Você podia ser a minha garota.

Você podia ser a minha garota.

A minha garota da música do Charles Brown Jr, que é maluca e ama os animais, que anda por aí adota todos os gatos, mesmo se eles forem iguais.

A minha garota que anda pela casa, escutando Tyga, se imaginando dentro de um videoclipe e rebolando a sua raba.

Eu faço cinema, e você sabe muito bem que poderia ser a protagonista do meu roteiro, você é cheia dos mistérios e devaneios.

Você é aquele episódio que eu nunca posso perder.
Eu estou sempre fazendo maratona das nossas lembranças.
Eu amo amar você.

Você me puxa sem perceber, me joga na adrenalina sem ao menos notar, meu sangue ferve contigo, quando você se foi tudo ficou a maior neblina.

Você voltou e eu sinto milhões de borboletas no meu estômago.
Contigo eu sou balão que voa para alturas e se esquece que existe chão.

Nas alturas contigo, me sinto como se eu estivesse pulando de paraquedas com você, eu não vou mentir, eu amo viver nessa aventura contigo.

No meio da chuva, no chão molhado eu peço e sonho pra que nunca mais eu lhe veja partir.
Porque quando você se foi eu perdi o controle do meu navio, me afoguei várias vezes nesse naufrágio.

Quando estou com você eu nunca sei se sou o que você sonhou, ou o que sempre quis.


Sinto inseguranças de uma garota que vive no colégio e quando acho que tenho certeza, me sinto presa dentro de um estágio, eu nunca sei o suficiente sobre nós.

Mas sei que você poderia ser a minha garota, porque você ama o meu universo.

Eu não sei o que pensar, eu não sei o que dizer, mas eu sei sentir e meus deus, como eu sinto.


Eu sinto tanto, que sinto muito. Eu amo tanto que dói.

Eu sinto que o seu sorriso e o brilho dos seus olhos, é como um arco-íris depois da chuva.

Com você eu poderia ir pra França e correria contigo no meio das plantações de uva.
Tomava um vinho e comia um queijo debaixo da chuva.
Eu aqui, louca pra te dar uns beijos.
Juntas poderíamos visitar a Torre Eiffel, pra mim você sempre foi a minha fiel.

Eu sou louca por você, por isso que eu desejo tanto que seja a minha garota.

A minha garota cheia de sonhos, que ama pão com ovo e um McDonald’s, mas não recusa um ovo com farinha e Coca-Cola.

Você podia ser a minha Garota, porque eu sou perdidamente apaixonada por você.
Não vejo a hora de lhe dizer: me namora?
E você dizer que: sim e finalmente ser a minha garota.


Que seja sua, minha.
Eu sempre fui sua.
Uma parte minha, só quer que a gente bata as asas e voe.
Voe com a liberdade.

Juntas seríamos as duas garotas, você minha, eu sua e nós dele, ele nosso.
Duas garotas rebolando a raba a noite inteira.
Ele e elas, com o baseado aceso e o som ligado e noite inteira pra se amar.
Que cena mais irada, me da calafrios só de imaginar.

Eu sou louca por você
Uma parte minha deseja que você seja a minha garota.
Que seja louca por mim, como sou por você.
Que me olhe como eu te olho.
Que me queira como eu te quero.
Que me beije como eu te beijo.
Que me ame como eu te amo.

Que me chame de sua garota, pra que um dia, quem sabe, você também seja a minha garota…

Sei lá, são apenas devaneios meus, sobre nós, que eu deixo nesse bloco de notas.


Minhas Luas, eu continuo por aqui, eu sei que estou ausente, ando com a vida de cabeça pra baixo e com a cabeça na lua, mas no meio dessa confusão, eu ando escrevendo e estou trabalhando em dois projeto surpresa, que em breve eu irei contar pra vocês.

Eu espero que perdoem a minha ausência aqui no blog, com os meus textos imensos cheio de conselhos e com as minhas confissões de sentimentos dentro de cada palavrinha escrita, mas no momento eu não consigo expor esses pensamentos e sentimentos, pois eu estou confusa com a minha vida, de novo, pra variar. (rsrsrs, rindo de nervoso).

Mas não fiquem tristes, eu sempre vou estar por aqui, as meninas também estão aqui pra vocês, eu não vou desistir, só estou agindo conforme o meu tempo, isso não é um aviso de: eu estou dando um tempo. Não, não é isso, eu no caso, só irei postar meus conteúdos de acordo com o meu tempo, da forma como me sinto. Então, pode ser que os posts fiquem variados e que tenha menos posts na semana, mas mesmo assim ainda esterei por aqui com vocês.

Obrigada por todo carinho, toda compreensão e por não desistirem de nós do Adolescência de Lua, amamos vocês!

Beijos da Mila!
Até a próxima, gratidão!

Oi estranhos, isso é apenas um desabafo.

Olá estranhos, tudo bem?

Já faz um tempão que não apareço por aqui, pra ser sincera, não me lembro a última vez que escrevi, mas precisava falar um pouco com alguém, então escolhi vocês.

Esse ano foi difícil pra todo mundo, foi realmente um ano de merda, e quando achamos que ia dar uma melhorada, eis que fica pior.

No meu caso, ta tudo tão ruim que me sinto afogada em um mar de problemas, e mesmo sabendo nadar, não tenho mais forças. Então fico alí… Só afundando mesmo (tipo DiCaprio em Titanic).

Querem saber de mais uma coisa? Meu melhor amigo não fala mais comigo, pois é, nove anos de amizade jogadas no lixo e eu nem sei o porquê, e quando novamente achei que não poderia piorar, eu fui mandada embora do meu emprego.

Agora vocês devem estar pensando… Ok ela ta mal, mas tem gente muito pior. E sim é verdade, tem gente em situações o triplo piores, mas isso não quer dizer que meus problemas não são problemas, quer ver só?

Parem e se perguntem.

Quantas vezes você pensou em desistir?

Pensou que iria morrer sufocadx com essa dor ai no seu peito?

Quantas vezes chorou baixinho, sozinhx (como estou fazendo agora) pra ninguém escutar?

Quantas vezes segurou a barra, e seguiu em frente?

E quantas vezes você precisou de colo, um abraço, um conselho, uma companhia, ou até mesmo do seu pet, só pra se sentir melhor?

É eu sei que você já passou por uma dessas coisas, mas onde quero chegar é na DOR, sabe essa coisa imensa com um nome pequenininho, pois é, ela não acaba, fica sempre lá.
A verdade que ninguém diz é que, para algumas dores não existem cura, a gente só aprende a viver com elas, e tem dias que ela é imensa, outros que parecem uma pulga, mas ela está alí, te acompanhando o tempo todo, e por mais irônico que pareça tem dias que parece que só ela te entende.

E hoje eu estou tão chateada que me sinto horrível, eu poderia passar três dias deitada, pois tenho medo de que possa piorar tudo, a ansiedade ta imensa e a vontade de chorar também.

E é isso, foi só um desabafo, acho que tudo melhora com o tempo, ou não, sei lá.

Enfim espero que se vocês estiverem como eu, melhorem, e se não estiverem, espero que continuem bem.

A propósito, vocês sentem minha falta?
E o que fazem para melhorar quando estão mal? Querem contos ou coisas de terror ou sobre filmes?
Respondam ai!!

Beijos da Thay 🖤

Fotografia por: Axl Nascimento. Instagram: @axlgrafia.


Minhas Luas, espero que tenham gostado do texto da nossa Thay, que esteve conosco criando os conteúdos do Outubro Halloween, que foi sensacional pra gente ano passado, uma pena que esse ano não conseguimos criar os conteúdos, pois estava super corrido, mas estamos pensando em criar uma post uma vez na semana sobre o mundo dos terror, com filmes, séries, contos e por aí vai o que acham? Deixa sua opinião aqui nos comentários que é muito importante.

Eu espero muito que tenham gostado das palavras da Thay, pois eu me sinto assim como ela e o desabafo dela se tornou o meu desabafo.

Eu novamente peço desculpas pela ausência, as coisas estão complicadas, mas eu sempre estou por aqui e sempre vou dar um sinal pra vocês.

Obrigada por todo carinho e por ainda continuar com a gente aqui no Adolescência de Lua.

Beijos da Mila! Até logo, gratidão!

Fanfic: Colega de Quarto. (Part.17)

Olá, minhas Luas, eu sei que andei sumida, com as Fanfics, a minha vida está uma loucura, estou bem desorganizada e cuidando da minhas saúde mental, mas sempre vou dar um sinal de vida pra vocês! Mas como prometido, trouxe a continuação de hoje!

Pra quem ainda não leu o Capítulo 1 e os outros capítulos, vou deixar o link aqui em baixo:
Capítulo 1: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 2: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 3: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 4: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 5: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 6: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 7: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 8: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 9: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 10: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 11: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capitulo 12: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capitulo 13: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capitulo 14: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capitulo 15: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capitulo 16: Fanfic: Colega de Quarto. Rommate

Idas. (Capítulo 17)

CASSIE MIGDTON

Um dia depois…

Após fugir da “minha” casa, decidi ir até a casa de um amigo. Conheço o Steven desde que me entendo por gente.
Estava desnorteada, os gritos da minha mãe ecoavam pela minha cabeça.
Cheguei até a casa dele e gritei inúmeras vezes, até que uma menina abriu a porta. Ela parecia furiosa. Era só a irmã dele, estava mais alta e robusta… Eu quase não reconheci.

-Cassie?! -Falou vindo na minha direção.

Dei um sorriso e a abracei. Vi Lindsay nascer, ela é a garota mais doce que eu já conheci. Seu cabelo era loiro e todo cacheado, sempre implicamos com ela, dizíamos que ele parecia um macarrão.
Tentei não chorar, pois não queria rever o Steven assim.

-O que houve com o seu rosto? -Perguntou.

Fiquei em silêncio. Logo ouvi passos e um grito vindo da cozinha.
“Lind, quem era?! Vem comer!”

Meu coração estava saindo pela boca. Lindsay me puxou e eu a segui, morrendo de vergonha por estar daquela maneira.

-Cass? -Falou derrubando um copo.

Sorri e cocei a cabeça. Ele veio correndo em minha direção e me abraçou. Seu abraço me fez sair do chão. Por um momento meu coração estava mais confortado… E eu, me senti em casa.

-Você cortou o cabelo… Uau. -Falou.

Ele sempre amou o meu cabelão…

-Pois é… Quis mudar. -Falei.

Ele pegou uma vassoura e começou a varrer os caquinhos.

-Como conseguiu? -Perguntou.

-Fui cortando por partes… Nem foi tão difícil. -Falei.

Lindsay nos interrompeu trazendo uma bandeja com alguns curativos.

-Aqui, usa no seu rosto. -Falou me entregando.

Steven me olhou assustado. Pelo jeito ele nem havia reparado.

-Não precisava, Lind… Relaxa. -Falei.

Ela insistiu.

-O que rolou? -Perguntou assustado.

Respirei fundo e me sentei.

Steve se aproximou e pegou uma gaze com soro fisiológico. Aquilo fez minha testa queimar.

-Uma longa história… -Falei.

Steven estava realmente preocupado, ele quase não diz nada quando está.

-Foi o John? -Perguntou.

Fiquei em silêncio. Lind sentou do meu lado e segurou a minha mão.

-Lind… Preciso conversar com a Cass… Pode nos dar licença? -Perguntou.

Olhei pra ela e tentei dizer pra ela relutar e ficar… Não queria dizer nada.

-Eu já tenho sete anos, Steven! -Gritou.

Steven riu.

-Um bebezinho… Agora vaza! -Falou.

Lind ficou muito brava e saiu às pressas batendo os pés.
Não tinha jeito… Eu precisava contar tudo.

00
22:40 PM

Após algum tempo, fomos pro quarto dele. Tudo estava uma bagunça.

-Precisamos denunciar esse cara. -Falou.

Fiz que sim com a cabeça e sentei em um puf que estava no canto do quarto.

-Cara… Sempre foi assim. -Falou abrindo um freezer e pegando duas cervejas.

Steven ama beber. Ele bebe se está feliz, se está triste, se está entediado e se não está feliz nem triste. Eu nunca consegui o acompanhar.

-Posso passar essa noite aqui? -Perguntei.

Steve me olhou com uma cara esquisita.

-Claro que sim, Cass. -Falou. -Quantas forem preciso. -Completou.

Estava aliviada, mas não queria ficar aqui muito tempo. Sabia que eles iriam me procurar e poderia dar um problemão pra eles.
Peguei meu celular e mandei uma sequência de mensagens pra Lariesce… Eu precisava consertar as coisas.
Estava ficando tonta e nem tinha acabado de tomar a garrafa.

-Estou cansada, acho que vou dormir um pouco. -Falei.

Steven levantou e arrumou o lado da cama que eu iria dormir.

-Pronto, tudo certinho. -Falou.

Deitei e tentei dormir. Tudo estava rodando, as cenas vinham a todo momento na minha cabeça. Estava ficando desesperada. Comecei a chorar sem parar. Steven deitou do meu lado e me abraçou por trás. Eu só queria que as coisas se resolvessem.

00

07:32 AM

Acordei com Steven dormindo abraçado comigo. Minha cabeça estava explodindo.
Fui direto pro banho, estava com alguns hematomas no corpo por conta da queda.
Tudo doía.
Tentei não acordar ninguém. Ao entrar no banheiro notei que os pais dele já estavam acordados. Confesso que fiquei um pouco receosa… Tomei um banho rápido e sai. Precisava ir embora ou sei lá. Eu tinha que encontrar a Lariesce.
Acordei o Steven e disse que precisava ir.

-Onde? -Perguntou sonolento.

Fiquei em silêncio. Ele levantou e vestiu uma camisa.

-Encontrar com uma amiga. -Falei.

Steven me olhou desconfiado.

-Pode me contar… Quem tu tá comendo, Cass? -Perguntou.

Dei uma gargalhada. Antes estivesse comendo…

-Não estou mais comendo não, quem dera. -Falei.

Steven riu.

-A patricinha da Nancy ainda?! -Perguntou. -Pode dizer, não vou te zoar. -Falou.

A Nancy foi o único rolo que contei pro Steven. Ele à odiava, dizia que ela era a lésbica mais hétero que ele já conheceu… Se é que isso é possível.

-Pra sua surpresa não é a Nancy. -Falei me vestindo.

Ele franziu a testa e ficou esperando minha resposta.

-Estraguei tudo por causa da Nancy… -Falei.

Steven riu.

-Sempre estraga, Cass. -Falou. -Mas… Quem é? -Perguntou.

-Lariesce. -Falei. -E preciso ir pra consertar as coisas, além de sair desse bairro, vai que eu sou presa por algo que nem fiz. -Completei.

Steven riu.

-Eu não concordo… Mas eu levo você. -Falou. -Tudo por uma buceta. -Completou rindo.

Steven era muito charmoso, confesso que ele era bem esquisito quando criança, mas agora… Juro que se não gostasse tanto de mulher eu pegaria. Eu e ele pegávamos muitas garotas quando eu morava aqui. Era quase uma disputa.

-Vamos. -Falei.

Steven pegou a chave do carro e fomos. Fui até o quarto da Lind e dei um beijo no rostinho dela. Deixei um pequeno papelzinho escrito: “Não te acho um bebezinho. Beijos, tia Cass.”
Descemos a escada e nos deparamos com os pais do Steven. Eles me olharam surpresos e logo perguntaram onde ele ia.

-Bom dia, senhor Thomas. -Falei.

-Oi, Cassie… Quanto tempo. -Falou.

A mãe dele me abraçou e elogiou meu cabelo diversas vezes. Ela era totalmente o oposto do marido que tinha.

-Vou leva-la na casa de uma amiga. -Falou saindo.

Acenei e sai atrás do Steven. Estava ansiosa e com medo de estar equivocada… Não sei se isso é o certo a se fazer… Preciso resolver minha vida. Entrei no carro e logo Steven acendeu um cigarro… Era tudo o que eu precisava.

-Cara, você leu meus pensamentos… -Falei dando um trago.

Steven riu e acelerou. Lembrava vagamente onde a Lariesce morava… Lembro dela ter me dito uma vez. Mandei mais um série de mensagens… Ela de fato não queria me ver nem pintada de ouro.

00

Após algumas horas, Steven disse que precisava voltar, o carro era do pai dele e podia dar merda pra ele se algo acontecesse.

-Acho que não deve estar tão longe, né? -Falei.

O problema é que não fazia idéia da distância… Mas… eu precisava ir. Sai do carro e abracei Steven. Aquele abraço me deu forças pra continuar.

-Obrigada. -Balbuciei.

Steven sorriu.

-Você pode me ligar sempre que quiser. Eu me viro, mas não vou te deixar sozinha, Cass. -Falou.

Sequei meus olhos e fui. Vi o carro se afastar e notei que Steven estava chorando.
Tudo é tão complexo… Do céu até a vida de cada pessoa. A única coisa que posso afirmar é: ninguém sai ileso disso aqui.

00

               LARIESCE GRACE 
                                 -

Fechei os olhos e esperei o pior acontecer… Cassie ser presa e minha mãe acabar com a minha raça.

-Que merda… Eu não fiz nada. -Falou chorando.

Difícil é provar… Estava realmente apavorada.
Minha mãe gritou chamando nossa atenção. Cass estava perplexa.

-O QUE ESTÁ ACONTECENDO!? -Gritou.

Cass olhou no fundo dos meus olhos e começou a jogar todas as coisas dela dentro da mochila.

-O que você tá pensando em fazer? -Perguntei segurando seu braço.

Minha mãe revirou os olhos e bateu as mãos tentando chamar nossa atenção.

-A polícia está esperando… -Gritou.

Cass ficou desnorteada.

-Eu vou embora, Lari… Eu preciso… -Falou chorando.

Minha mãe se aproximou e pegou no rosto de Cass.
Fiquei sem reação alguma.

-Meu amor… Foca aqui. -Falou olhando nos fundo dos olhos da Cass. -Você precisa depor… Isso só vai te ajudar, certo?! -Afirmou.

Estava me controlando pra não chorar.

-Eu te ajudo a sair dessa… Mas eu preciso que tente resolver isso. -Falou.

Cass suspirou e secou os olhos com uma das mãos.
Minha mãe estendeu a mão e a convenceu… felizmente.
Eu não estava acreditando… Minha mãe tinha me surpreendido totalmente.

00

                      Horas depois...

Cass foi depor. Ficou tensa o caminho inteiro e pedindo a Deus pro padrasto não ter morrido. Ela dizia o tempo inteiro que a mãe dela precisa de certos cuidados e não podia se aborrecer. Minha mãe ficou fazendo várias perguntas durante todo caminho.

-Você já sabe o que fazer, né?! -Perguntou.

Cass balançou a cabeça.

-Bom, lembre-se de dizer sempre a verdade e tomar cuidado com o que diz, qualquer alteração de humor pode te atrapalhar. -Completou.

Cass apertava as mãos na blusa de frio. Peguei a mão dela e a apertei. Cass olhou pra mim e sorriu. Seus olhos estavam vagos e estranhamente com uma coloração mais escura.
Chegamos no local e logo entramos. Ao entrar vi a mãe da Cass… confesso que ela estava muito diferente. Seu cabelo estava ressecado, ela estava sem aquela maquiagem toda e com uma blusa de frio enorme.

-Ei, Samantha. -Acenei.

Ela levantou correndo e foi abraçar a Cass.
Cass desabou no choro. A mãe dela só dizia que aquela situação toda ia acabar e que ela estava se sentindo muito culpada.
Se ela realmente acha que é uma boa hora pra dizer tudo isso… Ela se enganou drasticamente.
Cass relutou e entrou. Algo me dizia que a mãe dela queria limpar a barra do marido e tentar de alguma forma reatar a relação dos três.

00
Duas horas depois…

Estava morrendo de dor nas costas… O banco já tinha virado parte de mim.
Cass saiu, sem esboçar nenhuma expressão. Ela estava acabada.

-Ei… -Falei.

Cass me abraçou e desabou novamente no meu ombro. A levei pro banheiro e induzi ela a lavar o rosto e beber uma água. Não queria perguntar nada sobre… Mas a curiosidade estava me matando.

-Está se sentindo um pouco melhor? -Perguntei.

Cass encarava o chão.

-Minha mãe vai ter um filho daquele homem. -Falou secando o rosto.

Fiquei em choque… Tudo se encaixou direitinho.

-Meu quarto estava todo azul… Minhas coisas em uma caixa… -Falou. -Eles me substituíram… E sabe o que mais dói? Aquela criança não vai ter um pai decente. -Gritou socando a parede.

-Calma… -Falei. -Foi muito errado tudo que fizeram… Como sua mãe pôde permitir?! -Afirmei.

Cass estava me encarando. Me aproximei e segurei suas mãos.

-Você não pode simplesmente culpa-la… Ela vive em um relacionamento abusivo, sofre agressões… Estar grávida só torna tudo mais vulnerável. -Falei.

Cass se afastou de mim e ficou dando voltas pelo banheiro.

-Ela está naquela situação porque quer… Ela parece que ignora tudo… Principalmente eu, a FILHA dela. -Falou alterada.

Fiquei em silêncio.

-Eu não tenho ninguém, Lariesce… Ninguém. -Falou chorando. -Aliás… eu tenho o Steven… -Falou secando o rosto.

-Cassie! Para de se vitimizar desse jeito… Você sabe que não é verdade. -Falei.

Cass riu.

-Engraçado… Quem vive reclamando dos pais não darem atenção é você… -Gritou.

Fiquei furiosa.

-Não estamos aqui pra comparar nossas vidas. -Falei.

Cassie riu.

-Não estamos sintonizando nem no relacionamento, quem dirá nisso. -Falou.

Meu coração estava saindo pela boca. Uma vontade incontrolável de sair daquele banheiro e deixar tudo pra trás.

-Estávamos na mesma sintonia até a sua ex-namorada chegar e você ficar confusa. -Falei saindo.

Cass puxou meu braço e me olhou fixamente.

-Eu não posso controlar o que sinto, Lariesce! -Gritou. -Eu fui sincera com você o tempo inteiro… Eu só precisava me resolver, eu só estava confusa… -Gritou.

Estava em prantos, não conseguia me mover. Queria desaparecer… Cass me soltou e sentou no chão do banheiro, ela estava desnorteada.

-E quanto á mim?! Sou obrigada a aceitar suas confusões e não me sentir mal?! -Perguntei. -Já se colocou no meu lugar, Cassie?! -Perguntei logo em seguida.

Logo minha mãe entrou no banheiro desesperada. Cassie levantou e eu tentei disfarçar o clima horrendo que nos cercava.

-Estava procurando vocês. -Falou. -O que houve? -Perguntou.

Ficamos em silêncio.

-Bom… No carro vocês me explicam. -Falou saindo. -Vamos! -Gritou.

Cass não tinha saído do lugar.

-Não vai vir? -Perguntei.

Cass ficou uns segundos pensando e decidiu vir. Eu agradeci muito… Só ia causar mais alvoroço pra tudo.

00

Chegamos em casa e fui direto pro banho. Estava exausta… O resultado só sai amanhã.
Minha mãe estava inquieta.

-Agora que estão aqui… Podem me explicar o que houve naquele banheiro. -Falou.

Fingi não ouvir e me tranquei no banheiro.

-Eu só estava muito mal por conta da minha situação… Desabafei com ela e ela acabou se emocionando. -Falou.

Minha mãe sabia que o motivo não era esse. Espero que ela aceite… nunca vou contar.

-Soube do bebê… -Falou puxando conversa.

Sai do banheiro e fui até a sala interromper esse péssimo assunto.

-Mãe… A Cassie está exausta. -Falei. -Vamos, vou te dar outra toalha e você toma banho no outro banheiro. -Falei.

00

(21:54 PM)

CASSIE MIGDTON

Não conseguia parar de pensar no meu depoimento… Saber que o desgraçado do John não tinha morrido me deu um alívio curiosamente esquisito. Eu só quero que as coisas voltem ao normal e eu volte pra minha vidinha sem graça e vazia.
Queria voltar pra casa do Steven, tudo era melhor do que estar na casa da Lariesce… Não pela mãe dela… Por ela.
Entrei na banheira e decidi me desligar de tudo.
Eu sei que a magoei… E não me orgulho disso… Tudo estava uma confusão dentro de mim, mas no fundo… Eu sabia que todas as respostas me levariam a ela.

00

Após algum tempo sai do banho e fui me vestir no quarto. Coloquei um blusa grande, tinha que economizar minhas roupas se quisesse ter algo limpo pra vestir.
Ouvi uns barulhos e logo ela entrou.

-Desculpa. -Falou tapando os olhos.

É incrível como as pessoas se desconhecem… Parece que a intimidade e tudo o que demorou pra ser construído retorna ao zero.

-Até parece que nunca viu. -Falei.

Tudo ficou em silêncio.

-Desce pra comer depois que se arrumar. -Falou fechando a porta.

Me vesti rapidamente e fui logo em seguida. A casa dela era enorme, haviam várias fotos que acompanhavam a escada.
Ao chegar notei que os pais dela estavam na mesa me aguardando pra começarem a comer.

-Desculpa a demora. -Falei me sentando.

-Tudo bem, querida. -Falou.

O pai da Lariesce lembrava muito ela. Era um homem bonito e aparentava estar sempre cansado.

-Bom… Acredito que amanhã tudo esteja resolvido. -Falou.

Fiquei em silêncio.

-É o que todos nós almejamos. -Falou.

Fiz que sim com a cabeça.
Estava morrendo de vergonha… nunca pensei que estaria na mesma mesa que os pais da Lariesce. Tudo ficou em silêncio e logo fomos pro quarto.
Comecei a organizar minhas coisas e a contar o pouco que tinha pra voltar pra casa do Steven.
Senti uma presença e notei a Lari havia deitado. Peguei uma almofada e deitei no canto do quarto. Ela ficou se revirando durante uns vinte minutos… Fechei os olhos e tentei dormir, minha mente não desligava de jeito nenhum.
Ouvi a porta abrir e era a Margareth… Eu sabia que ela iria perguntar porque não quis dormir na cama.

-Cassie! No chão não… -Falou.

Bingo!

-Não tem problema… Eu nem ligo pra isso, sabe?! -Falei.

Fechei os olhos e tentei ignora-la.

-Por favor… Não gosto disso. -Falou.

Levantei e fui pra cama. Quando ela virar as costas eu volto. A cama estava muito confortável, o cheiro dos lençóis se misturaram com o cheiro do cabelo dela.

-Durante a noite eu volto… Ai de você se estiver naquele chão. -Falou fechando a porta.

Tudo ficou em silêncio. Esperei algum tempo e levantei novamente.

-Ei. -Falou.

O frio na barriga tomou conta de mim.

-Não precisa dormir no chão, tá tudo certo… -Falou.

Fiquei parada no meio do quarto com o travesseiro na mão… Que decisão terrível.
Deitei na cama novamente e tentei dormir o mais rápido possível…

-Cara… Nós precisamos nos resolver. -Falou encarando o teto.

Suspirei.

-O que você acha melhor? -Perguntei.

-Se for pra continuar assim… É melhor que cada uma siga um rumo. -Falou.

Aquilo acabou com o restinho de emocional que eu tinha.

-Não tiro sua razão. -Falei. -Vamos continuar assim? -Perguntei.

Ela virou bruscamente pra mim e me encarou com um olhar que me deixa mole.

-Estamos magoadas… Isso é fato. -Falou. -Mas o que eu faço com o que sinto por você?! Eu não paro de pensar em você… Eu não consigo me desatar de você. -Falou chorando.

Meu corpo paralisou. Eu só queria beija-la e pedir encarecidamente pra que tudo se resolvesse. Eu a amava demais.

-Eu te magoei demais… Mas não me arrependo de ter sido sincera com você. Eu seria de novo se precisasse, mesmo que doesse. Eu precisava por um fim. -Falei.

Limpei seu rosto com uma das mãos e fiquei alguns segundos me questionando… Como ela ainda pensa em consertar tudo?!

-Mas eu preciso seguir… Eu preciso que você siga também. Se não nunca iremos conseguir nos resolver. -Falei chorando.

Tudo ficou em silêncio.

-Eu te amo, Lariesce. Eu sempre soube que te amava… Me perdoa. -Falei chorando.

Seus olhos estavam pequeninos de tanto chorar e seu nariz estava levemente rosado. Senti seu corpo se aproximar lentamente do meu, pude sentir sua respiração cada vez mais perto, até que… Nos beijamos. Um beijo intenso que me fez sair de órbita… Que me fez lembrar ainda mais que ela era a razão pela qual eu não havia desistido de tudo.

00


Minhas Luas, eu espero que tenham gostado do capitulo de hoje, semana que vem tem mais!

Beijos da Mila!
Gratidão!

8 séries de animação pra inspirar nossas meninas.

Olá minhas adolescentes de lua, tudo bem com vocês! Uma saudades imensa de vocês e de postar listas de filmes, séries.

Eu ando um pouco ausente, porque recentemente eu perdi o meu celular, ai tive uns problemas pra atualizar as coisas do blog, mas já estou de volta e fazendo o possível pra organizar os posts do blog. Esse ano eu não consegui realizar o mês Halloween, então, pra relembrar vocês eu dou deixar o link da categoria aqui em baixo, pra vocês reler e pra que está começando nos acompanhar agora e conhecer o nossos conteúdos de outras categorias nossas!

LINK: Outubro Halloween (2018)

Pra lista de hoje eu separei 8 series, com personagens femininas, pra inspirar as nossas garotas a realizar seus sonhos a serem fortes e lutar pelo seus direitos!

Então, chega de enrolação e vamos pra lista!


Regal Academy

Regal Academy

Sinopse:
Rose (voz de Jessica Paquet) é uma adolescente que vê sua vida mudar ao encontrar uma chave mágica, que a leva à Terra do conto de fadas. Lá, ela descobre que é neta da Cinderella, a diretora da Regal Academy, uma escola de prestígio. Disposta a aprender tudo sobre esse mundo encantador, Rose decide ingressar nesse colégio, onde fará amigos e irá encarar diversas aventuras.

Regal Academy

Eu tenho amor por essa animação, conta a história de Rose, ela é a neta da Cinderela, o desenho é bem animado, recheados de personagens de contos de fadas, com super poderes, dragões, ensina o valor da amizade, é divertido e vale a pena.

Ever After High

Ever After High

Sinopse:
Bem-vindo ao Ever After High, a escola frequentada pelos filhos adolescentes de príncipes, princesas e vilões dos contos de fadas. Além de aprenderem a reviver as histórias clássicas dos seus antecessores, os alunos têm uma importante decisão a tomar: seguir os passos dos pais ou reescrever seu próprio destino.

Outra animação clássica dos contos de fadas, eu amo esse universo de fazer os os filhos dos príncipes e princesas e dos violões. Uma animação cheia de aventuras, divertido.

World of Winx

World of Winx

Sinopse:
Spin-off da série “O Clube das Winx”.
Nesta temporada as winx deverão se infiltrar na terra e encontrar o ladrão de talentos: um homem misterioso que está sequestrando pessoas.

World of Winx

Nessa nova versão da Netflix, as Winx vistam a terra, pra um show de talentos, conforme elas vão procurando pelo mundo as crianças mais talentosas, no meio do caminho, elas precisam lidar com os Ladrões de Talentos. Eu adorei cada episodio, as cenas são divertidas, as personagens continuam fieis a primeira versão, que deixa muito mais incrível!

Barbie Life in the Dreamhouse

Barbie Life in the Dreamhouse

Sinopse:
No mundo mágico das Barbies, “Barbieland”, uma das bonecas começa a perceber que não se encaixa como as outras. Depois de ser expulsa, ela parte para uma aventura no “mundo real”, onde descobre que a beleza está no interior de cada um.

Barbie Life in the Dreamhouse

Quem não conhece a famosa casa dos sonhos da Barbie? Eu amo, amo pra caralho essa animação da Barbie. O meu sonho de princesa, é ter a magica da Barbie de ter a comida pronta sem precisar ter que fazer, só apertar os botões e lá está a comida.

Star vs. As Forças do Mal

Star vs. As Forças do Mal

Sinopse:
Star Butterfly, uma princesa de 14 anos de idade, acaba de ganhar de seus pais uma varinha mágica muito valiosa para sua família. No entanto, sem conseguir controlar esse item poderoso, a adolescente é enviada à Terra para poder treinar e aperfeiçoar suas técnicas de magia, onde acaba conhecendo o simpático Marco e sua família. Ao lado deles, ela utiliza seus poderes para combater perigosas criaturas.

Star vs. As Forças do Mal

Eu não sei vocês, mas eu tenho um amor por personagens femininas cheias de personalidade, inquietas, divertidas, que levam todo o enredo da história, sou viciada em desenhos assim! Star, é uma personagens incrível, cheia de animação e bem sapeca e o Marco entra em todas as suas aventuras!

Barbie Dreamhouse Adventures

Barbie Dreamhouse Adventures

Sinopse:
Conheça Barbie e seus melhores amigos, incluindo o vizinho Ken, neste vlog animado de aventuras filmadas dentro da nova casa da família.
Barbie, suas amigas e seu vizinho Ken compartilham vlogs filmados em sua Dreamhouse.

Barbie Dreamhouse Adventures

A Netflix não se aguentou, e fez uma nova versão da casa dos sonhos da Barbie, ainda continuo desejando os botões de ter tudo que quer, na hora.
Essa animação ficou linda, cheia de personalidade e com o blog/canal da Barbie que aparece em todos os episódios.

12 anos para sempre

12 anos para sempre

Sinopse:
Reggie é uma garota de 12 anos cujo desejo de continuar criança é tão poderoso, que cria um mundo de fantasia em que ela nunca precisará crescer. Transportando-se para o mundo através de seu colar, Reggie e seus amigos Todd e Esther se tornam super-heróis da fantasia, escapando das responsabilidades da maioridade.

12 anos para sempre

Gente, eu amei esse desenho, assisti tudo em dois dias, eu sou louca por animação, deu pra perceber né? Reggie é uma personagem foda pra caralho, cheia de animação, com a imaginação incrivel, aprendendo sobre a amizade, primeiro amor, primeiro sutiã e por ai vai. Todd e Esther acompanham ela em todas as suas aventuras!

She – Ra e as Princesas do Poder

She – Ra e as Princesas do Poder

Sinopse:
Antes princesa, a corajosa Adora agora leva a vida como a superpoderosa She-Ra. Após se juntar à Rebelião, ela assume a difícil missão de proteger toda a humanidade do mal. O único problema é que sua melhor amiga ficou do lado da Horda do Mal.

She – Ra e as Princesas do Poder

A Netflix, não deixa uma escapar, com essa nova versão de She-ra.
Eu ainda estou na segunda temporada dessa série, que eu adorei muito, cheio de guardas, princesas, vilões, fadas, super poderes e por ai vai.
Uma história bem original, com personagens femininas cheia de personalidades e com três temporadas com muita história e animação.


Minhas Luas, esse foi o post do mês do dia das crianças, vou fazer de tudo pra fazer uma segunda de lista com filmes de animação para o mês das crianças. Não esqueci do outubro Halloween, estou me organizando com os conteúdos!

Obrigada por todo carinho, pelas curtidas, pelos comentários, vocês são incríveis!

Beijos da Mila!
Até logo.
Gratidão
!

FANFIC: COLEGA DE QUARTO. (PART.16)

Olá, minhas Luas, eu sei que andei sumida, com as Fanfics, a minha vida está uma loucura, estou bem desorganizada e cuidando da minhas saúde mental, mas sempre vou dar um sinal de vida pra vocês! Mas como prometido, trouxe a continuação de hoje!

Pra quem ainda não leu o Capítulo 1 e os outros capítulos, vou deixar o link aqui em baixo:
Capítulo 1: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 2: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 3: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 4: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 5: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 6: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 7: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 8: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 9: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 10: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 11: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capitulo 12: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capitulo 13: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capitulo 14: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capitulo 15: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.

Boa Leitura!


Intensidade. (Capítulo 16)

Cinco dias atrás…

             CASSIE MIGDTON 
                               -

Hoje era pra ser um dia especial pra mim, mas não é. Sinceramente, não faço questão nenhuma de ir pra casa. Sinto falta das minhas coisas, da minha mãe… Mas tudo naquela casa me faz ter repulsa.
Levantei bem cedo e já podia ouvir passos nos corredores, uma agitação que me deixava com um friozinho na barriga. Logo a Nancy abriu a porta com força e me fez tomar coragem de levantar de vez.

-Animada? -Perguntou rindo.

Cocei os olhos e bocejei.

-Nem precisa responder. -Falou.

A Nancy sempre fica muito ansiosa. E eu também ficaria… Ela mora em uma casa maravilhosa, tem tudo o que quer, além de ter muitos amigos. Você deve estar se perguntando: “Mas que raios ela está fazendo em um internato?!”
Bom… O internato é como se fosse um castigo por ela ter feito coisas horríveis no antigo colégio.
Levantei e peguei uma mochila, coloquei meus livros e umas peças de roupa. Notei que Nancy me observava.

-Só vai levar isso? -Perguntou.

Fiz que sim com a cabeça.

-Uma mulher de poucas palavras… Gostei. -Falou se aproximando.

Nancy se aproximou e pegou no meu rosto. Desviei e continuei a me arrumar.
Não sei como fui fazer essa confusão, eu só quero conserta-la.

-É assim? Nem um beijinho? -Perguntou.

-Nancy… Só me deixa, ok?! -Falei saindo.

00

Decidi ficar na porta do internato, vendo as pessoas irem embora e na esperança de alguém vir me buscar.
Vi August e logo vi a Lariesce… Meu coração disparou. Estava tomando coragem para ir falar com ela, sei que não deveria…
Fiquei encarando-a durante algum tempo e logo nossos olhares se encontraram. Simplesmente congelei. Ela virou o rosto e eu tive a certeza de que ela não queria me ver nunca mais.
Seus pais buzinaram e ela se foi… Levando um pedacinho de mim.
Voltei pro internato e peguei algumas coisas, decidi ir para casa.

00

Após pegar um ônibus finalmente cheguei. Nada muda nesse bairro e provavelmente nada mudou na minha casa. Fui andando durante um tempo, minha casa ficava á um quarteirão do ponto. Por um momento lembrei da minha infância e de todas as noites que fugi e fiquei perambulando por aí.
Cheguei em casa e fiquei uns minutos tomando coragem de bater na porta. Lembrei que a chave ficava atrás de um pequeno vaso de plantas. Abri a porta e notei uma pequena bagunça na sala.

-Alguém? -Gritei.

Logo ouvi passos e minha mãe desceu correndo enrolada em um roupão.

-O que está fazendo aqui? -Perguntou.

Como assim? Aqui ainda é a minha casa, né?!

-A semana de férias… Esqueceu? -Perguntei me sentando no sofá.

Ela estava inquieta e parecia preocupada.

-Você deveria ter avisado, Cassie. -Falou.

Fiquei em silêncio. Ouvi um carro estacionar e ela olhou pela fresta da cortina.

-É o John? -Perguntei.

Ela ficou em silêncio.

-Mãe, o que foi? -Perguntei.

Levantei e fiquei encostada na escada. Estava apreensiva.

Tudo ficou em silêncio por um momento até ser interrompido por um barulho de garrafa quebrando. Eu já sabia o que era, meu corpo ficou adormecido… Eu não queria acreditar.
John abriu a porta com tudo, estava extremamente bêbado.

-Mulher, pega um copo d’água pra mim. -Gritou grogue.

Minha mãe ficou parada, me encarando. Eu sei o quanto ela não queria estar passando por isso… John caiu no meio dos móveis, fazendo vários objetos se quebrarem.

-Cassie? -Gritou grogue.

Ela finalmente se deu conta de que estava aqui. Minha mãe saiu em disparada com o copo em uma das mãos.

-O que essa garota está fazendo aqui? -Gritou.

Minha mãe não conseguia falar nada… E eu não consegui me conter.

-Aqui é a porra da minha casa também! -Gritei.

John me olhou dos pés à cabeça. Estava trêmula.

-É por isso que eu te dou umas porradas as vezes. -Falou. -Você não soube educar, essa desgraçada. -Gritou.

Minha mãe estava desesperada e chorando muito. John levantou e empurrou minha mãe contra a parede. Por um instante me vi à quatro anos atrás, chorando e pedindo a Deus que me levasse só pra não ter que passar por isso de novo.

-Leva essa sua garotinha daqui. -Gritou bem próximo ao rosto da minha mãe.

John olhou fixamente pra mim e riu.

-Não era mais fácil você ter morrido junto com o verme do seu pai?! -Falou.

Peguei um copo e atirei com tudo no rosto de John. Seu rosto estava todo cortado, eu não sabia o que tinha acabado de fazer. Estava trêmula, desfalecendo.
John veio bruscamente em direção a mim e me deu um soco. Tudo ficou escuro, meu ouvido apitou e eu quase desmaiei. Só conseguia ouvir os gritos da minha mãe implorando pra que ele não me matasse. John pegou o cabelo da minha mãe e gritava ininterruptamente coisas que eu não conseguia entender. Minha visão estava turva, levantei e peguei a primeira coisa que conseguia enxergar… O vaso de flores preferido da minha mãe.
Tirei forças de onde não tinha e acertei John com tudo na cabeça. Ele desmaiou e eu caí no chão sem forças.
Minha mãe não parava de chorar e gritar que eu tinha matado ele. Sinceramente… Eu não conseguia sentir remorso nenhum.

00

Acordei com a polícia e os bombeiros na porta conversando com a minha mãe. Minha cabeça latejava. Os pingos de sangue mancharam todo carpete. Esse era o pior e melhor dia da minha vida. Levantei e olhei por uma fresta da janela, eu tinha certeza que seria presa ou sei lá. O desespero me consumiu.
Fui até meu quarto correndo. Não tinha nada além de caixas e um papel de parede azul. Meu corpo estremeceu… Minha mãe estava grávida e eles simplesmente me substituíram.
Meu coração doeu de uma forma terrível. Não conseguia expressar o quanto estava destruída. Minhas roupas estavam em uma das caixas. Peguei uma mochila e coloquei o máximo de coisas que podia. Saí pelos fundos e prometi que nunca mais minha mãe iria me ver.

00

              LARIESCE GRACE 
                      06:27 AM 

Fiquei encarando Cass durante um tempo, sem acreditar que ela estava aqui.

-O que está fazendo aqui? -Perguntei.

Cass ficou em silêncio.

-Assim não dá… Preciso que me responda. -Gritei.

Cass respirou fundo e começou a chorar de uma forma que nunca tinha visto antes.

Eu queria abraça-la e dizer que eu estava ali… Mas meu orgulho não deixou.

-Vamos entrar… Por favor. -Falei levantando-a.

Eu não sei o que aconteceu com ela… Seu rosto estava todo machucado e ela parecia que não dormia à dias.
Abri a porta cuidadosamente e acendi a luz. Cass ficou perplexa, olhando cada canto do meu quarto.

-É bem colorido… Eu sei. -Falei.

Cassie deu um sorriso de lado e ficou me encarando.

-É… É… Agora pode me dizer o que veio fazer aqui e o que está acontecendo. -Gaguejei.

Seus olhos estavam mais claros do que nunca.

-Eu só queria pedir desculpa por tudo… -Falou.

E eu só queria desculpar…

-Não tem que me pedir desculpas… Está tudo certo. -Falei indo em direção ao banheiro.

Peguei alguns remédios e curativos… Mil coisas se passavam na minha cabeça. Estava ficando ansiosa.

-Mas… O que houve com seu rosto -Perguntei.

Cass se esquivou.

-Não passa nada nisso, vai melhorar sozinho. -Falou.

Dei risada.

-Até parece… Você está imunda. -Falei. -Aliás, vai tomar um banho, por favor. -Falei.

Cass sorriu.

-Eu vou mesmo… Não consegui nem negar. -Falou.

Cass entrou no banheiro e eu entrei em seguida.

-Vou preparar um banho pra você. -Falei enchendo a banheira.

Cass ficou se encarando no espelho. Pude sentir que ela estava extremamente mal.

-Pronto! -Falei saindo.

Cass suspirou.

-Ei… Espera. -Falou.

Respirei fundo. A voz dela me anestesiava.

-Obrigada. -Falou trêmula.

Sorri e fechei a porta. A minha vontade era de ficar ali com ela e fazê-la me dizer tudo… Peguei algumas toalhas e ouvi um alarme estrondeante vindo do quarto ao lado… Tinha esquecido da minha mãe!
Bati na porta do banheiro e pedi pra Cass fazer o mínimo de barulho possível. Me atirei na cama e fingi estar dormindo. Ouvi passos, minha mãe foi direto pro banheiro dela e fechou a porta. Um milagre… Ela sempre vem checar se estou bem.
Passou-se alguns minutos e ela finalmente veio.

-Lari? -Falou batendo na porta do banheiro.

Agora eu posso fingir que morri.

-Oi, mãe… -Falei levantando.

Minha mãe me olhou surpresa.

-Pensei que estivesse no banheiro… Não deixa essa porta fechada, fica tudo muito escuro e quente. -Falou.

Estava tensa e admirada… Como ela não percebeu nada ainda?!

-Tudo bem, é que eu usei hoje mais cedo e o cheiro não estava nada agradável, sabe?! -Falei rindo.

Minha mãe riu.

-Se organiza e vem tomar café, vamos visitar seus tios. -Falou saindo.

Fechei a porta bem devagar e bati na porta do banheiro. Cass abriu e pegou uma das toalhas. O cheiro de baunilha exalava dos seus cabelos.
Após alguns minutos Cass saiu do banho e ficou tentando ajeitar o cabelo de mil formas diferentes.

-Preciso cortar. -Falou aborrecida.

Suas expressões estavam mais leves. Me peguei encarando ela pelo espelho e logo desviei o olhar quando notei que ela havia percebido.

-Senta aqui… Preciso fazer um curativo nisso. -Falei.

Cass relutou mas logo sentou-se. Ficamos em silêncio, tentando evitar nossos olhares ao máximo.

-Pronto! -Falei.

Cass passou a mão pelo machucado e fez uma cara confusa.

-Até que não foi tão ruim. -Falou.

Tudo ficou em silêncio. Precisava me arrumar e dizer que eu tinha um compromisso.

-Eu vou te explicar tudo… Só preciso digerir cada acontecimento, sabe?! -Falou.

Fiquei imóvel, por um momento esqueci o que estava fazendo.

-Ah… Tudo bem… -Falei.

Logo minha mãe bate com tudo na porta aos berros.

-Abre isso aqui. -Falou.

Cass ficou desesperada e se escondeu em baixo da cama. Abri a porta lentamente e desviei o foco pro guarda-roupa.

-Você ainda está de pijama?! -Gritou.

Minha mãe estava furiosa.

-Eu já estou indo… -Falei tentando fechar a porta.

Minha mãe estava muito desconfiada. Eu não sei se consigo disfarçar tanto tempo. Estava entrando em desespero.

-Licença. -Falou entrando.

Não sabia mais o que fazer.

-Lariesce… Se você não tomou banho, por que tem toalhas e água na banheira?! -Falou jogando a toalha em mim.

Fiquei sem reação.

-Se você trouxe alguém estranho pra essa casa… Eu não consigo imaginar o que faço com você. -Falou.

-Mãe… -Falei trêmula.

Cass foi saindo devagar e parou atrás dela.

-A Cassie está aqui… Ela precisava da minha ajuda e eu ajudei… Foi só isso. -Falei num fôlego só.

Minha mãe olhou pra trás e olhou desesperada pra mim.

-Cassie… Oi. -Falou.

Cass acenou e sorriu.

-O que aconteceu com sua testa? -Perguntou.

Acho que todo mundo pergunta a mesma coisa.

-Longa história. -Falou.

Minha mãe sorriu e saiu sem jeito.

-Depois conversamos! -Falou fechando a porta.

Parece que deixei de carregar uma tonelada.

-Pensei que ela fosse surtar. -Falou.

Minha mãe vai surtar… Mas não agora… Ela só tem classe e momentos pra isso.

-Preciso me arrumar. -Falei entrando no banheiro.

Cass fez que sim com a cabeça. Senti seu olhar me acompanhar até o banheiro. Notei que o celular de Cass tinha ficado no banheiro, fui entregar e uma mensagem desconhecida chegou no mesmo momento.

“Cass, você precisa prestar seu depoimento pra polícia. Me dê uma resposta até amanhã.”

Fiquei paralisada. Polícia?! O que ela estava escondendo?!

Sai do banheiro às pressas.

-Cass, que merda é essa?! -Falei tremendo.

Cass pegou o celular em disparada. O olhar de desespero dela me apavorava ainda mais.

-Não era pra você ter visto assim. Que merda! -Falou.

Cass andava de um lado pro outro.

-Polícia?! -Falei.

Cass começou a chorar.

-Eu vou te explicar… -Falou em prantos.

Sentei do lado dela e tentei acalma-la… Seja o que for… Ela precisa de ajuda.

-Preciso que me explique… Eu posso te ajudar de alguma forma. -Falei.

Cass respirou fundo e ficou encarando o chão durante algum tempo.

-Vamos lá… Ninguém me buscou aquele dia, queria voltar pra casa e eu simplesmente fui. Cheguei e pra variar meu padrasto chegou bêbado e quebrando tudo. Ele me humilhou e tentou bater na minha mãe. Eu joguei um copo no rosto dele e ele me deu um soco. Mas tudo não parou por aí… -Falou aos prantos.

Estava sem acreditar… Como um traste desses não foi preso ainda?! Eu só queria protege-la.

-Cara… Pelo amor de Deus! -Falei aflita.

-Ai ele tentou agredir a minha mãe e eu quebrei um vaso na cabeça dele. -Falou.

Agora tenho uma assassina do meu lado… A história só piora.

-E aí?! Você matou ele? -Perguntei ansiosa.

Cass estava desesperada. Não conseguia dizer mais nada.
Fiquei em silêncio e por um momento havia me esquecido que precisava me arrumar…

-Não posso ir e te deixar aqui… -Falei.

Cass limpou o rosto e levantou rápido.

-Não, para… Vai se arrumar… -Falou. -Aproveita seu tempo aqui, o internato e suas limitações acabam com a gente. -Falou.

Não podia ir… E eu nem queria. Eu odeio festas em família e acredito que minha mãe iria entender…

-Eu não vou, Cass… Precisamos resolver isso. -Falei.

Cass suspirou.

-Eu preciso resolver isso, Lariesce. -Falou. -Se eu matei uma pessoa… Eu preciso pagar por isso. -Falou desabando novamente.

Não foi certo o que ela fez, porém foi em legítima defesa… Ela não pode pagar por isso.

-Você não tem que pagar por nada… Não digo que seu padrasto merecia morrer, mas ele tinha que ser parado por alguém, ele tinha que ser denunciado. -Falei.

Cass ficou em silêncio.

-Fugir não te leva a nada, Cass… -Falei. -Sua mãe pode te ajudar, confirmando as agressões. -Falei.

Cass riu.

-Acha mesmo que minha mãe iria ficar do meu lado?! -Perguntou. -É óbvio que não… -Falou.

Estava desnorteada… Sem ter o que dizer.

-Cass… Eu acho difícil. -Falei.

Cass começou a arrumar suas bolsas, estava apavorada e totalmente fora de si.

-Ei?! -Falei segurando a bolsa.

Cass olhou no fundo dos meus olhos e balbuciou um: “Por favor…”

-Eu que te peço… Me deixa te ajudar, pelo menos uma vez. -Gritei.

Minha mãe entrou bruscamente no quarto. Ficamos sem reação… Como iríamos explicar isso tudo pra ela?! Abaixei a cabeça e fiquei esperando a merda.
O semblante da minha mãe estava muito estranho, ela parecia desesperada.

-Lariesce… Por que tem policiais na minha porta? -Perguntou.

00


Meu amores, eu espero que tenham gostado do capitulo de hoje, obrigada por todo carinho, pelos comentários, as curtidas, pela paciência e por ainda estarem aqui acompanhando!

Mil Beijinhos da Mila!
Até logo!
Gratidão!

Foi naquela noite entorpecente que tudo mudou.

Foi naquela noite entorpecente que tudo mudou.

Com efeito dos meus medicamentos, na cama me encontro perdida e devastada com o que acaba de acontecer.

Então era isso, as coisas acabaram.
Fico me perguntando sem parar: acabou por um tempo? Ou agora, acabou para sempre?


Foi naquela noite que tudo mudou.

Pensando o quanto eu preciso de voce, mas você não precisa de mim.

Eu sei que não estamos bem.
Eu preciso me cuidar e você também.
Mas com você aqui ao meu lado tudo fica mais calmo.
Você não tem noção da paz que me traz.

Eu sei que somos um caos completo, mas sem você aqui, as coisas ficam incompletas.

É uma pena, não poder ter roubar pra mim como você me roubou pra si.

Quando você terminou de me dizer como se sentia, sobre você, sobre mim, sobre nos… me destruiu.

Eu já não ouvia mais a sua voz, estava com a minha mente vagando, sem direçao, o que não seria nenhuma novidade pra mim.

Eu vivo sozinha, vagando sem rumo, perdida em trilhas de um labirinto, sem direção, mas você tinha o dom de me fazer continuar nos trilhos.

Eu só sabia repetir em meus pensamento:

“Isso não está acontecendo. Não tinha que acabar dessa maneira, passei por tudo isso de novo. Não era a primeira vez, tudo pra nada? Pra no final te ver partir novamente, diante dos meus olhos.”

Mesmo pensando em tudo que me disse, pensando no que lhe dizer, eu só queria acabar com tudo logo e ir embora, terminar de morrer entorpecida nessa cama.

Foi por isso que não lhe disse o que eu sentia e muito menos o que eu precisava lhe dizer.

Esse é meu problema, eu sou intensa demais, eu sinto muito, falo muito, mas não digo tudo, nem o que eu realmente precisava dizer.
Tudo porquê naquele momento, pela primeira vez na minha vida, eu não queria estar próxima de você, só queria queria que aquela noite acabasse.

Eu lhe disse que estava tudo bem com a sua decisão e que concordava e de certa forma eu concordo, mas por dentro, nem meus cacos do coração eu encontrava pelo chão, pois nem chão eu tinha mais. Estava caindo do alto sem parar, agoniada como em um sonho ruim.

E foi ai que a minha ficha caiu!
Eu estava vivendo em sonho com você e agora, eu estava no pesadelo, a realidade caiu em cima de nós, especialmente sobre mim.

Tudo estava perfeito demais pra ser verdade.

Eu nunca quis me apaixonar por você, eu tentei evitar o máximo que podia, você não faz idéia do quanto eu carrego a culpa por isso, mas eu nunca achei que fosse me deixar de novo, apesar de você já ter fechado a porta pra mim e me deixado sozinha em uma noite fria.

Mas dessa vez, eu tinha esperanças que você fosse ficar e que eu não fosse voltar essa noite sozinha.

Eu senti tantas coisas, disse muitas coisas, mas não disse tudo que sentia, nem o que pensava, estou surtando com os meus pensamento, aquela noite não foi o suficiente pra mim, pois agora, eu contínuo desmoronando.

Eu estou desmoronando, deitada nessa cama, entorpecida, procastinando e pensando.
Analisando tudo e me sentindo uma inútil pra você. Sabe porque?

Porque eu sempre estive aqui, mas você nunca se quer olhou pra mim.
Eu nunca fui e nunca serei o suficiente pra você.

Não queria que soubesse, mas sempre que ficamos juntas nunca me senti suficiente pra você, nem como amiga e muito menos como “namorada”, olha que eu sempre fiz de tudo por voce, sem esperar nada em troca, ah não ser os meus pedidos ao céus para que você me notasse um dia.

Você me fazia se sentir insuficiente pra você.
Quanto mais eu me apaixonava por você, mais eu queria morrer, porque eu sabia que nunca me olharia com brilho nos olhos.

Você nunca me olhou, nem se quer me desejou como as outras garotas, nunca fui linda pra você. Será paranoia minha, ou você nunca me notou mesmo?

Quando eu disse que concordava com tudo em partes, foi porque eu sabia que mesmo que você estivesse comigo, eu jamais seria o que você queria, quantas vezes eu me odiei por nunca ter sido o que você sempre quis.

Pra mim, você era mais que suficiente, mais do que eu poderia sonhar e pedir aos céus.

Queria dormir, mas nem meus remédios estão funcinando.
Eu queria muito estar sonhando, na verdade eu estou, só que dessa vez é um pesadelo.

Aquele pesadelo que você acordada assustada, com medo, tentando entender se aquilo foi real ou apenas um sonho ruim.
No final você não tem certeza de nada, assim como você nunca teve certeza de nós.

Eu queria que você estivesse aqui pra me abraçar, em pensar que pra você eu nunca fui abrigo.
Onde eu vou, eu levo lembraças nossas comigo.
Roupas suas jogadas pelo quarto, a nossa cama bagunçada que sente a sua falta, na minha memória existe um filme sobre nós, com todas as maluquices que fizemos juntas.

Estávamos vivendo dentro de um filme, aquele famoso romance clichê, até você desitir de mim.
Não a culpo por desistir de mim, até eu já desisti.

Eu posso ser dura e forte, mas com você as coisas nunca funcionaram dessa maneira.
Dentro de mim, por trás dessa muralha, existe uma menina que se importa, que é apaixonada e cheia de intensidade.

Você não me enxerga e nunca poderá ver o quanto eu preciso de você.
Você não consegue me enxergar e por isso nunca irá me amar.

Eu não sei se é paranóia minha, mas também você nunca soube deixar as coisas claras como água.

Pode ser paranoia, mas talvez seja melhor assim, eu sozinha nessa cama, do que esperar que um dia você me ame.
É provável que eu me enganei de novo com você, não é?
Pode me dizer, não vai doer mais do que já doeu, já me acostumei em te perder.

Diga-me a verdade, eu nunca fui única pra você, e nunca serei.
Você nunca me fez sentir especial e nunca serei nada pra você.
Diga-me que eu não era tão incrível como você dizia.

Aposto que se eu bater na sua porta, você nem irá abrir pra mim.
Diga-me a verdade, pelo menos uma vez, eu mereço saber.

Eu achava que você era Ela, mas na verdade eramos apenas o seu parque de diversões.
Diga- me que eu nunca estarei a altura pra você.

Se as minhas paranoias dessa noite estiverem certas…

Então, você nunca foi o que eu queria, muito menos o que eu imaginava.
Você nunca poderia ser Ela, pois nunca me enxergou como eu te enxerguei… como eu te enxergava.

Autora: Mila Alves (Milena Alves)


Eu espero que tenham gostado do meu texto, como eu disse vou estar trazendo muito rascunhos/ textos/ poesias (eu e a minha mania de não querer rotular as coisas), assim como os outros textos, eu escrevi pra aliviar o que estava sentindo e recentemente eu tenho conseguido colocar o que eu sinto nos teclados do meu computador, do celular ou no papel

Escrever me da alívio, ajuda a me deixar um pouco mais leve com a minha intensidade, pensamentos, sentimentos… Em tudo que eu escrevo, tem muito de mim.

Eu quero agradecer todo o carinho de vocês, todos os seguidores e novos seguidores que estamos alcançando, obrigada por todos o likes, eu sou muito grata por todo esse carinho, faço com todo amor e dedicação, pra vocês e pra mim.

Beijos da Mila!
Ate logo, gratidão!

Apenas sozinha, deitada nesse chão gelado.

Depois de sentir frio no chão gelado.
Depois de se afogar nas minhas lágrimas, até não conseguir mais respirar.
Eu sentia uma dor imensa no peito, eu não sabia dizer se era raiva, tristeza, alegria, medo, culpa… Era apenas sentimentos feridos, sentimentos que estavam perdidos dentro de mim e sem sentido nenhum.

Depois de ficar aqui deitada nesse chão gelado, depois de me sentir totalmente perdida, de ficar pensando se ia ser naquela hora, que eu iria desistir. Eu me perguntava mil vezes se deveria continuar aqui e o porque de continuar aqui, me perguntava quais eram os motivos para partir. No final, eu não tinha uma resposta para nenhuma das duas opções, porque pra mim tanto faz estar viva ou morta.

Eu não me sinto viva, mas também não me sinto morta.
Eu não me sinto totalmente triste, as vezes a felicidade bate aqui na minha porta.

Eu me pergunto todos os dias o porque dos adultos nunca dizer a verdade sobre a vida, quando somos adolescentes, eles não dizem a verdade sobre a vida, pra ninguém, creio eu, que eles não dizem a verdade nem pra eles mesmo, aliás, nem deve saber o que é vida.

Só sabem dizer: “É apenas uma fase, vai passar.” Usam essa frase pra tudo na vida.” Eu já tive a sua idade, já passei por isso.” “Você precisa ocupar a cabeça, fazer algo com a sua vida.” “Ter um emprego, fazer uma faculdade ou curso, assim não vai ter tempo pra pensar nessas coisas.”

Eu sei, eu aprendi que passa, mas “vai passar”, não é a solução de todos os problemas. Estar ocupada com seus objetivos e sonhos não é o suficiente para não sentir perdida em sua vida. Eu faço faculdade, vou pra psicologa, ao psiquiatra, tomo os meus medicamentos, leio livros, estudo e sou escritora, assisto séries e filmes, também vou pro rolê com os meus melhores amigos e amigas, saio com os dois amores da minha vida.
Mas mesmo assim não é suficiente e fala sério, estou com 21 anos, 10 anos de tratamento e já passei por tanta coisa, eu fui pro fundo do poço várias vezes e sai de lá diversas vezes e mesmo assim eu não superei, e eu não sei exatamente o que eu tenho que superar até agora. Eu não entrei em uma guerra comigo mesma e com mundo, agora, foram anos e anos de tratamento e dando o meu melhor e fazendo tudo que esperam de mim: Que eu fique bem.

Eu não posso demostrar nem se quer por um segundo que eu quero desistir ou que não estou bem, que todos caem matando em cima de mim, eu entendo que querem que eu fique bem e eu fiquei bem por um tempo e isso foi bom, eu tinha conseguindo sair do fundo do poço, mas agora eu estou aqui de novo. Me perdoa, mamãe e papai se eu estou falhando com vocês de novo, mas eu já estou farta, eu fico pensando o que se passa na cabeça dos adultos que vivem a nossa volta, se eles acreditam mesmo na vida que vivem, e o que se passa na cabeça deles quando somos crianças e adolescentes. Até porque, eles não dizem que mesmo conquistando os seus objetivos e com a cabeça ocupada, haveria problemas e soluções da mesma maneira. Eles não dizem que você nunca vai se sentir satisfeito, porque nem eles, como adultos conseguiram se sentir satisfeitos, de uma forma ou de outra estão sempre procurando algo pra satisfazer, mas até agora eles também falharam em ser adultos, estão perdidos no que é ser adulto, com responsabilidade e liberdade, com ações e consequências, porque nem eles conseguiram lidar com tudo que tiveram que passar, eles sabem que sempre vão passar por alguma coisa, é por isso que na maioria das vezes eles acham tão simples ser adolescente e lidar com problemas adolescentes, porque se acostumaram com o caos da vida, eles já sabem a um bom tempo que a vida não é gentil, muito menos sútil. Está aí mais um motivo pra nunca serem tão sinceros, nem com eles e nem com nós, eles querem que tenhamos a esperança que eles já tiveram um dia, porque eles sabe que em partes da vida, eles querem viver e quando partir, desejam que a gente descubra o que seria vida e que gente viva e viva muito, de uma forma que eles jamais poderia ter vivido, querem que nos sejamos felizes, apesar de tudo… Eles querem nos dá a mesma esperanças que tiveram um dia, fazer a gente acreditar que papai noel, fadas e unicórnios existem, não vamos esquecer das sereias e vampiros, também tem as princesas dos contos de fadas da Disney, eles sabem o quanto era melhor o famoso joelho ralado do que as dores da vida, porque quando você vai crescendo, você descobre que Papai Noel não existe e que muito menos a Fada do Dente colocava dinheiro em baixo do seu travesseiro, que era sua mãe ou seu pai. E com tempo você vai crescendo mais e mais, começa a ter noção das coisas, questionar, criar seus princípios e tentar entender no que você acredita, afinal desde de pequeno lhe disseram que Papai Noel existia, até você crescer e descobrir que não existia, então, você aprende que tem que saber no que acreditar, não se deve acreditar em tudo ou em todas as pessoas, pois já quebrou a cara com diversas coisas e pessoas, no final das contas, você cresce descobre que os acontecimentos da nossa vida é que nem Papai Noel, cheio de verdades, mentiras e mistérios no caminho.

Você descobre que no caminho para descobrir certas coisas da sua vida, você acreditou muito que aquele era o caminho, mas não final não era, tomou outra direção, e outra direção e mais outra direção, já não sabe quantas direções você tomou, mas que percebeu que não existe a magia, o equilíbrio perfeito, muito menos a receita para o que se é viver.

Eles sabem o quanto crescer dói, não conseguem olhar na nossa cara e dizer que não existe vida perfeita e que nem eles sabem o que estão fazendo.
Não dizem que vida não é doce como um sorriso de uma criança.
Que as horas do seu dia, não vão durar uma eternidade, que nem você achava na época da escola.
As pessoas não vão te dizer todos os dias: bom dia, boa tarde, boa noite e muito menos obrigada pra você.
As pessoas não vão dar mais importância pro seu aniversário, não igual quando você era criança. Também vão parar de lhe dar os parabéns depois de uma tarefa bem feita, porque afinal, agora tudo virou a sua obrigação, assuma a sua responsabilidade.
Nem todo mundo vai lhe perguntar como foi o seu dia, como sua mãe lhe perguntava quando você voltava da escola, raramente vão lhe dar um sorriso quando te vê passando na rua. Esqueceram de avisar também, todos vão lhe julgar, não só agora, mas pra sempre.

Depois de ficar sozinha nesse chão gelado, eu peguei meu celular e resolvi escutar música, sabe aquela música da Miley Cyrus – Butterfly Fly.

Ela descreve uma parte do que eu venho sentindo. Eu sinto tanta coisa, que vocês vão ter tantos textos, porque nem as palavras estão sendo o suficiente pra descrever o que eu venho sentindo.

Eu posso ser várias coisas, sou cheia das teorias, mas a teoria de hoje é que somos mariposas e borboletas.

Sabe quando as mariposas e as borboletas estão dentro do casulo, antes de poder bater as asas e voar? Elas também sofrem muito, ficam ali grudadas na árvore, tomam chuva, vento, sol, correm o risco de pessoas fazer algo com elas. Quando as mariposas e borboletas estão próximas de sair do casulo, não sei dizer direito, mas eles ficam cavando e tentando furar o casulo pra sair, e tem uma forma de ajudá-las, alguém poderia facilmente fazer um furinho pra facilitar que ela saia do casulo, mas isso a tornaria mais fraca, ela não descobriria sozinha que pode sobreviver a chuva dentro do casulo, não saberia o quanto era bom tomar um sol, dentro do seu casulo e muito menos saberia que nem os ventos a derrubaria, se tivesse sido fácil demais, ela não descobriria que depois de todo o sofrimento pra sair do casulo, ela daria valor ao que passou lá dentro, pra agora bater as suas asas e voar pelo dia ensolarado.

Nós somos mariposas e borboletas dentro do casulo, nossos pais, avós, adultos das nossas vida, são borboletas e mariposas, eles ainda estão descobrindo como bater as asas, mas já aprenderam que a vida é uma só e que nesse meio tempo eles tem que aproveitar e fazer tudo da melhor maneira que eles puderem fazer, eles vão errar pra caramba, mas também vão acertar pra caralho, porque assim como a gente, a intenção deles nunca foi a de errar.

Eu estou no casulo, eu não sei quanto tempo vou ficar aqui deitada nesse chão gelado, olhando pro teto e pra luz, mas sei que uma hora eu também vou ter que bater as minhas asas e voar, pra descobrir… Ok, eu não sei o que é pra eu descobrir, mas de alguma maneira eu quero encontrar e ser encontrada e vou percorrer o caminho que tiver que ser, seja com chuva ou sol, afinal, sempre tem um arco-íris, um por do sol, a lua e estrelas iluminando no céu, pra dizer: não deixe de acreditar e nem de tentar voar, todas as vezes que você cair.
Afinal, como diz a Miley Cyrus: Borboleta, voe longe. 🦋


Olá minhas Luas, sentiram falta dos meus textos? Eu sei, tenho que postar mais as minhas teorias e meus textos que eu chamo de rascunhos, é tanta coisa acontecendo na minha vida, que eu estou perdida até como criar os conteúdos pra vocês, mas eu sempre vou estar por aqui. Eu espero, que esse texto ou rascunho, lhe ajude e lhe de a luz que você precisa, escrever esse texto foi um certo alivio para o meu coraçãozinho, que anda bem apertado ultimamente e poder dizer como eu estou me sentindo em forma de texto e postar pra vocês me ajuda e me da um certo alivio também.

Como vocês sabem, esse mês é o mês do Setembro Amarelo, ano passado eu estava bem iluminada pra escrever palavras cheia de luz e esperanças, mas esse ano pra mim está sendo diferente, deve ser porque eu também estou passando por muitas coisas e não estou sabendo lidar, quando não consigo ser a minha luz, eu também não consigo ser luz para outras pessoas, mas algo me faz ficar por aqui e não desistir e eu espero isso de vocês, eu sei que muitos nos ajudam de boca pra fora, que usam o setembro amarelo como uma causa de um mês e depois esquecem que a gente mesmo depois dos setembro amarelo ter acabado, ainda vamos ficar com as nossas dores, crises e ainda vamos ter que continuar superando, mas o que eu quero dizer, que mesmo assim, com a hipocrisia de muitas pessoas, não desista de você, não desista dos seus sonhos, assim como eu, você também merece uma vida extraordinária e só vamos ter essa vida incrível se a gente continuar aqui, dentro do casulo ou batendo as nossas asas, mas sem desistir!

Beijos da Mila e de Luz!
Gratidão!
Até logo!

Lançamento e nova Edição dos Livros da Thay.

Olá minhas Luas, tudo bem com vocês? Eu espero que sim, hoje eu trago um post recheado de novidades!

Como vocês sabem, a Thay entrou esse ano para o blog, com o lançamento do seu livro: Eu e o Meu Vizinho, desde então ela é nossa autora do blog e escritora de livros e contos. Mas, como eu disse trago muitas novidades, uma delas é a a nova edição do livro: Eu e o Meu Vizinho, que vai ter seu nome alterado pra: Um Nu no Corredor e também vai ter alteração na capa do livro, que eu vou deixar aqui em baixo a imagem da nova capa do livro. Ou seja, você que já leu o livro Eu e Meu Vizinho, vai ter o prazer de ver a nova capa e reler o livro com um novo titulo que foi escolhido e alterado pela nossa autora: @thaychris, então, hoje mesmo você já pode ler todos os capítulos do livro, que já está completo com nova capa e novo nome. Eu vou deixar o link aqui em baixo, junto com a capa.

Um Nu no Corredor

LINK DOS CAPÍTULOS COMPLETO DO LIVRO:
Um Nu no Corredor

Nota e agradecimentos da autora Thayane Cristina:
Olá meus queridos moradores do meu mundo de maquetes, hoje vou falar sobre o motivo da mudança do nome e falar como foi a experiência de tudo que aconteceu em tão pouco tempo.
Foi extremamente icônico como tive a ideia para esse livro, estava no final do primeiro ano do ensino médio, em uma aula de português, era a recuperação de trabalho e apresentaram o texto O Homem Nu, de Fernando Sabino, e me veio a ideia para esse livro, e escreve-lo não foi tão fácil quanto achei que seria, o começo não tinha segredo, mas chegou em uma parte que não tinha mais ideias para o livro, e então eu parei ele, por alguns meses para retoma-lo, mas quando o fiz, ele ficou bom e eu fiquei incrivelmente feliz, e então eu pensei “Por que parar?”.
Após termina-lo, não sabia o que exatamente fazer com ele, parece bobo eu sei, mas então em um belo dia uma amiga, a Bynd, me falou do blog e me convidou para participar, eu gostei da ideia de outras pessoas lerem meu livro, meu bebe, e então eu comecei a postar e começaram a ler e gostar e a sensação é satisfatória, não sei se conseguem imaginar como é quando algo que você fez e não tem certeza se está realmente bom e saber por outras pessoas que sim, está bom, e aquela sensação de missão cumprida.
Agora vou explica a relação do primeiro livro para o segundo que irei publicar, bem, o primeiro livro é a história de Violeta e Conrado, e ao final do livro, eles ter trigêmeos, até aí tranquilo, os nomes deles são: Arthur, Santiago e Christina. Dessa forma, o segundo livro tem uma quebra de tempo de 20 anos, ou seja, eles estão com 20 anos e o segundo livro conta a história de Arthur e Letícia; o terceiro livro contará a história de Santiago e Anallu onde há uma quebra de tempo de 5 anos e o quarto livro fala sobre Christina. Então ainda faltam 3 livros para realmente terminar essa série, estou fazendo ela com todo o carinho e dedicação, e acredito que iram gostar.
Outro detalhe, irei substituir o nome “Eu e o Meu Vizinho” por “Um Nu no Corredor”, pelo seguinte motivo, quando eu escolhi o nome não tinha pensado muito bem, e ressentimento descobri que há outro livro com o mesmo nome, e bem, era muito mais fácil eu mudar.
Aqui quem fala é a Porteira de Maquete, beijos e arrivederci.

Ás novidades não acabam por aí, além da nova edição do livro, temos o lançamento do novo livro da @thaychris, que no caso é a continução do livro Um Nu no Corredor. O livro se chama: Acidente de Amor – Volume 2, eu vou deixar a capa e a sinopse aqui em baixo.

Acidente de Amor

Acidente de Amor – Sinopse:
Dois mundos opostos se encontram na encruzilhada da cidade. Ela, carregada de ódio e rancor, mágoas do passado de dor, como ela poderia seguir? Ele, um jovem cheio de compaixão e paz, será que ele conseguiria muda-la depois de tudo que se passou? Talvez tudo que ela precisa seja um colo que a muito lhe foi tomado

Notas e agradecimentos de autora Thayane Cristina:
Olá meus queridos moradores do meu mundo de maquetes, vou falar um pouco sobre o segundo livro “Acidente de Amor” que logo estará no blog. Um pouco antes de terminar o primeiro livro, pensei em tornar a história maior, pensei que seria interessante fazer uma história separada sobre cada um, um pouco sobre a trajetória de cada um, e foi bastante divertido escrever ele, foi forte e intenso, pensei em cada detalhe, e alguns surgiram na hora, quando terminei foi um final emocionante, até eu mesma fiquei impressionada com o que escrevi, fiquei muito feliz.
Agora que já iniciei o terceiro livro, cada detalhe é importante, pois ele é um pouco diferente dos outros dois, então ele está exigindo um pouco mais de mim, mas sei que sou capaz de trazer um bom trabalho para vocês, e estou muito feliz de poder publicar meus livros no blog, porque eu acredito que escrever algo e ninguém poder ler, parece que não valeu a pena o tempo e energia gastos para se escrever.
Bom acho que é isso.
Aqui quem fala é a Porteira de Maquete, beijos e arrivederci.

Minhas Luas, gostaram das novidades? Estão ansiosas para os novos capítulos do livro: Acidente de Amor – Vol.2.
Então, fiquem ligas no blog, que o primeiro capitulo do livro, no caso o lançamento do livro, vai ser dia 25/09/2019 (25 de Setembro), irá sair um capitulo por semana, todas as quartas-feiras, então fiquem conectadas aqui no blog Adolescência de Lua!

Antes de encerrar o post, eu quero deixar os meus agradecimentos, quero agradecer a @thaychris por confiar no meu trabalho no blog, por acreditar no blog Adolescência de Lua, e por ter trazido o seu trabalho que é maravilhoso, essas suas histórias lindas que vem encantando os nossos leitores. Eu sou muito grata, por esse trabalho que estamos fazendo, essa criação de novas capas e lançamento aqui no blog, ta tudo a cada dia mais lindo e juntas crescemos mais e mais, obrigada e muito sucesso pra você e pra nós!

Eu também quero deixar os me agradecimentos aos nossos leitores, por amar o blog, por ler os textos, os contos, fanfics, por enviar seus originais pra gente, não se esqueça que sempre temos um espaço pra você aqui no blog!

Um beijão da Mila!
Até a próxima!
Gratidão!

FANFIC: COLEGA DE QUARTO. (PART.15)

Olá minhas Luas, eu sei que semana passada era pra eu ter postado a continuação, porém tinha outros textos pra serem postado e eu estava na correria e ai tive que adiar o capitulo, mas como prometido, o capitulo da semana já esta de volta, eu espero que vocês gostem!

Pra quem ainda não leu o Capítulo 1 e os outros capítulos, vou deixar o link aqui em baixo:
Capítulo 1: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 2: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 3: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 4: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 5: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 6: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 7: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 8: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 9: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 10: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 11: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capitulo 12: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capitulo 13: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capitulo 14: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.

Boa Leitura!

Orvalho. (Capítulo 15)

•Seis meses atrás•

ANGELINA EVANS

Após me despedir da Lariesce, fui embora… Estava muito triste e sabia o quanto iria sentir falta dela, porém, tive que demonstrar o quanto aquilo iria ser bom pra ela. Tudo vai ser diferente, sabe?! A Lari é o juízo que me falta…
Fui pra casa o caminho inteiro pensando em como seria… Se eu pudesse eu iria com ela.
Cheguei em casa e fui fazer a comida pros meus irmãos, minha mãe tinha ido saído e pra variar não deixou nada pronto. Nada me fazia parar de pensar em como seriam as coisas daqui pra frente… Lavei algumas louças e logo meu irmãozinho me interrompeu:

-Angel… Será que a mamãe volta hoje? -Perguntou puxando minha blusa.

Não conseguir responde-lo me deixava muito mal…
Meu pai simplesmente foi embora quando eu tinha onze anos e desde então minha mãe nos “cria” sozinha. Eles brigavam demais e quase sempre ele dizia que iria sumir, bom… ele cumpriu com o que disse.
Enfim… Não quero terminar como a minha mãe, sabe?! Tão infeliz que precisa de bebidas e maquiagens pra se sentir bem e esconder algo que está explícito.
A Lariesce quase sempre reclamava de seus pais e dá falta de atenção, já eu evitava sempre dizer as coisas. Quando estava com ela eu podia fugir um pouquinho da minha realidade.
Peguei meu irmão no colo e o abracei.

-Ela vai chegar quando escurecer… Mas você já vai estar dormindo, por isso não vai vê-la. -Falei acariciando seu cabelo.

Eu tenho dois irmãos, uma de oito (Zoe) e outro de seis (Dylan). Minha mãe descobriu a gravidez do mais novo logo quando meu pai foi embora… Foram os piores anos da minha vida.

00
•Três meses depois.•

Já faz três meses que não tenho contato com a Lariesce… O tempo voou longe dela.
Sinto saudade dela todos os dias.
As vezes vou visitar a mãe dela, ajudar com algumas coisas e fazer carinho nos bichinhos dela, de alguma forma isso me conforta. Do que mais sinto falta são as conversas que tínhamos, sobre nosso futuro e como tudo seria diferente quando entrássemos na faculdade… Eu sinto vazio nos amigos que eu fiz, parece que tudo perdeu o sentido pra eles… Eu tento focar nas coisas, mas no final acabo entrando na onda deles…
Estou namorando á dois meses e… A Lari não vai acreditar com quem… Eu queria muito poder contar. Eu perdi a virgindade com uma semana de namoro… Acho que eu me envergonharia em dizer isso antes, mas… Isso realmente importa tanto assim?! No começo foi horrível, mas depois eu não conseguia me ver sem fazer aquilo.
Tem quase uma semana que estou passando mal… Estava adiando ir ao médico pois sabia que ele iria dizer que era gravidez e blá blá…
Dito e feito! Ele me mandou fazer um hemograma e desconfiou da minha possível gravidez. Eu tinha quase certeza que isso era loucura e que eu estava com alguma virose… Só que por garantia decidi fazer um teste de farmácia, só pra não surtar durante a semana.
Fiquei duas horas no banheiro tomando coragem, até que… Deu positivo.
Meu mundo simplesmente desabou… Minha visão ficou escura e eu quase desmaiei.
Eu não tive forças nem pra chorar… Eu só queria a Lari pertinho de mim, pra me acalmar e dizer que aquilo não era o fim do mundo. Eu não queria esse bebê, eu não tenho como cria-lo e muito menos estruturas pra deixar de estudar e me dedicar a uma criança.
Liguei pro Eric, tínhamos acabado de discutir… Ele nunca iria me atender.
Tentei ligar intermináveis vezes… Até que… Ele atendeu.

Ligação On

-Eric, eu preciso te contar uma coisa… -Falei soluçando.

-Fala. -Falou.

-Estou grávida. -Falei aos prantos.

-O que?! Você está louca?! Eu não posso ser pai, eu só tenho vinte e um anos… Cara, eu nem trabalho, Angel! -Falou gritando.

-Você precisa tirar essa criança, eu não quero nem saber. -Falou desligando.

Ligação Off.

Estava desolada e sem forças pra continuar. Passei a noite chorando no chão do banheiro. Meu irmãos choravam do lado de fora e pediam pra entrar. Eu estava destinada a acabar com aquilo tudo de uma vez por todas, então tomei quase duas cartelas de remédio. E simplesmente apaguei.
Acordei com minha mãe enfiando os dedos na minha garganta tentando me fazer vomitar. Eu nunca tinha visto ela chorar tanto. Aquilo me destruiu novamente. Ela me arrastou pra baixo do chuveiro e me colocou no meio das suas pernas. Seu choro ecoava por todo banheiro.

-Angel… Por favor, filha… O que você fez? -Falou chorando muito.

Eu não conseguia responder, mas precisava dizer que estava grávida. Agarrei na perna dela e apontei pro teste em cima da pia. Ela levantou e entrou em desespero.

-Zoe! Pega a bolsa da mamãe e uma toalha! Rápido! -Gritou.

Minha visão estava escura e eu só enxergava vultos, até que… desmaiei novamente.

00

21:40 PM

Acordei no hospital, estava mole, mas me sentia um pouco melhor. Tudo doía, minha cabeça estava estourando. Minha mãe estava do meu lado, acariciando o meu cabelo e cantando uma música que ela sempre cantava quando eu era criança. Por um momento eu não quis sair dali, eu só queria minha mãe de volta.

-Graças a Deus! Minha filha… Você quase morreu e me levou junto. -Falou chorando.

Coloquei a mão na minha barriga e comecei a chorar… Eu acho que matei meu bebê. O vazio que estava sentindo era terrível.

-Meu bebê… Eu matei meu bebê… -Falei desesperada.

Logo umas enfermeiras vieram me acalmar.

-Ele de fato quase morreu… Só que ele foi forte e resistiu. Ele está bem! -Falou acariciando minha barriga.

Meu corpo amoleceu novamente… De alguma forma eu senti que aquela criança de fato pertencia a mim. Um sentimento indescritível pairou sobre mim… Um sentimento de recomeço.
E com ou sem o Eric eu iria criar essa criança… Eu tive uma segunda chance.

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LARIESCE GRACE

Finalmente cheguei em casa.
Estacionei o carro e fui com cautela até o quarto. Quando coloquei os pés no quarto minha mãe acende a luz e balbucia um “aham.”

-Isso é hora? -Perguntou.

Fiquei em silêncio e me virei vagarosamente.

-Você quase me fez ligar pra polícia! Eu não aguento mais esses atos indisciplinados seus! -Gritou.

Estava prestes a surtar… Nunca vi minha mãe tão brava.

-Eu precisava ajudar a Angel, ok?! -Falei. -E você sabe que não se deve negar nada pra mulher grávida, né? -Perguntei.

Ela riu e logo fechou o semblante.

-Eu não quero saber! Isso é problema dela e do Eric! -Gritou.

As vezes admirava a capacidade da minha mãe de ser insensível.

-Ok, mãe… Me desculpa. -Falei.

Tudo ficou em silêncio e ela se virou e voltou a dormir. Pela primeira vez ela não disse que eu estava de castigo.

-Só pra constar… Você não vai mais pegar meu carro! E tá de castigo. -Gritou.

Estava demorando… Tirei os sapatos e me deitei. Estava com muita vontade de responder a Cass… Meu Deus, como é difícil ignorar quem a gente ama…
Desliguei o celular e apaguei.

00

•Três dias depois.•
21:30 PM

Angel e umas meninas me chamaram pra uma festinha na casa da Lauren, uma garota que estudou com a gente. Estava desanimada, porém, ia pra fazer companhia a Angel.

-Tudo me deixa enorme. -Falou.

Dei risada e me vesti. Coloquei um vestido preto e um tênis.

-Eu estou parecendo uma bola com absolutamente tudo! -Resmungou.

Peguei uns vestidos e tentei ajuda-la de alguma forma.
Angel estava impaciente e quase chorando de raiva.

-Você está linda! Desde o primeiro vestido que vestiu. -Falei. -Tenta esse aqui, ele é mais soltinho e disfarça a barriguinha. -Falei.

Angel me olhou com uma cara feia e pegou o vestido. Após alguns minutos saímos e eu decidi checar o celular.
Tinham vinte mensagens da Cassie, mas decidi ignora-la de vez.
Chegamos na festa e revi algumas pessoas que mal me despedi quando fui pro internato… Não senti falta de nenhum deles.
Peguei uma bebida e sentei em um sofá. Eu sinceramente não sei pra que venho pra festas ainda… Chego e já quero ir embora.
Um carinha sentou-se do meu lado e começou a puxar conversa.

-E aí… Como você está diferente. -Falou.

Fiz que sim com a cabeça. Edward Carter tinha acabado de puxar conversa comigo… Como as prioridades mudam, né?! Se fosse à uns anos atrás… Eu estaria completamente nervosa. Ele já foi mais bonitinho… Edward tinha o cabelo loiro escuro, era branquinho e tinha algumas sardinhas espalhadas pelo rosto. Seus olhos eram castanho escuro e ele aparentava ter um e setenta de altura.

-Você pretende ficar aqui agora? -Perguntou.

Ele realmente queria ter um diálogo… Eu só queria ficar quietinha.

-Pra falar a verdade não sei… -Falei.

Edward me encarou fixamente. Algo me atraiu pros teus lábios, estavam úmidos e levemente rosados.

-Ah… Eu acho bem maneiro essa parada de internato, só que eu tenho certeza de que não iria me dar tão bem. Muitas regras… eu amo a liberdade. -Falou dando um gole na bebida.

Se ele conhecesse o Houston… Acho que gostaria.

-Regras todo lugar tem, né?! -Falei. -O problema é ter fiscalização eficiente pra ver se as pessoas estão respeitando-as. -Falei.

Edward sorriu.

-De fato! -Falou rindo.

Ficamos em um silêncio completamente sem jeito. Ele me encarava sem parar e só se aproximava aos pouquinhos.

-E você? Já passou na faculdade que queria? -Perguntei quebrando o silêncio.

Edward ficou cabisbaixo.

-Eu tenho notas razoáveis, estou esperando o resultado ainda. -Falou.

Respirei fundo.

-Só termino ano que vem, então… -Falei.

Logo Angel veio me chamar pra dançar com ela. Admirava a disposição que ele tinha mesmo grávida. Acenei pro Edward e sorri.

-Depois a gente conversa. -Falou rindo.

Estava tocando “Infinity- Jaymes Young”, era uma das minhas músicas favoritas.
Só queria esquecer de tudo e recomeçar. Bebi uns dez copos de uma bebida que eu não fazia idéia do que era. A única certeza que tinha era: Estava sentindo uma felicidade absurda.

00

Após algumas horas me sentei em um banco nos fundos do quintal com a Angel. Ela estava sonolenta e muito irritada.

-Ai, eu não aguento ver todo mundo louco e eu aqui no suco de laranja. -Falou.

Eu nem conseguia prestar atenção nela. A minha sorte é que não fico bêbada facilmente. Edward sorriu e veio sentar-se novamente ao meu lado. Angel fez uma cara de tédio e saiu.

-Você tá bem alterada, hein. -Falou.

Dei um sorriso e me ajeitei a alça da minha blusa. Senti os olhos de Edward acompanharem meus movimentos.

-Eu tô tranquila, sei me controlar. -Falei.

Ele estava inquieto, olhando pros lados e cada vez mais perto. Meu coração deu uma aceleradinha, mas, a bebida não me fazia tremer na base.

-Você quer me beijar, né? Vem. -Falei o puxando.

Ficamos nos beijando sem parar, todos estavam indo embora e nós não parávamos. Comecei a ficar incomodada e decidi acabar com essa palhaçada.

-Preciso ir, ok?! -Falei.

Edward estava completamente excitado, tentava de todas as formas levantar meu vestido e pegar nos meus peitos… eu nunca deixo ninguém ficar me tocando desse jeito.

-Vamos pra minha casa, fica bem pertinho daqui. -Falou beijando meu pescoço.

Ele realmente acha que vou aceitar?! Ele até beija bem, mas nem consegui ficar molhada.

-Acho que não… Eu realmente tenho que ir. -Falei me esquivando.

Edward começou a ficar com um semblante tristonho.

-O que eu faço com isso? -Falou apontando pra baixo.

Estava me segurando pra não rir. Fiz que não sabia com as mãos e sai.

-Ei, deixa eu te levar até em casa pelo menos.
-Falou correndo.

Fomos durante o caminho conversando sobre a festa e sobre algumas pessoas. Ele até que era legal pra trocar idéia.
Fomos nos aproximando da minha casa, que não era tão longe.

-Então… É aqui? -Perguntou.

Fiz que sim e me despedi dele. Ele tentou me roubar um beijo inúmeras vezes durante o trajeto e é até engraçado pensar que ele não iria tentar roubar outro agora. Consegui interrompe-lo e agradeci. Ouvi alguns barulhos atrás de uma árvore, confesso que fiquei assustada, porém, era época de esquilos então deduzi que fosse.

-Ouviu isso? -Perguntou.

Fiz que sim e continuei indo pra casa. Logo ouvi um grito. Me virei bruscamente e vi uma pessoa empurrando ele. Logo Edward deu um empurrão e a pessoa caiu.

-Ei! Para! -Gritei afastando-o.

Estava tremendo, não fazia idéia do que estava acontecendo. Tentei ver o rosto e era Cass. Que porra ela estava fazendo aqui?!
As mensagens!
Fiquei em choque, não tinha nem forças pra segura-lo.

-Você está louca?! -Gritei.

O olhar dela parecia vazio. Seus olhos estavam cheio de lágrimas e ela não parava de me encarar.

-Edward… Vai embora. -Falei.

Ele se virou e foi embora bufando de raiva.

-Isso não vai ficar assim, filha da puta! -Gritou.

Estava imóvel, sem reação… Eu só queria entender tudo. Cassie estava toda machucada, mas não eram machucados frescos, eram cortes quase cicatrizados. Meu coração estava na mão… Fiquei enjoada e vomitei tudo.
Ela só me encarava de uma forma incontestável… Eu nunca tinha visto ela daquele jeito. Seu olhar era de raiva, dor, mágoa… Eu nem sei explicar.
Eu amava essa desgraçada… Eu tô tentando esconder isso de quem?!
Quando penso que tudo vai se resolver… Tudo vira de cabeça pra baixo.
Estava amanhecendo, pude sentir tudo se umedecer e a minha garganta secar.
Eu realmente não sei o que fazer.

00

Continua…


Eu espero que tenham gostado do capitulo de hoje, semana que vem tem mais!

Beijos da Mila!
Gratidão!

Espelhos Partidos.

Olá minhas Luas, tudo bem com vocês? Eu sei, faz tempo que eu não trago textos que são enviados pelos nossos leitores, demorou, mas valeu a pena, porque esse é bem especial!

Espero que gostem!

Espelhos Partidos.

Tento me apaixonar
Me encantar pelo que vejo
Pelo que reflete a minha frente
Mas só me sinto enojar

Meu rosto é muito redondo
Meu corpo é estranho
Vejo marcas em tudo
Reflexo hediondo

Insisto em tentar enxergar
Algo que valha a pena
Mas só vejo tristeza e dor
Sinto vontade de me entregar

Me estranho completamente
Preciso me sentir melhor
Então não como e faço exercícios
Mas faço tudo extremamente

Não como porque não há fome
Não há desejo de comer
Não quando se lembra do que vai custar
Quando o estado do seu corpo é nome

A falsa preocupação machuca
Porque ou você está magro e adoecendo
Ou gordo e guloso
Qualquer pessoa fica maluca

Então eu não como
Porque perco a fome
Me exercito
Porque não durmo

E me sinto mais leve
Mais livre
A cada vez que vejo números caírem
Caindo como neve

Caindo como a chuva
Me afogando na dúvida
De ser ou não ser apenas ossos
Ser ou não essa visão turva

Viver ou não essa vida confusa
Devo chorar?
Ou ser de pedra
Como se encarasse a Medusa

Sou de pedra
Sou de ossos
Sou de pele
Mas deixei de ser humano

Todos os Direitos Reservados.

Autor: Patrick Swayze Santos Alves

Instagram: @patrick_swayze_alves

Desenho Autoral – Todos os Direitos Reservados.
Artista: Byanka G. Nunes.

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Beijinhos da Mila!
Até a aproxima!
Gratidão!