Conto – Com As Mãos no Volante – Parte 2

Se aproximando de uma outra cidade viu uma enorme placa falando sobre um lugar lindo, onde há uma cachoeira belíssima; levado pela curiosidade foi até o tal lugar, contratou um guia que o levou até a cachoeira no meio de uma densa mata. Ao decorrer de sua caminhada o cheiro de mata e água, um ar tão puro, nada mais importava naquele momento. Passou a tarde toda lá, quando já escurecia foi embora, na estrada parou o carro para observar o por do sol, as nuvens já rosadas e avermelhadas, o sol indo embora deixando para trás a mensagem de que apesar de difícil ou muito bom, o dia sempre chega ao fim e nos dá a oportunidade de começar de novo em um novo amanhecer. 

Parou em um pequeno hotel simples, perguntou se haveria jantar e a atendente sorriu e afirmou dizendo que seria as  20:00hs, ele então se despede e decide fazer um passeio pela cidade próxima, vê então uma criança que brinca em um parque na cidade, ela sorria alegremente em um balanço, seus cabelos negros cacheados voavam no ar com o movimento do balanço e sua pele morena brilha na luz fraca dos postes de iluminação, sua gargalhada fez todo seu ser se aquecer. Fez então uma reflexão, quem se diz acreditar em Deus, mas que não consegue ver todo o seu amor e beleza em uma criança feliz, não pode dizer que acredita Nele. Ele está em tudo e em todas as coisas belas, Deus é amor e quem carrega ódio dentro de si, não está pronto para se entregar a Ele, de corpo, alma e coração.  

Volta para o hotel, faz sua refeição e vai para o quarto, ajoelha ao pé da cama faz sua oração, se deita e descansa. 

No dia seguinte continuou sua viagem, chegando em uma cidade movimentada, encontra uma livraria, estaciona e entra na loja, uma atendente se aproxima e pergunta o que deseja, ele então responde: 

“Quero comprar todos os livros infantis que tiver” ela entra em choque por alguns segundos e continua alegremente: 

“Por aqui” ela me guia até a sessão infantil e começa a recolher os livros, passou pelo caixa e sorriu, ele sorri de volta, paga e vai embora, ele pergunta a um passante onde fica o hospital mais próximo e vai até lá, pergunta a recepcionista se pode fazer uma visita as crianças do hospital, ela reluta e chama o médico responsável, que após uma longa conversa, permite a entrada do estranho. Ele passa de quarto em quarto, conversando e entregando livros para as crianças, que sorriam feliz, com tudo aquilo.  

Seguindo então seu caminho, ele para novamente em um posto de gasolina e conversa com o frentista, um jovem sorridente, mas que no fundo dos olhos se via uma preocupação, ele então pergunta para o jovem: 

“Aconteceu algo?” ele se perde nos próprios pensamentos e responde suspirando: 

“Minha esposa está em estado grave no hospital, ela deu à luz a nosso filho, mas ele não sobreviveu e agora ela está muito mal, estou trabalhando em dobro para poder pagar o hospital” 

“Entendo, qual o nome dela?”  

“Helena Ferraz” ele pensa um pouco e fala: 

“Desejo o melhor a ela e a você, sei que vocês vão conseguir enfrentar isso” ele abraça forte o rapaz e então vai até a conveniência do posto, para pagar sua conta, ele se despede do rapaz e se direciona para o hospital mais próximo, pergunta da esposa do rapaz e a atendente diz que ela não está lá, mas que há outro hospital, do outro lado da cidade, ela explica como chegar lá e ele vai, quando chega lá, ele descobre que ela está lá, e fala a atendente e ao médico chefe, que pagará todo o tratamento da moça, no mesmo instante ele já pega seu talão de cheque anotando o preço falado, assinando e repassando para eles, ele se despede e vai embora. 

Acidente de Amor – Capítulo 14 – Série Os Freitas – Volume 2

Nota da Autora: Primeiramente milllll desculpas por não ter postado nada ontem, o dia foi incrivelmente corrido, não pude parrar para postar nada. Por isso vou postar hoje, espero que gostem.


Capítulo 14

Leticia

Depois do meu piti no café e o fiasco do tapa no Arthur, caminhamos até uma outra cafeteria, que ironicamente tem um panfleto colado no vidro dizendo que precisam de uma nova garçonete, assim que entramos eu converso sobre a vaga com o atendente, que está com um crachá que está escrito Kevin, logo depois que termino de falar com ele, ele começa a conversar com Arthur, que responde tranquilamente, eu o encaro e cruzo os braços e fico só ouvindo eles conversarem, aparentemente se conhecem há um bom tempo, eles terminam e nós direcionamos para uma mesa mais ou menos no centro da sala, ele puxa a cadeira para que eu possa me sentar e eu arqueio uma sobrancelha, ele sorri com todos os dentes e eu apenas reviro os olhos, ele se senta à minha frente e apoia a mão sobre a mesa e pergunta:

– O que vai querer? – Respondo sua pergunta com outra pergunta:

– Por que me trouxe aqui? – Ele inclina a cabeça como se não entendesse, então eu continuo – Não faz sentido ter me trazido logo aqui, onde você conhece o recepcionista e provavelmente a dona também – Ele abaixa a cabeça e sorri, olha novamente para mim e responde:

– Bem, por um lado tem razão, eu conheço todos aqui, mas bem, eu gosto daqui, é um ótimo café, no entanto, se não quiser trabalhar aqui é uma escolha sua. Para ser bem sincero, você iria adorar esse lugar –

enorme barrigão, é a tal Mel de quem eles haviam comentado. Ela se aproxima e pergunta:

– Olá, bom dia, o que vão querer? – Ele olha para mim e diz:

– Um café e você Leticia? – Ele continua olhando para mim e eu respondo:

– Um chá verde – Ela anota os pedidos e se retira, eu pergunto:

– Como você conhece todos aqui? – Ele olha em volta e diz:

– Minha mãe é a dona, cresci aqui praticamente – Eu fico um pouco surpresa, a mãe dele é a dona e eu vou ter que falar com ela amanhã? Meu semblante entregou meus pensamentos, pois ele comentou – Se você está pensando que ela não gosta de você, por causa do acidente, saiba que ela me culpa mais do que culpa você, ela é uma mulher incrível e não irá te tratar mal, ela ficou muito brava comigo e disse que eu teria que pagar o concerto do carro, já que eu não vi que você estava vindo, apesar da preferência ser minha, mas não vamos tocar nesse assunto, me fala de você, o que você gosta de fazer? – Eu respondo calmamente:

– Gosto de chás, filmes, música e correr. Logicamente que agora estou sem carro, ou seja, sem corridas – Eu faço uma cara triste e irônica ao mesmo tempo, ele faz uma cara de interessado e eu pergunto – Você não vai mais desgrudar mais de mim? – Ele sorri e responde:

– Ainda não consegui o que quero – Ele dá uma piscadela e eu pergunto:

– E o que você quer?


Notas Finais: Bom gente esse foi o capítulo de hoje, espero que gostem

Espero também que o Natal de vocês tenha sido incrível

Aqui quem fala é a Porteira de Maquete beijos e arrivederci.

Você podia ser a minha garota.

Você podia ser a minha garota.

A minha garota da música do Charles Brown Jr, que é maluca e ama os animais, que anda por aí adota todos os gatos, mesmo se eles forem iguais.

A minha garota que anda pela casa, escutando Tyga, se imaginando dentro de um videoclipe e rebolando a sua raba.

Eu faço cinema, e você sabe muito bem que poderia ser a protagonista do meu roteiro, você é cheia dos mistérios e devaneios.

Você é aquele episódio que eu nunca posso perder.
Eu estou sempre fazendo maratona das nossas lembranças.
Eu amo amar você.

Você me puxa sem perceber, me joga na adrenalina sem ao menos notar, meu sangue ferve contigo, quando você se foi tudo ficou a maior neblina.

Você voltou e eu sinto milhões de borboletas no meu estômago.
Contigo eu sou balão que voa para alturas e se esquece que existe chão.

Nas alturas contigo, me sinto como se eu estivesse pulando de paraquedas com você, eu não vou mentir, eu amo viver nessa aventura contigo.

No meio da chuva, no chão molhado eu peço e sonho pra que nunca mais eu lhe veja partir.
Porque quando você se foi eu perdi o controle do meu navio, me afoguei várias vezes nesse naufrágio.

Quando estou com você eu nunca sei se sou o que você sonhou, ou o que sempre quis.


Sinto inseguranças de uma garota que vive no colégio e quando acho que tenho certeza, me sinto presa dentro de um estágio, eu nunca sei o suficiente sobre nós.

Mas sei que você poderia ser a minha garota, porque você ama o meu universo.

Eu não sei o que pensar, eu não sei o que dizer, mas eu sei sentir e meus deus, como eu sinto.


Eu sinto tanto, que sinto muito. Eu amo tanto que dói.

Eu sinto que o seu sorriso e o brilho dos seus olhos, é como um arco-íris depois da chuva.

Com você eu poderia ir pra França e correria contigo no meio das plantações de uva.
Tomava um vinho e comia um queijo debaixo da chuva.
Eu aqui, louca pra te dar uns beijos.
Juntas poderíamos visitar a Torre Eiffel, pra mim você sempre foi a minha fiel.

Eu sou louca por você, por isso que eu desejo tanto que seja a minha garota.

A minha garota cheia de sonhos, que ama pão com ovo e um McDonald’s, mas não recusa um ovo com farinha e Coca-Cola.

Você podia ser a minha Garota, porque eu sou perdidamente apaixonada por você.
Não vejo a hora de lhe dizer: me namora?
E você dizer que: sim e finalmente ser a minha garota.


Que seja sua, minha.
Eu sempre fui sua.
Uma parte minha, só quer que a gente bata as asas e voe.
Voe com a liberdade.

Juntas seríamos as duas garotas, você minha, eu sua e nós dele, ele nosso.
Duas garotas rebolando a raba a noite inteira.
Ele e elas, com o baseado aceso e o som ligado e noite inteira pra se amar.
Que cena mais irada, me da calafrios só de imaginar.

Eu sou louca por você
Uma parte minha deseja que você seja a minha garota.
Que seja louca por mim, como sou por você.
Que me olhe como eu te olho.
Que me queira como eu te quero.
Que me beije como eu te beijo.
Que me ame como eu te amo.

Que me chame de sua garota, pra que um dia, quem sabe, você também seja a minha garota…

Sei lá, são apenas devaneios meus, sobre nós, que eu deixo nesse bloco de notas.


Minhas Luas, eu continuo por aqui, eu sei que estou ausente, ando com a vida de cabeça pra baixo e com a cabeça na lua, mas no meio dessa confusão, eu ando escrevendo e estou trabalhando em dois projeto surpresa, que em breve eu irei contar pra vocês.

Eu espero que perdoem a minha ausência aqui no blog, com os meus textos imensos cheio de conselhos e com as minhas confissões de sentimentos dentro de cada palavrinha escrita, mas no momento eu não consigo expor esses pensamentos e sentimentos, pois eu estou confusa com a minha vida, de novo, pra variar. (rsrsrs, rindo de nervoso).

Mas não fiquem tristes, eu sempre vou estar por aqui, as meninas também estão aqui pra vocês, eu não vou desistir, só estou agindo conforme o meu tempo, isso não é um aviso de: eu estou dando um tempo. Não, não é isso, eu no caso, só irei postar meus conteúdos de acordo com o meu tempo, da forma como me sinto. Então, pode ser que os posts fiquem variados e que tenha menos posts na semana, mas mesmo assim ainda esterei por aqui com vocês.

Obrigada por todo carinho, toda compreensão e por não desistirem de nós do Adolescência de Lua, amamos vocês!

Beijos da Mila!
Até a próxima, gratidão!

Conto – Com As Mãos no Volante – Parte 1

Ele faz as malas, pega sua mochila com todos os documentos e dinheiro, entra em seu carro e começa a dirigir, sua primeira parada é em um posto de gasolina, cinco horas depois de sua partida, ele se aproxima do frentista e pergunta: 

“Bom dia, sabe se tem um abrigo para idosos aqui por perto?”  

“Olha chefia, tem sim, você vai pela aquela estrada e vira à direita, vai ter uma placa lá” 

“Perfeito, agradeço, e um bom trabalho” 

Se despedindo ele segue até o abrigo, como indicado, havia uma placa, quando ele entra na casa é recebido por uma enfermeira que o leva até a chefe, pelo caminho ele viu muitos olhares caídos e solitários, sem contar o cheiro que não estava muito bom. Ao adentrar a sala da diretora do lugar ela se levanta e o cumprimenta com um sorriso amarelo, ela se apresenta e pergunta: 

“Meu nome é Clotilde, comando esse lugar, e você quem é?” 

“Meu nome é Ricardo e quero comprar esse lugar” 

Sua expressão de espanto mostrou o quanto aquilo foi inesperado, mas em seguida seu sorriso interesseiro apareceu, como o de todos com quem convivi por muito tempo, via em seus olhos o quanto odiava aquele lugar e o quanto ela não cuidava dos seus hóspedes e isso precisa ser mudado, continuou dizendo: 

“Lhe faço um cheque agora mesmo, mas terá que se retirar até o fim dessa semana, preciso de uma planta do lugar, com um anexo falando sobre todos os cômodos e funcionários e todos que moram nesse lugar, uma ficha bem detalhada sobre todos, mandarei alguém de minha confiança para cuidar desse assunto” 

“Como achar melhor” 

Ela pareceu surpresa e muito contente com o valor que eu lhe ofereci, saio do lugar já pegando meu celular e ligando para Henrique, ele atende prontamente dizendo: 

“Pois não senhor?” 

“Preciso que envie o Carlos para a localização que irei enviar, preciso que ele seja o novo diretor de um asilo, deixarei uma lista com tudo que eu quero que ele faça, ele deverá começar na segunda…” 

“Mas senhor, será a semana do Natal”  

“Sim, eu estou ciente, ele será bem remunerado, enviarei um presente e uma explicação a família” 

“Certo, falarei com ele agora mesmo” 

Ele desliga o celular e entra na cidade mais próxima, já está na hora do almoço e passa em um restaurante, almoça e passeia pela cidade, vai até a prefeitura da cidade e pergunta para uma mulher o que se pode fazer na cidade e ela indicou alguns lugares. Ele vai até o bosque e um lago, muito bonitos, mas não passou muito tempo lá, pegou o carro e prosseguiu seu caminho. 


Notas da autora:

Olá moradores do meu mundo de maquetes, esse é um conto especial, dividido em três partes uma hoje, o próximo no Natal e o último no ano novo, espero que gostem. Boa leitura.

Acidente de Amor – Capítulo 13 – Série Os Freitas – Volume 2

Capítulo 13 

Arthur  

Na manhã seguinte eu pego um taxi e vou para o café, me sento no mesmo lugar de sempre, um tempinho depois vejo Leticia entrando para trabalhar, eu estava mexendo no meu notebook, vi então pelo canto do olho ela entrar na cozinha e na saída encontrar o chefe dela, não sei o que ele disse a ela, mas ela surtou e começou uma discussão acalorada, ela então tira com brutalidade o avental e jogou-o em cima do dono, que agora é provavelmente ex-chefe, sai da cafeteria com raiva e eu recolho minhas coisas e vou atrás dela, para ver se consigo acalma-la, chego perto dela e pego em seu braço esquerdo, mas ela virou a mão com violência em meu rosto que ficou ardendo na hora, ela ainda está na defensiva comigo, convidei ela para um passeio, eu já havia adiantado o projeto que Raphael havia me passado, então eu estava livre nessa manhã, caminhamos por um tempo em silencio ela então pergunta: 

– Como está o braço? –Eu dou uma olhada em meu braço dou um sorriso e falo: 

– Está bem melhor, estou com dó do carro – Eu adorava tanto o carro, mas ainda dá para pagar o concerto, ela fala então: 

 – Desculpe por tudo, eu irei pagar pelo estrago, só terá que esperar um pouco, já que eu acabei de pedir demissão – Eu olho para ela sério e digo: 

– Não precisa, eu vou pagar, também fui errado na história, estava falando com minha mãe pelo celular, estava atrasado também, a culpa não foi totalmente sua – Eu não posso deixar ela pagar, ela já tem muito o que pagar e eu estava tão errado quanto ela e eu tenho um trabalho ainda. Continuamos andando e eu pergunto – O que vai fazer agora? Tem alguma ideia de onde pretende trabalhar agora? – Ela respira pesadamente e diz: 

– Ainda não sei, sempre gostei de ser garçonete, apesar de tudo, um sonho antigo meu era ter uma cafeteria, só minha, mas o tempo passou e as coisas mudaram, a vida me endureceu e eu vi a realidade, tudo que me resta agora é trabalhar para pagar a multa. E sejamos sinceros, ninguém irá dar trabalho para uma condenada por racha de rua – Ela dá um sorriso irônico, eu penso um pouco e falo: 

– Você corre a muito tempo? – Ela olha meio confusa, pela pergunta e ela responde: 

– Alguns anos – Ela ainda está na defensiva eu então continuei o assunto: 

– Como aprendeu a pilotar? – Ela me olha nos olhos dessa vez, ela é praticamente da minha altura, em seguida olha para um lugar qualquer, mas seu pensamento está longe, ela então responde: 

– Foi com Philip, uma longa história – Ela parece não estar muito confortável com o assunto, então resolvo mudar drasticamente o rumo da conversa: 
– Acho que vai chover, o que você acha de irmos tomar um chá ou café, tudo se resolve após uma xicara de café – Ela arqueia uma das sobrancelhas e sorri alto e fala: 

– Eu acho que não, “sem problemas, sem responsabilidades e nenhuma nuvem no céu´´ – Ela gargalha com os braços esticados para o céu e fala – Você já assistiu o desenho Timão e Pumba? – Ela parece bem mais tranquila agora, eu respondo sorrindo: 

– Sim, é um ótimo desenho – Ela sorri alto e diz: 

– Vamos, vamos tomar esse tal chá – Vamos na direção de uma cafeteria, assim que nos aproximamos vemos um panfleto colado no vidro na parte de dentro, que dizia “precisa-se de garçonete´´, eu dou uma olhada para ela e digo: 

– Bom, eu disse que tudo se resolve após uma xicara de café – Ela revira os olhos e diz: 

– Ainda não tomamos café, então essa afirmação não está correta – Ela ri e eu retruco: 

– Ainda não entramos para você fazer sua entrevista de emprego – Ela revira os olhos novamente, sorri e adentra no lugar, nos aproximamos do caixa e ela pergunta: 

– Bom dia, ainda tem a vaga de garçonete? – O moço do caixa responde: 

– Então, sim, no entanto a chefe não está aqui hoje, volte amanhã para conversar com ela – Ele olha para mim e pergunta – Como está o braço Arth? Fiquei sabendo do acidente, foi uma bela pancada aquela hein – Eu sorrio alto, enquanto Leticia olhava para mim como se não acreditasse, eu então respondo: 

– Pois é, o braço já está melhor, e como estão as coisas aqui? A Mel já saiu? Por isso que estão precisando de mais uma garçonete? – Leticia cruza os braços só observando, Kevin, o caixa, então responde: 

– Não, na verdade você não vai acreditar, foi a Renata, ela do nada surtou e resolveu sair, a mel ainda está por aqui, ainda faltam uns 2 meses para o Jorge nascer, estamos pensando em fazer uma pequena festinha de despedida para ela, já que ela vai passar um bom tempo sem vir.  

– Ah sim, bem amigo, nós vamos tomar um café, até – Eu falo e então puxo a Leticia para uma mesa e nos sentamos, ela me encara séria. 

Oi estranhos, isso é apenas um desabafo.

Olá estranhos, tudo bem?

Já faz um tempão que não apareço por aqui, pra ser sincera, não me lembro a última vez que escrevi, mas precisava falar um pouco com alguém, então escolhi vocês.

Esse ano foi difícil pra todo mundo, foi realmente um ano de merda, e quando achamos que ia dar uma melhorada, eis que fica pior.

No meu caso, ta tudo tão ruim que me sinto afogada em um mar de problemas, e mesmo sabendo nadar, não tenho mais forças. Então fico alí… Só afundando mesmo (tipo DiCaprio em Titanic).

Querem saber de mais uma coisa? Meu melhor amigo não fala mais comigo, pois é, nove anos de amizade jogadas no lixo e eu nem sei o porquê, e quando novamente achei que não poderia piorar, eu fui mandada embora do meu emprego.

Agora vocês devem estar pensando… Ok ela ta mal, mas tem gente muito pior. E sim é verdade, tem gente em situações o triplo piores, mas isso não quer dizer que meus problemas não são problemas, quer ver só?

Parem e se perguntem.

Quantas vezes você pensou em desistir?

Pensou que iria morrer sufocadx com essa dor ai no seu peito?

Quantas vezes chorou baixinho, sozinhx (como estou fazendo agora) pra ninguém escutar?

Quantas vezes segurou a barra, e seguiu em frente?

E quantas vezes você precisou de colo, um abraço, um conselho, uma companhia, ou até mesmo do seu pet, só pra se sentir melhor?

É eu sei que você já passou por uma dessas coisas, mas onde quero chegar é na DOR, sabe essa coisa imensa com um nome pequenininho, pois é, ela não acaba, fica sempre lá.
A verdade que ninguém diz é que, para algumas dores não existem cura, a gente só aprende a viver com elas, e tem dias que ela é imensa, outros que parecem uma pulga, mas ela está alí, te acompanhando o tempo todo, e por mais irônico que pareça tem dias que parece que só ela te entende.

E hoje eu estou tão chateada que me sinto horrível, eu poderia passar três dias deitada, pois tenho medo de que possa piorar tudo, a ansiedade ta imensa e a vontade de chorar também.

E é isso, foi só um desabafo, acho que tudo melhora com o tempo, ou não, sei lá.

Enfim espero que se vocês estiverem como eu, melhorem, e se não estiverem, espero que continuem bem.

A propósito, vocês sentem minha falta?
E o que fazem para melhorar quando estão mal? Querem contos ou coisas de terror ou sobre filmes?
Respondam ai!!

Beijos da Thay 🖤

Fotografia por: Axl Nascimento. Instagram: @axlgrafia.


Minhas Luas, espero que tenham gostado do texto da nossa Thay, que esteve conosco criando os conteúdos do Outubro Halloween, que foi sensacional pra gente ano passado, uma pena que esse ano não conseguimos criar os conteúdos, pois estava super corrido, mas estamos pensando em criar uma post uma vez na semana sobre o mundo dos terror, com filmes, séries, contos e por aí vai o que acham? Deixa sua opinião aqui nos comentários que é muito importante.

Eu espero muito que tenham gostado das palavras da Thay, pois eu me sinto assim como ela e o desabafo dela se tornou o meu desabafo.

Eu novamente peço desculpas pela ausência, as coisas estão complicadas, mas eu sempre estou por aqui e sempre vou dar um sinal pra vocês.

Obrigada por todo carinho e por ainda continuar com a gente aqui no Adolescência de Lua.

Beijos da Mila! Até logo, gratidão!

Explicação

Oii meus queridos moradores do meu mundo de maquetes, espero que tenham tido dias bons, desculpe não ter falado com vocês nós últimos tempos, infelizmente meu notebook morreu, então tive que dar meus pulos para poder publicar os capítulos a tempo.

A notícia boa é que apesar de estar sem o notebook, dei um jeito de não parar de escrever o livro. Garanto que o terceiro livro está indo a todo vapor e que a estória está ficando boa.

Desejo a todos um ótimo dia e um fim de semana incrível, toda a energia positiva para todos.

Aqui quem fala é a Porteira de Maquete beijos e arrivederci.

Acidente de Amor – Capítulo 12 – Série Os Freitas – Volume 2

Capítulo 12

Leticia

Custou ficar lá, sentada, enquanto aquela mulher me culpava pelos erros do filho dela, quando ela me bateu o sangue subiu, mas se eu reagisse ali com violência eu seria ainda mais punida, Ramirez estava ao meu lado e segurou meu ombro e fazendo-me ficar sentada. A parte boa é que eu não iriei ficar presa, a parte ruim é que eu terei que fazer serviço comunitário, trabalhar e ainda pagar aquela bendita multa, isso sem falar naquele cara em cima de mim, querendo bancar o bom samaritano, como se eu fosse acreditar mesmo nele. Não o convidei para subir, também não faz sentido, ele não é nada meu, subo as escadas e entro no pequeno apartamento que era de Philip, que agora será meu, não tenho onde ficar a não ser que não seja aqui. No outro dia, acordei cedo e fui para o café. Entrei no estabelecimento e lá está ele no mesmo lugar, mexendo em seu notebook. Pensei. Mas esse cara já está aqui de novo? Vou para a cozinha e coloco meu avental, Mack sorri para mim e diz:

– E menina, como você está? – Bom eu estou mal, mas não posso deixar isso me abater, respondo rindo:

– Bom, 500 horas de serviço comunitário e uma multa de mil duzentos e cinquenta dólares – Ele faz uma careta e sorri e balança a cabeça. Saio pela porta e dou de cara com Alex, que me olha com certo desdém e fala:

– Pois é, eu avisei – O ódio me subiu e eu não suportei mais e gritei:

– Por que você não cuida dessa sua vida de merda e para de se intrometer na minha vida. Está feliz agora que ele morreu? Espero que você um dia se lasque, e pare de me infernizar – Todos ao redor nos olhavam, e eu chorava de raiva, eu simplesmente arranquei o avental que eu havia acabado de colocar e o jogo em cima dele, saio de lá pisando duro sem olhar para trás, nisso sinti uma mão no meu braço esquerdo me segurando, apenas viro minha mão direita em seu rosto sem ver quem era, estava com tanta raiva que só alguns segundos depois notei que era Arthur, ele estava com a mão no rosto onde eu havia acabado de bater e que estava rosado, eu falei:

– O que você quer agora? – Ele dá um leve sorriso sem graça e diz:

– Desculpe, não queria deixar você sozinha. Notei que você ficou um tanto quanto alterada – Eu reviro os olhos e arqueio a sobrancelha, ele me olha de um jeito tão profundo e inocente, que minha raiva diminui, ele sorri com aqueles dentes perfeitinhos, e involuntariamente dou um pequeno sorriso e digo:

– Está bem – Ele então fala:

– Quer dar uma volta? Conversar um pouco, espairecer as ideias – Eu penso um pouco, eu gosto muito de trabalhar com o Mack, mas eu não vou voltar para aquele lugar, eu assinto e começamos a caminhar em silencio, eu começo sem jeito:
– Como está o braço? – Ele dá uma olhada em seu braço engessado e fala sorrindo:
– Está bem melhor, estou com dó do carro – Ele sorri alto e eu penso comigo, como um cara consegue manter o bom humor diante de tudo isso, de todos os problemas que eu causei, fico em silencio e então eu respondo:

– Desculpe por tudo, eu irei pagar pelo conserto, só terá que esperar um pouco, já que eu acabei de pedir demissão – Dou um sorriso sem jeito e levanto as mãos em rendição, ele fala meio sério:

– Não precisa, eu vou pagar, também fui errado na história, estava falando com minha mãe pelo celular, estava atrasado também, a culpa não foi totalmente sua.

Acidente de Amor – Capítulo 11 – Série Os Freitas – Volume 2

Capítulo 11

Arthur

Chego no fórum e vejo que tem poucas pessoas, me sento e olho ao redor, vejo ao longe uma mulher mais velha que chora e uma mais nova que a ampara, um tempinho depois Leticia é trazida e a mulher que chorava começou a gritar alterada:

– Assassina, assassina. Você o matou, matou o meu menino, você é culpada por tudo – Leticia ficou cabisbaixa e parecia suspirar e chorar baixinho, a mulher foi obrigada a ficar em silencio, o julgamento então se inicia. O juiz então começa a relatar o ocorrido, e a cada palavra ela parecia ainda mais desencorajada, depois das testemunhas e do conselho dar sua opinião, o juiz então dá o veredicto:

– Sentencio a réu a serviço comunitário e uma multa de mil duzentos e cinquenta dólares, julgamento encerado – Nesse momento a mãe do rapaz se levanta alterada ao extremo e invade a área onde Leticia estava e dá um tapa estralado em seu rosto, ela iria continuar agredindo ela, quando os guardas se aproximaram e prenderam-na, ela começa a gritar:

– Sua vagabunda, isso é pouco para você, sua desgraçada, eu te odeio sua assassina – O juiz então se levanta enfurecido e fala grossamente:

– Levem essa senhora para a cela, até que se acalme – A mulher então é levada e uma outra moça diz para Leticia, que em meio a tudo isso estava com a mão no rosto e em silencio:

– Isso tudo é culpa sua, depois que você entrou na vida dele, destruiu nossa família – A moça se retira e o policial leva Leticia de volta para dentro da sala de que havia saído, reparei que ela chorava e o policial que a levava apoiou sua mão sobre as costas dela em forma de consolo. Assim que saio do fórum passo na penitenciaria, onde vejo Leticia saindo com os olhos vermelhos e as mãos cheias de papeis, me aproximo e falo com a voz doce:

– Oi Leticia, eu vim oferecer ajuda e pagar um taxi para te levar, aceita? – Ela aparenta estar tão cansada que apenas balança a cabeça positivamente, me aproximo da rua e assim que avisto um taxi eu aceno para que pare, ele para a nossa frente e eu abro a porta e deixo que ela entre primeiro, então o motorista pergunta sem olhar para trás:

– Para onde? – Eu olho para ela que fala:

– Rua dos Coqueiros, 3253 – Ele liga o carro e começa a dirigir, nós vamos em silencio boa parte do caminho e eu pergunto:

– De quantas horas será o serviço comunitário? – Ela está séria e olha pela janela pensativa ela fala ainda sem olhar para mim:

– 500, vou pintar algumas escolas por aí. Por que está me ajudando? Você não me conhece e muito menos me deve nada – Ela olha fixamente em meus olhos e seus olhos verdes me inundam e eu paraliso e me dou conta de que na verdade, não há mesmo razão para eu ajuda-la então eu respondo:

– Eu não sei, só quero ajudar – Ela pisca algumas vezes e diz:

– Ninguém ajuda ninguém sem nada em troca – Ela está certa, então eu rebato:

– Eu não disse que não queria nada em troca – Ela faz uma cara de “eu já sabia´´ e eu continuou – Quero te conhecer melhor, você me intriga – Ela revira os olhos e volta a olhar pela janela. Assim que o taxi para eu olho para um pequeno prédio de dois andares, a parte de baixou era um tipo de mercearia. Ela sai do taxi e fala:

– Valeu pela ajuda, mas eu me viro melhor sozinha, ainda tenho uma multa para pagar e muito trabalho para fazer. Adeus Arthur – Ela fecha a porta do carro e vai em direção a uma porta estreita ao lado da porta de vidro da mercearia, ela entra e fecha logo em seguida. Falo o endereço para o taxista e vou para casa, assim que chego em casa vejo outro bilhete da Emmy dizendo que não iria voltar para casa, eu tomo um banho, ainda com dificuldade e durante todo o tempo eu fiquei pensando na pergunta em que ela havia me feito, eu realmente não sabia a razão de querer ajuda-la.