Acidente de Amor – Capítulo 18 – Série Os Freitas – Volume 2

Capítulo 18

Leticia

Na quarta-feira o dia foi muito exaustivo, fui bem cedo no café e consegui falar com a mãe do Arthur, uma mulher baixa e muito bonita, ela foi muito educada, disse que eu poderia trabalhar lá nos finais de semana, pois sábado e domingo são os dias que eu não estou trabalhando com o serviço comunitário, pensei que não iria me contratar depois do ocorrido com o filho dela, mas foi como se ela não soubesse quem eu era, mas ela sabia, porem ela soube entender. Hoje, quinta-feira, passei o dia na escola pintando as paredes pichadas, choveu o dia todo, mas agora não chove mais, estou jogada no sofá, acabei de sair do banho e estou aqui esperando dar hora de ir buscar o carro, ainda são 18:00 horas, vou esperar mais uma hora, fico pensando se ele realmente vai, não foi tão difícil conseguir essa corrida, mas se eu for pega ou vista correndo serei presa por um bom tempo e vou perder a casa, isso não é bom, não é nada bom; e eu ainda tenho um prazo para pagar a multa não posso atrasar.

Estou tão entretida com meus pensamentos que quando olho para o relógio levo um susto ao ver que horas são, estava atrasada, saio e pego um táxi. Chego na casa do Max e vejo Kelly sentada na varanda com uma garrafa de cerveja, olho-a e vou em sua direção e falo:

– Oi Kelly, Max disse para eu vir buscar o carro, vou correr – Ela sorri e diz:

– Eu sei, ele disse que você pode pegar o vermelho, a chave está aqui – Ela me entrega as chaves e eu dou tchau para ela, vou em direção a garagem e vejo um belo corcel vermelho e preto, já tinha corrido com ele é um belo carro, Max tem outros parecidos, mas esse é meu favorito. Chego no posto de gasolina quase 20:00 horas, posiciono o carro e olho ao redor, ao longe vejo ele no meio de algumas pessoas, impossível não reconhecer com aquele gesso, ele está olhando para os outros carros, quando para o olhar em mim, ele sorri e eu apenas aceno com a cabeça, vejo Cindy se posicionando e começando a contagem, a corrida começa e como sempre eu foco na corrida e esqueço tudo ao meu redor, quando vejo já estou nas últimas voltas e fico em segundo lugar, nem sempre se ganha. Depois que estaciono o carro e desço, dou de cara com ele, que me dá seu sorriso típico, ele fala:

– Bela corrida, você dirige muito bem, já pensou em correr profissionalmente? – Faço uma careta e respondo:

– Não, acho que não é muito a minha praia, isso- dou uma pequena volta em sua frente e continuo- Isso sim é, esse sentimento nasceu aqui, desse jeito, não acho que correr para um bando de mauricinhos seja a minha praia, prefiro as ruas, que me dão mais liberdade e rebeldia.

– Bom, eu só acho que correr nessas condições, onde você pode ser presa e multada, ou pior, tirar a vida de outra pessoa e até mesmo a sua, não seja o que você realmente gosta de fazer.

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