Algo em Você Destruiu Algo em Mim

Notas iniciais

Fiz esse texto mais como um desabafo, algo que eu precisava escrever, colocar em palavras aquilo que estava engasgado a muito tempo. Uma boa leitura a todos.

P.S: sei que hoje não é dia de postar, mas amanhã tenho outros planos para postar


Sabe aquele momento em que você olha para traz e relembra tudo que te aconteceu? E se pergunta qual foi a melhor coisa que já te aconteceu e logo depois a pior, então, você é sem dúvida a melhor coisa que me aconteceu e a pior delas.

Sei que ah uma discordância, mas parando para pensa, eu amava o sentimento que sentia quando estava com você, aquele frio na barriga, o calor, o prazer apenas de sentir seu cheiro, de sentir seu toque. Sei que é bem clichê, mas era isso que sentia, e era maravilhoso, mas acabou, afinal, tudo tem um fim, um ponto e vírgula ou apenas uma vírgula. Não faço ideia do que irá se passar daqui para frente, mas me obrigo a não criar esperanças, isso irá apenas me torturar ainda mais.

Hoje vejo tudo tão claro, como o dia lá fora, eu era apenas uma menina passando por uma transição, cheia de sonhos e ilusões, e você, um menino no corpo de homem, sabendo o que queria e agindo como um moleque, não o culpo, você não me iludiu, eu o fiz sozinha. Então as coisas foram saindo do controle, e eu já estava completamente apaixonada por alguém que não conhecia, e nunca vou conhecer, misterioso, você foi me prendo ainda mais em sua teia e eu não conseguia escapar, eu sabia o que queria, mas você não se posicionava, minha paciência foi se esgotando, mas esse bendito sentimento se tornou meu eterno companheiro.

Li uma vez que quem tem nome composto também tem duas personalidades e eu concordo, porque ao mesmo tempo que sei o quão mal você me fez e ainda faz, meu outro lado não consegue se libertar deste sentimento que tanto me atormenta nas noites frias e quentes, nas abafadas e escuras. Você está seguindo a sua vida e eu te desejo tudo de bom, apesar de tudo, mas então porque sinto que não consigo seguir minha vida?

Acho que posso dizer que você é minha alma gêmea, que pegou tudo de ruim que havia em mim, todos os meus defeitos que eu não enxergava e expos em um enorme outdoor para que eu pudesse ver, e eu vi, e eu mudei, fiquei tão envergonhada com quem eu era que consegui mudar, não por você, mas por mim, você me ajudou muito, e eu sou grata. Você me atacou diversas vezes com suas atitudes, e eu o ataquei também, nos machucamos demais e eu disse que te perdoava, mas não sinto que foi de coração, e se foi, eu não consigo entender nada que se passa em mim.

Já se passaram dois anos desde nossa briga, um ano desde que pedimos desculpas, e alguns meses que te vi na rua com ela, independente de tudo que houve, eu te desejo o melhor, não sinto raiva do que aconteceu, mas desde que aconteceu, não me sinto mais a mesma, sinto que tudo que antes era certo, já não é tão certo, me sinto perdida e tentei conversar com você de novo, apenas conversar, mas você não foi, sua ausência foi a resposta que precisa para ter certeza de que nada do que eu fale seja importante para você agora. Não sei se estou pronta para dizer adeus, mas acho que já se passou muito tempo perdido, todas as nossas discussões e desentendimentos agora não fazem sentido, você tirou de mim a capacidade de me apaixonar, e não sei se alguém irá conseguir reverter isso algum dia, espero que sim, não desejo ser prisioneira desse sentimento.

Você destruiu algo em mim que ainda não sei o que é, mas dói, dói não conseguir me apaixonar por um cara incrível que conheci, dói não acreditar em planos futuros, dói não saber mais quem sou.


Notas Finais

Apesar de ter quase certeza de que ele nunca irá ler esse texto, após termina-lo, me senti tão mais leve, um pouco menos afogada nas lembranças de um passado que foi muito bom, mas que me deu cicatrizes que ainda não se curaram totalmente.

Aqui quem fala é a Porteira de Maquete, beijos e arrivederci.

Tempo

Olá meus queridos, hoje não vim falar sobre contos, histórias, nem sobre mim.

Hoje vim falar sobre o tempo. Hoje parei para pensar sobre o tempo e gostaria de compartilhar meus pensamentos com vocês.

O tempo é como uma mãe, que é justa e bondosa, que sabe dar umas boas palmadas quando necessário, e logo depois te explica porque está levando essas palmadas.

Como uma mãe, por mais que te ame, ele não pode passa a mão na sua cabeça, ele vai fazer você sofrer sim, para aprender com seus erros e se possível com o de outros.

O tempo sempre está conosco, e tudo que você transmite, será devolvido a você, para alguns isso é um conforto e para outros uma terrível sentença.

A cada passo ele está nos observando, e no fim da vida, ele finalmente perguntará.

“Aprendeu agora?”


Um pequeno recado

Vou começar a postar apenas nas quartas feira

Têm sido bastante corrido e vai facilitar postar apenas na quarta, semana que vem vou postar mais um conto, e espero que gostem.

Aqui quem fala é a Porteira de Maquete beijos e arrivederci.

Conto – Nem Tão Princesa – Parte 3 – Final

continua…

– Edgar fez o que? – ela explodiu de ódio – Ele me paga. Como ele pode fazer isso? Que direito ele tem? Ele não disse nada disso em sua última carta – ela andava de um lado para o outro tentando se acalmar, mas cada passo a deixava ainda mais indignada, ele então perguntou ainda muito surpreso:

– A senhorita sabe ler? – ela parou abruptamente, que tipo de pergunta era aquela? Ela então retruca:

– Você não?

– Apenas os nobres têm acesso a qualquer tipo de escolaridade, os empregados como eu, não sabem nada.

– Como meu pai pôde fazer isso com seu povo? – disse se sentando, o jovem abismado fala:

– Ele é seu pai. Mas o rei não teve filhos com a rainha. Como pode? – ela balança a cabeça e continua:

– Longa história, mas me conte, o que mais acontece no reino dele?

Ele começa a contar como o rei direciona mais riquezas para suprir seus luxos, contratar guerreiros, agradar outros nobres e como seu povo humilde vive em uma completa miséria, cada novo fato que ele lhe esclarece a enfurece e a deixa ainda mais revoltada. Ela se levanta brutalmente, vai para seu quarto e veste uma calça de couro e um colete igualmente de couro, feitos por ela, calça uma bota resistente e chama por Justine que aparece prontamente, ela lhe dá instruções para que cuide do jovem desconhecido e que voltaria para busca-los, ela chama por Caton que logo aparece, vão até o lado de fora, ela sobe em suas costas e ele levanta voo.

Eles sobrevoam a extensa floresta que circunda seu velho castelo, ainda é cedo quando eles partem, voam por horas a fio, fazem uma parada e logo retomam sua viagem, em dois dias e meio eles chegam à tardinha no reino de Edgar. Ela passa pelos muros, pelos guardas que desacreditam no que seus olhos veem, Caton desce e para em frente à porta principal, ela desce dele e de cabeça erguida ela abre as portas, todos ficam imóveis perante a situação, Caton estava pronto para qualquer reação dos mesmos, ela entra bufando e vê no final do corredor Edgar sentado em seu trono, ela se aproxima a passos largos para em frente a ele e fala:

– Vim receber meu prêmio – confuso ele pergunta:

– Que prêmio?

-Como que prêmio? Você colocou minha mão a prêmio e quem me trouxesse de volta, iria se tornar rei! Estou aqui para ser coroada. Eu mesma me trouxe aqui, exijo meu prêmio.

Perplexo ele nada fala, ele a conhece o suficiente para saber que não deve enfrenta-la, ele cede, sem escolha, ele sabia que não seria fácil leva-la de volta, mas não esperava que ela o enfrentaria, e sabia que se o fizesse ela seria um enorme problema. Antes do final da semana ela foi coroada, muitos revoltosos se formaram, mas assim que ela começou a mudar muitas coisas no reino, ela passou de odiada, à salvadora, ela espalhou escolas e direcionou as riquezas em outras áreas, os nobres insatisfeitos logo foram colocados em seu lugar, ela foi dura, justa, e amável, quando necessário. Justine se tornou a cozinheira real, e o jovem desconhecido, Leon, mais tarde virou seu conselheiro. Ela mudou o reino, expandiu seus limites, conquistou novas áreas, e em todas as guerras que foram travadas, ela estava na linha de frente, enfrentando todos que desafiavam e acolhia todos os necessitados. Anos depois, um homem maduro e tão rebelde quanto ela, apareceu em seu reino, eles se apaixonaram loucamente, mas demorariam muito para admitirem um ao outro, depois de algum tempo, eles se casaram, mas ela permaneceu no controle de seu reino, os filhos vieram um tempo depois, eles viveram muito tempo e seu reino prosperou, em anos nunca se teve uma rainha como ela, e sua filho, continuou seus passos um rei tão justo quanto ela.

~ fim ~

Conto – Nem Tão Princesa – Parte 2

Meses se passaram e ninguém havia tido êxito nessa missão, a floresta era obscura, traiçoeira e perigosa demais para os fracos, enquanto isso, Diana em seu castelo nada sabia do que ocorria fora de seus muros. O boato de que uma donzela estaria em apuros em um castelo distante, e que o homem que a salvasse e levasse de volta para o rei Edgar se tornaria o novo rei, se espalhou como uma praga, atravessou províncias, continentes e outros reinos, onde aumentou a procura pela bela jovem, mas a floresta ainda era o maior desafio a se enfrentar, ela rodeava todo o castelo e só os mais espertos conseguiriam sobreviver.

Era uma noite sem lua, escura e tenebrosa, quando um homem finalmente chega ao castelo, encontrou uma forma de passar pela floresta vivo, mas agora esse não era o único problema que ele iria enfrentar.

Ele abriu violentamente a porta principal e começou a explorar o com a reta guarda levantada, pronto para qualquer coisa, ou quase qualquer coisa. O castelo era enorme, com grandes paredes e portas exageradamente grandes, ele se perguntava que tipo de perigo ela corria, pois, sua morada estava vazia, sem guardas, cães nem reptes. No instante seguinte ouviu um rugido ao longe, será um leão, mas não poderia, o rugido estava cada vez mais próximo, ele então se virou e viu um enorme dragão com escamas esverdeadas, ele hesitou, se encheu de coragem e o atacou, em um minuto ele virou churrasco, como uma onda de chamas o dragão contra-atacou deixando seu oponente completamente em chamas. Em poucos minutos, Diana aparece descendo as longas escadas se perguntando o que havia ocorrido, de seus aposentos pode ouvir o estardalhaço provocado pelo seu invasor, ela olha o mesmo sem movimento algum caído no chão ainda com as chamas o consumindo, e um cheiro podre começou a tomar o lugar.

Ela furiosa grita com seu dragão:

– Caton, quantas vezes terei que dizer? Não é para queimar nada dentro do castelo, olha o cheiro que fica, ele não vai sair por semanas – o mesmo abaixou a cabeça e pareceu entender bem o que havia feito, ela olha para o corpo ainda em chamas e grita – Justine, traga um balde d’água – em pouco minutos a mesma aparece e joga água nas chamas, logo depois retiraram o que sobrou do corpo carbonizado, ela olhou para Caton e falou séria – Que isto não se repita.

Mas se repetiu, outras muitas vezes, homens começaram a aparecer em seu castelo, invadindo e tentando matar seu dragão, nada daquilo fazia sentido para ela, seu castelo nunca teve visitantes, ela nunca vira tantas pessoas, tantos homens em sua vida como está vendo nos últimos meses.

Em um dia, cansada disso tudo decidiu que o próximo que surgisse ali, com as mesmas intenções dos anteriores, ela iria interroga-lo antes de tomar qualquer outra decisão, e em poucos dias apareceu um jovem muito ferido, aparentemente sua viagem havia sido muito prejudicial ao mesmo, tinha uma grande feria em seu ombro esquerdo, ela o colocou em um quarto não destruído pelo tempo, e ajudou a se recuperar, ele estava desmaiado, no instante que acordou ela estava sentada em uma cadeira a sua frente, ela começou:

– Quem é você e o que faz em meu castelo? – ela estava muito curiosa, furiosa e séria, ele olhou ao redor confuso, pigarreou e falou em seguida:

– A senhorita é a donzela em perigo que reside neste castelo?

– O que isso lhe interessa – esbravejou, ele pareceu surpreso ela continua – Que história é essa de donzela em perigo? – ele ainda com confusão responde:

– Um rei chamado Edgar, colocou sua mão em casamento para aquele que a levasse de volta a seu reino e que se tornaria o novo rei.

– Edgar fez o que?

continua…

Conto – Nem tão princesa – Parte 1

Em uma noite de tempestade ela nasceu, Edgar a rejeitou veemente durante a gravidez de Ingrid, sua meretriz, escondeu sua relação de todos, ele como rei jamais poderia deixar que soubessem de sua amante, muito menos que a engravida-la, no entanto, assim que a viu a pela primeira vez, a batizou de Diana, que como os raios da tempestade na escuridão se iluminam entre um estrondo e outro. Ele com medo da reação de seu povo, a mandou para um exílio em um castelo esquecido da família real, junto com uma criada para cria-la e ensina-la coisas vitais para sua vida, encheu a biblioteca do velho castelo com inúmeros livros para que ela aprendesse tudo e soubesse se virar sozinha, ela aprendeu sobre política, táticas de guerra, filosofia, escrita, física, luta.

Quando tinha a idade de dez anos, todos foram embora, com exceção da cozinheira, e como animal de estimação o rei ordenou que enviasse um ovo de dragão para que ele nascesse e fosse criado por ela. Tempo depois rei Edgar se casou com uma mulher da nobreza, enquanto, ainda mantinha Ingrid como sua meretriz; vivia gozando da vida, enquanto sua filha bastarda vivia exilada com seu dragão, que virou seu maior companheiro. Depois de alguns anos de casada com o rei, a rainha Erica percebeu que não conseguia dar um filho a ele, decepcionada consigo mesma, entrou em uma depressão profunda, onde logo veio a falecer, o rei então começa a se preocupar, afinal, quem irá governar o seu reino quando o mesmo, já não respirar mais? Visando esse medo, decide então colocar a mão de sua filha bastarda a prêmio, sem dizer a todos quem ela realmente era, então fez um anuncio público dizendo:

– Existe um castelo esquecido, a oeste, cinco dias de viagem, atravessando a densa floresta de Looriw com muitos perigos. Lá existe uma jovem, que atingiu a maior idade, quem conseguir traze-la de volta para este palácio, poderá desposa-la e se tornará o novo rei.

Seu pronunciamento trouxe grande alvoroço entre seus súditos, quem teria tamanha coragem? A floresta de Looriw é conhecida por desaparecer com quem se aventura entrar em seus limites, criaturas estranhas e desconhecidas lá habitam, o lugar onde ninguém se desafiaria a ir. Mas por uma coroa? Até onde iriam?

continua…

Olá queridos leitores – Um pequeno recado

Hoje iriei postar uma parte de um conto que estou escrevendo, ele não está terminado, mas acho que iram gostar de uma das minhas ideias loucas.

Acredito que até semana que vem ele estará completo, espero que gostem. Até agora eu tenho cinco títulos para contos e irei trabalhar muito bem neles, só o melhor para vocês .

Aqui quem fala é a Porteira de Maquete beijos e arrivederci.

Desmoronando…

Desmoronando

“São dias tão cinzas, que até raios e trovões teriam medo de cair”

Dentro de mim existe um vazio, não sei exatamente o que houve, já faz alguns dias que choro no escuro tentando entender o que está acontecendo, mas falho, como um pequeno inseto preso em uma teia de aranha, fracassado e sozinho, prestes a morrer.

Meu corpo inteiro dói, se levantar da cama tem se tornado um sacrifício, mas mesmo assim levanto e tomo meu café, ao me olhar no espelho vejo a pele pálida, na qual um dia já existiu cor, meus olhos cada vez mais fundos, cansados, pedindo socorro. Fico a me perguntar quem sou eu, será que ainda me conheço? Mas nunca sei a resposta.

Alguns dias são bons, menos dolorosos, mas a maioria têm sido cinza, são dias tão cinzas que até raios e trovões teriam medo de cair, de onde vêm essa angustia, gostaria de saber.
Para este corpo que dói parece não existir remédio, basta apenas um sopro e tudo parece desmoronar.

Os lugares têm ficado menores, as pessoas falam mais alto, a falta de ar invade meu peito, não consigo respirar, apenas sinto pânico e travo, novamente sou o inseto insignificante preso na teia da aranha.

São dias difíceis, mas tento melhorar, juro que tento, mesmo estando à desmoronar. Torço para que essa ansiedade vá embora, quero apenas fica bem, tenho sido grossa e insensível, descontando tudo nas pessoas que amo, sei que tenho sido um peso, mesmo que não digam, eu sinto que os machuco, mesmo que sem querer, e isso faz eu me sentir pior, quero voltar a ser uma boa filha, uma boa amiga e uma boa namorada, me sinto tóxica, deixando cansado todos aqueles ao meu redor.

Meus sonhos parecem distantes, já não sei mais o que é real, não sei se estou dormindo ou tendo um pesadelo, tudo parece igual, será que estou ficando louca?

Espero que tudo passe, assim como tudo começou… Espero voltar a viver de verdade, sem medo, sem dor, sem essas incertezas, e com todas as minhas dúvidas resolvidas…
Espero ser eu mesma novamente.

~Thay


Desenho Autoral – Todos os Direitos Reservados.Artista:
Byanka G. Nunes.


Oi minhas Luas, vocês se lembram da Thay? Hmmm… Deixa eu ajudar vocês a se lembrar… Nós duas, criamos a categoria que vocês mais amaram, Mês Halloween, se lembram? É isso mesmo, esse texto é dela… Ela ainda está por aqui, quem sabe não vem mais posts dela e novos projetos nossos.

Eu quero agradecer todo o carinho de vocês, por sempre estarem acessando o blog, vocês são incríveis. Eu sou grata a todos!

Beijinhos da Mila! Gratidão!