O Dia do Amanhã – Capitulo 8

Ola Bom Dia, Boa Tarde, Noite ou Madrugada
Sejam todos muito bem vindos ao Capitulo de hoje.
Esse é um capitulo bem importante eu eu espero muito que vocês gostem.
Quero agradecer a todos que estão gostando da historias ❤❤❤

Lembrando que toda a critica construtiva é muito bem vinda e que temos capitulo toda a Sexta.

Aqui esta o link dos capítulos que já foram postados!

LINK 1: O Dia do Amanhã – (Capitulo 1)
LINK 2: O Dia do Amanhã – (Capitulo 2)
LINK 3: O Dia do Amanhã – (Capítulo 3)
LINK 4: O Dia do Amanhã – (Capítulo 4)
LINK 5: O Dia do Amanhã – (Capítulo 5)
LINK 6: O Dia do Amanhã – (Capítulo 6)
LINK 7: O Dia do Amanhã – (Capítulo 7)

Espero que gostem, tenham todos uma boa leitura.


O Dia do Amanhã

Capitulo VIII


Culpa

O barulho que vinham da parte de cima da casa tinha piorado, Brian havia feito muito barulho quando acordou e o final da horda do dia anterior ainda não havia sumido, havia vários desgarrados em volta da casa e alguns que permaneciam dentro da mesma, isso complicaria a vida deles.

Brian parecia estar normal novamente e olhava diretamente para Trevor esperando uma ordem ou talvez um plano sair pela boca do moreno, que devolvia o intenso olhar em busca de algo que mostrasse que havia algo de errado com o loiro.

Eles iam precisar de um ótimo plano para conseguirem sair vivos de lá, até porque seus suprimentos não durariam tempo o suficiente para esperar boa parte dos desgarrados se espalharem.

Ela sempre gostou de observar os Zumbis, perceber como eles se movem e como agem, já havia visto muitas hordas grandes passarem, se escondeu de todas, para sobreviver, mas sempre precisava matar os desgarrados, por algum motivo dessa vez havia muitos desgarrados, o barulho era alto, feito por no mínimo uns dez zumbis, provavelmente a maioria deles do lado de fora.

– Nós vamos fazer uma emboscada – Trevor disse isso enquanto virava rumo onde estavam as bolsa e pegava sua katana – Brian, eu e você vamos fazer uma barreira e deixar apenas um passar – Subindo as escadas rumo a tampa do alçapão – E você Cherry vai matar os que a gente deixar passar e os que ficarem na barreira.

– E vocês vão conseguir segurar eles? – Enquanto Cherry pegava sua melhor flecha, Brian subia a pequena escada junto com Trevor – Porque assim deve ter uns dez zumbis lá fora e a gravidade ‘ta a favor deles.

– Só confia na gente pequena – A frase saiu calma e aconchegante, Brian abriu um sorriso no final da frase virando pra ela.

Ele parecia normal, se não tivesse presenciado o acontecimento de pouco tempo atrás nunca diria que ele faria algo do tipo, o rosto ainda tinha vestígios do choro, mas o pequeno sorriso que ele tinha fazia um contraste gritante.

Não sabia se ele estava atuando ou se realmente estava mais aliviado, mas preferia velo assim, calmo e sorridente, a ajudava a superar todo o vazio que sentia, era um ‘puta pensamento egoísta, ela sabia, mas queria vê-lo bem, por mais que isso fosse uma mentira.

– Ok segura isso Brian – Cherry jogou um pedaço de pano que usava para limpar suas flechas – Não quero que você corte a mão.

– Brian você empurra o baú e depois segura a ponta da katana – Trevor falava enquanto aponta para ele –  Vamos deixar a parte cortante pro lado deles, e você – olhou para Cherry que era a única que permanecia na parte de baixo do alçapão – Enfia essa merda na cabeça deles.

– Deixa comigo capitão – Ela respondeu com um belo e singelo sorriso no rosto, que resultou num de canto do moreno e deixou ainda maior o que já existia em Brian.

Era estranho como ela sentia que conhecia eles a décadas, como se fosse os três desde sempre, como se finalmente ela estivesse onde deveria estar desde o começo, isso a assustava e ao mesmo tempo a trazia um conforto e uma paz que ela não tinha nem antes do mundo virar de cabeça pra baixo.

– Prontos? – Brian olhou para Trevor e logo depois para Cherry recebendo um aceno de cabeça positivo de ambos, com um dos braços ele empurrou o baú para o lado deixando então a entrada aberta.

Ela estava de frente pra entrada quando uma grande luz acendeu o quarto, fazendo seus olhos arderem, mas ela não tirou os olhos da onde poderia vir um zumbi, a dor de um arder de olhos era muito menor de que de falhar.

O som de algo desabando escada abaixo fez seus sentidos ficarem ainda mais aguçados, então vi um zumbi no final da escada caído, com passos apressados rosada se aproximou do corpo no chão.

O zumbi era um homem que parecia ter pouco mais de vinte anos, ele não focou em Cherry que estava um pouco centímetros atrás de si, mas sim no Brian que tinha a mão enfaixada enquanto segurava a katana, onde havia mais dois zumbis forçando a katana para entrar.

Com a flecha em mãos a rosada enfio na parte traseira da cabeça do homem, enquanto ele tenta subir as escadas rumo ao loiro.

Pulando por cima do corpo já desfalecido ela rumou a entrada da do alçapão, por onde já não entrava mais luz pois estava lotada de zumbis, conseguiu contabilizar cinco, que jogavam as mãos pela pequena entrada tentando alcançar algum deles.

– Cherry – O chamado sofrido veio de Brian que tinha a mão de um zumbi arranhando seu ombro quase alcançando seu rosto.

Com os olhos focado na mão, ela subiu encontrando o dono do membro, ou melhor a dona, era uma mulher com cabelo loiros e várias joias, claramente era uma dessas dondocas ricas que antes do apocalipse, não sabia pelo que aquela pessoa havia passado antes de chegar ali, mas sentia pena dela.

Com os olhos focados nos azuis da mulher tão apagados e cinzentos, ela cravou a flecha em sua testa, não viu a vida sair pois já não estava naquele corpo a muito tempo, ela fez aquilo mais rápido possível, matar aquelas coisas mexia com ela, eram pessoas doentes, ninguém merecia passar por aqui.

– Acho que acabei – Retirando a flecha do último corpo que ainda resmungava ela se afastou, o silencio reinou mostrando que eles finalmente estão sozinhos.

– Se afasta – O moreno mais mandava do que pedia, ela prontamente desceu as escadas pulando por cima do corpo do primeiro zumbi que havia matado, antes de escutar o estronde de seis corpos caindo. Ela havia errado não eram cinco eram seis.

Virando para trás ela encontrou os corpos no chão e os meninos pulando por cima dos monte de zumbi, os corpos jogados no chão como se a vida deles não valesse nada fazia seu estomago embrulhar, eram oito vidas perdidas.

– Vamos sair daqui antes que eu vomite – A voz de Brian veio junto com a mão que ele colocou em seu ombro, ela estava a muito tempo olhando para a pilha de corpos.

Se virou rumo a sua bolsa a colocando nas costas, enquanto pegava Mid que estava encolhido num canto tremendo, ele estava com medo, nunca ficou tão perto de tantos zumbis.

– Tá tudo bem meu amor – Sussurrou da forma mais carinhosa que podia para Mid que se encolhia seu colo, quando começou a fazer um cafune em sua orelha direita exatamente como sabia que ele gostava, ele relaxou e ronronou em resposta.

Com Mid em mãos ela passou por cima dos mortos no chão e subiu as escadas vendo o loiro se espreguiçando e Trevor procurando pela janela algum desgarrado perdido.

– Achou alguma coisa aí fora – Ela colocou Mid em cima da cama, para só então se aproximar de Trevor, ela poderia acertar de longe aquelas coisa, o que pouparia esforço.

– Não, todos que estavam na região entraram quando os zumbis começaram fazer barulho – Ele virou o rosto para ela e levou a mão a sua bochecha, o movimento repentino do moreno a assustou, num movimento automático ela segurou seu pulso o fazendo para, o olhar de interrogação foi o necessário para ele responder – Sua bochecha ta suja de sangue.

Eles se encaravam como se o mundo não importasse mais, ela queria o toque dele, estranhamente queria muito o toque dele, então soltou sua mão e viu com as costas do dedo indicador dele passar em sua bochecha, em nenhuma hora os olhos esmeraldinhas saíram dos ônix.

– Prontinho – A voz de Trevor estava mais baixa, mas ele continuava com a mão próxima de seu rosto como se ele também não quisesse de afasta.

– Pra onde nós vamos agora – A voz de Brian fez os dois se afastarem, eles haviam esquecido totalmente do loiro.

Na cabeça de Cherry apenas uma coisa se passa “Que merda eu estava fazendo?” Não fazia nem seis meses que havia se perdido de Caleb, ela o amava, não amava? As sensações de estar com ambos os meninos estava a deixando confusa, eles eram bonitos e traziam segurança, a faziam querer viver, mas ela precisava começar a separar esses sentimentos antes que desse merda.

– Nós vamos pra oeste – A resposta veio do seu lado, Trevor saiu e andou para perto da mesa colocando sua mochila no chão e de lá tirando um mapa e estendendo sobre a superfície – Nós estamos aqui – Ela se aproximou para perto vendo ele apontar para uma parte menos densa no meio da floresta – A gente tem que chegar aqui.

Ele havia apontado para um descampado onde não havia nenhuma cidade muito perto nem uma casa, nada, era apenas certado por arvores com um pequeno riacho no fundo.

– Mas não tem nada aí – Se afastando do mapa ela, encostando na parece onde ela e o moreno estavam antes.

– Tem algo pequena – Brian que também olhava para o mapa se virou e começou a mexer em sua bolsa – A gente tem que te contar algumas coisas.

Ela tirou os olhos de Brian e focou em Trevor que a encrava, foi então que sentiu uma grande pressão no lado do peito, virou a cabeça rapidamente e um grito alto escapou por sua garganta.

Um enorme zumbi tinha a mão enfincada em seu ombro enquanto sua boca ia de encontro a qualquer parte que pudesse morder, ela o viu abrir a boca, seus dentes podres virem de encontro com seu ombro, foi quando uma mão passou entre ela o zumbi levando a mordida em seu lugar.

Trevor havia sido mordido por sua causa, os olhos esmeraldinos estavam arregalados, viu ele enfincar a faca na cabeça do zumbi que ainda mordida sua pele, então o aperto em seu peito diminui e a boca do zumbi largou a o braço do moreno.

– Da pra você parar de tenta se matar – Ele rosnou com raiva, Trevor iria se transformar por sua causa, a culpa a atingiu em cheio fazendo seus olhos encherem de água e finas lagrimas descerem pelos seus olhos.

Continua …


Esse é o capitulo de hoje com grandes surpresas.
Será que vamos perde nosso primeiro personagem da historia?

Kiss de Cereja, até o próximo ❤❤

O Dia do Amanhã – Capitulo 7

Ola Bom Dia, Boa Tarde, Noite ou Madrugada.
Sejam todos muito bem vindos ao capitulo da semana ❤
Obrigado a todos que curtiram, e que estão lendo a historias, vocês moram no meu coração cara ❤❤❤

Lembrando que toda a critica construtiva é muito bem vinda e que temos capitulo toda a Sexta.

Antes de começarem a leitura, eu vou deixar o link com a capa do livro e a sinopse, pra quem quiser da uma olhadinha antes de começar ler o livro.

LINK: O novo Livro do Blog – O Dia do Amanhã.

Eu também vou deixar o link dos capítulos que já foram postados!

LINK 1: O Dia do Amanhã – (Capitulo 1)
LINK 2: O Dia do Amanhã – (Capitulo 2)
LINK 3: O Dia do Amanhã – (Capítulo 3)
LINK 4: O Dia do Amanhã – (Capítulo 4)
LINK 5: O Dia do Amanhã – (Capítulo 5)
LINK 6: O Dia de Amanhã – (Capítulo 6)

Espero que gostem, tenham todos uma boa leitura.


O Dia do Amanhã

Capitulo VII


Desequilíbrio

Mais nenhuma palavra foi dita, estavam todos perdido em seus próprios pensamentos, e foi assim que pela estreita janela de vinte centímetros os afiados olhos esmeraldas viram a noite estrelada passar.

Alguns pequenos raios de sol, que passavam pela mísera janela, iam de encontro ao seu rosto trazendo um leve incômodo e fazendo assim abrir seus olhos, sua cabeça estava em sua mochila enquanto seu corpo era coberto por uma grande jaqueta, que com toda a certeza não a pertencia. Forçando seus braços levantou o corpo sentando-se de lado.

– Você estava tremendo de frio – A voz grossa vinha de seu lado, levantou o olhar e viu o moreno sentado a poucos sentimentos da mochila que antes servia de travesseiro – Então achei que ficaria mais aquecida assim – Os ônix se encontravam focado na micro janela que estava bem a sua frente e em hora nenhuma se encontrou com os seus.

– Obrigada – Sua voz saiu falha devido a secura de sua garganta, sentiu seu corpo fraco e logo tudo rodou e a fraqueza lhe dominou.

A mesma ia de encontro ao chão se a mão de Trevor não tivesse a impedido antes. Parando pra pensa fazia tempos que a mesma não se alimentava era totalmente compreensivo seu corpo pedir por algo. Só não precisava ser exatamente naquele momento.

– Você tá fraca – A frase não foi uma pergunta e sim uma conclusão, de olhos fechados sentiu o moreno lhe deitar novamente com muito cuidado como se achasse que ela fosse quebrar – Quanto tempo não come? – A voz de Trevor foi ficando cada vez mais baixa, provavelmente ele estava indo a algum lugar.

– Eu não sei – Sua voz era fraca e quebradiça, seu corpo e sua mente estavam da mesma forma – Acho que uns dois ou três dias – Ouviu algo bater e naquele momento percebeu seu real estado já que nem os olhos a mesma conseguia abrir.

– Porra Cherry você tinha que ter contado pra gente – Sentiu uma grande mão ir de encontro a sua cintura enquanto a outra se encontrava em sua nuca.

Seu corpo parecia de uma boneca de pano, já que mesmo se ela quisesse lutar contra, não teria força, Trevor com muita delicadeza, mais até do que ela poderia imaginar, a pôs sentada com as costas encostada na parede para lhe dar firmeza.

– Abra a boca – Ele estava irritado isso era visível, até para ela que estava de olhos fechados.

Abriu a boca o tanto que conseguiu sentindo algo úmido tocar sua boca, a dor na garganta que sentia logo melhorou, mas a fraqueza continuava presente no seu corpo. Com muito custo conseguiu abrir os olhos e viu os ônix focados em si, ele estava mais perto que o normal com seu corpo ao lado e uma de suas mãos ainda permanecia em sua cintura, o silêncio reinou no recinto trazendo um grande constrangimento.

– Quer mais? – Sua voz estava ainda mais rouca que o normal seus olhos não saíam dos esmeraldinos, mais a necessidade de beber algo era maior que a tensão.

– Por favor – A dificuldade era presente em sua voz, a garganta já não doía tanto mais nem de perto estava boa, a garrafa veio de encontro a boca, a água descia trazendo um grande alívio e depois de beber tudo que havia na garrafa sentia um leve alívio.

– Melhor? – A voz dele ecoou por sua mente e naquele momento ela queria se sentir melhor, mais não estava, se sentia muito fraca e doía pensar que se não fosse por eles provavelmente morreria.

– Tem umas comidas na minha na minha mochila – Sua barriga doía e ela sentia um grande vazio no estomago, havia vomitado no dia anterior e alimentação na nova realidade deles não era lá muito nutritiva.

– Tem bastante comida aqui – Com a mão que não estava segurando Cherry o moreno abriu a bolsa encontrou vários enlatados e algumas barras de proteínas – Porque não se alimentou antes?

– A maioria eu achei na casa um pouco antes de entrarmos aqui – Ela inclinou um pouco a cabeça para o lado no qual a bolsa estava – Me dá uma barra por favor – Ela odiava barras de proteínas, mas era o mais fácil de se comer no momento.

Trevor abriu a barra com apenas uma das mãos enquanto a outra ainda permanecia na cintura de Cherry, aproximou a barra dos carnudos lábios rosados enquanto esperava ela dar a primeira mordida, depois de comer quadro barras ele a deitou novamente.

– Descansa um pouco – Com as mão grandes e calejadas das situações que já havia passado pra chegar até ali, ele pegou sua jaqueta que estava embolada nas pernas dela e a cobriu novamente.

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– Você tem certeza que já ta bem? – A frase de Trevor ecoou por toda a pequena sala, a fazendo então levantar o olhar e encarar o moreno de perfil, ele não havia saído de seu lado desde o acontecimento de mais cedo.

– Tenho – A fraqueza ainda estava presente em seu corpo, mas estava bem melhor do que quando acordou – Mas você tem certeza que o Brian ta vivo?

O loiro estava jogado no chão de forma espalhafatosa desde antes dela acorda e não havia se mexido desde então e nem sabia se havia se mexido antes, a única coisa que definia que ele estava vivo era sua respiração calma e compassada.

– Tenho – A voz grossa dele atingiu seus tímpanos – Ele só está exausto – Um suspiro alto saiu de seus lábios – Ele não quis te acordar ontem disse que você parecia muito cansada – A culpa a atingiu, ele estava daquela forma por sua culpa.

– Eu não acredito que ele fez isso – As palavras dela sairão, mas como um resmungo.

– Não só isso, mas eu ainda não confiava em você – A seriedade misturada com tranquilidade que saía da sua voz era extremamente confortante – Ele ficou acordado pra que nós pudéssemos dormir.

Ela conseguia entender seu lado também, todos já havíamos passado por algum tipo de traição fazendo assim ficarem cada vez mais frios e duros com seus novos relacionamentos.

– Eu entendo você – A frase saiu mais baixa do que imaginava – Mas eu nunca iria deixar nada acontecer com vocês – Sentiu os olhos frios de Trevor sobre si, mas preferiu focar seu olhar no loiro jogado na outra parte do cômodo – Vocês são as únicas pessoas que eu tenho.

O silêncio se instalou durante um bom tempo, Trevor estava perdido em seus próprios pensamentos, enquanto ela tentava se manter acordada, a cada piscada era uma luta diferente.

– Você pode dormir novamente se quiser – O moreno soou repentino a fazendo tomar um susto, automaticamente abrir os olhos que só então percebeu estarem fechados a tempo de mais.

– Eu ‘tô bem – A frase saiu irritada, pode ouvir a risada anasalada de Trevor e podia imaginar o sorriso de lado sarcástico em seus lábios.

– A gente não vai sair daqui até o Brian acorda – A sentença foi dita, mas ela concordava não era justo com o loiro que havia passado boa parte da noite acordado por causa deles, que eles o acordassem agora, precisavam deixar ele descansa – Então se eu fosse você aproveitaria, pois não é sempre que se pode dormir o tempo que quiser.

Assim que o final da frase foi dita ela viu Brian se virar, era seu primeiro sinal de vida em um bom tempo, foi então que começaram a ouvir murmúrios, no começo eles eram baixos e desconectados, porem depois de quase uma hora os múrmuros ficaram cada vez mais autos.

A curiosidade atingiu Cherry que automaticamente olhou para Trevor que tinha as sobrancelhas franzidas, Brian começou a se mover como se estivesse em desespero, fazendo o moreno se aproximar e a rosada se sentar.

– AAAAAAAAAAA – Um grito alto e estridente que saiu da garganta de Brian enquanto o mesmo jogava seu corpo para frente, sentando, com os olhos azuis arregalados.

O peito do loiro subia e descia extremamente rápido, o coração batia tão forte que podia ela jurar conseguir escutar, Brian virou o rosto de vagar passando o olhar por toda a sala, como se tivesse caçando algo, passou por Trevor e o ignorou, como se ele nem estivesse ali e então olhou para ela e finas lagrimas caíram de seus olhos.

Seu olhar era de pura dor, como se lembrasse de algo, ele chorava em silencio apenas a encarando, e então depois de alguns minutos se jogou em cima dela, como se ela fosse uma boia no meu do oceano.

E o choro silencioso se tornou auditivo e coberto de soluços, ele estava agarrado na cintura dela e murmurava coisas no meio dos soluços, coisas inaudíveis, os olhos esmeraldinos se levantaram em busca do moreno numa clara busca de ajuda, por algum motivo ela sentia como se ele pudesse a ajudar.

Era horrível ver Brian chorando como se fosse uma criança em desespero lhe doía o peito, o moreno estava tão confuso quanto ela e ali pelo olhar ambos tentavam entender o que estava acontecendo.

– Eu não vou deixa nada acontecer com você – A frase sou alta e legível era como se ele quisesse falar aquilo mais pra ele mesmo do que pra ela – Nada, nada, nada, nada – Ele estava em choque assombrado pelas próprias memórias.

Não tinha a mínima ideia do que fazer ou porque estava acontecendo, mas quando começou a sentir a blusa molhar pelas lagrimas grossas do loiro, o motivo já não era mais tão importante, ela passou os finos braços em volta dele o apertando ainda mais contra meu peito.

– Ei ta tudo bem – Com a voz baixa tentava trazer a tranquilidade que ele havia perdido, suas mãos foram de encontro os fios loiros acariciando, aos poucos sentiu os fortes braços do loiro afrouxarem – Calma.

Sua frase foi morta pelos barulhos do andar de cima, por mais que os três estivessem “fora de perigo”, lá fora ainda tinha aquelas coisas se rastejando pelos cantos, loucos para comer seus miolos.

– Eu não vou deixa nada te machucar – Ele repetiu a frase dessa vez mais baixa e rouca, ele parecia perdido num mundo diferente do que realmente estava.

E aquilo a assustava, a forma como ele dizia era completamente desesperador, mas com toda certeza o que a deixava intrigada era a forma dolorosa que ele dizia, era como uma ferida aberta que doía cada vez mais.

– Cherry – A voz grave do moreno a trouxe a realidade, seus olhos saíram da cabeleira loura e focaram nos ônix que olhava fixamente para a entrada do alçapão – Você precisa tirar ele dessa merda

– Você tem que se acalmar – Sua voz saiu branda e calma, o loiro ainda sussurrava palavras desconectadas da realidade – Olha pra mim – Suas pequenas mãos seguram o rosto do loiro o fazendo focar seus olhos nos dela – Eu preciso que você volte por favor.

Os azuis piscina a olhavam como se não soubesse a língua que os lábios da rosada falavam, o barulho ficava cada vez mais ensurdecedor, as batidas aumentavam e não demoraria muito para um buraco ser feito e todos os sem miolos caírem em seus colos loucos pra comer seus miolos.

Antes que ela pode-se tentar mais uma vez fazer o loiro voltar a órbita, viu o moreno, que até agora só observava a situação, puxar com certa brutalidade o loiro de seus braços.

PAH

A palma da mão do moreno estava um pouco à frente do rosto do loiro enquanto o mesmo tinha o rosto virado e vermelho, a grande mão do moreno agarrou a mandíbula do loiro sem a menor delicadeza fazendo-o olhar em seu rosto

– Eu não tenho a mínima ideia do que diabos está acontecendo mais eu preciso que você volte – A voz do moreno era forte mais no fundo ela conseguia sentir uma ponta de desespero misturada com… raiva?

Os olhos antes desfocados do loiro aos poucos focarem na profundidade dos ônix, viu o rosto ganhar expressão forte e finalmente voltar a realidade.

– Qual é o plano?

Continua…

O Dia do Amanhã – Capitulo 6

Ola, Bom Dia, boa Tarde, Noite ou Madrugada ❤❤
Sejam todos muito bem vindos a mais um capitulo do meu xodó.
Esse Capitulo é muito emocionante pra mim, vai dizer muito no futuro da nossa historia.
E eu quero agradecer a todos que estão acompanhando a historias vocês são INCRÍVEIS ❤❤
Tudo ta sendo muito melhor do que eu imaginava graças a vocês, muito obrigado mesmo gente

Só Lembrando que toda a critica construtiva é muito bem vinda e que temos capítulos toda a Sexta.

Antes de começarem a leitura, eu vou deixar o link com a capa do livro e a sinopse, pra quem quiser da uma olhadinha antes de começar ler o livro.

LINK: O novo Livro do Blog – O Dia do Amanhã.

Eu também vou deixar o link dos capítulos que já foram postados!

LINK 1: O Dia do Amanhã – (Capitulo 1)
LINK 2: O Dia do Amanhã – (Capitulo 2)
LINK 3: O Dia do Amanhã – (Capítulo 3)
LINK 4: O Dia do Amanhã – (Capítulo 4)
LINK 5; O Dia do Amanhã – (Capitulo 5)

Espero que gostem, tenham todos uma boa leitura.


O Dia do Amanhã

Capitulo VI

Dimitri

O lugar era abafado e frio, estavam no início do inverno, a neve estava perto de começar a cair, precisavam achar um lugar seguro, o inverno era rigoroso e ficar preso numa nevasca com zumbis não seria lá uma boa situação para se sobreviver. 

As batidas que ocorriam na parte de cima da casa chegavam até eles abafada, já que o lugar que estavam contava com apenas uma pequena janela de no máximo vinte centímetros, localizada acima na parede quase no final dela, era por onde se passava o ar para que não morressem sem o mesmo, já era noite, o que fazia o lugar ficar ainda mais escuro do que quando chegaram e ninguém ousou acender nada para clarear. 

O cheiro podre ainda estava presente fazendo seu estômago se embrulhar novamente, o cheiro era forte e parecia uma mistura satânica de ovo podre com vômito, com toda a certeza essa noite entraria na lista das piores da sua vida.

Desde que o moreno havia falado aquilo, ninguém ousou pronunciar mais nenhuma palavra, não sabia se Brian havia escutado a frase do outro, mas o olhar de leveza que mandou para ela à fez ter dúvidas sobre isso.

Ela estava mais leve, porém, a situação não estava ajudando, o barulho de zumbis batendo nas portas e paredes no andar de cima, apenas a fazia voltar a ter medo, por mais que o lugar que estavam fosse escondido, se caso fossem achados seria o fim. Não teria pra onde correr não teria nem como lutar, iriam apenas se entregar a morte.

– Por que essa cara? –  A voz rouca e baixa vinha da sua direita onde o Trevor estava sentado, ele estava escorado na parede quase de frente pra si com o loiro ao seu lado.

Só com suas palavras pode perceber a careta que fazia enquanto pensava, segundo seus amigos ela era muito expressiva e fácil de se decifrar, quer dizer, era antes de toda essa muvuca que aconteceu com o mundo. Agora só expressava algum sentimento quando estava pensando em coisas muito problemáticas ou estava distraída, e no caso de hoje eram os dois.

– Estou apenas confirmando nossa morte caso eles achem esse alçapão – Seus olhos estava o focados nos ônix começando uma nova guerra entre olhares.

Trevor tinha um olhar enigmático e ela não conseguia ler nada, isso a deixava extremamente confusa e curiosa, sempre foi muito boa em ler as pessoas, estava estudando para a faculdade de psicologia, estava acostumada a desvendar as pessoas analisando seu olhar, perceber se a pessoa está triste, nervosa, mentindo… Era boa nisso, mas os olhos dele era diferente ela não conseguia ler nada e ver o brilho que ele tinha junto com o frio que conseguia sentir a deixava inquieta.

– Que pensamento horrível pequena – O jeito leve de Brian a fez pensa se ele sabia o quão grave era a situação deles – Você ‘ta comigo, ‘ta tudo bem – A voz era carregada de alto confiança, foi impossível não querer rir, assim fez soltando uma risada contida.

– Viu Brian nem ela acredita em você – A voz grave de Trevor não parecia mais tão séria, estava mais para sarcástica e ela adorou isso.

Ela queria gargalhar, e nem sabia o real motivo, talvez fosse pela cara de tacho que Brian fez ao ouvir a resposta de Trevor ou talvez fosse pela cara do próprio moreno que estava cercada de deboche, ou pelo simples fato de estar junto com pessoas novamente, ela realmente odiava ficar sozinha e agora, ali eles pareciam apenas pessoas normais, amigos conversando e ‘zuando sobre a vida, sem estar na merda de mundo que se encontravam.

– Cherry? – A voz grave do moreno a fez voltar a realidade, ela era séria, fria e ao mesmo tempo acolhedora isso era uma novidade pra ela – O que sabe sobre os zumbis? – seu rosto estava serio novamente, ela com toda a certeza preferia o Trevor com um expressão mais relaxada.

– Não sei muita coisa – Ela estava perdida no meio disso tudo – Não sei como surgiu, mas sei como ele age –  Ela e Caleb adoravam ficar criando teorias de como esse vírus havia sido criado, mas eram apenas teorias – Sei que eles tem um ótimo olfato e se guiam basicamente por ele, até porque muitos deles não enxergam e nem escutam – Na sua mente muitas imagens surgiam e tentava lista-las em tópicos para dizer – Eles são extremamente burros sozinhos, por isso costumam andar em hordas, por mais pequenas que sejam, é muito raro você achar apenas um – Esse era um grande problema quanto mais tempo passava mais deles se união – Eles só morem se levarem um tiro ou uma facada no centro do celebro e só uma mordida em qualquer lugar do corpo basta pra que você seja transformado.

Havia visto muitas pessoas serem transformadas e sempre foi de uma forma muito dolorosa, primeiro havia sido a sua mãe, realmente achou que ai a ver morrer de dor, ver definhando em uma cama tinha sido a pior época da sua vida, logo depois de saírem do hospital e estavam finalmente no sitio viu a vó de Caleb, a senhora Onaide que havia levado uma mordida na mão, morrer, havia sido horrível, ajudou a cuida dela e viu gemer de dor por incontáveis horas e queimar de febre até a morte, senhora Onaide foi só a primeiro de muitos companheiros que viu morrer assim.

– E tem mais uma coisa – Ela estava com o olhar baixo, lembrar disso sempre a machucava – Todos nós estamos contaminados.

– Como assim Cherry? – Brian já não estava mais com aquele ar descontraído, o clima estrava totalmente sério, não ousou levantar a cabeça para olhá-los, o que contaria machucaria ela, mas era necessário eles eram seus companheiros agora, precisava agir como tal.

“Era apenas mais uma noite, eu estava de vigia numa construção que havia feito com Caleb pra fica durante toda a noite, era em cima de uma arvore pra ficar camuflada e não ser vista pelas aquelas coisas, com minha inseparável AWM.

Estava tudo muito calmo fazia horas que não havia visto nenhum movimento estranho, da onde eu ‘tava podia ver a estrada e todo o grande campo onde eles faziam as plantações e uma pequena parte da onde Caleb e eu ensinavam as pessoas a se defender.

Uma luz de um provável carro apareceu tão longe que talvez nem fosse passar pela rodovia que a entrada da fazenda era ligada, a entrada era bem longe o que ajudava as poucas pessoas que passavam na estrada não virem rumo a casa.

O carro estava vindo rápido demais, iguais os da semana passada, eu não sabia da onde esses carros estavam vindo mais isso poderia ser complicado, porém quando ele estava quase passando da entrada viraram bruscamente rumo a casa.

O carro não poderia ser de um dos nossos ninguém havia saído para fazer uma busca, a gente não estava precisando de nada, peguei o comunicador que estava na perna direita presa por uma bolsinha, eu precisava colocar todos em alerta,

– Caleb tem gente vindo rumo a Fazenda – Minha voz saiu mais alta do que imaginava, eu estava apavorada, mas ouvir a respiração calma de Caleb como resposta.

– Fica calma – A voz calma de Caleb sempre me acalmava – Não atira até eu dar o sinal e não deixem que eles te vejam.

Foi a última coisa que ouvi antes de ver ele saindo junto com Dimitri e Derek. O primeiro era meu melhor amigo desde que me lembro por gente, a gente havia resgatado ele a quadro meses atrás quando consegui entrar em contado pelo rádio, já o segundo era o braço direito de Caleb.

Observei tudo pela mira da AWM, vi do carro sair quatro homens, três deles eram loiros pareciam parentes pois a semelhança era gritante, tenho certeza que dois deles eram gêmeos, já o quarto era moreno e era o que falava com Caleb.

De onde eu ‘tava podia ver que a conversa não era amigável, Caleb estava sério, muito sério, minha mira colada na cabeça do moreno, só por preocupação, mas isso também mostrava o quanto ele parecia agressivo, aparentemente estava ameaçando os meus meninos

A conversa não durou mais de cinco minutos, até que um dos loiros levantasse a arma e mira-se em Dimitri, que prontamente fez o mesmo que ele.

O olhar entre o moreno e Caleb era claramente uma disputa, eu ‘tava tão concentrada focada no moreno, que era da onde achava que podia vir algum comando, que quando escuto o disparo automaticamente apeto o gatilho e vejo o homem que estava na minha mira cair desfalecido.

Quando fui olhar para Dimitri que era quem tinha uma arma apontada pra si, ele não estava de pé olhando pra mim ou comendo algum salgadinho, ele estava no chão com Caleb em cima de si estancando o sangue e Derek correndo pra dentro do da casa atrás de Harry o único medico que tínhamos.

Desci o mais rápido possível daquela arvore e fui rumo ao Dimitri, quando cheguei perto o suficiente me ajoelhei ao seu lado, ele tinha um tiro na barriga e sua expressão era de pura dor, ele não olha diretamente pra mim e eu agradecia por isso, pois finas lagrimas começavam a querer sair dos meus olhos.

Minhas mãos tremiam e só fui percebeu isso quando estava perto de tocar o rosto do amigo ou melhor do irmão. Irmão de coração ele era meu vizinho e estávamos juntos desde sempre, ele era meu companheiro de trabalho, meu companheiro de escola, meu cúmplice de furto de comida na madrugada, não existia Cherry sem Dimitri e nem Dimitri sem Cherry.

– O… olha – sua voz estava fraca e quebradiça – O céu ‘ta… – A dificuldade e a dor podia ser sentida, ou melhor eu conseguia sentir perfeitamente -… Do jeito que nós amávamos brincar.

Dimitri tinha o olhar focado no céu como se isso fosse a coisa mais interessante do mundo, mas então ele se virou pra mim e o brilho que vi no seus olhos não soube identificar se era por causa das lagrimas que ele segurava ou se era só pela emoção de finalmente estar indo embora.

Dimitri estava extremamente depressivo desda morte de seus pais e sua namorada, segundo Harry ele poderia se matar a qualquer momento, se não tomasse alguma medicação, desde então sempre que posso eu vou as farmácias de cidades vizinhas para achar remédios pra ele, ver sua família morrer e não poder fazer nada, havia sido demais pra ele.

Sua mão ensanguentada veio de encontro ao meu rosto, com um toque suave e totalmente frágil levantou minha cabeça para o céu, o mesmo estava estrelado e a lua parecia mais perto que o normal, havia tantas estrelas que mesmo se passe a noite toda ali não conseguiria conta-las.

– O olha – Sua mão saiu da minha bochecha e apontou para um certo ponto do céu – Bem ali – Sua frase foi cortada no meio por uma onda de tosse que trouxe sangue por todo seu rosto, com a mão inclinei seu rosto para ficar de lado, evitando que se engasgasse com seu próprio sangue.

– Para – Antes de continuar um soluço saiu da minha garganta – Não se esforça – Eu chorava mais do que imaginava.

– Um unicórnio – ele estava me ignorando totalmente, o céu acima de nós era mais importante no momento, e isso me deixava com raiva eu só queria mantê-lo vivo e ele não ajuda – Lembra de quando Dody morreu?

Por que isso importava no momento? Será que Dimitri percebia que estava morrendo?

Dody foi meu primeiro animal de estimação, ele era um lindo cachorro vira lata que adorava morde chinelos, eu devia ter uns seis anos quando o encontrei sendo espancado por um grupo de garotos alguns anos mais velho, lembro que sai correndo pra chamar o Dimitri e por sorte o pai dele estava na casa e nos ajudou com os meninos.

Minha mãe trabalhava o dia todo e eu ficava durante toda a tarde sozinha ou na casa de Demitir, Dody havia virado meu companheiro inseparável, ele ia comigo até quando eu ia no banheiro, ele era o mascote da nossa amizade, mas depois e um ano três meses e alguns dias ele morreu.

Lembro que foi o primeiro funeral que eu fiz, eu mamãe e Dimitri enterramos ele numa área de mata fora da cidade, foi minha primeira sensação de perda da vida, hoje já havia sofrido mais perdas do que a pequena Cherry da aquela época acharia que sobreviria. Eu fiquei na ‘depre por um mês, mas com a ajuda de Dimitri com o tempo eu fui melhorando.

– Eu disse pra você que ele – A voz dolorida de Dimitri fazia meu coração doer como só lembrava de sentir com a perda da minha mãe – Estaria sempre nas estrelas – Ele me encarava enquanto levantava a mão ensanguentada e fazia um doce carinho na minha bochecha – Eu também estarei lá – Eu chorava tanto que elas saiam do meu rosto e caia no seu – Olhando sempre pra você.

A mão que estava na minha bochecha desceu caindo em cima da minha perna, seus olhos perderam o brilho que tinha e a partir dali sabia que havia perdido mais uma pessoa ‘fodidamente importante pra mim.”

– Eu passei a noite velando seu corpo – Sua voz era fria como poucas vezes na vida utilizou –  E de manhã quando eu deixei o corpo dele no quarto pra ir junto com os meninos cavar uma cova dele, em algum momento ele se transformou – Levantou o olhar e secou com a mão direita uma única lagrima que queria sair – A gente entrou no quarto ele estava em pé atacando a gente.

– Então você quer disse que se a gente morrer de qualquer jeito nós vamos virar aquelas coisas – A voz do loiro era indignada assim como suas expressões, os olhos arregalados faziam sua pupila azul parecer ainda maior, sua respiração estava acelerada, fazendo seu peito subir e descer mais rápido que o normal.

– Exatamente – Praticamente sussurrou a palavra, pra quem está realmente vivo virar àquilo era um pesadelo, ninguém quer vivar um animal que vai acabar matando pessoas que só querem sobreviver.

– Aconteceu apenas com ele? – A voz do Trevor lhe trazia calma, era como se tudo estivesse sob controle, como se ele soubesse a resposta pra tudo no mundo.

– Que eu tenha visto desda morte até virar um deles sim – Ela não queria falar mais sobre aquilo era doloroso de mais falar da morte de um irmão – Porém ouvi falar de mais um caso, quando eu estava sozinha encontrei um casal que pareciam ter se reencontrado, e um deles falou que o pai havia morrido com um grande corte na perna e que havia virado um zumbi depois de algumas horas.

– Porque não se aproximou deles pequena, assim não estaria mais sozinha – Brian disse aquilo com tanta inocência que ela realmente queria que as coisas fossem tão fáceis assim.

– Eles poderiam não ser confiáveis Brian – Cherry parecia estar mostrando algo óbvio pra uma criança – Eles poderiam me roubar em quanto eu dormia ou pior me matar – Parando pra pensa Brian parecia apenas uma criança grande, ela tinha suas dúvidas de como ele havia conseguido sobreviver todo esse tempo – Recursos são as coisas mais importantes hoje em dia.

– Você confiou na gente de cara Cherry – A reposta do moreno veio tão rápido e realista que fez rapidamente seu rosto ficar extremamente vermelho pela vergonha que a atingiu.

– Não precisamos lembrar dos meus erros de sobrevivência –O bico formado nos lábios carnudos da rosada fez se formar um grande sorriso no rosto de Brian e um de canto recheado de sarcasmo em Trevor.

– Eles poderiam ter sido mordidos, ou contaminados em algum momento que vocês não viram? – A pergunta veio dos lábios finos de Trevor.

– Com toda a certeza não – Ela lembrava perfeitamente daquele dia, não havia deixado ninguém chegar perto de Dimitri e ele estava no segundo andar.

– Isso muda completamente as coisas – a frase de Brian não fazia sentido para ela, mas Trevor acenou positivo com a cabeça.

Seja lá o que eles queriam dizer, estavam escondendo algo da rosada e isso não a agradou de nada.

Continua…


Esse é o capitulo de hoje, eu espero muito que vocês gostem.
foi muito difícil escrever esse capitulo, porque escrever em primeira pessoa é muito difícil pra mim.
Mas eu espero muito que vocês tenham gostado serio.

Kiss de Cereja, espero ver vocês numa próxima!!

O Dia do Amanhã – Capitulo 5

Ola Bom Dia, Boa Tarde, Noite ou Madrugada.
Sejam todos muito bem vindos ao capitulo da semana ❤
É o nosso primeiro capitulo de ação e eu espero muito mesmo que vocês gostem.
Obrigado a todos que curtiram, e que estão lendo a historias, vocês moram no meu coração cara ❤❤❤

Lembrando que toda a critica construtiva é muito bem vinda e que temos capitulo toda a Sexta.

Antes de começarem a leitura, eu vou deixar o link com a capa do livro e a sinopse, pra quem quiser da uma olhadinha antes de começar ler o livro.

LINK: O novo Livro do Blog – O Dia do Amanhã.

Eu também vou deixar o link dos capítulos que já foram postados!

LINK 1: O Dia do Amanhã – (Capitulo 1)
LINK 2: O Dia do Amanhã – (Capitulo 2)
LINK 3: O Dia do Amanhã – (Capítulo 3)
LINK 4: O Dia do Amanhã – (Capítulo 4)

Espero que gostem, tenham todos uma boa leitura.


O Dia do Amanhã

Capitulo V


Seja bem-vinda

O sangue corria rapidamente pelas veias, o som forte dos batimentos cardíacos era auditivo, o suor escorria pela lateral do rosto, o nervosismo era palpável, suas pernas corriam tão rapidamente que sabia que se não fosse pela adrenalina que estava sentido jamais conseguiria correr tão rápido, outro disparo foi escutado, mas dessa vez estava mais longe, ele estava correndo, para o lado contrário do deles e isso não era bom.

Focou seus olhos em Trevor e viu a determinação do moreno, o maxilar estava trancado, seus olhos focados no caminho que fazia, a mão segurava fortemente a katana que a poucos segundos atrás estava sendo afiada, por mais que corre-se o mais rápido que podia e conseguia, a distância entre os dois cada vez aumentava mais.

Assim que avistou o primeiro ser, viu o mesmo virar e focar nos dois e antes mesmo que conseguisse empunhar sua flecha, a cabeça do homem estava no chão longe de seu corpo e a katana suja de sangue, mas nada fez o moreno parar de olhar para frente, onde pode ver cerca de quinze zumbi correndo atrás de Brian que agora estava virado atirando nos mesmo.

A precisão do loiro era assustadora, o viu atirar sem antes mirar e ainda assim todas as balas iam na cabeça, no ponto mais fraco de um zumbi, desperdiçar balas não era algo que estava no vocabulário de Brian, quando olhou para o Trevor o mesmo já estava quase chegando no meio do confronto. Eles estavam muito expostos havia muitas arvores e muito barulho uma combinação fatal… para eles.

Viu uma árvore não muito perto do confronto e que era possível de se subir, diferente das demais que seus galhos eram muito altos para ela que tinha pouco mais de um metro e sessenta, subiu às pressas no galho mais baixo, com se seus pés já firmes na árvore, colou o arco na lateral da cabeça e mirou para a direção dos meninos.

  Passou o olhar pelo local e consegui contabilizar treze daquelas coisas mortas, viu o moreno matando na retaguarda e Brian os que estavam em seu alcance com uma faca, sua primeira flecha foi na cabeça de uma mulher que estava presta a acerta o Trevor com um mordida no braço esquerdo, enquanto o mesmo decapitava um senhor que aparentava ter uns sessenta anos.

Assim que a mulher caiu em seus pés o moreno virou e a olhou com um misto de confusão e espanto para a mesma, seus olhos se encontraram e por ali tentou passar toda a confiança que tinha e em resposta recebeu um aceno de cabeça.

Não tinha ideia de quanto tempo se olharam mais foi tempo o suficiente para ver Brian  ser encurralado por três daquelas coisas, seu coração disparou mais do que antes, puxou a flecha o mais rápido que podia e acertou na nuca da mulher fazendo a cair no mesmo instante, o loiro que estava com muito custo tentando acerta a cabeça do homem que devia ser uns 20 cm a mais que ele, só então prestou atenção nos que chegava em suas costas.

Enquanto puxava a flecha, Brian pegou o homem que estava em sua frente, que a todo o custo tentava lhe comer, e virou para o que estava em suas costas fazendo assim o homem como um escudo para que o outro não tivesse alcance, isso foi tempo mais que o suficiente para ela acerta a flecha na cabeça de mesmo e o loiro conseguir finalmente empunhar a faca na cabeça daquele homem.

Virou-se para ver se estava tudo bem com o Trevor e o viu cercado por cinco corpos decapitados, passou seu olho por todo o terreno e havia apenas mais dois, que logo foram mortos pelas mãos que seguravam fortemente a katana, fazendo passar apenas uma vez e decapitar o corpo já sem vida.

  A frieza que Trevor matava aquelas coisas era até assustador, seus olhos estavam opacos e havia um pequeno sorriso de canto, não o conhecia mais dava para ver e sentir o prazer que ele tinha em matar aquelas coisas, toda a aura mortífera que estava em volta dele era excitante a fazia sentir protegida, como se ele fosse um super-herói, que tudo daria certo no final.

Ta bom ele estava mais para vilão com aquela cara de mal sempre fechada e com a aura de superior matador de zumbis, mas ela preferia pensar que ele era um anti-herói só calado e traumatizado pelo o que a vida dura que eles tinham agora, a nova realidade não era lá muito feliz e nem fácil, não sabia quantas pessoas ele tinha perdido, mas ele tinha. Todos que estavam vivos haviam perdido muitas coisas importantes.

– Cherry – Estava tão perdida em seus próprios pensamentos que nem percebeu o loiro em baixo da arvore que ela estava, o sorriso estampado em seu rosto a fez se sentir mais leve, o moreno se aproximou com a cara séria de sempre mais havia algo diferente em seus olhos, não sabia ao certo  o que era – Adorei a flechada.

Era incrível como estar com Brian a fazia querer sorrir, se sentia muito mais leve de ver que ele estava bem, seguro e sem nenhum zumbi querendo lhe comer. Estava sentada no galho da arvore preste a descer quando algo no seu campo de visão a fez tremer.

O medo bateu, seus olhos se arregalaram fazendo os dois homens estranharem sua reação. Em menos de dois segundos ela já estava no chão segurando fortemente os pulsos dos dois dando impulso nos pés para a direção da cabana, onde de manhã estavam.

O ato repentino fez o moreno se assustar e puxar com força seu braço fazendo assim a mesma o soltar, a cara de indignação e confusão de Trevor fez só então sua ficha cair, no mundo onde eles estavam confiar em alguém era extremamente difícil.

– A uma horda vindo pra cá, fizemos muito barulho – Assim que sua frase acabou ela sentiu seu braço ser agarrado por uma mão grande e ela ser puxada fortemente para frente.

Brian já não estava mais ao seu lado e sim corria mais a frente, focou na figura morena que a puxava fortemente a fazendo correr num ritmo que não conseguiria se não fosse o mesmo, ele estava com o rosto ainda mais sério, se é que isso era possível.

  A casa não estava muito longe por isso já conseguia ver o loiro abrindo a porta e de lá saindo um Mid totalmente confuso.

– O que vamos fazer – Disse Brian assim que o moreno a arrastou pra dentro da cabana – Esse lugar não vai aguenta muito tempo – Ele estava correto a casa não era muito resistente a madeira das paredes eram podres em certos lugares o lugar não aguentaria muito se eles soubessem que ali tinha algo para comerem.

Mas sair correndo também não era uma opção, não conseguiria ir tão longe já que diferente daquelas coisas eles cansavam, foi quando lembrou do pequeno alçapão onde havia matado um zumbi, moveu rapidamente para lá e o abriu, o cheiro do defunto subiu rapidamente. O corpo do zumbi que havia matado no dia anterior ainda estava ali e a decomposição estava fazendo seu trabalho.

– Peguem tudo que possa ser útil – Trevor rosnou já virado de costas indo em direção ao alçapão.

Ela pegou Mid que se encolheu no seu pescoço ronronando e foi rumo ao pequeno e único armário que havia na casa, vasculhando o mais rápido que é podia, encontrou alguns enlatados e três barras de cereais que prontamente enfiou na mochila que carregava.

– Precisamos dar um jeito de tampar isso –O moreno voltou a falar enquanto arrancava com facilidade a tampa do alçapão que parecia realmente frágil – Cherry fique de olho, enquanto nós levamos as coisas lá pra dentro e tiramos aquele defunto de lá  – Disse pegando a bolsa que ela havia pego, ele mais ordenava do que pedia.

Foi até a janela que tinha ao lado da porta e ali ficou observando o que conseguia ver através daqueles vidros extremante sujo, eles tinham pouco tempo, por mais que ela havia os visto longe e eles eram rápidos, não demorariam muito mais que cinco minutos, coisa que ela rezava para ser o suficiente, de onde estava pode ver um baú embaixo da cama que estava em sua frente um pouco a esquerda, e seria perfeito pra tampa o alçapão.

– Meninos tem um baú em baixo da cama – Assim que disse viu os dois saírem de dentro do lugar trazendo o corpo daquele ser, junto com eles fazendo assim a mesma virar a cara pelo nojo, virou seu rosto para a janela vendo um zumbi no meio das árvores, um desgarrado – Eu espero que vocês tenham acabado porque o tempo acabou – Foi o que disse vendo o Brian arregalar os olhos e o moreno fechar ainda mais a cara, se isso fosse possível, ambos saíram pegando algumas coisas que faltavam.

Ela foi até a cama e de lá puxou um baú que não era grande nem pequeno, mais estava extremamente pesado, continuou puxando até perto do seu destino. Assim que conseguir levá-lo deu de cara com Trevor, o mesmo focou seus olhos nos seus, uma guerra era travada ali onde não teria ganhador. Quando ele iria abrir a boca para dizer algo o barulho daquelas coisas batendo na casa o fez ficar quieto, ambos se olharam novamente mais dessa vez rápido.

Desceu primeiro e olhou o espaço lá dentro não era nada muito grande, mas o suficiente pra eles se acomodarem e passarem a noite, o cheiro era horrível fazia eu estomago ansiar, seria um dos piores dias da sua vida isso sem dúvida.

Achou Brian no canto da sala e o viu fazendo carinho em Mid, que estava deitado de barriga para cima em suas pernas enquanto levava o carinho, não sabia ao certo que horas Mid tinha descido de seu pescoço, mas aquela com toda a certeza era uma linda imagem, uma que não via a tempos, se fosse antigamente ela já teria puxado sua inseparável Polaroid e registrado o momento e por fim gritaria o quanto eles era fofos.

Sentiu uma mão no seu ombro e olhou para o moreno que olhava com a mesma intensidade que lá em cima, antes que uma nova guerra entre ônix e esmeraldas fossem travadas Trevor separou os lábios sempre tão sérios e com a saída das palavras, saía o peso de suas costas.

– Você é bem-vinda pra ficar com a gente se quiser.

Continua…


Espero que vocês tenham gostado.
Escrever ação é sempre um grande desafio, mas eu amo ksksk

Kiss de Cereja, vejo vocês na próxima.

O Dia do Amanhã – Capitulo 4

Ola, Bom Dia, Boa Tarde, Noite ou madrugada.
Sejam todos bem vindos a o capitulo da semana.
Quero agradecer a todos que estão curtindo a historia lendo, que estão lendo q acompanhando. VOCÊS SÃO DE MAIS CARA ❤❤

Lembrando que toda a critica construtiva é muito bem vinda e que temos capitulo toda a Sexta.

Antes de começarem a leitura, eu vou deixar o link com a capa do livro e a sinopse, pra quem quiser da uma olhadinha antes de começar ler o livro.

LINK: O novo Livro do Blog – O Dia do Amanhã.

Eu também vou deixar o link dos capítulos que já foram postados!

LINK 1: O Dia do Amanhã – (Capitulo 1)
LINK 2: O Dia do Amanhã – (Capitulo 2)
LINK 3: O Dia do Amanhã – (Capítulo 3)

Espero que gostem, tenham todos uma boa leitura.


O Dia do Amanhã

Capitulo IV


Uma nova Esperança

A lua iluminava a parte da cama que estava sentada, a noite havia chegado e nenhuma palavra havia sido falado depois da conversa, assim que seus motivos haviam sido esclarecidos eles se entreolharam, pareciam conversa em silêncio, o moreno havia saído pela porta e foi seguido por Brian que só disse para ela esperar ali. Havia cerca de uma hora que eles conversavam, suas coisas estavam em cima da mesa e ela poderia simplesmente sair pela aquela porta e nunca mais os ver.

Mas não queria isso, a vida lá fora estava cada vez mais difícil, quantos mais o tempo passava maior as hordas ficavam, sair sozinha e ainda mais a noite seria suicídio, durante a noite ela subia em arvores e tentava o máximo possível não fazer barulho.

Por mais que nunca tenha os visto antes de tudo virar um caos, eles ainda eram uma grande chance de continuar viva. A noite havia chegado e a temperatura havia caído drasticamente, a blusa de couro que usava já não a esquentava como antes, as pequenas patas de Mid tocaram sua cocha, ela rapidamente dobrou as pernas sentando então igual índio, para que o felino se acomoda-se no espaço vago entre suas pernas

A porta foi aberta lentamente, formando uma pequena fresta onde viu a cabeleira loira chegar antes de seus olhos, ele examinou todo o quarto antes de parar em si, quando finalmente ele a olhou, o mesmo sorriu e terminou de entrar.

– Você ainda está aqui – Brian se aproximou lentamente da cama até sentar em sua beirada – Achei que tivesse ido embora – O mesmo dizia com um magnifico sorriso no rosto – Acho que isso significa que você quer continuar com a gente, isso é bom – Seus olhos antes focados nos esmeraldinos dela, desceu rapidamente para o bichano que estava deitado de barriga para cima brincando com uma mecha de seu cabelo que caia na altura de seu rosto, sua mão antes escorada na cama se aproximou do mesmo e fez um carinho em sua barriga que o fez ronronar.

– Vocês são minha melhor forma de sobreviver – O sorriso nasceu fraco em seu rosto, vê-lo brincar com Mid a deixava feliz, Mid quando queria era muito arisco e ver ele tão à vontade lhe fazia confiar cada fez mais no loiro –  Me trouxeram esperança – Um sentimento que depois de tantas perdas e perdas ressurgiu em seu ser , levou olhos de encontro aos azuis que pareciam um mar.

– Você não me parece uma pessoa que mataria alguém – Ele disse sério com um tom de preocupação, antes mesmo que pudesse responder algo ele a interrompeu – Mas sei que você fez por um bom motivo – Levantou e andou até a mesa, pegando o arco – Porque um arco? – Segurando ele em suas mãos virou de frente para si, ela então colocou Mid que dormia docilmente, na cama e caminhou em seu encontro.

– Por que não um arco? – Parada ao seu lado, viu o espanto que sua pergunta casou – Você mata de longe, recupera a munição, pode fazer sua própria e o melhor não faz barulho – Ele que antes olhava com um ar de desprezo para o arco agora o via com outros olhos – Ele pode ser lento mais é uma arma que vai deixar você invisível no meio daquelas coisas – Virou de costas encostando seu quadril na mesa – Não é uma arma pra perto, é uma arma de estratégia e com companheiros ela é perfeita pra cuidar da retaguarda – Suas mão foi de encontro a uma flecha, passando os dedos na ponta da mesma – Uma única flecha é o suficiente pra manter seus companheiros vivos.

Colocou a flecha de volta a mesa, e se virou olhando o loiro olhar o arco meio abobado, o mesmo abriu a boca pra falar algo quando a porta foi aberta bruscamente, o moreno de olhos ônix passou por ela segurando umas torras de madeira, Trevor era incrivelmente lindo isso não podia negar, seu olhar misterioso o deixava ainda mais enigmático, sua presença sempre lhe deixava nervosa, mexia com sentimentos que achava que havia morrido. Ele não falou nada, apenas caminhou até o fogão colocando toda a madeira lá, tirando do bolso um isqueiro e um pedaço de papel que amaçou e colocou fogo fazendo assim a casa que antes tinha pouca iluminação agora ser inundada, com a luz vinha a quentura que saia do fogo trazendo uma sensação boa, o sono começava a surgir, fazia muito tempo que não dormia.

– Vamos dividir quem vai ficar de guarda – A voz do moreno reinou e arrepiou todos os pelos do corpo – Eu começo, vocês se virem aqui dentro – Ele era frio e em nenhuma hora a olhou, assim que terminou de falar virou e saiu novamente, com toda a certeza ele não gostou dela ainda estar ali.

– Fica tranquila ele é assim com todo mundo, desde que tudo virou essa bola de neve – Brian largou a arma e colocou a mão em seu ombro – Você parece cansada – O que poderia dizer? Era pura realidade, dormir em árvores não era nem de perto um bom modo de descansar – Durma, quando for sua vez eu te chamo – Aquilo estava mais para uma ordem do que para um conselho, poderia até ter falado algo se ele não tive saído se juntando ao moreno.

Estava novamente sozinha, seus olhos focaram em Mid que estava jogado na cama e no fim  ela realmente parecia chama-la, fazia séculos que não dormia em algo descente, aquela cama não era nem de perto macia, mas bem ela era muito melhor do que o chão ou um galho de arvore.

Se aproximou e sentou em sua beirada, era invejável como Mid dormia, seu sono era tranquilo e profundo, seus olhos foram se fechando aos poucos, e quando menos percebeu ela perdeu qualquer sentido se entregando em um mundo onde ela ainda era feliz.

~~~~~~*~~~~~~*~~~~~~*~~~~~~*~~~~~~~*~~~~~

A luz entrava pela fresta da madeira mal pregada da casa, o lugar era macio e quentinho, o silêncio trazia uma tranquilidade que a muito tempo não sentia, sentiu as pequenas patas de Mid em seu rosto junto com um pequeno rosnado, era sempre assim, ele era a primeira coisa que via, antes mesmo de abrir os olhos, assim que abriu os mesmo a dor foi sentida lhe fazendo piscar algumas vezes antes de conseguir focar em algo.

Estava deitada no meio da cama coberta por um edredom que ela não fazia a mínima ideia de como foi parar ali, a casa estava vazia, o fogo que antes a iluminava e esquentava agora não era nada mais que cinzas, tirou a coberta de cima de si e se lentou, ao colocar os pés no chão percebeu a falta de suas tão adoradas botas, olhou ao redor e as viu no pé da cama, o que havia acontecido naquela noite?

Com as botas devidamente vestidas caminhou até a mesa abrindo sua bolsa, todos os seus pertences ainda estavam ali, passando os olhos em suas coisas em busca de algo sumido, viu o que a muito tempo não via, era uma foto tão linda que fez seu coração doer, nela sua mãe sorria com um daqueles sorrisos que ela só dava quando esquecia de todas as preocupações do dia a dia, como ela queria aquelas preocupações de volta, ao seu lado Caleb e Ashley que segurava Mid, a felicidade emanava daquela foto.

O cabelos ruivos de Caleb estavam bagunçados, as sadinas tão charmosas do seu rosto ficavam ainda mais evidente no sol da foto e seu o sorriso de sempre estava presente ali mostrando suas covinhas, ele era lindo em sua concepção e infelizmente na da maioria das meninas do seu antigo colégio, o que a fazia pirar, os olhos castanhos dele a trazia tranquilidade, mesmo através de uma foto

As lágrimas lutaram para cair assim que vi os rotos das pessoas mais importantes da sua vida, a dor foi esmagadora e a saudade lhe trazia vontade simplesmente desistir de tudo, mais tinha certeza que dá onde eles estivessem jamais iriam querer vela desistir, vivia por eles para dar orgulho a eles.

Ao olhar para baixo viu uma coisa que não havia visto antes, um pequeno espelho estava perto do pé da mesa, era branco e todo empoeirado, passou os dedos para tirar todo aquela poeira e poder ver seu reflexo, mas depois de feito realmente se arrependeu.

  A pele extremamente branca lhe deixava com um aspecto de morte, a única prova de que realmente estava viva são as bochechas extremamente vermelhas, as olheiras em baixo dos olhos eram gritantes e vinham derivadas de várias noites mal dormidas, os olhos verdes esmeraldas já não tinham o mesmo brilho de antes, seus cabelos antes rosas agora mostravam grandes raízes de um loiro claro.

Ela amava tanto se cuidar, havia herdado isso de sua mãe, ela era toda saudável e essas coisas, se inspirava sempre em sua mãe, então ser uma pessoa vaidosa era quase natural. Antes de tudo acontecer ela nunca saia sem maquiagem, pintava o cabelo toda a semana pra manter o rosa claro da forma que ela amava e agora isso não valia de nada.

Pegou aquele pequeno espelho e o colocou na bolsa junto com os outros pertences que levava, colocou o coldre na perna e em seguida adicionou a arma no mesmo, a faca foi colocada na cintura, todas as flechas foram enfiadas no aljava com cuidado antes de passá-lo pelo corpo. Com o arco na mão e completamente armada andou até a porta para só então forçá-la a abri-la, o sol já brilhava intensamente, passou os olhos por toda a clareira para só então pode ver os dois homens sentados na raiz de uma árvore.

– Bom dia meninos – falou assim que chegou perto o suficiente para eles a ouvirem.

Estava envergonhada havia sido muito descuidada podia ter morrido e tinha plena noção disso, se eles fossem más pessoas ela podia estar morta ou poderia ser roubada, o que nessa nova realidade é quase a mesma coisa que a estar morta.

Porém foi recebida com um grande sorriso de Brian e um olhar de canto de Trevor, Brian estava sentado no meio de duas raízes e parecia relaxar e apenas sentir a quentura que o sol trazia, já o moreno estava limpando uma katana brilhante e afiada, sentado num galho do lado direito do loiro.

– Bom dia pequena – A voz de Brian saiu animado e junto com uma dos mais lindos sorrisos que já havia visto, era invejável como ele podia sorrir mesmo quando estava tudo perdido – Espero que você esteja descansada – Diferente do que imaginou ele não foi sarcástico ou qualquer outra coisa assim, ela havia agido errado tinha plena noção disso mais não foi algo que não pode evitar apenas aconteceu – Você parecia cansada não tive coragem de acorda-la – Ele levantou e se pôs à sua frente, antes que qualquer um deles pudessem dizer algo um som de sino foi escutado – Deu certo teme – Sua empolgação era quase palpável, o moreno apenas o olhou e quando abriu a boca pra fala algo o loiro já havia saído as presas  atrás do tal barulho.

E agora estavam só os dois, diferente do loiro que a conversa parecia fluir, entre eles a tensão era palpável, ele a olhou de canto de olho assim como fez quando chegou e voltou a focar em sua arma, fazia muito tempo que não sentia vergonha, que não sentia as bochechas corarem ou que não sabia o que fazer, entre as várias dúvidas que lhe rondava  decidiu seguiu seu instinto e sentou ao lado do moreno em cima de uma das raízes que antes o loiro estava escorado.

– Se você não quiser que eu fique com vocês eu vou embora não tem problema – Pela primeira vez naquele dia teve toda a atenção de Trevor, ele ficou em silêncio por uns bons dez segundo que pareceu mais um século, sua demora fez todo seu corpo tremer, aquela pequena guerra fez todos seus pelos se  arrepiarem – Sobreviver aqui fora sozinha não é fácil, mas também não é impossível.

Não queria ficar num lugar em que não era bem-vinda, mas no fundo implorava para que o moreno não a enxota-se, queria estar com eles, mesmo que não os conhecesse pareciam pessoas boas, pessoas que não a mataram na primeira chance que tivessem.

Foi tirada de seus pensamentos pelo barulho de tiro vindo da direção que Brian havia corrido, o medo tomou conta de todo seu corpo antes mesmo que pode-se raciocinar já estava correndo com o arco na mão e uma flecha a posto com o moreno pouca coisa em sua frente.

Continua…


TARAMMM que as aventuras comessem.
Brian esta em apuros e será que ele vai sair vivo do próximo capitulo?

Kiss de Cereja, vejo vocês na próxima.

O Dia do Amanhã – Capitulo 3

Ola Bom dia, Boa Tarde, Noite ou Madrugada.
Sejam todos muito Bem-vindos a mais um capitulo.
Espero que vocês goste do capitulo de hoje, lembrando vocês, temos capítulos novos toda sexta-feira!

Antes de começarem a leitura, eu vou deixar o link com a capa do livro e a sinopse, pra quem quiser da uma olhadinha antes de começar ler o livro.

LINK: O novo Livro do Blog – O Dia do Amanhã.

Eu também vou deixar o link dos capítulos que já foram postados!

LINK 1: O Dia do Amanhã – (Capitulo 1)
LINK 2: O Dia do Amanhã – (Capitulo 2)

Espero que gostem, tenham todos uma boa leitura.


O Dia do Amanhã

Capítulo III


Uma longa história

Eu morava numa pequena cidade no interior, com cerca de seis mil habitantes no máximo, todos se conheciam, quando a gripe se espalhou praticamente a cidade inteira foi contaminada, inclusive minha mãe, mas a verdade é que ninguém imaginava que iria passar disso, um inofensivo resfriado, mas tudo piorou, a gripe evoluiu para uma pneumonia e o hospital lotou.

Eu não queria sair de perto dela, fiquei uma semana inteira, numa sala branca com ela ardendo em febre, não havia muito o que eu podia fazer a não ser observar seu sofrimento e esperar algum remédio fazer efeito, o sentimento de impotência e a dor de ver uma das pessoas que você mais ama morrer, é dilacerante. Então aconteceu, ouvi o aparelho que media seu coração iniciar um incessante “piii” a linha permaneceu reta e por fim, o brilho de seus olhos antes tão cansados se fecharam, sua respiração diminuiu até não poder ser mais sentida e ali foi o seu fim. 

Meu coração doeu como nunca havia doido antes, minha mãe era a minha única família, desde que me lembro erramos apenas nós duas, ela dava o sangue pra me criar sozinha e eu fazia de tudo para lhe dar orgulho. Minha mãe era meu porto seguro, estava sempre lá quando precisava de ajuda, quando brigava com minhas amigas ou com Caleb, quando algum boato maldoso era soltado sobre mim. 

Não conseguia imaginar minha vida sem ela, minha mãe era compreensiva, alegre, divertida, brava, e sempre dizia que ia sumir, mas nunca passou pela minha cabeça que a perderia assim, conseguia me imaginar adulta cuidado dela velinha, ela era saudável, comida sempre coisas boas, nada de fritura ou enlatados, corria toda a manhã, fazia seus checapes todo o ano pra ver se estava tudo OK com a saúde. Vê-la agora morta numa cama por algo que começou como um resfriado era surreal.  

O hospital não estava preparado para aquilo, era como se fosse um toque de recolher, em menos de três horas todos os contaminados morreram e as poucas pessoas que estavam vivas estavam desoladas, o choro era ouvido em cada canto do hospital, era como uma canção de terror, aquilo nunca sairia da minha cabeça, eu não havia chorado ainda, estava em choque, apenas a observando, tão plena que parecia dormi, a pele branca, tão branca que parecia que nunca havia tomado sol na vida, não tinha mais as bochechas rosadas de família, os cabelos loiros estavam bagunçados e haviam grandes olheiras em baixo de seus olhos, ela odiaria ser vista assim, sem maquiagem e desarrumada.  

Nenhum enfermeiro havia aparecido, o hospital estava em caos, todas as pessoas que estavam ali tinham perdido alguém. Eu tinha certeza que minha melhor amiga, a Ashley e a família dela havia morrido também, quando fui vê-los de manhã estavam pior que minha mãe, no quarto ao lado havia silêncio, não ouvia os apitos dos corações deles, era mais uma família que havia morrido, ia sentir falta de passar a noite na casa de Ashley, de roubar latinhas de leite condensado junto com ela, jogar bola com o tio. Ia sentir falta de toda a vida que tinha antes desta catástrofe. 

Foi então o aparelho que marcavam seus batimentos cardiológicos voltou a apitar, e aquele som fez minha vida volta, eu não achava que seria o início do meu inferno. Quando seus olhos se abriram não tinha o brilho que eu tanto amava ver, a parte branca do seu olho não era mais dessa cor, estava puxado para um marrom, o brilho de vida não existia mais, nem suas bochechas sempre tão vermelhas, que demostrava todo o sangue que corria em suas veias. Seja lá o que havia acontecido, aquilo me dava medo. 

Eu estava assustada aquela com toda a certeza não era minha mãe, ela me olhava como se eu fosse uma joia que ela precisava ter, se levantou cambaleando, e para minha surpresa, se jogo em cima de mim, como um animal se joga em cima de sua presa, a boca estava aberta e de lá saia um rugido estranho, ela não estava ali para um abraço ou qualquer ato de afeto.

Antes mesmo que ela chega-se em mim, eu a afastei com mão em seu peito, ela fazia uma pressão sobre humana sob mim, como se sua vida depende-se de conseguir chegar até lá, eu não sabia o que fala, não sabia nem o que pensa, o sentimento de felicidade já não existia dentro de mim e o pavor começava a me dominar.

E para minha surpresa assim que percebeu minha mão em seu tórax ela a pegou e puxou com uma brutalidade que nunca havia presenciado antes, minha surpresa foi maior ainda quando eu a vi tentar me morder.

– Aaaaaaaaaaa – O meu grito foi totalmente de pavor, aquela não era minha mãe, quando percebi sua intenção rapidamente puxei meu braço e me afastei o máximo possível dela, eu não sabia o que havia acontecido, mas aquilo não era minha mãe.

A porta foi aberta e por ela uma cabeleira ruiva passou e se colocou na minha frente, eu estava apavorada e não tenho a mínima ideia do que aconteceu ou de como eu sai daquele hospital, mas eu sabia que ele estava ali, que o meu Caleb estava ali e que agora tudo ficaria bem.

Quando consigo voltar a mim, eu estou sentada na cama dele no sítio de sua avó , ele estava no meio das minhas pernas ajoelhado enquanto olhava fixamente pra mim, seu olhos castanho me olhava com tanta preocupação que eu me fez sentir culpa de vê-lo daquele jeito, pela primeira vez desde que ela foi internada eu me permiti chora. Me joguei em seus braços e senti ele me ampara, os soluços eram auditivos e o choro alto, a dor da perda era enorme, mas pior foi vê-la daquele jeito, não sei quanto tempo chorei, só sei que fiz até dormir.

Caleb matou a minha mãe, ou seja lá o que ela havia se tornado, quando ele me contou isso, no outro dia, eu realmente não sabia se ficava feliz por saber que ela não ia mais contaminar as pessoas ou triste por saber que ela realmente havia morrido, na dúvida eu chorei, por uma semana seguida, chorei por todas as pessoas que eu conheço que estavam mortas, por Ashley e por seus pais, e principalmente pela família de Caleb.

Nós ficamos naquela fazenda por um ano e  seis meses, éramos vinte e três pessoas que se ajudavam para sobreviver, o sitio era grande e tinha duas imensas casas, era cercado por grades que fazia aquelas coisas ficarem longe, também havia uma grande plantação que era da onde vinha boa parte da nossa alimentação. Cada um ajudava do modo que podia, alguns com a proteção do sítio outros com a plantação e havia eu só Caleb que ensinava as pessoas a se proteger. 

Eu havia feito aula de tiros e meu esporte favorito sempre foi o arqueirismo eu sou boa de mira, Caleb sempre fez aulas de lutas márcias, ele era faixa preta em algumas lutas que eu não lembrava, e passava boa parte da tarde na academia, ele falava que precisava saber se defender para me defender de pessoas maldosas, nós fazíamos o possível para que todas as pessoas soubessem se defender. Nos também ensinávamos as crianças a ler, escrever e as quatro equações da matemática iríamos ensinar tudo que havíamos aprendido a elas, se não houvesse tudo desmoronando.

Uma horda com cerca de duzentos zumbis chegou e arrebentou a nossa proteção, tudo aconteceu muito rápido e perdemos cerca de quinze pessoas, o pior foi velas gritar por socorro e serem comidas vivas, o desespero me atormenta todas as noites as lembranças e os gritos me parecem sempre muito recentes. Nós andamos por setenta e cinco dias passamos por sete cidades e tivemos mais duas mortes, de vinte e três pessoas nós éramos só seis, a dor da perda era avassaladora, mas eu já estava tão acostumada com isso que a perda não incomodava tanto quanto antigamente.

Por fim nós decidimos fazer nossa própria casa do nosso próprio modo, pegamos uma casa perto de uma cidade e fizemos barreiras com carros e reforçamos com madeira, achamos um rio próximo e por fim fizemos uma pequena horta para podermos facilitar a alimentação, só não imaginávamos que ali perto teriam mais pessoas.

E depois de cinco meses e uma semana o inevitável confronto começou quando eles mataram um de nós, nós só queríamos viver ali criar raiz e talvez até se juntar com as pessoas que viviam lá, mas eles não pensavam assim, achavam que nós éramos ameaça e realmente viramos uma, depois que fomos atacados. Mas nós éramos só cinco, como cinco pessoas poderiam venceriam quase vinte?

Realmente não vencemos, eu nunca imaginei que na sociedade que vivemos eu teria mais medo de humanos do que de Zumbis, eu não tenho a mínima ideia de quantos ainda estão vivos ou se alguém tinha sobrevivido, mas eu sabia que se tivesse eu encontraria.

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–  E então eu fiquei sozinha e depois de cento e quarenta e cinco dias, eu encontrei vocês – Estava sentada na cama e olhava as mãos que estava em seu colo, as lágrimas queriam sair, nunca havia contado sua história pra ninguém.

 Não imaginava que doeria tanto, as lembranças traziam uma saudade esmagadora, seu coração estava em pedaços, todas as pessoas que conhecia havia morrido e estava sozinha, foi então que viu uma mão bronzeada tocar a dela.

– Eu não consigo imaginar por tudo que você passou – Sua voz acalmava e fez seus ombros, que só agora percebeu estarem tencionados,​ relaxar, sua outra mão tocou a bochecha e só então uma única lágrima solitária caiu,  sua mão forçou o rosto dela para cima e as esmeraldas focaram nos lindos olhos azuis – Agora você tem a nós, você já não está mais sozinha

– Eu só preciso te fazer três perguntas – só então percebeu Trevor a olhando, os ônix que antes a dava medo agora a fazia se sentir protegida – Quantos zumbis você matou?

– Eu não sei, mas foram muitos – Ela nunca poderia saber exatamente quantos havia matado, antes de estar sozinha ela sempre ficava pra fazer a retaguarda e isso a fez matar mais do que planejava e queria.

– Quantos humanos você já matou? – Essa pergunta com toda a certeza a assustou e o medo a consumiu, a resposta podia os fazer ir embora, ela não os conhecia, mas não queria mais ficar sozinha, o mundo era aterrorizante quando estava sozinha – Sakura – a voz grossa de Trevor a acordou de seus devaneios.

– Dois – a expressão de Brian ficou rígida, a do moreno ficou sério novamente e o olhar dos dois a assustaram.

– Por quê? – Dessa vez foi o Brian que perguntou com uma voz branda e calma, era claro que ele nunca imaginava que ela faria isso, alguém se sente culpada por matar algo que já tá morto.

– Eu faria qualquer coisa pra proteger os meus.

Continua…


Essa é a Historia da Cherry, nossa protagonista.
A vida num apocalipse não é fácil e com o tempo vocês vão perceber que ela pode ser pior do que vocês imaginam.
Muito obrigado por acompanharem a historia, pelos likes e comentários, vocês estão sendo incríveis.
Lembrando que todas as criticas construtivas são muito bem vindas.

Kiss de Cereja, vejo vocês na próxima!

O Dia do Amanhã – Capítulo 2

Ola bom dia, Boa tarde, noite ou madrugada ❤❤

Sejam todos muito bem vindos a mais um capitulo, eu espero muito que vocês gostem.
Teremos capítulos aos sábados e eu espero ver vocês por aqui.

Antes de começarem a leitura, eu vou deixar o link com a capa do livro e a sinopse, pra quem quiser da uma olhadinha antes de começar ler o livro.

LINK: O novo Livro do Blog – O Dia do Amanhã.

Eu também vou deixar o link dos capítulos que já foram postados!

LINK 1: O Dia do Amanhã – (Capitulo 1)

Espero que gostem, tenham todos uma boa leitura.


O Dia do Amanhã

Capítulo II


O Encontro

A frase fez a mesma parar, ela não ousou mover um músculo, sua vida era preciosa de mais para acabar dessa maneira, com os cantos dos olhos ela viu o homem parado ao seu lado esquerdo, bem mais alto que ela coisa de uns quinze centímetros, branco com os cabelos negros, fazendo um contraste perfeito, o corpo pelo que pode perceber era forte, ombros largos e maxilar marcado, nariz fino e boca levemente carnuda com um leve tom de rosa, havia um corte no canto da mesma lhe mostrando que ele passou apuros ante de estar ali, só então olhou nos seus olhos ônix, parecia duas pedras de tão frio que eram.

Segurava a arma com força e de modo correto, ele com toda a certeza sabia o que estava fazendo, o cano frio em sua cabeça lhe deixava nervosa, não havia morrido para aquelas coisas que estava lá fora, mais acabaria morrendo ali, por uma pessoa que tinha plena consciência do que fazia. Ele afasta o cano de sua cabeça e seguiu para frente da mesma, em nenhum segundo tirou os olhos dos dela, assim que estava a sua frente começou a se aproximar.

O medo começou a consumi-la, querendo ou não ela ainda era uma mulher e ele um homem com uma arma apontada para sua cabeça, podia fazer o que bem entendesse com ela, se assim deseja-se. Ela estava ofegante e a cada centímetro que ele se aproximava a deixava ainda mais aterrorizada, as lágrimas queriam cair, mas ela não passaria esse vexame na frente de um estranho, não mostraria o medo que ela estava sentindo, não deixaria que ele a viesse assim tão fragilizada.

– Coloque a faca em cima da mesa – Sua frase assim como a outra soava fria, mostrava que era ele que estava no controle. Andou lentamente até a mesa fazendo o que ele havia mandado – Encosta na parede – Curto e grosso, isso estava a deixando irritada, se ele ia a matar fizesse logo, ela queria conversa com ele, negociar sua vida.

Assim que encostou na parede sentiu a mão dele em seu corpo, fechou olhos e esperava pelo que vinha a seguir. Mais para sua surpresa o toque do mesmo não era nem um pouco indecente ou com segundas intenção, estava mais para bruto, e foi então que entendeu, ele estava a revistando. Passou a mão por seus braços, pernas e troco para só então a virar.

– Qual o seu nome – Ele havia se afastado e baixado a arma, ela já não era mais uma ameaça não daquele modo, sem armas ou facas.

Quando a mesma iria responder a porta da casa foi aberta e por ela passou um homem loiro aparentava ter seus vintes anos, assim como o moreno ele era alto com porte atlético, os olhos azuis pareciam duas safiras e faziam um ótimo conjunto junto com os lábios finos e o nariz aristocrático, as bochechas rosadas mostravam que ele havia corrido a poucos minutos atrás, mas o sorriso abeto exalava uma felicidade contagiante. Em sua mão estava Mid, a provável causa das bochechas rosadas, que tentava a todo o custo se livrar do aperto que o loiro o dava, mas assim que a viu parou de tentar se livrar e começou a chorar, fazendo o coração da mesma aperta.

  – Por favor solta ele – A mesma pediu olhando no fundo dos olhos azul piscina do loiro, seu tom era brando e agonizante, os olhos estavam com lágrimas, seus dentes mordiam o lábio inferior com tanta força que já começava a sentir o gosto de sangue, o loiro apenas a encarava como se estivesse lembrando de algo, o bichano fazia cada vez um som mais alto, ela estava preste a implorar novamente, quando o loiro colocou o felino com todo o cuidado no chão, o mesmo assim que sentiu suas patas tocar o assoalho saiu em seu encontro a si, se enroscando em suas pernas. Antes mesmo que ela pode-se agradecer o moreno voltou a perguntar

– Qual o seu nome? – Ao voltar a sua tenção para o moreno, ela viu seu rosto sério e frio, ele lhe deva medo, ele andou calmamente até o loiro que estava do outro lado do cômodo, assim que estavam um do lado do outro ela pode ver a diferença dos dois. O moreno era um pouco mais alto que o loiro e seu rosto estava sempre sério, ele a olhava como se ela fosse uma ameaça e que a qualquer minuto iria retirar uma arma e matá-lo. Já o loiro estava com um sorriso de canto e um olhar amoroso e reconfortante, provavelmente ele não a via como uma ameaça, apenas como a menina assustada.

– Cherry – Sua voz saiu baixa e trêmula mostrando quanto medo ela estava, sua vida estava em jogo e ela não estava disposta a morrer pra nada que não fosse aquelas coisas lá fora, os dois se entreolharam e o loiro deu um passo à frente para poder interagir com ela, mas antes mesmo que ele abrisse a boca ela resolveu intervir – Eu só quero ir embora, prometo que saio pela aquela porta e vocês nunca mais vão me ver, só por favor não me machuque – A última frase fez os dois se espantarem.

Não tinha medo dos zumbis lá fora, já havia matados tantos deles que se não fosse uma horda não tinha motivo para tal ato, porém conhecia a crueldade dos humanos, quando tudo aconteceu fez o lado mais perverso dos humanos serem aflorados, tinha plena noção disso, o loiro chegou até a mesa onde estava a faca e a pegou, o coração da jovem parou e sua vida passou diante de seus olhos, se ela iria morrer ali e ela não queria ver.

Começou a lembrar de todos que morreram, seus amigos, sua família, e Caleb… Haviam sacrificado tudo por si, deram sua vida por ela, seu coração sangrou só de pensa como ele estaria agora, ela iria morrer e se juntaria e a todos que mais amava e esperava do fundo do seu coração que eles não ficassem bravos com ela por estar sendo fraca.

– Meu nome é Brian e aquele é o Trevor – Ele parou poucos centímetros de si, sentia o calor de seu corpo, de olhos fechados, sentiu ele pegar sua mão direita, ele realmente era quente muito quente – E ninguém vai te machuca – Sua frase tirou um peso enorme de seus ombros, as esmeraldinos abriram focando suas mãos juntas, ele abriu sua mão e colocou a faca na mesma antes de fecha-la novamente – Me conte sua história pequena.

Continua…


TAARAAMMMMMM
Esse foi o capitulo dessa semana, eu espero que vocês tenham conseguido idealizar como são os meninos, eles são fisicamente.
qualquer duvida é só falar, lembrando que criticas construtivas são sempre muito bem vindas.

Kiss de Cereja, vejo vocês na próxima.

O Dia do Amanhã – Capítulo 1

Ola, bom dia, tarde, noite ou madrugada.

Sejam todos bem vindo a minha primeira história. Esse é um projeto que se iniciou em 2017 sim um bom tempo. Criticas construtivas são sempre muito bem vindas.

Antes de começarem a leitura, eu vou deixar o link com a capa do livro e a sinopse, pra quem quiser da uma olhadinha antes de começar ler o livro.

LINK: O novo Livro do Blog – O Dia do Amanhã.

Espero que vocês gostem, tenham todos uma boa leitura.


O Dia do Amanhã

Capítulo 1


O Início

A flecha atravessou o crânio fazendo-o cair como um chumbo no chão, vê-lo ali sem vida, não que já não estive antes, mais agora era diferente se tinha alguma chance daquilo ser revertido já não existia mais, então caminhou lentamente fazendo o mínimo de barulho possível, pois cada som podia atrair mais deles e a última coisa que queria era um horda.

Ao chegar em seu objetivo abaixou e retirou flecha com cuidada, aquilo era desumano, se pudesse faria um enterro decente para cada um que já havia matado, mais não podia ou se não passaria a vida cavando covas.

Olhou pela última vez o corpo caído no chão e viu os olhos que antes deveriam ser de um castanho claro agora era puro sangue, o branco de seus olhos já não existia mais, a mordida no pescoço mostrava que já não havia mais esperança para ele, uma mordida, um arranhão, tudo podia lhe transformar em um deles, continuou olhando e desceu o rosto para os braços do rapaz e viu a pele de seus braços pendurada, ele com toda a certeza havia se enroscado em algum lugar antes de chegar ali, a ferida não era vermelha mais sim de um marrom escuro, estava podre, ele estava podre, pele que antes devia ser branca estava cinza puxada para um azul, e com toda a certeza nunca poderia voltar a ser o que era, mesmo antes da flecha lhe acertar, pois ele já havia morrido a muito tempo.

Então levantou-se e se pôs a caminhar rumo a uma cidade não muito longe dali, estava faminta e poderia achar algo comestível por lá, o silêncio da floresta a acalmava, pois mostrava-lhe que só havia ela naquele lugar, mesmo não sendo um lugar seguro era um bom lugar, já que não estava com aquelas coisas. Ouviu o som de algo caindo e viu seu pequeno gato branco no chão começar a caminhar ao seu lado, o seu fiel escudeiro o único que não a abandonou e não havia virado uma daquelas coisas.

Era estranho estar apenas com Mid novamente, sempre foi uma pessoa muito comunicativa, tinha muitos amigos, sempre estava cercada de pessoas, mesmos que lhe odiassem, mais desde que tudo aquilo começou, esteve muitas vezes sozinha, mais nunca por muito tempo, não que não soubesse sobreviver na nova realidade em que viva, mais sim porque sentia medo da perda, sempre que algo dava errado conseguia encontrar com seus companheiros pouco tempo depois, mas dessa vez era diferente, ela os viu morrer sabia que não se encontrariam nunca mais, dessa vez ela estava realmente sozinha.

E isso não era nada bom, o inverno estava chegando e com ele a escassez de frutas e de água, os bichos se escondiam e os poucos que se aventuravam eram capturado pelas aquelas coisas sem nenhuma chance de se aproveitar nada, junto com o inverno vinha o frio e a neve, ficaria cada vez mais difícil andar e a roupa que usava não seria suficiente para protege-la, precisava achar um abrigo e muita comida, mais como ia se instalar em um lugar por cerca de quatro meses, esse algum lugar devia estar muito bem protegido.

Foi tirada de seus pensamentos quando sentiu o pequeno gato subir por sua perna e se acomodar em cima de sua bolsa que estava em suas costas, aquele era o jeito dele mostrar que havia sentido algo, mais o que? Não conseguia ver nada, parou de andar e ficou em silêncio, se aquela coisa se move-se, ela escutaria, mais nada aconteceu, não ouviu nada a não ser um suave assobio que o vento fazia ao passar pelas árvores e balançar suas folhas, então por último tentou o olfato, aquelas coisas tinham um cheiro podre que fazia qualquer pessoa a longa distância sentir seu cheiro, mais não senti nada a não ser o cheiro de terra molhada que a fazia lembrar o tempo em que sua vida ainda existia.

E então começou a andar, mas agora com a guarda totalmente levantada, a arma antes presa em sua perna, por um coldre, agora estava em suas mãos, sabia que não seria muito inteligente usar uma arma de fogo que faz tanto barulho, mais era melhor estar viva para lutar contra os que viessem, do que morrer por não usar o que tem.

Ao longo do caminho avistou uma casa velha de madeira mal cuidada, com toda a certeza não havia ninguém ali, a casa estava numa clareira no meio da mata fechada, poderia haver aqueles seres, mas era um risco a se correr, olhou novamente a casa com mais atenção ao seu redor, pelo que percebeu havia um poço não muito longe dela, encostado em algumas arvores havia uma pilha de madeira, a casa pelo que parecia era bem forte, ou pelo menos nada que alguns reparos não resolvam.

Rodeando a casa percebeu que havia três janelas todas muito bem trancadas, espiou dentro de cada e pode ver um único cômodo com uma cama, mesa e algo que parecia um fogão a lenha, então finalmente chegou a porta, primeiramente a forçou, mas a porta nem se mexeu, estava trancada, então se abaixou colocou arco, que carregava como sua arma principal, no chão perto dela junto com sua aljava, que era onde leva as flechas, colocou sua arma de volta no coldre, Mid pulou e ficou no meio do arco apenas observando sua dona tirar um faca da pequena cintura, e se posicionar na frente da porta.

– Quero que você fique aqui e tome conta das minhas coisas – a voz saiu suaves e clara, fazia muito tempo que não falava cerca de três dias, e ao fazer novamente fez querer não parar mais, virou colocou a bolsa no chão junto ao arco e viu o pequeno Mid com cara emburrada – Você me entendeu –  Falou firme, pois sabia que o mesmo entraria lá e faria de tudo para se pôr em risco, o mesmo apenas rosnou mostrando que não gostou nada da ideia – Você é importante pra mim não posso ter perde – abaixada fazendo um pequeno cafuné na orelha esquerda do bichano – Por favor me espera aqui fora – foi o que disse dando fim aquela pequena “discussão” com o gatuno.

Se colocou à frente da porta, fez igualmente Caleb a ensinou e em poucos minutos a porta já estava aberta, em uma das mãos ela levava a faca e em outra a arma, abriu a porta com cuidado e passou para dentro, sempre se encostando nas parede, olhou agora melhor a casa, havia um fogão a lenha que seria muito útil, um armário que é onde deveria estar as comidas, uma mesa com alguns restos e uma cama, a casa era simples mais estava perfeitamente boa, seria um ótimo lugar para se passar o inverno, sem conta com a cidade que estava logo a diante, quando ela ia dar por aquela casa limpa viu ao lado do fogão um pequeno alçapão que levaria para um possível, porão?

Ela viu uma lanterna em cima do armário, não hesitou em pegar e guardar novamente a faca na cintura, ligou a lanterna e viu a mesma falhar um pouco antes de voltar a pegar normalmente, andou até o alçapão e desceu com todo o cuidado para qualquer som que fosse ouvido, mas o único som que ouvia era o do seus passos batendo contra os degraus, na parte de baixo não viu nada de mais até focar numa parede que estava escrito com grandes letras tingido com vermelho ¨cuidado eu estou vivo¨ sua atenção voltou a um embrulho que se jogou em cima da mesma, fazendo-a cair e deixar a arma ir ao chão fora do alcance das mãos.

O ser em cima dela com toda a certeza era um deles, a sua pela era cinza meio arroxeada e a fazia lembra do menino que havia matado mais cedo, mas esse era diferente, ele tentava a todo o custo a morde-la, ela estava com o braço esquerdo em sua garganta e com o direita tentava inutilmente alcançar a arma, mas assim que viu que não conseguiria e que a coisa estava se aproximado cada vez mais dela, porque mesmo que aquela coisa não fosse humano a força dele ainda era a de um homem e ela como uma mulher sabia que não aguentaria por muito tempo, olhou ao redor e tentou achar qualquer coisa que pode-se usar como arma.

E foi então sentiu um pequeno desconforto na cintura e lembrou que na mesma estava a faca, com um pouco de dificuldade pegou a mesma, enfiou com toda a força que conseguia na cabeça do morto, mais parecia que apenas isso não era o suficiente e foi então que ela começou a esfaqueá-lo inúmeras vezes.

Quando percebeu estava em cima da coisa com as mãos cheias de sangue, um sangue marrom quase preto, suas roupas estavam manchadas, o cheiro forte fez sua cabeça rodar, o nojo a invadiu e vomitou sangue, seu estômago estava vazio e essa foi a única coisa que seu cérebro identificou que podia regurgitar.

O gosto de ferrugem veio a sua boca e com ela o pavor de ter vomitado, nunca havia passado por aquilo, também nunca havia matado um zumbi tão de perto, sempre foi quem matava de longe e agora estava coberta do sangue marrom e por fim conseguiu compreender porque ninguém a deixava ir para o time da frente, ela não aguentaria, não teria estômago para aquilo. Mais agora era diferente estava sozinha e teria que aprender a conviver com aquilo.

O cheiro lhe embrulhou o estômago de novo, se levantou e decidiu pegar um ar talvez verificar o poço antes de tirar o cadáver da casa e fazer um enterro digno parra ele, sabia que Mid deveria estar se corroendo por dentro para estar lá com ela, e talvez se estive não teria passado por isso, ele teria pegado a arma para ela e tudo seria muito mais fácil. A partir de agora estava decidido Mid iria entrar sempre, como se fosse um reforço ou algo do tipo.

Assim que colocou os pés na parte de cima da casa sentiu algo metálico na lateral da sua cabeça e a frase saiu fria e calculista.

-Não se mexa ou eu te mato…

Continua…


Bem esse é o capitulo espero que vocês gostem.
Eu realmente gosto muitoooo dessa historia, espero que vocês também gostem.
Estou ansiosa pra saber o que vocês acham, é realmente muito importante pra mim.

Kiss de Cereja, até o próximo capítulo!

Eu sou a nova escritora: Loh

Ola bom dia, boa tarde, noite ou madrugada, eu sou a Loh, a nova escritora do blog.

Na verdade Heloisa Luchtemberg (mas Loh é mais legal). Sou uma capricorniana que não tem nada de capricorniana, tenho 19 com jeito de uma criança de 8, apaixonada por psicologia e por histórias de ficção cientificas (Spoiler sobre o que vou escrever), gosto muito de anime também e jogos principalmente esses que tem uma puta historia ou então são de Battle royale e FPS.

Eu to muito feliz de estar postando minha historia aqui no blog, me sinto honrada a me unir a esse time com meninas tão incríveis (Obrigada mih ❤)
Bem é isso eu espero que vocês gostem do que eu escrevo e espero que me deem um feedback pois quero cada vez melhorar mais com a ajuda de vocês.

Estou ansiosa para começar a posta, Kiss de cereja vejo vocês numa próxima.