Conto – Com As Mãos no Volante – Parte 2

Se aproximando de uma outra cidade viu uma enorme placa falando sobre um lugar lindo, onde há uma cachoeira belíssima; levado pela curiosidade foi até o tal lugar, contratou um guia que o levou até a cachoeira no meio de uma densa mata. Ao decorrer de sua caminhada o cheiro de mata e água, um ar tão puro, nada mais importava naquele momento. Passou a tarde toda lá, quando já escurecia foi embora, na estrada parou o carro para observar o por do sol, as nuvens já rosadas e avermelhadas, o sol indo embora deixando para trás a mensagem de que apesar de difícil ou muito bom, o dia sempre chega ao fim e nos dá a oportunidade de começar de novo em um novo amanhecer. 

Parou em um pequeno hotel simples, perguntou se haveria jantar e a atendente sorriu e afirmou dizendo que seria as  20:00hs, ele então se despede e decide fazer um passeio pela cidade próxima, vê então uma criança que brinca em um parque na cidade, ela sorria alegremente em um balanço, seus cabelos negros cacheados voavam no ar com o movimento do balanço e sua pele morena brilha na luz fraca dos postes de iluminação, sua gargalhada fez todo seu ser se aquecer. Fez então uma reflexão, quem se diz acreditar em Deus, mas que não consegue ver todo o seu amor e beleza em uma criança feliz, não pode dizer que acredita Nele. Ele está em tudo e em todas as coisas belas, Deus é amor e quem carrega ódio dentro de si, não está pronto para se entregar a Ele, de corpo, alma e coração.  

Volta para o hotel, faz sua refeição e vai para o quarto, ajoelha ao pé da cama faz sua oração, se deita e descansa. 

No dia seguinte continuou sua viagem, chegando em uma cidade movimentada, encontra uma livraria, estaciona e entra na loja, uma atendente se aproxima e pergunta o que deseja, ele então responde: 

“Quero comprar todos os livros infantis que tiver” ela entra em choque por alguns segundos e continua alegremente: 

“Por aqui” ela me guia até a sessão infantil e começa a recolher os livros, passou pelo caixa e sorriu, ele sorri de volta, paga e vai embora, ele pergunta a um passante onde fica o hospital mais próximo e vai até lá, pergunta a recepcionista se pode fazer uma visita as crianças do hospital, ela reluta e chama o médico responsável, que após uma longa conversa, permite a entrada do estranho. Ele passa de quarto em quarto, conversando e entregando livros para as crianças, que sorriam feliz, com tudo aquilo.  

Seguindo então seu caminho, ele para novamente em um posto de gasolina e conversa com o frentista, um jovem sorridente, mas que no fundo dos olhos se via uma preocupação, ele então pergunta para o jovem: 

“Aconteceu algo?” ele se perde nos próprios pensamentos e responde suspirando: 

“Minha esposa está em estado grave no hospital, ela deu à luz a nosso filho, mas ele não sobreviveu e agora ela está muito mal, estou trabalhando em dobro para poder pagar o hospital” 

“Entendo, qual o nome dela?”  

“Helena Ferraz” ele pensa um pouco e fala: 

“Desejo o melhor a ela e a você, sei que vocês vão conseguir enfrentar isso” ele abraça forte o rapaz e então vai até a conveniência do posto, para pagar sua conta, ele se despede do rapaz e se direciona para o hospital mais próximo, pergunta da esposa do rapaz e a atendente diz que ela não está lá, mas que há outro hospital, do outro lado da cidade, ela explica como chegar lá e ele vai, quando chega lá, ele descobre que ela está lá, e fala a atendente e ao médico chefe, que pagará todo o tratamento da moça, no mesmo instante ele já pega seu talão de cheque anotando o preço falado, assinando e repassando para eles, ele se despede e vai embora. 

Acidente de Amor – Capítulo 14 – Série Os Freitas – Volume 2

Nota da Autora: Primeiramente milllll desculpas por não ter postado nada ontem, o dia foi incrivelmente corrido, não pude parrar para postar nada. Por isso vou postar hoje, espero que gostem.


Capítulo 14

Leticia

Depois do meu piti no café e o fiasco do tapa no Arthur, caminhamos até uma outra cafeteria, que ironicamente tem um panfleto colado no vidro dizendo que precisam de uma nova garçonete, assim que entramos eu converso sobre a vaga com o atendente, que está com um crachá que está escrito Kevin, logo depois que termino de falar com ele, ele começa a conversar com Arthur, que responde tranquilamente, eu o encaro e cruzo os braços e fico só ouvindo eles conversarem, aparentemente se conhecem há um bom tempo, eles terminam e nós direcionamos para uma mesa mais ou menos no centro da sala, ele puxa a cadeira para que eu possa me sentar e eu arqueio uma sobrancelha, ele sorri com todos os dentes e eu apenas reviro os olhos, ele se senta à minha frente e apoia a mão sobre a mesa e pergunta:

– O que vai querer? – Respondo sua pergunta com outra pergunta:

– Por que me trouxe aqui? – Ele inclina a cabeça como se não entendesse, então eu continuo – Não faz sentido ter me trazido logo aqui, onde você conhece o recepcionista e provavelmente a dona também – Ele abaixa a cabeça e sorri, olha novamente para mim e responde:

– Bem, por um lado tem razão, eu conheço todos aqui, mas bem, eu gosto daqui, é um ótimo café, no entanto, se não quiser trabalhar aqui é uma escolha sua. Para ser bem sincero, você iria adorar esse lugar –

enorme barrigão, é a tal Mel de quem eles haviam comentado. Ela se aproxima e pergunta:

– Olá, bom dia, o que vão querer? – Ele olha para mim e diz:

– Um café e você Leticia? – Ele continua olhando para mim e eu respondo:

– Um chá verde – Ela anota os pedidos e se retira, eu pergunto:

– Como você conhece todos aqui? – Ele olha em volta e diz:

– Minha mãe é a dona, cresci aqui praticamente – Eu fico um pouco surpresa, a mãe dele é a dona e eu vou ter que falar com ela amanhã? Meu semblante entregou meus pensamentos, pois ele comentou – Se você está pensando que ela não gosta de você, por causa do acidente, saiba que ela me culpa mais do que culpa você, ela é uma mulher incrível e não irá te tratar mal, ela ficou muito brava comigo e disse que eu teria que pagar o concerto do carro, já que eu não vi que você estava vindo, apesar da preferência ser minha, mas não vamos tocar nesse assunto, me fala de você, o que você gosta de fazer? – Eu respondo calmamente:

– Gosto de chás, filmes, música e correr. Logicamente que agora estou sem carro, ou seja, sem corridas – Eu faço uma cara triste e irônica ao mesmo tempo, ele faz uma cara de interessado e eu pergunto – Você não vai mais desgrudar mais de mim? – Ele sorri e responde:

– Ainda não consegui o que quero – Ele dá uma piscadela e eu pergunto:

– E o que você quer?


Notas Finais: Bom gente esse foi o capítulo de hoje, espero que gostem

Espero também que o Natal de vocês tenha sido incrível

Aqui quem fala é a Porteira de Maquete beijos e arrivederci.