Fanfic: Filha do Tony Stark – Vingadores (Part.10)

Eu sei, demoramos pra trazer a continuação, eu tive umas dificuldades pra achar os capitulos que a @giovannateodorico tinha me enviando, mas aqui está continuação, espero que gostem e perdoa a demora!

Pra quem ainda não conhece a Fanfic é só acessar os links abaixo!

Part. 1: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 2: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark .
Part. 3: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 4: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 5: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 6: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 7: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 8: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 9: Fanfic: Vingadores – Filha do Tony Stark
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Eu espero que gostem da continuação de hoje.

Boa leitura!

Capítulo 10

No instante em que contei a Gabriella que eu estava indo no dia seguinte para o Brasil, ela simplesmente surtou. Gritava palavras sem nexo, e a única coisa que eu realmente entendia é que ela estava feliz com a notícia. 

Depois foi a vez de Ricardo. Ele atendeu o telefone — lembrei do fuso horário, então no Brasil já era tarde da noite. — Com a voz meio grogue, ficou feliz por eu ter ligado para ele mesmo sendo tarde, e ficou mais feliz ainda quando disse que estaria indo ao Brasil no outro dia.  

Talvez com a minha notícia eu o tenha despertado, porquê ele disse que iria arrumar a casa naquela mesma hora. Mesmo eu falando que não precisava, já que Anthony iria querer se hospedar em um hotel, mas Ricardo insistiu de tal forma que nem mesmo Tony conseguiu questionar. Iriamos passar o tempo na casa de Ricardo. 

Desde o dia anterior quando Tony contou que iríamos para o Brasil, não consegui ficar calma, ou comer no momento certo. A cada uma hora eu enfiava algo para manter a minha boca ocupada, e isso foi apenas por um dia. Imagino como eu não ficaria se Tony me contasse que iríamos daqui a uma semana. 

Depois de conversar com Anthony sobre os meus novos professores particulares, e quando eu começaria as aulas, começo a arrumar a pequena mala, alternando entre colocar uma peça dentro da mala e um pedaço de chocolate dentro da boca. 

Se eu continuasse desse jeito, iria acabar com o estoque de doces de Clint. 

— Então você vai voltar para o Brasil. — dou um pulo e quase me engasgo com o pedaço de chocolate.  

Engulo com força sentindo o alimento descer rasgando pela minha garganta. Me viro lentamente encontrando um Steve sorridente na soleira da porta. 

— É o que parece. — respondo aliviada por não ser Clint me cobrando por estar comendo os chocolates dele. — Chocolate? 

Steve nega entrando no quarto e se sentando na cadeira em frente à escrivaninha. Ele pega o chibi do Homem de Ferro e brinca com os bracinhos do boneco. 

Como outro pedaço de chocolate, colocando logo em seguida uma calça jeans e uma blusa preta. 

— Sabe, Tony parece estar se esforçando para ser um bom pai. — levanto o olhar para Steve, que continua a brincar com o chibi.  

— Ele é um bom pai, só falta praticar. — solto uma risadinha me lembrando de alguns detalhes. — Talvez ele possa pegar dicas com Ricardo. 

Finalmente Steve larga o chibi e me encara com a expressão séria. Sinto que ele irá falar um pequeno discurso, como as vezes ele faz para as escolas estadunidenses. 

— Acho melhor não Emma. Tony mesmo não aparentando sente falta do tempo que não tiveram juntos, e acho eu que, ele sente um pouco de raiva por Richard ter sido o seu pai primeiro. 

Engulo em seco sem saber o que falar. Finjo prestar total atenção na muda de roupa em minhas mãos. 

Eu nunca imaginaria que Anthony pensasse assim, que ele se sentisse assim em relação a mim e o tempo perdido entre nós. Ou até mesmo que sentisse raiva do meu padrasto por ter sido o pai que ele gostaria de ser. 

— Isso não é muito a cara de Anthony. — murmuro, colocando de qualquer jeito as roupas dentro da mala vermelha e por fim fecho o zíper. — E é Ricardo. 

Steve me fita intensamente, o que me faz desviar os olhos para qualquer canto do quarto. Me sento ao lado da mala e brinco com o fecho. 

— Emma, mesmo ele sendo o seu pai, você ainda não conhece Tony. — Steve suspira e eu faço o mesmo. — Ele parece ser arrogante e não se importar com as coisas, mas é apenas aparência. Claro que ele é arrogante, mas se importa sim com as coisas, principalmente com você. 

Meus olhos marejam. Me sento na cabeceira da cama de casal e abraço as minhas pernas. Eu estou tão confusa, sem saber o que fazer. Eu sei que Anthony se importa com as coisas, isso é mais que aparente, e comigo também, mas é estranho escutar Steve falando.   

Talvez eu preferisse não escutar em voz alta, faz com que toda a situação pareça mais complicada e delicada.  

Sinto as garras da saudade agarrar o meu coração. Por quê a minha mãe precisou morrer? Eu sinto tanta falta dela, sinto tanta falta do seu perfume floral e o riso frouxo. Sinto falta de como ela conseguia achar a solução para problemas como esse que estou, e sempre sorrindo. Até mesmo nos seus últimos suspiros ela estava sorrindo. 

— Vai ficar tudo bem. — braços quentes abraçam o meu tronco. 

Só agora percebo que estou chorando. As lágrimas são amargas por conta da saudade. Culpo a tpm por ter chorado tão facilmente. Continuo a chorar, me sentindo reconfortada nos braços de urso do Capitão. 

Eu realmente espero que tudo fique bem, que eu consiga chamar Tony de pai, que consiga parar de sentir saudade da minha mãe, e que eu fique bem emocionalmente. Tudo isso que eu pensei não vai ser tão fácil, mas também não é impossível. Exceto um. 

— Vai passar, Em.  

✖ 

Fito a sobreloja a minha frente, com o estômago dando giros e mais giros. Senti falta desse lugar, mas me esqueci das lembranças que ele carrega. 

Antes de me mudar para os Estados Unidos, eu morava em cima da loja e escola de informática de Ricardo. O que não dá pra perceber é que a sobreloja é enorme, tendo o tamanho de uma casa normal.  

Respiro fundo antes de apertar o interfone ao lado da porta de ferro. Tony está ao meu lado e em silêncio observando tudo. Fico mais tranquila por termos chegado cedo e não ter praticamente ninguém na rua. Não seria nada legal de Anthony fosse abordado por alguns fãs desde cedo. 

— Bonequinha? — a voz de Ricardo aparece por sobre o chiado do interfone.

Abro um largo sorriso, sentindo a saudade dele morrer aos poucos, sabendo que em questão de minutos eu o veria. 

— Quem mais seria? — respondo com outra pergunta, escutando a risada calorosa de Ricardo. 

Um clique alto mostra que a porta de ferro foi aberta. Pego a minha pequena mala vermelha e espero Tony entrar primeiro para eu poder entrar e fechar a porta.  

Subimos o lance de escadas em silêncio, apenas com o barulho da minha mala batendo contra cada degrau. Me sinto estranha, já que não é normal Tony ficar em silêncio por um longo tempo. 

Antes de abrir a porta de madeira, paro e olho para Tony, sorrio para ele e por fim pego a sua mão. Anthony parece ficar mais relaxado, mas ainda permanece em silêncio.  

Abro a porta deixando a mala ao lado dela e puxo Anthony para dentro do grande apartamento. Sou recebida pelo familiar cheiro de café fresco, e flores. Me surpreendo por ver o apartamento tão claro e sol matinal. Talvez eu estava esperando um lugar sombrio e sem vida, mas Ricardo fez um bom trabalho deixando o apartamento cheio de… Cloe.  

A minha mãe era cheia de vida, ensolarada, e olha onde ela parou. 

— Boneca! — por um momento eu estava no chão, no outro estava rodopiando pelo ar nos braços tão familiares de Ricardo. 

Abraço o pescoço do meu padrasto e enfio a cabeça na curva do mesmo, sentindo o cheiro amadeirado de Ricardo.  

— Rick! — finalmente ele me coloca no chão, mas as mãos permanecem em meus ombros. 

O homem me olha por inteiro, com os olhos cheios de preocupação e saudade. 

— Tony está cuidando bem de você? Você está comendo direito? — Ricardo pergunta, ainda me olhando por inteira.  

Abro um sorriso ladino, dando um chega pra lá com a mão, apontando para Tony. Quando nós dois colocamos os olhos sobre o herói, percebemos o quanto ele estava desconfortável, mas em questão de segundo ele parece relaxado e em casa. 

— Até parece que eu não cuidaria bem da minha filha. — Tony diz em um inglês carregado de arrogância.  

Talvez ele tenha esquecido que Ricardo também fala inglês, já que a minha educação em casa era fundamentada em falar inglês e apenas na rua falar português. Ambos, eu e Rick aprendemos a língua juntos.  

Ou talvez eu tenha esquecido de contar.  

— Fico mais aliviado com isso. — Rick responde em inglês, e a partir daí começa um diálogo em inglês, para que Tony não ficasse de fora. — Mas você está comendo direito e no horário certo?  

Suspiro sem saber o que de fato responder. Ricardo tomou o meu suspiro e silêncio como uma resposta, também suspirando. 

— Vem, vamos pra cozinha. — Ricardo pega na minha mão e me guia até a cozinha. 

Não que eu precisasse de um guia para saber onde a cozinha está, até porquê conheço esse apartamento como a palma da minha mão, mas nós dois precisamos desse contato físico para ter certeza que estamos ali, juntos. 

Um café da manhã estava posto na mesa de madeira, simples, mas cheio de proteínas. Me sento na cadeira onde geralmente sentava e observo Tony se sentar ao meu lado, observando discretamente a cozinha. E então faço o mesmo, captando cada detalhe do grande espaço. 

— Eu espero que a Emma não tenha te causado problemas. — Rick quebra o silêncio, se virando com a garrafa vermelha de café nas mãos e a depositando ao lado da minha xícara de café. 

— Ela é uma boa garota. Recebeu uma boa educação. — Tony se serve de uma xícara de café e toma um longo gole. 

Faço o mesmo, e quase cuspo o café na xícara. Céus, está sem açúcar. 

— Não sei se isso foi um elogio, mas obrigada. — Ricardo percebe o meu desgosto pelo café e logo coloca duas colheres de chá de açúcar no meu café. — Falando em educação, ela está estudando? 

— Eu estou aqui, sabem disso? — murmuro. 

E como sempre, Ricardo da uma de suas calorosas risadas e passa a os dedos pelo cabelo jogando para trás.  

— Dei algumas semanas para ela se acostumar, mas quando voltarmos ela já vai começar a estudar. Em casa, sem perigo e perto de nós.  

Observo bem os dois, sentindo a tensão entre eles. Mesmo Anthony parecendo estar confortável, pude perceber que ele está se sentindo totalmente o contrário. Ricardo parece estar calmo, mas vejo que ele está tentando criar um assunto, fazer com que um diálogo dure. 

Ricardo está pensativo com as palavras de Tony, mas não fala nada. 

Depois de comer dois pães e algumas xícaras de café — agora com açúcar — em um completo silêncio, Ricardo finalmente o quebra. 

— A Gabi vai vir a tarde. Se prepara porquê ela vai dormir aqui também. 

Quando ele diz aquilo, sei que eu realmente deveria me preparar porque conhecendo a minha melhor amiga, nós não iríamos dormir. 

✖ 

Já era tarde. Tony estava tomando banho e Ricardo havia saído para resolver algo. Estou sozinha, me sinto sozinha. 

Sinto o poder das lembranças me sufocarem. Sinto a presença da minha mãe em cada canto que olho, em cada mínimo detalhe, cheiro, objeto. Cloe está em cada coisa da casa, e em mim.  

Eu estava evitando me olhar no espelho para não me lembrar dela, mas vindo aqui, estando onde cresci, abre novamente as feridas que tentei cuidar sozinha. 

Um porta-retratos está embaixo da televisão. O pego vendo a foto. Minha mãe, Rick e eu sorrimos para um cara estranho que fez a gentileza de tirar a foto para nós três.  

O brilho, mesmo pela foto, permanece nos olhos azuis da minha mãe. O sorriso, agora que percebo, não é aquele leve e frouxo, mas é tenso e cheio de preocupações. Ela parecia ser a própria preocupação. Como eu não percebi isso antes? 

Como eu não percebi todos esses segredos? Como eu pude ser tão cega ao ponto de não notar as pequenas coisas que me cercava?  

Deixo o porta-retratos no lugar e vou para o quarto de Ricardo e de Cloe. Abro a porta encontrando tudo quase igual, o mesmo cheiro, a penteadeira com os produtos de beleza. Sei que se abrir a porta do guarda-roupa vou encontrar as roupas da minha mãe ainda. 

Fotos minhas com a minha mãe ou com Ricardo muda um pouco o ambiente, mas ainda sou capaz de imaginar Cloe ali no quarto, sentada em frente a penteadeira e sorrindo para o seu próprio reflexo. 

A saudade nunca vai passar? A dor da perda?  

Sinto braços em volta da minha cintura me abraçando, puxando a minha cabeça para o peito dele. 

— Calma. — sinto as lágrimas quentes e amargas molharem a camisa de Tony. 

Escuto a porta se fechar, sinto Anthony me levar para longe do quarto. Não é o suficiente para fazer as lágrimas pararem, a dor passar. 

Me desprendo dos braços de Tony e me jogo no sofá querendo me afundar nele. Tony se senta ao meu lado, me olhando com um olhar preocupado. 

— O que eu posso fazer? — olho para o homem ao meu lado, a visão um tanto embaçada. 

O que ele poderia fazer por mim? Uma máquina de voltar no tempo? Até mesmo para Tony sei que é impossível. 

Continuo chorando baixinho, ignorando os olhos brilhantes da minha mãe, preso nas fotos. 

Continua…


Eu espero que tenha gostado a continuação de hoje, semana que vem tem mais! Sou muito grata pela paciência e desculpa a demora!

Aguardem, que vem mais capítulos por aí!

Beijocas da Mila!
Gratidão!

FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark (Part.9)

Olá pessoal, tudo bem com vocês? Eu sei que estamos demoramos muito pra voltar com as Fanfics, o blog está passando por muitas alterações, então só agora que tudo está voltando pro seu devido lugar.

A Giovanna, está passando por uns problemas pessoais, vamos desejar força pra ela melhora e voltar pro blog.
Enquanto ela fica ausente, vamos continuar postando a continuação da Fanfic, no caso a Giovanna vai continuar escrevendo e eu vou postando pra vocês!

Talvez, eu demore pra postar a continuação, pois dependemos da @giovannateodorico, pra que tenha continuação. Então, eu quero pedir pra vocês deixar sua curtida, que vocês deixem comentários, compartilhe em suas redes sócias, vamos motivar a @giovannateodorico.

Obrigada por todo o carinho, e pelos comentários.

Pra quem ainda não conhece a Fanfic é só acessar os links abaixo!

Part. 1: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 2: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark .
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Part. 8:FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.

Eu espero que gostem da continuação de hoje.

Boa leitura!


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Vejo Natasha ao lado de Thor me olhando. Ela abre um minúsculo sorriso quando percebe que estou a olhando.

— Conversamos depois. — Anthony diz para mim, o que me deixa tensa.

Sabia dos riscos que era para mim vir até aqui, mas não queria encarar as consequências, principalmente se essas consequências tem nome e sobrenome.

— Iremos te soltar dessa jaula, mas com condições simples. Fique na linha, calmo, e nada irá acontecer a você. — Anthony sorri abertamente. Seus dentes brancos brilham no escuro. — Mas se você tentar algo, – Deus queira que tente – iremos te colocar nessa jaula de novo e te jogaremos daqui como se joga lixo fora.

Loki parece estar entediado, como se já tivesse escutado ameaças diversas vezes. Talvez realmente tenha. Natasha sai de perto de Thor e anda até o painel e aperta alguns botões, fazendo com que o uma parte do vidro da redoma deslize para o lado.

Loki sai de dentro da redoma e encara o irmão. Há uma tensão no ar quase palpável, como se a soltura de Loki tivesse um outro significado, um que eu não conseguiria entender ou perceber.

Thor quebra a tensão pegando o braço de Loki e o levando para longe daqui, sendo seguido pelos outros heróis de perto.

Tony e eu permanecemos no lugar. Encaro os meus sapato encardidos enquanto espero qualquer coisa da parte dele, um berro, um xingamento, um castigo, qualquer coisa. Mas nada disso veio.

Deixo de encarar os meus sapatos e encaro Tony. Ele está com os olhos pregados em mim, me vendo. Me senti incomodada porquê era como se ele estivesse lendo a minha alma. Depois de instantes em silêncio e muitos olhares, tomo coragem para quebrar o silêncio.

— Como você soube onde eu estava?

Ele ainda continuou me olhando com os olhos crispados.

— Natasha me disse que você a estava seguindo, e aliás, há câmeras por aqui docinho. — sinto a arrogância presente na voz dele, mas tem algo nela, algo oculto que deixa mais amargo a fala.

E claro que a Natasha percebeu que eu a estava seguindo. Sendo a incrível espiã que é perceberia uma garota normal atrás dela.

— Olha, eu sei que você não gostou muito do que eu fiz… — finalmente obtenho uma reação dele, mas não foi a que eu queria.

— Não gostei muito? — engulo em seco quando ele dá uma risada nasalada, o que me assusta. — Eu odiei, existe uma grande diferença.

— Também não é pra tanto… — e novamente ele me corta, cruzando os braços em frente ao corpo.

— O que foi que eu te pedi? — não respondo, mas ele espera uma resposta.

Percebi o que ele estava fazendo, e céus, como dói ter o orgulho ferido.

— Não me aproximar de Loki.

— Exatamente. Mas o que você fez? Correu diretamente para ele como uma presa. — levanto o olhar a Tony quando ele me associa a uma presa, exatamente como eu pensei que eu era.

Uma presa perto de Loki.

— Era uma tarefa simples. Ficar longe de Loki pela sua segurança. Eu confiei em você, confiei que pelo menos isso você faria, mas você traiu a minha confiança.

E com essas simples palavras ele me destruiu completamente, destruiu o meu ego e o meu ser. Sinto vontade de chorar, sinto vontade de cavar um buraco e sumir da vista de Tony.

— Me desculpe Tony, mas eu… — quando pensei que o discurso tinha acabado, que ele tinha terminado de me destruir, era apenas a ponta do iceberg.

— Precisava falar com Loki? — agora eu sei o que estava oculto no tom da voz de Anthony. A decepção. — Eu iria cuidar disso, faria com que ele saísse da sua cabeça, mas nãaao, você não confiou que eu cuidaria de você.

— Não foi isso! — minha voz sai mais forte do que eu esperava.

E novamente Tony me surpreende com a reação. Ele abre um sorriso largo enfiando as mãos nos bolsos da calça social.

— Então foi como? — a forma simplista que ele disse a frase me deixou mais assustada.

Mas o pior mesmo foi perceber que ele estava certo. Eu realmente não confiei nele, e por não confiar trai a confiança que ele depositou em mim, uma mera humana.

Tony estava certo, e ele sabe disso. Seu sorriso foi fechado, e as mãos tiradas de dentro dos bolsos. Anthony checa o relógio de pulso extravagante, e suspira. Por instantes ele pareceu ser mais velho.

— Castigo por um semana sem celular e essas coisas por ter me desobedecido. — encaro o homem a minha frente, mas saco o celular do meu bolso e entrego a ele.

Sem falar mais nada, Tony se vira e começa a andar para a saída.

Não me importo com a droga do castigo, mas sim que agora a confiança de Tony em mim não existe mais, e vai ser difícil reconquista-lo.

Continua…


Eu espero que a sua leitura tenha sido ótima, aproveita e faz uma maratona da Fanfic. Semana quem vem têm mais!

Beijão da Mila. Até o próximo post, gratidão!

FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark (Part.8)

Olá pessoal, tudo bem com vocês? Eu sei que estamos demoramos muito pra voltar com as Fanfics, o blog está passando por muitas alterações, então só agora que tudo está voltando pro seu devido lugar.

A Giovanna, está passando por uns problemas pessoais, vamos desejar força pra ela melhora e voltar pro blog.
Enquanto ela fica ausente, vamos continuar postando a continuação da Fanfic, no caso a Giovanna vai continuar escrevendo e eu vou postando pra vocês!

Talvez, eu demore pra postar a continuação, pois dependemos da @giovannateodorico, pra que tenha continuação. Então, eu quero pedir pra vocês deixar sua curtida, que vocês deixem comentários, compartilhe em suas redes sócias, vamos motivar a @giovannateodorico.

Obrigada por todo o carinho, e pelos comentários.

Pra quem ainda não conhece a Fanfic é só acessar os links abaixo!

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Part. 2: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark .
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Part. 4: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 5: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 6: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.
Part. 7: FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark.

Eu espero que gostem da continuação de hoje.

Boa leitura!


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FANFIC: Vingadores – Filha de Tony Stark (Part.8)

Engulo um comprimido de paracetamol, e me sento na cadeira em frente a pequena mesa em meu quarto. A minha cabeça lateja, e a sinto pesada.

O deus da trapaça me deixou assim, e eu já o odeio por ter perambulado pela minha mente, por ter brincado comigo. Mas por um outro lado, uma pequenina parte de mim, — uma parte insignificante — insiste em não sentir ódio por ele. Que me faz querer entendê-lo, entender o porquê ele entrou na minha cabeça.

E esta parte me levou a ter um impulso idiota.

Me levanto quase derrubando a cadeira, saio do meu pequeno quarto, trancando a porta e levando a chave comigo. Preciso fazer logo, senão não vou ter coragem para continuar.

Ando rapidamente fingindo ter um destino a ir, mas a realidade é que eu estou totalmente perdida. Na verdade, não sei o que eu realmente estou fazendo. E quando penso em desistir e voltar para o meu quarto e para o meu tédio, mas vejo Natasha não muito longe de mim, andando de forma apressada, e de alguma forma sei que ela está indo ver Loki. Posso estar indo no lugar oposto que eu quero? Sim, mas não vale tentar.

A sigo dando um espaço razoável entre nós duas, e o fato de ter agentes a nossa volta facilita que eu me esconda. De repente ela vira um corredor, e quando faço o mesmo percebo que ele é meio deserto. Espero um pouco para não ficar tão perto da Viúva Negra, e por fim ando um pouco, mas me deparo com uma escada de ferro no final do corredor.

Devo continuar seguindo esse impulso idiota, ou voltar e não me meter em possível encrencas?

Escolho a primeira opção mas me xingando mentalmente. Eu já tinha chegado até ali, e ninguém havia me descoberto. Ainda.

Desço os degraus tentando ao máximo não fazer barulho, mas paro no penúltimo degrau quando encontro Natasha também parada em frente de uma porta de ferro. Fico na ponta dos pés e consigo ver que ela digita uma série de números em um painel ao lado da porta. De repente a porta desliza para o lado deixando a Viúva entrar.

Romanoff entra no lugar mas a porta permanece aberta. Devo ir ou voltar? Mas e se eu for e quem eu estou procurando não estiver ali? E se eu for e estiver tendo uma reunião ultra-secreta? Cá estou eu pensando sinceramente o que eu estou fazendo e qual será o meu próximo passo.

Quando a porta começa a dar sinais de que iria se fechar, corro passando pela porta, e se eu tivesse demorado mais um pouco teria prendido alguma parte do meu corpo.

A porta se fecha fazendo um barulho suave atrás de mim. Olho em volta me perguntando mentalmente o que diabos estou fazendo aqui. Canos expostos de vários tamanhos estão nas paredes, e alguns vão para o chão ou teto dando um ar industrial ao local. É bem mal iluminado, apenas algumas lâmpadas azuis tentam iluminar o ambiente mas não dão conta. Iria continuar a minha inspeção pelo local mas escuto um barulho alto e decido me esconder.

Me escondo entre um cano grosso de ferro e a parede escura, prendendo a respiração como se isso fosse me fazer invisível.

— Eu sei muitas coisas sobre você, Natalia. — percebo que é a voz de Loki.

Céus, eu estou no local certo. Mas, quem é Natalia? A não ser que ele esteja se referindo a Natasha Romanoff. Mas é incompreensível!

Tento escutar mais mas tudo que consigo escutar são zumbidos e palavras soltas. Fico imediatamente frustrada.

— Eu sou um deus, não uma arma. — Loki diz alto o suficiente para eu escutar, o que me intriga mais. Sobre o que eles estavam falando?

Instantes depois da frase ser dita, escuto passos contra o chão de ferro. Me aperto mais no meu esconderijo improvisado, desejando ser invisível.

Natasha passa perto de mim, o que deixa todo o meu corpo tenso, mas ela não percebeu que eu estava ali fazendo algo que prometi não fazer a Tony. Só relaxo quando a agente sai do ambiente e a porta se fecha novamente.

Depois de instantes de completa quietude e hesitação por minha parte, tomo coragem para o que deveria fazer. Saio de onde estou e tento andar como Tony, arrogância e confiança, e encontro Loki em uma lugar que nunca imaginaria vê-lo.

Loki, com toda a sua “pompa” preso em uma redoma de vidro grosso. Não estava mais vestindo as roupas estranhas, mas sim um terno preto, com a camisa social também preta e sapatos brilhantes. Tudo nele era preto, e combinava de alguma forma com ele.

Desço mais um lance de escadas de ferro, dessa vez fazendo barulho para ele perceber que eu estava ali. O homem levanta a cabeça, sua expressão antes frustrada muda rapidamente para deliciada. Mesmo que ele pareça um animal preso em uma jaula, eu continuo sendo a presa e ele, o caçador. E algo me dizia que a temporada de caça estava aberta.

Paro em frente a redoma mas ao invés de encarar Loki, olho em volta em uma forma de fingir desprezo. Perto da redoma há um painel de controle comprido com inúmeros botões e outras parafernálias tecnológicas, mas de alguma forma eu sabia que estava conectado à jaula de Loki.

Volto a olhar o deus, que por sua vez estava me observando. O encaro nos olhos e tudo o que eu vejo é uma completa escuridão. Ele emana o frio, e eu o calor, e se fosse possível aconteceria choques térmicos apenas com o olhar.

— Confortável? — falo, ainda sustentando o máximo o olhar.

— Mais confortável impossível. — há um certo deboche no tom de Loki. — Seu querido pai é um ótimo anfitrião.

Solto uma risada baixa olhando para o lado. Não esperava menos de Anthony depois do reencontro.

Me sento no penúltimo degrau da escada, cruzo as pernas em frente ao corpo e apoio os cotovelos no degrau de cima, tentando parecer estar à vontade mesmo que o perigo esteja a minha frente.

— Certo. — o respondo tentando parecer neutra. — Loki, você sabe o por que está aqui?

Antes de responder, Loki me olha por longos instantes. Seus olhos sobre mim me incomoda, mas tento parecer calma.

— Salvar Midgard e vocês, Midgardianos. — a forma como ele fala mostra o seu nojo e desprezo por nós.

Permaneço no meu lugar, mas algo borbulha dentro de mim. E parece que Loki percebeu.

— Típico de vocês Midgardianos achar que os deuses precisam fazer tudo por vocês. — ele coloca os braços para trás em uma postura militar, e seu olhar é avaliador. — Mas temos mais coisas para fazer, além de ajudar vocês nessas briguinhas patéticas.

Olho para Loki. Um silêncio tenso paira sobre o lugar.

— Como destruir o mundo? — seus olhos verdes brilham. — Ninguém pediu a sua ajuda, apenas de Thor, que teve a solidariedade de te colocar no meio, por pena.

Na verdade eu nem sabia se estava certa ou não, ninguém havia me contado, mas pelos berros de Anthony deu para deduzir um pouco.

Me levanto e fico em frente a ele. Seus olhos verdes estão tempestuosos.

— Não precisamos de mais um vilão para ser mais uma pedra no caminho. — sussurro por fim.

O deus se lança em minha direção, e soca apenas uma vez o vidro. Levo um susto mas fico ainda mais assustada quando a prisão de vidro escorrega um pouco para baixo, mas em um certo momento para. Por causa desse surto por parte de Loki ficamos da mesma altura.

— Você, criança, não sabe com quem está se envolvendo. — e ele estava certo.

Realmente não sei com quem eu estou me envolvendo, e eu deveria parar.

Me lembro do motivo que estava ali, que me arrisquei. Respiro fundo e dou um passo para trás.

— Quero que você saia de dentro da minha cabeça.

Sei que ele ainda esta perambulando pela minha mente. Eu sinto isso.

— Ah querida Emma, isso vai ser impossível.

Olho para Loki irritada. Ele arruma o termo com calma como se ele estivesse sozinho.

— E por que não?

— Porque eu sou o vilão da história. — Sinto que as minhas palavras se voltaram contra mim. — Emma, Emma, você é inteligente, tenho que admitir isso, mas não tão inteligente quanto eu.

— Você é um imbecil, isso sim. — perco a pouca paciência que eu tenho. — Se fosse inteligente não estaria na minha cabeça sabendo o que Tony poderia fazer com você.

Loki levanta uma sobrancelha, mas um sorriso maquiavélico brota em seu rosto.

— Isso foi uma ameaça?

— Entenda como quiser, Loki. — transfiro o peso do meu corpo para o outro pé com uma incrível vontade de chutar a redoma de vidro e vê-lo cair mais um pouco.

— Eu sou o deus da trapaça, não pode me ameaçar.

Alguém gargalha atrás de mim me fazendo virar o corpo. Logo percebo que estou encrencada.

— E o “deus da trapaça” está preso. De novo! — Anthony gargalha novamente, curvando o corpo para frente. Um homem grande sai das sombras, caminha lentamente, e para ao meu lado. É Bruce.

Os Vingadores aparecem aos poucos cercando a redoma de vidro. Tanto eu quanto Loki estamos surpresos por essa aparição repentina.

Continua…


Eu espero que a sua leitura tenha sido ótima, aproveita e faz uma maratona da Fanfic. Semana quem vem têm mais!

Beijão da Mila. Até o próximo post, gratidão!