Fanfic: Colega de Quarto (Part.11)

Olá minhas Luas, eu sei, vocês estavam esperando a continuação, nem demorou pra chegar. Aproveitem a continuação de hoje!

Pra quem ainda não leu o Capítulo 1 e os outros capítulos, vou deixar o link aqui em baixo:
Capítulo 1: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 2: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 3: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 4: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 5: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 6: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 7: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 8: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 9: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 10: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.

Boa Leitura!


(Capítulo 11)

•ERROS

Lariesce Grace.

Apertei os olhos, meu corpo todo estremeceu. Estava sem reação.
Cass parou de me beijar imediatamente.

-O que significa isso, Lariesce? -Perguntou assustada.

Não sabia o que fazer, o que dizer, eu só queria sumir.
Cass estava perplexa, ela não piscava.

-Me responde! -Gritou.

Cass entrou no meio e tentou explicar tudo.

-Foi apenas um impulso, isso nunca havia acontecido antes. -Falou com a voz trêmula.

Minha mãe ficou em silêncio, imóvel.
Estava com muito medo, não sabia o que fazer. Eu só queria sumir.

-Vamos, Lariesce… Eu já tomei minha decisão. -Falou puxando meu braço.

Tentei não ir, mas eu sinto que dessa vez eu precisava. Estava culpada, me sentindo envergonhada, isso é muito novo pra mim.

-Cass… -Falei saindo.

Ela me olhou com os olhos cheios de lágrimas, seu nariz ficou levemente avermelhado, ela estava prestes á desabar. Fomos em direção a secretaria da escola, a mãe da Cass estava sentada, assinando uns papéis.

-Samantha, preciso falar com você a respeito da sua filha. -Falou.

Ela continuou escrevendo. Minha mãe estava impaciente.

-Sim, pode dizer. -Falou.

Olhei ao redor e vi Cass sentada do lado de fora da sala, de cabeça baixa, com as mãos no cabelo. Meu coração estava ali, todo com ela. Minha mãe tagarelava e a Samantha só desdenhava, como se não se importasse nem um pouquinho.

-Eu não quero mais a sua filha perto da Lariesce. -Falou batendo na mesa.

Comecei a chorar, estava destruída, confusa, com medo. Não sabia o que fazer, tudo doía tanto.
A mãe da Cass levantou a cabeça e tomou um gole d’água.

-O problema todo é a Cassie ser lésbica? -Perguntou.

Minha mãe ficou sem reação, suas pupilas dilataram e ela engoliu seco.

-Não, mas é claro que não! Eu não tenho preconceito algum, mas acontece que não acho isso normal. Elas dividem o mesmo quarto, isso aqui era pra ser um local de estudo, não de perversão. -Falou.

Eu só conseguia sentir vergonha de cada palavra. Nunca imaginei que ela fosse capaz de dizer coisas tão fúteis.
Samantha levantou-se e arrumou o cabelo.

-Meu bem… A Cassie continua sendo uma garota e aqui é um colégio interno, consequentemente ela vai ter que dividir o quarto com alguma outra garota. Dividir o quarto com a sua filha foi uma consequência e eu tenho certeza que a Cassie não obrigou ninguém a ficar com ela. -Falou.

Confesso que estava gostando muito da mãe dela. E por outro lado, estava tentando entender como ela e a Cass não se dão bem.

A coordenadora chegou e interrompeu o possível início de uma discussão.

-Algum problema? -Perguntou.

Minha mãe estava furiosa.

-Não, nenhum! Quero tirar a Lariesce do internato. -Falou.

Comecei a chorar, eu não queria que tudo terminasse assim, eu a amava… Olhei pra Samantha e ela fez um sinal com a mão, pedindo pra manter a calma.

-Não é necessário, Margareth… Vamos entrar em um acordo. -Falou.

Minha mãe parecia irredutível. Olhei pra trás e vi Cassie sentando-se ao lado da mãe dela. Estava prestes a surtar e sair correndo novamente com ela.

-Também não vejo necessidade. É só mudar as meninas de quarto. -Falou interrompendo.

Cass me olhou assustada. Por um lado era terrível pensar que teria que me adaptar a outros hábitos, fora que não iria ter a mesma liberdade e nem uma caminha pra pular quando estivesse carente, mas por outro, era isso ou ir embora de vez.

-Eu não sei se é uma boa idéia. -Falou.

A coordenadora ficou em silêncio organizando uns papéis.

-Bom… tudo bem. Ela fica, porém, a escola vai me prometer que elas vão ter o mínimo de contato possível. -Falou.

Fiquei muito nervosa.

-O que?! Isso é ridículo! Você realmente acha que vou me contaminar se manter contato com ela? Pois bem, saiba que já estou contaminada se é assim. -Falei num fôlego só.

Todos me olharam surpresos.

-Eu acho isso tudo um absurdo. -Samantha falou.

-É isso ou nada, Lariesce. Estou fazendo isso não por preconceito, mas por cautela. As duas já se meteram em confusão demais e eu não acho isso natural. -Falou.

Tudo ficou em silêncio.

-É isso então? -Perguntou.

Todos concordaram. A mãe de Cass assinou os papéis e novamente tudo saiu do jeito que a minha mãe queria. Estava muito triste, não fazia idéia do quanto iria sentir falta dela.

00

Após algum tempo, minha mãe foi embora e a mãe de Cass ficou no portão conversando com ela. Estava feliz por ver que elas estavam se entendendo.
Voltei pro quarto pra arrumar minhas coisas, dobrei cada peça de roupa em prantos.
Cassie abriu a porta e ficou me observando.

-Lari? Queria poder fugir sempre que as coisas dessem errado. -Falou.

Olhei pra trás e meu coração acelerou.

-É… eu também. -Falei levantando.

Cassie se aproximou e ficamos cara a cara.

-Não quero que mude de quarto… Mas que droga. -Falou.

Fiquei cabisbaixa.

-E você acha que eu quero mudar? Eu nem sei o que vai ser daqui pra frente. E nem quero imaginar quem vai dormir nessa caminha do seu lado. -Falei.

Cass sorriu e acariciou meu rosto.

-Eu te amo. -Falou.

Meu corpo estremeceu. Senti seu coração acelerar, seus olhos brilhavam. Puta merda, eu a amo demais.
A beijei, nossos corpos pareciam sincronizados. Batemos com tudo na parede. Cass deslizou a mão pela fechadura e trancou a porta.
Sei que não deveríamos, mas já fizemos tantas merdas que… mais uma não iria fazer diferença.

-Lari… tem certeza? -Perguntou entre os beijos.

-É lógico. -Falei.

Ainda na parede terminei de tirar a sua roupa, o corpo dela era lindo, cada curva, cada traço. Desci a boca lentamente pela sua barriga, senti todo seu corpo se arrepiar. Senti sua mão pegar levemente nos meus cabelos, mas seus toques ficavam mais fortes, seus gemidos ecoavam por todo quarto. Suas unhas estavam fincadas nos meus ombros. Seu gosto, seu cheiro, de alguma forma me deixavam em êxtase.

00

Dormimos na cama de Cass, grudadas. Acordei primeiro que ela dessa vez e fiquei observando seu corpo nu, cada curva, cada dobrinha. Beijei suas costas e ela acordou em seguida.

-Eu te amo. -Falou me beijando.

Fiquei sem reação, eu tinha total certeza de que a amava, mas nunca tinha tomado coragem pra dizer. Meu corpo ficou paralisado, o frio na barriga me consumiu.

-Eu te amo demais, Cassie. -Falei.

Pude sentir seu coração acelerar e suas pupilas dilatarem.

-Eu não sei como estamos vivas depois desses dois meses. -Falei rindo.

Cassie sorriu.
Dentre as coisas que mais gostava em Cass, uma delas era a maneira como ela sorri, como seus olhos diminuem e suas bochechas ficam coradas.

-É… Nem eu. -Falou pensativa. -Você é confusão na certa também, viu? -Falou.

Fiquei surpresa.

-É? Ou é você que consegue transformar a monotonia em caos? -Perguntei rindo.

Cassie deu risada. Ficamos em silêncio.

-Eu adorei o jeito que sua mãe te defendeu. -Falei. -Agora eu sei de onde vem teu jeito. -Falei acariciando seu rosto.

Cass se virou e encarou o teto.

-Ela nunca me julgou, sempre foi muito acolhedora. Meu padrasto corrompe ela e é por isso que não podemos morar no mesmo teto. -Falou.

Fiquei em silêncio.

-Eu não tenho raiva dele, nem dela… nem de ninguém. Acho que eu nasci pra viver sozinha. -Falou.

Suspirei.

-Sozinha? -Perguntei virando seu rosto novamente pra mim.

Cass sorriu e me beijou.

-Espera… Que horas são? -Perguntou.

Levantei ás pressas.

-A Lisa não veio te procurar e… Que estranho. -Falou.

Cassie levantou, colocou o uniforme e ajeitou o cabelo. Levantei logo em seguida e me vesti. Acho que perdemos a noção do tempo. Cass foi até a janela e abriu uma pequena fresta, tudo estava escuro.

-Já escureceu é melhor a gente ir. -Falou.

Coloquei as roupas dobradas na bolsa e sai. Cass puxou meu braço e me beijou, meu corpo estremeceu.

-Vou sentir sua falta. -Falou.

Sorri e acariciei seu rosto. Fechei a porta do quarto e respirei fundo.

-Vamos na Lisa? Preciso saber onde é meu novo quarto. -Perguntei.

-É melhor não darmos motivo, aparecer juntas depois de tanto tempo pode dar problema. -Falou.

-Tudo bem, você tem razão. -Falei.

Ficamos paradas nos encarando, até que decidi ir.
Entregar a chave do quarto pra
Lisa vai ser péssimo. Vi alguns garotos me encarando e umas meninas cochichando, tentei não ligar, mas eu realmente queria entender o motivo.
Finalmente cheguei à sala da Lisa, bati e ela gritou um: “Entra!”.

-O que foi, Lariesce? -Perguntou.

A Lisa sempre foi muito carismática e por algum motivo estava emburrada e falando pouco.

-Eu vim entregar a chave do quarto e pegar a nova chave. -Falei.

Lisa continuou digitando bruscamente.

-Ok, só um minuto. -Falou.

Estava agoniada, primeiro pelos burburinhos no corredor e agora esse total mau humor.

-Não temos vaga então só iremos realocar você. -Falou.

Fiquei desesperada.

-Mas eu sei que tem quartos vazios. -Falei.

Ela desdenhou.

-Lariesce… Eu sei disso, eu também estudo aqui. O fato é que ninguém pode ficar sozinho, são regras. -Falou. -Você vai ficar no quarto B2-17 com a Chloe Brooke.
-Falou me entregando a chave.

Estava trêmula e com vergonha, novamente estou passando por essa situação desagradável de invadir o espaço de alguém.

-Obrigada. -Falei.

Lisa me encarou e balbuciou algo em tom inaudível. Meu quarto ficava bem distante do quarto da Cass, apesar de estarmos no mesmo bloco.
Vi uma movimentação estranha e uma garota com umas malas, tenho quase certeza que é a nova colega da Cass.
Fui andando até o novo quarto e a Chloe me olhou enfurecida.

-Oi. -Falei entrando.

Ela nem fez questão de me responder, eu também ficaria puta se me afastassem da minha amiga, eu até entendo. Aliás, estão me afastando da minha namorada e nem por isso estou tão revoltada.
Coloquei minhas coisas na cama e comecei a organizar tudo. Acho que os dias vão ser longos.

-Como você consegue? -Perguntou.

Fiquei em silêncio, mas estava me coçando pra não perguntar o motivo.

-Você foi uma das piores pessoas que já entraram aqui. Qual seu intuito? Fechar esse lugar? -Perguntou.

Continuei organizando tudo e tentando ignora-la, estava começando a ficar sem paciência.

-Vai se foder! -Falou me atirando uma almofada.

Me virei e devolvi a almofada.

-Você não me conhece e eu não te conheço, não é me indagando desse jeito que vamos manter uma relação no mínimo respeitosa. -Falei com o tom elevado.

Ela me olhou surpresa e deu um sorriso sarcástico.

-Eu não quero ter relação alguma com você, todo mundo sabe do caso que você tem com aquela sapatão, espero que você não tente fazer nada comigo. -Falou.

Eu não estava acreditando no que estava ouvindo… Como ela consegue falar tanta merda em tão pouco tempo? Essa visão preconceituosa é um tanto burra, eles agem como se nós não tivéssemos controle dos nossos desejos.

-Fica tranquila, meu amor! Você nem é tão bonita assim. Ah, e sobre a “sapatão” e eu, ninguém tem porra nenhuma com isso. -Falei.

Ela ficou em silêncio me encarando. Continuei a organizar minhas coisas, estava quase voando em cima dessa garota.

-Nojenta. -Balbuciou.

Respirei fundo e decidi ignorar. Deitei e fiquei ouvindo música. Olhei o horário e estava na hora do jantar. O dia simplesmente voou.
Me arrumei e pro refeitório. As amigas da Chloe estavam na porta e me devoraram com os olhos. Fui em direção ao quarto da Cass e a vi saindo com a nova colega de quarto dela, acho que elas se deram bem. Confesso que fiquei um pouco mexida. Dei meia volta e fui em direção ao refeitório.
O cardápio de hoje é macarronada, bem digerível até. Fiquei aguardando na fila e tentando achar Cass no meio das pessoas. Peguei uma bandeja e fui sentar no lugar de sempre, atrás da lixeira.
Vi August e ele sorriu pra mim, torci pra ele vir comer comigo e por sorte ele veio em minha direção.

-E aí! Meu Deus, eu te venero. -Falou sentando-se.

Dei um sorriso.

-Só você, o resto desse lugar me odeia. -Falei comendo.

August riu.

-O pessoal se acostuma com o tempo, fiz até algumas amizades. -Falou.

Fiquei admirada, ele parecia outra pessoa.

-Fez é? -Perguntei.

Ele sorriu.

-Sim, você e meu colega de quarto que é um porco. -Falou rindo.

-Sendo assim, também fiz ótimos amigos. -Falei rindo.

Vi Cass e tentei fazer contato visual, acho que ela não me viu.

-Está procurando a Cassie? -Perguntou.

Fui seguindo seus passos com os olhos e ela sentou-se com a nova menina e outras pessoas. Comecei a ficar aborrecida.

-Ela está andando com a Nancy? -Perguntou arqueando a sobrancelha.

-Pelo visto… Por que? -Perguntei.

August ficou em silêncio.

-Por que? -Falei batendo na mesa.

August riu.

-Porque a Nancy já teve um caso com ela. -Falou.

Meu coração acelerou e minha mão ficou gelada. Eu não costumava ser ciumenta, mas dessa vez eu estava prestes a surtar.

-Ei, Lari! Calma… Isso não quer dizer nada, ok? -Falou pegando no meu braço.

Eu perdi a fome e a insegurança me consumiu. Sei que pode ser exagero, mas estou extremamente incomodada. Tentei encara-la, até que ela me viu e sorriu. Tentei conter minha cara emburrada e sorri de volta. Li seus lábios e ela pediu para nos encontrarmos atrás do banheiro principal. As duas levantaram e foram no maior papo pra algum lugar que eu não faço ideia. Estava com um ciúme que nunca havia sentido antes e o pior de tudo é saber que elas já tiveram algo. Acho que estava exagerando, ou sei lá, só precisava conversar com Cass e dizer o que estava sentindo.

00


Eu espero que tenham gostado da continuação de hoje, não se esqueçam semana que vem tem outro capítulo e por ai vai, toda semana um capítulo novo.

Beijos da Mila!
Gratidão!

Até o próximo capítulo!

Fanfic: Colega de Quarto. (Part. 8).

ESCOLHAS (Capítulo 8)

Se preferirem, ouçam as músicas que irei sugerir logo á baixo, enquanto leem o capítulo. Tudo para uma melhor leitura.
•Daughter- Youth. (Parte I da Lariesce •Josh Jenkins- I Still Love You. (Parte I da Cassie)
_________________

Dias depois.

00
Acordei com a garganta seca, completamente desnorteada. Minha cabeça latejava e eu mal conseguia abrir os olhos por conta de uma fresta de luz que iluminava meu rosto. Olhei pro lado e notei umas flores murchas na mesa ao lado da minha cama. Cocei os olhos e vi algumas marcas no meu pulso, que me fizeram lembrar vagamente do ocorrido.
Comecei a chorar e o desespero tomou conta de mim. Logo uma enfermeira entrou correndo, olhei em direção a porta e vi um suéter conhecido, era a minha mãe.
Meu coração acelerou e eu só queria abraça-la, apesar de tudo, eu sentia muito a falta dela.
Ela estava em prantos e com o olhar perdido, sem jeito.

-Filha? -Falou em voz baixa.

Engoli seco.

-Quero um pouco de água. -Falei grogue.

A enfermeira colocou um pouco em um copo e me entregou em seguida. Bebi a água e tentei me sentar.

-O que aconteceu? Quanto tempo eu dormi? -Perguntei num fôlego só.

-Vamos com calma… -Falou batendo com a mão esquerda no meu ombro.

Eu sabia que havia acontecido algo terrível, mas estava confusa, vinham apenas flashbacks na minha cabeça.

-Bom… a psicóloga vai vir conversar com você e explicar tudo. Agora deite um pouco, descanse. -Falou me tentando me inclinar.

Deitei e fiquei encarando um relógio. Tudo fico em silêncio e eu tentei lembrar de algumas coisas. Lembrei de Cassie, e fiquei aflita. Eu precisava saber como ela estava.
Logo ouvi uns passos e a psicóloga chegou. Eu já tinha visto ela em algum lugar, provavelmente em algum corredor da escola.

-Olá, Lariesce! Que bom que acordou. -Falou sorrindo.

Me sentei e fiquei em silêncio.

-Você se lembra de alguma coisa? -Perguntou.

Encarei o chão e apertei a maca com uma das mãos. Por algum motivo, estava receosa.

-Só flashbacks. -Falei a encarando.

Ela anotou em um bloquinho e me encarou de volta.

-Isso é bom. -Falou me encarando. -Bom, vou explicar o que aconteceu, tudo bem? -Perguntou.

Confesso que estava muito ansiosa pra saber, mas ao mesmo tempo, com muito medo.
Fiz que sim com a cabeça.

-James Rush e outros garotos, te levaram a força pra um galpão, no subsolo do internato. Sua colega de quarto, Cassie Migdton, também estava lá. -Falou lendo um papel.

Tudo começou a fazer sentido e eu comecei a lembrar de tudo. Minhas mãos estavam suando e eu não conseguia parar de balançar a perna.

-Após isso, vocês foram obrigadas a fazer várias coisas… E por fim, James Rush levou você para um quarto nos fundos desse galpão. August seguiu você e encontrou o tal lugar. -Falou virando a folha.

Só conseguia pensar em Cass e no que havia acontecido com ela.

-Faz quantos dias que estou aqui? -Perguntei.

Ela suspirou.

-Cinco dias. -Falou.

Cinco dias? Não é possível que tenha ficado tanto tempo dormindo. Estava prestes a surtar.

-Você estava em estado de choque. É como se tivesse entrado em “coma”. -Falou.

Fiquei em silêncio.

-A Cassie está bem? -Perguntei aflita.

-Sim, inclusive, ela mesmo deu o depoimento. Eles não abusaram dela, August chegou a tempo. -Falou.

Eu só queria abraçar August e agradecer por tudo. Eu nem sei o que teria sido de mim e da Cass se não fosse ele.
Após saber que Cass estava bem, fiquei aliviada. Sei que isso vai ficar marcado na nossa vida, mas poderia ter sido muito pior. Eu só almejo melhoras pra Cass e principalmente pra mim.

-Bom, Lariesce… Seus pais querem conversar com você. -Falou levantando. -Se precisar pode ir até a minha sala. -Falou saindo.

Estava tentando organizar meus pensamentos, mas sei que isso levaria bastante tempo.
Logo meus pais chegaram. Minha mãe sentou e pegou minha mão.

-Filha… Vai ficar tudo bem. Você vai voltar pra casa, não tem que passar por mais nada. -Falou.

Essas cinco semanas foram as mais turbulentas que eu já vivi, apesar de tudo, eu me adaptei aqui, e estava começando a gostar. Quer dizer… talvez eu não goste tanto, mas alguém me prendia aqui, e esse alguém era Cassie.

-Mãe… Eu sei que vocês estão com medo, só que… Eu não quero voltar pra casa. -Falei.

Eles me olharam surpresos. Nem acredito que disse aquilo… Só saiu.

-Lariesce, você tem idéia do que aconteceu? Pelo amor de Deus, esse lugar vai acabar matando alguém. -Falou com o tom de voz alterado.

Fiquei em silêncio.

-Eu só… Queria tentar de novo. -Falei cabisbaixa.

Minha mãe olhou incomodada pro meu pai.

-Bom… a decisão já foi tomada. É melhor pra você, Lariesce… Eu não quero que nada de ruim te aconteça. -Falou.

O lado que eu mais odiava na minha mãe estava voltando. Essa superioridade, a mania de tomar as decisões sem se importar com o que eu penso.

-Novamente vocês tomaram decisões sem me informar. -Falei irritada. -Eu não quero, custa me deixar tentar? Me deixar tomar uma decisão sozinha? -Perguntei furiosa.

Minha mãe levantou e me olhou com sangue nos olhos.

-Não altere a voz pra mim! Eu sei o que é melhor pra você, já não aguento suas gracinhas e essa sua rebeldia. Quando se sustentar, vai ser obrigada a tomar decisões. -Gritou.

Fiquei quieta.

-Me deixa sozinha. -Falei chorando.

As enfermeiras entraram assustadas. Meu pai já havia saído e minha mãe ficou me encarando, com olhar de reprovação.

-Eu pedi pra sair. -Gritei.

Ela virou bruscamente e saiu.
Eu só queria desaparecer, me trancar em algum canto e chorar muito.

00

19:55 PM

Passei o dia inteiro em observação, não aguentava mais ficar andando por esse quarto.
Me deitei novamente e uma enfermeira entrou. Me examinou e checou o horário.

-Quando é que vou ser liberada? -Perguntei aflita.

Ela continuou a organizar uns medicamentos.

-Amanhã bem cedo. Você passou por um tremendo susto, não podemos te liberar assim. -Falou.

Fiquei em silêncio e tentei dormir um pouco.

•••••••••••••••••••••

CASSIE MIGDTON

Cinco dias atrás.

Estava completamente arrasada, envergonhada e com medo. Eu só desejei morrer inúmeras vezes, pois tudo teria sido melhor do que passar pelo o que eu passei. Os gritos da Lariesce ficam rondando minha cabeça e o pior de tudo… É não saber o que aconteceu com ela.
Ao sair do galpão, me lembro de ter visto ela no colo do August, completamente fora de si.
Eles me levaram até a enfermaria, me deram alguns analgésicos e eu tentei dormir. Só tentei… pois fiquei acordada o resto da noite. Nada me deixava quieta, eu só precisava ver como ela estava e saber se James e os amigos foram presos.

00

O alarme tocou e eu levantei, tomei um banho, escovei os dentes e fiquei me encarando no espelho, que ainda estava um pouco embaçado por conta do vapor.
Estava cheia de arranhões e hematomas, além do meu psicológico estar fodido, meu corpo só me lembrava daquela noite terrível.

-Cassie? Não se atrase, você tem que dar seu depoimento. -Falou batendo na porta do banheiro.

Notei uma tesoura em uma das gavetas, estava tomando coragem pra cortar meu cabelo que já não era muito longo.
Respirei fundo, fechei os olhos e cortei.
Eu preciso recomeçar e o primeiro passo já foi dado.
Minhas mão estavam tremendo.

-Cassie? Você tem seis minutos. Falou batendo na porta novamente. -Estou te esperando no auditório. -Falou saindo.

Terminei de cortar e tirei o excesso do cabelo dos meus ombros. Saí ás pressas e vesti o uniforme. Pela primeira vez, tentei me manter apresentável.
Fui correndo pro auditório e ao chegar, todos me olharam espantados, confesso que adorei ver a reação da diretora Hollie.
August me olhou assustado e balbuciou um “gostei”.

00

Após depôr, estava um tanto quanto feliz, afinal… James iria para um reformatório, um dos piores lugares que um jovem pode ir.
O horário de visita pra ver a Larie é só daqui a duas horas, eu não estava aguentando mais esperar.

00

Passou algum tempo e… finalmente iria vê-la. Espero que ela não se assuste com o meu cabelo. Fui ate a enfermaria e peguei um crachá. Colhi algumas flores e decidi levar.
Meu coração estava disparado, mas ao chegar… notei que ela não estava acordada. Fiquei paralisada.

-O que aconteceu com ela? -Perguntei nervosa.

-A gente ainda não tem certeza, mas… Acreditamos que ela tenha entrado em coma, por conta do susto. -Falou.

Minhas mãos estavam geladas… O medo estava me consumindo, minha visão ficou embaçada e eu me sentei ao seu lado. Coloquei as flores em um copo, ao lado dela. Logo tudo ficou em silêncio e as enfermeiras saíram.
Me destruiu ver ela daquele jeito, e ao mesmo tempo me fez lembrar de quando eu estava mal. Eu realmente gostaria que ela estivesse acordada, sei que se ela estivesse, ela estaria transtornada, mas… De alguma forma, queria tentar fazer ela sentir o que eu senti naquela noite que ela foi me ver.
Ela é tão linda… e talvez nem saiba o quanto eu admiro tudo o que ela faz. Se as pessoas fossem classificadas como fenômenos naturais, eu seria a tempestade… e ela… uma brisa. Que faz as folhas alaranjadas do outono se desprenderem das árvores.

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LARIESCE SMITH.

07:23 AM

Acordei desnorteada e logo lembrei que hoje iria sair daqui. Levantei ás pressas e uma das enfermeiras chegaram.

-Bom dia, Lariesce! Vamos te liberar daqui a pouco. -Falou.

Eu não já não aguentava mais esse sufoco, só queria ir embora.
Abri um sorriso e fui tomar um banho.
Ao sair do banho, notei que minhas coisas estavam organizadas. Sai desembaraçando meu cabelo e ao olhar pro lado, vi minha mãe conversando com o médico.

-O que é isso tudo? Eu já vou embora? -Perguntei assustada.

Minha mãe pediu licença ao médico e entrou no quarto logo em seguida.

-Lariesce… Você vai poder se despedir das pessoas que fez amizade aqui. Tenha calma. -Falou.

Fechei a cara e fui em direção a porta. Finalmente iria sair daqui, não pensei duas vezes e fui até meu dormitório. Eu tinha a impressão que todos já sabiam de tudo. Eles me olhavam estranho e cochichavam o tempo inteiro. Estava envergonhada e agora sei que aquilo iria me incomodar bastante.
Fechei os olhos e abri a porta com tudo.
Não tinha ninguém lá, minha cama estava organizada e o lado de Cass completamente desorganizado como de costume. Não queria ir sem vê-la, estava morrendo de saudade e não perdoaria meus pais se não a visse.
Sentei na cama dela e peguei uma de suas blusas e tentei sentir o cheiro dela. O perfume adocicado só me fazia sentir mais saudade.
Me levantei e fiquei olhando pro lado de fora, até que… ouvi a porta abrir.

-Lari? -Falou com a voz trêmula.

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Minhas Luas, eu imagino que tenham matado a curiosidade, gostaram da sugestão de música, que foi deixada pela autora da história? Eu adorei. Eu espero que tenham gostado da continuação de hoje, semana que vem tem mais ou quem sabe sai antes, só pra vocês não ficarem na curiosidade.

Obrigada por todos os comentários, por estarem seguindo o blog e dando muitos likes. Eu vou deixar o link da pagina e do insta do blog.

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Beijão da Mila!
Gratidão!!

Fanfic: Colega de Quarto. (Part.7)

Pra quem ainda não leu o Capítulo 1 e os outros capítulos, vou deixar o link aqui em baixo:
Capítulo 1: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 2: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 3: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 4: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capitulo 5: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capitulo 6: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.

Chega de enrolação, eu espero que gostem muito da continuação.

Boa Leitura!

FIRE (Capítulo 7)


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18:34 PM

Fiquei sentada na janela do quarto, que dava pro fundo do jardim, a vista era privilegiada com uma bela floresta que, acredite, eu nunca havia parado pra reparar o quão bonita ela fica quando está anoitecendo. Eu não sei que tipo de sensação estava sentindo, minha barriga estremeceu e algo me deixou cabisbaixa, por um momento, senti saudade… De casa, da minha velha rotina e da minha “liberdade”. Estava gostando do internato, na verdade, me adaptando, uma hora a gente tem que se acostumar com o fato de que tudo muda, de uma hora pra outra. É… Olha só quem tá sofrendo novamente pelas temidas “mudanças.” O vento fresco entrava pelo quarto e fazia as cortinas balançarem, seja bem vindo Outono!
Cass abriu a porta e ficou procurando algo em meio as suas coisas.
Fiquei observando quieta, aguardando ela me perguntar algo.

-Isso daria uma capa de CD indie. -Falou rindo.

Dei risada.

-Ah… Meu humor também combina com as músicas. -Falei rindo.

Cass encostou na porta do armário e ficou me encarando.
O silêncio reinava.

-Estava procurando o que? -Perguntei quebrando o silêncio.

Cass sentou na cama e suspirou.

-Um cigarro. -Falou.

Olhei surpresa. Cass realmente acha que fumar tomando remédios é algo saudável.

-Cigarro? Nem pense nisso, você tá se recuperando, isso não vai te fazer bem. Se você passar mal vão dizer que te envenenei. -Falei.

Cass deu uma gargalhada.

-Tudo bem, mamãe. Mais alguma coisa? -Perguntou se aproximando.

E novamente o frio da barriga me consumia por inteiro.

-Sim, tá na hora do seu anti-inflamatório. -Falei levantando da janela e indo até a cabeceira.

Cass virou a cabeça e deu um sorriso de lado.

Peguei o comprimido e um pouco de água em uma pequena jarra de vidro. Cass pegou o comprimido e engoliu de uma vez só. Fiquei surpresa e coloquei o copo de volta na mesa.
Estava me sentindo estranha, os acontecimentos me deixaram confusa. Não sei o que Cass quer realmente, não sei o que nosso beijo significou e não quero me envolver se não tiver certeza, já sou insegura o suficiente.
Cass fechou o sorriso e se deitou.

-Vou pro jantar, faz dias que não como nada no jantar. -Falei indo em direção a porta.

Cass ficou em silêncio.
Tentei ignorar e fui pro refeitório. Algo me dizia que Cass havia notado que eu estava estranha.
Estava me acostumando com os olhares e eles nem me incomodavam mais. Ao chegar, vi August, ele estava com outros garotos.
Peguei meu jantar e sentei no mesmo lugar de sempre, que por incrível que pareça, só eu utilizava.
A comida era razoável, na verdade, era relativamente boa, só que estava sem fome.
Olhei pro lado e vi um vulto e senti um perfume conhecido. Larguei meu prato e saí ás pressas. Fui seguindo os passos da pessoa, eram apressados e silenciosos. Notei que estava indo em direção ao jardim. Estava ventando muito, as árvores e arbustos balançavam de um lado para o outro. Decidi entrar e senti alguém dizer meu nome. Meu corpo congelou e eu olhei lentamente para trás, era James.
Meu sangue esquentou.

-O que você quer? Licença. -Falei tentando abrir a porta.

James deu um sorriso malicioso.

-Você conseguiu me fazer mudar de internato, vou deixar de ser um problema, pra sua felicidade. -Falou.

-Realmente estou feliz, obrigada por ter me contado. -Falei.

Logo uns garotos apareceram. Estava começando a me assustar.

-Vou embora… Mas você vai lembrar de mim sempre. -Falou.

Fiquei calada. Os garotos riam e me olhavam dos pés a cabeça.

-Eu não lembro de coisas insignificantes. -Falei saindo.

Logo um dos garotos me puxou e tentou me calar com um pano. Eu só conseguia me debater, a porta ficava cada vez mais longe. Meu coração queria sair pela boca. Tentei gritar o mais alto possível, mas nada adiantava.
Me levaram pro mesmo galpão que James havia me levado. Estava desesperada, pois sei que aqui ninguém poderia me ouvir. Acenderam a luz e ouvi sons abafados.
Meus olhos estavam ficando embaçados, de tanto que estava chorando. Não consegui ver a pessoa, mas aos poucos notei que a pessoa, era Cass.
Meu corpo congelou e amoleceu. Me jogaram no chão, ao lado dela. James e os amigos planejavam algo e eu só conseguia olhar ao meu redor e buscar maneiras de fugir.

-Vocês realmente não sabiam com quem estavam mexendo. -Falou.

Tentei gritar mais uma vez e todos os quatro garotos riam.

-Larga de ser idiota, você sabe muito bem que ninguém vai te ouvir daqui. -Falou.

-O que você quer? -Cass falou chorando.

James sorriu maliciosamente e cutucou o garoto que estava do lado.

-Já que as duas são namoradinhas… Vocês poderiam começar a se pegar aqui na nossa frente. -Falou rindo.

Encarei Cass e abaixei a cabeça. Estava morrendo por dentro, só queria chorar.

-Não somos namoradas, desgraçado. -Gritei.

James fechou o sorriso.

-É melhor fazer o que eu estou pedindo. -Falou puxando meu cabelo.

Cass o chutou, e ele me soltou bruscamente em direção a parede. Bati minha cabeça e fiquei tonta. Dois caras se aproximaram e nos obrigaram a beijar uma a outra. Eu só conseguia chorar.
Todos comemoravam e brindavam suas garrafas de vodka.

-Agora quero que a loirinha tire a blusa da outra. -Um dos caras falou rindo.

Cass se recusou a tirar e eles ficaram furiosos. Estava morrendo de vergonha e ódio ao mesmo tempo. Cass ainda estava se recuperando e já estava passando por outra merda, eu não podia deixar isso assim.
Eu mesma tirei minha blusa e coloquei as mãos de Cass nos meus peitos. Vi uma lágrima escorrer de um dos olhos dela. Aquilo estava me destruindo, mas não podia deixar eles machucarem ela de novo.

-Vagabundas. -Gritou um dos garotos.

-Alguém quer brincar com uma delas? -James ofereceu, dando um gole na bebida.

Todos gritavam e riam. Minha cabeça estava latejando e Cass estava desesperada.

Um deles me puxou pelo braço e me arrastou até um banheiro nos fundos. Eu só conseguia gritar e ouvir os gritos de Cass, que cada vez ficavam mais baixos.

-Não, por favor, deixem ela em paz! -Cass berrava, diversas vezes.

Tentei me debater, mas ele era mais forte que eu, já não aguentava mais, estava completamente tonta. Ele me empurrou contra parede e com uma das mãos levantou minha saia. Eu conseguia ouvir meus batimentos.
Logo ouvi passos fortes e notei que haviam trago Cass pra ver tudo.
James a puxou pelo braço e a jogou com tudo no chão.

-Tá legal, vocês realmente pensam que vão comer ela primeiro que eu? Quem arrumou essa merda aqui toda foi eu. -Falou tirando ele de cima de mim.

O cheiro de bebida se misturava com o cheio do suor. Meus joelhos dobraram e eu caí.

James fechou a porta e arrancou a minha roupa. Me debati, e cuspi no rosto dele.
Tentei destrancar a porta do banheiro e ele me puxou. Meus joelhos estavam ralados e eu mal tinha percebido.
A porta finalmente abriu e vi que os outros garotos estavam indo em direção a Cass. Ela estava mole, quase desmaiando.
James puxou meu cabelo e me levou para um quarto ao lado, havia apenas uma cama e um colchão, tudo muito sujo e velho.
Eu não conseguia acreditar no que estava acontecendo, eu só queria acordar desse pesadelo.
Ele me atirou na cama e subiu em cima de mim. Meu corpo não respondia mais por mim, eu não tinha mais forças pra gritar, só conseguia sentir nojo de tudo aquilo.
Minha visão ficou escura e eu estava pedindo pra morrer. Ouvi a porta abrir bruscamente, era August e uns vigias.

-Sai de cima dela. -Gritou.

Ele imediatamente saiu de cima de mim e eu simplesmente apaguei.
Lembro de ver August me cobrindo com um lençol e tentando me acordar. Uns enfermeiros chegaram e a policia também foi acionada.
O internato inteiro acordou, e eu… só queria estar morta.

000

Acordei em uma maca, meu corpo inteiro doía. Encarei minhas mãos e as marcas no meu pulso me fizeram lembrar de tudo.
Comecei a gritar e a tentar sair de lá, até que umas enfermeiras chegaram e me acalmaram.
Não conseguia parar de chorar. Olhei pra porta e vi meus pais. Minha mãe estava aos prantos e veio correndo me abraçar. Por um momento… me senti viva.
Só queria ir pra casa.

000


Eu sei, finalmente saiu a continuação da Fanfic, acabou demorando porque a autora estava com a vida super corrida e eu também estava com a minha vida de cabeça pra baixo, quer dizer: ainda está, quer dizer, sempre esteve (risos).

Obrigada por todo carinho, por toda paciência e por todos acessos, vocês são demais, eu já disso isso? Semana que vem vai sair o Capitulo 8, aguardem!

Beijos da Mila!
Gratidão!

Fanfic: Colega de Quarto – Rommate. (Part.5)

Galerinha, como prometido a continuação da Fanfic, da autora Lucília Gomes.

Eu espero que eu não tenha demorado muito pra postar a continuação, se bem que que causei um suspense e ansiedade em vocês.

Chega de enrolação, eu espero que gostem muito da continuação.

Boa Leitura!!


Sensações. (Capítulo 5)

17:30 PM

Me vi sentada chorando no corredor, e logo umas pessoas se aproximaram. Virou o maior tumultuo e eu senti tudo rodar. Um coordenador me levantou e me acompanhou até a enfermaria.
Eu só conseguia pensar em Cass e em tudo que estava acontecendo. Uma das enfermeiras me avaliou e me deu um copo de água e um comprimido de calmante. Eu só precisava dormir e esquecer tudo. Aos poucos minha visão foi ficando turva e eu simplesmente apaguei.

00
20:24 PM

Acordei e estava totalmente desnorteada, logo vi a mesma enfermeira que havia visto antes. Me levantei e ela checou minha pressão. Sabia que estava mais calma, só queria ver Cass.

-Você parece melhor. -Comentou tirando o estetoscópio do pescoço.

-Eu preciso ver a Cass, onde ela está? -Perguntei aflita.

-Vamos com calma, moça. -Falou.

Eu não estava aguentando, precisava ver Cass e saber como tudo acabou.

-Antes de ir, você precisa assinar esses papeis e ir até a diretoria para explicar o que aconteceu.

O ódio que estava de James só me consumia cada vez mais, queria acabar com a raça dele. Peguei os papeis e fui em direção a saída.

-Não vai se meter em confusão, hein. -Falou.

Dei uma risada e saí. Todos me olhavam estranho e cochichavam algo entre eles. Me senti totalmente incomodada.
Logo vi a diretora e entrei na sala. Vi James sentado, e eu me imaginei voando no pescoço dele.
Não entendi o porquê daquele alvoroço, mas, estava pronta pra acabar com James.
Uma mulher tirou James da sala e fechou a porta num solavanco só.

-Lariesce Grace Stevens, James veio até aqui nos dizer que tentou separar a briga entre vocês duas, mas, que estava quase impossível. -Falou.

Meu sangue fervia, eu não estava acreditando no quanto esse cara poderia ser frio.

-O que? Brigando? Eu e Cass somos muito amigas para brigar, e outra, ele chegou com uns amigos e começou a tirar sarro da gente, por motivo nenhum. Cass se irritou e deu um soco nele, eu tentei separar os dois, mas James não parava. Fiquei tonta e cai no chão, e depois só vi ele e os amigos dele correndo. Cass desmaiou e depois eu não lembro de quase nada. -Falei com os olhos cheios de lágrimas.

Minha boca estava seca e eu só sabia tremer. Isso não vai ficar assim, não pode.

-Bom… eu acredito que não tenha feito isso, mas não é assim que as coisas funcionam, você só vai poder vê-la quando encerrarmos o caso. -Falou virando uma das páginas.

-O que?! Eu preciso ver ela, pelo amor de Deus. -Falei implorando.

-Sinto muito… -Falou abrindo a porta.

-Espera, e quanto a James? Ele vai ser punido? -Perguntei com o tom de voz alto.

-Vamos ver que medidas se encaixam a ele. -Falou.

É sério? Ele quase mata uma pessoa e eles vão “ver que medidas de encaixam a ele”?! Tá de sacanagem, né? No mínimo ele tinha que ser preso ou expulso.
Sai cuspindo fogo e fui para o pátio, precisava respirar.
O pior de estar aqui é que não tenho com quem desabafar, eu não aguento mais me sentir sufocada.
Me sentei em um dos bancos e fiquei olhando pro céu.
Haviam algumas pessoas e elas não paravam de me encarar e cochichar entre elas, aquilo me tirava do sério.
Eu só queria que esse dia horrível acabasse e tudo voltasse ao normal, sem brigas, mentiras e confusão. James é o pior garoto que já conheci depois daquele idiota da festa, que ele mesmo criticou e me fez acreditar que ele era diferente. Tudo farinha do mesmo saco.
Levantei, arrumei minha saia e fui explorar um pouco o pátio. A grama fresca e o aroma dos pequenos ramos de flores me faziam sentir tranquilidade, coisa que eu desconheço nas últimas semanas. Sentia saudade de casa, apesar de passar meus dias muito sozinha.

00

Após um tempo, notei que já estava na hora do jantar, e fome era algo que eu não tinha. Aproveitei pra tomar banho, nada melhor que banheiros vazios. Tirei minha roupa e entrei no chuveiro, a água estava morna, mas quase gelada. O silêncio do banheiro era um tanto quanto agradável. Pude lavar meu cabelo, depilar minhas pernas e esfoliar meu rosto, sem que ninguém me encha o saco pra sair.
Peguei minhas coisas e voltei pro meu dormitório, o cheiro de Cass exalava pelo quarto. Mudei de roupa e sentei na beira da cama, meu coração estava acelerado e eu não conseguia ficar quieta. Decidi organizar o quarto, dobrei as roupas que estavam jogadas, empilhei os livros e arrumei a cama de Cass, em baixo do criado mudo havia uma caderno de anotações e confesso que estava louca pra ler, porém, não gostaria que invadissem minha privacidade, então não iria invadir a dela.
Voltei pra cama e tentei ler um pouco, nada me fazia sentir sono.
Eu precisava ver Cass, e saber como ela estava. Isso tudo é uma injustiça.
Muitas coisas se passaram pela minha cabeça, e uma delas decidiu permanecer.
Coloquei um moletom e fui andando pelo corredor, alguns quartos ainda estavam acesos e eu ouvia risadas, pelo jeito não sou a única sem sono. Eu sabia que aquilo era errado, mas eu precisava ir até a enfermaria e de alguma forma falar com ela.
Ouvi passos e logo me escondi atrás de uma pilastra, eram algumas meninas migrando de um quarto pro outro. Olhei pro meu pé e notei que estava com meias e o pior, com meias cachorrinhos, eu sou uma anta mesmo. Continuei a andar e notei que enfermaria só autorizava a entrada de pessoas com o nome na lista, e um aluno nesse horário iria parar na diretoria.
Estava quase desistindo do meu plano, quando vi uma porta aos fundos, tentei abrir, porém estava trancada. Tentei puxar o trinco e a porta só fazia barulho, dei um último solavanco e ela abriu. Eu enlouqueci, com certeza.
Entrei em um depósito de curativos, o cheiro de hospital me dava embrulho no estômago. Vi uns uniformes e não pensei duas vezes em vestir. Como todas as roupas, essa ficou larga demais, e eu tive que sair segurando as calças.
Fui até os registros e tentei achar o nome de Cass, até que fui interrompida.

-Posso ajudar? -Perguntou.

Uma mulher aparentemente velha me encarava muito desconfiada.
Eu estava perdendo todos os líquidos do meu corpo, eu sabia que uma hora ia cair dura.
Engrossei a voz e sorri.

-É… Sim! Preciso dar a medicação pra Cassie, a menina que apanhou. -Falei.

Se ela perguntar que remédio vou dar, fodeu.

-Sei… Achei que a outra enfermeira já tinha ido até lá. -Falou confusa. -Você tem um nome bem masculino, hein. -Falou olhando pro meu crachá.

Eu não acredito que peguei o uniforme de um cara chamado Robert, pronto, já me descobriram.

-É… Roberta! Isso. Erro de digitação. Haha! -Falei nervosa.

A mulher me comia com os olhos.

-Sei. O quarto da Cassie é no final do corredor á direita. -Falou me entregando uns remédios.

Não acredito que consegui, meu Deus! Estava toma cagada, porém, satisfeita. Fui andando e não encontrava a porta, até li a pequena placa indicando o nome dela. Entrei com o coração na mão, na verdade, os remédios.
Cass estava dormindo de lado, como sempre costuma dormir. Eu não sei explicar o que estava sentindo, e eu nem sei se queria uma explicação.
Sentei ao lado dela e observei ela dormir. Sei que não deveria estar enrolando, porém não me importaria se alguém me pegasse agora, pelo menos consegui vê-la.
Haviam alguns machucados na boca e no olho esquerdo, a mão direita estava enfaixada.
Dei uma leve batida nas costas de Cass e ela abriu os olhos.

-Mas já acabei de tomar um… eu não quero. -Falou sonolenta.

Dei um sorriso.

-Cass, é a Lari. -Falei baixinho.

Ela abriu os olhos e pude sentir minhas pupilas dilatarem.

-Lari? Meu Deus… como você entrou? Eu deveria estar falando com você? -Perguntou tentando sentar.

-Ei… fica calma. E não, eu nem deveria estar aqui. Eu preciso te explicar o que aconteceu. -Falei baixo.

Cass me olhava atenta e com um semblante confuso.

-Estávamos sentadas no corredor e James veio implicar comigo, como de costume. Ele nos xingou e você partiu pra cima dele. Eu tentei te ajudar, e acabei me machucando. Você desmaiou e veio parar aqui… -Falei rápido.

Cass arregalou os olhos.

-Eu me lembro vagamente de algumas coisas, mas… eu não entendo o porque desse alvoroço todo.

Respirei fundo. Estava morrendo, eu precisava dizer tudo.

-James após tudo isso foi até a diretoria e inverteu a história toda, disse que nós caímos na porrada e que eu fiz isso com você. -Falei num fôlego só. -Você sabe, eu nunca faria. -Disse trêmula.

Cassie pegou na minha mão e olhou nos meus olhos. Senti meu corpo todo estremecer.

-Calma, Lari… eu acredito em você. -Falou ainda segurando minhas mãos. -Eu vou recuperar essas lembranças e isso não vai ficar impune. -Falou.

Aquilo me deixou totalmente aliviada.

-O pior é que não posso ficar perto de você até que você esteja bem pra explicar tudo. -Falei. -Eu vou sentir sua falta. -Falei.

Cass seu um sorriso e ficou me encarando.

-Vou tentar dizer tudo isso amanhã, só que não sei se vai ser válido. -Falou. -Mas… então quer dizer que tá com saudades? Eu só fiquei fora um diazinho. -Falou risonha.

Dei um sorriso.

-Ah, eu sinto falta de explorar você um pouquinho. -Falei rindo.

Ficamos em silêncio e nos encarando algum tempo.

-Preciso ir. -Falei.

Cass me olhou cabisbaixa.

-É, eu sei… Falou.

Estava completamente amolecida, eu só queria poder ficar do lado dela mais um pouco.

-Volta logo, tá? -Falei olhando diretamente nos olhos de Cass.

Cass acariciou meu rosto e foi se aproximando lentamente de mim. Eu nunca senti aquilo por alguém, eu não sabia se era o certo, mas… eu não queria parar.

Fechei os olhos e ouvi passos, cada vez mais próximos.

-Meu Deus… eu preciso ir. -Falei saindo de fininho.

Entrei no quartinho e tirei aquela roupa nojenta que fedia a vômito. Estava completamente desnorteada, não acredito no que fiz, e muito menos no que quase aconteceu. Só queria deitar e ficar pensando em tudo. Fui andando devagar, até que levei um baita susto com o alarme de vistoria.
Estava bom demais pra ser verdade.
Tentei correr e logo uma das luzes me pegou.

-Ei, garota! O que tá fazendo esse horário fora do dormitório?! Me acompanhe imediatamente. -Falou gritando.

Eu só me meto em confusão mesmo, agora vou ser obrigada a inventar desculpas esfarrapadas. Vou levar uma advertência, porém, essa advertência valeu muito á pena. Acho que estava encrencada… só que muito feliz.

00


Meu amores, a continuação fica por aqui. Semana que vem tem mais. Já estão ansiosos para o Capítulo 7?

Beijão da Mila, até a próxima!

Fanfic: Colega de Quarto – Rommate. (Part.4)

Gente, hoje é a continuação da Fanfic, daquela leitora e autora: Lucília Gomes.
Quero pedir desculpa pela demora, mas estou passando por muitos problemas pessoais, ai fica difícil fazer tudo ao mesmo tempo, mas logo isso passa..
Chega de enrolação e vamos pra Fanfic.

Pra quem ainda não leu o Capítulo 1, vou deixar o link aqui em baixo:
Capítulo 1: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 2: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 3: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.

Eu espero que gostem da Fanfic.

Boa Leitura!


Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
(Part.4)

Segredos.

03:54 PM

00

Fechei os olhos e senti a respiração de Cassie no meu pescoço.

-Clarie? O que foi? -Perguntou se afastando.

Continuei a chorar e fiquei em silêncio.

-Ei? -Falou tirando meu cabelo do rosto.

Me virei e sentei no canto da cama.

-O que houve? -Perguntou.

Não consegui dizer, só conseguia chorar. Aquilo tudo doía, e o pior é que eu sabia o quanto Cassie estava sofrendo também, só que perdi o total controle de tudo.
Cassie se aproximou e me abraçou, assim como havia feito com ela, e por um momento, me senti bem. Senti seu coração acelerar e logo me afastei um pouco de Cass.
Cass me olhou intrigada.
Fiquei em silêncio e logo as coisas se acalmaram.

-Eu sai com um garoto… -Falei nervosa.

Cass me encarou e logo desviou o olhar.

-E… -Falou.

Fiquei perplexa.

-Ele parecia ser um cara legal, me chamou pra sair e eu fui depois do jantar. -Falei.

Cassie ficou inquieta.

-E fomos para um lugar mais reservado, um galpão enorme, com quartos, mesas… E ele bebeu demais. -Falei.

Cassie continuou a me ouvir, seus olhos brilhavam.

-O que ele fez? -Perguntou nervosa

Respirei fundo e decidi dizer tudo de uma vez.

-Ele me beijou, e eu até gostei no inicio… Só que ele foi longe demais, e eu dei um fora nele e saí as pressas de lá, e pra variar, ele me chamou de vadia. -Falei num fôlego só.

Cassie ficou boquiaberta.

-Imaginei um estupro. -Falou.

Fiquei cabisbaixa.

-Sei que não é o fim do mundo, mas eu fiquei muito mal. -Falei.

Cassie acariciou meu rosto.

-E tem razão… Quem foi o idiota? -Falou.

Fiquei em silêncio, não sei se deveria expor.

-James? -Perguntou.

E no chute, ela acerta.

-Sim… -Falei.

Cassie me olhou surpresa e encostou as costas na parede.

-Era de se imaginar, ele anda com a raça porca da escola. -Falou.

Fiquei em silêncio. Cada vez mais eu tinha certeza da tremenda burra que fui ao pensar que ele era um cara legal.
O quarto ficou em total silêncio e logo minha curiosidade voltou.

-Mas… e você? Por que estava chorando? -Perguntei.

Cassie engoliu seco.

-Ah… eu tenho algumas crises. -Falou.

-Trate de contar isso direito. -Falei com tom de voz desconfiado.

Cassie ficou inquieta.

-É…

Cassie me encarava de um jeito que só ela sabia fazer. Não conseguia retribuir as encaradas, de alguma maneira ela me deixava sem graça.
O silêncio invadiu o quarto, meus olhos estavam pesados e o cansaço me consumia.

-Eu tenho problemas pra lidar com minhas emoções, a maior parte do tempo tento me controlar, pois sei que por menos que seja as coisas, elas me afetam de maneira brusca. -Falou.

Os pássaros cantavam e a luz do sol entrava por uma pequena fresta da janela.

-Mas… O que tem te incomodado tanto? -Perguntei sendo um pouco invasiva.

Ela suspirou e abaixou a cabeça.

-Não sei se é legal dizer, mas eu preciso, e de alguma forma confio em você. -Falou me encarando.

A fresta de luz batia em um de seus olhos, permitindo observar cada detalhe.

-Meu padrasto convive com minha mãe desde quando meu pai faleceu… As coisas só pioraram quando eu completei 12 anos, ele se viciou em álcool e toda vez que ele bebe, ele fica agressivo. Ele acha que eu sou a discórdia no casamento e minha mãe está completamente cega por ele. Não é atoa que estou aqui. -Falou com a voz trêmula.

Cassie estava segurando ao máximo para não chorar, e eu estava sem jeito, tentando arrumar palavras pra consolar ou ajudá-la de alguma forma.
A abracei em um solavanco só, e ela desabou no meu ombro. E eu… tentei ser forte, porque ela precisava mais de mim do que eu dela.

-Você não um problema, você é maravilhosa, Cass… -Sussurrei.

Tudo ficou em silêncio e apagamos uma do lado da outra.

00

06:29 AM

Acordei abraçada com Cass, e confesso que levei um baita susto. Olhei o relógio e por incrível que pareça, se eu correr eu consigo assistir a primeira aula.
Cass abriu os olhos e coçou a cabeça.
Fiquei encarando o chão até que senti um empurrão, tinha sido atingida por um travesseiro logo cedo.
Dei um sorriso e ela sorriu de volta.
Levantamos ás pressas e fomos direto pro banheiro.

-Aqui é bem vazio esse horário. -Falou ligando a ducha.

-Essas são as poucas vantagens de acordar tarde. -Falei tirando minha blusa.

Cass encostou na pia e ficou me encarando.

-O ruim é que a água não fica muito quente esse horário. -Falei tentando desviar o olhar de Cass.

Ela ficou com um sorriso entreaberto e eu fiquei completamente envergonhada.

-Cassie? Você não vai tomar banho? -Perguntei rindo.

Ela deu um pulo e ficou mais vermelha que um tomate.

-Ah! Claro. -Falou entrando no Box.

00

Após um tempo nos desencontramos e não iriamos nos ver tão cedo. Cassie desaparecia durante o dia.
Fui andando até a biblioteca e vi James encostado em um dos armários. Ele me encarou e virou a cara, com um ar de total desprezo. Eu realmente queria enfiar meu rosto em um buraco.
Ouvi uns cochichos e entrei na biblioteca.
Peguei uns três livros e estipulei duas semanas pra acabar os três, preciso manter minha mente ocupada.
James e uns meninos estavam rindo e me encarando, fiquei totalmente sem graça e me controlando pra não sair correndo. Fingi não ouvir e continuei a folhear as páginas.
Senti alguém se aproximar e se sentar ao meu lado. Tentei ignorar, até que ouvi uma voz rente ao meu ouvido.

-Então é fácil assim? Me encontra no quartinho mais tarde também. -Falou saindo.

Meu corpo gelou e me fiz de tudo pra não desabar na frente daqueles idiotas. Me levantei e sai ás pressas. Entrei no primeiro banheiro que vi e me tranquei em uma das cabines. Eu só queria chorar.
James acabou com toda dignidade que eu tinha, e de uma hora pra outra, todos sabiam que eu havia saído com ele.

00

Após um tempo lavei o rosto e deixei os livros no quarto. Tentei me manter forte, afinal, não queria deixar Cassie na mão, prometi pra mim mesma que iria encoraja-la todos os dias.
Todo dia de manhã iria deixar um post-it colado em algum lugar, sem que ela saiba ou espere. O primeiro do dia foi na cabeceira da cama dela, nele estava escrito: “você é suficiente, pra mim e principalmente pra si mesma.”
Deitei um pouco e esperei dar o horário da oficina de teatro. Meu celular tocou e era a minha melhor amiga.

Ligação On

-Larieeeeee! Me conta! Como que tá ai? -Perguntou.

-Tá indo. -Falei rindo.

-Ah! O Josh me pediu em namoro ontem, acredita? -Perguntou.

-Uau! Que evolução… Parabéns! -Falei.

-Tá ficando pra titia, hein. -Falou rindo.

-Não me interessei por ninguém e aqui nem tem tantos meninos bonitos… -Falei.

-E o encontro? -Perguntou.

Fiquei em silêncio.

-Preciso desligar! Tenho que terminar umas coisas pra amanhã… Eu te amo, Larie. Beijoooo
-Falou desligando.

*Ligação Off

Nunca tinha falado tão rápido com ela e achei até melhor não entrar em detalhes. Nunca tive sorte com relacionamentos, parece que tudo conspira ao oposto de mim. Arrumei meu cabelo e notei que estava quase na hora de ir ao teatro. Estava ansiosa pra aula, o teatro liberta quem eu realmente sou, e adoro sentir a sensação de por um momento deixar de ser eu mesma e interpretar outro personagem.
Fui andando até a sala, e ao entrar vi Cassie dormindo em uma das cadeiras do fundo.
A maioria das pessoas não haviam chegado, talvez tenha vindo cedo demais.
Me aproximei devagar, na ponta dos pés e dei um grito.

-Cassieeee. -Gritei.

Minha voz ecoou por todo auditório.
Cassie levantou num só pulo e fechou a cara.

-Ai que susto, Lari! -Falou secando a boca.

Sentei do lado dela e fiquei morrendo de rir.

-Muito engraçado, hahahaha. -Falou com tom de deboche.

Passou-se algum tempo e o professor chegou com uma pilha de papéis, já era previsível o tamanho da peça que ele iria propor.
Cutuquei Cass e ela ainda cochilava. Seus olhos ficavam ainda mais claros quando ela estava com sono.

-Bom! Hoje vamos dar início a uma peça que eu particularmente gosto muito, a peça “Liers”.

Achei o nome interessante, e confesso estar empolgada.

-Os testes começam agora, quero que leiam o roteiro e assinem em baixo do personagem que vocês mais se identificam. -Falou entregando uma folha.

Dei uma lida e um dos personagens me chamou a atenção, o papel de Joane, uma das personagens mais verdadeiras e de personalidade forte. Porém, acredito que mais pessoas tenham se interessado.

-Gostei dessa. -Falei.

Cass olhou e completou:

-E eu desse cara, será que posso fazer papel masculino? -Perguntou.

Dei risada.

-Cabelo curto já tem. -Falei.

Cass sorriu de volta. Aguardamos um tempo e o teste estava prestes a começar.

-Lizzie, Carl e Joy, vocês começam a contracenar, afinal, seus personagens são amigos. -Falou.

Fiquei observando e rindo durante todo tempo. Estava torcendo pra ninguém escolher a Joane.

Após um tempo, o professor chamou nossos nomes.

-Caraca, contracenamos juntas. -Falei surpresa.

Olhei pro lado e vi uma menina, provavelmente ela iria tentar o papel da Joane também.
Cass deu sorte, o papel do menino só havia sido escolhido por ela.
Me afastei e comecei a ler algumas falas, a maioria delas.

-Bom, a peça basicamente gira em torno de uma pequena vila, que esconde segredos e mentiras por trás de mentiras. Cada personagem tem algo a esconder, e quero que vocês leiam o segredo de cada papel escolhido e pensem numa forma de colocar emoção de acordo com a intensidade que o texto pede. -Falou entregando algumas folhas.

Olhei ao redor e todos pareciam surpresos, uns faziam caras e bocas, e eu, tomava coragem de ler o segredo de Joane.
Decidi ler e fiquei surpresa, Joane era casada, e seu marido era um alcoólatra, e ela sustentava seu filho sozinha, e de noite, se prostituía pra sustenta-lo.
Fiquei perplexa, não só por ter conseguido um papel fortíssimo, mas principalmente por lembrar do que Cass havia me contado. Estava com medo de aceitar e estou com medo do que ela vai sentir.

-Pronto? -Perguntou.

Todos fizeram que sim.

-A primeira cena é da Joane lavando roupa e as vizinhas fofocando sobre ela. -Falou.

Entrei em cena e tentei incorporar a personagem, mas meu pensamento só me levava pra Cass. Notei que ela havia se escorado na parede e que começou a folhear.

-Clariesce? Tudo bem? Foco na cena. -Falou batendo palma.

Cass largou os papéis e foi correndo em direção á saída. Não resisti e disse que precisava ir ao banheiro, fui logo em seguida e esbarrei com Cass em um dos corredores.

-Tudo bem? -Falei.

Tudo permaneceu em silêncio e o som da minha voz ecoava pelo corredor.

-Eu sei, eu li a peça. -Falei.

Ela se virou e engoliu seco.

-Isso só pode ser brincadeira? Foi você que escreveu? -Perguntou com raiva.

Fiquei assustada.

-Lógico que não, e mais, nunca seria capaz de dizer algo ao seu respeito pra alguém nessa escola. -Falei me aproximando.

Cass revirou os olhos.
Sentamos no corredor e ela encostou a cabeça no meu ombro.

-Vou fazer o marido violento, sabia? -Perguntou.

Fiz que sim com a cabeça.

-Eu não sei se isso é algum tipo de teste comigo pra ver o quanto sou forte ou se é o destino rindo da minha cara. -Falou rindo.

-Acho que é apenas um papel que vai tornar você ainda mais forte. -Falei.

Ouvi passos e vozes que não me eram estranhas. Era James e outros meninos.

-Tá pegando mulher agora? -Falou rindo.

Todos riram e nos levantamos.

-O que foi? -Cass falou aumentando o tom de voz.

-A mulher macho tá querendo defender a namoradinha… Abaixa tua bola que tua namoradinha me deu ontem. -Falou rindo.

Meus olhos encheram de lágrimas e eu não consegui nem desmentir a mentira mais sórdida que já podia ter ouvido.
Cass não pensou duas vezes e deu uma sequência de socos no rosto de James.
Me desesperei e fui pedir ajuda.
James levantou numa fúria e encheu Cass de murros.
Minha visão ficou embaçada e eu só sabia chorar. Logo ouvi pessoas chegando e vi Cass no chão. Os meninos já haviam ido embora, sem deixar nenhum rastro.
Uns enfermeiros chegaram e levaram Cassie pra enfermaria e eu… fiquei sentada no corredor durante duas horas, só chorando e querendo desaparecer e acabar com tudo aquilo.
Cass estava machucada e eu só conseguia me sentir culpada por tudo, sei que logo vão saber quem fez aquilo com ela e que nada vai ficar impune, pelo menos eu espero…

00


O que vai acontecer no Capitulo 5? Só na na semana que vem, nós mesmo dia e horário, eu espero que tenham gostado do capitulo de hoje!

Não deixa de curtir, comentar e compartilhar em suas redes sociais, isso me ajuda muito!

FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark (Part.9)

Olá pessoal, tudo bem com vocês? Eu sei que estamos demoramos muito pra voltar com as Fanfics, o blog está passando por muitas alterações, então só agora que tudo está voltando pro seu devido lugar.

A Giovanna, está passando por uns problemas pessoais, vamos desejar força pra ela melhora e voltar pro blog.
Enquanto ela fica ausente, vamos continuar postando a continuação da Fanfic, no caso a Giovanna vai continuar escrevendo e eu vou postando pra vocês!

Talvez, eu demore pra postar a continuação, pois dependemos da @giovannateodorico, pra que tenha continuação. Então, eu quero pedir pra vocês deixar sua curtida, que vocês deixem comentários, compartilhe em suas redes sócias, vamos motivar a @giovannateodorico.

Obrigada por todo o carinho, e pelos comentários.

Pra quem ainda não conhece a Fanfic é só acessar os links abaixo!

Part. 1: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 2: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark .
Part. 3: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 4: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 5: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 6: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 7: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 8:FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.

Eu espero que gostem da continuação de hoje.

Boa leitura!


IMG-20180531-WA0120.jpg

Vejo Natasha ao lado de Thor me olhando. Ela abre um minúsculo sorriso quando percebe que estou a olhando.

— Conversamos depois. — Anthony diz para mim, o que me deixa tensa.

Sabia dos riscos que era para mim vir até aqui, mas não queria encarar as consequências, principalmente se essas consequências tem nome e sobrenome.

— Iremos te soltar dessa jaula, mas com condições simples. Fique na linha, calmo, e nada irá acontecer a você. — Anthony sorri abertamente. Seus dentes brancos brilham no escuro. — Mas se você tentar algo, – Deus queira que tente – iremos te colocar nessa jaula de novo e te jogaremos daqui como se joga lixo fora.

Loki parece estar entediado, como se já tivesse escutado ameaças diversas vezes. Talvez realmente tenha. Natasha sai de perto de Thor e anda até o painel e aperta alguns botões, fazendo com que o uma parte do vidro da redoma deslize para o lado.

Loki sai de dentro da redoma e encara o irmão. Há uma tensão no ar quase palpável, como se a soltura de Loki tivesse um outro significado, um que eu não conseguiria entender ou perceber.

Thor quebra a tensão pegando o braço de Loki e o levando para longe daqui, sendo seguido pelos outros heróis de perto.

Tony e eu permanecemos no lugar. Encaro os meus sapato encardidos enquanto espero qualquer coisa da parte dele, um berro, um xingamento, um castigo, qualquer coisa. Mas nada disso veio.

Deixo de encarar os meus sapatos e encaro Tony. Ele está com os olhos pregados em mim, me vendo. Me senti incomodada porquê era como se ele estivesse lendo a minha alma. Depois de instantes em silêncio e muitos olhares, tomo coragem para quebrar o silêncio.

— Como você soube onde eu estava?

Ele ainda continuou me olhando com os olhos crispados.

— Natasha me disse que você a estava seguindo, e aliás, há câmeras por aqui docinho. — sinto a arrogância presente na voz dele, mas tem algo nela, algo oculto que deixa mais amargo a fala.

E claro que a Natasha percebeu que eu a estava seguindo. Sendo a incrível espiã que é perceberia uma garota normal atrás dela.

— Olha, eu sei que você não gostou muito do que eu fiz… — finalmente obtenho uma reação dele, mas não foi a que eu queria.

— Não gostei muito? — engulo em seco quando ele dá uma risada nasalada, o que me assusta. — Eu odiei, existe uma grande diferença.

— Também não é pra tanto… — e novamente ele me corta, cruzando os braços em frente ao corpo.

— O que foi que eu te pedi? — não respondo, mas ele espera uma resposta.

Percebi o que ele estava fazendo, e céus, como dói ter o orgulho ferido.

— Não me aproximar de Loki.

— Exatamente. Mas o que você fez? Correu diretamente para ele como uma presa. — levanto o olhar a Tony quando ele me associa a uma presa, exatamente como eu pensei que eu era.

Uma presa perto de Loki.

— Era uma tarefa simples. Ficar longe de Loki pela sua segurança. Eu confiei em você, confiei que pelo menos isso você faria, mas você traiu a minha confiança.

E com essas simples palavras ele me destruiu completamente, destruiu o meu ego e o meu ser. Sinto vontade de chorar, sinto vontade de cavar um buraco e sumir da vista de Tony.

— Me desculpe Tony, mas eu… — quando pensei que o discurso tinha acabado, que ele tinha terminado de me destruir, era apenas a ponta do iceberg.

— Precisava falar com Loki? — agora eu sei o que estava oculto no tom da voz de Anthony. A decepção. — Eu iria cuidar disso, faria com que ele saísse da sua cabeça, mas nãaao, você não confiou que eu cuidaria de você.

— Não foi isso! — minha voz sai mais forte do que eu esperava.

E novamente Tony me surpreende com a reação. Ele abre um sorriso largo enfiando as mãos nos bolsos da calça social.

— Então foi como? — a forma simplista que ele disse a frase me deixou mais assustada.

Mas o pior mesmo foi perceber que ele estava certo. Eu realmente não confiei nele, e por não confiar trai a confiança que ele depositou em mim, uma mera humana.

Tony estava certo, e ele sabe disso. Seu sorriso foi fechado, e as mãos tiradas de dentro dos bolsos. Anthony checa o relógio de pulso extravagante, e suspira. Por instantes ele pareceu ser mais velho.

— Castigo por um semana sem celular e essas coisas por ter me desobedecido. — encaro o homem a minha frente, mas saco o celular do meu bolso e entrego a ele.

Sem falar mais nada, Tony se vira e começa a andar para a saída.

Não me importo com a droga do castigo, mas sim que agora a confiança de Tony em mim não existe mais, e vai ser difícil reconquista-lo.

Continua…


Eu espero que a sua leitura tenha sido ótima, aproveita e faz uma maratona da Fanfic. Semana quem vem têm mais!

Beijão da Mila. Até o próximo post, gratidão!

Fanfic: Colega de Quarto – Rommate. (Part.3)

Gente, hoje é a continuação da Fanfic, daquela leitora.
Quero pedir desculpa pela demora, mas estou passando por muitos problemas pessoais, ai fica difícil fazer tudo ao mesmo tempo, mas logo isso passa.. Chega de enrolação e vamos pra Fanfic.

Pra quem ainda não leu o Capítulo 1, vou deixar o link aqui em baixo:
Capítulo 1: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.
Capítulo 2: Fanfic: Colega de Quarto – Rommate.

Eu espero que gostem da Fanfic.

Boa Leitura!


Fanfic: Colega de Quarto – Rommate. (Part.3)

08:10 AM

Acordei com o som do alarme tocando repetidas vezes. Olhei pro lado e Cassie já tinha desaparecido. Amarrei o cabelo e fiquei sentada encarando o chão por dois minutos, eu precisava de mais uns minutinhos. O relógio despertou novamente e notei que estava completamente atrasada.

“Merda!” sussurrei.

Levantei correndo e vesti o uniforme. Eu só queria matar a idiota de Cassie, não custava nada ter me acordado. Fui correndo pra sala, e logo uma monitora veio em minha direção.

-Mocinha? O que faz esse horário perdida nos corredores? -Perguntou me encarando.

Fiquei quieta.

-Está atrasada, espere a próxima aula e não me deixe saber que isso se repetiu. Aqui existem regras, e atrasos podem acabar com sua ficha. -Falou séria.

Fui em direção a um pequeno banco que havia no corredor. Eu só queria dormir e sumir desse lugar, encostei a cabeça na parede e cochilei.
Logo acordei assustada, o alarme da próxima aula tinha acabado de tocar e estourar meus tímpanos.
O ruim de estar atrasada é que consequentemente você vira o centro das atenções, todo mundo decide olhar. Desviei o olhar e sentei no fundo da sala. Umas meninas riam, e notei que umas pessoas faziam cara feia pra mim, nada de novo, porém os olhares começaram a me incomodar. Dei uma leve inclinada na cabeça e notei que estava cheirando muito mal.

-Você saiu de um valão, Lariesce? -Perguntou em tom irônico.

Eu dormi sem tomar banho e ainda acordei atrasada. Bom dia pra mim! Levantei e fui direto pro banheiro, tentei desviar o olhar da megera da monitora e por enquanto deu certo.
Cassie é a pessoa que mais cabula aula, e nunca se dá mal, talvez seja melhor tomar um banho e dormir o resto do dia.
O banheiro estava vazio, uma raridade nesse lugar, alguns males vem pra bem, vou poder tomar banho direito. Liguei o chuveiro e entrei de vez, e de repente ouvi barulhos e sussurros.
Alguém entrou pra acabar com minha paz, decidi olhar por uma fresta e era um casal, isso mesmo, um CASAL! Que provavelmente estão cagando pra tudo e vão transar no banheiro feminino… E pensar que eu estava com medo de matar aula.
Sequei o cabelo e fui direto pro quarto, horrorizada com o que presenciei.
Tranquei a porta e decidi mudar de roupa no quarto, afinal, não sou obrigada a ouvir o prazer dos outros de graça. Por algum motivo, meu uniforme não estava na gaveta, e eu tive que revir a bagunça inteira que tava o meu lado. Coloquei apenas minhas roupas intimas e decidi procurar, me ajoelhei e fiquei em uma posição constrangedora, logo ouvi um barulho e um solavanco só na porta, caí de bunda no chão e dei um grito.

-Merda! -Gritei.

Cassie tampou os olhos e riu.

-Pelo amor de Deus, hein. Acho nudez algo bacana, mas em pleno horário de almoço?! -Falou rindo.

Me cobri com um lençol e respondi enfurecida.

-Isso não teria acontecido se alguém por gentileza tivesse me acordado. -Falei.

-Eu tentei, mas você estava completamente fora de si. -Falou sentando na cama.

Tudo ficou em silêncio.

Levantei e olhei pra Cassie, ela retribuiu o olhar e ficamos nos encarando.

-Tá… Viu meu uniforme? -Perguntei ficando em pé.

Cassie levantou e revirou uma pilha de roupas.

-Ai está. -Falou me entregando um pequeno pacote.

Recebi um uniforme novo, até porque ficar com um uniforme GG ninguém merece.

-Valeu. É o pequeno. -Falei sorrindo.

Cassie continuou me encarando, e eu fui ficando cada vez mais vermelha.

Virei de costas e vesti o uniforme, peça por peça. Senti o olhar de Cassie sobre mim, quando me virei ela já havia desviado o olhar.

-Bem melhor, hein. -Falou.

Dei um sorriso.

00

Após uma das atividades extracurriculares, decidi tomar um ar no pátio. O sol saiu pela tarde, e sentir o calor só me fez ficar melhor. Coloquei meus fones e me desliguei do mundo. Após um tempo senti algo me cutucar e era o tal garoto que me ajudou na noite passada.

-Ei, Lariesce né? -Perguntou.

Tirei os fones e sorri sem graça.

-Isso! James? -Perguntei.

Ele ficou me encarando por alguns segundo, deu uma golada no suco e sorriu.

-Exato! -Falou sorrindo.

James era muito bonito, tinha olhos verdes, cabelo cor de mel, um pouco bagunçado, alto e um pouco forte.
Desviei o olhar e fiquei olhando pra frente.

-É… O que pretende fazer hoje na madruga? -Perguntou.

-Pretendo estudar até tarde, preciso me organizar. -Falei.

James me olhou surpreso e continuou a me encarar.

-Que estudiosa, hein. -Falou rindo.

Dei um sorriso de lado.

-Por que o interesse? -Perguntei.

James coçou a cabeça e desviou o olhar.

-Ah, ia te chamar pra dar uma volta pela escola, ir no jardim a noite é um dos meus fetiches. -Falou rindo.

Dei um sorriso e mexi no cabelo.
Dá pra acreditar?! Ele me chamou pra sair na maior cara de pau.

-Não sei se dá, mas passa lá se quiser. Já sabe onde meu quarto fica. -Falei num fôlego só.

O sinal tocou e James se despediu. Fui andando pelo jardim, e vi Cassie fumando com duas garotas atrás do pátio. Talvez ela realmente não seja uma boa influência, tô tentando colocar minha vida no lugar. Olhei rapidamente e ela olhou pra mim de volta. Acelerei o passo e fui pra aula de Teatro.

00

A escola era enorme, mas o corredor do teatro é simplesmente lindo. Um auditório grande, e bem no fundo, as pessoas que participam da aula. Pra variar cheguei atrasada e as meninas não perderam tempo pra cochichar.
Me sentei um pouco mais afastada das pessoas e logo um homem baixinho e de barba grisalha entrou, andando pra lá e pra cá.

-Boa tarde! Bom, temos algumas pessoas novas aqui, sejam muito bem vindos! Aqui tem um formulário com exigências, nada de muito relevante. -Falou entregando uma folha.

Ouvi passos rápidos e uma voz conhecida, me contive e não olhei pra ver quem era.

-Migdton chegou cedo pra aula de amanhã. -Falou rindo.

Todos riram.
Era Cassie, e pra variar, ela fazia teatro também. Por algum motivo ela me irritava, algo me dizia pra ficar longe dela o tempo o inteiro. Me perdi nos meus pensamentos logo o senhor começou a explicar as regras. Na próxima aula iriamos escolher os papéis disponíveis e ver se estamos aptos pra incorporar o personagem.
Sou apaixonada por teatro, porém, sou tímida, e esse foi um dos motivos pelo qual escolhi essa atividade.

-Lariesce? Venha até aqui, sempre que novos alunos entram, eles se apresentam no palco. -Falou.

Todos me encaravam, esperando alguma reação. Dei um suspiro e levantei, subi uma escadinha e me apresentei.

-Bom… Sou Lariesce, tenho 17 anos e sempre me interessei por essa área. Espero ter momentos bons aqui. -Falei saindo logo em seguida.

Cassie não parava de me encarar. Mexeu no cabelo e se sentou largada em uma das cadeiras do auditório. Ela era a única pessoa que cagava para as  regras do uniforme. No lugar das sapatilhas ela usava um coturno de cano médio, a gravata folgada e o suéter por cima.
Desci as escadas e sentei em um dos bancos e continuei a ouvir as intermináveis regras do professor.

00

Após o final da aula, fui andando pelos corredores atrás da biblioteca. Entrei, deixei minhas coisas em um armário e fui procurar algo pra ler. Dos romances á ficção científica, não fazia idéia do que pegar pra ler. Ouvi uma voz conhecida no meu ouvido esquerdo, e quando olhei pro lado, era Cassie.

-Que susto! Tá fazendo o que aqui? -Perguntei.

Cassie me olhou risonha.

-A biblioteca é pública, senhorita. -Falou rindo.

Dei um sorriso e peguei um livro. Comecei a folhear e senti o olhar de Cassie sobre mim.

-Ah, esse é legal. -Falou.

-E por acaso você lê? -Perguntei.

Cassie me olhou surpresa.

-Sempre li. Pelo jeito tu não sabe nada mesmo sobre mim. -Falou.

Fiquei cabisbaixa.

-Eu te recomendo esse, Colorful Memories. -Falou apontando.

Coloquei o outro no lugar e peguei o que ela havia dito.

-É sobre o que? -Perguntei.

-Romance, drama e fantasia. Bem gay. -Falou rindo.

Peguei o livro e decidi ler, confesso que fiquei curiosa.

Fomos andando e logo o sinal tocou, era hora de tomar banho e se arrumar para o jantar.
O banheiro estava um caos, eu detesto ser menina nessas horas.
Fiquei de roupão esperando o banho de três horas das frescas daqui. Uma delas saiu e ficou fazendo a sobrancelha no espelho, apenas enrolada na toalha.
Entrei no banheiro e fiquei ouvindo o papo delas.
Nada que seja muito saudável, apenas os intermináveis assuntos de macho que fazem parte do vocabulário pobre delas.
Uma delas bateu na porta e eu levei um susto considerável.

-Anda logo, aqui não é hotel não. -Falou com tom agressivo.

Meu sangue ferveu e eu tentei ignorar. Aumentei o chuveiro e comecei a cantarolar.

-Mas que idiota! Garota, tu não brinca comigo. -Falou.

Sai do chuveiro e ela me comeu com os olhos, se o vapor não fosse do meu chuveiro, juro que acreditaria que era dela. Parei, a encarei e soltei o verbo.

-Eu acabei de entrar, e não sou obrigada a sair porque você quer, o tempo limite é 20 minutos, e fazem 10 que eu estou ali. Sua amiga ficou quase 40 minutos só lavando o cabelinho de princesa dela, e eu não reclamei. -Falei saindo.

As três me olharam surpresas e uma delas revirou os olhos.

-Vai se foder. -Falou me empurrando.

Senti meu corpo todo esquentar, queria matar aquelas idiotas, mas sei que vai dar um problemão, então engoli a seco e sai.

-Não encosta de novo em mim. -Falei saindo.

Sei que não devia procurar inimizades, mas tem gente que não dá.

00

Vesti minha roupa e sequei meu cabelo, fiz um coque bagunçado e dei uma organizada no meu lado. Cass entrou de roupão com uma toalha enrolada na cabeça e ficou procurando uma roupa no meio da zona dela.

-Juro que um dia arrumo isso. -Falou rindo.

Dei um sorriso de lado e mordi um cereal que havia achado no meio de umas roupas.

-Ei! Meu cereal! -Falou.

Enfiei tudo na boca e tentei mastigar a bola que tava aquilo.

-Sinto muito, isso tava de baixo da minha cama a séculos. -Falei de boca cheia.

Cass se vestiu e eu não deixei de reparar o sinalzinho que ela tem perto do umbigo.

-Ah, não ligo mesmo. -Falou rindo.

Suspirei e tudo ficou em silêncio, o sinal já havia alertado que faltavam 10 minutos pro jantar.

-Me meti em encrenca hoje. -Falei.

Cass me olhou surpresa e deu uma gargalhada.

-O que tu fez? -Perguntou.

-Uma garota ficou enchendo a porra do meu saco e eu respondi mal. Acredita que ela me empurrou?! -Falei com tom de voz surpreso.

Cass me olhou assustada.

-Você sabe mais ou menos como ela era? -Perguntou.

Tentei me recordar, e os traços marcantes da menina vieram perfeitamente na minha cabeça.

-Cabelo longo, loiro e olhos verdes. Era da sua altura e tinha o corpo bonito. Anda sempre com duas meninas, uma morena e outra loira mais magrinha. -Falei.

Cass riu e fez uma cara estranha.

-Elas sempre arrumam confusão, se sentem as donas daqui. O ruim é que se uma delas guardar rancor de alguém, elas infernizam até a pessoa beijar os pés delas. -Falou arrumando o cabelo.

Confesso que fiquei preocupada, mas não me arrependo de nada do que disse.

-Acho que estou fodida. -Falei calma.

-Relaxa, elas me odeiam também. -Falou.

O sinal tocou e fomos pro refeitório.

00

Após o jantar, voltei pro quarto e fiquei deitada mexendo no celular inútil que eles dão pra substituir o seu enquanto estamos aqui. Decidi ligar pra Angel e contar tudo.

Ligação On

-Oi? -Falei.

-Lariesce! Ai meu Deusssss! Eu nem acredito. -Falou nervosa.

-Pode acreditar! -Falei rindo.

-Como que tá as coisas ai? -Perguntou.

-Acho que bem. Minha colega de quarto é a aluna mais ficha suja que você respeita. -Falei rindo.

-Ela te bateu? Isso é demais! -Falou rindo.

Dei uma gargalhada.

-Ainda não, mas já tem gente querendo. -Falei.

-Ai, queria estar ai. -Falou.

-Sinto tanto sua falta. -Falei.

Ouvi passos e tentei encurtar o assunto.

-Tenho que ir, Angel. Eu te amooo! -Falei emocionada.

-Eu também amo você! Dá notícias, hein. Beijo. -Falou chorosa.

Ligação Off

Desliguei o telefone e Cassie entrou com tudo no quarto. Se jogou na cama e fechou a cara.

-Tá tudo bem? -Perguntei levantando.

Cassie suspirou.

-Parece? -Falou com tom grosseiro.

Me sentei e recebi uma mensagem de James confirmando o encontro.

-Eu tô cansada desse lugar, de tudo. -Falou chorando.

Fiquei sem reação e sentei do lado dela.

-O que aconteceu? -Insisti.

-É uma longa história. -Falou.

Nunca pensei que veria Cassie chorando.

-Se quiser contar, tô aqui. -Falei.

Cassie ficou em silêncio e eu acariciei seu cabelo. Ela deitou a cabeça no meu colo e desabou, sem dizer ao menos uma palavra.
Não sei o que senti naquele momento, mas eu só queria cuidar dela e dizer que vai ficar tudo bem, mesmo sem entender o que ela estava sentindo.
Após um tempo ela adormeceu e eu percebi que estava completamente atrasada. Levantei e fui direto pro pátio.

00

Vi James sentado, olhando o relógio e olhando pros lados, cauteloso.

-Ei. -Falei.

Ele olhou pra trás surpreso.

-Larie! Que bom que não me deu um toco. -Falou me cumprimentando.

Estava muito sem graça, sem total noção do que fazer\falar.

-Me desculpa, teve uns imprevistos. -Falei sentando em um banco.

James sorriu.

-Tudo bem, acontece. Como foi seu dia? -Perguntou.

Contei resumidamente o que havia acontecido, e fomos andando. James era a melhor pessoa pra conversar, ele me lembrava um ex namorado que tive, não sei se isso é bom ou ruim.  Chegamos a um lugar afastado do pátio, várias coisas jogadas e um galpão.

-Que lugar para se trazer uma garota, hein. -Falei.

James deu um sorriso torto e abriu a portinha. Era um porão enorme, tinha sofá, quartos e mesas.

-Aqui é o esconderijo dos legais. Quase toda sexta tem festa, é quase impossível ouvir barulhos daqui. -Falou.

Fiquei encantada com o lugar, e fui entrando. James veio logo em seguida e fechou a portinha.

-Por que fechou? -Perguntei.

-Ah… Sabe como é, né. Riscos! -Falou risonho.

Fiquei um pouco assustada, mas ignorei, afinal,  realmente era bem arriscado.

-Se descobrem esse lugar, fodeu. -Falei sentando em um sofá.

James ficou em silêncio apenas observando, e sentou do meu lado.

-Nem me fale. -James levantou novamente e pegou uma cerveja em um estoque.

-Quer? -Perguntou.

Neguei e fiquei observando ele beber.

-Faz tempo que não bebo. -Falou.

-Eu nunca bebi. -Falei rindo.

Ele ficou surpreso.

-Jura? Que santinha. -Falou.

Fiquei quieta.

-Isso é ruim? -Completei perguntando.

James se jogou no sofá a minha esquerda e deu mais um gole.

-Não é não, eu gosto. -Falou.

“Eu gosto” abusado… Notei que James estava ficando um pouco alterado.

-Já tá bem tarde. -Falei.

James sentou perto de mim e ficou me encarando.

-Eu gosto daqui, metade do colégio sabe desse lugar, mas apenas algumas pessoas tem acesso direto. -Falou.

-Que famosinho. -Falei.

James riu e foi se aproximando lentamente da minha boca. Quando eu percebi já estava o beijando. Sua mão foi deslizando pelo meu corpo, e ele começou a abrir os botões da minha blusa.

-Ei… melhor não. -Falei tirando a mão dele.

Ele insistiu e continuou a me agarrar. Tentei me esquivar e ele começou a ficar bruto.

-Eu já falei que não. -Gritei.

James parou e me olhou assustado.

-Dá licença. -Falei levantando e indo em direção a porta.

James ficou furioso e levantou junto.

-Vadia. -Gritou.

No mesmo momento meus olhos encheram de lágrimas, e eu sai, fechando a porta com tudo.
Fui horrorizada pro quarto, querendo que aquilo sumisse da minha memória. Desabei, e tentei me conter ao entrar no quarto. Não sabia o que Cass estava passando, e de sofrimento, já bastava o dela.
Tentei abafar o choro no travesseiro, quando senti uma respiração no meu pescoço, era a voz dela, e por um momento meu corpo se arrepiou.

-Lari? -Falou baixinho.

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Continua…


O que vai acontecer no Capitulo 4? Só na na semana que vem, nós mesmo dia e horário, eu espero que tenham gostado do capitulo de hoje!

Não deixa de curtir, comentar e compartilhar em suas redes sociais, isso me ajuda muito!

Beijão da Mila!

FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark (Part.8)

Olá pessoal, tudo bem com vocês? Eu sei que estamos demoramos muito pra voltar com as Fanfics, o blog está passando por muitas alterações, então só agora que tudo está voltando pro seu devido lugar.

A Giovanna, está passando por uns problemas pessoais, vamos desejar força pra ela melhora e voltar pro blog.
Enquanto ela fica ausente, vamos continuar postando a continuação da Fanfic, no caso a Giovanna vai continuar escrevendo e eu vou postando pra vocês!

Talvez, eu demore pra postar a continuação, pois dependemos da @giovannateodorico, pra que tenha continuação. Então, eu quero pedir pra vocês deixar sua curtida, que vocês deixem comentários, compartilhe em suas redes sócias, vamos motivar a @giovannateodorico.

Obrigada por todo o carinho, e pelos comentários.

Pra quem ainda não conhece a Fanfic é só acessar os links abaixo!

Part. 1: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 2: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark .
Part. 3: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 4: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 5: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 6: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 7: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.

Eu espero que gostem da continuação de hoje.

Boa leitura!


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FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark (Part.8)

Engulo um comprimido de paracetamol, e me sento na cadeira em frente a pequena mesa em meu quarto. A minha cabeça lateja, e a sinto pesada.

O deus da trapaça me deixou assim, e eu já o odeio por ter perambulado pela minha mente, por ter brincado comigo. Mas por um outro lado, uma pequenina parte de mim, — uma parte insignificante — insiste em não sentir ódio por ele. Que me faz querer entendê-lo, entender o porquê ele entrou na minha cabeça.

E esta parte me levou a ter um impulso idiota.

Me levanto quase derrubando a cadeira, saio do meu pequeno quarto, trancando a porta e levando a chave comigo. Preciso fazer logo, senão não vou ter coragem para continuar.

Ando rapidamente fingindo ter um destino a ir, mas a realidade é que eu estou totalmente perdida. Na verdade, não sei o que eu realmente estou fazendo. E quando penso em desistir e voltar para o meu quarto e para o meu tédio, mas vejo Natasha não muito longe de mim, andando de forma apressada, e de alguma forma sei que ela está indo ver Loki. Posso estar indo no lugar oposto que eu quero? Sim, mas não vale tentar.

A sigo dando um espaço razoável entre nós duas, e o fato de ter agentes a nossa volta facilita que eu me esconda. De repente ela vira um corredor, e quando faço o mesmo percebo que ele é meio deserto. Espero um pouco para não ficar tão perto da Viúva Negra, e por fim ando um pouco, mas me deparo com uma escada de ferro no final do corredor.

Devo continuar seguindo esse impulso idiota, ou voltar e não me meter em possível encrencas?

Escolho a primeira opção mas me xingando mentalmente. Eu já tinha chegado até ali, e ninguém havia me descoberto. Ainda.

Desço os degraus tentando ao máximo não fazer barulho, mas paro no penúltimo degrau quando encontro Natasha também parada em frente de uma porta de ferro. Fico na ponta dos pés e consigo ver que ela digita uma série de números em um painel ao lado da porta. De repente a porta desliza para o lado deixando a Viúva entrar.

Romanoff entra no lugar mas a porta permanece aberta. Devo ir ou voltar? Mas e se eu for e quem eu estou procurando não estiver ali? E se eu for e estiver tendo uma reunião ultra-secreta? Cá estou eu pensando sinceramente o que eu estou fazendo e qual será o meu próximo passo.

Quando a porta começa a dar sinais de que iria se fechar, corro passando pela porta, e se eu tivesse demorado mais um pouco teria prendido alguma parte do meu corpo.

A porta se fecha fazendo um barulho suave atrás de mim. Olho em volta me perguntando mentalmente o que diabos estou fazendo aqui. Canos expostos de vários tamanhos estão nas paredes, e alguns vão para o chão ou teto dando um ar industrial ao local. É bem mal iluminado, apenas algumas lâmpadas azuis tentam iluminar o ambiente mas não dão conta. Iria continuar a minha inspeção pelo local mas escuto um barulho alto e decido me esconder.

Me escondo entre um cano grosso de ferro e a parede escura, prendendo a respiração como se isso fosse me fazer invisível.

— Eu sei muitas coisas sobre você, Natalia. — percebo que é a voz de Loki.

Céus, eu estou no local certo. Mas, quem é Natalia? A não ser que ele esteja se referindo a Natasha Romanoff. Mas é incompreensível!

Tento escutar mais mas tudo que consigo escutar são zumbidos e palavras soltas. Fico imediatamente frustrada.

— Eu sou um deus, não uma arma. — Loki diz alto o suficiente para eu escutar, o que me intriga mais. Sobre o que eles estavam falando?

Instantes depois da frase ser dita, escuto passos contra o chão de ferro. Me aperto mais no meu esconderijo improvisado, desejando ser invisível.

Natasha passa perto de mim, o que deixa todo o meu corpo tenso, mas ela não percebeu que eu estava ali fazendo algo que prometi não fazer a Tony. Só relaxo quando a agente sai do ambiente e a porta se fecha novamente.

Depois de instantes de completa quietude e hesitação por minha parte, tomo coragem para o que deveria fazer. Saio de onde estou e tento andar como Tony, arrogância e confiança, e encontro Loki em uma lugar que nunca imaginaria vê-lo.

Loki, com toda a sua “pompa” preso em uma redoma de vidro grosso. Não estava mais vestindo as roupas estranhas, mas sim um terno preto, com a camisa social também preta e sapatos brilhantes. Tudo nele era preto, e combinava de alguma forma com ele.

Desço mais um lance de escadas de ferro, dessa vez fazendo barulho para ele perceber que eu estava ali. O homem levanta a cabeça, sua expressão antes frustrada muda rapidamente para deliciada. Mesmo que ele pareça um animal preso em uma jaula, eu continuo sendo a presa e ele, o caçador. E algo me dizia que a temporada de caça estava aberta.

Paro em frente a redoma mas ao invés de encarar Loki, olho em volta em uma forma de fingir desprezo. Perto da redoma há um painel de controle comprido com inúmeros botões e outras parafernálias tecnológicas, mas de alguma forma eu sabia que estava conectado à jaula de Loki.

Volto a olhar o deus, que por sua vez estava me observando. O encaro nos olhos e tudo o que eu vejo é uma completa escuridão. Ele emana o frio, e eu o calor, e se fosse possível aconteceria choques térmicos apenas com o olhar.

— Confortável? — falo, ainda sustentando o máximo o olhar.

— Mais confortável impossível. — há um certo deboche no tom de Loki. — Seu querido pai é um ótimo anfitrião.

Solto uma risada baixa olhando para o lado. Não esperava menos de Anthony depois do reencontro.

Me sento no penúltimo degrau da escada, cruzo as pernas em frente ao corpo e apoio os cotovelos no degrau de cima, tentando parecer estar à vontade mesmo que o perigo esteja a minha frente.

— Certo. — o respondo tentando parecer neutra. — Loki, você sabe o por que está aqui?

Antes de responder, Loki me olha por longos instantes. Seus olhos sobre mim me incomoda, mas tento parecer calma.

— Salvar Midgard e vocês, Midgardianos. — a forma como ele fala mostra o seu nojo e desprezo por nós.

Permaneço no meu lugar, mas algo borbulha dentro de mim. E parece que Loki percebeu.

— Típico de vocês Midgardianos achar que os deuses precisam fazer tudo por vocês. — ele coloca os braços para trás em uma postura militar, e seu olhar é avaliador. — Mas temos mais coisas para fazer, além de ajudar vocês nessas briguinhas patéticas.

Olho para Loki. Um silêncio tenso paira sobre o lugar.

— Como destruir o mundo? — seus olhos verdes brilham. — Ninguém pediu a sua ajuda, apenas de Thor, que teve a solidariedade de te colocar no meio, por pena.

Na verdade eu nem sabia se estava certa ou não, ninguém havia me contado, mas pelos berros de Anthony deu para deduzir um pouco.

Me levanto e fico em frente a ele. Seus olhos verdes estão tempestuosos.

— Não precisamos de mais um vilão para ser mais uma pedra no caminho. — sussurro por fim.

O deus se lança em minha direção, e soca apenas uma vez o vidro. Levo um susto mas fico ainda mais assustada quando a prisão de vidro escorrega um pouco para baixo, mas em um certo momento para. Por causa desse surto por parte de Loki ficamos da mesma altura.

— Você, criança, não sabe com quem está se envolvendo. — e ele estava certo.

Realmente não sei com quem eu estou me envolvendo, e eu deveria parar.

Me lembro do motivo que estava ali, que me arrisquei. Respiro fundo e dou um passo para trás.

— Quero que você saia de dentro da minha cabeça.

Sei que ele ainda esta perambulando pela minha mente. Eu sinto isso.

— Ah querida Emma, isso vai ser impossível.

Olho para Loki irritada. Ele arruma o termo com calma como se ele estivesse sozinho.

— E por que não?

— Porque eu sou o vilão da história. — Sinto que as minhas palavras se voltaram contra mim. — Emma, Emma, você é inteligente, tenho que admitir isso, mas não tão inteligente quanto eu.

— Você é um imbecil, isso sim. — perco a pouca paciência que eu tenho. — Se fosse inteligente não estaria na minha cabeça sabendo o que Tony poderia fazer com você.

Loki levanta uma sobrancelha, mas um sorriso maquiavélico brota em seu rosto.

— Isso foi uma ameaça?

— Entenda como quiser, Loki. — transfiro o peso do meu corpo para o outro pé com uma incrível vontade de chutar a redoma de vidro e vê-lo cair mais um pouco.

— Eu sou o deus da trapaça, não pode me ameaçar.

Alguém gargalha atrás de mim me fazendo virar o corpo. Logo percebo que estou encrencada.

— E o “deus da trapaça” está preso. De novo! — Anthony gargalha novamente, curvando o corpo para frente. Um homem grande sai das sombras, caminha lentamente, e para ao meu lado. É Bruce.

Os Vingadores aparecem aos poucos cercando a redoma de vidro. Tanto eu quanto Loki estamos surpresos por essa aparição repentina.

Continua…


Eu espero que a sua leitura tenha sido ótima, aproveita e faz uma maratona da Fanfic. Semana quem vem têm mais!

Beijão da Mila. Até o próximo post, gratidão!

FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark (Part.7)

Olá pessoal, tudo bem? Eu sei que demoramos pra voltar com a Fanfic, o blog está passando por umas alterações, então só agora que tudo está voltando pro seu devido lugar.

A Giovanna, está passando por uns problemas pessoais, vamos desejar força pra ela melhora e voltar pro blog. Enquanto ela fica ausente, vamos continuar postando a continuação da Fanfic, no caso a Giovanna vai continuar escrevendo e eu vou postando pra você!

Obrigada por todo o carinho, e pelos comentários.

Pra quem ainda não conhece a Fanfic é só acessar os links abaixo!

Part. 1: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 2: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark .
Part. 3: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 4: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 5: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.

Part. 6: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.

Eu espero que gostem da continuação de hoje.

Boa leitura!


FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark (Part.7)

— Olá Stark, — Loki sorri abertamente, como se delicia-se com a raiva de Anthony. — quanto tempo, não é mesmo?

Me movo para o lado o que faz barulho chamando a atenção do cara com chifres.

— E quem é essa? — Loki se aproxima de mim, mas é parado por Thor. Mal percebi a sua presença, mas graças a Deus que ele está aqui. — Uma nova Vingadora?

Ele me olha de cima a baixo, Instantaneamente sinto repulsa dele.

— É, mas não se compara a nossa querida Natasha Romanoff.

Loki olha para a Viúva, e sorri. Espero que ele morra com o próprio veneno.

— Para o que ser tão hostil? Vim em paz, como podem ver. — Loki levanta as mãos, fazendo a algema faiscar. — Oh, vamos lá, não vão dizer nem um “oi” para um velho amigo? Onde está a educação?

Olho para trás encontrando os Vingadores em posição de alerta, prontos a atacar se fosse preciso. Anthony é o que mais parece estar afetado, pelo simples fato sobre eu estar na linha de fogo.

Volto a olhar para frente encontrando Loki na minha frente, o que me assusta. Como eu não escutei ele se aproximar?

O homem estende ambas as mãos na minha direção, já que estão presas, e levanta uma sobrancelha sorrindo mais.

— Sou Loki, o deus da trapaça ao seu dispor. — seguro a sua mão direita, e o homem leva aos lábios beijando suavemente as costas da minha mão. Tiro bruscamente a mão da dele, e cruzo os braços. — Ora minha querida, não precisa sentir repulsa de mim, eu sou…

E então algo inesperado acontece.

Sou empurrada para trás por Tony, que parece uma máquina soltando fumaça e soca o queixo de Loki, forte o suficiente para derrubar um homem, mas apenas faz Loki virar a cabeça.

Anthony volta para onde estava mas me puxa para trás dele, me tirando do campo de visão de Loki. Meus um metro e sessenta e oito centímetros são fácilmente escondidos.

— Opa, foi sem querer! — Loki ri, mas uma risada tão macabra que me faz agradecer por Loki não poder me ver.

Tudo nele exala perigo, faz com que os meus sentidos berrem para me afastar dele.

— Sabe Stark, Emma se parece com você. — alguns instantes depois que Loki diz isso um silêncio tenso se forma, e de repente Tony começa a tremer, e por fim explode como uma bomba.

Tony, já furioso, se joga em cima de Loki levando os dois ao chão. Stark soca repetidamente o rosto de Loki dizendo coisas incompreensíveis, mas parece grunhidos de um animal com raiva. Quando alguém tira Tony de cima de Loki, vejo que o deus esta com um pequeno sorriso mas com o rosto cortado em algumas partes.

Céus, onde está Nick Fury quando precisamos?

Olho para Thor pedindo ajuda com os olhos, mas o deus apenas olha para Loki como se quisesse dizer que ele merece isso. Realmente ele merece.

— Cala a boca se ainda quiser ter dentes. — Anthony volta a falar com aquela calma que me assusta e se liberta dos braços que o segura. — E não venha com esses truques de mágico de festinha infantil pra cima de mim, sombra de Thor.

E esse simples comentário parece ter deixado o deus da trapaça realmente irritado.

Agora sem Tony como escudo, Loki olha em meus olhos, penetrando a minha mente, literalmente.

Sinto o deus andando pela minha mente, vendo cada lembrança minha, descobrindo os meus segredos.

— O-o que você está fazendo? — a minha voz sai um sussurro, quando um dor de cabeça terrível vem.

Fecho os olhos quando sinto mãos em meus braços. É assustador sentir Loki na minha cabeça mas não poder fazer nada para tirá-lo.

Me encolho nos braços de quem quer que seja quando Loki entra em uma lembrança que eu preferiria não ter. Os últimos minutos da minha mãe viva, vomitando por causa dos remédios e delirando por causa da dor.

Deixo algumas lágrimas escaparem contra a minha vontade. A última coisa que eu gostaria é mostrar fraqueza na frente de Loki.

Volto a abrir os olhos quando sinto algo dentro da minha cabeça mudar, algo que foi plantado contra a minha vontade, mas quanto mais eu tento descobrir o que é mais parece que essa coisa foge de mim.

Volto a abrir os olhos descobrindo que quem me segura é Clint.

— Calma Stark, não vou fazer nada. — Loki diz para Tony, mas com os olhos pregados em mim.

Algo se agita em meu estômago, e o meu coração bate descompassado, mas mantenho a compostura de nojo contra Loki ignorando a reação do meu corpo.

— Você está bem? — Clint tira as mãos dos meus braços levando a cintura.

Observo que ele tem uma arma guardada ali.

— Sim. — respondo o homem, me posicionando atrás de Bruce, indo o mais longe de Loki.

Enxugo as lágrimas que caíram. Loki sorri para mim de uma forma traiçoeira. Me sinto a presa.

— Emma, sou inofensivo. — quase caio no chão, mas de susto arrancando uma risada rouca de Loki.

Ele leu os meus pensamentos? Como?

— Thor, faça-me um favor e leve esse imbecil daqui. — nunca vi Natasha usar um tom tão hostil com alguém.

Thor, ouvindo o pedido de Nat, segura Loki pela nuca e atravessa o corredor, passando bem perto de mim. Antes de Loki passar, o deus me olha de lado como se dividi-se um segredo comigo. Um segredo sujo e pervertido.

Quando os dois deuses saem do nosso campo de visão, os heróis começam uma dura discussão, mas Tony não participa, ao invés disso se aproxima de mim.

Seus olhos castanhos poderiam queimar alguém vivo se tivesse esse poder.

— Não se aproxime dele. — Tony ordena, com aquele olhar de “não brinque comigo.

— Não precisa pedir de novo.


Eu espero que a sua leitura tenha sido ótima, aproveita e faz uma maratona da Fanfic. Semana quem vem têm mais!

Beijão da Mila. Até o próximo post, gratidão!

FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark (Part.6)

Olá pessoal, tudo bem? O post de hoje é a continuação da FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark. Obrigada a todos que comentaram e curtiu meus post’s e das meninas.

Part. 1: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 2: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark .
Part. 3: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 4: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 5: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.

 

FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark
Part.6

 

Dou mais uma mordida no burrito, e limpo a mancha de molho apimentado no canto da boca. Tomo um bom gole de suco de morango, e dou outra mordida.

— Estou faminta! — falo aos dois homens a minha frente com a boca cheia.

Depois de treinar na pequena acadêmia daqui, todo o esforço me abriu um grande apetite.

— Isso da para ver. — Anthony diz. Faço uma careta a ele sem parar de comer.

— Deixe a garota, Tony. — Steve fala em tom de brincadeira.

— Não sei se você sabe, Picolé, mas ela é a minha filha. — Steve bufa baixinho. Um pouco do recheio de seu taco cai no prato de papel.

— Tony, eu já te disse para não me chamar de picolé. — o homem loiro diz com toda a paciência que eu não tenho.

— No fundo você gosta, só não admite. — Anthony continua tirando sarro com a cara do Capitão. Antes que o loiro responda, intervenho pelo o que parece ser a milésima vez.

— Tony, chega. Não vamos começar novamente.

— Eu apenas estou expressando a minha profunda opinião sobre algo, minha bonequinha. — quando Anthony me chama pelo apelido que Rick me deu, semicerro os olhos mas não comento nada.

— Talvez eu e Steve não queremos saber a sua profunda opinião. — comento dando uma mordida em meu burrito. — Quer saber? Vamos encerrar essa história aqui!

Anthony ri de algo mas permanece quieto, balançando a cabeça antes de morder o seu burrito. Para muitas coisas, eu e ele somos bem parecidos, mas para outras somos o oposto.

— Só me responde uma coisa, Capitão. Como é ter mais de noventa anos e ainda estar ativo? — reviro os olhos, e volto a comer, sem prestar atenção nos dois.

Depois da conversa que tive com Ricardo no dia anterior, continuo pensando no que ele me disse, sobre permitir Anthony ser o meu pai, deixar que ele tome conta do lugar de direito. Mas é tão difícil quando o homem é extremamente infantil, e me trata como uma colega, e não uma filha.

Sinto tanta falta de Ricardo, e do modo como ele me acordava nos sábados para ir na pequena empresa dele. Lembro-me de mamãe fazendo uma xícara de café para mim, todos os dias de manhã antes de ir para o colégio. Não, não posso permitir pensar em mamãe. Dói demais.

— O que você está pensando? — a voz de Steve me trás de volta a realidade. Mal percebo que havia parado de comer.

— Em Ricardo, e, — respiro fundo antes de responder. — minha mãe.

Tento ignorar as garras da solidão colocando mais molho de pimenta no burrito.

— Como é Ricardo? — Tony, graças a Deus, não pergunta sobre a minha mãe.

    Abro um pequeno sorriso me lembrando das lembranças com meu padrasto.

— Ele é sempre alegre, com ótimas ideias para a empresa dele. Rick faz tudo o para fazer as pessoas felizes. — dou um gole no suco tentando ganhar tempo. Percebo que Tony absorve cada palavra que falo. — Ele é como um pai deveria ser, como uma pessoa deveria ser. Sempre fazendo algo bom sem pedir nada em troca.

Voltamos a comer com um silêncio desconfortável. Steve me encara e Anthony faz totalmente o contrário, desviando o olhar de mim. Então percebo o porquê.

    Anthony queria saber sobre Ricardo fazendo comparações. Eu fui verdadeira, mas as palavras machucam até mesmo os mais arrogante homem.

Queria dar risada por Tony — provavelmente — estar se sentindo enciumado, mas parece que aquela Emma, divertida, cheia de vontade de aprender e viver foi enterrada em abril, quando mamãe morreu. Apenas a curiosidade continuava, o que não me surpreendia. Céus, como estou ficando mórbida.

Volto a minha atenção para o presente quando Natasha passa pela nossa mesa, e fala por sob o ombro enquanto caminha majestosamente.

— Reunião agora. — seu inglês com um sotaque russo e forte deixa a mulher mais sensual. Sensual e perigosa.

Capitão América foi o primeiro a se levantar engolindo o último pedaço de seu taco. Anthony me olha como se me olhasse pela primeira vez, passando os olhos pelo meu rosto, tentando me ler, mas por fim se levanta e anda atrás do Capitão, com passos extremamente confiante .

Depois de longos minutos sozinha, acabou de comer sentindo a ardência por toda a minha língua, sinto a minha boca inchar por causa da pimenta, e por fim tomo todo o suco de morango. Devo me lembrar que suco de morango não combina nada com burrito.

Percebo o quanto eles estão demorando. Eu sei que é uma reunião, mas eles não deveriam demorar tanto, deveriam?

E então juntando a última coisa que me restou, levanto da mesa pegando a minha bagunça e as dos dois homens também, jogo na lata de lixo mais próxima e por fim sigo em direção onde os heróis foram com uma família inteira de pulgas atrás da orelha, torcendo para não me perder pelos corredores.

    Entro em mais um corredor desviando de agentes, ainda com a boca ardendo e me perguntando se o que eu estou fazendo é certo. Eu sou curiosa, e a curiosidade matou o gato.

    Por um momento penso em voltar para o refeitório e esperar por Steve e Tony, mas escuto uma pessoa falando alto demais, depois outras vozes se unem a essa voz se tornando uma cacofonia de vozes.

O barulho vem detrás de uma porta de metal ao meu lado. Encosto o meu ouvido na porta, e escuto atentamente a tudo o que eles dizem, reconhecendo as vozes.

    Por sorte nenhum agente passa por esse corredor, me deixando mais aliviada.

— Loki… — uma voz fala com uma calma perigosa. Reconheço de imediato que é Tony. — LOKI! VOCÊ ESTÁ LOUCO?

    Afasto a cabeça da porta, jurando por um momento ter sentido o metal vibrar por conta do berro de Anthony. Volto a colar a cabeça na porta, fazendo com que o metal frio deixe a minha orelha e bochecha também frios.

— Tony, você quer ser racional? — uma voz grossa e autoritária fala com calma, mas há ainda uma certa irritação em sua voz. — Há milhares de vidas em jogo. Thor me mostrou esta opção, eu a avaliei, e concordei.

Alguém fala, mas tão baixo que não escuto.

— Vamos refrescar a sua memória, Fury. — agora há uma verdadeira irritação na voz de Tony. O imagino com os braços cruzados e os olhos semicerrados. — Loki destruiu o centro de Nova Iorque inteira, trouxe extraterrestres para a Terra, e fomos nós quem limpamos a bagunça dele.

Será que esse Loki é aquele maluco com chifres que eu tinha visto nos jornais quando tinha, o que? Treze anos de idade? Mas aquele cara é um psicopata!

— Eu também estou descontente. — Steve finalmente se pronuncia. — Todos nós estamos. Mas você tem um plano melhor? Foi o que eu pensei.

— Ah, pelo o amor…

— Se a única forma de salvar as pessoas é tendo Loki em nosso grupo, então eu concordo. E acho que você também deveria concordar, Tony.

— Não venha com esse papinho compatriota para cima de mim. — acho que Steve deixo Anthony mais irritado. — Se fosse para ter alguém para ajudar a salvar essas pessoas, por que não a Capitã Marvel?

— Esta decidido Tony. Loki e Thor já estão vindo para a Terra. — Nick Fury diz, fazendo com que a discussão entre Steve e Tony parem. — Pelos simples fato de vocês já terem enfrentado ele antes, sei que podem conte-lo agora. E Tony, a Capitã Marvel não está na Terra.

O silêncio na sala faz com que eu pense rapidamente. Se precisam de Loki para ajudar a salvar as pessoas, então a que ponto de desespero os Vingadores estão? E quem está deixando eles dessa forma?

    E então me lembro. Quando eu cheguei no porta-aviões Hércules os Vingadores estavam discutindo sobre me contar ou não sobre algo. Forço a minha memória para me lembrar do nome que Steve disse.

— Broski? — sussurro para mim.

    Sim, era esse o nome que Steve e Tony disseram. Mas, como um homem com um nome tão estranho pode fazer todo esse estardalhaço? Do que ele é capaz? Melhor, por que os heróis não quiseram me contar sobre ele?

    Natasha estava certa. Eu sou uma Stark, e tendo esse sangue nas minhas veias vou dar um jeito de descobrir mais sobre esse homem e o que ele está fazendo.

    De repente todos falam ao mesmo tempo, como uma explosão de vozes. Aperto mais a orelha na porta colocando as duas mãos nela para entender o que está se passando dentro da sala, mas a porta se abre, e por estar com todo o meu peso sobre ela caio em cima da pessoa que a abriu.

Olho para cima dando alguns passos para trás. Bruce está parado em frente a porta, com a expressão calma mas olhos tempestuosos. Percebo que a sala voltou ao silêncio.

— Eu não sei de nada. — as palavras embolam na minha boca, mas sei que Bruce e quem quer que estivesse atrás dele escutou.

    Me xingo internamente. Não poderia ter falado algo mais inteligente do que me defender mesmo sem razão?

Bruce é empurrado para o lado, e é Anthony quem toma o seu lugar. Seus olhos castanhos são vorazes.

— Eu, sinceramente, não sei o que fazer com você. — Anthony toca a testa com a ponta dos dedos claramente aborrecido.

    Ele parece estar pensando em algo, alguma solução para mim. Quero falar para Tony que me arrependo de ter escutado, pedir desculpas. Mas eu não me arrependo. Depois de tanto tempo tenho algo para passar o tempo, para querer fazer algo além de sentir o completo tédio.

    Vou pesquisar sobre Broski, e não me importo o que Tony vai achar sobre isso.

— Mas eu sei. — uma voz masculina e sedutora diz atrás de mim.

    De súbito o meu corpo se vira, procurando quem disse aquelas palavras.

Então os meus olhos encontram um homem com vestes estranhas, verdes e pretas com detalhes em prata, cabelos pretos e grandes tocando os ombros. Sua capa verde com detalhes em preto se arrasta no chão atrás de si, seu andar é confiante, muito parecido com o de Tony, mas a diferença é que ele parece o predador andando em direção a presa.

Seus olhos azuis combinam de alguma forma com o seu traje. Suas mãos estão presas por uma algema que eu nunca tinha visto antes. Parecia ser feita de eletricidade, e faíscas arroxeadas saiam por ela.

    Em sua cabeça há um elmo com dois chifres dourados, me fazendo inclinar um pouco a cabeça para o lado. Essa coisa não atrapalha ele não?

O homem sorri para mim, um sorriso sarcástico, e cheio de veneno. No mesmo instante soube que era Loki


    Mande a sua fanfic, desabafo, poema ou qualquer outra coisa para o nosso e-mail: adolescenciadelua@gmail.com

    Espero que tenham gostado do post de hoje, continue de olho no blog.

Com amor, Giovanna.