Acidente de Amor – Capítulo 26 – Série Os Freitas – Volume 2

Capítulo 26

Leticia

Depois que a Polly me convidou para o churrasco na casa dela, me senti um pouco acolhida por ela, apesar do que eu fiz. Pouco tempo depois fui embora, assim que cheguei no apartamento, me senti mais sozinha do que nunca, não esperava me sentir tão só assim, tomei um banho quente, fiz um chocolate quente e ainda me enrolei em uma manta. Horas depois eu acordo no sofá deitada completamente desajeitada e com dores no corpo todo, ainda era madrugada, levantei cambaleando e fui para a cama, quando ouso meu despertador tocando, eu levanto e tomo um banho, me visto e vou para a cozinha tomar um café, logo depois vou para a cafeteria, assim que chego vejo Polly com um sorriso encantador no rosto, é incrível como ela sempre está feliz, me aproximo e a cumprimento ela com seu típico sorriso fala:

– Bom dia, Leth – eu sorrio e começo a trabalhar, estou limpando uma mesa quando ela se aproxima e fala – Leticia, já vou fechar, você quer uma carona para minha casa? – Eu dou uma olhada para meu uniforme lambuzado de calda de panqueca e minha blusa com uma mancha de café e respondo:

– Eu realmente adoraria, mas eu tenho que trocar de roupa antes – ela olha para minha roupa e responde:

– Se quiser eu posso leva-la até sua casa, então você se arruma e depois vamos para a minha casa, o que acha? – Eu sorria e respondo em seguida:

– Perfeito – Ela assente e continua:

– Eu só vou trancar tudo e ligar o alarme – Ela se afasta e vai até uma salinha no fundo do café, logo em seguida nós saímos em direção a minha casa.

Assim que chegamos eu subo as escadas e a convido para entrar, ela dá uma boa olhada no meu apartamento e comenta:

– Bela casa, você morava aqui com o rapaz que morreu? – Ela faz a pergunta com certo receio, esperando minha reação, eu apenas digo:

– O apartamento era dele, mas eu pagava as contas na maioria das vezes, então acabou sendo meu – Ela concorda com a cabeça e eu comento – Se me der licença, eu já volto, vou tomar um banho rápido – Ela assente e eu vou para o quarto em seguida para o banho, não demoro muito e logo saímos. Polly estaciona seu carro em frente a uma casa de madeira com uma varanda e duas arvores na frente, é uma casa muito bonita, nós entramos e por dentro a casa é ainda mais bonita, era bem simples, mas encantadora, uma poltrona e um sofá no canto, um tapete felpudo e uma escada que leva para o andar de cima, chegando na cozinha vejo um homem grisalho e alto, temperando a carne e uma moça ao lado fazendo cortando alguns tomates, Polly então fala:

– Olá querido, oi filha, essa é a Leticia, ela é garçonete lá no café e amiga do Arth – eles olham para mim e a filha dela fala:

– Olá Leticia, prazer, Christina, mas pode me chamar de Chris. Foi você que bateu no carro do meu irmão? – Fico um pouco sem graça apenas balanço a cabeça e ela continua – Ah sim, não precisa se preocupar, nós não estamos bravos ou algo do tipo, isso serviu para

fazer ele prestar mais atenção – Eu sorrio e o marido da Polly pergunta:

– Mas então, a senhorita está com fome? – Ele abre um sorriso amigável e eu respondo rindo:

– Estou faminta – Nós continuamos conversando e rindo muito, e mais pessoas foram chegando e acabei fazendo amizade com todos, a melhor amiga da Polly, Liza, é uma mulher adorável, seu marido, Caleb, que por coincidência é melhor amigo de Conrado, marido da Polly, é bastante carismático, conheci também a irmã de Conrado e seu cunhado, são todas pessoas felizes e unidas, por um momento me senti triste, por não ter tido essa união na minha família, conheci o outro irmão do Arthur, Santiago, ele é bem sério, mas bastante educado, todos são, conheci também o tio do Arthur, irmão da Polly, um rapaz alto e loiro, Henry é seu nome, horas depois Arthur chega junto com Emmy e Vanellope e eu estou rindo conversando com sua mãe no quintal do fundo, onde todos estamos, enquanto Conrado está na churrasqueira, ele olha para mim um pouco atônito e eu fico sem reação.

Acidente de Amor – Capítulo 25 – Série Os Freitas – Volume 2

Capítulo 25

Arthur

Acordo cedo e vou ao hospital falar com o médico, assim que chego vou direto ao consultório dele, vejo ele anotando algo em um papel, bato na porta e ele responde:

– Entra. Ah! Olá Sr. Freitas, como vai o braço? – Eu me sento a sua frente e respondo:

– É por isso que vim, gostaria de saber se já podemos tirar o gesso e a tipoia? Já me sinto bem melhor – Ele levanta e dá a volta na mesa, segura meu braço olha com atenção e diz:

– Me acompanhe, vamos tirar o gesso e depois vamos bater um raio x e ver como ele está, tudo bem? – Eu concordo com a cabeça, em seguida vamos para uma sala, onde uma enfermeira tira com cuidado o gesso em meu braço, limpa-o com um lenço úmido e me leva para fazer o raio x, depois mais algumas horas o médico aparece novamente em seu consultório, onde eu o aguardava, ele está com os resultados do raio x em suas mãos, ele coloca em um quadro na parede e acende uma luz para ver melhor, ele começa:

– Vejamos, está vendo aqui? – Ele aposta para uma parte no raio x e continua – Foi aqui a sua fratura, você conseguiu se recuperar bem, vou deixar você sem o gesso, mas vai ter que usar a tipoia por mais alguns dias e tomar muito cuidado, pois se acontecer de você acabar fraturando novamente no mesmo lugar, poderá ficar mais tempo com o braço engessado. Caso sinta dor, um remédio para dor pode resolver, o mesmo que eu já tinha lhe prescrito, tudo bem? Qualquer coisa venha de imediato.

Eu concordo e em seguida vou embora, chego em casa e vejo que Emmy não está em casa de novo, daqui a pouco vou voltar para casa dos meus pais e deixar ela morar com a Lope, ela sempre está com ela e a nossa regra é clara, não é fácil para mim morar com uma lésbica, ela sempre está com alguém e olha que ela consegue as moças mais bonitas, mas bem, a escolha de não namorar mais foi minha, no entanto, é melhor mantermos essa regra básica, para não haver conflitos futuros. Tomo um banho tão relaxante e é um alivia sem aquele gesso, que já estava se desmanchando, saio do banho enrolado na toalha e vou para o quarto, assim que coloco uma calça a campainha toca, pego a camiseta e vou levando na mão e abro a porta, e vejo meu irmão, Santiago, com sua costumeira postura ereta e séria, ele começa:

– Olá, precisamos conversar – Eu abro caminho para ele entrar, coloco a camisa e pergunto:

– Quer alguma coisa para beber, café, água… – Ele me interrompe dizendo:

– Por acaso, você está dando informações pessoais minhas para a Molly? – Eu fico parado apenas pensando e respondo:

– Molly? Não a vejo desde o aniversário dos nossos avós, e porque eu passaria informações suas a ela, se nem eu sei muita coisa do que você faz? – Ele parece pensar e continua sério, ele muda de assunto:

– Como está o braço? Não nos vemos desde que você sofreu o acidente – Eu me sento a frente dele, que havia se sentado na poltrona e respondo:

– Já está bem melhor, hoje eu fui tirar o gesso e tenho que ficar mais alguns dias com a tipoia, mas está bom, mas e você? Vai fazer o curso de direito e ir para a área de investigador mesmo? – Ele se acomoda mais na poltrona e responde:

– Vou fazer o curso de direito, talvez eu vá para a área de investigador, mas talvez vou entrar para a área de delegado civil ainda não decidi – Eu olho para ele e respondo:

– Isso é muito bom, acho que eu sou a ovelha negra da família – Ele olha curioso para mim e pergunta:

– Por que diz isso? – Eu rio e respondo:

– Ora! Você vai ser delegado, Chris entrou para a aeronáutica e eu, bem, eu vou ser arquiteto – Gargalho e ele também, ele responde ainda rindo:

– Foi a sua escolha, nossos pais vão se sentir orgulhosos de nós, e outra, papai adorou que você escolheu a mesma profissão que ele – continuamos conversando por mais algumas horas depois ele foi embora e eu fui na casa dos meus pais.

Acidente de Amor – Capítulo 24 – Série Os Freitas – Volume 2

Capítulo 24

Leticia

Depois que eu cheguei do trabalho eu apaguei na minha cama, nem tomei banho, apenas dormi.

3 meses depois

Quando vejo o sol iluminar minha janela despertei, logo em seguida o celular toca o despertador e eu levo minha mão até o aparelho e desligo, ainda sonolenta, já faz três meses que trabalho no café da mãe de Arthur, consegui pagar toda a multa e o trabalho comunitário. Me levanto, tomo um banho e troco de roupa, pego um táxi e vou para o café da mãe do Arthur, chego lá e vejo ela sentada atrás do balcão e falo:

– Bom dia, senhora Freitas – Ela de imediato olhou para mim e sorriu dizendo:

– A não querida, pode me chamar de Polly, todos me chamam assim, afinal, não sou tão velha assim.

Eu concordo com a cabeça e começo a servir os clientes, limpo algumas mesas e entrego pedidos, o dia passa tranquilo e rápido, estava tão distraída que não notei que já eram quase seis horas. Polly me chama até o balcão da recepção e fala:

– Amanhã vamos abrir só até as onze horas, meu marido e eu estamos organizando um churrasco e não pretendo deixar aberto até mais tarde. Você é amiga do meu filho Arthur, certo? – Fiquei um pouco sem graça nesse momento e respondi um pouco envergonhada:

– Bem, eu acho que estamos ficando mais próximos depois que eu bati o carro no dele…

– Ah sim, entendo – Ela não parecia com raiva de mim, então não pude evitar a pergunta:

– A senhora não está chateada comigo por ter batido no carro do seu filho e quebrado o braço dele? – Nada em seu olhar havia mudado e ela simplesmente respondeu:

– Vou ficar se você continuar a me chamar de senhora – Ela sorri e continua – Olha, vou ser bem sincera com você, eu fiquei sim um pouco irada com você, mas a culpa não foi só sua, meu filho foi avisado diversas vezes a não mexer no celular, enquanto dirige e outra, ele está bem, não é a primeira vez que ele se machuca. Tive uma ideia, você gostaria de ir no nosso churrasco? Seria bem descontraído – Eu não sei o que dizer, eu olho para ela, sorrio e respondo:

– Eu adoraria…