Astor, o incrível Mastif!

Eaeee manaaaaas, hoje é dia de falar mais sobre a minha galáxia, vou contar como o Astor entrou na minha vida; eu era criança e amava o cachorro de uns amigos da família, eles tem uma casa de ração na frente de casa até hoje, todos os dias eu ia lá pra ver o Fred, eu achava ele incrível, então um belo dia o Fred virou papai e eles me deram um filhote, eu não fazia ideia que ia ganhar, mas eu lembro até hoje quando ele chegou em casa, ele não era um filhotinho pequeno, ele parecia já ter quase 1 ano com apenas 2 meses, era gordo e suas dobras a coisa mais gostosa, foi amor a primeira vista.

O Astor não gostava nem um pouco de brincar com brinquedos, não destruía as coisas, a não ser as roupas que eu colocava nele no frio, ele gostava de brincar de pega pega, de me morder, eu o treinei, ele foi ficando maior a cada dia, ele sempre foi folgado, tinha ciúmes de mim, tudo era eu hahaha, quando a Mel chegou eles ficaram inseparáveis, era difícil dar atenção pros dois ao mesmo tempo, Astor sempre foi cavaleiro, deixava a Mel e a Loren comer a comida dele, elas faziam o que queriam com ele, ele deixava, desde que o sofá ficasse pra ele deitar.

Ele não era um cachorro normal, ele sempre odiou banho com todas as forças, levava uns 15 minutos pra convencer ele que aonde ele fosse se esconder a mangueira ia junto, apesar de todo seu tamanho, ele sempre foi puro amor, desajeitado e muito carinhoso, eu lembro quando morávamos em um condomínio e ele abria o portão, não deixava ninguém passar pela rua, um vez era 22h da noite e tivemos que correr pro veterinário, porque ele fez o favor de se meter com um ouriço, o focinho dele ficou parecendo um pompom de tanto espinhos, onde a gente olhava tinha espinhos do bicho, eu não sabia se ria ou ficava brava, ele nunca foi de querer avançar em gatos, a não ser um que batia nele pelo portão, uma vez esse gato entrou em casa, a gente tirava o gato da boca dele e jogava pra fora, o gato voltava pra querer brigar, acho que fizemos isso umas 4 vezes, eu lembro que pensei: “Droga, deve ter morrido o gato”… se passou 2 dias e eu vi ele entrando no vizinho, foi um alívio.

Astor era o meu grude, ele foi literalmente o meu maior e melhor presente, era engraçado ver a reação das pessoas quando via ele a primeira vez e falavam: “O seu cachorro é muito grande”. Ele transmitia amor e paz em todo lugar depois que eu falava que ele não ia morder ninguém, me protegia, me dava conforto, muitos lambeijos e muitas patadas quando eu parava de mexer, ele era muito sem vergonha, só obedecia a mim e eu só descobri isso depois de um dia que meu pai brigou com ele e de pirraça ele simplesmente fez xixi na perna do meu pai. Foi difícil escolher algumas lembranças pra compartilhar, são tantas…

30/05/2018 eu sabia que esse dia ia chegar, ainda mais depois que perdemos a Mel, mas eu não achei que séria tão rápido, Astor cansou de lutar e partiu, deixando meu coração destruído, depois que perdemos a Mel o Astor foi desanimando, mesmo eu mimando ele ainda mais, saindo passear todo dia, ele não estava mal nos seus últimos dias, mas foi parando de querer comer, então em uma madrugada de quarta ele começou a chorar, ficou inchado, Astor teve uma torção gástrica e não tinha nada que alguém pudesse fazer, ele parecia estar dormindo no quintal de casa, eu não tive pressa de me despedir dele, eu o abracei, beijei, fiz carinho, chorei muito, eu estava falando adeus pro meu filho, parte de mim também morreu aquele dia.

Sou muito grata por ter tido ele na minha vida, por ter crescido ao meu lado, por ser meu melhor amigo, meu protetor, meu grandão, eu sinto falta dele todos os dias, sinto falta do seu olhar sempre demonstrando o que estava sentindo, sinto falta de apertar suas dobras, dele deitar a cabeça no meu colo, até dos pelos na roupa. Cachorros são muito amorosos, eles sentem tudo, sabe quando estamos passando por situações difíceis, se tem uma coisa que eu aprendi foi que não tem amor mais puro e incondicional para se receber, eles se doam por inteiro pra nós, somos tudo para eles e não importa a situação, eles estarão sempre do nosso lado feliz por nos ver.

Querem um conselho? Se dediquem mais aos seus bichinhos, sendo cachorro ou não, converse com eles, mesmo que exista gente que acha que eles não entendem, eles entendem, eles merecem muito amor, faz tudo ficar melhor e eu garanto que a vida é mil vezes mais fácil com um amigo de 4 patas do lado, adote um amigo, não importa se é de raça ou não, o amor será sempre o mesmo e o mais importante, são leais e verdadeiros, já abraçou seu bebê hoje? Eu só pude fazer isso na minha velhinha Loren, então não percam tempo.

Espero que tenham gostado, sigam o blog e compartilhem, com amor: Abibi e sua galáxia!