Bem Me Quer, Mal Me Quer

Quando mais nova, costuma ir nos jardins alheios por aí e juntar um monte de flores, sabe coisa de criança entendiada?

Passava horas arrancando as pétalas uma a uma brincado de bem quer, mal me quer. E com aquela inocência toda mal sabia eu que o Bem me quer são as escolhas que fazemos sabe, algumas no calor do momento outras por não ter opções mais ainda assim as fazemos e o Mal me quer na verdade são as consequências dessas escolhas sabe, algumas demoram a chegar outras vem mais rápidas mais ainda assim chegam em algum momento.

E ainda hoje deixamos muitas pessoas brincarem de Bem me quer e Mal me quer com a gente.

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Acidente de Amor – Capítulo 19 – Série Os Freitas – Volume 2

Capítulo 19

Arthur

Depois que sai do café fui para a residência do Sr. Smith, onde estão fazendo as reformas do projeto que fiz, passei o dia todo lá, vendo como anda as reformas e estava tudo nos conformes, fui para casa e tomei um banho e tirei toda a sujeira do dia, quando sai do banho resolvo fazer um café, vejo a Emmy senta conversando com a Vanellope, ficamos conversando um tempo e disse que iria na corrida da Leticia, confesso que estou um pouco ansioso, apesar de sempre ter morado aqui, nunca presenciei uma corrida, não faço ideia onde ela vai conseguir um carro, mas sei que irá dar um jeito, ela também está sem a carteira de motorista, então, é melhor ela evitar as vias expressas e os centros. Dou tchau para as meninas e digo que não sei que horas irei voltar, pego um táxi e vou no endereço que ela havia me passado, já havia ido naquele posto antes, quando ia viajar, então sei bem onde é, assim que chego vejo um certo aglomerado de pessoas e alguns carros na rua, dou uma circulada e procuro encontrar ela, mas pelo que vejo ela ainda não chegou, alguns minutos depois vejo um corcel vermelho e preto chegando e se posicionando para a corrida, vejo ela atrás do volante, eu sorrio, mas ela apenas acena com a cabeça, a corrida começa e logo os carros desaparecem e vejo toda a corrida por câmeras espalhadas pelo caminho da corrida, ela pilota muito bem, vejo os carros voltando e ela acaba em segundo lugar, não é tão ruim, ela estaciona e eu me aproximo, pergunto a ela se ela nunca pensou em correr profissionalmente e aparentemente ela não gosta muito da ideia, então eu disse:

– Bom, eu só acho que correr nessas condições, onde você pode ser presa e multada, ou pior, tirar a vida de outra pessoa e até mesmo a sua, não seja o que você realmente gosta de fazer – Depois que disse isso ela pareceu estar pensativa, mas antes de dizer algo um homem falou alto para todos ouvirem:

– A polícia está fazendo ronda – Logo depois disso todos começaram a se afastar e irem embora, só sinto a mão da Leticia me puxando para dentro do carro e se afastar rapidamente dali, depois de alguns quarteirões ela fala:

– Onde que deixo você? – Penso um pouco e digo:

– Rua das flores, número 27 – Ela vai em segue, ficamos em silencio, mas não era um silencio ruim, chegamos no endereço e ela fala:

– Vai me deixar em paz agora? – Eu penso um pouco e respondo:

– Você quer que eu suma da sua vida? – Eu já tinha tirado o cinto e estava próximo dela, ela ainda estava em silencio, eu continuo – Até logo – Desço do carro e dou a volta no mesmo e vou em direção ao pequeno prédio, ela ainda não tinha ido embora com o carro, ela estava lá parada, toco o interfone e ninguém atende, eu tinha deixado a chave lá, ela grita do carro:

– Ficou para fora? – Ouso ela gargalhar e respondo:

– Parece que sim, acho que a Emmy saiu com a Lope – Ela fez uma careta e eu respondo- Sim, eu divido um apartamento com uma amiga.

– Ah sim, mas você vai para onde agora? – Ela pergunta, eu penso por um tempo e digo:

– Eu não sei na verdade, meus pais já devem ter dormido e meus avós estão de férias ainda – Ela pensa um pouco e diz:

– Entra no carro, vamos- eu entro e ela começa a dirigir e eu pergunto:

– Onde vamos? Algum hotel? – Ela responde logo em seguida: – Nós vamos para minha casa, eu tenho um sofá bem aconchegante, você pode ficar lá hoje, mas só hoje e não se acostume.

Eu permaneci calado até chegar ao seu apartamento, nós subimos, ela destrancou a porta e entramos, seu apartamento é grande, a sala e a cozinha são juntos, mas são bem grandes, ela fala:

– Pode ficar no sofá, eu vou buscar um cobertor e um travesseiro para você, eu já volto.

Acidente de Amor – Capítulo 18 – Série Os Freitas – Volume 2

Capítulo 18

Leticia

Na quarta-feira o dia foi muito exaustivo, fui bem cedo no café e consegui falar com a mãe do Arthur, uma mulher baixa e muito bonita, ela foi muito educada, disse que eu poderia trabalhar lá nos finais de semana, pois sábado e domingo são os dias que eu não estou trabalhando com o serviço comunitário, pensei que não iria me contratar depois do ocorrido com o filho dela, mas foi como se ela não soubesse quem eu era, mas ela sabia, porem ela soube entender. Hoje, quinta-feira, passei o dia na escola pintando as paredes pichadas, choveu o dia todo, mas agora não chove mais, estou jogada no sofá, acabei de sair do banho e estou aqui esperando dar hora de ir buscar o carro, ainda são 18:00 horas, vou esperar mais uma hora, fico pensando se ele realmente vai, não foi tão difícil conseguir essa corrida, mas se eu for pega ou vista correndo serei presa por um bom tempo e vou perder a casa, isso não é bom, não é nada bom; e eu ainda tenho um prazo para pagar a multa não posso atrasar.

Estou tão entretida com meus pensamentos que quando olho para o relógio levo um susto ao ver que horas são, estava atrasada, saio e pego um táxi. Chego na casa do Max e vejo Kelly sentada na varanda com uma garrafa de cerveja, olho-a e vou em sua direção e falo:

– Oi Kelly, Max disse para eu vir buscar o carro, vou correr – Ela sorri e diz:

– Eu sei, ele disse que você pode pegar o vermelho, a chave está aqui – Ela me entrega as chaves e eu dou tchau para ela, vou em direção a garagem e vejo um belo corcel vermelho e preto, já tinha corrido com ele é um belo carro, Max tem outros parecidos, mas esse é meu favorito. Chego no posto de gasolina quase 20:00 horas, posiciono o carro e olho ao redor, ao longe vejo ele no meio de algumas pessoas, impossível não reconhecer com aquele gesso, ele está olhando para os outros carros, quando para o olhar em mim, ele sorri e eu apenas aceno com a cabeça, vejo Cindy se posicionando e começando a contagem, a corrida começa e como sempre eu foco na corrida e esqueço tudo ao meu redor, quando vejo já estou nas últimas voltas e fico em segundo lugar, nem sempre se ganha. Depois que estaciono o carro e desço, dou de cara com ele, que me dá seu sorriso típico, ele fala:

– Bela corrida, você dirige muito bem, já pensou em correr profissionalmente? – Faço uma careta e respondo:

– Não, acho que não é muito a minha praia, isso- dou uma pequena volta em sua frente e continuo- Isso sim é, esse sentimento nasceu aqui, desse jeito, não acho que correr para um bando de mauricinhos seja a minha praia, prefiro as ruas, que me dão mais liberdade e rebeldia.

– Bom, eu só acho que correr nessas condições, onde você pode ser presa e multada, ou pior, tirar a vida de outra pessoa e até mesmo a sua, não seja o que você realmente gosta de fazer.

Acidente de Amor – Capítulo 17 – Série Os Freitas – Volume 2

Capítulo 17

Arthur

Já é quinta feira e o dia está chuvoso, mas muito abafado também, olho pela janela do café, vejo a chuva cair lá fora, sei que está caindo com força, mas ao mesmo parece estar em câmera lenta, começo a pensar no que já me aconteceu, minhas memórias pausam no momento em que vi Eleonor, minha primeira namorada, a razão pela qual não namorei mais ninguém. Ela tinha dezesseis anos e eu tinha acabado de fazer dezoito, nós namoramos escondido dos pais dela, eu achava que a amava, dava tudo que ela pedia, talvez esse tenha sido meu erro, eu nunca insisti para que tivéssemos relações, mas ela quis, fizemos e era a primeira vez dela, continuamos fazendo por mais alguns dias, mas em uma manhã, policias bateram na minha porta, informando de que eu seria levado preso, eu não entendia o que estava acontecendo, chegando na delegacia, o delegado me informou que ela havia me denunciado, dizendo que eu tinha me aproveitado dela, eu não acreditava no que estava acontecendo. Eu fiquei preso por uns 6 meses, meu pai conhecia algumas pessoas que me ajudaram a não ficar detido por mais tempo, eu expliquei o que realmente havia ocorrido, então me ajudaram. Dois meses depois que eu já havia saído da prisão, ela me procurou, disse que estava com saudade e que queria me ver, eu normalmente sou bem calmo, mas no momento em que ela me mandou aquelas mensagens eu surtei, mandei muitos áudios gritando e mensagens ofensivas, sei que não é certo, mas eu não suportei, depois disso ela nunca mais apareceue é melhor assim, depois de tudo eu preferi me afastar e me dedicar totalmente a faculdade, consequentemente, não namorei mais.

Acidente de Amor – Capítulo 16 – Série Os Freitas – Volume 2

Notas da Autora: Olá meu queridos moradores do meu mundo de maquetes, peço desculpas por não ter postado nada na quarta passada, aconteceu um imprevisto e não pude postar. Mas para compensa-los vou postar dois capítulos hoje, uma ótima leitura a todos.


Capítulo 16

Leticia

Olhar aqueles olhos castanhos profundos me fez arrepiar, me ver correr é o que ele quer, ele verá, espero que ele me deixe em paz depois, no entanto, vê-lo falar que “talvez´´ iria me deixa em paz me subiu uma certa raiva, mas ao mesmo tempo uma certa alegria? Acho que não, espero que não, ele é muito insistente e grudento, o melhor a fazer é tira-lo da minha vida o mais rápido possível. Assim que terminamos de comer ele foi embora, eu peguei o dinheiro que ele havia deixado e junto com o meu paguei e fui embora, peguei um táxi e fui para o fórum resolver minhas questões do trabalho comunitário, o encarregado me entregou uma roupa laranja e disse que eu teria que ir para uma escola estadual para ajudar no que eu puder nas reformas e na limpeza do colégio, por 20 dias, eu deveria começar imediatamente, e então eu fui, passei o resto do dia lá, ajudando na limpeza. Quando cheguei em casa já bem tarde da noite me joguei no sofá exausta, peguei meu celular e disquei o número do Max, que logo atendeu falando: – Do que precisa minha deusa? – Ele me conhece muito bem, sem rodeios eu respondo:

– Preciso de um carro para correr na quinta, que seja rápido- Ele fica um pouco em silencio e responde, com o mesmo humor de sempre:

– Claro, princesa, só não bata ele, você pode passar aqui na quinta à noite e pegar o carro, a Kelly vai estar aqui, pode pegar o carro com ela.

– Valeu meu rei, você é de mais – Ela dá uma gargalhada e fala:

– Claro que sou, tudo pela minha princesa. Mas diz ai, como você está? – Eu tirei as botas e as deixei jogadas no chão e deitei no sofá com os pés no braço do sofá, respirei calmamente e disse:

– Ah vou bem, na medida do possível, estaria melhor com um chocolate quente ou um pote enorme de sorvete e muitos milhões na minha conta, mas né, a vida é injusta – Eu rio alto e ele dá um leve sorriso do outro lado, eu continuo – Max, vou desligar, estou muito cansada e tenho um dia cheio amanhã, boa noite, se cuida.

– Boa noite minha deusa, se cuida também e juízo.

Depois disso eu me levantei e fui tomar um banho, para tirar um pouco daquele cansaço, tomo um banho e me deito na cama, já de pijama, sinto a casa tão fria e vazia, mas é o único lugar que tenho, e querendo ou não, era o melhor lugar que eu podia ficar, a saudade que sinto dele é esmagadora e torturante, a final, eu o amava, apesar de todos os seus muitos erros. No entanto eu não podia me afogar nas dores, isso não me levará a lugar algum, um tempo depois eu acabo dormindo.

CORTINA

Oiii meus bailarinos do mundo das luas, como vocês estão?

Me perdoem por esta sumida mais estou ativa de volta e aguardem vários projetos esse ano.

Bjuus de uma bailarina aluarada

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Eu estive presa

observando através de uma fina cortina enquanto os outros olhavam para mim.

Nua

Entre as ruas daqui e dali pude ouvir várias risadas

Umas de escárnio

Outras de pena

E ainda há quem diga de tristeza mais a verdade

É que nada ouvir apenas vi.

De um pular de paralelepípedo há outro tive um mundo

E ao mesmo tempo tive nada

Entre esse saltar e tocar o chão também tive meu coração em pedaços.

Fragalhos.

Então a janela abriu mais a cortina ainda continuava lá.

Mais fina porém, sempre constante.

Então sumiu.

E ficou tudo tão longe do que era real para mim.

Ainda queria a cortina

Mais também preciso ficar sem ela.

Conto – Com As Mãos no Volante – Parte 3 final

Na semana seguinte,  na segunda feira bem cedo, tomava seu café da manhã em uma cafeteira de esquina, quando então seu celular toca e a voz de Carlos surge dizendo já estar na casa de repouso, a antiga dona já não se encontrava lá e havia deixado o documento exigido por ele, ele então fala: 

“Certo Carlos, preciso que siga as instruções dadas por mim no e-mail que irei mandar em alguns minutos, não se esqueça de contratar um jardineiro para manter as flores e a grama bonitas, contrate também uma professora ou professor de dança, para que eles possam  Ter aulas de dança, também duas faxineiras para limpar a residência” do outro lado da linha, Carlos anotava as informações e perguntou se havia algo a mais, o mesmo disse que não.  A ligação se encera e então ele continua seu café,  observando o movimento dos carros, antes de sair, viu a moça que o atendeu ao longe e a chamou, pediu a conta e ela logo trouxe, observando melhor a moça,  notou que tinha tinta de canetinha no pescoço deduziu que a mesma tivesse filhos, ele pergunta: 

“A senhorita por acaso é mãe?” ela pareceu sem jeito é responde sorrindo: 

“Sim, tenho gêmeas de cinco anos, são a minha alegria” ela então se retira e ele pega sua carteira e retira duas notas de cem, ele se retira caminhando lentamente, a moça se aproxima da mesa e pega a conta, quando abro e vê as notas, corre até o homem desconhecido  e diz: 

“Com licença, senhor, deve ter havido um engano, o senhor deixou muito além do que devia” ele sorri e diz: 

“Não senhorita, está certo, essa é a sua gorjeta, tenha um bom dia” ele continua a caminhar e a moça fica ali, parada, até que é chamada e volta para o lugar, atendendo outra mesa. Pega seu carro e continua a sua viagem, sempre dirigindo com calma e tranquilidade, afinal, não é o destino que importa é sim o caminho que se é feito. Ele vê então um carro parado no meio da estrada, estava atolado na lama, da chuva do dia anterior, ele para e oferece sua ajuda, o homem já sujo de lama disse: 

“Mas você vai se sujar também” ele responde já indo ao lado do homem para ajudar: 

“Não tem problema algum” eles empurram o carro, uma, duas, três vezes e então um terceiro homem chega e os ajuda também, logo os três homens sujos de lama se despede com um sorriso e um cumprimento com a mão, cada um então segue seu rumo.   

Para em uma pequena pousada, aluga um quarto e sove para se limpar, volta então para a recepção  e pergunta a senhora se ah um orfanato por perto, ela diz que não muito longe, ele pergunta então se no dia seguinte ela estaria aberta até que horas, a senhora então respondeu que a pousada fechava as 21:00, ele agradece, e vai até a cidade, passa em uma loja de brinquedos e compra muitos deles, pede para embrulhar, recolhe e coloca no carro e volta para a pousada. Na manhã seguinte, manhã do dia de Natal, ele vai até o orfanato e entrega todos os brinquedos que comprou para as crianças, brincaram e leram histórias, comprou também  muita comida para passarem esse Natal, o dia passou rápido e animado, as crianças estavam tão felizes. A diretora do lugar então o chama para uma conversa, ela pergunta: 

“O que leva o senhor a fazer isso? Não tinha nenhuma razão para trazer presentes e comida a todas essas crianças” 

“Bom minha senhora, cheguei a conclusão de que minha vida não estava boa, e eu estava infeliz, então decidi viajar por todo lugar, e as estradas da vida me trouxeram até aqui” conversaram mais um pouco e uma criança puxa a barra de sua camisa, olhando para cima com seus olhos brilhantes, e pergunta:  

“Moço, por que você veio aqui?”  

“Eu não  gostaria de passar esse Natal sozinho” 

“O moço não tem família? Como nós?” a diretora fica atenta a conversa e então ele responde:  

“Isso, eu não tenho mais família, agora eu sou sozinho” ele se abaixa e abraça a pequena criança. Ele então se despede de todos e volta embora para a pousada, ao chegar em seu quarto, se ajoelha e agradece por tudo, ele então se deita e descansa. A semana seguinte se passou rápido, e não sabia o que faria na virada do ano, nesse momento um carro de som passa anunciando uma grande festa na praça da cidade, ele se interessa e decidi participar. Chegando a noite da virada, muitas pessoas se juntaram na praça, música e bebidas e comida, as pessoas riam e se divertiam, ele então compra um refrigerante e começa a bebe-lo então alguém bate com força em suas costas e o líquido quase cai em cima dele e quase engasga, ele olha para trás e encontra belos olhos castanhos, cabelos castanhos claros e longos, da mesma altura dele, ela fala alto por causa da música alta:  

“Mil perdões moço, me empurraram e eu trombei em você” ele está paralisado olhando fixo para aquele par de olhos que sorriam para ele. Acabaram conversando por horas e horas, fizeram a contagem regressiva juntos e o ano novo começou muito bem, uma nova amizade se inicia junto com o novo ano que chegou. 

~Fim~

Acidente de Amor – Capítulo 15 – Série Os Freitas – Volume 2

Notas da Autora: desejo a todos um ótimo ano novo, e que possam realizar todos os seus sonhos, que esse ano seja de coragem e principalmente amor, pois sabemos que o amor não se trata apenas de um amor carnal, e sim, o amor de família, amizade, bichinhos de estimação. E que esse ano tenha mais empatia. Boa leitura


Capitulo 15

Arthur

Ela olhava fixamente com aqueles belos olhos verdes e eu sorrindo irônico digo:

– Ver você correr de verdade e não estar no caminho dessa vez – Ela me olha curiosa e diz:

– Está bem, venha nessa quinta, 20 horas no posto de gasolina na saída. Se me ver correr é o que você quer, verá, após isso você me deixa em paz? – Penso por alguns instantes e digo:

– Talvez – Ela faz uma cara de indignada, logo em seguida nossos pedidos chegam, conversamos mais alguns minutos e eu resolvo voltar para casa e falo:

– Acho melhor irmos, quer que eu leve você? – Ela nega com a cabeça e abaixa a xicara lentamente, após engolir o chá que havia acabado de tomar fala:

– Você não precisa me levar, tenho coisas para fazer ainda – Eu assinto e me levanto, tiro a carteira do bolso e com o apoio da mão com o braço quebrado eu tiro uma nota de vinte dólares e deposito sobre a mesa e digo – Por minha conta – Ela não diz nada, eu me retiro dando tchau para Kevin, quando me aproximo da porta. Chamo um taxi e volto para casa, chegando lá, noto que a casa está completamente vazia, Emmy havia saído e não deixou nada, nem sequer um bilhete, que estranho, resolvo ir tomar um banho e então ouso risos vindo do corredor do lado de fora, a porta se abre e as risadas ficam mais altas, Emmy fala:

– Arth, está aí? – Eu então grito do banheiro:

– Estou no banho, não demoro – Depois de alguns minutos saio do banheiro com a toalha enrolada em volta da cintura, vou para o quarto e troco de roupa rapidamente, chego na sala e vejo que Emmy trouxe Vanellope, eu sorrio e cumprimento as duas, Emmy sussurra algo no ouvido dela e ela concorda, então Emmy olha para mim e fala:

– Quero te contar uma novidade – Faço uma cara de curioso atrás do balcão da cozinha, pego uma xicara e ponho um pouco de café, tomo um gole e ela continua – Nós estamos namorando – Faço uma cara de surpresa e sorrio logo em seguida, então comento:

– Que bom, meninas, fico feliz por vocês, desejo muitas felicidades a vocês, mas Emmy, isso não muda nosso acordo, tudo bem? – Ela assente, me sento no sofá e resolvemos assistir um filme, as horas passam e eu não paro de pensar nela, hoje ainda é terça-feira, é melhor eu não vê-la até quinta à noite acho que já estou forçando a barra vendo-a todos os dias, melhor eu ficar na minha.