Nada é por acaso!

Olá minhas gostosas, sentiram minha falta, e falta do Conto das Leitoras?
Bom, uma Leitora, mandou uma história que aconteceu com ela e uma menina, super legal, bem LGBT, quem não gosta de histórias LGBT? Eu gosto, a Mila mais gosta mais ainda!
Antes, de contar a história, quero pedir, você que não apoia o movimento LGBT, por favor, sem comentários maldosos, com preconceitos, isso não será tolerado aqui no blog.
Não vamos revelar a identidade das pessoas, os nomes foram trocados, pra preservar a intimidade da Leitora! Espero que gostem, porque eu amei!

Olá, me chamo Gabriela, eu tenho 20 anos.
Eu sempre me senti diferente das minhas amigas, pois quando, elas falavam de namoradinho ou discutiam sobre qualquer assunto, que envolvesse meninos, tipo qual “Boy era mais bonito”, eu não me sentia atração, a vontade de discutir sobre assunto, aquele tipo de conversa não me chama atenção
Quando, eu estava com 16 anos, eu comecei a me descobrir, a me aceitar como homossexual (como lésbica) Me vi apaixonada por uma colega de classe, no começo achei que seria só isso, uma paixão, mas aquilo foi crescendo, eu não assumia isso, afinal era minha amiga, nada poderia interferir nessa amizade. Ela tinha seus “rolos” e isso me incomodava, porque eu queria estar no lugar dessas pessoas, deveria ser o meu lugar.
Eu pensava: “Espera, tem alguma coisa errada”, toda vez que ouvia ela falar sobre relacionamentos, eu sentia algo errado. Seria ela meu primeiro amor?
Bom, algum tempo depois conheci uma menina em uma rede social, fomos nos aproximando, ela se chamava Fran, 6 meses depois, começamos a namorar.
Eu sentia que não ia muito longe, afinal, todas as vezes que íamos fazer algo juntas, vinha na minha mente aquela “paixãozinha” da escola.
Foi aí que tive certeza que não era uma simples paixão. Eu mantive meu relacionamento, tinha que camuflar de alguma forma o que eu sentia pela minha amiga de escola.
Tinha algo errado, eu sentia e não sabia lidar com isso.
Eu era feliz na relação, bom, ela fazia o possível pra me fazer feliz, mas eu não conseguia retribuir por completo tudo o que ela fazia. Até que durou, 1 ano e 8 meses e acabamos terminando o nosso namoro.
Então, eu achei que deveria conversar com aquela amiga de escola, mas já era tarde demais.  Acabei descobrindo que ela também sentia algo diferente por mim, descobri que me ver em uma relação com outra menina, machucava ela também, poxa, como assim?
Por medo, por talvez não saber lidar com as consequências, perdemos a chance de viver aquilo que sentíamos, de viver o momento. Não foi o tempo que não foi justo com a gente, nós é que não fomos com ele. Mas, a nossa amizade prevaleceu, ela ainda está aqui. Hoje, ela namora, é super feliz!
E eu? Ah.. eu encontrei alguém pra amar. E hoje pra mim, o tempo não é aquele que cura tudo, que leva embora o que não nos faz bem, mas ensina a conviver com as consequências do que fazemos, nos faz forte pra seguir independente do que carregamos dentro de nós. As vezes o que achamos que vai passar, e não passa, simplesmente não passa, continua de alguma forma dentro de nós, mas esse “tempo” vai abrindo espaço para novas pessoas, novas aventuras, novos amores, novas histórias.
Sim, novos amores… Mas aquele primeiro… Ah, o primeiro amor… é sempre é lembrado!

Meninas, que achou a história linda, levanta a mão agora!
Eu amei, da pra perceber, que ela superou, mas carrega com ela a lembranças do seu primeiro amor, da primeira vez que assumiu que gostava de uma menina, do seu primeiro relacionamento, que ela tinha tudo pra ser feliz, mas não era amor o suficiente!
Hoje, ela tem um novo relacionamento, é super feliz e ainda é amiga da garota que fez ela se descobrir! Isso é lindo, percebemos a evolução dela, o tempo é maravilhoso, ele abre espaços pra coisas novas, mas só se a gente se permitir!
Não esqueçam de se permitir, as coisas podem estar difícil, mas não fecha as portas, nem ás janelas, deixe abertas, pra entrar novos ares ou melhor dizendo, novas histórias, novos amores e novas lembranças!

Esse foi o post de hoje minhas gostosas, espero que tenham gostado!
Não esqueça de mandar a sua história: adolescenciadelua@gmail.com, estamos aguardando a histórias de vocês!

Beijinhos da sua Jujuba!

Amor não correspondido, quem nunca?

Olá meninas, hoje eu estou com uma publicação bem diferente, essa semana, eu pedi para que várias meninas mandassem suas histórias de vida, sobre namoro, amizades, sonhos, decepções e por aí vai.

Lembrando, que se a sua história não foi escolhida hoje, não significa que não será a próxima, fazemos postar todas as histórias que receberemos.

Essa é a história da Nicole, só tem 14 anos, muito novinha, mas já passou por aquele famoso: “Primeiro amor, não correspondido.” Quem aqui, nunca passou por isso? Que atire primeira pedra não é mesmo?

Espero que gostem da história, que está sendo contada por ela mesma!

Estou aqui para contar, uma história muito longa, com muitas confusões, enfim, vamos lá!

Em 2012, minhas primas moravam em uma Chácara em Ibiúna, onde eu ia quase todos os fim de semana com meus avós, então nesse meio tempo acabei conhecendo um primo delas, que no caso não tem parentesco comigo, ele é 3 anos mais velho que eu, eu acabei ficando com as minhas primas na casa dele, no começo eu não sentia nada por ele, mas conforme foi passando o tempo, fomos se vendo em vários finais de semana, comecei a ter um sentimento por ele, apesar de nunca ter conversado muito com ele.

Eu resolvi, contar para as minhas primas e uma amiga que dormiu na minha casa, porque ela iria com a gente para a chácara ver minha família.

Então, nesse dia a gente foi dormir na casa dele e eu fiquei indignada, a minha amiga acabou dormindo com ele, eu chorei demais por causa disso. No dia seguinte, eles ficaram de novo, eu fiquei muito chateada.

Essa fase passou, então fomos de novo para a chácara, só que sem essa “amiga”, nesse final de semana, meus primos estavam brincando, daquele famoso “Jogo da garrafa”, como todos sabiam com quem eu queria ficar, me desafiaram a ficar com ele.

Depois de beijar ele, eu fiquei com nojo, porque eu lembrei dele ter beijado a minha “tal amiga”, aquele dia eu perdi meu BV, eu só tinha 8 anos de idade.
Bom o tempo foi passando e fomos crescendo, eu acabei diminuindo o amor que eu tinha por ele, mas ainda sentia alguma coisa.

Minhas primas, acabaram mudando de casa, em Ibiúna mesmo, só que dessa vez era do lado da casa dele, aí eu pensei né “Pronto, agora vai!”, mas infelizmente pra mim, não foi.

Minhas primas, morou lá durante 4 anos, eu continuei visitando como sempre, mas não aconteceu nada, ele começou a namorar e eu acabei esquecendo essa história, até nem lembra muito.

Antes do começo, do ano passado, eu não gostava dele, mas confesso que de vez em quando eu olhava o Facebook dele.

No ano passado, meu avô acabou falecendo, então minhas primas vieram morar na minha cidade, perto da minha casa e por ironia do destino, ele veio junto, por uns motivos pessoais dele.

Mesmo com ele morando perto de mim, eu tratava ele como se fosse meu “primo”, na terceira semana, que ele estava morando aqui, fomos passar um final de semana na praia e lá acabou acontecendo nosso primeiro selinho, que só aconteceu, porque a minha prima empurrou, só que acabou acontecendo tudo de novo, a minha inocente ilusão, de que ia acontecer algo.

Começamos a conversar, aos poucos fomos criando mais intimidade, nas festas que teve, eu sempre ficava do lado dele, mas sempre escondido, pois a minha família não tirava o olho, mas acabamos ficando um com o outro, ele me tratou super bem, só no dia que ficamos.

Depois disso, ele acabou pegando a vizinha, que eu também tinha feito amizade, mas isso eu relevei, faz pouco tempo que aconteceu, faz uns quatro dias que ele voltou pra cidade dele, acabei percebendo que era só um amor platônico de infância, que ele não era o amor da minha vida, que eu merecia alguém melhor, eu sei que sou nova, pra fica pensando nessas coisas, mas sei que vou encontrar alguém melhor.

Mas ele nunca será esquecido, toda vez, que eu vejo ele ou ver ele meu coração, vai dar aquela acelerada.

Mas quem sabe um dia isso passa ou eu ele não acaba dando certo, nunca se sabe, não é ?

Obrigada pela oportunidade de deixar eu contar a minha pequena história, do meu primeiro amor platônico.

O que acharam, da história da Nicole? Ela só tem 14 anos meninas, muito novinha, mas já descobriu que primeiro amor não é tão fácil assim, mas e você, que leu essa história até aqui, quer contar a sua história de amor também?

Então, manda pra mim, vou adorar ler e divulgar aqui no blog, lembrando que pode ser anônimo também.

Pra encerrar o post de hoje, como o tá foi “Primeiro Amor” “Amor não correspondido”

Quem nunca assistiu o filme Meu Primeiro Amor? Deixo essa dica de filme pra vocês ❤️ Esse filme marcou a minha infância!

Meninas, muito obrigado, até a próxima e boa noite, Beijão da Mila!