Conto – Pela Janela – Parte 3 – Final

continua…

Trocamos calores a noite toda, quando o sol clareou o quarto, percebi o que tínhamos feito, ele ainda me beijava me instigando mais uma vez, talvez tenha sido a melhor noite da minha vida, não esperava que fosse assim, mas um estranho que invadiu minha casa me fez muito feliz. Ele acabou ficando a semana toda, quando meus pais chegaram da viagem ele já não estava mais aqui, mais tarde ele voltou e me pediu em namoro, meus pais não entenderam nada, mas levaram numa boa, quando questionei sobre o motivo de estar fugindo ele me disse que estava em um campeonato de jogos virtuais e parece que alguns jogadores não ficaram satisfeitos por ele ter vencido eles, e estavam o perseguindo, quem sabe o que poderia ter acontecido.

Messes se passaram e nunca pensei que nós dois fossemos nos dar tão bem, ele me entende e me apoia, e eu me tornei sua fã número um, ele tentou me ensinar a jogar mas acabou não dando certo, ele me contou que ganha dinheiro com isso e fiquei um pouco chocada. Mais um tempo se passou e descobri que estou gravida, eu com 18 anos, gravida, mas eu não me importo o que vão falar, o importante é ele estar comigo a cada momento, e assim está sendo, ele fica todo bobão falando com a minha barriga, hoje estamos no cartório, estamos nos casando, estou tão feliz como da primeira vez que dormimos juntos, uma semana que estava perdida pelo tédio, ele tornou a semana mais incrível da minha vida.

~ fim ~

Conto – Pela Janela – Parte 2

continua…

– Quem é você? – Ele resmunga e virando de frente para mim ainda no chão, ele fala:

– Meu nome é Renato – Eu ergo o taco e pergunto:

– O que você está fazendo na minha casa? – Ele pensa por um tempo e eu insinuo que vou bater nele de novo e ele fala apavorado:

– Eu só quero me esconder, estão me caçando.

– Por que está se escondendo?

– Eu não tive escolha.

– Tá, mas aqui você não vai ficar. Vai embora ou vou chamar a polícia – Ele fala no mesmo instante:

– Por favor, só essa noite, eu prometo – Ele faz uma cara de cachorro sem dono e eu sedo.

– Certo, mas apenas essa noite.

– Eu agradeço, de verdade. Qual o seu nome? – Ele pergunta já se levantando e eu abaixo o taco, eu respondo ainda insegura:

– Pandora – Ele abre um sorriso malicioso e fala:

– Belo nome, assim como você, você é muito bonita – Ele se aproxima e tenho que olhar para cima para encara-lo, ele fica muito perto, começo a ficar um pouco ofegante, posso sentir seu cheiro, uma mistura de sabonete com perfume, e um leve odor de suor, sinto um calor me tomar e minhas pernas ficam bambas, o que é isso que ele fez comigo? Ele olha fixamente em meus olhos e pergunta:

– Está sozinha? – Não consigo responder, estou paralisada, tudo que consigo fazer é balançar a cabeça afirmando sua pergunta, o vento atravessa a janela aberta pela qual ele passou, o vento gelado da noite fez meu corpo arrepiar, e meu cabelo solto se bagunçou todo, finalmente consigo me mover para fechar a janela, fico de costas para ele, sinto que ele se aproxima e fica a poucos centímetros de mim, ele sussurra em meu ouvido:

– Onde posso dormir essa noite? – Foi o suficiente para eu arrepiar novamente, tento me concentrar, me recomponho e respondo virando e passando por ele:

– Vou pegar um cobertor e um travesseiro para dormir no sofá – Estou andando de costas e acabo batendo no batente da porta, machucando minhas costas e voltando para frente um pouco, ele me encara e sorri, sei que fiquei vermelha, saio e vou para meu quarto pegar as coisas, ajeito tudo na sala para ele e falo:

– Boa noite, Renato – Ele tira a camisa que vestia e deixa a mostra seu corpo definido, eu fico um pouco hipnotizada e ele parece gostar, ele fala:

– Boa noite, Panpan – eu fico vermelha com o apelido que ele colocou, volto para o quarto, ainda mexida com a cena, sem entender o que tinha acontecido. Entro e encosto a porta, coloco meu shortinho e uma camiseta de alcinha, apago a luz, deito de bruços e pego no sono rápido, sinto a coberta sobre mim ser puxada lentamente, uma brisa passa por meu corpo, lábios quentes tocam meus ombros descobertos, sinto aquele arrepio de novo, me mecho e ele não se afasta, abro os olhos virando o corpo indo de encontro com ele, a lua cheia ilumina meu quarto no escuro, ele sobe na cama ficando sob mim, ele me beija enlaçando meu corpo em seus braços, senti o calor do seu corpo junto do meu, coloco minhas pernas em volta do seu corpo acabando com o espaço entre nós.

continua…

Conto – Pela Janela – Parte 1

Minha mãe está fazendo as malas, enquanto eu estou sentada ao seu lado, ela fala:

– Não se esqueça de trancar a casa quando for para o colégio, e tranque tudo quando estiver aqui durante esse tempo que ficar sozinha, entendeu?

– Sim mãe, mas por que não posso ficar com a Lola, os pais dela não vão se importar.

– Já disse que não Pandora, você já tem dezessete anos, está bem grandinha para ficar sozinha e sabe se cuidar.

– Certo, mas o que vou fazer durante essa semana? Eu não preciso ir para o colégio e as meninas me chamaram para sair.

– Você não vai e ponto, vai ficar aqui.

Saio do quarto bufando, não é justo isso, eles vão sair de férias e eu vou ter que ficar aqui sozinha. Horas depois eles se despedem e vão embora, já está escurecendo, tranco tudo e vou tomar um banho, a música está alta e minha voz acompanhando a mesma, está tudo muito tranquilo por aqui, saio do banheiro enrolada na toalha com o cabelo pingando, apago a luz do banheiro e ando calmamente pela casa escura, entro no meu quarto e troco de roupa, começo a secar o cabelo com o secador e o barulho do mesmo toma todo o lugar, Mushu está deitado em sua almofada dormindo tranquilamente, desligo o secador e de longe escuto um barulho, não ligo muito e continuo o que estou fazendo. Termino de secar meu cabelo e resolvo ir para a sala, apago a luz e vou no escuro mesmo, conheço essa casa como a palma da minha mão, passo pela lavanderia e escuto mais uma vez o barulho, volto para o quarto e pego meu taco de beisebol volto para a lavanderia lentamente, vejo um vulto e por impulso eu ataco o desconhecido e a pessoa cai no chão de bruços resmungando, acendo a luz e percebo que se trata de um rapaz claramente mais alto que eu e muito bonito também, eu falo segurando melhor o taco, pronta para atacar:

– Quem é você?

continua…