava destruída. Minhas roupas estavam em uma das caixas. Peguei uma mochila e coloquei o máximo de coisas que podia. Saí pelos fundos e prometi que nunca mais minha mãe iria me ver.

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              LARIESCE GRACE 
                      06:27 AM 

Fiquei encarando Cass durante um tempo, sem acreditar que ela estava aqui.

-O que está fazendo aqui? -Perguntei.

Cass ficou em silêncio.

-Assim não dá… Preciso que me responda. -Gritei.

Cass respirou fundo e começou a chorar de uma forma que nunca tinha visto antes.

Eu queria abraça-la e dizer que eu estava ali… Mas meu orgulho não deixou.

-Vamos entrar… Por favor. -Falei levantando-a.

Eu não sei o que aconteceu com ela… Seu rosto estava todo machucado e ela parecia que não dormia à dias.
Abri a porta cuidadosamente e acendi a luz. Cass ficou perplexa, olhando cada canto do meu quarto.

-É bem colorido… Eu sei. -Falei.

Cassie deu um sorriso de lado e ficou me encarando.

-É… É… Agora pode me dizer o que veio fazer aqui e o que está acontecendo. -Gaguejei.

Seus olhos estavam mais claros do que nunca.

-Eu só queria pedir desculpa por tudo… -Falou.

E eu só queria desculpar…

-Não tem que me pedir desculpas… Está tudo certo. -Falei indo em direção ao banheiro.

Peguei alguns remédios e curativos… Mil coisas se passavam na minha cabeça. Estava ficando ansiosa.

-Mas… O que houve com seu rosto -Perguntei.

Cass se esquivou.

-Não passa nada nisso, vai melhorar sozinho. -Falou.

Dei risada.

-Até parece… Você está imunda. -Falei. -Aliás, vai tomar um banho, por favor. -Falei.

Cass sorriu.

-Eu vou mesmo… Não consegui nem negar. -Falou.

Cass entrou no banheiro e eu entrei em seguida.

-Vou preparar um banho pra você. -Falei enchendo a banheira.

Cass ficou se encarando no espelho. Pude sentir que ela estava extremamente mal.

-Pronto! -Falei saindo.

Cass suspirou.

-Ei… Espera. -Falou.

Respirei fundo. A voz dela me anestesiava.

-Obrigada. -Falou trêmula.

Sorri e fechei a porta. A minha vontade era de ficar ali com ela e fazê-la me dizer tudo… Peguei algumas toalhas e ouvi um alarme estrondeante vindo do quarto ao lado… Tinha esquecido da minha mãe!
Bati na porta do banheiro e pedi pra Cass fazer o mínimo de barulho possível. Me atirei na cama e fingi estar dormindo. Ouvi passos, minha mãe foi direto pro banheiro dela e fechou a porta. Um milagre… Ela sempre vem checar se estou bem.
Passou-se alguns minutos e ela finalmente veio.

-Lari? -Falou batendo na porta do banheiro.

Agora eu posso fingir que morri.

-Oi, mãe… -Falei levantando.

Minha mãe me olhou surpresa.

-Pensei que estivesse no banheiro… Não deixa essa porta fechada, fica tudo muito escuro e quente. -Falou.

Estava tensa e admirada… Como ela não percebeu nada ainda?!

-Tudo bem, é que eu usei hoje mais cedo e o cheiro não estava nada agradável, sabe?! -Falei rindo.

Minha mãe riu.

-Se organiza e vem tomar café, vamos visitar seus tios. -Falou saindo.

Fechei a porta bem devagar e bati na porta do banheiro. Cass abriu e pegou uma das toalhas. O cheiro de baunilha exalava dos seus cabelos.
Após alguns minutos Cass saiu do banho e ficou tentando ajeitar o cabelo de mil formas diferentes.

-Preciso cortar. -Falou aborrecida.

Suas expressões estavam mais leves. Me peguei encarando ela pelo espelho e logo desviei o olhar quando notei que ela havia percebido.

-Senta aqui… Preciso fazer um curativo nisso. -Falei.

Cass relutou mas logo sentou-se. Ficamos em silêncio, tentando evitar nossos olhares ao máximo.

-Pronto! -Falei.

Cass passou a mão pelo machucado e fez uma cara confusa.

-Até que não foi tão ruim. -Falou.

Tudo ficou em silêncio. Precisava me arrumar e dizer que eu tinha um compromisso.

-Eu vou te explicar tudo… Só preciso digerir cada acontecimento, sabe?! -Falou.

Fiquei imóvel, por um momento esqueci o que estava fazendo.

-Ah… Tudo bem… -Falei.

Logo minha mãe bate com tudo na porta aos berros.

-Abre isso aqui. -Falou.

Cass ficou desesperada e se escondeu em baixo da cama. Abri a porta lentamente e desviei o foco pro guarda-roupa.

-Você ainda está de pijama?! -Gritou.

Minha mãe estava furiosa.

-Eu já estou indo… -Falei tentando fechar a porta.

Minha mãe estava muito desconfiada. Eu não sei se consigo disfarçar tanto tempo. Estava entrando em desespero.

-Licença. -Falou entrando.

Não sabia mais o que fazer.

-Lariesce… Se você não tomou banho, por que tem toalhas e água na banheira?! -Falou jogando a toalha em mim.

Fiquei sem reação.

-Se você trouxe alguém estranho pra essa casa… Eu não consigo imaginar o que faço com você. -Falou.

-Mãe… -Falei trêmula.

Cass foi saindo devagar e parou atrás dela.

-A Cassie está aqui… Ela precisava da minha ajuda e eu ajudei… Foi só isso. -Falei num fôlego só.

Minha mãe olhou pra trás e olhou desesperada pra mim.

-Cassie… Oi. -Falou.

Cass acenou e sorriu.

-O que aconteceu com sua testa? -Perguntou.

Acho que todo mundo pergunta a mesma coisa.

-Longa história. -Falou.

Minha mãe sorriu e saiu sem jeito.

-Depois conversamos! -Falou fechando a porta.

Parece que deixei de carregar uma tonelada.

-Pensei que ela fosse surtar. -Falou.

Minha mãe vai surtar… Mas não agora… Ela só tem classe e momentos pra isso.

-Preciso me arrumar. -Falei entrando no banheiro.

Cass fez que sim com a cabeça. Senti seu olhar me acompanhar até o banheiro. Notei que o celular de Cass tinha ficado no banheiro, fui entregar e uma mensagem desconhecida chegou no mesmo momento.

“Cass, você precisa prestar seu depoimento pra polícia. Me dê uma resposta até amanhã.”

Fiquei paralisada. Polícia?! O que ela estava escondendo?!

Sai do banheiro às pressas.

-Cass, que merda é essa?! -Falei tremendo.

Cass pegou o celular em disparada. O olhar de desespero dela me apavorava ainda mais.

-Não era pra você ter visto assim. Que merda! -Falou.

Cass andava de um lado pro outro.

-Polícia?! -Falei.

Cass começou a chorar.

-Eu vou te explicar… -Falou em prantos.

Sentei do lado dela e tentei acalma-la… Seja o que for… Ela precisa de ajuda.

-Preciso que me explique… Eu posso te ajudar de alguma forma. -Falei.

Cass respirou fundo e ficou encarando o chão durante algum tempo.

-Vamos lá… Ninguém me buscou aquele dia, queria voltar pra casa e eu simplesmente fui. Cheguei e pra variar meu padrasto chegou bêbado e quebrando tudo. Ele me humilhou e tentou bater na minha mãe. Eu joguei um copo no rosto dele e ele me deu um soco. Mas tudo não parou por aí… -Falou aos prantos.

Estava sem acreditar… Como um traste desses não foi preso ainda?! Eu só queria protege-la.

-Cara… Pelo amor de Deus! -Falei aflita.

-Ai ele tentou agredir a minha mãe e eu quebrei um vaso na cabeça dele. -Falou.

Agora tenho uma assassina do meu lado… A história só piora.

-E aí?! Você matou ele? -Perguntei ansiosa.

Cass estava desesperada. Não conseguia dizer mais nada.
Fiquei em silêncio e por um momento havia me esquecido que precisava me arrumar…

-Não posso ir e te deixar aqui… -Falei.

Cass limpou o rosto e levantou rápido.

-Não, para… Vai se arrumar… -Falou. -Aproveita seu tempo aqui, o internato e suas limitações acabam com a gente. -Falou.

Não podia ir… E eu nem queria. Eu odeio festas em família e acredito que minha mãe iria entender…

-Eu não vou, Cass… Precisamos resolver isso. -Falei.

Cass suspirou.

-Eu preciso resolver isso, Lariesce. -Falou. -Se eu matei uma pessoa… Eu preciso pagar por isso. -Falou desabando novamente.

Não foi certo o que ela fez, porém foi em legítima defesa… Ela não pode pagar por isso.

-Você não tem que pagar por nada… Não digo que seu padrasto merecia morrer, mas ele tinha que ser parado por alguém, ele tinha que ser denunciado. -Falei.

Cass ficou em silêncio.

-Fugir não te leva a nada, Cass… -Falei. -Sua mãe pode te ajudar, confirmando as agressões. -Falei.

Cass riu.

-Acha mesmo que minha mãe iria ficar do meu lado?! -Perguntou. -É óbvio que não… -Falou.

Estava desnorteada… Sem ter o que dizer.

-Cass… Eu acho difícil. -Falei.

Cass começou a arrumar suas bolsas, estava apavorada e totalmente fora de si.

-Ei?! -Falei segurando a bolsa.

Cass olhou no fundo dos meus olhos e balbuciou um: “Por favor…”

-Eu que te peço… Me deixa te ajudar, pelo menos uma vez. -Gritei.

Minha mãe entrou bruscamente no quarto. Ficamos sem reação… Como iríamos explicar isso tudo pra ela?! Abaixei a cabeça e fiquei esperando a merda.
O semblante da minha mãe estava muito estranho, ela parecia desesperada.

-Lariesce… Por que tem policiais na minha porta? -Perguntou.

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Meu amores, eu espero que tenham gostado do capitulo de hoje, obrigada por todo carinho, pelos comentários, as curtidas, pela paciência e por ainda estarem aqui acompanhando!

Mil Beijinhos da Mila!
Até logo!
Gratidão!