Acidente de Amor – Capítulo 23 – Série Os Freitas – Volume 2

Capítulo 23

Arthur

Depois que ela foi embora, Emmy me olhou com um olhar malicioso e diz: – Leticia? Por um acaso, não é a mesma moça que bateu no seu carro? – Eu olho para o lado e coço a nuca, olha para ela novamente e respondo:

– É, é ela, mas não é nada do que você imagina, nada aconteceu, eu fui ver ela correr ontem e quando eu voltei para cá, você não estava aqui, então ela me deixou ficar na casa dela ontem – Ela me olha meio desconfiada e diz:

– Venha, vamos entrar, você tem que se trocar, você está horrível.

Nós entramos e vou direto para o banho, enquanto a água desce sobre meu corpo, penso novamente nela correndo, depois ela de pijama, apesar de estar desarrumada, estava muito linda. Sai do banho, um pouco atrasado, me troquei o mais rápido que eu pude, chamei um táxi e fui para a firma, assim que cheguei Raphael já aparece bufando e fala com um tom muito sério:

– Para a sala de reuniões, agora! – Eu não digo nada, apenas vou em direção a sala, assim que entro na sala, noto que a outras pessoas na sala, fora os que já trabalham comigo, que eu nunca havia visto, todos de terno e bem vestidos, logo que me sento, Raphael entra com uma pasta e se senta na ponta da mesa e diz:

– Podemos começar essa reunião – Depois de horas lá sentado, vendo eles debaterem e discutirem um tanto quanto alterados, por fim, concluíram que houve um erro do próprio Raphael em um dos

projetos e terá que ser interditado e refeito o projeto e fazer alterações. Já dá para imaginar como Raphael está com raiva, mas bem, ele errou. O resto do dia passou lento e tedioso. Em alguns momentos sonhei acordado com ela, no fim da tarde, depois de sair do trabalho vou para casa muito cansado.

3 meses depois

É uma sexta, acabo de sair do trabalho e decido passar na casa dos meus pais antes de ir para a minha, assim que eu bato na porta vejo um sorriso através da porta de tela e a de vidro, ela abre a porta de vidro e em seguida a de tela, ela me abraça firme diz:

– Achei que já tinha se esquecido de nós – Ela abre um sorriso largo e seus belos olhos violetas estão brilhando, eu sorrio alegremente e digo:

– Eu? Esquecer das pessoas mais incríveis do mundo? Nunca! Onde está o papai? – Ela me chama para dentro, enquanto fala já de costas indo para a cozinha:

– Seu pai foi buscar ovos e leite e ver o preço de algumas coisas para comemorar. Venha, estou fazendo alguns biscoitos – Fico um pouco confuso e pergunto:

– Comemorar o que? – Nós entramos na cozinha e o cheiro de biscoitos está impregnado no lugar, ela para na frente do fogão e pergunta:

– Você não falou com a Chris? Bom ela entrou para a aeronáutica, disse que adorou a visita que fez junto com os alunos do cursinho, então seu pai quer fazer um churrasco no domingo para

comemorarmos, disse que irá chamar todos nossos amigos, disse que se quiser pode chamar a Emmy – Eu olho para ela e falo:

– Vou chamar, ela está namorando uma moça, que é bem legal, posso chamar ela também? – Minha mãe pega luvas e tira a forma de biscoitos e coloca sobre a mesa e fala:

– Claro, meu amor, Emmy já faz parte de nossas vidas e será ótimo ver ela feliz – Ficamos conversando por muito tempo, meu pai não demorou a chegar e ficamos todos conversando por horas e horas, quando vi já era bem tarde e acabei ficando por aqui, Raphael disse que não teria que ir amanhã, ele iria fechar a firma e viajar para resolver alguns negócios, dormi no quarto de visitas.

Acidente de Amor – Capítulo 22 – Série Os Freitas – Volume 2

Capítulo 22

Leticia

Depois que tomamos café fui para meu quarto mudar de roupa, enquanto ele falava ao telefone, depois que sai ele disse que iria para casa dele, chegamos junto com duas moças, uma tinha o cabelo curto e ondulado, alta e não muito magra, a outra, uma moça bem branquinha com cabelos colorido e lisos, alta também e com belas curvas, a moça com cabelos curtos se aproxima e fala:

– Nossa, você está horrível, Arth – Ela sorri para mim e fala- Prazer, meu nome é Emmy, essa é a minha namorada, Vanellope – Ela estica a mão afim de cumprimentar-me, eu retribuo o gesto e respondo:

– Meu nome é Leticia, muito prazer – Eu sorrio para a Vanellope, eu continuo falando – Bom, agora tenho que ir, está entregue – Me refiro a Arthur que sorri e fala:

– Obrigado pela sua ajuda, até – Eu aceno com a cabeça e dou tchau para as meninas, entro novamente no carro e vou para casa do Max devolver seu carro, depois de lá vou para o colégio cumprir mais um dia de trabalho comunitário.

Estaciono na frente do portão da casa do Max e buzino, ele sai na varanda vestindo um calção e uma regata e está com uma xícara na mão, eu desço do carro e vou até ele e falo:

– Bom dia, Grandão, vim devolver seu carro adorável, e agradecer muito pelo favor – Ele me dá um abraço e responde sorrindo:

– Tudo pela minha princesa, mas não foi nada, sei que ama a velocidade, assim como meu sobrinho amava – Eu pergunto ainda hesitante:

– Como está Helena? Ainda me culpando pela morte de Philip? – Ele se senta em uma cadeira de balanço e aponta para a outa a sua frente, eu me sento e ele fala:

– Ela ainda está mal, perder um filho é uma dor que não passa, mas culpar você pelos erros dele, não está certo, eu conhecia o sobrinho que eu tinha e de santo ele não tinha nada. Eu sei tudo que você fez para que ele mudasse, e ele mudou para muito melhor, só que nos últimos dias ele estava muito estranho – Nesse momento Kelly aparece e se senta conosco e eu respondo:

– Eu notei que ele estava muito estranho, evasivo e misterioso, não gostei e no dia da morte dele nós ainda discutimos, justamente por isso, ele estava falando com o Greg, e isso me preocupou muito – Ele faz uma careta e responde:

– Com o Greg, o que será que eles estavam conversando? – Eu respiro fundo e falo:

– Eu não sei, o celular dele ficou totalmente destruído depois do acidente, pelo menos o Greg não irá mais causar problemas – Ele concorda com a cabeça, ficamos conversando mais alguns minutos e depois eu fui de táxi até o colégio, passei o dia todo lá, trabalhando.

Quatro semanas

Já fazem quatro semanas que ele se foi, não tem mais nada aqui que tenha o cheiro dele, mas eu sinto seu perfume pela casa toda, também não tem mais nada do que ele gostava, nenhum tipo de bebida ou comida, o cinzeiro está vazio e servindo de decoração, a casa está em ordem, não tem nenhuma roupa perdida pelo chão, ou nenhum outro tipo de bagunça, faz tempo que não me deito na sala também, é solitário.

Me permito olhar em volta de tudo e ser tomada pelas lembranças, primeira vez que jantamos aqui era lanche, a última vez foi pizza, quatro queijos era a nossa preferida, também me lembro dos filmes que tentávamos ver, mas olhar para o sofá me lembra de estar te perguntando como foi que a gente se perdeu, eu lembro de você limpando minhas lágrimas e falando sobre como iríamos dar um jeito, me lembro de deitar no seu peito e dos carinhos em silêncio, exceto pela música, era o momento mais confortável entre nós, o fim do dia.

São quatro semanas, foram dias sem cor, sem sua alegria e nossas brincadeiras, eu deveria estar seguindo com a minha vida, conhecendo outras pessoas, mas eu não consigo substituir você, eu me pego procurando detalhes seus, talvez eu tenha perdido alguém incrível já, mas tô esperando você querer voltar.

Qual é a chance? Nenhuma, mas eu tô esperando, mesmo sabendo que você está por aí sorrindo com aquela garota que mal te conhece, eu me permito lembrar das promessas que fizemos, dos seus detalhes, como aquela marca que você tem nas costas de um jogo bobo, a sua risada estranha que eu sempre gravava, ela me fazia rir sempre, de como eu amava o seu sorriso e você não, da única foto nossa em que você tá sorrindo, eu apaguei ela, assim como todas as outras que tínhamos, eu lembro das viagens e da sua emoção conhecendo minha praia favorita, mas também me lembro das brigas, de como você me fazia sentir culpada por tudo, quando o culpado era sempre você.

As lembranças tem um poder enorme de brincar com nossos sentimentos, eu consigo sentir todos os possíveis ao lembrar dele, tomando um café amargo e frio, assim como foi as últimas semanas.

Eu tentei, eu juro que eu tentei, eu lutei por ele quando tudo começou a sair dos trilhos, eu fiz de tudo para ele ficar, mas não deu, tive que deixar partir, mesmo me partindo, eu o vi saindo pela porta, aquela foi a última vez, a minha última lembrança dele.

Nessas quatro semanas, eu ainda acho que vejo ele pela casa, consigo ouvir a sua voz, será que tô enlouquecendo? Talvez, mas acontece que eu sempre soube, esse amor livre que a gente tinha não ia dar certo, nós não íamos dar certo, mas eu estava lá, cada dia me afogando mais nesse amor que não tinha nenhuma profundidade, imaginando os planos dando certo e a gente contra o mundo.

A questão é que todos me avisaram, todos me falaram sobre você, e eu cega, bati o pé que comigo seria diferente, eu acreditei que os sentimentos que tínhamos era recíproco, que tolice, eu realmente tentei te transformar em um príncipe, quando nem vocação para isso você tinha.

Eu que sempre fui tão insegura, me sentia única com você, meus pensamentos paravam quando estávamos juntos, era como se tudo tivesse acabado, só estivéssemos nós dois, todo o resto se acalmava, era a minha tranquilidade no meio do caos que é a minha vida, e todos os dias eu me sentia em paz me sentia mais viva, achava que você era a pessoa certa e que por um milagre, eu era a pessoa certa de alguém, mas você me destruiu.

Quatro semanas e a insegurança voltou, eu nunca fui a única, era só mais uma acreditando que comigo era tudo diferente, mais que você tocou e dilasero, eu não tinha nada de diferente, a diferença é que eu insisti por mais tempo, me desgastei ainda mais, passei noites pensando no que mais podia fazer por você, quando eu já tinha feito tudo, agora eu mal consigo respirar.

Aqui estou eu, mais um dia sentada no chão enquanto tomo meu banho, a água está quente, mas não me esquenta, minha pele ainda parece ter seu perfume, não tem nada aqui que não me lembre você, o meu corpo principalmente, eu criei a ilusão que tínhamos o encaixe perfeito, que ridículo, mais um dia que termino o meu banho e me forço a ir viver minha rotina.

*É apenas um texto sem final feliz, a história não é verifica e nenhum coração foi partido para ser escrita, com amor, Abibi.

Acidente de Amor – Capítulo 21 – Série Os Freitas – Volume 2

Capítulo 21

Arthur

Quando chegamos na casa dela e ela foi buscar a coberta e um travesseiro eu me sentei no sofá e sem perceber acabei dormindo, quando acordei vi que estava coberto e deitado meio sem jeito, estava muito escuro acabei dormindo novamente e dormi muito bem aliás. No dia seguinte acordei desorientado, e sem saber onde estava, olhei ao redor e vi ela em pé com um short curto verde, mas largo e uma regata verde e larga também, ela estava sem sutiã, ela então fala:

– Bom dia – Fica olhando para mim, enquanto eu tento me lembrar do que houve, eu respondo:

– Bom dia, como você está? – Levanto do sofá e me alongo, vou em direção, sento em uma cadeira na frente dela e continuou – Eu acho que desmaiei no seu sofá ontem, estava muito cansado, desculpe – Ela olha para um bule no fogo e depois olha para mim novamente e diz:

– Não tem problema, deve ter trabalhado o dia todo, eu também estava muito cansada, mas tomei um banho antes, para relaxar um pouco – Ela pega o bule e coa o café, que está com um cheiro muito bom, ela pega duas xícaras e coloca em cima da mesa, pega a garrafa de café e coloca sobre a mesa, põe café nas duas xícaras e depois deposita a garrafa novamente sobre a mesa, ela pega a xícara e toma um gole, eu pego a minha e tomo um gole também, apesar de estar muito quente está delicioso, ela fala:

– Quer que eu leve você para a sua casa ou para seu trabalho? – Penso um pouco e falo:

– Vou ligar para a Emmy e ver se ela está em casa, se não for incomodo você me levar eu agradeceria muito – Ela concorda com a cabeça e continua bebendo seu café, volto para o sofá, pego meu celular e disco o número da Emmy, em pouco tempo ela atende, ainda com a voz rouca e sonolenta – Emmy, você está em casa? – Ela demora um pouco, ainda raciocinando e responde:

– Não, estou com a Loppe, eu achei que não iria voltar para casa e levei a chave, você não pegou a sua chave? – Ouso um barulho do outro lado, ela estava se levantando e eu respondo:

– Achei que não iria sair, por isso não peguei a chave, e também esqueci de perguntar se iria sair, você pode voltar para casa? Eu preciso me trocar e tomar um banho antes de ir para o trabalho, hoje eu tenho que ir para a firma, Raphael disse que teria uma reunião com um cliente e não posso me atrasar – Ela dá um bocejo e responde:

– Já estou indo, em quinze minutos estarei em casa.

– Perfeito, vou pegar uma carona com a Leticia e logo estarei lá também, tchau, até – Desligo o telefone e vejo que Leticia não está mais na cozinha, vejo ela voltar do quarto já pronta para sair, ela se aproxima do sofá e começa a dobrar a coberta, que eu havia deixado desarrumado, ela pergunta:

– Para sua casa então? – Eu aceno com a cabeça e ela leva a coberta e o travesseiro para o quarto dela e logo volta pegando as chaves do carro e sua bolsa, dizendo – Vamos – Ela não estava perguntando,

estava mandando, nós vamos até o carro e logo em seguida nós saímos, não demora muito e chegamos no meu apartamento, chegamos junto com a Emmy, que veio com a Lope, elas se aproximam de mãos dadas e Emmy fala:

– Nossa, você está horrível, Arth.

Acidente de Amor – Capítulo 20 – Série Os Freitas – Volume 2

Capítulo 20

Leticia

Ele dizer sobre correr profissionalmente, não sei se seria uma boa ideia. Depois que saímos de lá, eu estacionei na frente da casa dele e perguntei:

– Vai me deixar em paz agora? – Ele parece pensar e responde meio sério:

– Você quer que eu suma da sua vida? – Aquela pergunta me calou, a profundidade com que ele disse aquilo me deixou sem palavras, ele estava muito próximo e eu fiquei sem reação, antes de descer do carro ele continua – Até logo – saiu em direção ao pequeno prédio quando ele chega, não entra, tocou o interfone e continuou ali parado, perguntei se estava para fora da própria casa e ele disse que sim, uma ideia me surgiu e mandei ele entrar no carro, levei-o para minha casa, uma noite não faz mal a ninguém e também tem o sofá, onde ele pode dormir sossegado, assim que chegamos, disse que ia buscar uma coberta e um travesseiro, fui em direção ao meu quarto abri o armário e peguei a coberta e um travesseiro, voltei à sala e ele estava dormindo já, dormiu sentado de qualquer jeito no sofá, acho que estava muito cansado, aproximo dele e tiro seus sapatos, endireito ele no sofá, coloco o travesseiro de baixo de sua cabeça e estico a coberta sobre ele, volto para o quarto e pego uma toalha e vou tomar outro banho, logo depois eu coloco um pijama e vou me deitar. Acordo com o despertador tocando, a mesma música enjoada de sempre, levanto e vou em direção ao banheiro de pijama e totalmente descabelada, e muito sonolenta, vou

cambaleando até o banheiro, depois de pentear o cabelo, escovar os dentes e lavar o rosto vou até a cozinha e coloco água para fazer café, vi Arthur no sofá acordar um pouco desorientado e assustado, ele olha ao redor e me vê, eu sorrio e disse:

– Bom dia – Ele ainda parece um pouco confuso, mas logo consegue se localizar e diz:

– Bom dia, como você está? – Ele se levanta, se alonga um pouco e vem em minha direção, ele senta na cadeira a minha frente e fala- Eu acho que desmaiei no seu sofá ontem, estava muito cansado, desculpe – Eu olho para a água no fogo e depois para ele e respondo:

– Não tem problema, deve ter trabalhado o dia todo, eu também estava cansada, mas tomei um banho antes, para relaxar um pouco.