O METRÔ (LENDA) – Conto por Dara Emanuelle e Lu.

O METRÔ ( LENDA)

Eu estava feliz por ter ido visitar meus familiares no interior nas festas de Natal e Ano Novo, era bom rever a família, principalmente meus pais. Fiz uma longa viagem de ônibus até a rodoviária de Porto Alegre e de lá meus pais me aconselharam pegar um táxi até meu apartamento pois a chegada era prevista para uma hora da manhã.
Cheguei a uma e meia, como eu já havia gastado muito com presentes de Natal e meu salário era pouco, resolvi economizar o dinheiro do táxi e pegar o metrô, que é praticamente ao lado da rodoviária.
Sabia que a naquela hora haveria poucas pessoas. Realmente quando entrei havia cinco pessoas. Dormi cerca de dez minutos e aquelas pessoas tinham sumido na próxima estação.
Estranho, todos desceram na mesma estação…No lugar deles havia uma mulher muito chique, um homem grande de terno e gravata e uma criança bem arrumadinha. Sorri para o casal, mas eles não retribuíram o sorriso, talvez por eu ser simples demais. 
Logo após na próxima estação, entrou um casal de namorados bem feliz e uma senhora grávida. Todos conversavam entre si e desejavam um feliz Ano Novo para quem entrava, eu lhes desejei também.
Como eu iria parar na última estação dormi novamente e quando acordei só estava o casal bem arrumado e sério com a criança. Nem ouvi os passageiros descerem. Eu devia estar muito cansada.
Passamos mais algumas estações e eles às vezes me olhavam, não sei porque eu sentia um arrepio nos ossos quando isso acontecia.
O metrô parou em mais uma estação. Fiquei com medo do rapaz que entrou, parecei que não fazia a barba a dias, a camisa estava meio amarrotada, para mim parecia um bandido.
Ele me olhou bem nos olhos, não entendi aquele olhar, mas fiquei com medo. Depois ele encarou o casal e a criança. Eles o olharam fixamente, os três!!! Eu estava ficando apavorada…
Eu não sabia o que estava acontecendo, mas esperava que o casal me salvasse se aquele rapaz me atacasse.
A medida que o metrô rodava o rapaz sentava-se mais perto de mim, chegando alguns bancos ao meu lado. Eu estava apavorada, devia ser um estuprador…Quando estávamos chegando a próxima estação ele deu um salto me pegou pela cintura e fugiu comigo pelas galerias do metrô. 
Eu gritava e berrava, mas ele me segurava firmemente, até se assegurar que não estávamos sendo perseguidos.
Ele me soltou e disse para não correr. Eu obedeci, pois provavelmente ele estava armado.
“-Moça, meu nome é James, estudo na Faculdade UFCSPA, também trabalho no necrotério e com certeza posso lhe afirmar que aquele casal e aquela criança não estavam vivas!!! 
Você e eu seríamos as próximas vítimas deles. Se você está viva, deve ter sido porque você dormiu durante a viagem. Eles não atacam quem dorme, pois não identificam sono com morte. James ainda enfatizou:

=”Cadáveres que foram mortos em seitas satânicas se alimentam de carne humana”.
Eu fora salva por aquele que julgara ser um bandido e um estuprador e que na verdade era um estudante e trabalhador, ele fora meu herói… 
Todas aquelas pessoas que entraram e eu não vira sair foram mortas por aqueles cadáveres canibais.

Por: Dara Emanuelle Parisotto Alebrandt e Lu


Olá minhas Luas, hoje o post foi com uma história bem curtinha. Como vocês sabem, ano passado eu fiz o mês Halloween e eu postei alguns contos de horror das duas autoras: Dara Emanuelle Parisotto Alebrandt e Lu.

E é com uma imensa alegria, que eu venho contar pra vocês, que uma das autoras entrou em contato comigo, pra me contar uma novidade bombástica.

Amanhã, no programa do Domingo Show, do apresentador Geraldo Luíz, uma das histórias de Dara Emanuelle e Lu, vai ser apresentada no programa e ela também vai estar no programa. O seu conto escolhido pra virar uma produção audiovisual, se chama: A LENDA DA MOÇA SEM CABEÇA.

Então, não deixa de acompanhar o programa e assistir uma das obras da autora, que vai estar aterrorizante.

Antes de encerrar o post, quem quiser conhecer mais histórias da autora, é só acessar a página dela, que eu vou deixar o link aqui em baixo.

Contos arrepiantes, filmes de terror e muito mais.

Quero agradecer todo o carinho de vocês, desejar um ótimo final de semana e até a próxima!

Beijão da Mila!
Gratidão!

Creepypasta – HANNAH. A ESTRANHA

Olá minha galera, tudo bem com vocês?

Eu sei que o Outubro-Halloween, não saiu como o esperado, mas nós vamos continuar com a categoria de horror, com vários filmes, series, creepypasta. Pode ter certeza que a Thay vai continuar junto com a gente, iremos nos organizar os dias certinhos que vai ter os post de horror.

Hoje vocês vão ficar com a creepypasta, pra quem não sabe o que é, eu vou deixar o link de outro post pra vocês darem uma olhada pra entender o que é creepypasta e ainda vão poder ler duas historias em um dia.

LINK: CREEPYPASTA – CRISCO O PALHAÇO

Boa Leitura!


HANNAH. A ESTRANHA

Desde pequena Hannah fora uma menina diferente, falava sozinha, ria sozinha como se estivesse alguém com ela. Seus pais a repreendiam, mas achavam que era coisa de criança, que iria passar, talvez fosse um amigo imaginário, tão normal na infância.

Quando ela teve idade suficiente os pais a matricularam em um bom colégio. Lá Hannah brincava com os colegas, mas ainda falava sozinha, os professores também achavam que era um amigo imaginário, também acharam normal, pois era uma criança e isso acontecia com a maioria das crianças.

Até que um dia brincando no parque Hannah falou para um colega:- Sua irmã te perdoa por tê-la jogado do penhasco.

O menino enfurecido veio contra a menina e começou a espanca-la até os professores separarem. Os pais foram chamados.

Hannah havia apanhado muito, estava triste. Os pais do menino perguntaram porque ele a espancara. Ela somente disse: -A menininha de vermelho, me disse que o perdoava por ele tê-la jogado do penhasco.

– Como você sabe que tivemos mais uma filha? Ela faleceu faz dois anos e ninguém no colégio sabe.

– Senhora, ela só me pediu para falar essas palavras.

Desculpe garotinha, você deve ter se enganado, meu filho jamais faria isso. A mãe de Hannah interferiu. –Será que não? Olhe para minha filha, está toda machucada. Se ele fosse tão bonzinho não teria batido tanto nela.

A mulher se calou.

Todos os dias a menina falava mais e mais sozinha, os colegas tinham um certo receio dela, mas ela tinha seu mundinho e estava tudo bem. Seu pai a todo custo queria interna-la em um hospício, ele era muito ruim com a menina… mas sua mãe, não deixava dizia que era um dom.

Hannah tinha sonhos constantes com a avó buscando sua mãe, oferecendo para filha o que ela mais gostava, torta de morango. Ela sabia que esse dia chegaria e falou para mãe não seguir sua avó nem em sonho, porque nesse dia morreria. A mãe sorria, mas no fundo acreditava na filha.

O tempo foi passando e um companheiro constante de Hannah era Eddi, um menino que falava com ela desde a infância, tinha nascido sem braços, mas era muito divertido. Entre o trabalho e o recente namorado, Eddi sempre aparecia para conversar com ela, um menino muito legal. Ela sabia que era paranormal, mas levava isso numa boa. Ia fazer o quê se entupir de remédio para não os ver mais? Estava tudo controlado. Ela estava bem.

Até a noite que ela sonhou que a avó estava buscando sua mãe. O telefone tocou. Era seu pai. Sua mãe estava no hospital, sofrera dois infartos. Estava na UTI.

Ela pegou um táxi e chegou logo lá e se deparou com a avó no corredor. :- Sai vovó, você não vai leva-la agora, é muito cedo para ela partir. A avó só sorria. Hannah passou entre o fantasma da avó e chegou até a mãe.

– Mamãe, não siga a vovó, por favor!!!

A mãe só balbuciou Eddi…

– Eddi? Papai quem é Eddi para vocês?

– Não é ninguém. Respondeu, seco o pai.

Entre a mãe morrendo, a avó querendo levar sua mãe Hannah viu seu amigo de infância Eddi no hospital.

– Eddi, o que está acontecendo, você conhece minha mãe? Ele não respondeu. Ele abriu a boca e de sua boca saiu muita terra.

-Meu Deus Eddi, porque você não fala comigo. Ele apenas fez um sinal para ela segui-lo. Pegaram um taxi e pararam em uma densa floresta, lá ele apontou uma pedra enorme. Com muita força ela rolou a pedra pro lado e o que viu a deixou muito triste. Eram os restos mortais de Eddi.

– Somos irmãos Hannah, papai me matou porque nasci sem braços e disse para mamãe que eu desapareci. Ele também não gosta de você porque consegue falar com os que já se foram e vai tentar matá-la.

– Isso é o que veremos. Eddi, você tem aparecer para mamãe de qualquer jeito e contar tudo, assim ela não seguirá a vovó.

Voltaram para o táxi e a mãe de Hannah resistia: – Filha, sua avó me ofereceu torta de morango, eu não fui como você pediu.

– Mamãe, a senhora é muito inteligente, ainda bem que lembrou e acreditou em mim…Alguém quer falar com você.

-Olá mamãe, eu nunca a abandonei, sempre estive com a Hannah…

-Eddi meu filho você não cresceu? O menino contou toda a história para a mãe e milagrosamente ela melhorou. Estava feliz porque agora podia vê-lo e triste pelo que o marido tinha feito com o menino.

Os médicos entraram para vê-la e deram a notícia para Hannah que sua mãe tinha muito metal pesado no corpo, talvez ingerido por muito tempo. E talvez não sobrevivesse. Mas o que viram foi um milagre, a mulher estava perfeitamente curada.

Hannah sabia quem tinha posto o metal pesado para matar a mãe.

Quando chegou a hora do pai visitar a mãe a polícia já estava no quarto.: -O senhor está preso pela morte de seu filho Eddi e pela tentativa de homicídio contra sua esposa.

-Vocês não têm provas!!!- Temos todas as provas, achamos uma luva com sua digital perto da pedra onde você amassou seu filho e também achamos os metais pesados que você misturava no café de sua esposa.

– Hannah desgraçada eu tentei te matar tantas vezes e não consegui, nada te atingiu eu não entendo, é sua culpa.

Nesse momento Eddi aparece pro pai e diz.; – Eu sempre a protegi!!!

O pai começa a gritar:- Hannah, você trouxe o demônio pra cá, sua aberração, tira ele da minha cabeça.

– Eu papai?

Você vai conviver com todas as pessoas que já matou e elas vão te torturar. Eu sou paranormal posso ajudar as pessoas. Mas o senhor vai ser infernizado.

A lista de crimes do pai de Hannah era enorme e ele foi infernizado em vida até os fins da vida terrena e depois da morte foi muito pior.

Hannah, Eddi e a mãe viveram muito felizes. Hoje Hannah trabalha na polícia em crimes não solucionáveis. Alguém sempre sopra o criminoso no ouvido dela.

Autoras: Dara Emanuelle, Parisotto Allebrant

(Todos os direitos autorais pertencem a contista)


Desenho Autoral – Todos os Direitos Reservados. Artista: Byanka G. Nunes.

Gostaram da história? Gostaria de ler mais histórias como essas? Por isso, eu vou deixar o link da pagina, que foi na onde eu peguei esse conto, lá tem muitos outros.
Pagina do Facebook – Contos arrepiantes, filmes de terror e muito mais

Beijão da Mila! Gratidão, até a próxima história!

Creepypasta – Crisco O Palhaço

Galerinha, tudo bem com vocês? Conforme o combinado, estamos de volta com mais um post de Halloween. Bom, já falamos sobre filmes, livros e o significado do Halloween, mas qual será o assunto arrepiante de hoje?
Eu estou bem empolgada, eu não imaginava que eu fosse gostar tanto de Creepypasta. Quem for viciado em filmes e histórias de terror, provavelmente já deve te ouvido falar sobre Creepy pasta.
Alias, pra quem não conhece, não fique chateado, porque foi hoje que eu também conheci a tal da Creepypasta, agora estou apaixonada, e não paro de ler.
A Thay consegui me viciar no universo das histórias de terror.
Bom, antes de vocês também lerem um dessas histórias, seria legal conhecer um pouco sobre as Creepypastas.

O que é Creepypasta:

Creepypasta é um nome, que foi dado para as histórias de Terror ou Lendas Urbanas, que são divulgadas através da internet, essas são postadas em fóruns e em redes sociais e acabam se espalhando rapidamente por todo o universo online.

De onde surgiu a palavra Creepypasta?

A palavra Creepypasta, é uma palavra em inglês.
A sua tradução, tem o termo “creepy” – que significa “assustador” ou “arrepiante”, já a expressão “copypaste”- quer dizer: “copiado e colado.

Ou seja, as Creepypasta, são história copiadas e coladas em fóruns e em diversas redes sociais que acabam viralizando.

As creepypasta, são narrações escritas de uma forma bem envolvente, normalmente são relacionadas com conteúdos ou produtos da cultura pop, como filmes, personagens de desenhos animados, músicas e etc.

O intuito principal das creepypastas, é assustar seus leitores, além de se espalharem rapidamente para um número enorme de pessoas, o que acaba gerando muitos compartilhamentos nas redes sociais ou fóruns.

Obviamente, tem as Creepypastas mais famosas. Estas estão relacionadas com “episódios perdidos”.
De séries de televisão ou de desenhos animados, que mostram cenas fortes, que os personagens supostamente cometem suicídios ou ações que são consideradas bem bizarras.

Bom, alguns costumam dizer que as histórias são reais, outros dizem que são histórias falsas, com a ideia de assustar os seus leitores e perturbar o equilíbrio psicológico das pessoas.
Sendo verdade ou não, tem vários sites e blogs, totalmente dedicados a divulgação de Creepypastas.

Agora que aprendemos, sobre as Creepypastas, vamos nos arrepiar com uma dessas histórias.
Nada melhor, que conhecer uma Creepypasta, lendo uma.
Eu espero que gostem.
Boa Leitura


Crisco O Palhaço

Eu tenho coulrophobia que é o medo de palhaços… Bom eu odeio seus rostos coloridos contra o fundo branco brilhante.
Ainda hoje, aos 40 anos, não suporto olhar para um palhaço, eles me dão uma sensação de medo e desconforto.

A história que vou contar começou quando eu tinha 10 anos, quando o palhaço Crisco chegou à minha festa de aniversário, naquele momento percebi que algo sobre ele não estava certo.
Eu tinha acabado de completar 10 anos e meus pais me deram uma super festa de aniversário, com o tema de Guerra nas Estrelas, a festa foi realizada no nosso quintal. Naquele ano tudo o que eu queria no meu aniversário era o Super Star Destroyer, que era o navio de Darth Vader (eu sempre torci pelo vilão no cinema). Naquele dia estava presente todos os meus amiguinhos na festa, era perfeito! Eu ganhei um grande bolo de aniversário de chocolate, repleto de pequenas estatuetas de Guerra nas Estrela no topo do bolo. No momento em que cantamos Parabéns, todos fomos derrubados pelo meu amigo Brad.

Brad era o travesso do grupo e estava sempre se metendo em tudo.

Então surgiu Crisco!
Ele parecia um palhaço amador, tinha uma peruca amarela brilhante, seus lábios estavam vermelhos, seus olhos tinham grandes círculos azuis embaixo deles, sua maquiagem branca era pastosa e estava se desfazendo. Ele usava uma jaqueta de veludo roxo e uma calça listrada azul e branca. Ele parecia estar de pijama.
A coisa mais estranha sobre esse “palhaço” era que ele tinha um olho preguiçoso. Seu olho esquerdo sofria de uma pequena deformidade, o que o fazia parecer ainda mais esquisito. Lembro-me que isso acabou fazendo algumas crianças gritarem.

Ele não falou nada, apenas acabou por fazer alguns balões de animais para nós, sentou-se em uma cadeira e sorriu um pouco. Ele não dançou como os outros palhaços costumavam fazer.
Eu não acho que meus amigos sabiam o que fazer com ele, ele nem ao menos tinha grandes sapatos de palhaço, apenas um par de velhas botas pretas de amarrar.

Quando chegou a hora de abrir meus presentes, fiquei muito feliz! Meus pais me deram o Super Star Destroyer que eu tanto queria. Eu não conseguia me conter, comecei a correr pelo quintal com ele, foi quando olhei para trás e vi que Crisco o palhaço a ficava me encarando e sorrindo para mim (confesso que aquilo me incomodou, mas não me importei tanto, pois estava muito animado)

Mamãe e papai estavam gritando para eu voltar e terminar de abrir meus presentes, mas eu não me importei. Eu estava tendo o melhor momento da minha vida.

Mais tarde naquela noite, fui ao meu quarto, havia tomado banho já estava me preparando para dormir, quando percebi que meu travesseiro estava fora do lugar de costume. Quando fui arrumar o travesseiro, notei uma pequena caixa vermelha com um pequeno laço dourado. Ohhh! Um presente surpresa, pensei. Achei que mamãe e papai estariam pregando uma peça em mim.
Todo feliz, porém desconfiado abri a caixa, esperando um tesouro realmente legal, talvez uma moeda antiga (mamãe sabia que eu colecionava algumas moedas), mas na caixa havia um pedaço de papel branco, onde se encontrava escrito em tinta vermelha, as seguintes palavras: “Eu tenho uma nova edição limitada muito legal do Darth Vader, que você poderia gostar. Ele se encaixaria perfeitamente no seu novo Super Star Destroyer. Venha conferir se estiver interessado. Mas mantenha isso em segredo.
No verso do papel havia um endereço escrito que dizia: “Maple Street, 334”.

Aquela rua ficava a apenas duas ruas da minha casa! Brian e eu, costumávamos andar de bicicleta por lá as vezes. Senti uma sensação de desconforto na boca do meu estômago, este não seria um presente extra da mamãe e do papai. Ao pensar nisso fiquei realmente assustado e arrepiado.

Eu escondi o papel debaixo da minha cama até que eu pudesse pensar no que fazer. Talvez Brad tenha feito isso para me assustar. Ou talvez … Não, não poderia, esse palhaço estúpido teria feito isso. Fui para a cama naquela noite com minha imaginação indo à loucura. As engrenagem giravam no meu cérebro.

Eu não me importaria de ter essa Edição Limitada do Darth Vader, era muito caro e eu sabia que nunca conseguiria um, nem nos meus sonhos. Foi quando decidi pensar nisso por um tempo.

No dia seguinte na escola eu estava super cansado e mal consegui passar o dia, perguntei a Brad sobre a caixa e ele apenas riu. Dei-lhe um soco no braço, mas percebi que ele não havia feito isso, estava provavelmente rindo porque achava que eu era louco.

Então o impensável aconteceu…

Poucos dias depois, quando cheguei em casa da escola mamãe tinha feito espaguete, foi quando por volta das 16:30, quando todos nós já estávamos à mesa e papai ligou a televisão, surgi a notícia: Uma menina desapareceu hoje na cidade de Vernonville, seus pais a viram pela última vez no dia seguinte após seu aniversário andando de bicicleta pela vizinhança. A menina de 9 anos de idade, tem longos cabelos loiros, olhos azuis e seu nome é Elizabeth, foi vista pela última vez vestindo uma saia jeans e camiseta listrada, rosa e amarela. Se tiverem alguma informação, entre em contato com a polícia de Vernonville.

Eu estava tentando juntar tudo isso na minha cabeça de 10 anos, aquilo era muita coincidência para mim. Minha mãe se sentiu mal pela menina e esperava que a encontrassem logo.
Ela disse que quem a levou provavelmente a observou por um longo tempo e viveu naquela área.
Eu queria contar à minha mãe sobre a nota, mas eu também queria muito o Darth Vader e sabia que se eu dissesse a ela sobre o papel, ela me proibiria de ir até um endereço desconhecido sozinho.

Porém no dia seguinte, decidi ser corajoso como um idiota e andei de bicicleta até a Maple Street. Eu tinha encontrado! 334, Maple Street. Eu decidi que não iria até a casa de fato, apenas olharia de longe, e então, se me parecesse seguro, eu iria bater a porta. Além disso, havia vizinhos ao redor para que nada pudesse acontecer comigo. Certo?

Era uma casinha branca e velha, nada extravagante, parecia bastante desolado e percebi o porquê. Estava vazio, ou então eu pensei que estivesse. Foi quando pensei ter visto alguém espreitando através das persianas olhando de volta para mim. Ok, isso é muito assustador, decidi virar e voltar para casa.
Tive aquela estranha sensação na boca do estômago novamente aquele dia, felizmente, afinal tomei a decisão certa, o que provavelmente salvou minha vida.

Cerca de uma semana depois, ouvimos uma batida na porta. Eram nossos vizinhos, pediram para falar com meus pais do lado de fora. Os ouvi cochicharem as más notícias através da fechadura da porta. Diziam que havia um cheiro desagradável vindo da rua Maple na altura do número 334. Era para ser uma casa velha à venda, estivera no mercado por um tempo, mas os vizinhos começaram a reclamar de um odor suspeito quando passeavam com seus cães. Eles sabiam que ninguém estava morando lá, então polícia foi chamada e investigou o cheiro suspeito, encontraram o corpo dela, a havia sido estrangulada até a morte.

Enquanto investigavam a cena do crime, a única evidência deixada para trás eram latas de cerveja e comida estragada. Não havia mais ninguém na casa além dela. Aquela pobre garota!

Eles encontraram um papel no bolso dela que dizia: “Mantenha isso em segredo. Eu tenho uma edição limitada da Barbie Malibu que você pode estar interessada. Eu sei que você acabou de ganhar uma grande casa da Barbie de aniversário e pensei que seria uma boa adição. Basta vir de bicicleta até a 334, Maple Street e pegá-la.

Eu estava em choque. Me senti muito culpado por não mostrar aos meus pais o papel que havia ganhado naquela noite. Tinha que ter sido Crisco! Ele sabia o que ela tinha ganhado de aniversário, pois ele também estava na festa (havia visto uma foto recente do aniversário dela no jornal, ele aparecia no fundo)
Ele deve ter estado lá na casa. Meu Deus! Ele estava no meu quarto. Poderia ter sido eu.

Eu nunca contei a ninguém sobre o papel, tinha medo de ir para a cadeia por não mostrar isso aos meus pais (pensamento tolo de quando era uma criança). Eu tive pesadelos por semanas. Mantive o papel dobrado no pequeno espaço no meu guarda-roupa. Ainda está lá mesmo após muitos anos.

Mesmo tendo se passado anos ainda me pergunto o que aconteceu com aquele palhaço horrível. Eu ainda moro sozinho na casa dos meus pais, eles faleceram anos atrás.
Às vezes me sento tarde da noite e me pergunto se ele ainda está vivo, se ainda está por perto o 9 no bairro?
Ainda vivo com medo da criança que um dia eu fui.
Já fui a um terapeuta uma vez, mas ele disse que eu tinha uma mente hiperativa quando criança e provavelmente exagerei na história, porque fiquei perturbado com o assassinato da menininha. Ele até me disse que provavelmente eu estaria sofrendo de falsas memórias.
Eu realmente esperava que sim, mas eu sabia que no fundo não era esse o caso.

A única verdade da qual tenho total certeza é de que, eu nunca mais vou dirigir pela Maple Street ou me aproximar dela enquanto estiver vivo.
No fundo de minha mente, vejo aquela velha casa, a figura de Crisco espreitando as persianas e isso me arrepia até os ossos. Eu ainda hoje me pergunto o que aconteceu naquela casa e o que teria acontecido comigo se eu tivesse colocado os pés nela.
Ele voltaria por mim? Eu penso sobre isso de vez em quando, principalmente quando estou deitado na minha cama, esperando meu Xanax me colocar para dormir. Às vezes também acordo suando frio e ouço sua voz ecoando do meu pesadelo, chorando enquanto diz: “Por que você não me salvou?”

Vejo que sou o único que conhece segredo daquela garotinha… O segredo que levou sua vida.
Que a sua alma descanse em paz Elisabeth.


Beijão da Mila.

Beijão da Thay.

Até a próxima creepypastas!