Conto – Com As Mãos no Volante – Parte 3 final

Na semana seguinte,  na segunda feira bem cedo, tomava seu café da manhã em uma cafeteira de esquina, quando então seu celular toca e a voz de Carlos surge dizendo já estar na casa de repouso, a antiga dona já não se encontrava lá e havia deixado o documento exigido por ele, ele então fala: 

“Certo Carlos, preciso que siga as instruções dadas por mim no e-mail que irei mandar em alguns minutos, não se esqueça de contratar um jardineiro para manter as flores e a grama bonitas, contrate também uma professora ou professor de dança, para que eles possam  Ter aulas de dança, também duas faxineiras para limpar a residência” do outro lado da linha, Carlos anotava as informações e perguntou se havia algo a mais, o mesmo disse que não.  A ligação se encera e então ele continua seu café,  observando o movimento dos carros, antes de sair, viu a moça que o atendeu ao longe e a chamou, pediu a conta e ela logo trouxe, observando melhor a moça,  notou que tinha tinta de canetinha no pescoço deduziu que a mesma tivesse filhos, ele pergunta: 

“A senhorita por acaso é mãe?” ela pareceu sem jeito é responde sorrindo: 

“Sim, tenho gêmeas de cinco anos, são a minha alegria” ela então se retira e ele pega sua carteira e retira duas notas de cem, ele se retira caminhando lentamente, a moça se aproxima da mesa e pega a conta, quando abro e vê as notas, corre até o homem desconhecido  e diz: 

“Com licença, senhor, deve ter havido um engano, o senhor deixou muito além do que devia” ele sorri e diz: 

“Não senhorita, está certo, essa é a sua gorjeta, tenha um bom dia” ele continua a caminhar e a moça fica ali, parada, até que é chamada e volta para o lugar, atendendo outra mesa. Pega seu carro e continua a sua viagem, sempre dirigindo com calma e tranquilidade, afinal, não é o destino que importa é sim o caminho que se é feito. Ele vê então um carro parado no meio da estrada, estava atolado na lama, da chuva do dia anterior, ele para e oferece sua ajuda, o homem já sujo de lama disse: 

“Mas você vai se sujar também” ele responde já indo ao lado do homem para ajudar: 

“Não tem problema algum” eles empurram o carro, uma, duas, três vezes e então um terceiro homem chega e os ajuda também, logo os três homens sujos de lama se despede com um sorriso e um cumprimento com a mão, cada um então segue seu rumo.   

Para em uma pequena pousada, aluga um quarto e sove para se limpar, volta então para a recepção  e pergunta a senhora se ah um orfanato por perto, ela diz que não muito longe, ele pergunta então se no dia seguinte ela estaria aberta até que horas, a senhora então respondeu que a pousada fechava as 21:00, ele agradece, e vai até a cidade, passa em uma loja de brinquedos e compra muitos deles, pede para embrulhar, recolhe e coloca no carro e volta para a pousada. Na manhã seguinte, manhã do dia de Natal, ele vai até o orfanato e entrega todos os brinquedos que comprou para as crianças, brincaram e leram histórias, comprou também  muita comida para passarem esse Natal, o dia passou rápido e animado, as crianças estavam tão felizes. A diretora do lugar então o chama para uma conversa, ela pergunta: 

“O que leva o senhor a fazer isso? Não tinha nenhuma razão para trazer presentes e comida a todas essas crianças” 

“Bom minha senhora, cheguei a conclusão de que minha vida não estava boa, e eu estava infeliz, então decidi viajar por todo lugar, e as estradas da vida me trouxeram até aqui” conversaram mais um pouco e uma criança puxa a barra de sua camisa, olhando para cima com seus olhos brilhantes, e pergunta:  

“Moço, por que você veio aqui?”  

“Eu não  gostaria de passar esse Natal sozinho” 

“O moço não tem família? Como nós?” a diretora fica atenta a conversa e então ele responde:  

“Isso, eu não tenho mais família, agora eu sou sozinho” ele se abaixa e abraça a pequena criança. Ele então se despede de todos e volta embora para a pousada, ao chegar em seu quarto, se ajoelha e agradece por tudo, ele então se deita e descansa. A semana seguinte se passou rápido, e não sabia o que faria na virada do ano, nesse momento um carro de som passa anunciando uma grande festa na praça da cidade, ele se interessa e decidi participar. Chegando a noite da virada, muitas pessoas se juntaram na praça, música e bebidas e comida, as pessoas riam e se divertiam, ele então compra um refrigerante e começa a bebe-lo então alguém bate com força em suas costas e o líquido quase cai em cima dele e quase engasga, ele olha para trás e encontra belos olhos castanhos, cabelos castanhos claros e longos, da mesma altura dele, ela fala alto por causa da música alta:  

“Mil perdões moço, me empurraram e eu trombei em você” ele está paralisado olhando fixo para aquele par de olhos que sorriam para ele. Acabaram conversando por horas e horas, fizeram a contagem regressiva juntos e o ano novo começou muito bem, uma nova amizade se inicia junto com o novo ano que chegou. 

~Fim~

Acidente de Amor – Capítulo 15 – Série Os Freitas – Volume 2

Notas da Autora: desejo a todos um ótimo ano novo, e que possam realizar todos os seus sonhos, que esse ano seja de coragem e principalmente amor, pois sabemos que o amor não se trata apenas de um amor carnal, e sim, o amor de família, amizade, bichinhos de estimação. E que esse ano tenha mais empatia. Boa leitura


Capitulo 15

Arthur

Ela olhava fixamente com aqueles belos olhos verdes e eu sorrindo irônico digo:

– Ver você correr de verdade e não estar no caminho dessa vez – Ela me olha curiosa e diz:

– Está bem, venha nessa quinta, 20 horas no posto de gasolina na saída. Se me ver correr é o que você quer, verá, após isso você me deixa em paz? – Penso por alguns instantes e digo:

– Talvez – Ela faz uma cara de indignada, logo em seguida nossos pedidos chegam, conversamos mais alguns minutos e eu resolvo voltar para casa e falo:

– Acho melhor irmos, quer que eu leve você? – Ela nega com a cabeça e abaixa a xicara lentamente, após engolir o chá que havia acabado de tomar fala:

– Você não precisa me levar, tenho coisas para fazer ainda – Eu assinto e me levanto, tiro a carteira do bolso e com o apoio da mão com o braço quebrado eu tiro uma nota de vinte dólares e deposito sobre a mesa e digo – Por minha conta – Ela não diz nada, eu me retiro dando tchau para Kevin, quando me aproximo da porta. Chamo um taxi e volto para casa, chegando lá, noto que a casa está completamente vazia, Emmy havia saído e não deixou nada, nem sequer um bilhete, que estranho, resolvo ir tomar um banho e então ouso risos vindo do corredor do lado de fora, a porta se abre e as risadas ficam mais altas, Emmy fala:

– Arth, está aí? – Eu então grito do banheiro:

– Estou no banho, não demoro – Depois de alguns minutos saio do banheiro com a toalha enrolada em volta da cintura, vou para o quarto e troco de roupa rapidamente, chego na sala e vejo que Emmy trouxe Vanellope, eu sorrio e cumprimento as duas, Emmy sussurra algo no ouvido dela e ela concorda, então Emmy olha para mim e fala:

– Quero te contar uma novidade – Faço uma cara de curioso atrás do balcão da cozinha, pego uma xicara e ponho um pouco de café, tomo um gole e ela continua – Nós estamos namorando – Faço uma cara de surpresa e sorrio logo em seguida, então comento:

– Que bom, meninas, fico feliz por vocês, desejo muitas felicidades a vocês, mas Emmy, isso não muda nosso acordo, tudo bem? – Ela assente, me sento no sofá e resolvemos assistir um filme, as horas passam e eu não paro de pensar nela, hoje ainda é terça-feira, é melhor eu não vê-la até quinta à noite acho que já estou forçando a barra vendo-a todos os dias, melhor eu ficar na minha.