Fanfic: Vingadores – Filha do Tony Stark. (Part.11)

Eu sei, demoramos pra trazer a continuação, @giovannateodorico anda na correria e tivemos uns problemas de comunicação, mas aqui está continuação, espero que gostem e perdoa a demora!

Pra quem ainda não conhece a Fanfic é só acessar os links abaixo!

Part. 1: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 2: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark .
Part. 3: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 4: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 5: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 6: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 7: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 8: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 9: Fanfic: Vingadores – Filha do Tony Stark.
Part. 10: Fanfic: Vingadores – Filha do Tony Stark.

Eu espero que gostem da continuação de hoje.

Boa leitura!


Capítulo 11

Me remexo na cama novamente enquanto Gabriella dorme tranquilamente ao meu lado. Sua respiração tranquila e o fato de não ter se mexido nenhuma vez prova que estava em um sono profundo.  

Pensei que nós iríamos passar a noite acordada, mas Gabi deu uma trégua, alegando estar cansada por ter trabalhado na loja da mãe a tarde toda.  

Pelo menos ela está dormindo, mas eu continuo com os olhos bem abertos e sem nenhum sinal de que o sono viria. 

Já cansada de ficar deitada, levanto da cama tentando não acordar a minha melhor amiga e vejo as horas pela tela do meu novo celular. 04:16. Suspiro e saio do quarto sem saber o que fazer. 

Penso em ir para a cozinha, mas eu estava tão cheia que se comesse uma uva vomitaria. Então, vou para a sala encontrando um Ricardo acordado em frente à televisão ligada.  

Me aproximo deitando ao lado dele e encosto a cabeça no ombro do meu pai, enquanto fito a televisão. Um filme de comédia famoso passava, mas parecia que Ricardo não estava prestando muita atenção. 

— Sem sono? — pergunto por fim ainda olhando para a televisão. 

— Sim. — diz, e voltamos a ficar em silêncio novamente. Depois de alguns instantes com ambos encarando a tela da televisão, Rick suspira profundamente. 

— Você mudou. — Levanto a cabeça e observo o rosto de Ricardo.  

Ele parece cansado, e os seus olhos parecem mais escuros que o comum. Não escuros, mas sombrios. 

— Por que você não pega as suas piadinhas dos anos oitenta… — uma das protagonistas do filme diz em uma das suas frases mais conhecidas. A ignoro e presto atenção no meu pai. 

— O que você quer dizer com isso? — antes Ricardo estava olhando fixamente para a tela da televisão, agora ele me olha. 

Ele suspira antes de responder. 

— Você está mais reservada, omitindo coisas de mim, mais séria. — Me sinto um tanto irritada quando escuto isso. 

Sento me agarrando a uma almofada colorida, e olho o filme. De alguma forma ele está certo, de alguma forma Rick falou a verdade. Mas eu não queria escutar a verdade, ainda mais vindo dele.  

Eu sei que mudei, o luto transforma as pessoas, mas Ricardo também mudou, e eu não o estou acusando de tal coisa. 

— Sei o que você está pensando, mas é diferente.  

Volto a encarar o homem ao meu lado franzindo o cenho. 

— Diferente como? — sem querer, deixo algumas gotas ácidas saírem na minha pergunta. 

— Você não mentia para mim, agora mente. Eu não minto pra você.  

Quero dar risada. 

— Então o xis da questão é sobre eu ter mentido pra você?  

Ricardo suspira como se fosse óbvio qual era realmente o assunto e apenas eu não entendesse. Talvez seja verdade. 

— Como você adivinhou? Eu adoro essa música!  

O homem negro do filme diz soando extremamente alegre. Parece que mesmo tendo alguns problemas policiais no filme não chegam nada perto dos problemas que eu tenho que enfrentar agora. Problemas psicológicos, que só eu mesmo sou capaz de resolver. 

— Quando eu perguntei se você estava bem, mentiu. Eu sei quando você está mentindo. — E Ricardo diz a verdade, novamente. 

De alguma forma ele sabe quando eu estou mentindo desde sempre. Talvez Rick também tenha o sensor-de-mentiras que toda mãe tem.  

Me sinto mal. 

— Por quê mentiu? — ele não parece decepcionado, mas sim preocupado. Justamente o sentimento que eu estava tentando evitar. 

— Eu só não queria que você, não sei, se preocupasse comigo. — E surpreendentemente, meu pai dá um riso nasalado. 

Pensei que ele iria brigar, ou me dar um longo sermão, mas não, ele riu. 

Não sei se relaxo ou fico em alerta. 

— Você é minha filha. Se preocupar com você é algo tão natural quanto eu amar você. — Sinto um nó na minha garganta, e sei que estou prendendo o choro e é sufocante. Rick pega a minha mão e sorri gentilmente. — Mesmo estando longe eu penso em você, se está segura, alimentada, e outras coisas que sei que Tony já tratou de resolver. 

Concordo com a cabeça apertando suavemente a mão quente e grande de Rick. 

— Mas se mentir novamente para mim vamos ter uma longa conversa, mocinha. — Solto uma risada e Rick me acompanha. 

Volto a me deitar ao lado dele com a cabeça em seu peito, ainda está escuro lá fora, e sentindo a paz momentânea me deixo ser levada pelo sono. 

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

 Antes mesmo de abrir os olhos sei que Ricardo já acordou. Sinto o vazio onde ele estava e o cheiro de café no ar.  

Me espreguiço e finalmente abro os olhos. Em algum momento Ricardo colocou um cobertor sobre mim, já que estou enrolada em um. O jogo para o lado e me levanto indo em direção a cozinha, encontrando uma Gabriella já acordada e animada e Ricardo dando risada de alguma piada ruim que ela contou. Me sinto reconfortada por ver uma cena tão familiar. 

— Olha só, a bela adormecida acordou. — Gabi diz quando finalmente me vê. 

Me encosto no vão de entrada da cozinha e cruzo os braços em frente ao corpo. 

Ignoro a pequena alfinetada da minha melhor amiga.  

— Onde Tony está?  

— Ele acordou cedo e saiu. Obviamente não entendi o que ele falou porquê estava sem o aparelhinho, só entendi situation. — Concordo com a cabeça e me sento ao lado de Ricardo. 

Gabriella não fala inglês. Foi engraçado ver ela tentando se comunicar com Tony ontem à tarde quando ela chegou. Foi mais engraçado ver quando ele entregou a Gabi um pequeno aparelho auditivo que Tony desenvolveu, onde traduzia automaticamente a língua estrangeira programada para a sua língua materna. Foi por isso que ele entendeu quando eu e Rick estávamos conversando em português. 

Me sirvo com um pouco de café, e pego uma torrada, sem antes perceber o olhar estranho que Gabriella e Ricardo me lançam. 

— Certo. O que aconteceu?  

Gabi abre um riso ladino e apoia os cotovelos em cima da mesa, inclinando o corpo para frente. Parecia animada, e curiosa.  

— Eu só quero saber algumas coisinhas. — Eu bem que estava esperando por isso. 

Ontem ela não havia dito nada, perguntado nada, como se eu não tivesse me mudado para o hemisfério norte repentinamente. 

— Tudo bem. — a única coisa que eu posso ter agora é paciência.  

— Como é morar com os heróis? Já viu o Hulk? Como é o Thor? Capitão América tem muitas rugas? — espero vir mais perguntas, mas percebo que essas são as iniciais. 

— Normal, eu acho. Não. Normal, como qualquer deus. Nada de rugas, pele lisa igual a um recém-nascido. — Gabi da risada assim como Rick com as minhas respostas. 

— Normal, como qualquer deus. — Rick afina a voz para se parecer com a minha, o que falha miseravelmente.  

— Qual deles você mais gosta? — a garota ruiva continua ignorando Ricardo ou qualquer coisa externa.  

Penso um pouco. Qual deles eu mais gosto? É difícil escolher.  

— De todos. Mas acho que mais do Hulk e do Capitão América. — é essencial que eu não fale nomes, mesmo que Rick e Gabi sejam de confiança, mas alguém que não é de confiança poderia escutar, e bom, sabendo a verdadeira identidade de um deles tentar algo contra o sortudo. 

— Como é a Viúva Negra? Sempre misteriosa e essas coisas? — tomo um gole de café antes de responder. 

— Ela é normal. — Não posso dar muitas informações. Alguém poderia usar elas contra os heróis. 

Tony me explicou isso quando estávamos no jato. Também disse que certa vez alguém falou demais de um agente da S.H.I.E.L.D., informações pessoais e nome. Essas informações quase levaram a ruína de uma missão importante e da S.H.I.E.L.D. Tiveram que mudar o nome do agente e ele se mudou para outro país, longe de conhecidos e familiares. 

Não sei se é verdade. — Talvez Anthony tenha contado aquilo apenas para me manter de boca calada — mas não desejo o mesmo destino para os Vingadores. 

— Normal? Todos eles são normais pra você? — Gabi parece estar indignada, e Ricardo apenas acha graça da nossa conversa. 

Dou de ombros enquanto como um pedaço da torrada. 

— Eles são gente como a gente, Gabi. Apenas fazem coisas sensacionais que nós nunca vamos fazer. — falo mas não acredito nas minhas próprias palavras. 

Há algum tempo eu estive pensando sobre isso, sobre ser um herói. Não sei o que eles passaram para ser o que são hoje, mas aposto que treinaram muito, que fizeram diversas coisas que pessoas normais poderiam fazer, como bombeiros e policiais. 

Com o treino adequado, sei que vou estar à altura dos mesmos homens que arriscam a vida todos os dias para salvar as pessoas. Talvez — bem provável — que eu não me torne uma heroína, mas talvez eu salve vidas e faça a diferença. 

— Tem razão, mas vamos falar de uma pessoa em específico agora. — Levanto uma sobrancelha, tentando adivinhar de quem ela quer falar agora. — Vamos falar sobre Tony Stark vulgo o seu pai. 

— Não acham errado falar dele quando ele não está aqui? — apenas falo para tentar mudar de assunto, mas Gabriella nem Ricardo caem nessa. 

— Você vai falar mal dele? — Ricardo finalmente se pronuncia, querendo participar da conversa. Gabi responde um “não” com um sorrisinho por ter o meu pai do lado dela. — Eu também não, então não é errado. Só se você falar, aí o problema não é nosso. 

Sei que não há como eu fugir da situação, então apenas me entrego e tento manter a calma. 

— O que vocês querem saber sobre ele? Sabe, podem perguntar pro Tony, ele não morde. — Tento fazer graça, mas os dois estão com as expressões sérias. 

Eu sabia que essa conversa iria acontecer, cedo ou tarde, mas eu preferiria ser mais tarde e de preferência sem ser logo de manhã. 

— Como ele é com você? E não venha responder “normal” porquê senão eu enfio essa torrada na sua boca. — Tomo a ameaça como uma brincadeira mesmo sabendo que Gabriella é capaz disso. 

Mordo a torrada e mastigo lentamente, tomando um gole de café quando engulo o alimento apenas para ganhar tempo. Os dois ficam em silêncio esperando a minha resposta.  

— Tony parece estar se esforçando, sabe, pra ser um pai. E ele está conseguindo, até me colocou de castigo. — Solto uma risadinha no final, mas nenhum dos dois me acompanham.  

— Emma, por que você ainda não o chama de pai? — a voz da minha melhor amiga sai baixa, cuidadosa e gentil. 

Gostaria que ela tivesse feito qualquer outra pergunta apenas para não precisar responder essa. 

Respiro fundo tentando criar coragem. 

— É complicado. — tomo um gole do café, já frio. 

— Por quê é complicado, bonequinha? — com as simples palavras de Ricardo sinto vontade de gritar tudo o que reprimi. 

Tenho que manter a calma. 

— Eu te chamei por toda a minha vida de pai, e é difícil chamar Tony de pai também mesmo que ele seja. Eu ainda não estou preparada pra chamar ele de pai, da mesma forma que Tony não está preparado pra me chamar de filha. — Falo tudo com apenas um fôlego. 

Mas ao mesmo tempo que falo tudo, eu não falo nada. Ocultei algumas coisas, algumas coisas essenciais para eu não chamar Tony de pai. Uma dessas coisas é o medo. 

Espero por mais perguntas, mais perguntas que sei que vão me quebrar, mas elas não vêm.  

Sou envolvida por braços, me apertando em um abraço e nesse momento sinto confortável de chorar. Papai e Gabi me abraçam, um de cada lado. Os braços finos da minha amiga parecem se encaixar perfeitamente no meu corpo e assim é a mesma coisa com os braços de Ricardo. 

Eu fui feita para estar neles, por isso me encaixo tão bem em cada um deles, como uma peça de quebra-cabeça. Mas também sei que pertenço aos braços de Anthony, e que ele pertence aos meus.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

  Estou sentada no sofá, observando Gabi tocar o seu violão e cantar uma música antiga e famosa. 

Ricardo acompanha a garota cantando da cozinha, enquanto corta uma cebola para fazer um outro prato famoso dele, uma lasanha que mais tem recheio do que massa. 

Tony chegou quando estávamos abraçados na cozinha. O dia inteiro ele parecia estar preocupado com algo, mas não fui perguntar o que o estava incomodando, talvez com medo dele me mandar cuidar das minhas próprias coisas. 

— Essa você conhece, diz que conhece! — Gabi chama a minha atenção tocando uma melodia no violão. 

Ela está sentada sobre um pé, e o outro bate com a ponta do pé no chão marcando o tempo. Sei disso porquê certa vez ela me explicou. 

Não sei nada sobre violão e essas coisas, não sei cantar também, e por ser uma leiga nessa área aprecio as músicas de vários estilos e cantores. Mas as últimas 4 músicas que ela cantou eu não fazia a mínima ideia que música era. 

— Sempre estar lá, e ver ele voltar… — a voz angelical de Gabi canta o refrão, e eu logo sei qual música é. 

— Essa eu sei. — falo animada quase pulando do sofá. 

— Aleluia! — a garota diz sem parar de tocar o violão. 

Escuto a risada de Rick, calorosa e um tanto nasalada. 

— Eu sei que você é gringa, mas é bom escutar algumas músicas nacionais, só pra não passar vergonha.  

Ricardo aparece com um avental florido. 

— O nacional dela é música em inglês. — falo um “muito engraçado” mas os dois não me ouviram porquê estão gargalhando alto. 

Mas logo pararam quando Anthony entrou na sala e encostou o ombro na parede com as duas mãos dentro dos bolsos. Tony sabe ter presença, sabe se destacar em qualquer lugar. Aposto que se ele fosse a um funeral as pessoas o abraçariam e diriam palavras de conforto ao invés de dizer a família.  

Não falo nada, apenas o encaro esperando ele dizer alguma coisa. O único som que se pode ouvir é da cebola fritando na panela. 

— Emma, precisamos conversar. 

Com as simples palavras de Anthony eu fico tensa. Será que eu fiz algo de errado? Falei algo de errado? Geralmente quando Rick falava que precisava conversar comigo era porquê eu tinha feito algo errado, mas pelo semblante de Anthony parece que é um assunto sério. 

Me levanto e olho pra Gabi, que segura fortemente o violão. Então ela também está sentindo a tensão? 

— Pai, nós vamos lá encima. — não espero a resposta de Ricardo, apenas abro a porta e saio, torcendo para que Tony esteja me seguindo. 

Quando escuto o som da porta se fechando, sei que ele está. 

Sigo reto pelo pequeno corredor até chegar a uma porta quase imperceptível ao olhar das outras pessoas. A abro com um puxão e subo apenas um lance de escadas, encontrando outra porta no final dela. A abro também e por fim, chego ao terraço. 

Esquecendo totalmente de Tony, olho em volta vendo que os meus pisca-piscas ainda estão ali enfeitando o pequeno muro que me impede de cair. Umas cadeiras e uma mesa estão próximas de nós, o guarda-sol está fechado. 

Me aproximo da beirada do terraço e olho para cima, encarando o céu escuro e com duas estrelas solitárias, ou melhor, os planetas Venus ou Marte. Não me lembro agora. 

— Nós vamos voltar para casa hoje. — me viro para ver Tony. 

E estranhamente ele parece confortável no meu mundo particular. Era isso o que o terraço representa pra mim. Meu mundo particular.  

— Por que? Era pra ser amanhã. — eu não estava preparando o meu psicológico para uma despedida. 

E lá está o Anthony desconfortável, aparentando ter mais idade do que realmente tem. 

— Você não gostou daqui? Do meu pai ou da Gabriella? — pode ser por isso que ele quer ir para casa tão cedo. 

Casa. É tão estranho eu pensar em casa e logo relacionando a mansão dos Vingadores. A minha casa também é aqui.  

— Não é nada disso, só precisamos voltar agora. — Tony parece cansado. 

— O que aconteceu? — o homem apenas me olha, os olhos escuros escondendo mil segredos. — Qual foi o real motivo dessa viagem? Aposto que não foi para conhecer a minha terra natal. 

Por um momento penso que ele não iria falar nada, apenas dizer novamente que precisamos ir embora hoje e sair me deixando sozinha com uma cara de tacho. Mas não, ele não faz isso. 

— Soubemos que iria ter um ataque próximo da mansão, então decidimos tirar você de lá. 

— Quem decidiu isso? — não sei o que estou sentindo, talvez seja um misto de sensações. Sim, talvez. Qual deles vai vencer? 

— Os Vingadores. — eu já sabia a resposta, era só pra confirmar se eu estava certa ou não. 

— Por que?  

Tony passa a grande mão na barba. Talvez ele esteja se perguntando se eu sou tapada. 

— Você não conseguiria se defender sozinha. — ele diz simplista, e sei que ele está certo. 

— Então me treine. Me ensine. — o desejo é quase palpável na minha voz.  

Anthony me olha como se eu estivesse louca. Talvez eu esteja. 

— Criança, não é tão simples assim… — o corto me aproximando mais dele. 

— Claro que é. Você ensina a me defender e assim não precisa ficar fazendo viagens só pra me tirar de cena. — olho para o seu rosto mas parece que ele colocou uma máscara que esconde as suas reações. 

Espero pelo que parece ser uma eternidade até Tony fazer um bico e parecer relaxado novamente. 

— Eu vou pensar a respeito. Agora vá arrumar a sua mala. Sairemos depois do jantar.

Continua….


Recadinho da @giovannateodorico

Olha quem está aqui depois de séculos sem aparecer. Isso mesmo, euzinha. 
Vou tentar ao máximo enviar os caps com frequência.

Ah, obrigada a todos vocês que não desistiram da Filha dos Tony Stark e da história dela.  
Segue aí embaixo as músicas que me inspiraram a escrever esse cap. 
• My eyes — The Lumineers. 
• Long Way From Home — The Lumineers. 
• Charlie Boy — The Lumineers. 
• Dead Sea — The Lumineers. 
• Slow it Down — The Lumineers. 
• Pusher — Alt-J 
• Nara — Alt-J 
• Warm Foothills — Alt-J 
• House of the Rising Sun — Alt-J 
• Eyes on Fire — Twilight soundtrack  
• Cherry Wine — Hozier 
 

Eu quero agradecer todo o carinho de vocês e por não desistirem dessa Fanfic!

Um beijão da Mila!
Gratidão!

Fanfic: Filha do Tony Stark – Vingadores (Part.10)

Eu sei, demoramos pra trazer a continuação, eu tive umas dificuldades pra achar os capitulos que a @giovannateodorico tinha me enviando, mas aqui está continuação, espero que gostem e perdoa a demora!

Pra quem ainda não conhece a Fanfic é só acessar os links abaixo!

Part. 1: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 2: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark .
Part. 3: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 4: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 5: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 6: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 7: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 8: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 9: Fanfic: Vingadores – Filha do Tony Stark
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Eu espero que gostem da continuação de hoje.

Boa leitura!

Capítulo 10

No instante em que contei a Gabriella que eu estava indo no dia seguinte para o Brasil, ela simplesmente surtou. Gritava palavras sem nexo, e a única coisa que eu realmente entendia é que ela estava feliz com a notícia. 

Depois foi a vez de Ricardo. Ele atendeu o telefone — lembrei do fuso horário, então no Brasil já era tarde da noite. — Com a voz meio grogue, ficou feliz por eu ter ligado para ele mesmo sendo tarde, e ficou mais feliz ainda quando disse que estaria indo ao Brasil no outro dia.  

Talvez com a minha notícia eu o tenha despertado, porquê ele disse que iria arrumar a casa naquela mesma hora. Mesmo eu falando que não precisava, já que Anthony iria querer se hospedar em um hotel, mas Ricardo insistiu de tal forma que nem mesmo Tony conseguiu questionar. Iriamos passar o tempo na casa de Ricardo. 

Desde o dia anterior quando Tony contou que iríamos para o Brasil, não consegui ficar calma, ou comer no momento certo. A cada uma hora eu enfiava algo para manter a minha boca ocupada, e isso foi apenas por um dia. Imagino como eu não ficaria se Tony me contasse que iríamos daqui a uma semana. 

Depois de conversar com Anthony sobre os meus novos professores particulares, e quando eu começaria as aulas, começo a arrumar a pequena mala, alternando entre colocar uma peça dentro da mala e um pedaço de chocolate dentro da boca. 

Se eu continuasse desse jeito, iria acabar com o estoque de doces de Clint. 

— Então você vai voltar para o Brasil. — dou um pulo e quase me engasgo com o pedaço de chocolate.  

Engulo com força sentindo o alimento descer rasgando pela minha garganta. Me viro lentamente encontrando um Steve sorridente na soleira da porta. 

— É o que parece. — respondo aliviada por não ser Clint me cobrando por estar comendo os chocolates dele. — Chocolate? 

Steve nega entrando no quarto e se sentando na cadeira em frente à escrivaninha. Ele pega o chibi do Homem de Ferro e brinca com os bracinhos do boneco. 

Como outro pedaço de chocolate, colocando logo em seguida uma calça jeans e uma blusa preta. 

— Sabe, Tony parece estar se esforçando para ser um bom pai. — levanto o olhar para Steve, que continua a brincar com o chibi.  

— Ele é um bom pai, só falta praticar. — solto uma risadinha me lembrando de alguns detalhes. — Talvez ele possa pegar dicas com Ricardo. 

Finalmente Steve larga o chibi e me encara com a expressão séria. Sinto que ele irá falar um pequeno discurso, como as vezes ele faz para as escolas estadunidenses. 

— Acho melhor não Emma. Tony mesmo não aparentando sente falta do tempo que não tiveram juntos, e acho eu que, ele sente um pouco de raiva por Richard ter sido o seu pai primeiro. 

Engulo em seco sem saber o que falar. Finjo prestar total atenção na muda de roupa em minhas mãos. 

Eu nunca imaginaria que Anthony pensasse assim, que ele se sentisse assim em relação a mim e o tempo perdido entre nós. Ou até mesmo que sentisse raiva do meu padrasto por ter sido o pai que ele gostaria de ser. 

— Isso não é muito a cara de Anthony. — murmuro, colocando de qualquer jeito as roupas dentro da mala vermelha e por fim fecho o zíper. — E é Ricardo. 

Steve me fita intensamente, o que me faz desviar os olhos para qualquer canto do quarto. Me sento ao lado da mala e brinco com o fecho. 

— Emma, mesmo ele sendo o seu pai, você ainda não conhece Tony. — Steve suspira e eu faço o mesmo. — Ele parece ser arrogante e não se importar com as coisas, mas é apenas aparência. Claro que ele é arrogante, mas se importa sim com as coisas, principalmente com você. 

Meus olhos marejam. Me sento na cabeceira da cama de casal e abraço as minhas pernas. Eu estou tão confusa, sem saber o que fazer. Eu sei que Anthony se importa com as coisas, isso é mais que aparente, e comigo também, mas é estranho escutar Steve falando.   

Talvez eu preferisse não escutar em voz alta, faz com que toda a situação pareça mais complicada e delicada.  

Sinto as garras da saudade agarrar o meu coração. Por quê a minha mãe precisou morrer? Eu sinto tanta falta dela, sinto tanta falta do seu perfume floral e o riso frouxo. Sinto falta de como ela conseguia achar a solução para problemas como esse que estou, e sempre sorrindo. Até mesmo nos seus últimos suspiros ela estava sorrindo. 

— Vai ficar tudo bem. — braços quentes abraçam o meu tronco. 

Só agora percebo que estou chorando. As lágrimas são amargas por conta da saudade. Culpo a tpm por ter chorado tão facilmente. Continuo a chorar, me sentindo reconfortada nos braços de urso do Capitão. 

Eu realmente espero que tudo fique bem, que eu consiga chamar Tony de pai, que consiga parar de sentir saudade da minha mãe, e que eu fique bem emocionalmente. Tudo isso que eu pensei não vai ser tão fácil, mas também não é impossível. Exceto um. 

— Vai passar, Em.  

✖ 

Fito a sobreloja a minha frente, com o estômago dando giros e mais giros. Senti falta desse lugar, mas me esqueci das lembranças que ele carrega. 

Antes de me mudar para os Estados Unidos, eu morava em cima da loja e escola de informática de Ricardo. O que não dá pra perceber é que a sobreloja é enorme, tendo o tamanho de uma casa normal.  

Respiro fundo antes de apertar o interfone ao lado da porta de ferro. Tony está ao meu lado e em silêncio observando tudo. Fico mais tranquila por termos chegado cedo e não ter praticamente ninguém na rua. Não seria nada legal de Anthony fosse abordado por alguns fãs desde cedo. 

— Bonequinha? — a voz de Ricardo aparece por sobre o chiado do interfone.

Abro um largo sorriso, sentindo a saudade dele morrer aos poucos, sabendo que em questão de minutos eu o veria. 

— Quem mais seria? — respondo com outra pergunta, escutando a risada calorosa de Ricardo. 

Um clique alto mostra que a porta de ferro foi aberta. Pego a minha pequena mala vermelha e espero Tony entrar primeiro para eu poder entrar e fechar a porta.  

Subimos o lance de escadas em silêncio, apenas com o barulho da minha mala batendo contra cada degrau. Me sinto estranha, já que não é normal Tony ficar em silêncio por um longo tempo. 

Antes de abrir a porta de madeira, paro e olho para Tony, sorrio para ele e por fim pego a sua mão. Anthony parece ficar mais relaxado, mas ainda permanece em silêncio.  

Abro a porta deixando a mala ao lado dela e puxo Anthony para dentro do grande apartamento. Sou recebida pelo familiar cheiro de café fresco, e flores. Me surpreendo por ver o apartamento tão claro e sol matinal. Talvez eu estava esperando um lugar sombrio e sem vida, mas Ricardo fez um bom trabalho deixando o apartamento cheio de… Cloe.  

A minha mãe era cheia de vida, ensolarada, e olha onde ela parou. 

— Boneca! — por um momento eu estava no chão, no outro estava rodopiando pelo ar nos braços tão familiares de Ricardo. 

Abraço o pescoço do meu padrasto e enfio a cabeça na curva do mesmo, sentindo o cheiro amadeirado de Ricardo.  

— Rick! — finalmente ele me coloca no chão, mas as mãos permanecem em meus ombros. 

O homem me olha por inteiro, com os olhos cheios de preocupação e saudade. 

— Tony está cuidando bem de você? Você está comendo direito? — Ricardo pergunta, ainda me olhando por inteira.  

Abro um sorriso ladino, dando um chega pra lá com a mão, apontando para Tony. Quando nós dois colocamos os olhos sobre o herói, percebemos o quanto ele estava desconfortável, mas em questão de segundo ele parece relaxado e em casa. 

— Até parece que eu não cuidaria bem da minha filha. — Tony diz em um inglês carregado de arrogância.  

Talvez ele tenha esquecido que Ricardo também fala inglês, já que a minha educação em casa era fundamentada em falar inglês e apenas na rua falar português. Ambos, eu e Rick aprendemos a língua juntos.  

Ou talvez eu tenha esquecido de contar.  

— Fico mais aliviado com isso. — Rick responde em inglês, e a partir daí começa um diálogo em inglês, para que Tony não ficasse de fora. — Mas você está comendo direito e no horário certo?  

Suspiro sem saber o que de fato responder. Ricardo tomou o meu suspiro e silêncio como uma resposta, também suspirando. 

— Vem, vamos pra cozinha. — Ricardo pega na minha mão e me guia até a cozinha. 

Não que eu precisasse de um guia para saber onde a cozinha está, até porquê conheço esse apartamento como a palma da minha mão, mas nós dois precisamos desse contato físico para ter certeza que estamos ali, juntos. 

Um café da manhã estava posto na mesa de madeira, simples, mas cheio de proteínas. Me sento na cadeira onde geralmente sentava e observo Tony se sentar ao meu lado, observando discretamente a cozinha. E então faço o mesmo, captando cada detalhe do grande espaço. 

— Eu espero que a Emma não tenha te causado problemas. — Rick quebra o silêncio, se virando com a garrafa vermelha de café nas mãos e a depositando ao lado da minha xícara de café. 

— Ela é uma boa garota. Recebeu uma boa educação. — Tony se serve de uma xícara de café e toma um longo gole. 

Faço o mesmo, e quase cuspo o café na xícara. Céus, está sem açúcar. 

— Não sei se isso foi um elogio, mas obrigada. — Ricardo percebe o meu desgosto pelo café e logo coloca duas colheres de chá de açúcar no meu café. — Falando em educação, ela está estudando? 

— Eu estou aqui, sabem disso? — murmuro. 

E como sempre, Ricardo da uma de suas calorosas risadas e passa a os dedos pelo cabelo jogando para trás.  

— Dei algumas semanas para ela se acostumar, mas quando voltarmos ela já vai começar a estudar. Em casa, sem perigo e perto de nós.  

Observo bem os dois, sentindo a tensão entre eles. Mesmo Anthony parecendo estar confortável, pude perceber que ele está se sentindo totalmente o contrário. Ricardo parece estar calmo, mas vejo que ele está tentando criar um assunto, fazer com que um diálogo dure. 

Ricardo está pensativo com as palavras de Tony, mas não fala nada. 

Depois de comer dois pães e algumas xícaras de café — agora com açúcar — em um completo silêncio, Ricardo finalmente o quebra. 

— A Gabi vai vir a tarde. Se prepara porquê ela vai dormir aqui também. 

Quando ele diz aquilo, sei que eu realmente deveria me preparar porque conhecendo a minha melhor amiga, nós não iríamos dormir. 

✖ 

Já era tarde. Tony estava tomando banho e Ricardo havia saído para resolver algo. Estou sozinha, me sinto sozinha. 

Sinto o poder das lembranças me sufocarem. Sinto a presença da minha mãe em cada canto que olho, em cada mínimo detalhe, cheiro, objeto. Cloe está em cada coisa da casa, e em mim.  

Eu estava evitando me olhar no espelho para não me lembrar dela, mas vindo aqui, estando onde cresci, abre novamente as feridas que tentei cuidar sozinha. 

Um porta-retratos está embaixo da televisão. O pego vendo a foto. Minha mãe, Rick e eu sorrimos para um cara estranho que fez a gentileza de tirar a foto para nós três.  

O brilho, mesmo pela foto, permanece nos olhos azuis da minha mãe. O sorriso, agora que percebo, não é aquele leve e frouxo, mas é tenso e cheio de preocupações. Ela parecia ser a própria preocupação. Como eu não percebi isso antes? 

Como eu não percebi todos esses segredos? Como eu pude ser tão cega ao ponto de não notar as pequenas coisas que me cercava?  

Deixo o porta-retratos no lugar e vou para o quarto de Ricardo e de Cloe. Abro a porta encontrando tudo quase igual, o mesmo cheiro, a penteadeira com os produtos de beleza. Sei que se abrir a porta do guarda-roupa vou encontrar as roupas da minha mãe ainda. 

Fotos minhas com a minha mãe ou com Ricardo muda um pouco o ambiente, mas ainda sou capaz de imaginar Cloe ali no quarto, sentada em frente a penteadeira e sorrindo para o seu próprio reflexo. 

A saudade nunca vai passar? A dor da perda?  

Sinto braços em volta da minha cintura me abraçando, puxando a minha cabeça para o peito dele. 

— Calma. — sinto as lágrimas quentes e amargas molharem a camisa de Tony. 

Escuto a porta se fechar, sinto Anthony me levar para longe do quarto. Não é o suficiente para fazer as lágrimas pararem, a dor passar. 

Me desprendo dos braços de Tony e me jogo no sofá querendo me afundar nele. Tony se senta ao meu lado, me olhando com um olhar preocupado. 

— O que eu posso fazer? — olho para o homem ao meu lado, a visão um tanto embaçada. 

O que ele poderia fazer por mim? Uma máquina de voltar no tempo? Até mesmo para Tony sei que é impossível. 

Continuo chorando baixinho, ignorando os olhos brilhantes da minha mãe, preso nas fotos. 

Continua…


Eu espero que tenha gostado a continuação de hoje, semana que vem tem mais! Sou muito grata pela paciência e desculpa a demora!

Aguardem, que vem mais capítulos por aí!

Beijocas da Mila!
Gratidão!

FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark (Part.9)

Olá pessoal, tudo bem com vocês? Eu sei que estamos demoramos muito pra voltar com as Fanfics, o blog está passando por muitas alterações, então só agora que tudo está voltando pro seu devido lugar.

A Giovanna, está passando por uns problemas pessoais, vamos desejar força pra ela melhora e voltar pro blog.
Enquanto ela fica ausente, vamos continuar postando a continuação da Fanfic, no caso a Giovanna vai continuar escrevendo e eu vou postando pra vocês!

Talvez, eu demore pra postar a continuação, pois dependemos da @giovannateodorico, pra que tenha continuação. Então, eu quero pedir pra vocês deixar sua curtida, que vocês deixem comentários, compartilhe em suas redes sócias, vamos motivar a @giovannateodorico.

Obrigada por todo o carinho, e pelos comentários.

Pra quem ainda não conhece a Fanfic é só acessar os links abaixo!

Part. 1: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 2: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark .
Part. 3: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 4: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 5: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 6: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 7: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 8:FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.

Eu espero que gostem da continuação de hoje.

Boa leitura!


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Vejo Natasha ao lado de Thor me olhando. Ela abre um minúsculo sorriso quando percebe que estou a olhando.

— Conversamos depois. — Anthony diz para mim, o que me deixa tensa.

Sabia dos riscos que era para mim vir até aqui, mas não queria encarar as consequências, principalmente se essas consequências tem nome e sobrenome.

— Iremos te soltar dessa jaula, mas com condições simples. Fique na linha, calmo, e nada irá acontecer a você. — Anthony sorri abertamente. Seus dentes brancos brilham no escuro. — Mas se você tentar algo, – Deus queira que tente – iremos te colocar nessa jaula de novo e te jogaremos daqui como se joga lixo fora.

Loki parece estar entediado, como se já tivesse escutado ameaças diversas vezes. Talvez realmente tenha. Natasha sai de perto de Thor e anda até o painel e aperta alguns botões, fazendo com que o uma parte do vidro da redoma deslize para o lado.

Loki sai de dentro da redoma e encara o irmão. Há uma tensão no ar quase palpável, como se a soltura de Loki tivesse um outro significado, um que eu não conseguiria entender ou perceber.

Thor quebra a tensão pegando o braço de Loki e o levando para longe daqui, sendo seguido pelos outros heróis de perto.

Tony e eu permanecemos no lugar. Encaro os meus sapato encardidos enquanto espero qualquer coisa da parte dele, um berro, um xingamento, um castigo, qualquer coisa. Mas nada disso veio.

Deixo de encarar os meus sapatos e encaro Tony. Ele está com os olhos pregados em mim, me vendo. Me senti incomodada porquê era como se ele estivesse lendo a minha alma. Depois de instantes em silêncio e muitos olhares, tomo coragem para quebrar o silêncio.

— Como você soube onde eu estava?

Ele ainda continuou me olhando com os olhos crispados.

— Natasha me disse que você a estava seguindo, e aliás, há câmeras por aqui docinho. — sinto a arrogância presente na voz dele, mas tem algo nela, algo oculto que deixa mais amargo a fala.

E claro que a Natasha percebeu que eu a estava seguindo. Sendo a incrível espiã que é perceberia uma garota normal atrás dela.

— Olha, eu sei que você não gostou muito do que eu fiz… — finalmente obtenho uma reação dele, mas não foi a que eu queria.

— Não gostei muito? — engulo em seco quando ele dá uma risada nasalada, o que me assusta. — Eu odiei, existe uma grande diferença.

— Também não é pra tanto… — e novamente ele me corta, cruzando os braços em frente ao corpo.

— O que foi que eu te pedi? — não respondo, mas ele espera uma resposta.

Percebi o que ele estava fazendo, e céus, como dói ter o orgulho ferido.

— Não me aproximar de Loki.

— Exatamente. Mas o que você fez? Correu diretamente para ele como uma presa. — levanto o olhar a Tony quando ele me associa a uma presa, exatamente como eu pensei que eu era.

Uma presa perto de Loki.

— Era uma tarefa simples. Ficar longe de Loki pela sua segurança. Eu confiei em você, confiei que pelo menos isso você faria, mas você traiu a minha confiança.

E com essas simples palavras ele me destruiu completamente, destruiu o meu ego e o meu ser. Sinto vontade de chorar, sinto vontade de cavar um buraco e sumir da vista de Tony.

— Me desculpe Tony, mas eu… — quando pensei que o discurso tinha acabado, que ele tinha terminado de me destruir, era apenas a ponta do iceberg.

— Precisava falar com Loki? — agora eu sei o que estava oculto no tom da voz de Anthony. A decepção. — Eu iria cuidar disso, faria com que ele saísse da sua cabeça, mas nãaao, você não confiou que eu cuidaria de você.

— Não foi isso! — minha voz sai mais forte do que eu esperava.

E novamente Tony me surpreende com a reação. Ele abre um sorriso largo enfiando as mãos nos bolsos da calça social.

— Então foi como? — a forma simplista que ele disse a frase me deixou mais assustada.

Mas o pior mesmo foi perceber que ele estava certo. Eu realmente não confiei nele, e por não confiar trai a confiança que ele depositou em mim, uma mera humana.

Tony estava certo, e ele sabe disso. Seu sorriso foi fechado, e as mãos tiradas de dentro dos bolsos. Anthony checa o relógio de pulso extravagante, e suspira. Por instantes ele pareceu ser mais velho.

— Castigo por um semana sem celular e essas coisas por ter me desobedecido. — encaro o homem a minha frente, mas saco o celular do meu bolso e entrego a ele.

Sem falar mais nada, Tony se vira e começa a andar para a saída.

Não me importo com a droga do castigo, mas sim que agora a confiança de Tony em mim não existe mais, e vai ser difícil reconquista-lo.

Continua…


Eu espero que a sua leitura tenha sido ótima, aproveita e faz uma maratona da Fanfic. Semana quem vem têm mais!

Beijão da Mila. Até o próximo post, gratidão!

FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark (Part.8)

Olá pessoal, tudo bem com vocês? Eu sei que estamos demoramos muito pra voltar com as Fanfics, o blog está passando por muitas alterações, então só agora que tudo está voltando pro seu devido lugar.

A Giovanna, está passando por uns problemas pessoais, vamos desejar força pra ela melhora e voltar pro blog.
Enquanto ela fica ausente, vamos continuar postando a continuação da Fanfic, no caso a Giovanna vai continuar escrevendo e eu vou postando pra vocês!

Talvez, eu demore pra postar a continuação, pois dependemos da @giovannateodorico, pra que tenha continuação. Então, eu quero pedir pra vocês deixar sua curtida, que vocês deixem comentários, compartilhe em suas redes sócias, vamos motivar a @giovannateodorico.

Obrigada por todo o carinho, e pelos comentários.

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Part. 5: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 6: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 7: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.

Eu espero que gostem da continuação de hoje.

Boa leitura!


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FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark (Part.8)

Engulo um comprimido de paracetamol, e me sento na cadeira em frente a pequena mesa em meu quarto. A minha cabeça lateja, e a sinto pesada.

O deus da trapaça me deixou assim, e eu já o odeio por ter perambulado pela minha mente, por ter brincado comigo. Mas por um outro lado, uma pequenina parte de mim, — uma parte insignificante — insiste em não sentir ódio por ele. Que me faz querer entendê-lo, entender o porquê ele entrou na minha cabeça.

E esta parte me levou a ter um impulso idiota.

Me levanto quase derrubando a cadeira, saio do meu pequeno quarto, trancando a porta e levando a chave comigo. Preciso fazer logo, senão não vou ter coragem para continuar.

Ando rapidamente fingindo ter um destino a ir, mas a realidade é que eu estou totalmente perdida. Na verdade, não sei o que eu realmente estou fazendo. E quando penso em desistir e voltar para o meu quarto e para o meu tédio, mas vejo Natasha não muito longe de mim, andando de forma apressada, e de alguma forma sei que ela está indo ver Loki. Posso estar indo no lugar oposto que eu quero? Sim, mas não vale tentar.

A sigo dando um espaço razoável entre nós duas, e o fato de ter agentes a nossa volta facilita que eu me esconda. De repente ela vira um corredor, e quando faço o mesmo percebo que ele é meio deserto. Espero um pouco para não ficar tão perto da Viúva Negra, e por fim ando um pouco, mas me deparo com uma escada de ferro no final do corredor.

Devo continuar seguindo esse impulso idiota, ou voltar e não me meter em possível encrencas?

Escolho a primeira opção mas me xingando mentalmente. Eu já tinha chegado até ali, e ninguém havia me descoberto. Ainda.

Desço os degraus tentando ao máximo não fazer barulho, mas paro no penúltimo degrau quando encontro Natasha também parada em frente de uma porta de ferro. Fico na ponta dos pés e consigo ver que ela digita uma série de números em um painel ao lado da porta. De repente a porta desliza para o lado deixando a Viúva entrar.

Romanoff entra no lugar mas a porta permanece aberta. Devo ir ou voltar? Mas e se eu for e quem eu estou procurando não estiver ali? E se eu for e estiver tendo uma reunião ultra-secreta? Cá estou eu pensando sinceramente o que eu estou fazendo e qual será o meu próximo passo.

Quando a porta começa a dar sinais de que iria se fechar, corro passando pela porta, e se eu tivesse demorado mais um pouco teria prendido alguma parte do meu corpo.

A porta se fecha fazendo um barulho suave atrás de mim. Olho em volta me perguntando mentalmente o que diabos estou fazendo aqui. Canos expostos de vários tamanhos estão nas paredes, e alguns vão para o chão ou teto dando um ar industrial ao local. É bem mal iluminado, apenas algumas lâmpadas azuis tentam iluminar o ambiente mas não dão conta. Iria continuar a minha inspeção pelo local mas escuto um barulho alto e decido me esconder.

Me escondo entre um cano grosso de ferro e a parede escura, prendendo a respiração como se isso fosse me fazer invisível.

— Eu sei muitas coisas sobre você, Natalia. — percebo que é a voz de Loki.

Céus, eu estou no local certo. Mas, quem é Natalia? A não ser que ele esteja se referindo a Natasha Romanoff. Mas é incompreensível!

Tento escutar mais mas tudo que consigo escutar são zumbidos e palavras soltas. Fico imediatamente frustrada.

— Eu sou um deus, não uma arma. — Loki diz alto o suficiente para eu escutar, o que me intriga mais. Sobre o que eles estavam falando?

Instantes depois da frase ser dita, escuto passos contra o chão de ferro. Me aperto mais no meu esconderijo improvisado, desejando ser invisível.

Natasha passa perto de mim, o que deixa todo o meu corpo tenso, mas ela não percebeu que eu estava ali fazendo algo que prometi não fazer a Tony. Só relaxo quando a agente sai do ambiente e a porta se fecha novamente.

Depois de instantes de completa quietude e hesitação por minha parte, tomo coragem para o que deveria fazer. Saio de onde estou e tento andar como Tony, arrogância e confiança, e encontro Loki em uma lugar que nunca imaginaria vê-lo.

Loki, com toda a sua “pompa” preso em uma redoma de vidro grosso. Não estava mais vestindo as roupas estranhas, mas sim um terno preto, com a camisa social também preta e sapatos brilhantes. Tudo nele era preto, e combinava de alguma forma com ele.

Desço mais um lance de escadas de ferro, dessa vez fazendo barulho para ele perceber que eu estava ali. O homem levanta a cabeça, sua expressão antes frustrada muda rapidamente para deliciada. Mesmo que ele pareça um animal preso em uma jaula, eu continuo sendo a presa e ele, o caçador. E algo me dizia que a temporada de caça estava aberta.

Paro em frente a redoma mas ao invés de encarar Loki, olho em volta em uma forma de fingir desprezo. Perto da redoma há um painel de controle comprido com inúmeros botões e outras parafernálias tecnológicas, mas de alguma forma eu sabia que estava conectado à jaula de Loki.

Volto a olhar o deus, que por sua vez estava me observando. O encaro nos olhos e tudo o que eu vejo é uma completa escuridão. Ele emana o frio, e eu o calor, e se fosse possível aconteceria choques térmicos apenas com o olhar.

— Confortável? — falo, ainda sustentando o máximo o olhar.

— Mais confortável impossível. — há um certo deboche no tom de Loki. — Seu querido pai é um ótimo anfitrião.

Solto uma risada baixa olhando para o lado. Não esperava menos de Anthony depois do reencontro.

Me sento no penúltimo degrau da escada, cruzo as pernas em frente ao corpo e apoio os cotovelos no degrau de cima, tentando parecer estar à vontade mesmo que o perigo esteja a minha frente.

— Certo. — o respondo tentando parecer neutra. — Loki, você sabe o por que está aqui?

Antes de responder, Loki me olha por longos instantes. Seus olhos sobre mim me incomoda, mas tento parecer calma.

— Salvar Midgard e vocês, Midgardianos. — a forma como ele fala mostra o seu nojo e desprezo por nós.

Permaneço no meu lugar, mas algo borbulha dentro de mim. E parece que Loki percebeu.

— Típico de vocês Midgardianos achar que os deuses precisam fazer tudo por vocês. — ele coloca os braços para trás em uma postura militar, e seu olhar é avaliador. — Mas temos mais coisas para fazer, além de ajudar vocês nessas briguinhas patéticas.

Olho para Loki. Um silêncio tenso paira sobre o lugar.

— Como destruir o mundo? — seus olhos verdes brilham. — Ninguém pediu a sua ajuda, apenas de Thor, que teve a solidariedade de te colocar no meio, por pena.

Na verdade eu nem sabia se estava certa ou não, ninguém havia me contado, mas pelos berros de Anthony deu para deduzir um pouco.

Me levanto e fico em frente a ele. Seus olhos verdes estão tempestuosos.

— Não precisamos de mais um vilão para ser mais uma pedra no caminho. — sussurro por fim.

O deus se lança em minha direção, e soca apenas uma vez o vidro. Levo um susto mas fico ainda mais assustada quando a prisão de vidro escorrega um pouco para baixo, mas em um certo momento para. Por causa desse surto por parte de Loki ficamos da mesma altura.

— Você, criança, não sabe com quem está se envolvendo. — e ele estava certo.

Realmente não sei com quem eu estou me envolvendo, e eu deveria parar.

Me lembro do motivo que estava ali, que me arrisquei. Respiro fundo e dou um passo para trás.

— Quero que você saia de dentro da minha cabeça.

Sei que ele ainda esta perambulando pela minha mente. Eu sinto isso.

— Ah querida Emma, isso vai ser impossível.

Olho para Loki irritada. Ele arruma o termo com calma como se ele estivesse sozinho.

— E por que não?

— Porque eu sou o vilão da história. — Sinto que as minhas palavras se voltaram contra mim. — Emma, Emma, você é inteligente, tenho que admitir isso, mas não tão inteligente quanto eu.

— Você é um imbecil, isso sim. — perco a pouca paciência que eu tenho. — Se fosse inteligente não estaria na minha cabeça sabendo o que Tony poderia fazer com você.

Loki levanta uma sobrancelha, mas um sorriso maquiavélico brota em seu rosto.

— Isso foi uma ameaça?

— Entenda como quiser, Loki. — transfiro o peso do meu corpo para o outro pé com uma incrível vontade de chutar a redoma de vidro e vê-lo cair mais um pouco.

— Eu sou o deus da trapaça, não pode me ameaçar.

Alguém gargalha atrás de mim me fazendo virar o corpo. Logo percebo que estou encrencada.

— E o “deus da trapaça” está preso. De novo! — Anthony gargalha novamente, curvando o corpo para frente. Um homem grande sai das sombras, caminha lentamente, e para ao meu lado. É Bruce.

Os Vingadores aparecem aos poucos cercando a redoma de vidro. Tanto eu quanto Loki estamos surpresos por essa aparição repentina.

Continua…


Eu espero que a sua leitura tenha sido ótima, aproveita e faz uma maratona da Fanfic. Semana quem vem têm mais!

Beijão da Mila. Até o próximo post, gratidão!

FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark (Part.7)

Olá pessoal, tudo bem? Eu sei que demoramos pra voltar com a Fanfic, o blog está passando por umas alterações, então só agora que tudo está voltando pro seu devido lugar.

A Giovanna, está passando por uns problemas pessoais, vamos desejar força pra ela melhora e voltar pro blog. Enquanto ela fica ausente, vamos continuar postando a continuação da Fanfic, no caso a Giovanna vai continuar escrevendo e eu vou postando pra você!

Obrigada por todo o carinho, e pelos comentários.

Pra quem ainda não conhece a Fanfic é só acessar os links abaixo!

Part. 1: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 2: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark .
Part. 3: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 4: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
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Part. 6: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.

Eu espero que gostem da continuação de hoje.

Boa leitura!


FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark (Part.7)

— Olá Stark, — Loki sorri abertamente, como se delicia-se com a raiva de Anthony. — quanto tempo, não é mesmo?

Me movo para o lado o que faz barulho chamando a atenção do cara com chifres.

— E quem é essa? — Loki se aproxima de mim, mas é parado por Thor. Mal percebi a sua presença, mas graças a Deus que ele está aqui. — Uma nova Vingadora?

Ele me olha de cima a baixo, Instantaneamente sinto repulsa dele.

— É, mas não se compara a nossa querida Natasha Romanoff.

Loki olha para a Viúva, e sorri. Espero que ele morra com o próprio veneno.

— Para o que ser tão hostil? Vim em paz, como podem ver. — Loki levanta as mãos, fazendo a algema faiscar. — Oh, vamos lá, não vão dizer nem um “oi” para um velho amigo? Onde está a educação?

Olho para trás encontrando os Vingadores em posição de alerta, prontos a atacar se fosse preciso. Anthony é o que mais parece estar afetado, pelo simples fato sobre eu estar na linha de fogo.

Volto a olhar para frente encontrando Loki na minha frente, o que me assusta. Como eu não escutei ele se aproximar?

O homem estende ambas as mãos na minha direção, já que estão presas, e levanta uma sobrancelha sorrindo mais.

— Sou Loki, o deus da trapaça ao seu dispor. — seguro a sua mão direita, e o homem leva aos lábios beijando suavemente as costas da minha mão. Tiro bruscamente a mão da dele, e cruzo os braços. — Ora minha querida, não precisa sentir repulsa de mim, eu sou…

E então algo inesperado acontece.

Sou empurrada para trás por Tony, que parece uma máquina soltando fumaça e soca o queixo de Loki, forte o suficiente para derrubar um homem, mas apenas faz Loki virar a cabeça.

Anthony volta para onde estava mas me puxa para trás dele, me tirando do campo de visão de Loki. Meus um metro e sessenta e oito centímetros são fácilmente escondidos.

— Opa, foi sem querer! — Loki ri, mas uma risada tão macabra que me faz agradecer por Loki não poder me ver.

Tudo nele exala perigo, faz com que os meus sentidos berrem para me afastar dele.

— Sabe Stark, Emma se parece com você. — alguns instantes depois que Loki diz isso um silêncio tenso se forma, e de repente Tony começa a tremer, e por fim explode como uma bomba.

Tony, já furioso, se joga em cima de Loki levando os dois ao chão. Stark soca repetidamente o rosto de Loki dizendo coisas incompreensíveis, mas parece grunhidos de um animal com raiva. Quando alguém tira Tony de cima de Loki, vejo que o deus esta com um pequeno sorriso mas com o rosto cortado em algumas partes.

Céus, onde está Nick Fury quando precisamos?

Olho para Thor pedindo ajuda com os olhos, mas o deus apenas olha para Loki como se quisesse dizer que ele merece isso. Realmente ele merece.

— Cala a boca se ainda quiser ter dentes. — Anthony volta a falar com aquela calma que me assusta e se liberta dos braços que o segura. — E não venha com esses truques de mágico de festinha infantil pra cima de mim, sombra de Thor.

E esse simples comentário parece ter deixado o deus da trapaça realmente irritado.

Agora sem Tony como escudo, Loki olha em meus olhos, penetrando a minha mente, literalmente.

Sinto o deus andando pela minha mente, vendo cada lembrança minha, descobrindo os meus segredos.

— O-o que você está fazendo? — a minha voz sai um sussurro, quando um dor de cabeça terrível vem.

Fecho os olhos quando sinto mãos em meus braços. É assustador sentir Loki na minha cabeça mas não poder fazer nada para tirá-lo.

Me encolho nos braços de quem quer que seja quando Loki entra em uma lembrança que eu preferiria não ter. Os últimos minutos da minha mãe viva, vomitando por causa dos remédios e delirando por causa da dor.

Deixo algumas lágrimas escaparem contra a minha vontade. A última coisa que eu gostaria é mostrar fraqueza na frente de Loki.

Volto a abrir os olhos quando sinto algo dentro da minha cabeça mudar, algo que foi plantado contra a minha vontade, mas quanto mais eu tento descobrir o que é mais parece que essa coisa foge de mim.

Volto a abrir os olhos descobrindo que quem me segura é Clint.

— Calma Stark, não vou fazer nada. — Loki diz para Tony, mas com os olhos pregados em mim.

Algo se agita em meu estômago, e o meu coração bate descompassado, mas mantenho a compostura de nojo contra Loki ignorando a reação do meu corpo.

— Você está bem? — Clint tira as mãos dos meus braços levando a cintura.

Observo que ele tem uma arma guardada ali.

— Sim. — respondo o homem, me posicionando atrás de Bruce, indo o mais longe de Loki.

Enxugo as lágrimas que caíram. Loki sorri para mim de uma forma traiçoeira. Me sinto a presa.

— Emma, sou inofensivo. — quase caio no chão, mas de susto arrancando uma risada rouca de Loki.

Ele leu os meus pensamentos? Como?

— Thor, faça-me um favor e leve esse imbecil daqui. — nunca vi Natasha usar um tom tão hostil com alguém.

Thor, ouvindo o pedido de Nat, segura Loki pela nuca e atravessa o corredor, passando bem perto de mim. Antes de Loki passar, o deus me olha de lado como se dividi-se um segredo comigo. Um segredo sujo e pervertido.

Quando os dois deuses saem do nosso campo de visão, os heróis começam uma dura discussão, mas Tony não participa, ao invés disso se aproxima de mim.

Seus olhos castanhos poderiam queimar alguém vivo se tivesse esse poder.

— Não se aproxime dele. — Tony ordena, com aquele olhar de “não brinque comigo.

— Não precisa pedir de novo.


Eu espero que a sua leitura tenha sido ótima, aproveita e faz uma maratona da Fanfic. Semana quem vem têm mais!

Beijão da Mila. Até o próximo post, gratidão!

FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark (Part.6)

Olá pessoal, tudo bem? O post de hoje é a continuação da FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark. Obrigada a todos que comentaram e curtiu meus post’s e das meninas.

Part. 1: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 2: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark .
Part. 3: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 4: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 5: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.

 

FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark
Part.6

 

Dou mais uma mordida no burrito, e limpo a mancha de molho apimentado no canto da boca. Tomo um bom gole de suco de morango, e dou outra mordida.

— Estou faminta! — falo aos dois homens a minha frente com a boca cheia.

Depois de treinar na pequena acadêmia daqui, todo o esforço me abriu um grande apetite.

— Isso da para ver. — Anthony diz. Faço uma careta a ele sem parar de comer.

— Deixe a garota, Tony. — Steve fala em tom de brincadeira.

— Não sei se você sabe, Picolé, mas ela é a minha filha. — Steve bufa baixinho. Um pouco do recheio de seu taco cai no prato de papel.

— Tony, eu já te disse para não me chamar de picolé. — o homem loiro diz com toda a paciência que eu não tenho.

— No fundo você gosta, só não admite. — Anthony continua tirando sarro com a cara do Capitão. Antes que o loiro responda, intervenho pelo o que parece ser a milésima vez.

— Tony, chega. Não vamos começar novamente.

— Eu apenas estou expressando a minha profunda opinião sobre algo, minha bonequinha. — quando Anthony me chama pelo apelido que Rick me deu, semicerro os olhos mas não comento nada.

— Talvez eu e Steve não queremos saber a sua profunda opinião. — comento dando uma mordida em meu burrito. — Quer saber? Vamos encerrar essa história aqui!

Anthony ri de algo mas permanece quieto, balançando a cabeça antes de morder o seu burrito. Para muitas coisas, eu e ele somos bem parecidos, mas para outras somos o oposto.

— Só me responde uma coisa, Capitão. Como é ter mais de noventa anos e ainda estar ativo? — reviro os olhos, e volto a comer, sem prestar atenção nos dois.

Depois da conversa que tive com Ricardo no dia anterior, continuo pensando no que ele me disse, sobre permitir Anthony ser o meu pai, deixar que ele tome conta do lugar de direito. Mas é tão difícil quando o homem é extremamente infantil, e me trata como uma colega, e não uma filha.

Sinto tanta falta de Ricardo, e do modo como ele me acordava nos sábados para ir na pequena empresa dele. Lembro-me de mamãe fazendo uma xícara de café para mim, todos os dias de manhã antes de ir para o colégio. Não, não posso permitir pensar em mamãe. Dói demais.

— O que você está pensando? — a voz de Steve me trás de volta a realidade. Mal percebo que havia parado de comer.

— Em Ricardo, e, — respiro fundo antes de responder. — minha mãe.

Tento ignorar as garras da solidão colocando mais molho de pimenta no burrito.

— Como é Ricardo? — Tony, graças a Deus, não pergunta sobre a minha mãe.

    Abro um pequeno sorriso me lembrando das lembranças com meu padrasto.

— Ele é sempre alegre, com ótimas ideias para a empresa dele. Rick faz tudo o para fazer as pessoas felizes. — dou um gole no suco tentando ganhar tempo. Percebo que Tony absorve cada palavra que falo. — Ele é como um pai deveria ser, como uma pessoa deveria ser. Sempre fazendo algo bom sem pedir nada em troca.

Voltamos a comer com um silêncio desconfortável. Steve me encara e Anthony faz totalmente o contrário, desviando o olhar de mim. Então percebo o porquê.

    Anthony queria saber sobre Ricardo fazendo comparações. Eu fui verdadeira, mas as palavras machucam até mesmo os mais arrogante homem.

Queria dar risada por Tony — provavelmente — estar se sentindo enciumado, mas parece que aquela Emma, divertida, cheia de vontade de aprender e viver foi enterrada em abril, quando mamãe morreu. Apenas a curiosidade continuava, o que não me surpreendia. Céus, como estou ficando mórbida.

Volto a minha atenção para o presente quando Natasha passa pela nossa mesa, e fala por sob o ombro enquanto caminha majestosamente.

— Reunião agora. — seu inglês com um sotaque russo e forte deixa a mulher mais sensual. Sensual e perigosa.

Capitão América foi o primeiro a se levantar engolindo o último pedaço de seu taco. Anthony me olha como se me olhasse pela primeira vez, passando os olhos pelo meu rosto, tentando me ler, mas por fim se levanta e anda atrás do Capitão, com passos extremamente confiante .

Depois de longos minutos sozinha, acabou de comer sentindo a ardência por toda a minha língua, sinto a minha boca inchar por causa da pimenta, e por fim tomo todo o suco de morango. Devo me lembrar que suco de morango não combina nada com burrito.

Percebo o quanto eles estão demorando. Eu sei que é uma reunião, mas eles não deveriam demorar tanto, deveriam?

E então juntando a última coisa que me restou, levanto da mesa pegando a minha bagunça e as dos dois homens também, jogo na lata de lixo mais próxima e por fim sigo em direção onde os heróis foram com uma família inteira de pulgas atrás da orelha, torcendo para não me perder pelos corredores.

    Entro em mais um corredor desviando de agentes, ainda com a boca ardendo e me perguntando se o que eu estou fazendo é certo. Eu sou curiosa, e a curiosidade matou o gato.

    Por um momento penso em voltar para o refeitório e esperar por Steve e Tony, mas escuto uma pessoa falando alto demais, depois outras vozes se unem a essa voz se tornando uma cacofonia de vozes.

O barulho vem detrás de uma porta de metal ao meu lado. Encosto o meu ouvido na porta, e escuto atentamente a tudo o que eles dizem, reconhecendo as vozes.

    Por sorte nenhum agente passa por esse corredor, me deixando mais aliviada.

— Loki… — uma voz fala com uma calma perigosa. Reconheço de imediato que é Tony. — LOKI! VOCÊ ESTÁ LOUCO?

    Afasto a cabeça da porta, jurando por um momento ter sentido o metal vibrar por conta do berro de Anthony. Volto a colar a cabeça na porta, fazendo com que o metal frio deixe a minha orelha e bochecha também frios.

— Tony, você quer ser racional? — uma voz grossa e autoritária fala com calma, mas há ainda uma certa irritação em sua voz. — Há milhares de vidas em jogo. Thor me mostrou esta opção, eu a avaliei, e concordei.

Alguém fala, mas tão baixo que não escuto.

— Vamos refrescar a sua memória, Fury. — agora há uma verdadeira irritação na voz de Tony. O imagino com os braços cruzados e os olhos semicerrados. — Loki destruiu o centro de Nova Iorque inteira, trouxe extraterrestres para a Terra, e fomos nós quem limpamos a bagunça dele.

Será que esse Loki é aquele maluco com chifres que eu tinha visto nos jornais quando tinha, o que? Treze anos de idade? Mas aquele cara é um psicopata!

— Eu também estou descontente. — Steve finalmente se pronuncia. — Todos nós estamos. Mas você tem um plano melhor? Foi o que eu pensei.

— Ah, pelo o amor…

— Se a única forma de salvar as pessoas é tendo Loki em nosso grupo, então eu concordo. E acho que você também deveria concordar, Tony.

— Não venha com esse papinho compatriota para cima de mim. — acho que Steve deixo Anthony mais irritado. — Se fosse para ter alguém para ajudar a salvar essas pessoas, por que não a Capitã Marvel?

— Esta decidido Tony. Loki e Thor já estão vindo para a Terra. — Nick Fury diz, fazendo com que a discussão entre Steve e Tony parem. — Pelos simples fato de vocês já terem enfrentado ele antes, sei que podem conte-lo agora. E Tony, a Capitã Marvel não está na Terra.

O silêncio na sala faz com que eu pense rapidamente. Se precisam de Loki para ajudar a salvar as pessoas, então a que ponto de desespero os Vingadores estão? E quem está deixando eles dessa forma?

    E então me lembro. Quando eu cheguei no porta-aviões Hércules os Vingadores estavam discutindo sobre me contar ou não sobre algo. Forço a minha memória para me lembrar do nome que Steve disse.

— Broski? — sussurro para mim.

    Sim, era esse o nome que Steve e Tony disseram. Mas, como um homem com um nome tão estranho pode fazer todo esse estardalhaço? Do que ele é capaz? Melhor, por que os heróis não quiseram me contar sobre ele?

    Natasha estava certa. Eu sou uma Stark, e tendo esse sangue nas minhas veias vou dar um jeito de descobrir mais sobre esse homem e o que ele está fazendo.

    De repente todos falam ao mesmo tempo, como uma explosão de vozes. Aperto mais a orelha na porta colocando as duas mãos nela para entender o que está se passando dentro da sala, mas a porta se abre, e por estar com todo o meu peso sobre ela caio em cima da pessoa que a abriu.

Olho para cima dando alguns passos para trás. Bruce está parado em frente a porta, com a expressão calma mas olhos tempestuosos. Percebo que a sala voltou ao silêncio.

— Eu não sei de nada. — as palavras embolam na minha boca, mas sei que Bruce e quem quer que estivesse atrás dele escutou.

    Me xingo internamente. Não poderia ter falado algo mais inteligente do que me defender mesmo sem razão?

Bruce é empurrado para o lado, e é Anthony quem toma o seu lugar. Seus olhos castanhos são vorazes.

— Eu, sinceramente, não sei o que fazer com você. — Anthony toca a testa com a ponta dos dedos claramente aborrecido.

    Ele parece estar pensando em algo, alguma solução para mim. Quero falar para Tony que me arrependo de ter escutado, pedir desculpas. Mas eu não me arrependo. Depois de tanto tempo tenho algo para passar o tempo, para querer fazer algo além de sentir o completo tédio.

    Vou pesquisar sobre Broski, e não me importo o que Tony vai achar sobre isso.

— Mas eu sei. — uma voz masculina e sedutora diz atrás de mim.

    De súbito o meu corpo se vira, procurando quem disse aquelas palavras.

Então os meus olhos encontram um homem com vestes estranhas, verdes e pretas com detalhes em prata, cabelos pretos e grandes tocando os ombros. Sua capa verde com detalhes em preto se arrasta no chão atrás de si, seu andar é confiante, muito parecido com o de Tony, mas a diferença é que ele parece o predador andando em direção a presa.

Seus olhos azuis combinam de alguma forma com o seu traje. Suas mãos estão presas por uma algema que eu nunca tinha visto antes. Parecia ser feita de eletricidade, e faíscas arroxeadas saiam por ela.

    Em sua cabeça há um elmo com dois chifres dourados, me fazendo inclinar um pouco a cabeça para o lado. Essa coisa não atrapalha ele não?

O homem sorri para mim, um sorriso sarcástico, e cheio de veneno. No mesmo instante soube que era Loki


    Mande a sua fanfic, desabafo, poema ou qualquer outra coisa para o nosso e-mail: adolescenciadelua@gmail.com

    Espero que tenham gostado do post de hoje, continue de olho no blog.

Com amor, Giovanna.

FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark (Part. 5)

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Olá pessoal, tudo bem? Hoje o post vai ser a continuação da FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark. Obrigada a todos que curtiram a Fanfic, comentaram no meu post e no post de todas as meninas.

Parte um: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark
Parte dois: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark (Part.2)
Parte três: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark (parte 3)
Parte quatro: FANFIC: Vingadores – filha de Tony Stark (parte 4)


FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark (Part. 5)

Três dias haviam se passado desde o incidente com o teste. Só fui entender agora porque eu desmaiei, claro, com a explicação do Dr. Banner. A minha mente estava tão envolvida pelo teste que pensou que fosse real, e então eu involuntariamente parei de respirar quando pensei que iria me afogar.

A mente humana é algo complexo, que as vezes nos prega peças.

O mais interessante é que eu estou feliz, realmente feliz depois de muito tempo. Parece que, aos pouquinhos estou encontrando uma forma de continuar feliz.

Estou tentando manter uma conversa razoável com Tony, — já que ele é, bem, o meu pai — mas é um pouco difícil, já que ele é muito ocupado, e quando conseguimos conversar por pelo menos alguns minutos, alguém sempre aparece o chamando.

Ando pelos corredores e entro na Sala dos Computadores. Na verdade o nome não é assim, mas nunca havia visto tantos computadores e pessoas usando eles ao mesmo tempo em toda s minha vida, e olha que o meu padrasto trabalhava dando aulas de informática.

Não sei o que estou fazendo aqui, mas sei que de alguma forma posso encontrar Tony aqui, e talvez ele possa me ajudar a matar a saudade que sinto de Ricardo.

Os agentes com seus uniformes pretos me olham por alguns instantes, antes de voltar a focar total atenção nos monitores. A sala é gigante, e incrivelmente clara, talvez a luz dos monitores deixam a sala mais clara, ou o paredão de vidro com a incrível visão das nuvens e do céu em um azul de tirar o fôlego.

Ando por entre as mesas que formam corredores, e vejo dois computadores a frente uma pequena aglomeração de pessoas, e entre elas consigo identificar o corpo musculoso de Steve e um colete cinza meio prateado e os cabelos bem aparados de Anthony. Foi mais fácil do que eu imaginária.

Serpenteio por entre as mesas e chego facilmente lá, mas antes escuto algo que me faz parar apenas para continuar escutando.

— Nat e Clint não conseguiram completar a missão com sucesso. Chegando na base, os prisioneiros já estavam mortos. Em estado de decomposição, para ser mais claro. — um homem de terno fala aos outros agentes, mas o que me deixa intrigada é que eu pensei que Natasha e Clint sempre conseguem finalizar as missões com sucesso. Não é isso o que os jornais passam para nós?

— Isso nós já sabemos, Phil. — Tony diz com certa impaciência. É, talvez a impaciência seja coisa de família.

O Phil solta um suspiro e aponta para a tela do computador. Céus, eu sou alta mas são tantas cabeças que é quase impossível de ver o que está na tela, apenas vejo uma parte de uma espécie de simbolo redondo com várias firulas.

— Eles encontraram esse símbolo, — Phil continua apontando para a tela do monitor com uma caneta. — preciso que vocês averigúem… bem, vocês sabem o que fazer.

Steve e Anthony trocam olhares, o que me leva pensar que eles sabem de alguma coisa, e acho que Phil também sabe de algo a mais. Os agentes saem de repente, indo para as próprias mesas me deixando totalmente visível para os três homens. Phil é o primeiro que me vê, franzindo a testa enquanto olha para mim e para Anthony.

— Stark, por um acaso essa não é a sua filha? — o agente chama a atenção do herói, que está analisando o símbolo.

Steve e Tony se viram ao mesmo tempo, pregando os olhos em mim, enquanto permaneço pregada no chão.

— Emma, o que faz aqui? — Tony diz enquanto o agente Phil tira a imagem do símbolo da tela do computador.

— Eu estava te procurando. — Phil pigarreia dando um passo a frente.

— Certo… Esse é o agente Phil, braço direito de Fury. — o homem no terno estende a mão e eu a aperto.

— A quanto tempo você está aí Emma? — a voz de Rogers soa autoritária, mas ao mesmo tempo gentil.

— Hãn, cheguei agora! — sempre fui péssima mentindo, as vezes nem eu mesma consigo acreditar em certas coisas que eu falava. E parece que os três homens também não acreditam. — Tony, você pode me emprestar o seu celular? Quero ligar para Ricardo.

— Ricardo? É o seu padrasto? — concordo com a cabeça.

Steve e Phil começam um diálogo com as cabeças próximas como se compartilha-sem um segredo. Concordo com a cabeça, enquanto Tony tira do bolso o seu celular o estendendo para mim.

— O que aconteceu com o seu celular? — pego o dispositivo e o encaro por alguns instantes.

O aparelho é finíssimo como uma folha A-4, é brilhante, grande, quase transparente, parece mais um vidro. Em outras palavras, belíssimo.

— Ele quebrou. — o respondo, ainda sem palavras por causa da beleza do celular. Procuro o botão para ligá-lo, mas não encontro, fazendo com que Tony suspire e pegue o celular da minha mão.

O celular ganha vida na mão do Homem de Ferro, e depois alguns toques na tela o homem me entrega novamente o aparelho onde está ligado no discador do telefone. Disco rapidamente o número de Ricardo — me lembrando de colocar o código do país e do estado — e finalmente ligo para ele, virando as costas para Anthony. Um gesto natural de qualquer pessoa. Depois de quatro toques, Rick atende.

Alô? — a sua voz soa baixa e embargada. Quando escuto a voz de Ricardo, abro um grande sorriso.

— Não vá me dizer que está dormindo até essa hora, Ricardo! — fazia tanto tempo que não falo português, e esse fato tão simples me deixa mais feliz.

Emma, é você?

— Quem mais seria? — mudo a minha voz para indiguinada com ele. — Não vá me dizer que encontrou outra filha sem pai!

A risada leve e rouca, por ter acordado agora, me faz sentir ao mesmo tempo perto dele, muito perta, mas tão distante.

Você vai sempre ser a minha bonequinha. — sorrio com a declaração do homem.

Sem perceber, me sento em uma cadeira giratória vazia, encosto a cabeça na mão e fecho os olhos, sendo transportada para pertinho de Rick. Imagino os seus cabelos grandes e rebeldes, um pouco grisalhos, os olhos inchados pela leitura da noite anterior e os óculos de grau com uma armação meio redonda meio quadrado na ponta do nariz da um ar mais jovial a ele.

— Sinto a sua falta. — falo subitamente, baixo e triste aindo com os olhos fechados. Rick suspira no outro lado da linha, como sempre faz quando toco em um assunto que ele prefere evitar.

Eu também sinto a sua. — escuto um farfalhar de panos, então sei que ele está se levantando da cama. — Como estão as coisas por ai?

— Ah, estão, bem… estão estranhas, sabe? — finalmente abro os olhos, olho em volta procurando por Tony, mas vejo ele logo a frente participando da conversa com Steve e Phil.

Eu sei bem, Emma. Mas olha, deixe que Stark se aproxime de você, deixe que ele entre na sua vida de verdade.

— Mas eu não quero que ele tome o seu lugar! — levanto a voz o suficiente para que algumas pessoas me olhem, inclusive os três homens por perto.

Lançou um olhar de desculpas antes de escutar o que Ricardo tem a me dizer.

Bonequinha, ele nunca vai tomar o meu lugar. Sabe por que? — sussurro um não baixo olhando para Tony. — Porquê eu tenho um lugar especial que pessoa nenhuma pode tomar. Mas Tony tem um lugar reservado no seu coração, que é apenas para ele. Com o tempo ele vai pegar o que é de direito, se você permitir.

— Você vai ser sempre o meu primeiro pai, independente se eu tenho o DNA de Tony — quando falo o nome o homem se vira me olhando.

Quando você menos esperar, bonequinha, enxerga-rá Tony como o seu pai, aí será uma história totalmente diferente. — escuto uma panela se chocar contra a outra, então sei que Rick esta fazendo o café da manhã, mesmo que seja de tarde.

— Talvez você esteja certo.

Eu estou certo, Emma. — a frase vem acompanhada por um riso caloroso, que me deixa mais feliz, mas a saudade aperta mais. — Aliás bonequinha, eu preciso ir. Não se esqueça do que eu te disse, e por favor, sei que o seu pai é rico, então venha me visitar.

— Vou tentar não me esquecer. Talvez eu peça para Tony uma passagem para aí, mas acho melhor não. — respiro fundo sabendo que vem a parte difícil. — Te amo pai.

Eu te amo mais, minha filha.

Encerrei a ligação com um aperto no coração. Logo em seguida Anthony aparece em minha frente, e eu entrego a ele o celular.

— Então, — o Stark fala, já com o aparelho guardado no bolso. — vamos?

 

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Espero que tenham gostado do post de hoje, continue de olho no blog.

Com amor, Giovanna.

 

 

FANFIC: Vingadores – filha de Tony Stark (parte 4)

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Olá pessoal, tudo bem? Hoje o post vai ser a continuação da FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark. Obrigada a todos que curtiram a Fanfic, comentaram no meu post e no post de todas as meninas.

Parte um: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark
Parte dois:FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark (Part.2)
Parte três: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark (parte 3)

Corro com todas as minhas forças, procurando com o olhar algo que possa me ajudar. Graças a Deus, uma barra de ferro mediana esta próximo de mim, e torço para que seja leve o suficiente para golpear o animal. No instante em que consigo pegar a barra, caio no chão sujo e empoeirado, por sorte o tombo me salva.

O cachorro branco pula sobre mim, errando por questão de centímetros o alvo, que no caso sou eu. Levanto rapidamente mas desajustada, juntamente com o animal, e quando ele vem para cima de mim, a única coisa que faço é meter a barra no cachorro, onde acerto bem na cabeça. Antes de largar a barra de ferro e ver o corpo cair para o lado, percebo que uma parte da cabeça do cachorro afundou.

Céus, eu matei um animal!

E então a cena muda novamente, mostrando um cenário totalmente diferente, ou melhor, sentindo a diferença.

Sinto o meu corpo flutuar, uma correnteza pegando o meu corpo de surpresa, e o frio. Deus, como está frio! Estou em um oceano, cercada por água por todos os lados. A água é totalmente escura, o que me leva a perguntar em qual oceano eu estou. Então percebo dois fatos: estou ficando sem ar, vejo um corpo sendo tragado para as profundezas. Tomo uma atitude para salvar a nós dois.

Volto para a superfície, respirando profundamente todo o ar que consigo armazenar em meus precários pulmões, e volto a mergulhar, indo em direção ao corpo. Quando consigo chegar perto o suficiente para ver com clareza, vejo a roupa da pessoa. Um macacão azul, com listras brancas e vermelhas.

Seguro com todas as minhas forças o corpo. Quando consigo virar o corpo para mim, vejo o seu rosto. Meu Deus, é Steve! O corpo é Steve Rogers!

Steve esta inconsciente, e mesmo em baixo d’água seu corpo continua pesado de uma forma ridícula por eu não conseguir nadar para a superfície.

Tenho que pensar em algo, fazer com que ele acordar. Prendo bem os meus lábios para não deixar o oxigênio sair por alguma brecha.

“Chega” escuto longe, bem longe, mas é uma voz que sei que conheço. Então me lembro novamente que é um teste, e faço a última coisa que poderia imaginar.

Olho para Steve, e colo os nossos lábios, abrindo a boca dele com a minha e lançado meu ar para os pulmões dele. Fico sem ar, mas sei que posso aguentar por alguns instantes.
Sacudo Steve pelos ombros, a sua cabeça balança de um lado para o outro até ele acordar.

Seus olhos azuis são as últimas coisas que vejo antes de me afogar.

Uma lufada de ar quente desce pela minha garganta indo diretamente para os meus pulmões. O ar rasga a minha garganta tentando chegar aos meus pulmões.

— Eu vou te matar! — reconheço a voz de Tony, que por sinal esta muito irritado. — Esteja avisado, Banner, se ela morrer eu o mato.

Outra vez ar quente desce pela minha garganta. O ar parece fogo. Respiro profundamente curvando o meu tronco, por fim tusso algumas vezes. Parece que engoli muita água. Respiro novamente mais devagar, e abro os olhos.

A primeira coisa que percebo é que Steve está quase se deitando em cima de mim. Anthony está atrás dele com os braços cruzados queimando Bruce com o olhar, que por sua vez está ao meu lado checando o meu pulso. Também percebo que Natasha não está, e Clint também não.

Empurro a mão de Bruce e de Steve para longe de mim, enquanto me sento de uma forma ereta tentando fazer com que o ar chegue mais facilmente aos meus pulmões.

Tony se ajoelha ao meu lado, o que me surpreende, e ele mostra uma real preocupação por mim, o que é mais surpreendente ainda.

— Você está bem? — Tony pergunta, ainda agachado. Não sei de onde ele encontra equilíbrio para continuar nessa posição.

— Sim, — a minha voz sai rouca, mas forte. — Eu estou bem.

Bruce solta o ar lentamente em um gesto de alívio e sorri para mim com gentileza, depois abre um sorriso cheio de deboche para Tony.

— Vê, ela está bem. — Bruce fala indo ao computador. O cientista aperta uma séria de teclas, olhando fixamente para a tela.

O Stark e Steve se levantam quando eu também me levanto da cadeira de ferro, ainda com os pulmões ardendo. Steve olha para mim com um sorriso tímido no rosto.

— Obrigada. — Steve fala, com total sinceridade.

— Pelo que? — mesmo com o seu agradecimento ser sincero, não entendo porquê ele me agradeceu.

— Por tentar me resgatar. — solto um “ah”. Não pensei que Rogers me agradeceria por isso, fiz apenas algo que qualquer pessoa faria.

De repente o herói pega um celular do bolso e lê uma mensagem, antes de guardá-lo novamente.

— Preciso ir. — Steve diz antes de sair da sala rapidamente.

Talvez tenha acontecido alguma coisa importante. Olho para Tony, que por sua vez está com os olhos grudados em mim, mesmo que não queira aparecer isso. E parece que Bruce também percebeu isso.

— Bem, os sentimentos de pai do Tony estão aflorando, finalmente. — o cientista fala ainda olhando para a tela do computador, mas o seu tom é um tanto divertido.

— Fique quieto, Bruce.

 

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Com amor, Giovanna.

FANFIC: como funciona, o que é, como fazer.

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Olá meninos e meninas, tudo bem com vocês? Nesse novo post vou explicar o que é uma fanfic, como funciona e como escrever.

O Que é uma Fanfic?

Fanfic consiste em um livro, curto, longo, ou contos, onde o autor reúne uma ou mais pessoas famosas ou já criadas por alguém, fazendo a sua própria história. Geralmente as fanfics com personagens já criados são famosos, onde quase todo o mundo o conhece.

As fics podem ter vários capítulos, sendo assim uma história completa, como um livro normal ( como a FANFIC: Vingadores – filha de Tony Stark.) Ou podem ter apenas alguns capítulos, com eles sendo curtos, ai nesse caso são chamados de ” short fic”.

Quantos Personagens Famosos Podem Ter?

O máximo que a imaginação do autor permitir. Alguns tem apenas um, mas geralmente são vários. Eu mesma estou (re)escrevendo uma fanfic dos Vingadores, e nele tem vários personagens famosos.

Um termo bastante usado é “crossover”. O que é isso? Crossover é uma fanfic onde tem personagens de dois mundos diferentes, por exemplo: ” Vingadores e Liga da Justiça.” ou ” Arctic Monkeys e The Neighborhood”. São bastante lidas, ainda mais quando o autor consegue colocar essa dualidade de mundos juntas e fazer com que dê certo, sem esquecer a personalidade e características de ambos.

Na minha opinião, eu acho mais difícil escrever um crossover do que uma fanfic, mas para outras pessoas é mais fácil.

E ai, alguma vez já escreveram ou tentaram escrever uma fanfic? Qual delas acha mais fácil, fanfic ou crossover? Qual fanfic ou crossover gostaria de ler ou escrever?

O Que Precisa para Fazer Uma Fanfic?

Uma história ou ideia:

É fundamental você ter isso em mente, já que elas vão determinar o curso da fanfic, como ela vai mudar. Por exemplo: tive uma ideia de uma história de romance, onde a mocinha se encontra com o mocinho em uma padaria e no final eles ficam juntos. Isso é uma ideia, uma história que só se passa na sua cabeça, e uma das coisas que você precisa fazer é colocar essa história no papel, ir lapidando o diamante.

Coloque do jeito que preferir e entender no papel, como: tópicos, roteiro, descrição. Enfim, faça da forma que entender e achar mais fácil.

Bom, esse post vai ser dividido em duas partes pra não ficar muito grande. Esse post é apenas o que eu sei, tipo, nada profissional e é para ajudar vocês.

Mande a sua fanfic, desabafo, crítica e outras coisas para o nosso e-mail adolescênciadelua@gmail.com.

Com amor, Giovanna Teodorico.

FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark (Part.2)

Olá pessoal, tudo bem? Hoje o post vai ser a continuação da FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark. (a primeira parte esta aqui no blog, quem quiser é só clicar no link). Obrigada a todos que curtiram a Fanfic, comentaram no meu post e no post de todas as meninas.

FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark parte 2.

Coloco a mão na maçaneta fria, e a giro lentamente. Empurro a porta sem fazer qualquer barulho mostrando a minha presença.

Encontro várias pessoas sentadas em volta de uma mesa, discutindo. Rapidamente reconheço Tony sentado de frente para um homem loiro, com um corte de cabelo militar. Uma mulher ruiva, com um macacão preto, me chama atenção por sua beleza. Um homem de cabelos pretos está sentado ao lado dela. Ao lado de Tony, um homem calmo, com um rosto suave observa toda a situação.

— Uma hora ou outra ela vai descobrir. Não acha melhor nós contarmos a ela… — o homem loiro se pronuncia. Parece que ele está tentando manter a calma.

— Eu sei o que é melhor para a minha filha. Ela não vai saber nada sobre Broski ou algo relacionado.

O que eu tenho a ver com essa situação? E quem é Broski?

— Se ela é realmente uma Stark vai descobrir rapidamente, não acha? — a ruiva sussurra, com um forte sotaque na fala.

— Não se vocês não contarem. E vocês não vão. — o homem ao lado de Tony solta um longo suspiro, provavelmente cansado dessa pequena discussão.

— Isso não vai dar certo. — ele murmura, se vira um pouco para a porta e finalmente me nota.

Ele sorri gentilmente e eu sem saber o que devo fazer, apenas retribuo o sorriso. A mulher ruiva segue o olhar dele, e me olha, e o mesmo faz o homem ao lado dela.

— Eu não quero que ela se envolva com nada da S.H.I.E.L.D ou dos Vingadores. Cloe apenas não me contou sobre ela porquê queria que a garota tivesse uma vida normal. — como ele sabe disso? Cloe também mandou uma carta a ele ou algo do tipo?

— Você está insinuando que nós não somos normais? — a pergunta do homem ao lado da mulher ruiva deixa o ar mais descontraído.

— Escuta Tony, de uma forma ou de outra Anne vai se envolver com todos os nossos problemas. Você sabe onde nós estamos? — o homem louro ignora a fala do outro e parece persistente a vencer a discussão.

Cansei de ver eles falarem sobre mim como se pudessem decidir tudo sobre mim.

— É Emma.

Sem perceber, prendo a respiração por não saber qual será a reação deles. Tony e o homem loiro me olham, e rapidamente a feição do loiro se suaviza.

Nick passa por mim, e se coloca ao lado da mesa observando a todos nós. Fixo o olhar em Tony sem saber o que devo falar ou fazer, e parece que ele tem a mesma dúvida. Um silêncio desconfortante reina na sala, todos pareciam estar esperando algo, assim como eu.

— Emma, — Nick finalmente quebra o silêncio, me deixando um tanto decepcionada. Não era para ter aquela típica cena de reencontro dos filmes? — deixe-me fazer as apresentações.
” Esses são Steve Rogers, Bruce Banner, Natasha Romanoff, Clint Barton e Tony Stark.”

Não sabia porquê ele havia apresentado Tony a mim, mas isso tornava a situação mais estranha. O que eu estava esperando? Um correndo para o outro com grandes sorrisos e finalmente um abraço? Isso é a vida real, não uma propaganda de margarina.

Anthony se levanta mas permanece ao lado da cadeira. Parece que ele está colado no lugar, igual a mim.

O observo por inteiro involuntariamente, procurando resquícios que eu seja parecido com ele. Tony usa uma blusa cinza de uma banda de rock famosa, e uma calça jeans, exatamente igual a mim, exceto que a minha camisa era de outra banda. Meus olhos são grandes como o dele, e o cabelo da mesma tonalidade.

Ele anda em minha direção com as mãos nos bolsos e um grande sorriso no rosto. Até agora não vi o sorriso arrogante que a minha mãe disse.

— Você é linda como a sua mãe. — finalmente diz, parando a minha frente.

Aperto a alça da mala sem saber o que devo falar. Obrigada? Eu sei disso?

— Você se lembra dela? — sussurro.

Parecia impossível que Anthony se lembrasse de Cloe depois de 16 anos, e bem, mesmo não gostando da ideia, eu não passei de um caso de uma noite.

Alguém solta uma risada nasalada. Teria feito o mesmo se a situação não fosse tão delicada.

— Claro que sim. — o homem responde simplista, mas a sua expressão está um pouco mais fechada como se eu o tivesse insultado.

Sei da fama de Anthony, o quanto ele é mulherengo e das mulheres famosas que ele já teve um caso. Claro que eu não lembro de todas, e é de se surpreender que o próprio Anthony se lembre de todas.

De repente, tão repentino que me tira a ar, sinto os braços de Anthony em volta de mim. Meu rosto está enterrado em seu largo peito, encostando em algo duro.

Minha mente da voltas e mais voltas tentando processar toda a situação, mas o meu corpo é mais rápido. Solto a alça da mala e circulo os meus braços finos e magricelos em volta da cintura de Tony.

Sinto vontade de chorar, de dar risada, de gritar e ficar em silêncio.

Respiro fundo, o perfume de Tony toma conta das minhas narinas. Amadeirado, forte, másculo, assim como Anthony. Me sinto bem no abraço dele, esqueço momentaneamente dos pequenos problemas que eu tenho e da saudade de Cloe e Ricardo.

— Não era bem isso o que eu estava planejando para a sua chegada. — Tony murmura, se afastando de mim.

— Foi bem melhor do que você aparecer de armadura e fogos de artifício. — Bruce Banner diz finalmente, descontraindo a situação.

Abro um pequeno sorriso a ele, agradecendo por me deixar mais à vontade.

— Ou dando uma festa surpresa na Torre Stark. — o homem loiro, Steve Rogers se levanta e para ao lado de Nick Fury.

O homem negro não diz nada, apenas observa toda a cena como um telespectador.

— Era apenas uma festa pequena. — Tony se defende, revirando os olhos.

— Nada que vem de você é pequeno ou simples. — a ruiva se pronuncia, cutucando Clint com o cotovelo.

— Devo concordar com isso. — Natasha abre um sorriso discreto quando concordo com ela.

Eles parecem a vontade, e mesmo que eu ainda esteja parada ao lado da porta, ainda que não sei o que fazer, e ainda que a discussão que eles tiveram permaneça fresca na minha memória, me sinto a vontade com eles.

— Aliás, sejam bem-vinda a família Emma. — Clint chama a minha atenção.

Acredito nas palavras de Clint, acredito essas pessoas sejam uma família, acredito que sou bem-vinda nela, e acredito que vou ficar bem.

Permito sentir esperança.


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Espero que tenham gostado do post de hoje, continue de olho no blog.

Com amor, Giovanna.