Acidente de Amor – Capítulo 25 – Série Os Freitas – Volume 2

Capítulo 25

Arthur

Acordo cedo e vou ao hospital falar com o médico, assim que chego vou direto ao consultório dele, vejo ele anotando algo em um papel, bato na porta e ele responde:

– Entra. Ah! Olá Sr. Freitas, como vai o braço? – Eu me sento a sua frente e respondo:

– É por isso que vim, gostaria de saber se já podemos tirar o gesso e a tipoia? Já me sinto bem melhor – Ele levanta e dá a volta na mesa, segura meu braço olha com atenção e diz:

– Me acompanhe, vamos tirar o gesso e depois vamos bater um raio x e ver como ele está, tudo bem? – Eu concordo com a cabeça, em seguida vamos para uma sala, onde uma enfermeira tira com cuidado o gesso em meu braço, limpa-o com um lenço úmido e me leva para fazer o raio x, depois mais algumas horas o médico aparece novamente em seu consultório, onde eu o aguardava, ele está com os resultados do raio x em suas mãos, ele coloca em um quadro na parede e acende uma luz para ver melhor, ele começa:

– Vejamos, está vendo aqui? – Ele aposta para uma parte no raio x e continua – Foi aqui a sua fratura, você conseguiu se recuperar bem, vou deixar você sem o gesso, mas vai ter que usar a tipoia por mais alguns dias e tomar muito cuidado, pois se acontecer de você acabar fraturando novamente no mesmo lugar, poderá ficar mais tempo com o braço engessado. Caso sinta dor, um remédio para dor pode resolver, o mesmo que eu já tinha lhe prescrito, tudo bem? Qualquer coisa venha de imediato.

Eu concordo e em seguida vou embora, chego em casa e vejo que Emmy não está em casa de novo, daqui a pouco vou voltar para casa dos meus pais e deixar ela morar com a Lope, ela sempre está com ela e a nossa regra é clara, não é fácil para mim morar com uma lésbica, ela sempre está com alguém e olha que ela consegue as moças mais bonitas, mas bem, a escolha de não namorar mais foi minha, no entanto, é melhor mantermos essa regra básica, para não haver conflitos futuros. Tomo um banho tão relaxante e é um alivia sem aquele gesso, que já estava se desmanchando, saio do banho enrolado na toalha e vou para o quarto, assim que coloco uma calça a campainha toca, pego a camiseta e vou levando na mão e abro a porta, e vejo meu irmão, Santiago, com sua costumeira postura ereta e séria, ele começa:

– Olá, precisamos conversar – Eu abro caminho para ele entrar, coloco a camisa e pergunto:

– Quer alguma coisa para beber, café, água… – Ele me interrompe dizendo:

– Por acaso, você está dando informações pessoais minhas para a Molly? – Eu fico parado apenas pensando e respondo:

– Molly? Não a vejo desde o aniversário dos nossos avós, e porque eu passaria informações suas a ela, se nem eu sei muita coisa do que você faz? – Ele parece pensar e continua sério, ele muda de assunto:

– Como está o braço? Não nos vemos desde que você sofreu o acidente – Eu me sento a frente dele, que havia se sentado na poltrona e respondo:

– Já está bem melhor, hoje eu fui tirar o gesso e tenho que ficar mais alguns dias com a tipoia, mas está bom, mas e você? Vai fazer o curso de direito e ir para a área de investigador mesmo? – Ele se acomoda mais na poltrona e responde:

– Vou fazer o curso de direito, talvez eu vá para a área de investigador, mas talvez vou entrar para a área de delegado civil ainda não decidi – Eu olho para ele e respondo:

– Isso é muito bom, acho que eu sou a ovelha negra da família – Ele olha curioso para mim e pergunta:

– Por que diz isso? – Eu rio e respondo:

– Ora! Você vai ser delegado, Chris entrou para a aeronáutica e eu, bem, eu vou ser arquiteto – Gargalho e ele também, ele responde ainda rindo:

– Foi a sua escolha, nossos pais vão se sentir orgulhosos de nós, e outra, papai adorou que você escolheu a mesma profissão que ele – continuamos conversando por mais algumas horas depois ele foi embora e eu fui na casa dos meus pais.