Fanfic: Vingadores – Filha do Tony Stark. (Part.11)

Eu sei, demoramos pra trazer a continuação, @giovannateodorico anda na correria e tivemos uns problemas de comunicação, mas aqui está continuação, espero que gostem e perdoa a demora!

Pra quem ainda não conhece a Fanfic é só acessar os links abaixo!

Part. 1: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 2: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark .
Part. 3: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 4: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 5: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 6: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 7: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 8: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 9: Fanfic: Vingadores – Filha do Tony Stark.
Part. 10: Fanfic: Vingadores – Filha do Tony Stark.

Eu espero que gostem da continuação de hoje.

Boa leitura!


Capítulo 11

Me remexo na cama novamente enquanto Gabriella dorme tranquilamente ao meu lado. Sua respiração tranquila e o fato de não ter se mexido nenhuma vez prova que estava em um sono profundo.  

Pensei que nós iríamos passar a noite acordada, mas Gabi deu uma trégua, alegando estar cansada por ter trabalhado na loja da mãe a tarde toda.  

Pelo menos ela está dormindo, mas eu continuo com os olhos bem abertos e sem nenhum sinal de que o sono viria. 

Já cansada de ficar deitada, levanto da cama tentando não acordar a minha melhor amiga e vejo as horas pela tela do meu novo celular. 04:16. Suspiro e saio do quarto sem saber o que fazer. 

Penso em ir para a cozinha, mas eu estava tão cheia que se comesse uma uva vomitaria. Então, vou para a sala encontrando um Ricardo acordado em frente à televisão ligada.  

Me aproximo deitando ao lado dele e encosto a cabeça no ombro do meu pai, enquanto fito a televisão. Um filme de comédia famoso passava, mas parecia que Ricardo não estava prestando muita atenção. 

— Sem sono? — pergunto por fim ainda olhando para a televisão. 

— Sim. — diz, e voltamos a ficar em silêncio novamente. Depois de alguns instantes com ambos encarando a tela da televisão, Rick suspira profundamente. 

— Você mudou. — Levanto a cabeça e observo o rosto de Ricardo.  

Ele parece cansado, e os seus olhos parecem mais escuros que o comum. Não escuros, mas sombrios. 

— Por que você não pega as suas piadinhas dos anos oitenta… — uma das protagonistas do filme diz em uma das suas frases mais conhecidas. A ignoro e presto atenção no meu pai. 

— O que você quer dizer com isso? — antes Ricardo estava olhando fixamente para a tela da televisão, agora ele me olha. 

Ele suspira antes de responder. 

— Você está mais reservada, omitindo coisas de mim, mais séria. — Me sinto um tanto irritada quando escuto isso. 

Sento me agarrando a uma almofada colorida, e olho o filme. De alguma forma ele está certo, de alguma forma Rick falou a verdade. Mas eu não queria escutar a verdade, ainda mais vindo dele.  

Eu sei que mudei, o luto transforma as pessoas, mas Ricardo também mudou, e eu não o estou acusando de tal coisa. 

— Sei o que você está pensando, mas é diferente.  

Volto a encarar o homem ao meu lado franzindo o cenho. 

— Diferente como? — sem querer, deixo algumas gotas ácidas saírem na minha pergunta. 

— Você não mentia para mim, agora mente. Eu não minto pra você.  

Quero dar risada. 

— Então o xis da questão é sobre eu ter mentido pra você?  

Ricardo suspira como se fosse óbvio qual era realmente o assunto e apenas eu não entendesse. Talvez seja verdade. 

— Como você adivinhou? Eu adoro essa música!  

O homem negro do filme diz soando extremamente alegre. Parece que mesmo tendo alguns problemas policiais no filme não chegam nada perto dos problemas que eu tenho que enfrentar agora. Problemas psicológicos, que só eu mesmo sou capaz de resolver. 

— Quando eu perguntei se você estava bem, mentiu. Eu sei quando você está mentindo. — E Ricardo diz a verdade, novamente. 

De alguma forma ele sabe quando eu estou mentindo desde sempre. Talvez Rick também tenha o sensor-de-mentiras que toda mãe tem.  

Me sinto mal. 

— Por quê mentiu? — ele não parece decepcionado, mas sim preocupado. Justamente o sentimento que eu estava tentando evitar. 

— Eu só não queria que você, não sei, se preocupasse comigo. — E surpreendentemente, meu pai dá um riso nasalado. 

Pensei que ele iria brigar, ou me dar um longo sermão, mas não, ele riu. 

Não sei se relaxo ou fico em alerta. 

— Você é minha filha. Se preocupar com você é algo tão natural quanto eu amar você. — Sinto um nó na minha garganta, e sei que estou prendendo o choro e é sufocante. Rick pega a minha mão e sorri gentilmente. — Mesmo estando longe eu penso em você, se está segura, alimentada, e outras coisas que sei que Tony já tratou de resolver. 

Concordo com a cabeça apertando suavemente a mão quente e grande de Rick. 

— Mas se mentir novamente para mim vamos ter uma longa conversa, mocinha. — Solto uma risada e Rick me acompanha. 

Volto a me deitar ao lado dele com a cabeça em seu peito, ainda está escuro lá fora, e sentindo a paz momentânea me deixo ser levada pelo sono. 

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

 Antes mesmo de abrir os olhos sei que Ricardo já acordou. Sinto o vazio onde ele estava e o cheiro de café no ar.  

Me espreguiço e finalmente abro os olhos. Em algum momento Ricardo colocou um cobertor sobre mim, já que estou enrolada em um. O jogo para o lado e me levanto indo em direção a cozinha, encontrando uma Gabriella já acordada e animada e Ricardo dando risada de alguma piada ruim que ela contou. Me sinto reconfortada por ver uma cena tão familiar. 

— Olha só, a bela adormecida acordou. — Gabi diz quando finalmente me vê. 

Me encosto no vão de entrada da cozinha e cruzo os braços em frente ao corpo. 

Ignoro a pequena alfinetada da minha melhor amiga.  

— Onde Tony está?  

— Ele acordou cedo e saiu. Obviamente não entendi o que ele falou porquê estava sem o aparelhinho, só entendi situation. — Concordo com a cabeça e me sento ao lado de Ricardo. 

Gabriella não fala inglês. Foi engraçado ver ela tentando se comunicar com Tony ontem à tarde quando ela chegou. Foi mais engraçado ver quando ele entregou a Gabi um pequeno aparelho auditivo que Tony desenvolveu, onde traduzia automaticamente a língua estrangeira programada para a sua língua materna. Foi por isso que ele entendeu quando eu e Rick estávamos conversando em português. 

Me sirvo com um pouco de café, e pego uma torrada, sem antes perceber o olhar estranho que Gabriella e Ricardo me lançam. 

— Certo. O que aconteceu?  

Gabi abre um riso ladino e apoia os cotovelos em cima da mesa, inclinando o corpo para frente. Parecia animada, e curiosa.  

— Eu só quero saber algumas coisinhas. — Eu bem que estava esperando por isso. 

Ontem ela não havia dito nada, perguntado nada, como se eu não tivesse me mudado para o hemisfério norte repentinamente. 

— Tudo bem. — a única coisa que eu posso ter agora é paciência.  

— Como é morar com os heróis? Já viu o Hulk? Como é o Thor? Capitão América tem muitas rugas? — espero vir mais perguntas, mas percebo que essas são as iniciais. 

— Normal, eu acho. Não. Normal, como qualquer deus. Nada de rugas, pele lisa igual a um recém-nascido. — Gabi da risada assim como Rick com as minhas respostas. 

— Normal, como qualquer deus. — Rick afina a voz para se parecer com a minha, o que falha miseravelmente.  

— Qual deles você mais gosta? — a garota ruiva continua ignorando Ricardo ou qualquer coisa externa.  

Penso um pouco. Qual deles eu mais gosto? É difícil escolher.  

— De todos. Mas acho que mais do Hulk e do Capitão América. — é essencial que eu não fale nomes, mesmo que Rick e Gabi sejam de confiança, mas alguém que não é de confiança poderia escutar, e bom, sabendo a verdadeira identidade de um deles tentar algo contra o sortudo. 

— Como é a Viúva Negra? Sempre misteriosa e essas coisas? — tomo um gole de café antes de responder. 

— Ela é normal. — Não posso dar muitas informações. Alguém poderia usar elas contra os heróis. 

Tony me explicou isso quando estávamos no jato. Também disse que certa vez alguém falou demais de um agente da S.H.I.E.L.D., informações pessoais e nome. Essas informações quase levaram a ruína de uma missão importante e da S.H.I.E.L.D. Tiveram que mudar o nome do agente e ele se mudou para outro país, longe de conhecidos e familiares. 

Não sei se é verdade. — Talvez Anthony tenha contado aquilo apenas para me manter de boca calada — mas não desejo o mesmo destino para os Vingadores. 

— Normal? Todos eles são normais pra você? — Gabi parece estar indignada, e Ricardo apenas acha graça da nossa conversa. 

Dou de ombros enquanto como um pedaço da torrada. 

— Eles são gente como a gente, Gabi. Apenas fazem coisas sensacionais que nós nunca vamos fazer. — falo mas não acredito nas minhas próprias palavras. 

Há algum tempo eu estive pensando sobre isso, sobre ser um herói. Não sei o que eles passaram para ser o que são hoje, mas aposto que treinaram muito, que fizeram diversas coisas que pessoas normais poderiam fazer, como bombeiros e policiais. 

Com o treino adequado, sei que vou estar à altura dos mesmos homens que arriscam a vida todos os dias para salvar as pessoas. Talvez — bem provável — que eu não me torne uma heroína, mas talvez eu salve vidas e faça a diferença. 

— Tem razão, mas vamos falar de uma pessoa em específico agora. — Levanto uma sobrancelha, tentando adivinhar de quem ela quer falar agora. — Vamos falar sobre Tony Stark vulgo o seu pai. 

— Não acham errado falar dele quando ele não está aqui? — apenas falo para tentar mudar de assunto, mas Gabriella nem Ricardo caem nessa. 

— Você vai falar mal dele? — Ricardo finalmente se pronuncia, querendo participar da conversa. Gabi responde um “não” com um sorrisinho por ter o meu pai do lado dela. — Eu também não, então não é errado. Só se você falar, aí o problema não é nosso. 

Sei que não há como eu fugir da situação, então apenas me entrego e tento manter a calma. 

— O que vocês querem saber sobre ele? Sabe, podem perguntar pro Tony, ele não morde. — Tento fazer graça, mas os dois estão com as expressões sérias. 

Eu sabia que essa conversa iria acontecer, cedo ou tarde, mas eu preferiria ser mais tarde e de preferência sem ser logo de manhã. 

— Como ele é com você? E não venha responder “normal” porquê senão eu enfio essa torrada na sua boca. — Tomo a ameaça como uma brincadeira mesmo sabendo que Gabriella é capaz disso. 

Mordo a torrada e mastigo lentamente, tomando um gole de café quando engulo o alimento apenas para ganhar tempo. Os dois ficam em silêncio esperando a minha resposta.  

— Tony parece estar se esforçando, sabe, pra ser um pai. E ele está conseguindo, até me colocou de castigo. — Solto uma risadinha no final, mas nenhum dos dois me acompanham.  

— Emma, por que você ainda não o chama de pai? — a voz da minha melhor amiga sai baixa, cuidadosa e gentil. 

Gostaria que ela tivesse feito qualquer outra pergunta apenas para não precisar responder essa. 

Respiro fundo tentando criar coragem. 

— É complicado. — tomo um gole do café, já frio. 

— Por quê é complicado, bonequinha? — com as simples palavras de Ricardo sinto vontade de gritar tudo o que reprimi. 

Tenho que manter a calma. 

— Eu te chamei por toda a minha vida de pai, e é difícil chamar Tony de pai também mesmo que ele seja. Eu ainda não estou preparada pra chamar ele de pai, da mesma forma que Tony não está preparado pra me chamar de filha. — Falo tudo com apenas um fôlego. 

Mas ao mesmo tempo que falo tudo, eu não falo nada. Ocultei algumas coisas, algumas coisas essenciais para eu não chamar Tony de pai. Uma dessas coisas é o medo. 

Espero por mais perguntas, mais perguntas que sei que vão me quebrar, mas elas não vêm.  

Sou envolvida por braços, me apertando em um abraço e nesse momento sinto confortável de chorar. Papai e Gabi me abraçam, um de cada lado. Os braços finos da minha amiga parecem se encaixar perfeitamente no meu corpo e assim é a mesma coisa com os braços de Ricardo. 

Eu fui feita para estar neles, por isso me encaixo tão bem em cada um deles, como uma peça de quebra-cabeça. Mas também sei que pertenço aos braços de Anthony, e que ele pertence aos meus.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

  Estou sentada no sofá, observando Gabi tocar o seu violão e cantar uma música antiga e famosa. 

Ricardo acompanha a garota cantando da cozinha, enquanto corta uma cebola para fazer um outro prato famoso dele, uma lasanha que mais tem recheio do que massa. 

Tony chegou quando estávamos abraçados na cozinha. O dia inteiro ele parecia estar preocupado com algo, mas não fui perguntar o que o estava incomodando, talvez com medo dele me mandar cuidar das minhas próprias coisas. 

— Essa você conhece, diz que conhece! — Gabi chama a minha atenção tocando uma melodia no violão. 

Ela está sentada sobre um pé, e o outro bate com a ponta do pé no chão marcando o tempo. Sei disso porquê certa vez ela me explicou. 

Não sei nada sobre violão e essas coisas, não sei cantar também, e por ser uma leiga nessa área aprecio as músicas de vários estilos e cantores. Mas as últimas 4 músicas que ela cantou eu não fazia a mínima ideia que música era. 

— Sempre estar lá, e ver ele voltar… — a voz angelical de Gabi canta o refrão, e eu logo sei qual música é. 

— Essa eu sei. — falo animada quase pulando do sofá. 

— Aleluia! — a garota diz sem parar de tocar o violão. 

Escuto a risada de Rick, calorosa e um tanto nasalada. 

— Eu sei que você é gringa, mas é bom escutar algumas músicas nacionais, só pra não passar vergonha.  

Ricardo aparece com um avental florido. 

— O nacional dela é música em inglês. — falo um “muito engraçado” mas os dois não me ouviram porquê estão gargalhando alto. 

Mas logo pararam quando Anthony entrou na sala e encostou o ombro na parede com as duas mãos dentro dos bolsos. Tony sabe ter presença, sabe se destacar em qualquer lugar. Aposto que se ele fosse a um funeral as pessoas o abraçariam e diriam palavras de conforto ao invés de dizer a família.  

Não falo nada, apenas o encaro esperando ele dizer alguma coisa. O único som que se pode ouvir é da cebola fritando na panela. 

— Emma, precisamos conversar. 

Com as simples palavras de Anthony eu fico tensa. Será que eu fiz algo de errado? Falei algo de errado? Geralmente quando Rick falava que precisava conversar comigo era porquê eu tinha feito algo errado, mas pelo semblante de Anthony parece que é um assunto sério. 

Me levanto e olho pra Gabi, que segura fortemente o violão. Então ela também está sentindo a tensão? 

— Pai, nós vamos lá encima. — não espero a resposta de Ricardo, apenas abro a porta e saio, torcendo para que Tony esteja me seguindo. 

Quando escuto o som da porta se fechando, sei que ele está. 

Sigo reto pelo pequeno corredor até chegar a uma porta quase imperceptível ao olhar das outras pessoas. A abro com um puxão e subo apenas um lance de escadas, encontrando outra porta no final dela. A abro também e por fim, chego ao terraço. 

Esquecendo totalmente de Tony, olho em volta vendo que os meus pisca-piscas ainda estão ali enfeitando o pequeno muro que me impede de cair. Umas cadeiras e uma mesa estão próximas de nós, o guarda-sol está fechado. 

Me aproximo da beirada do terraço e olho para cima, encarando o céu escuro e com duas estrelas solitárias, ou melhor, os planetas Venus ou Marte. Não me lembro agora. 

— Nós vamos voltar para casa hoje. — me viro para ver Tony. 

E estranhamente ele parece confortável no meu mundo particular. Era isso o que o terraço representa pra mim. Meu mundo particular.  

— Por que? Era pra ser amanhã. — eu não estava preparando o meu psicológico para uma despedida. 

E lá está o Anthony desconfortável, aparentando ter mais idade do que realmente tem. 

— Você não gostou daqui? Do meu pai ou da Gabriella? — pode ser por isso que ele quer ir para casa tão cedo. 

Casa. É tão estranho eu pensar em casa e logo relacionando a mansão dos Vingadores. A minha casa também é aqui.  

— Não é nada disso, só precisamos voltar agora. — Tony parece cansado. 

— O que aconteceu? — o homem apenas me olha, os olhos escuros escondendo mil segredos. — Qual foi o real motivo dessa viagem? Aposto que não foi para conhecer a minha terra natal. 

Por um momento penso que ele não iria falar nada, apenas dizer novamente que precisamos ir embora hoje e sair me deixando sozinha com uma cara de tacho. Mas não, ele não faz isso. 

— Soubemos que iria ter um ataque próximo da mansão, então decidimos tirar você de lá. 

— Quem decidiu isso? — não sei o que estou sentindo, talvez seja um misto de sensações. Sim, talvez. Qual deles vai vencer? 

— Os Vingadores. — eu já sabia a resposta, era só pra confirmar se eu estava certa ou não. 

— Por que?  

Tony passa a grande mão na barba. Talvez ele esteja se perguntando se eu sou tapada. 

— Você não conseguiria se defender sozinha. — ele diz simplista, e sei que ele está certo. 

— Então me treine. Me ensine. — o desejo é quase palpável na minha voz.  

Anthony me olha como se eu estivesse louca. Talvez eu esteja. 

— Criança, não é tão simples assim… — o corto me aproximando mais dele. 

— Claro que é. Você ensina a me defender e assim não precisa ficar fazendo viagens só pra me tirar de cena. — olho para o seu rosto mas parece que ele colocou uma máscara que esconde as suas reações. 

Espero pelo que parece ser uma eternidade até Tony fazer um bico e parecer relaxado novamente. 

— Eu vou pensar a respeito. Agora vá arrumar a sua mala. Sairemos depois do jantar.

Continua….


Recadinho da @giovannateodorico

Olha quem está aqui depois de séculos sem aparecer. Isso mesmo, euzinha. 
Vou tentar ao máximo enviar os caps com frequência.

Ah, obrigada a todos vocês que não desistiram da Filha dos Tony Stark e da história dela.  
Segue aí embaixo as músicas que me inspiraram a escrever esse cap. 
• My eyes — The Lumineers. 
• Long Way From Home — The Lumineers. 
• Charlie Boy — The Lumineers. 
• Dead Sea — The Lumineers. 
• Slow it Down — The Lumineers. 
• Pusher — Alt-J 
• Nara — Alt-J 
• Warm Foothills — Alt-J 
• House of the Rising Sun — Alt-J 
• Eyes on Fire — Twilight soundtrack  
• Cherry Wine — Hozier 
 

Eu quero agradecer todo o carinho de vocês e por não desistirem dessa Fanfic!

Um beijão da Mila!
Gratidão!

Fanfic: Filha do Tony Stark – Vingadores (Part.10)

Eu sei, demoramos pra trazer a continuação, eu tive umas dificuldades pra achar os capitulos que a @giovannateodorico tinha me enviando, mas aqui está continuação, espero que gostem e perdoa a demora!

Pra quem ainda não conhece a Fanfic é só acessar os links abaixo!

Part. 1: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 2: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark .
Part. 3: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 4: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 5: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 6: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 7: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 8: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 9: Fanfic: Vingadores – Filha do Tony Stark
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Eu espero que gostem da continuação de hoje.

Boa leitura!

Capítulo 10

No instante em que contei a Gabriella que eu estava indo no dia seguinte para o Brasil, ela simplesmente surtou. Gritava palavras sem nexo, e a única coisa que eu realmente entendia é que ela estava feliz com a notícia. 

Depois foi a vez de Ricardo. Ele atendeu o telefone — lembrei do fuso horário, então no Brasil já era tarde da noite. — Com a voz meio grogue, ficou feliz por eu ter ligado para ele mesmo sendo tarde, e ficou mais feliz ainda quando disse que estaria indo ao Brasil no outro dia.  

Talvez com a minha notícia eu o tenha despertado, porquê ele disse que iria arrumar a casa naquela mesma hora. Mesmo eu falando que não precisava, já que Anthony iria querer se hospedar em um hotel, mas Ricardo insistiu de tal forma que nem mesmo Tony conseguiu questionar. Iriamos passar o tempo na casa de Ricardo. 

Desde o dia anterior quando Tony contou que iríamos para o Brasil, não consegui ficar calma, ou comer no momento certo. A cada uma hora eu enfiava algo para manter a minha boca ocupada, e isso foi apenas por um dia. Imagino como eu não ficaria se Tony me contasse que iríamos daqui a uma semana. 

Depois de conversar com Anthony sobre os meus novos professores particulares, e quando eu começaria as aulas, começo a arrumar a pequena mala, alternando entre colocar uma peça dentro da mala e um pedaço de chocolate dentro da boca. 

Se eu continuasse desse jeito, iria acabar com o estoque de doces de Clint. 

— Então você vai voltar para o Brasil. — dou um pulo e quase me engasgo com o pedaço de chocolate.  

Engulo com força sentindo o alimento descer rasgando pela minha garganta. Me viro lentamente encontrando um Steve sorridente na soleira da porta. 

— É o que parece. — respondo aliviada por não ser Clint me cobrando por estar comendo os chocolates dele. — Chocolate? 

Steve nega entrando no quarto e se sentando na cadeira em frente à escrivaninha. Ele pega o chibi do Homem de Ferro e brinca com os bracinhos do boneco. 

Como outro pedaço de chocolate, colocando logo em seguida uma calça jeans e uma blusa preta. 

— Sabe, Tony parece estar se esforçando para ser um bom pai. — levanto o olhar para Steve, que continua a brincar com o chibi.  

— Ele é um bom pai, só falta praticar. — solto uma risadinha me lembrando de alguns detalhes. — Talvez ele possa pegar dicas com Ricardo. 

Finalmente Steve larga o chibi e me encara com a expressão séria. Sinto que ele irá falar um pequeno discurso, como as vezes ele faz para as escolas estadunidenses. 

— Acho melhor não Emma. Tony mesmo não aparentando sente falta do tempo que não tiveram juntos, e acho eu que, ele sente um pouco de raiva por Richard ter sido o seu pai primeiro. 

Engulo em seco sem saber o que falar. Finjo prestar total atenção na muda de roupa em minhas mãos. 

Eu nunca imaginaria que Anthony pensasse assim, que ele se sentisse assim em relação a mim e o tempo perdido entre nós. Ou até mesmo que sentisse raiva do meu padrasto por ter sido o pai que ele gostaria de ser. 

— Isso não é muito a cara de Anthony. — murmuro, colocando de qualquer jeito as roupas dentro da mala vermelha e por fim fecho o zíper. — E é Ricardo. 

Steve me fita intensamente, o que me faz desviar os olhos para qualquer canto do quarto. Me sento ao lado da mala e brinco com o fecho. 

— Emma, mesmo ele sendo o seu pai, você ainda não conhece Tony. — Steve suspira e eu faço o mesmo. — Ele parece ser arrogante e não se importar com as coisas, mas é apenas aparência. Claro que ele é arrogante, mas se importa sim com as coisas, principalmente com você. 

Meus olhos marejam. Me sento na cabeceira da cama de casal e abraço as minhas pernas. Eu estou tão confusa, sem saber o que fazer. Eu sei que Anthony se importa com as coisas, isso é mais que aparente, e comigo também, mas é estranho escutar Steve falando.   

Talvez eu preferisse não escutar em voz alta, faz com que toda a situação pareça mais complicada e delicada.  

Sinto as garras da saudade agarrar o meu coração. Por quê a minha mãe precisou morrer? Eu sinto tanta falta dela, sinto tanta falta do seu perfume floral e o riso frouxo. Sinto falta de como ela conseguia achar a solução para problemas como esse que estou, e sempre sorrindo. Até mesmo nos seus últimos suspiros ela estava sorrindo. 

— Vai ficar tudo bem. — braços quentes abraçam o meu tronco. 

Só agora percebo que estou chorando. As lágrimas são amargas por conta da saudade. Culpo a tpm por ter chorado tão facilmente. Continuo a chorar, me sentindo reconfortada nos braços de urso do Capitão. 

Eu realmente espero que tudo fique bem, que eu consiga chamar Tony de pai, que consiga parar de sentir saudade da minha mãe, e que eu fique bem emocionalmente. Tudo isso que eu pensei não vai ser tão fácil, mas também não é impossível. Exceto um. 

— Vai passar, Em.  

✖ 

Fito a sobreloja a minha frente, com o estômago dando giros e mais giros. Senti falta desse lugar, mas me esqueci das lembranças que ele carrega. 

Antes de me mudar para os Estados Unidos, eu morava em cima da loja e escola de informática de Ricardo. O que não dá pra perceber é que a sobreloja é enorme, tendo o tamanho de uma casa normal.  

Respiro fundo antes de apertar o interfone ao lado da porta de ferro. Tony está ao meu lado e em silêncio observando tudo. Fico mais tranquila por termos chegado cedo e não ter praticamente ninguém na rua. Não seria nada legal de Anthony fosse abordado por alguns fãs desde cedo. 

— Bonequinha? — a voz de Ricardo aparece por sobre o chiado do interfone.

Abro um largo sorriso, sentindo a saudade dele morrer aos poucos, sabendo que em questão de minutos eu o veria. 

— Quem mais seria? — respondo com outra pergunta, escutando a risada calorosa de Ricardo. 

Um clique alto mostra que a porta de ferro foi aberta. Pego a minha pequena mala vermelha e espero Tony entrar primeiro para eu poder entrar e fechar a porta.  

Subimos o lance de escadas em silêncio, apenas com o barulho da minha mala batendo contra cada degrau. Me sinto estranha, já que não é normal Tony ficar em silêncio por um longo tempo. 

Antes de abrir a porta de madeira, paro e olho para Tony, sorrio para ele e por fim pego a sua mão. Anthony parece ficar mais relaxado, mas ainda permanece em silêncio.  

Abro a porta deixando a mala ao lado dela e puxo Anthony para dentro do grande apartamento. Sou recebida pelo familiar cheiro de café fresco, e flores. Me surpreendo por ver o apartamento tão claro e sol matinal. Talvez eu estava esperando um lugar sombrio e sem vida, mas Ricardo fez um bom trabalho deixando o apartamento cheio de… Cloe.  

A minha mãe era cheia de vida, ensolarada, e olha onde ela parou. 

— Boneca! — por um momento eu estava no chão, no outro estava rodopiando pelo ar nos braços tão familiares de Ricardo. 

Abraço o pescoço do meu padrasto e enfio a cabeça na curva do mesmo, sentindo o cheiro amadeirado de Ricardo.  

— Rick! — finalmente ele me coloca no chão, mas as mãos permanecem em meus ombros. 

O homem me olha por inteiro, com os olhos cheios de preocupação e saudade. 

— Tony está cuidando bem de você? Você está comendo direito? — Ricardo pergunta, ainda me olhando por inteira.  

Abro um sorriso ladino, dando um chega pra lá com a mão, apontando para Tony. Quando nós dois colocamos os olhos sobre o herói, percebemos o quanto ele estava desconfortável, mas em questão de segundo ele parece relaxado e em casa. 

— Até parece que eu não cuidaria bem da minha filha. — Tony diz em um inglês carregado de arrogância.  

Talvez ele tenha esquecido que Ricardo também fala inglês, já que a minha educação em casa era fundamentada em falar inglês e apenas na rua falar português. Ambos, eu e Rick aprendemos a língua juntos.  

Ou talvez eu tenha esquecido de contar.  

— Fico mais aliviado com isso. — Rick responde em inglês, e a partir daí começa um diálogo em inglês, para que Tony não ficasse de fora. — Mas você está comendo direito e no horário certo?  

Suspiro sem saber o que de fato responder. Ricardo tomou o meu suspiro e silêncio como uma resposta, também suspirando. 

— Vem, vamos pra cozinha. — Ricardo pega na minha mão e me guia até a cozinha. 

Não que eu precisasse de um guia para saber onde a cozinha está, até porquê conheço esse apartamento como a palma da minha mão, mas nós dois precisamos desse contato físico para ter certeza que estamos ali, juntos. 

Um café da manhã estava posto na mesa de madeira, simples, mas cheio de proteínas. Me sento na cadeira onde geralmente sentava e observo Tony se sentar ao meu lado, observando discretamente a cozinha. E então faço o mesmo, captando cada detalhe do grande espaço. 

— Eu espero que a Emma não tenha te causado problemas. — Rick quebra o silêncio, se virando com a garrafa vermelha de café nas mãos e a depositando ao lado da minha xícara de café. 

— Ela é uma boa garota. Recebeu uma boa educação. — Tony se serve de uma xícara de café e toma um longo gole. 

Faço o mesmo, e quase cuspo o café na xícara. Céus, está sem açúcar. 

— Não sei se isso foi um elogio, mas obrigada. — Ricardo percebe o meu desgosto pelo café e logo coloca duas colheres de chá de açúcar no meu café. — Falando em educação, ela está estudando? 

— Eu estou aqui, sabem disso? — murmuro. 

E como sempre, Ricardo da uma de suas calorosas risadas e passa a os dedos pelo cabelo jogando para trás.  

— Dei algumas semanas para ela se acostumar, mas quando voltarmos ela já vai começar a estudar. Em casa, sem perigo e perto de nós.  

Observo bem os dois, sentindo a tensão entre eles. Mesmo Anthony parecendo estar confortável, pude perceber que ele está se sentindo totalmente o contrário. Ricardo parece estar calmo, mas vejo que ele está tentando criar um assunto, fazer com que um diálogo dure. 

Ricardo está pensativo com as palavras de Tony, mas não fala nada. 

Depois de comer dois pães e algumas xícaras de café — agora com açúcar — em um completo silêncio, Ricardo finalmente o quebra. 

— A Gabi vai vir a tarde. Se prepara porquê ela vai dormir aqui também. 

Quando ele diz aquilo, sei que eu realmente deveria me preparar porque conhecendo a minha melhor amiga, nós não iríamos dormir. 

✖ 

Já era tarde. Tony estava tomando banho e Ricardo havia saído para resolver algo. Estou sozinha, me sinto sozinha. 

Sinto o poder das lembranças me sufocarem. Sinto a presença da minha mãe em cada canto que olho, em cada mínimo detalhe, cheiro, objeto. Cloe está em cada coisa da casa, e em mim.  

Eu estava evitando me olhar no espelho para não me lembrar dela, mas vindo aqui, estando onde cresci, abre novamente as feridas que tentei cuidar sozinha. 

Um porta-retratos está embaixo da televisão. O pego vendo a foto. Minha mãe, Rick e eu sorrimos para um cara estranho que fez a gentileza de tirar a foto para nós três.  

O brilho, mesmo pela foto, permanece nos olhos azuis da minha mãe. O sorriso, agora que percebo, não é aquele leve e frouxo, mas é tenso e cheio de preocupações. Ela parecia ser a própria preocupação. Como eu não percebi isso antes? 

Como eu não percebi todos esses segredos? Como eu pude ser tão cega ao ponto de não notar as pequenas coisas que me cercava?  

Deixo o porta-retratos no lugar e vou para o quarto de Ricardo e de Cloe. Abro a porta encontrando tudo quase igual, o mesmo cheiro, a penteadeira com os produtos de beleza. Sei que se abrir a porta do guarda-roupa vou encontrar as roupas da minha mãe ainda. 

Fotos minhas com a minha mãe ou com Ricardo muda um pouco o ambiente, mas ainda sou capaz de imaginar Cloe ali no quarto, sentada em frente a penteadeira e sorrindo para o seu próprio reflexo. 

A saudade nunca vai passar? A dor da perda?  

Sinto braços em volta da minha cintura me abraçando, puxando a minha cabeça para o peito dele. 

— Calma. — sinto as lágrimas quentes e amargas molharem a camisa de Tony. 

Escuto a porta se fechar, sinto Anthony me levar para longe do quarto. Não é o suficiente para fazer as lágrimas pararem, a dor passar. 

Me desprendo dos braços de Tony e me jogo no sofá querendo me afundar nele. Tony se senta ao meu lado, me olhando com um olhar preocupado. 

— O que eu posso fazer? — olho para o homem ao meu lado, a visão um tanto embaçada. 

O que ele poderia fazer por mim? Uma máquina de voltar no tempo? Até mesmo para Tony sei que é impossível. 

Continuo chorando baixinho, ignorando os olhos brilhantes da minha mãe, preso nas fotos. 

Continua…


Eu espero que tenha gostado a continuação de hoje, semana que vem tem mais! Sou muito grata pela paciência e desculpa a demora!

Aguardem, que vem mais capítulos por aí!

Beijocas da Mila!
Gratidão!

FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark (Part.10)

Bonjour mon chéris!!

Olha quem voltou, isso mesmo, essa pessoa que vive sempre no mundo da lua.

Primeiramente, agradeço a todos que gostaram dos meus post’s, e que comentaram em cada. Vocês fizeram a diferença nesse blog. Obrigada a você que lê a cada post do blog, que espera ansioso por uma atualização.

Segundamente, eu devo mesmo agradecer a Mila por ter me procurado, e ter insistido para que eu voltasse, além de ser uma mulher super fofa, gentil e atensiosa. Obrigada mesmo Mila ❤

Terceiro. Não tem um terceiro.

Para vocês que sabem, eu estive passando por um momento muito difícil na minha vida, e por incrível que pareça eu ainda estou passando mas agora eu sei lidar. Foi necessário esse tempo no limbo para eu me organizar. Você, que passa por algo difícil ou já passou e quer desabafar sobre, não hesite em nos falar. Seremos ótimas ouvintes, além de que desabafar é sempre bom.

Enfim, eu estou — será? — de volta, e apenas peço paciência para comigo e com as outras meninas. Perdoem as nossas falhas. Amém. Hahaha brincadeiras a parte, obrigada a todos.

Com muito carinho, Giovanna Teodorico.


Pra quem ainda não conhece a Fanfic é só acessar os links abaixo!

Part. 1: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 2: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark .
Part. 3: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 4: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 5: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 6: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 7: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 8: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 9: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.

Eu espero que gostem da continuação de hoje.


FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark
(Part.10)

Me jogo na cama exausta, e coloco o braço esquerdo por cima dos olhos, o tampando. Depois de um longo tempo arrumando o meu novo quarto, finalmente consigo descansar.

Anthony simplesmente decidiu se mudar para a nova sede dos Vingadores, porque estava se sentindo dependente da S.H.I.E.L.D. e de Nick Fury. Mas eu sei que tem algo a mais, um verdadeiro porquê dessa súbita mudança. Tony não doaria a sua mansão para os Vingadores por causa de um sentimento, ou doaria?

 E com essa súbita mudança também veio a minha saída do castigo. Não que fez muita diferença pra mim, até porquê o meu celular estava quebrado e bom, não sou muito conectada com a internet. Anthony não entendeu o porquê eu andava com a carcaça do meu celular para os lugares como se ele ainda estivesse funcionando, nem mesmo eu entendia bem, mas era reconfortante ter algo familiar por perto, mesmo que quebrado.

 E com o castigo ficamos estranhamente juntos. Quer dizer, estamos tentando nos conhecer, nos familiarizar, ter uma afinidade. Estou tentando fazer com que a nossa relação de pai e filha seja boa, como Ricardo disse antes, ele tem um espaço reservado para ele no meu coração, e ele vai tomar de um jeito ou de outro, melhor que seja eu deixando.

Alguém bate na porta, e eu solto um grunhido. Escuto a porta se abrindo, mas continuo na mesma posição que estou.

— Bom trabalho. — a voz de Anthony ressoa pelo quarto. — Bem organizada… o que eu preciso.

 Dou um leve sorriso, e viro a minha cabeça em direção ao homem. Tony está encostado no batente da porta, vestindo um terno cinza escuro brilhante, um sapato um pouco extravagante, e uma blusa social branca, com uma gravata simples enfeitando o seu pescoço. 

— Para onde você vai assim? — pergunto, fazendo grande esforço para me sentar.

    O cheiro azedo de suor me faz lembrar que preciso tomar um longo banho.

— Alguém precisa trabalhar pra sustentar um bando de marmanjos! — Anthony fala alto e se virando para o corredor.

— EU OUVI ISSO! — a voz de Bruce fala ecoa pelo corredor.  Sinto uma pitada de divertimento em sua voz.

Dou risada, e olho para as paredes do meu quarto. Estão pintadas na cor creme, e todas nuas sem nenhuma característica minha, mas eu prefiro assim.

— Tudo bem. — dou de ombros com grande esforço, e lanço um sorriso para Tony. — Este terno ficou bom em você.

— O que não fica bom em mim? — Anthony da uma voltinha de braços abertos, me fazendo rir. — Mais tarde vamos conversar.

E depois se vira e sai do meu quarto, deixando a porta aberta. Maravilha, vou precisar me levantar pra fechar a porta e aguentar a curiosidade até o momento que ele chegar.

O que me faz lembrar é que ele disse ” mais tarde vamos conversar” um tanto parecido de quando me pegou no flagra a uma semana atrás. Penso se fiz algo de errado mas nada me vem à mente. Durante esse tempo estou tentando fazer tudo corretamente, como se estivesse pisando em ovos e a qualquer momento eu pudesse quebra-los.

— Toc toc. — levanto a cabeça encontrando Loki com roupas normais e cabelos molhados. Dentro do meu quarto.

— O que você quer? — pergunto asperamente olhando para Loki atentamente, enquanto o deus anda pelo meu quarto, e se senta na minha cama, com um livro meu nas mãos.

    Torço para que ninguém venha me procurar ou não sei, perceba que o deus está no meu quarto.

— Ora, não posso passar um tempo com uma Midgardiana? — Loki folheia o livro, e para em uma ilustração de um livro com uma faca cravada no meio das páginas, e com tinta jorrando do buraco. — Interessante…

— Bem, respondendo a sua pergunta… não. Você é o deus da trapaça.

    Fico o mais longe possível de Loki, mas sempre mantenho os olhos nele. Tenho que parar com essa mania de encarar as pessoas.

— Você está certa. — Loki fecha o livro bruscamente me dando um susto. — Estou aqui para fazer as pazes com você.

    As pazes? Por que ele quer isso? E por que ele quer isso repentinamente?

— Respondendo as suas perguntas, uma oferta de paz é a melhor oferta que já fiz a algum midgardiano. E o nosso primeiro encontro não foi um dos melhores. — olho bem para Loki cerrando os olhos.

— Na verdade, foi péssimo. — olho para os olhos de Loki, mas não encontro nada. Ele até pode ser o deus da trapaça, mas eu preciso dar esse voto de confiança.

— O que eu vou ganhar com isso? — e como eu estou pensando em aceitar essa proposta, provavelmente Tony não vai gostar muito, então é melhor que eu ganhe com alguma das partes.

Loki solta uma risada e passa os dedos finos e ossudos pelos cabelos molhados jogando para os lados.

— Sairei da sua mente permanentemente e definitivamente. — isso está bom demais para ser verdade.

 Não quero dar muito esse voto de confiança a ele, bom, fico com os dois pés atrás em relação a ele. A minha mente não me deixa esquecer do título que ele carrega, muito menos as histórias que Thor me contou sobre como Loki é traiçoeiro, e nem a Internet me deixa esquecer as suas antigas ações, mesmo que aconteceram a alguns anos atrás.

— Tudo bem, — Loki chega mais perto. — apenas dessa vez. Mas não pise na bola.

 Aceito, mas a partir desse momento tenho que ficar alerta para uma possível apunhalada nas costas.

×××

 Esperar Tony chegar é um sacrifício. Os ponteiros do relógio parecem não passar, e a minha curiosidade me deixa mais angustiada e ansiosa. Não seria melhor ele já ter falado o assunto da conversa?

Me jogo no extenso sofá creme e cheio de almofadas com o meu notbook na mão, e depois o acomodando em cima de uma almofada azul oceano sobre as minhas pernas. Se eu vou ficar esperando Anthony, vou fazer isso de um jeito divertido.

Depois de já ter logado no meu e-mail e ver se tinha alguma mensagem de alguém interessante — apenas spam —, saio do e-mail e entro em um aplicativo de mensagens, recebendo inúmeras notificações de amigos, colegas, e pessoas que eu nunca vi em toda a minha vida. Leio primeiro a mensagem da minha melhor amiga.

Gabi: não é só porquê você tá em outro país que vai parar de falar comigo.

Gabi: ou que tem um pai podre de rico.

Gabi: aliás, me empresta um dinheiro???

Desculpa. Meu celular quebrou (nem pergunte como, porque eu não também não sei.)

Não é só porquê Tony é rico que eu também sou.

Continuo sem um tostão no bolso. Peça pro seu irmão, aposto que ele te empresta alguma coisa.

 Pensei que ela iria demorar para responder, mas logo aparece uma nova notificação de Gabriella.

Gabi: graças a Deus que o seu celular quebrou! Aquela coisa tava o ó, nem sei como você mexia nele.

Gabi: mas você vai ser. Vai ser herdeira de tudo o que o nome Stark tá assinado. Não é demais?!!!

Gabi: pena que eu não tenho um pai perdido por ai com um nome chique. Poderia ser nome simplesinho, como Will Smith, Johnny Depp, ou não sei, Tim Burton. Meu amor, eu seria muito feliz.

Gabi: pensando bem, eu quero casar com o Johnny… você não consegue arranjar um encontro entre ele e eu?

Gabi: Ema, desde quando o meu irmão me empresta dinheiro? Daqui a pouco aquele unha de fome vai ser confundido com o Tio Patinhas.

Leio as mensagens animadas de Gabriella, dando risada como se ela estivesse aqui do meu lado me cutucando e enrolando os cabelos cor de fogo nos dedos. Percebi — com uma dorzinha irritante no peito — que eu sinto muita falta dela, mais do que imaginaria.

Meu celular estava ótimo, você que não tinha jeito com ele.

Gabi, pensa um pouco, se você fosse filha do Will Smith, não estaria meio que na cara?

Não, não arranjo um encontro entre vocês dois porquê eu não consigo.

Vai que o seu irmão mudou, porque o meu bolso não mudou nada.

Aliás, Tony acabou de chegar. Falamos depois.

Fecho o notbook com o olhar preso em Tony. O homem tira a gravata a enrolando na mão depois a enfiando dentro do bolso da calça. Seus olhos estão brilhando, e um pequeno sorriso paira nos seus lábios.

Anthony se aproxima de mim, e se senta ao meu lado totalmente despreocupado, o que me deixa irritada. Eu fiquei ansiosa o dia inteiro, o mínimo que eu espero é que ele já chegue falando sobre o assunto.

Ou Tony é realmente paciente, ou está fazendo isso para me irritar. Espero que seja a primeira opção.

— Deixe-me fazer uma pergunta antes… — bom, a frase já começou estranha, mas eu relevei. Tony já não sabia de tudo sobre todos? — Você finalizou o ensino médio?

Olho bem para Tony para entender o verdadeiro significado das suas palavras. Ele sabia a resposta, por que estava perguntando?

— Não. Ainda tenho dezesseis anos. — Tony concorda com a cabeça, como se já esperasse essa resposta. O que as entrelinhas dizem que eu não vejo? — Por quê?

— Sabe, quando eu tinha a sua idade eu estava em uma escola interna em Londres. — levanto uma sobrancelha em pânico. Eu mal cheguei e ele já quer me mandar para um colégio interno?

— Você vai me mandar pra um colégio interno… — a minha voz sai um sussurro, talvez porquê eu ainda não tenha acreditado muito que eu vou me mudar para Londres.

Ora essa, Anthony é, sempre foi, e sempre será um gênio, mas eu não, mesmo compartilhando o mesmo DNA e teto. A sua genialidade não passou para mim pelos genes, e tudo o que eu faço agora é sofrer e estudar bastante para chegar perto dele. Ou quase perto.

Pensando bem, eu entendo o porquê Tony quer me mandar para o colégio interno. Nenhum pai gênio quer uma filha com o grau de escolaridade incompleto. Mas eu ainda não estou preparada para ir.

— O que? Não! — a sua voz me tira dos meus devaneios. Não…? Como assim não? — Você é muito afobada, sabia? Tem que me deixar falar as vezes.

Sem querer, solto uma pequena risada e relaxo mais no grande sofá, soltando lentamente o notbook que no caso nem percebi que estava apertando.

— Como eu estava dizendo, meus pais me mandaram quando eu era muito novo para o colégio interno, mas eu não vou fazer o mesmo com você. — franzo o cenho agora sem realmente conseguir entender. — Eu contratei alguns professores particulares pra você, ele irá te ensinar tudo o que você precisa aqui em casa e, claro, terá Bruce e eu para te auxiliar.

Solto um suspiro de alívio, realmente feliz por não precisar deixar a minha casa. Casa, tão estranho mas familiar eu já saber que aqui é a minha casa.

— Outra coisa. Nós vamos para o Brasil. — sinto que a minha boca se desprendeu do rosto. Com muito esforço fecho a boca, mas os olhos continuam arregalados.

Tony sorri da minha expressão, os olhos castanhos brilhando de contentamento.

— Você pode repetir, por favor? — a incredulidade esta impregnada em minha voz, e eu tenho muitos motivos para estar incrédula.

Bem provável que Tony esteja brincando com a minha cara, por divertimento. Será que ele seria capaz de fazer isso?

— Nós vamos para o Brasil. — dessa vez Tony diz pausadamente, com um sorriso dançando em seus lábios.

Solto uma risada baixa ainda sem acreditar, e jogo os meus braços em volta do pescoço de Anthony em um abraço apertado. Céus, Gabriella e Ricardo vão ficar tão felizes!

Talvez eu tenha pegado Tony de surpresa, já que ele está rígido, mas aos poucos a rigidez vai embora, e os seus braços musculosos quentes e macios circulam a minha cintura.

— Obrigada Tony. — sussurro em seu ouvido, recebendo uma leve apertada na cintura como resposta.

— E antes que você tenha um surto de abraços, comprei um celular pra você. — a risada fácil volta.

Enterro a minha cabeça em seu ombro sentindo o seu cheiro amadeirado e masculino. Tony tem um cheiro peculiar, que não consigo descrever, mas é uma característica sua. É reconfortante e familiar, me deixa em paz.

O abraço de Anthony é bom, como se eu fosse feita para ele. Como um pequeno quebra cabeça particular, permanecemos assim, abraçados e em paz.

Continua…


Minhas Luas, eu espero que tenham gostado da surpresa! Eu sou muito grata pelo carinho da Gioavanna e por ela mandar os capítulos pra mim, assim eu posso estar atualizando pra vocês!

Obrigada por estarem sempre acompanhado o blog, sou muito grata por todo o carinho e audiência de vocês!

Beijinhos da Mila!

Gratidão!

FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark (Part.6)

Olá pessoal, tudo bem? O post de hoje é a continuação da FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark. Obrigada a todos que comentaram e curtiu meus post’s e das meninas.

Part. 1: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 2: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark .
Part. 3: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 4: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 5: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.

 

FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark
Part.6

 

Dou mais uma mordida no burrito, e limpo a mancha de molho apimentado no canto da boca. Tomo um bom gole de suco de morango, e dou outra mordida.

— Estou faminta! — falo aos dois homens a minha frente com a boca cheia.

Depois de treinar na pequena acadêmia daqui, todo o esforço me abriu um grande apetite.

— Isso da para ver. — Anthony diz. Faço uma careta a ele sem parar de comer.

— Deixe a garota, Tony. — Steve fala em tom de brincadeira.

— Não sei se você sabe, Picolé, mas ela é a minha filha. — Steve bufa baixinho. Um pouco do recheio de seu taco cai no prato de papel.

— Tony, eu já te disse para não me chamar de picolé. — o homem loiro diz com toda a paciência que eu não tenho.

— No fundo você gosta, só não admite. — Anthony continua tirando sarro com a cara do Capitão. Antes que o loiro responda, intervenho pelo o que parece ser a milésima vez.

— Tony, chega. Não vamos começar novamente.

— Eu apenas estou expressando a minha profunda opinião sobre algo, minha bonequinha. — quando Anthony me chama pelo apelido que Rick me deu, semicerro os olhos mas não comento nada.

— Talvez eu e Steve não queremos saber a sua profunda opinião. — comento dando uma mordida em meu burrito. — Quer saber? Vamos encerrar essa história aqui!

Anthony ri de algo mas permanece quieto, balançando a cabeça antes de morder o seu burrito. Para muitas coisas, eu e ele somos bem parecidos, mas para outras somos o oposto.

— Só me responde uma coisa, Capitão. Como é ter mais de noventa anos e ainda estar ativo? — reviro os olhos, e volto a comer, sem prestar atenção nos dois.

Depois da conversa que tive com Ricardo no dia anterior, continuo pensando no que ele me disse, sobre permitir Anthony ser o meu pai, deixar que ele tome conta do lugar de direito. Mas é tão difícil quando o homem é extremamente infantil, e me trata como uma colega, e não uma filha.

Sinto tanta falta de Ricardo, e do modo como ele me acordava nos sábados para ir na pequena empresa dele. Lembro-me de mamãe fazendo uma xícara de café para mim, todos os dias de manhã antes de ir para o colégio. Não, não posso permitir pensar em mamãe. Dói demais.

— O que você está pensando? — a voz de Steve me trás de volta a realidade. Mal percebo que havia parado de comer.

— Em Ricardo, e, — respiro fundo antes de responder. — minha mãe.

Tento ignorar as garras da solidão colocando mais molho de pimenta no burrito.

— Como é Ricardo? — Tony, graças a Deus, não pergunta sobre a minha mãe.

    Abro um pequeno sorriso me lembrando das lembranças com meu padrasto.

— Ele é sempre alegre, com ótimas ideias para a empresa dele. Rick faz tudo o para fazer as pessoas felizes. — dou um gole no suco tentando ganhar tempo. Percebo que Tony absorve cada palavra que falo. — Ele é como um pai deveria ser, como uma pessoa deveria ser. Sempre fazendo algo bom sem pedir nada em troca.

Voltamos a comer com um silêncio desconfortável. Steve me encara e Anthony faz totalmente o contrário, desviando o olhar de mim. Então percebo o porquê.

    Anthony queria saber sobre Ricardo fazendo comparações. Eu fui verdadeira, mas as palavras machucam até mesmo os mais arrogante homem.

Queria dar risada por Tony — provavelmente — estar se sentindo enciumado, mas parece que aquela Emma, divertida, cheia de vontade de aprender e viver foi enterrada em abril, quando mamãe morreu. Apenas a curiosidade continuava, o que não me surpreendia. Céus, como estou ficando mórbida.

Volto a minha atenção para o presente quando Natasha passa pela nossa mesa, e fala por sob o ombro enquanto caminha majestosamente.

— Reunião agora. — seu inglês com um sotaque russo e forte deixa a mulher mais sensual. Sensual e perigosa.

Capitão América foi o primeiro a se levantar engolindo o último pedaço de seu taco. Anthony me olha como se me olhasse pela primeira vez, passando os olhos pelo meu rosto, tentando me ler, mas por fim se levanta e anda atrás do Capitão, com passos extremamente confiante .

Depois de longos minutos sozinha, acabou de comer sentindo a ardência por toda a minha língua, sinto a minha boca inchar por causa da pimenta, e por fim tomo todo o suco de morango. Devo me lembrar que suco de morango não combina nada com burrito.

Percebo o quanto eles estão demorando. Eu sei que é uma reunião, mas eles não deveriam demorar tanto, deveriam?

E então juntando a última coisa que me restou, levanto da mesa pegando a minha bagunça e as dos dois homens também, jogo na lata de lixo mais próxima e por fim sigo em direção onde os heróis foram com uma família inteira de pulgas atrás da orelha, torcendo para não me perder pelos corredores.

    Entro em mais um corredor desviando de agentes, ainda com a boca ardendo e me perguntando se o que eu estou fazendo é certo. Eu sou curiosa, e a curiosidade matou o gato.

    Por um momento penso em voltar para o refeitório e esperar por Steve e Tony, mas escuto uma pessoa falando alto demais, depois outras vozes se unem a essa voz se tornando uma cacofonia de vozes.

O barulho vem detrás de uma porta de metal ao meu lado. Encosto o meu ouvido na porta, e escuto atentamente a tudo o que eles dizem, reconhecendo as vozes.

    Por sorte nenhum agente passa por esse corredor, me deixando mais aliviada.

— Loki… — uma voz fala com uma calma perigosa. Reconheço de imediato que é Tony. — LOKI! VOCÊ ESTÁ LOUCO?

    Afasto a cabeça da porta, jurando por um momento ter sentido o metal vibrar por conta do berro de Anthony. Volto a colar a cabeça na porta, fazendo com que o metal frio deixe a minha orelha e bochecha também frios.

— Tony, você quer ser racional? — uma voz grossa e autoritária fala com calma, mas há ainda uma certa irritação em sua voz. — Há milhares de vidas em jogo. Thor me mostrou esta opção, eu a avaliei, e concordei.

Alguém fala, mas tão baixo que não escuto.

— Vamos refrescar a sua memória, Fury. — agora há uma verdadeira irritação na voz de Tony. O imagino com os braços cruzados e os olhos semicerrados. — Loki destruiu o centro de Nova Iorque inteira, trouxe extraterrestres para a Terra, e fomos nós quem limpamos a bagunça dele.

Será que esse Loki é aquele maluco com chifres que eu tinha visto nos jornais quando tinha, o que? Treze anos de idade? Mas aquele cara é um psicopata!

— Eu também estou descontente. — Steve finalmente se pronuncia. — Todos nós estamos. Mas você tem um plano melhor? Foi o que eu pensei.

— Ah, pelo o amor…

— Se a única forma de salvar as pessoas é tendo Loki em nosso grupo, então eu concordo. E acho que você também deveria concordar, Tony.

— Não venha com esse papinho compatriota para cima de mim. — acho que Steve deixo Anthony mais irritado. — Se fosse para ter alguém para ajudar a salvar essas pessoas, por que não a Capitã Marvel?

— Esta decidido Tony. Loki e Thor já estão vindo para a Terra. — Nick Fury diz, fazendo com que a discussão entre Steve e Tony parem. — Pelos simples fato de vocês já terem enfrentado ele antes, sei que podem conte-lo agora. E Tony, a Capitã Marvel não está na Terra.

O silêncio na sala faz com que eu pense rapidamente. Se precisam de Loki para ajudar a salvar as pessoas, então a que ponto de desespero os Vingadores estão? E quem está deixando eles dessa forma?

    E então me lembro. Quando eu cheguei no porta-aviões Hércules os Vingadores estavam discutindo sobre me contar ou não sobre algo. Forço a minha memória para me lembrar do nome que Steve disse.

— Broski? — sussurro para mim.

    Sim, era esse o nome que Steve e Tony disseram. Mas, como um homem com um nome tão estranho pode fazer todo esse estardalhaço? Do que ele é capaz? Melhor, por que os heróis não quiseram me contar sobre ele?

    Natasha estava certa. Eu sou uma Stark, e tendo esse sangue nas minhas veias vou dar um jeito de descobrir mais sobre esse homem e o que ele está fazendo.

    De repente todos falam ao mesmo tempo, como uma explosão de vozes. Aperto mais a orelha na porta colocando as duas mãos nela para entender o que está se passando dentro da sala, mas a porta se abre, e por estar com todo o meu peso sobre ela caio em cima da pessoa que a abriu.

Olho para cima dando alguns passos para trás. Bruce está parado em frente a porta, com a expressão calma mas olhos tempestuosos. Percebo que a sala voltou ao silêncio.

— Eu não sei de nada. — as palavras embolam na minha boca, mas sei que Bruce e quem quer que estivesse atrás dele escutou.

    Me xingo internamente. Não poderia ter falado algo mais inteligente do que me defender mesmo sem razão?

Bruce é empurrado para o lado, e é Anthony quem toma o seu lugar. Seus olhos castanhos são vorazes.

— Eu, sinceramente, não sei o que fazer com você. — Anthony toca a testa com a ponta dos dedos claramente aborrecido.

    Ele parece estar pensando em algo, alguma solução para mim. Quero falar para Tony que me arrependo de ter escutado, pedir desculpas. Mas eu não me arrependo. Depois de tanto tempo tenho algo para passar o tempo, para querer fazer algo além de sentir o completo tédio.

    Vou pesquisar sobre Broski, e não me importo o que Tony vai achar sobre isso.

— Mas eu sei. — uma voz masculina e sedutora diz atrás de mim.

    De súbito o meu corpo se vira, procurando quem disse aquelas palavras.

Então os meus olhos encontram um homem com vestes estranhas, verdes e pretas com detalhes em prata, cabelos pretos e grandes tocando os ombros. Sua capa verde com detalhes em preto se arrasta no chão atrás de si, seu andar é confiante, muito parecido com o de Tony, mas a diferença é que ele parece o predador andando em direção a presa.

Seus olhos azuis combinam de alguma forma com o seu traje. Suas mãos estão presas por uma algema que eu nunca tinha visto antes. Parecia ser feita de eletricidade, e faíscas arroxeadas saiam por ela.

    Em sua cabeça há um elmo com dois chifres dourados, me fazendo inclinar um pouco a cabeça para o lado. Essa coisa não atrapalha ele não?

O homem sorri para mim, um sorriso sarcástico, e cheio de veneno. No mesmo instante soube que era Loki


    Mande a sua fanfic, desabafo, poema ou qualquer outra coisa para o nosso e-mail: adolescenciadelua@gmail.com

    Espero que tenham gostado do post de hoje, continue de olho no blog.

Com amor, Giovanna.

1. Informática

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Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje eu vou falar sobre algo legal e acho ser de interesse de todos. Obrigada a todos que comentaram e curtiram os meus post’s e os post’s das meninas.

Informática é para todos.

Hoje a entrevista é com um técnico de informática, o Jorge Teodorico Filho ( perceberam alguma semelhança com o sobrenome?), e eu espero que ajudem vocês a compreender mais sobre informática, e a saber como funciona e mexer com sabedoria no seu aparelho, tanto celular quando tablet e computador.

1. Jorge, pelo seu ponto de vista, o que é a informática?

A informática é a ciência que tem como objetivo estudar o tratamento da informação através de um computador, que ajuda a facilitar e a organizar desde a tarefa mais simples até a mais complexa.

2. O que é um técnico de informática? E o que vocês fazem?

É o profissional que está apto a realizar configurações de sistemas informáticos, a instalar equipamentos e a verificar as causas de falhas na programação de computadores. Esse profissional pode trabalhar em empresas do ramo ou prestar atendimento por conta própria. Consertamos computadores, e notbooks (Hardwares e Softwares).

3. Você, morando em um lugar sem torre de celular, como a informática beneficia a sua cidade?

Como aqui não funciona a telefonia de um modo geral, tudo aqui funciona através das redes sociais. Atendemos nossos clientes através de aplicativos como Messenger, Facebook e WhatsApp.

4. O que fazer para que a bateria do celular não vicie? E quando viciar, o que fazer?

A bateria tem um ciclo de carga que vai de 0 a 100%. Hoje a carga é contada quando o ciclo é completo. Seja se a bateria se descarrega 100% e você carrega é contada como um ciclo e geralmente as baterias são carregadas 500 vezes ou seja 500 ciclos, mas se você não deixar a batera descarregar 100% ela não perde o ciclo dela, é desse modo que se evita o vicio da mesma.

Quando ela vicia, podemos tentar ativar ela com uma carga positiva (choque). Se não der certo, apenas substituição da bateria mesmo.

5. Como podemos formatar um notbook?

A formatação de um notbook ou de um computador é da mesma forma. Se inicia com um cd ou dvd de instalação do sistema operacional (Windows, Mac ou Linux). Formatar é o processor de apagar tudo e instalar tudo de novo. Se inicia através de um boot pelo leitor de cd, dvd ou pendrive.

6. Quais são os programas de anti-vírus para o computador, notbook, e celular?

Avg, Avast, Norton e muitos outros.

7. Quais são os aparelhos mais baratos e confiáveis para se comprar?

Bom, essa é uma pergunta meio complexa. Tudo depende do desempenho de Hardware do equipamento. Se falando de confiança, todas as marcas de aparelhos hoje estão no mesmo padrão.

8. Quais são as perguntas mais frequentes que você escuta?

Qual é o melhor equipamento?

Você pode hackear um facebook pra mim?

Porque o meu celular parou de carregar?

9. Quais são os problemas mais sérios que você já pegou?

Minha primeira formatação há 22 anos atraz (risos).

10. Quais são os prós e os contras do sistema IOS? E o Androide?

O IOS é um sistema leve porem fechado, e a maioria dos aplicativos são pagos (risos).

O Android é um sistema que trava mais, porem é mais aberto e a maioria é gratuito. Claro que tem coisas pagas.

11. Como imagina a área daqui a alguns anos?

Eu imagino que todos irão ficar mais dependentes da tecnologia. Hoje tem muita gente que não sai nem de casa pra ir no mercado, pois até isso já esta sendo feito, usando a tecnologia para comprar.

Virá a cura de muitas doenças através da tecnologia, mas vai vir muitas mortes. Acredito que muitas coisas serão e são facilitas por causa da tecnologia. Gostaria que o mundo fosse melhor por causa da tecnologia, mais tem muita gente a usando para o mal. Pra ser sincero, eu tenho esperança que a tecnologia ajude o mundo ficar melhor.

12. Como você se sente em relação à profissão? Tem espaço para todos nela?

Eu me sinto muito felizes, muito realizado e bom, é o que eu mais gosto de fazer e o que eu aprendi a fazer. E sim, tem espaço para todos. É a área que mais cresce em tudo quanto é coisa tem informática, e tem tecnologia, enfim, tem tudo.

13. Você já hackeou alguma coisa?

Sim, já hackeei algumas coisas já.

Espero que vocês tenham gostado do post de hoje, e da participação especial do meu pai. Vou deixar aqui embaixo o link do canal do Jorge, deixem as suas dúvidas nos vídeos dele, porquê se deixarem aqui eu não vou saber responder (filho de peixe não é peixinho).

Mande a sua fanfic, poema, sugestão, história, desabafo e muitas outras coisas para o nosso e-mail adolescênciadelua@gmail.com. Também temos um instagram pessoal, só pesquisar ” adolescência de lua”.

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FANFIC: Como Funciona, O que é, Como Fazer? (Parte Final)

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Olá pessoal, como vão? No post de hoje vou dar continuidade nas dicas de como escrever fanfic e histórias em geral. Esse post vai ser maior, mas é para acabar logo com o assunto e partir pra outro.

 

• Capítulos:

O.k. Comece a publicar a história quando estiver na metade ou concluída. Por quê? Se você publicar três ou quatro capítulos, vai começar a desanimar, ficar sem tempo, ter outra ideia e começar a trabalhar em cima dela. Eu já fiz isso, e todas as vezes que eu publiquei apenas três ou quatro capítulos, acabei retirando por conta de todos os motivos anteriores.

Quando você for colocar o nome em um capítulo, lembre-se que tem que manter um padrão, por exemplo: 1. Começo, 2. Ela. Entendeu? Quando você nomeia os capítulos de várias formas diferentes, os leitores vão ficar com um pé atrás de ler por causa da estética. A estética conta e muito no livro.

É difícil para uma pessoa que começa nesse ramo escrever muitas palavras. Quando eu comecei, a minha primeira história tinha no máximo 800 palavras, mas em 800 palavras não dá pra falar quase nada. Claro que você pode dividir a cena em vários capítulos, mas vai ficar meio chato, tirando o fato que vai ter muitos capítulos.

Eu escrevo no mínimo 2000 mil palavras, e acho que muitos escritos amadores como eu também fazem isso. É obrigatório? Não, mas é o ideal.

• Prólogo:

O prólogo não é obrigatório, mas em muitas histórias nós vemos ele. Como podemos começar o prólogo: com uma ideia do personagem, memórias da infância, algo que vai acontecer no futuro, algo que está acontecendo mas não com o personagem principal. Muitos prólogos, se bem feitos, prendem o leitor para querer saber mais.

O prólogo deve ser publicado antes da história de fato acontecer, por exemplo: informações+personagens, playlist, dicionário, epígrafe, prólogo, capítulo 1.Quando eu a conheci. Conseguiram entender?

Uma coisa que eu leio muito em fanfic’s e livros na internet é o autor usando o prólogo como descrição. É errado. A descrição do livro fica na sinopse, e não no prólogo. Não confundam pessoal.

• Epílogo:

O epílogo assim como o prólogo é opcional.

Geralmente acontece após algum tempo da última parte da história, como ” 10 anos depois…”. Pode ser um final feliz para os personagens, ainda mais se você terminou o último capítulo de uma forma misteriosa, ai no epílogo você explica.

Depois que você publica o epílogo, não deve colocar mais nenhum capítulo depois dele, assim como não devem colocar antes do prólogo.

• SÉRIES & SAGAS:

Pra vocês entenderem a diferença dos dois, se um dia quiser fazer algum deles.

* Séries: conjunto de livros únicos que todos têm algo em comum. Os personagens não tem que se interligar mas nas as histórias tem que coincidir no desenvolvimento.

* Sagas: uma coleção de livros que contam uma história principalmente. Geralmente tem vários livros, e quando eu digo vários são vários mesmo. Por exemplo: Harry Potter, J. K. Rowling ou Crepúsculo, Stephanie Meyer.

• Sequência/ Spin Off

Sequência: segundo livro — e assim por diante — sobre o mesmo personagem. Como, a sequência de Crepúsculo é Lua Nova ( é mesmo? Eu nem me lembro direito…)

Spin Off: o SO é uma história baseada em um personagem de um livro seu, mas não é o personagem principal. Eu acho muito interessante, já que você pode pegar um personagem que foi pouco usado, e fazer uma própria história mostrando como de fato ele é.

• Título:

Gente, o título do seu livro é o que vai fazer a diferença. O título é a segunda coisa que mais chama a atenção de qualquer pessoa ( a primeira é a capa), então você tem que tomar muito cuidado quando for colocar o título.

Títulos pequenos deixam o ar misterioso, mas muitas vezes grandes também. Vou dar dois exemplos:

Segredo – Giovanna Teodorico. Sim, eu tenho uma história — em desenvolvimento — com esse título, exatamente porquê a pessoa vai ler ele e vai pensar ” tá, segredo, mas que segredo?”

Assassinato no Expresso do Oriente – Agatha Christie. O título em si já da uma ideia de que vai ter muito mistério envolvido, além de um assassinato. É um título grande, ( não taaaao grande mas grande ) mas da mesma forma chama a atenção.

Tente colocar títulos que não existem. Por exemplo ( eu vou dar muitos exemplos, como perceberam ): A Dona do Morro, Prometida ao Alfa, Filha do Vingador, Sou filha do Stark, Instagram e por aí vai.

Todos esses títulos tem em baldes no Wattpad. E cara, quando você lê a sinopse dizendo ” plágio é crime então seja criativo ” eu quase morro e denuncio a história por plágio, pelo simples fato de quase todas as histórias com o mesmo título serem iguais. Claro que vai haver excessões, não vou generalizar também, mas a maioria é igual sim.

Uma dica de uma simples escritora amadora é, deixe o título por último, assim como a descrição ou sinopse. Por que? Porque durante o curso da história você vai conseguir fazer um título tão maravilhoso em cima daquilo que estava escrevendo que você vai querer sair correndo pelado(a) gritando ” eureka” pela cidade.

• Descrição ou Sinopse:

É a parte em que os leitores decidem se vão ler ou não, querendo ou não. Vamos classificar as partes que mais chamam a atenção do leitor: 1. Capa, 2. Título, 3. Descrição, 4. Como escreve a história. Então pega bem as dicas pra não errar em nenhuma.

A descrição deve conter o conteúdo do livro, sobre o que ele trata. Você não vai colocar tudo do livro nele, senão se chamaria resenha, mas deve colocar alguma coisa do livro. ” ah, não brinca Giovanna!” To brincando não meu povo. Já li várias descrições onde a pessoa escreveu paçoca e falou pamonha no livro. É decepcionante.

Você pode colocar algum parte de algum capítulo na descrição, o que eu acho super legal, ainda mais se for uma parte intrigante que nos deixe com uma pulga atrás da orelha.

Escreva conteúdos verdadeiros onde mostra que a sua história é original. Originalidade é tudo para você se sair bem, não apenas ficar famoso ( porque famoso mesmo são aquelas histórias quase todas iguais), mas ser reconhecido pelo trabalho bem feito.

• Capa:

É a imagem do trabalho, e querendo ou não, todos julgam o livro pela capa, e não adianta falar que não porquê você já julgou um livro pela capa.

Tente fazer uma capa original, sem tentar parecer com a capa de tal livro. Seja original sempre.

Tem vários programas e editores que podem te ajudar a fazer uma boa capa. Se você não sabe fazer uma, — o que é o meu caso, infelizmente — peça a alguém. A algum amigo, ou a uma pessoa da plataforma que você usa pra publicar a sua história. Na plataforma tem várias pessoas que fazem capas, o que facilita muito a nossa vida.

Geralmente: capaz horrorosas mas a história maravilhosa, ou capas lindas mas histórias sem sal, sem nada. Eu aprendi, por causa disso, a nunca julgar um livro pela capa ( principalmente usando plataformas digitais).

• Enfeitando:

Uma das partes mais legais que você fica ” ai meu Deus, acho que eles vão gostar”.

Coloque fotos, de como você imagina os personagens, lugares e outras coisas. Faça imagens que separam uma cena da outra, por exemplo:

Gabriela havia sumido.

[Imagem.]

Volto a ligar para a delegacia em busca de informações.

Algo que eu acho sensacional é quando o autor desenha os personagens, os lugares, roupas, e símbolos ( aqueles que separam uma cena da outra ). Se você quer saber como fazer que o desenho fique parecendo digital, assista aos vídeos da Bynd que ela explica certinho.

Um fato: quando colocar uma imagem no seu livro que não é seu, coloque os créditos de quem tirou ou do site que você pegou a imagem. Se não fizer isso pode receber um pequeno processo de direitos autorais.

• Conteúdo pesado:

Sempre, sempre, avise antes se o seu livro tem um conteúdo pesado. Coloque no capítulo de informações e de preferência destacado, pra que todos leiam e se sintam avisados.

Se o seu livro tratar de temas delicados, ( depressão, suicídio, uso ilícito de drogas… ) se disponha a conversar com os leitores se eles se sentirem maus, ou coloque o número de alguma central de ajuda.

• Publicando o livro:

Existe várias plataformas digitais onde você pode publicar a sua história, como o WordPress, o Spirit — mas esse é mais voltado para fanfic’s mesmo —, e a plataforma que eu mais uso (e que particularmente mais gosto) é o Wattpad. Não vou falar muito dele, mas acesse e veja qual você mais gostou, ou procure mais plataformas e manda bala.

Eu nunca publiquei nenhum livro fisicamente, e nunca fui atrás também, mas já ouvi falar por muitos autores que é uma pequena (grande) dor de cabeça. Então a dica que eu dou é, publique primeiro na internet pra ver se tem um bom resultado, se as pessoas realmente gostam, e se o resultado for positivo então vá atrás de alguma editora.

• Paciência:

Paciência é tudo o que você vai precisar — além da força de vontade, é claro — quando publicar o livro. Não é da noite para o dia que você vai sair de um anônimo para famoso, que a sua história seja muito conhecida.

Vamos com calma e paciência. Divulgue muito, seja persistente, original e paciente.

PS: esqueci de falar no post anterior. Se você está fazendo uma fanfic, pesquise tudo sobre o personagem, tente ver a história com os olhos dele. Já li várias vezes autores escrevendo os personagens de uma maneira totalmente errada, como eles realmente não são, principalmente em crossover do Teen Wolf com Supernatural. Eles muitas vezes fazem com que os Winschesters pareçam idiotas, sem nem mesmo saber como tirar o demônio de alguém, e pior, tiram a personalidade do Dean e do Sam. Não façam isso, pesquisem.

 

Eba, chegamos ao fim dessas dicas de como escrever uma fanfic/livro. Espero que tenham gostado, que eu tenha realmente ajudado vocês, porquê essas dicas me ajudaram muito e ainda me ajudam. Desculpe por ter falado demais nesse post, mas valeu a pena.

Mande a sua fanfic, história, poema, critica, desabafo, e etc para o nosso e-mail adolescênciadelua@gmail.com

Com amor, Giovanna Teodorico.

FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark (Part. 5)

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Olá pessoal, tudo bem? Hoje o post vai ser a continuação da FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark. Obrigada a todos que curtiram a Fanfic, comentaram no meu post e no post de todas as meninas.

Parte um: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark
Parte dois: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark (Part.2)
Parte três: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark (parte 3)
Parte quatro: FANFIC: Vingadores – filha de Tony Stark (parte 4)


FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark (Part. 5)

Três dias haviam se passado desde o incidente com o teste. Só fui entender agora porque eu desmaiei, claro, com a explicação do Dr. Banner. A minha mente estava tão envolvida pelo teste que pensou que fosse real, e então eu involuntariamente parei de respirar quando pensei que iria me afogar.

A mente humana é algo complexo, que as vezes nos prega peças.

O mais interessante é que eu estou feliz, realmente feliz depois de muito tempo. Parece que, aos pouquinhos estou encontrando uma forma de continuar feliz.

Estou tentando manter uma conversa razoável com Tony, — já que ele é, bem, o meu pai — mas é um pouco difícil, já que ele é muito ocupado, e quando conseguimos conversar por pelo menos alguns minutos, alguém sempre aparece o chamando.

Ando pelos corredores e entro na Sala dos Computadores. Na verdade o nome não é assim, mas nunca havia visto tantos computadores e pessoas usando eles ao mesmo tempo em toda s minha vida, e olha que o meu padrasto trabalhava dando aulas de informática.

Não sei o que estou fazendo aqui, mas sei que de alguma forma posso encontrar Tony aqui, e talvez ele possa me ajudar a matar a saudade que sinto de Ricardo.

Os agentes com seus uniformes pretos me olham por alguns instantes, antes de voltar a focar total atenção nos monitores. A sala é gigante, e incrivelmente clara, talvez a luz dos monitores deixam a sala mais clara, ou o paredão de vidro com a incrível visão das nuvens e do céu em um azul de tirar o fôlego.

Ando por entre as mesas que formam corredores, e vejo dois computadores a frente uma pequena aglomeração de pessoas, e entre elas consigo identificar o corpo musculoso de Steve e um colete cinza meio prateado e os cabelos bem aparados de Anthony. Foi mais fácil do que eu imaginária.

Serpenteio por entre as mesas e chego facilmente lá, mas antes escuto algo que me faz parar apenas para continuar escutando.

— Nat e Clint não conseguiram completar a missão com sucesso. Chegando na base, os prisioneiros já estavam mortos. Em estado de decomposição, para ser mais claro. — um homem de terno fala aos outros agentes, mas o que me deixa intrigada é que eu pensei que Natasha e Clint sempre conseguem finalizar as missões com sucesso. Não é isso o que os jornais passam para nós?

— Isso nós já sabemos, Phil. — Tony diz com certa impaciência. É, talvez a impaciência seja coisa de família.

O Phil solta um suspiro e aponta para a tela do computador. Céus, eu sou alta mas são tantas cabeças que é quase impossível de ver o que está na tela, apenas vejo uma parte de uma espécie de simbolo redondo com várias firulas.

— Eles encontraram esse símbolo, — Phil continua apontando para a tela do monitor com uma caneta. — preciso que vocês averigúem… bem, vocês sabem o que fazer.

Steve e Anthony trocam olhares, o que me leva pensar que eles sabem de alguma coisa, e acho que Phil também sabe de algo a mais. Os agentes saem de repente, indo para as próprias mesas me deixando totalmente visível para os três homens. Phil é o primeiro que me vê, franzindo a testa enquanto olha para mim e para Anthony.

— Stark, por um acaso essa não é a sua filha? — o agente chama a atenção do herói, que está analisando o símbolo.

Steve e Tony se viram ao mesmo tempo, pregando os olhos em mim, enquanto permaneço pregada no chão.

— Emma, o que faz aqui? — Tony diz enquanto o agente Phil tira a imagem do símbolo da tela do computador.

— Eu estava te procurando. — Phil pigarreia dando um passo a frente.

— Certo… Esse é o agente Phil, braço direito de Fury. — o homem no terno estende a mão e eu a aperto.

— A quanto tempo você está aí Emma? — a voz de Rogers soa autoritária, mas ao mesmo tempo gentil.

— Hãn, cheguei agora! — sempre fui péssima mentindo, as vezes nem eu mesma consigo acreditar em certas coisas que eu falava. E parece que os três homens também não acreditam. — Tony, você pode me emprestar o seu celular? Quero ligar para Ricardo.

— Ricardo? É o seu padrasto? — concordo com a cabeça.

Steve e Phil começam um diálogo com as cabeças próximas como se compartilha-sem um segredo. Concordo com a cabeça, enquanto Tony tira do bolso o seu celular o estendendo para mim.

— O que aconteceu com o seu celular? — pego o dispositivo e o encaro por alguns instantes.

O aparelho é finíssimo como uma folha A-4, é brilhante, grande, quase transparente, parece mais um vidro. Em outras palavras, belíssimo.

— Ele quebrou. — o respondo, ainda sem palavras por causa da beleza do celular. Procuro o botão para ligá-lo, mas não encontro, fazendo com que Tony suspire e pegue o celular da minha mão.

O celular ganha vida na mão do Homem de Ferro, e depois alguns toques na tela o homem me entrega novamente o aparelho onde está ligado no discador do telefone. Disco rapidamente o número de Ricardo — me lembrando de colocar o código do país e do estado — e finalmente ligo para ele, virando as costas para Anthony. Um gesto natural de qualquer pessoa. Depois de quatro toques, Rick atende.

Alô? — a sua voz soa baixa e embargada. Quando escuto a voz de Ricardo, abro um grande sorriso.

— Não vá me dizer que está dormindo até essa hora, Ricardo! — fazia tanto tempo que não falo português, e esse fato tão simples me deixa mais feliz.

Emma, é você?

— Quem mais seria? — mudo a minha voz para indiguinada com ele. — Não vá me dizer que encontrou outra filha sem pai!

A risada leve e rouca, por ter acordado agora, me faz sentir ao mesmo tempo perto dele, muito perta, mas tão distante.

Você vai sempre ser a minha bonequinha. — sorrio com a declaração do homem.

Sem perceber, me sento em uma cadeira giratória vazia, encosto a cabeça na mão e fecho os olhos, sendo transportada para pertinho de Rick. Imagino os seus cabelos grandes e rebeldes, um pouco grisalhos, os olhos inchados pela leitura da noite anterior e os óculos de grau com uma armação meio redonda meio quadrado na ponta do nariz da um ar mais jovial a ele.

— Sinto a sua falta. — falo subitamente, baixo e triste aindo com os olhos fechados. Rick suspira no outro lado da linha, como sempre faz quando toco em um assunto que ele prefere evitar.

Eu também sinto a sua. — escuto um farfalhar de panos, então sei que ele está se levantando da cama. — Como estão as coisas por ai?

— Ah, estão, bem… estão estranhas, sabe? — finalmente abro os olhos, olho em volta procurando por Tony, mas vejo ele logo a frente participando da conversa com Steve e Phil.

Eu sei bem, Emma. Mas olha, deixe que Stark se aproxime de você, deixe que ele entre na sua vida de verdade.

— Mas eu não quero que ele tome o seu lugar! — levanto a voz o suficiente para que algumas pessoas me olhem, inclusive os três homens por perto.

Lançou um olhar de desculpas antes de escutar o que Ricardo tem a me dizer.

Bonequinha, ele nunca vai tomar o meu lugar. Sabe por que? — sussurro um não baixo olhando para Tony. — Porquê eu tenho um lugar especial que pessoa nenhuma pode tomar. Mas Tony tem um lugar reservado no seu coração, que é apenas para ele. Com o tempo ele vai pegar o que é de direito, se você permitir.

— Você vai ser sempre o meu primeiro pai, independente se eu tenho o DNA de Tony — quando falo o nome o homem se vira me olhando.

Quando você menos esperar, bonequinha, enxerga-rá Tony como o seu pai, aí será uma história totalmente diferente. — escuto uma panela se chocar contra a outra, então sei que Rick esta fazendo o café da manhã, mesmo que seja de tarde.

— Talvez você esteja certo.

Eu estou certo, Emma. — a frase vem acompanhada por um riso caloroso, que me deixa mais feliz, mas a saudade aperta mais. — Aliás bonequinha, eu preciso ir. Não se esqueça do que eu te disse, e por favor, sei que o seu pai é rico, então venha me visitar.

— Vou tentar não me esquecer. Talvez eu peça para Tony uma passagem para aí, mas acho melhor não. — respiro fundo sabendo que vem a parte difícil. — Te amo pai.

Eu te amo mais, minha filha.

Encerrei a ligação com um aperto no coração. Logo em seguida Anthony aparece em minha frente, e eu entrego a ele o celular.

— Então, — o Stark fala, já com o aparelho guardado no bolso. — vamos?

 

Mande a sua fanfic, desabafo, poema ou qualquer outra coisa para o nosso e-mail: adolescenciadelua@gmail.com

Espero que tenham gostado do post de hoje, continue de olho no blog.

Com amor, Giovanna.

 

 

FANFIC: Como Funciona, O que é, Como Fazer. (Part.2)

Oi pessoal, tudo bem com vocês? No post de hoje vou continuar a falar sobre como fazer fanfic’s e histórias em geral. Espero que gostem.

Pra quem ainda não leu o post anterior eu vou deixar o link aqui em baixo.
Part.1: FANFIC: Como Funciona, O que é, Como Fazer.

Nenhuma pessoa muda da noite para o dia, nem mesmo em livros — só por milagres mesmo ou em livros de fantasia, mistério e terror. Mas aí já é outro caso. —, então você deve tomar muito cuidado e fazer essa mudança durante o livro, em cada capítulo uma pequena coisa muda, não logo de cara.

Outra coisa muito errada é quando o personagem começa e termina do mesmo jeito. Isso não deve acontecer porquê tudo o que ele/ela passou durante a história não vai fazer sentido. Ele precisa mudar, e para fazer as mudanças dele de uma forma correta entra a ficha (de novo).

Eu estou frisando a mesma coisa sobre mudança por ter lido várias histórias onde o autor errava nas duas coisas. Eu quando fui começar a escrever, sendo ansiosa já queria mostrar a mudança no mesmo capítulo.

E essas dicas também valem para o antagonista ( Vilão, amo demais), porquê vai ajudar a mostrar se ele vai terminar arrependido ou pior e com desejo de vingança.
PLANEJANDO:

Roteiro:

Acho que o roteiro é uma das minhas partes favoritas além de fazer a ficha, porquê é nele onde você molda a história, é nele onde você sabe o que vai acontecer no capítulo, onde apenas você sabe o que cada um vai fazer, estar, falar com quem. O roteiro vai te ajudar a não fugir do curso da história, o que é muito legal.

No roteiro você vai basicamente colocar o espaço onde os personagens vão estar, com quem vão falar, e coisas desse tipo. Um resumo pequeno, simples, onde você só vai colocar os pontos principais.

ESCREVENDO:

Narração:

Há três tipos de narração, começando com o narrador onisciente. O narrador onisciente é como se fosse um deus, ele sabe tudo sobre os personagens, como eles estão se sentindo, o que estão pensando e até mesmo os segredos. Mas geralmente ele não fala os segredos dos personagens, mas insinua isso.

O narrador onipresente é que está em todos o lugares, geralmente também é o narrador onisciente ao mesmo tempo. Esse tipo de narração é muito bem vinda em mistério, suspense, terror ou coisas parecidas.

Narrador personagem, como o próprio nome já diz é o próprio personagem que narra. Sendo assim, nós leitores sabemos tudo sobre esse personagem, o que pensa, sente, como vai agir e etc, mas apenas sobre ele nós sabemos, sobre os outros não. Só se ele tiver algum tipo de poder psíquico, mas é um caso a parte.

Narrador observador: esse narrador não vai interferir na história, ele vai apenas narrar os fatos. Não precisa ser necessariamente um personagem da história narrando. No meu ponto de vista é um dos tipos de narração mais difícil.

Sabendo isso, e se você nunca escreveu antes, teste os três tipos de narração pra saber qual você se sente mais confortável. No começo vai parecer difícil, mas depois vai fluir naturalmente.

• Começo:

O primeiro capitulo é sempre o mais difícil de se fazer, porque é nele onde você vai chamar a atenção do leitor, principalmente a primeira frase. A primeira frase é a que fica, é onde você pensa ” nossa, meu Deus” ou algo do tipo. Eu gosto de fazer as minhas primeiras frases com o pensamento do personagem, por exemplo:

“O ódio me corrói intensamente.”

É uma frase de efeito, onde você vai pensar “porquê, como, o que te levou a sentir isso”, entendeu? Não se preocupe se demorar demais para fazer a primeira frase, realmente é mais difícil já que exige uma certa concentração.

Depois de fazer a sua frase, comece a moldar a sua ideia como uma massa de modelar. Pegue o roteiro, se preciso a ficha dos personagens e manda bala.

Só pra ajudar mais um pouquinho, fica aí uma base para vocês quando forem escrever. Não precisa usar isso todo o capítulo, mas ajuda um pouco.

Elementos básicos do texto narrativo:

1. FATO (o que se vai narrar)
2. TEMPO (quando o fato ocorreu)
3. LUGAR (onde o fato se deu)
4. PERSONAGENS (quem participou do ocorrido ou o observou)
5. CAUSA (motivo que determinou a ocorrência)
6. MODO (como se deu o fato)
7. CONSEQÜÊNCIAS.

Normas brasileiras/ Erros ortográficos:

O.k. Para você escrever um livro deve seguir as normas brasileiras, onde vai escrever corretamente usando a pontuação, palavras, e essas coisas que lemos todo o santo dia. É super fácil seguir essa norma porquê nós já a seguimos no dia à dia, mas vou falar algumas coisinhas pra vocês lembrarem e não errar.

Vocês já sabem como usar o ponto e a vírgula, mas é importante falar que a vírgula e o ponto não deve ser colocada entre um espaço das duas palavras. Como assim? Exemplo: ela parou , olhou , sorriu . Entenderam? Eu falo isso por ter lido diversas vezes histórias com esse erro.

Na norma brasileira se usa o travessão ( — ) para fazer o diálogo dos personagens. Na Inglaterra e nos Estados Unidos se usa as aspas, mas nós sendo brasileiros devemos usar o travessão. Eu até acho mais fácil para entender quem está falando o quê.

Fique atento(a) com os erros ortográficos. Há vários sites que podem te ajudar a não errar, ou até mesmo o dicionário. Sério. Mas também não coloque muitas palavras difíceis que faça com que o leitor ande com um dicionário e sempre tenha que parar para pesquisar o que significa determinada coisa.

Falamos a verdade, quem fala obséquio, ou palavras dessa forma em um diálogo normal? Ainda mais em um diálogo de adolescentes? Você pode usar palavras corriqueiras, que falamos todos os dias (principalmente com adolescentes), para que fique mais natural possível, até porquê os diálogos devem sair naturais.

Antes de postar o capítulo é essencial você revisá-lo. Parece um pouco chato, e de fato é um pouco, mas o seu livro vai crescer mais se não tiver erros.

Obrigada a todos que estão lendo, comentando e votando. Muitas vezes eu não consigo responder os comentários por falta de tempo mas eu sempre os vejo e vocês não sabem o tamanho do meu sorriso.

Esse post ainda não acabou, e eu espero ter ajudado até aqui. Comente as suas dúvidas que eu vou tentar ao máximo responder.

Mande a sua fanfic, história, poesia, desabafo ou crítica pelo nosso e-mail: adolescênciadelua@gmail.com

Com todo o amor, Giovanna Teodorico.

FANFIC: Vingadores – filha de Tony Stark (parte 4)

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Olá pessoal, tudo bem? Hoje o post vai ser a continuação da FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark. Obrigada a todos que curtiram a Fanfic, comentaram no meu post e no post de todas as meninas.

Parte um: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark
Parte dois:FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark (Part.2)
Parte três: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark (parte 3)

Corro com todas as minhas forças, procurando com o olhar algo que possa me ajudar. Graças a Deus, uma barra de ferro mediana esta próximo de mim, e torço para que seja leve o suficiente para golpear o animal. No instante em que consigo pegar a barra, caio no chão sujo e empoeirado, por sorte o tombo me salva.

O cachorro branco pula sobre mim, errando por questão de centímetros o alvo, que no caso sou eu. Levanto rapidamente mas desajustada, juntamente com o animal, e quando ele vem para cima de mim, a única coisa que faço é meter a barra no cachorro, onde acerto bem na cabeça. Antes de largar a barra de ferro e ver o corpo cair para o lado, percebo que uma parte da cabeça do cachorro afundou.

Céus, eu matei um animal!

E então a cena muda novamente, mostrando um cenário totalmente diferente, ou melhor, sentindo a diferença.

Sinto o meu corpo flutuar, uma correnteza pegando o meu corpo de surpresa, e o frio. Deus, como está frio! Estou em um oceano, cercada por água por todos os lados. A água é totalmente escura, o que me leva a perguntar em qual oceano eu estou. Então percebo dois fatos: estou ficando sem ar, vejo um corpo sendo tragado para as profundezas. Tomo uma atitude para salvar a nós dois.

Volto para a superfície, respirando profundamente todo o ar que consigo armazenar em meus precários pulmões, e volto a mergulhar, indo em direção ao corpo. Quando consigo chegar perto o suficiente para ver com clareza, vejo a roupa da pessoa. Um macacão azul, com listras brancas e vermelhas.

Seguro com todas as minhas forças o corpo. Quando consigo virar o corpo para mim, vejo o seu rosto. Meu Deus, é Steve! O corpo é Steve Rogers!

Steve esta inconsciente, e mesmo em baixo d’água seu corpo continua pesado de uma forma ridícula por eu não conseguir nadar para a superfície.

Tenho que pensar em algo, fazer com que ele acordar. Prendo bem os meus lábios para não deixar o oxigênio sair por alguma brecha.

“Chega” escuto longe, bem longe, mas é uma voz que sei que conheço. Então me lembro novamente que é um teste, e faço a última coisa que poderia imaginar.

Olho para Steve, e colo os nossos lábios, abrindo a boca dele com a minha e lançado meu ar para os pulmões dele. Fico sem ar, mas sei que posso aguentar por alguns instantes.
Sacudo Steve pelos ombros, a sua cabeça balança de um lado para o outro até ele acordar.

Seus olhos azuis são as últimas coisas que vejo antes de me afogar.

Uma lufada de ar quente desce pela minha garganta indo diretamente para os meus pulmões. O ar rasga a minha garganta tentando chegar aos meus pulmões.

— Eu vou te matar! — reconheço a voz de Tony, que por sinal esta muito irritado. — Esteja avisado, Banner, se ela morrer eu o mato.

Outra vez ar quente desce pela minha garganta. O ar parece fogo. Respiro profundamente curvando o meu tronco, por fim tusso algumas vezes. Parece que engoli muita água. Respiro novamente mais devagar, e abro os olhos.

A primeira coisa que percebo é que Steve está quase se deitando em cima de mim. Anthony está atrás dele com os braços cruzados queimando Bruce com o olhar, que por sua vez está ao meu lado checando o meu pulso. Também percebo que Natasha não está, e Clint também não.

Empurro a mão de Bruce e de Steve para longe de mim, enquanto me sento de uma forma ereta tentando fazer com que o ar chegue mais facilmente aos meus pulmões.

Tony se ajoelha ao meu lado, o que me surpreende, e ele mostra uma real preocupação por mim, o que é mais surpreendente ainda.

— Você está bem? — Tony pergunta, ainda agachado. Não sei de onde ele encontra equilíbrio para continuar nessa posição.

— Sim, — a minha voz sai rouca, mas forte. — Eu estou bem.

Bruce solta o ar lentamente em um gesto de alívio e sorri para mim com gentileza, depois abre um sorriso cheio de deboche para Tony.

— Vê, ela está bem. — Bruce fala indo ao computador. O cientista aperta uma séria de teclas, olhando fixamente para a tela.

O Stark e Steve se levantam quando eu também me levanto da cadeira de ferro, ainda com os pulmões ardendo. Steve olha para mim com um sorriso tímido no rosto.

— Obrigada. — Steve fala, com total sinceridade.

— Pelo que? — mesmo com o seu agradecimento ser sincero, não entendo porquê ele me agradeceu.

— Por tentar me resgatar. — solto um “ah”. Não pensei que Rogers me agradeceria por isso, fiz apenas algo que qualquer pessoa faria.

De repente o herói pega um celular do bolso e lê uma mensagem, antes de guardá-lo novamente.

— Preciso ir. — Steve diz antes de sair da sala rapidamente.

Talvez tenha acontecido alguma coisa importante. Olho para Tony, que por sua vez está com os olhos grudados em mim, mesmo que não queira aparecer isso. E parece que Bruce também percebeu isso.

— Bem, os sentimentos de pai do Tony estão aflorando, finalmente. — o cientista fala ainda olhando para a tela do computador, mas o seu tom é um tanto divertido.

— Fique quieto, Bruce.

 

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Espero que tenham gostado do post de hoje, continue de olho no blog.

Com amor, Giovanna.

FANFIC: como funciona, o que é, como fazer.

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Olá meninos e meninas, tudo bem com vocês? Nesse novo post vou explicar o que é uma fanfic, como funciona e como escrever.

O Que é uma Fanfic?

Fanfic consiste em um livro, curto, longo, ou contos, onde o autor reúne uma ou mais pessoas famosas ou já criadas por alguém, fazendo a sua própria história. Geralmente as fanfics com personagens já criados são famosos, onde quase todo o mundo o conhece.

As fics podem ter vários capítulos, sendo assim uma história completa, como um livro normal ( como a FANFIC: Vingadores – filha de Tony Stark.) Ou podem ter apenas alguns capítulos, com eles sendo curtos, ai nesse caso são chamados de ” short fic”.

Quantos Personagens Famosos Podem Ter?

O máximo que a imaginação do autor permitir. Alguns tem apenas um, mas geralmente são vários. Eu mesma estou (re)escrevendo uma fanfic dos Vingadores, e nele tem vários personagens famosos.

Um termo bastante usado é “crossover”. O que é isso? Crossover é uma fanfic onde tem personagens de dois mundos diferentes, por exemplo: ” Vingadores e Liga da Justiça.” ou ” Arctic Monkeys e The Neighborhood”. São bastante lidas, ainda mais quando o autor consegue colocar essa dualidade de mundos juntas e fazer com que dê certo, sem esquecer a personalidade e características de ambos.

Na minha opinião, eu acho mais difícil escrever um crossover do que uma fanfic, mas para outras pessoas é mais fácil.

E ai, alguma vez já escreveram ou tentaram escrever uma fanfic? Qual delas acha mais fácil, fanfic ou crossover? Qual fanfic ou crossover gostaria de ler ou escrever?

O Que Precisa para Fazer Uma Fanfic?

Uma história ou ideia:

É fundamental você ter isso em mente, já que elas vão determinar o curso da fanfic, como ela vai mudar. Por exemplo: tive uma ideia de uma história de romance, onde a mocinha se encontra com o mocinho em uma padaria e no final eles ficam juntos. Isso é uma ideia, uma história que só se passa na sua cabeça, e uma das coisas que você precisa fazer é colocar essa história no papel, ir lapidando o diamante.

Coloque do jeito que preferir e entender no papel, como: tópicos, roteiro, descrição. Enfim, faça da forma que entender e achar mais fácil.

Bom, esse post vai ser dividido em duas partes pra não ficar muito grande. Esse post é apenas o que eu sei, tipo, nada profissional e é para ajudar vocês.

Mande a sua fanfic, desabafo, crítica e outras coisas para o nosso e-mail adolescênciadelua@gmail.com.

Com amor, Giovanna Teodorico.