Convivendo com minha ansiedade. Part 3

Com minha mudança para a casa do meu pai, tudo se tornou novo, pois nunca fui acostumada a conviver com ele, ainda mais com uma madrasta e um irmão mais novo. Minha convivência com eles desde o início vem sido difícil de adaptação, há dias que quero fugir pra nunca mais voltar e há outros que consigo lidar, mas não deixa de ser um pesadelo, por conta da minha ansiedade, tem dias que não tenho vontade de dar bom dia e tenho sensação que todos ali me odeiam e que não sou bem vinda e outros que me sinto tranquila, mas na maioria das vezes quero fugir.
Olha é complicado conviver desta forma, pois ninguém realmente te entende a não ser você mesmo…
Quero que cada uma aqui que leu esse post sobre minha história e que se identifique, procure ajuda! As vezes um bom amigo pode lhe aconselhar, mas somente um bom profissional para te ajudar a lidar. Aos poucos vamos nos encaixando nesse mundo tão problemático e sempre encontramos pessoas boas para nos guiar nesta trajetória. A minha missão com esses posts é mostrar que a vida realmente não é fácil, temos altos e baixos, (ficar entre nós, mais baixos do que altos, né hahaha) mas não podemos desistir, no momento que você resolveu vir para esse mundo, foi com um propósito maior, independente de sua crença ou religião. Então acredite que você pode sim, vencer e ser maior do que essa porcaria de ansiedade e depressão, você é um ser humano incrível e veio para deixar marca nessa terra!

Para ajudar vai aí uma dica de livro incrível para este processo, se chama “Pressa De Ser Feliz”, do Matheus Rocha, é simplesmente incrível! Espero que ajude de coração!

Desenho autoral – Todos direitos reservados.

Autora: Byanka. G. Nunes.

Obrigada por me deixar compartilhar um pouquinho da minha vida com vocês.

Bjs no coração e até mais.

Convivendo com minha ansiedade. Part. 2

Bom, demorei um pouco para postar, pois aconteceram alguns imprevistos. Li todos os comentários só não tive tempo de responder, e amei saber que poderei ajudar contando minha história.

Mas vamos ao que interessa né…

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Quando cheguei á psicóloga, não consegui me abrir como queria, pois não me senti á vontade com minha mãe do lado, então não soube me expressar. A psicóloga me passou alguns remédios controlados, porém eu não tomava nenhum, pois eu não queria aceitar que estava doente, e nunca mais pisei o pé num psicólogo, desde então.

Muitas coisas aconteceram na minha vida depois disso, mas o mais marcante foi conhecer meu primeiro namorado, foi então que descobri o que era o apego emocional, pois eu me sentia sozinha e via nele um porto seguro, só que para ele não era bem assim. Conviver com alguém que tem ansiedade e depressão não é fácil, eu o sobrecarregava demais, e não era justo. Terminamos diversas vezes e todas vezes eu entrava em depressão, eu não sentia vontade de nada, absolutamente nada! Ai você me diz “Nossa, Stef! Sério que você chegou á este estado por causa de um garoto?” Sim! Eu cheguei! Mas vamos raciocinar comigo… Eu já tinha um quadro depressivo, nunca quis me tratar, via nele algo que eu podia me agarrar e confiar, então quando ele se foi, eu já não tinha mais ninguém, pois meu pai já fazia um bom tempo que não dava notícias, minha mãe quase não ficava em casa, e quando ficava, era transando com o namorado no quarto, eu era completamente sozinha, entende?!
Namorei com esse garoto durante 3 anos, mas anos picados, era um relacionamento abusivo de ambas as partes, sempre terminando e voltando.A fase mais marcante do nosso relacionamento foi o ano passado, onde minha mãe me expulsou de casa, dizendo que como o marido dela não gostava de mim, ela também não me queria lá, então voltei a morar com minha vó, mas eu estava numa fase que já não tinha ânimo pra nada mesmo, e minha família não queria enxergar, só sabiam me julgar, de todos os lados, era muita pressão para mim, eu já não aguentava mais, foi então que fui morar com ele, foram 5 meses morando juntos, eu o amava, e sentia que ele também me amava, mas com tudo que tinha acontecido, minhas crises só pioravam. Eram noites chorando, sem apetite para comer, tonturas, fortes dores, eu ia no médico toda semana, pois sempre estava passando mal. Mas uma coisa, eu só queria poder entender como algo que está na sua cabeça consegue mexer com todo seu corpo, eu sentia e ainda sinto um terrível mal estar, e não consigo entender o porquê.

Enfim, nosso relacionamento não suportou minha ansiedade, eu tinha paranóia com exatamente tudo! Não falo de paranóia de ciúmes, normal, como qualquer relacionamento, eu chegava a ser abusiva, era horrível!Eu não o culpo, pois ele me ajudou muito, mas como qualquer outro, não aguentou e me abandonou.

Ter ansiedade é pensar em tudo á todo instante, arquitetar paranóias, mal estar psicológico, as vezes a depressão bate na porta e as duas formam uma dupla entanto, andam de mãos dadas e te destroem. Destrói tudo a sua volta! Invade sua vida sem licença e por muitas vezes interfere no seu dia a dia.Vira nosso inimigo fatal! Por muitas vezes, minha ansiedade faz com que eu pense em planos incríveis, mas no final é tóxico, pois penso em milhões de possibilidades de dar errado e me desespero por algo que nem é real.

Depois de tudo o que houve, entre eu e meu ex namorado, vim morar com o meu pai, que não o via há mais de 2 anos, e foi aí que o conto de fadas se tornou um novo pesadelo…

Toda quarta-feira terá continuação, então aguenta coração

Desenho autoral – Todos direitos reservados.

Autora: Byanka. G. Nunes

Bjs no coração e até mais.

Convivendo com minha ansiedade

A intenção deste post é poder compartilhar com vocês, como é conviver com minha ansiedade, que muitas vezes vem de mãos dadas com a depressão. Semanalmente irei postar sobre este tema, e quero que saibam que o blog estará aberto para podermos discutir sobre o assunto, então conto com a participação de vocês.

Espero que através destes textos, eu possa de alguma forma ajudar pessoas a lidarem com esta doença, que afeta o dia a dia de quem tem que conviver com ela. Se sofrem ou convivem com alguém que passa pelo mesmo, espero que eu possa entrar no coração de cada um e ajude a lidar de alguma forma.

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Bom, descobri que tinha ansiedade no início do meu ensino médio, quando minha vida começou realmente a desmoronar, pois comecei a entender e ter consciência de tudo que aconteceu e vinha acontecendo na minha vida. Como a separação dos meus pais, quando eu tinha quatro anos de idade, que foi o impulso para o transtorno. Desde então, comecei a passar por muitas coisas.

Minha mãe levava diversos homens para casa e eu tinha que conviver com eles e tentar fingir que não me incomodava o fato de passar a tarde sozinha na sala, vendo desenho, enquanto ela transava no quarto ao lado. Meu pai, por sua vez, começou a construir outra família e quase não ia me visitar, chegou a passar 2 anos sem me ver, e achava que uma misera pensão de duzentos reais, que ele pagava quando bem entendia, supria a ausência que ele fazia na minha vida. Minha infância foi resumida em pular de casa em casa, pois todo padrasto que minha mãe arrumava não gostava de mim, então eu era obrigada á morar com minha avó. Estudei em muitas escolas diferentes, justamente por sempre estar pulando de casa em casa, como se eu fosse um objeto reciclável.

Com quatorze anos, minha tia, percebeu que eu precisava ir á um psicólogo, porque ela sabia de tudo que eu passava e tinha certeza que havia algo de errado comigo, e então convenceu minha mãe…

No próximo post, irei continuar a história, então aguenta coração, pois quero que as próximas publicações sirvam como uma “auto-ajuda” para quem precisa.

Desenho autoral – Todos direitos reservados.

Autora: Byanka. G. Nunes

Bjs no coração e até mais.

Oi, eu sou a Stef!

Oi oi, meninas e meninos, quem escreve é a Stef.
Antes de contar um pouquinho sobre mim, quero agradecer a oportunidade, é um imenso prazer poder participar desse blog incrível, estou mega animada pra começar a criar conteúdo para vocês.

Bom, tenho 19 anos e sou uma aspirante a jornalista, a minha ideia é trazer a tona assuntos importantes com um tom mais descontraído, mas sem perder a importância. Trazer á tona, assuntos como ansiedade e depressão por exemplo, que são problemas que me acompanham há um tempinho.

Vou trazer dica de livros também, mensalmente, sempre que possível, eu vou querer saber o que acharam da leitura.
Semanalmente postarei conteúdos aqui no blog, então fiquem ligados!

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Beijos no coração e até mais.